Os desafios da distribuição de seguros pós-Covid foi tema do debate do CVG-RJ

Fonte: CVJ-RJ

O CVG-RJ realizou, nesta quarta-feira (24 de fevereiro), evento
internacional “Os Desafios da Distribuição de Seguros pós-Covid no Brasil e
na Europa”, que foi transmitido pelo canal do CVG-RJ no Youtube e contou com as participações de um destacado especialista do mercado europeu, o advogado e corretor de seguros espanhol César García González, delegado da Associação Profissional de Mediadores de Seguros (APROMES-Portugal); e de dois dos mais experientes líderes do setor, no Brasil, os presidentes do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, Nilton Molina, e do Sincor-RJ, Henrique Brandão. 

Coube ao presidente e ao vice-presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé e Enio
Miraglia, a mediação do encontro. “A nossa intenção foi traçar um paralelo
entre os mercados da Europa e do Brasil no que se refere à distribuição de
seguros”, revelou Perissé, que anunciou ainda a intenção de promover novo
evento no mesmo formato, para abordar a questão da longevidade. “Vou
conversar com o Molina a respeito”, adiantou.

Já Enio Miraglia frisou que o evento propiciou “uma aula”, permitindo a
quem assistiu ao vivo ou ainda verá no canal do CVG-RJ ficar ainda mais
enriquecido em termos de informações. “Foi um encontro maravilhoso em que fizemos um intercâmbio entre Brasil e Europa. Temos isso na nossa bagagem, agora”, observou.

Mercado Europeu – Apresentado como a grande atração do evento, César García González destacou que o cenário atual na Europa, provocado pela pandemia, tem muitas semelhanças com a crise financeira e social de 2007/2008, provocando o aumento do desemprego e a queda do PIB. Contudo, ressaltou que a crise de 2020, ao contrário daquela, “ainda não é estrutural”. Ainda assim, alertou que, “se não atuarmos de forma certa”, esta crise não será temporária e também pode vir a ser estrutural.

Gonzáles revelou que, neste contexto, o mercado de seguros registra queda
no faturamento e do percentual de renovação nas apólices. “Os seguros de
vida e de fundos de investimentos são os grandes perdedores. Há resgate de
investimentos para pagar contas e não há mais dinheiro sendo investido em
fundos”, explicou. Em contrapartida, o “grande vencedor” é o ramo saúde,
pois as pessoas têm agora, mais conhecimento sobre a importância da saúde suplementar, e querem contratar um plano, mas não vão ao médico, o que aumenta a receita do setor e reduz os sinistros.

O especialista apontou ainda a ocorrência de uma “tormenta perfeita”, em
que a pandemia coincide com a implementação de mudanças obrigatórias nas diretrizes para a distribuição de seguros na Europa e o avanço da Brexit
(saída do Reino Unido da União Europeia), neste caso, especialmente pelo
fato de Londres sediar o Lloyds, que tem forte influência sobre os rumos do
mercado de seguros e de resseguros no continente.

Assim, ao conviver concomitantemente com os efeitos da pandemia, a
necessária adaptação às novas regras para distribuição e às mudanças
causadas pelo Brexit, o setor precisou se “reinventar”. Essa necessidade
levou o mercado a realizar fortes investimentos na digitalização. “Foi feito
em três ou cinco meses o que seria desenvolvido em cinco ou 10 anos”, afirmou.

A transformação digital trouxe um desafio maior, que é a necessidade de
humanizar o processo de relacionamento com os clientes algo que, de acordo com ele, tem peso maior para os latinos, que sempre priorizaram o
atendimento pessoal.

O novo contexto obriga corretores e agentes do mercado europeu a
direcionarem o foco de sua atuação para a manutenção das carteiras de
negócios, pois há dificuldades imensas para prospectar e atrair novos
clientes. “As seguradoras têm planos para reduzir os valores e facilitar o
pagamento dos prêmios, com o objetivo de ajudarem o corretor a, pelo menos, manter a carteira. Mas, a verdade é que o seguro, como um bolo, precisa de uma boa massa para crescer”, alertou.

Gonzáles disse ainda que a pergunta atual não é saber se a distribuição
terá futuro, mas “se nós estaremos nesse futuro”. Ele citou ainda a importância que as plataformas (assessorias) de seguros
poderiam ter para ajudar o pequeno corretor. Mas, ressalvou que, ao
contrário do que ocorre no Brasil, esse segmento ainda é incipiente no
mercado europeu, com a exceção da França. Na visão dele, esse instrumento não funciona no mercado europeu em razão da baixa densidade populacional e territórios menores. Mas, revelou que as plataformas começam a surgir em algumas regiões como nas áreas mais isoladas e despovoadas de Portugal.

Molina – Já Nilton Molina frisou que a pandemia trouxe para a sociedade a
evidência do risco para a vida, o patrimônio e os negócios. “No seguro de
vida, o mercado inteiro nunca teria recursos para fazer uma campanha como uma grande emissora de televisão fez durante a pandemia, com notícias diárias sobre o risco da morte, abrindo os olhos da sociedade”, acentuou.

Segundo ele, há muito espaço para o setor avançar, até porque, considerando apenas os “seguros tradicionais” (vida e ramos elementares), o mercado pouco avançou nos últimos 25 anos. “Entre 1996 e 2019, a participação dos seguros tradicionais no PIB passou de 1,42% para 1,68%. Então, o mercado não saiu do lugar”, pontuou Molina, para quem o seguro saúde e os planos de acumulação não integram “o mercado tradicional de seguros”.

Na visão dele, cenário, que aparenta ser ruim, pode, na verdade, mostrar um enorme potencial para crescimento e que ainda “está tudo por fazer”. Nesse contexto, Molina observou que o foco deve ser direcionado para o seguro de indivíduos, até pelo fato de, no mundo inteiro, o processo digital ter empoderado o consumidor, que foi “colocado no comando do processo de distribuição”, algo potencializado pela pandemia. “Aconteceu algo
extraordinário. Nossos corretores de vida, acostumados em vendas
presenciais, aprenderam, durante a pandemia, a vender o presencial remoto. Antes, fazia duas entrevistas por dia. Hoje, faz seis. Isso é muito
importante para o corretor, cujo principal capital é o tempo”, asseverou.

Ele advertiu, contudo, que o corretor agora precisa ser ainda mais hábil do
que já era, pois se não tiver capacidade e conhecimento na venda remota, o
cliente simplesmente aperta um botão e o deleta. Molina pontuou ainda que o novo cenário também obriga as seguradoras a reduzirem custos administrativos e também de distribuição. Mas, ressalvou que isso não significa cortar os ganhos do distribuidor, mas, sim, ganhar em eficiência e produtividade. “Não queremos reduzir os ganhos da distribuição, mas reduzir os custos da distribuição. Esse é o grande desafio”, acrescentou.

Para ele, ainda é rara no Brasil a figura do corretor especialista em gente
e que sabe explorar toda a capacidade de atender a todas as necessidades do indivíduo. “O corretor de vida, não vende planos de saúde. O de auto, não vende propriedade. Isso precisa mudar. O corretor tem os clientes, não pode ser mais especialista em produtos, tem que ser especialista em gente”, sugeriu.

Brandão – Por sua vez, Henrique Brandão comentou que há um processo global de desintermediação que afeta todos os setores da economia. “Estamos vivendo o maior desafio da história de distribuição do mundo, que inclui a definição pela sociedade entre a relação humana e a relação tecnológica. Há o sentimento que tudo é tecnologia e que o ser humano deixou de ser prioritário. Mas, quanto mais vejo tecnologia, mais certeza tenho da sobrevivência da intermediação. As pessoas querem outras pessoas do outro lado para fazer algo”, enfatizou.

Ele fez uma correlação do momento atual com o início da entrada dos bancos no mercado de seguros. O presidente do Sincor-RJ relembrou ter dito na época que o corretor não apenas resistiria como iria crescer muito mais. “Havia 20 mil corretores de seguros. Hoje, somos 100 mil. Os bancos nos ajudaram a fazer a massa. Hoje, o mundo está vivendo impacto da generalização ou especialização. As seguradoras entenderam a importância da trilogia perfeita, envolvendo cliente, corretor e as companhias. Isso beneficia a todos os envolvidos”, asseverou.

Por fim, ele admitiu que há um grande impacto decorrente da pandemia, seja na reavaliação dos processo de intermediação e a venda direta. Assim,
Brandão considera inevitável a revisão do processo de distribuição. Mas,
assegurou que, seja qual for o resultado desse processo, o corretor irá
resistir. “Já disse muitas vezes e repito: nós, corretores, somos semelhantes às baratas, pois podemos resistir até à bomba atômica”, concluiu.

ESSOR Seguros registra crescimento de 9% em prêmios emitidos e 16% de lucro líquido em 2020

Temos a certeza que 2021 será ainda mais desafiador que o ano passado e precisamos buscar continuamente soluções e melhorias operacionais, diz CEO

Mesmo em um ano atípico como foi 2020, a ESSOR Seguros teve um crescimento de 9% nos prêmios emitidos, fruto do fortalecimento dos produtos atuais e lançamentos de novos produtos e tecnologia.  O lucro líquido teve um aumento de 16% no ano passado e a seguradora apresentou um excelente índice combinado, que segundo informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisadas pela consultoria Siscorp, se classificou como a 8ª melhor seguradora em termos de lucratividade no país.

“Estamos muito orgulhosos dos números divulgados, pois reflete o esforço de todos os nossos colaboradores e parceiros estratégicos da Seguradora, junto aos corretores de seguros. Temos a certeza que 2021 será ainda mais desafiador que o ano passado e precisamos estar focados em buscar continuamente soluções e melhorias operacionais, otimizando assim o retorno de cada produto”, afirma Fabio Pinho, CEO da ESSOR.

Willis Towers Watson e Liberty Specialty Markets lançam seguro de risco reputacional

Novo produto oferece cobertura para perda de lucro bruto de uma organização, caso ocorra um evento deste tipo, também oferece proteção financeira que fornece ferramentas às empresas de que precisam para proteger sua reputação

Fonte: companhias

A Willis Towers Watson, empresa líder global de consultoria, corretagem e soluções, e a Liberty Specialty Markets, líder global em seguros comerciais e especializados, lançaram um seguro contra riscos reputacionais que permite às organizações transferirem os riscos associados a certos tipos de crises de reputação, além de fornecer acesso a uma variedade de recursos não relacionados a seguros, incluindo análise de dados com base em inteligência artificial.

A solução está disponível para todos os países e inicialmente apenas para empresas dos setores de turismo, manufatura, varejo e transporte. A líder de mercado Polecat Intelligence Limited é a responsável por fornecer dados de reputação e análises de inteligência para as empresas. 

Para Garret Gaughan, líder do Hub de P&C de mercados globais da Willis Towers Watson, a confiança pública nas autoridades, seja no setor privado ou estatal, mudou radicalmente nos últimos cinco anos. “O equilíbrio de poder no contexto de influenciar a percepção do público mudou da sala de reuniões para as mãos da geração de smartphones. As organizações estão em um ambiente de reputação perigoso e volátil “, explica. Com esse lançamento, a Willis Towers Watson sai na vanguarda, entregando um mecanismo de suporte fiduciário tangível para os clientes.”

Para Lewis Edwards, diretor de subscrição e specialty da Liberty Specialty Markets, o aumento da exposição do cliente às mídias tradicionais e sociais levou a um aumento das perdas de reputação em todo o mundo. A maioria dos produtos de reputação no mercado hoje só inclui taxas de comunicação de crise incorridas após um evento de crise de reputação.

“Este novo produto é um dos poucos que oferece cobertura para a perda de lucro bruto de uma organização após esse evento, proteção financeira e fornece aos clientes as ferramentas de que precisam para proteger sua reputação. A capacidade de agir com rapidez e transparência pode ter um impacto muito positivo no desfecho de uma crise”, afirma.

Adam Garrard, líder de Risco Corporativo e Corretagem da Willis Towers Watson, afirmou que: “Enquanto o mundo luta com o surto da COVID-19, a importância de manter o impulso na inovação permanece clara. Ameaças emergentes continuam a surgir e as empresas precisam da opção de soluções modernizadas de transferência e mitigação de riscos em resposta.

“No seguro de riscos reputacionais, temos o prazer de oferecer aos nossos clientes uma solução de gerenciamento de risco que combina análise de dados, consultoria e transferência de risco de seguro com tecnologia de inteligência artificial em um só lugar. Para organizações de todos os tipos, o gerenciamento de riscos emergentes, como notícias falsas, engenharia social e manipulação de percepção, será fundamental para manter o valor”, afirma Garrard.

Francisco Aguirre Leiva, líder regional de Casualty para a América Latina na Willis Towers Watson, afirmou: “Atualmente e em um mundo em constante evolução, a reputação organizacional como um ativo intangível pode ser um fator de destaque reconhecido pelas partes interessadas ou, pelo contrário, um destruidor determinante do valor do negócio. O incipiente crescimento do ativismo social e do uso da hashtag nos últimos anos, bem como a proliferação de redes sociais e influenciadores, juntamente com a disseminação de notícias falsas, podem instantaneamente causar desconfiança do público em geral em detrimento das empresas e, consequentemente, nos seus resultados financeiros”.

O executivo ainda acrescentou que “o seguro de risco reputacional não deve ser considerado como uma apólice de seguro, mas sim como uma solução versátil, abrangente e acima de tudo inovadora que incorpora tecnologia de ponta (IA) para promover a gestão proativa de riscos, cobrindo as lacunas das apólices tradicionais a fim de proteger adequadamente não só a reputação, mas também a marca das empresas”.

Depois de enfrentar a pandemia e de arrumar a casa em 2020, IRB Brasil Re está otimista com 2021

IRB Brasil Re balanco 2020

Crise que era de credibilidade passou a ser uma crise econômica e financeira

No quarto episódio da série “De Portas Abertas com o IRB Brasil RE”, conversei com presidente do Conselho e CEO, Antonio Cassio dos Santos, sobre os resultados da empresa no quarto trimestre de 2020 e no ano completo. Foi um período difícil, complicado, mas a equipe conseguiu conquistas importantes, como levantar R$ 4,3 bilhões em novos recursos.

“Em meio a pandemia, enfrentamos o desafio de superar uma crise de credibilidade por informações inverídicas sobre a nossa base acionária, pela instalação de fiscalização especial da Susep sobre os ativos garantirdes de providos técnicas e pela reapresentação dos balanços de 2019 e 2018, que trouxe a real situação financeira da empresa e exigiu que nosso empenho para buscar capital neste período tão dificil do mundo com a Covid-19”, disse.

Segundo ele, o foco estava no plano de “re-underwritting”, chamado de CFG – clean, fix e growth. “O IRB encerrou 2020 com ativos da ordem de R$ 22,7 bilhões, patrimônio total liquido de R$ 4,3 bilhões e com ativos financeiros da onde de R$ 8,3 bilhões. Foi o ano de recuperação e saneamento da empresa. 2021 é o ano do saneamento do portfólio de negócios e com várias novidades na pauta, inclusive parceria com empresas que possibilitem a entrada em novos nichos de mercados, de riscos cibernéticos até celulares, passando pela oferta de resseguro para substituição de passivos atuariais em fundos de pensão”.

Assista a entrevista completa no vídeo abaixo:

Tokio Marine registra crescimento de 12,6% em 2020, melhor desempenho em 61 anos de Brasil

José Adalberto Ferrara Tokio marine

Em ano marcado pela pandemia de Covid1-19, companhia demonstra enorme resiliência e a força de seu relacionamento com Corretores e Assessorias

Fonte: Tokio Marine

Diante da maior crise humanitária dos últimos cem anos, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, deu uma enorme demonstração de resiliência, excelência operacional e força do seu relacionamento com mais de 33 mil Corretores e Assessorias, atingindo um crescimento de 12,6% em Prêmios Emitidos em 2020 em relação ao ano anterior.  Além do resultado de dois dígitos, a Companhia registrou um Índice Combinado de 89,3%. No geral, foi o melhor desempenho da Tokio Marine em 61 anos de História no Brasil.  

“Em um ano no qual a nossa grande prioridade foi, em primeiro lugar, preservar a saúde de nossos Colaboradores e Parceiros de Negócios, conseguimos manter a qualidade e a excelência dos serviços prestados aos nossos Clientes. Atribuímos essa excelente performance a uma infraestrutura bastante robusta de TI, que nos permitiu trabalhar de forma remota sem impactos à operação, e à grande motivação do time de 2,1 mil Colaboradores, a quem agradeço muito pela enorme dedicação e empenho no atingimento das metas da Companhia, mesmo em um cenário tão cheio de incertezas”, afirma José Adalberto Ferrara, Presidente da Tokio Marine. 

Entre os produtos Massificados, o destaque foi o crescimento expressivo do Seguro de Vida Individual, devido à maior conscientização a respeito da importância da proteção para as famílias. Ainda tiveram bons desempenhos os segmentos de Fiança Locatícia, Condomínio e Residencial. No Automóvel, carteira bastante atingida pelos impactos da pandemia, a Tokio Marine manteve a estabilidade nos negócios e ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos segurados, um aumento de 11% em relação a 2019. Hoje, detém a terceira maior frota segurada do mercado nacional.

Já na Carteira de Produtos Pessoa Jurídica, a Tokio Marine registrou a marca histórica de R$ 2 bilhões em Prêmios Emitidos em 2020 O resultado, o mais expressivo já alcançado pela Companhia, demonstra, entre outros fatores, a autonomia de gestão local da Seguradora, mesmo fazendo parte de um Grupo internacional; a estabilidade de preço e a disponibilidade de buscar soluções para as demandas dos Corretores e dos Clientes. Os destaques em desempenhos de produtos foram Riscos de Engenharia; D&O; Riscos Financeiros Total; E&O; Riscos Nomeados e Rural Total.

“Para 2021, as perspectivas são de um cenário marcado ainda por baixa taxa de juros, câmbio alto e recuperação do Produto Interno Bruto. Não há dúvida de que os efeitos da pandemia na economia ainda estarão bastante evidentes e será necessário um grande esforço, tanto das empresas quanto do governo, para superarmos o desafio do crescimento econômico. Quanto ao mercado de seguros especificamente, sou otimista sobre como podemos contribuir para essa recuperação, voltando a crescer dois dígitos em 2021”, argumenta José Adalberto Ferrara.

O executivo acredita que um fator primordial para que isso ocorra é o notório crescimento da conscientização do Corretor quanto à necessidade de diversificação de suas carteiras e o uso cada vez mais frequentes dos canais digitais disponibilizados pelas Seguradoras. “A crise sanitária impulsionou a implementação de soluções e serviços digitais, e precisamos estar cada vez mais atentos às necessidades dos Clientes”, finaliza o Presidente da Tokio Marine.

Brasilseg registra receitas de R$ 10,3 bi em 2020, alta de 15,4%

Rodrigo Caramez

Segmentos de seguros de pessoas e de agronegócio puxaram o bom resultado da seguradora que apurou R$ 10,39 bilhões em prêmios no ano passado 

Fonte: Brasilseg

A Brasilseg, uma empresa BB Seguros, emitiu R$ 10,39 bilhões em prêmios em 2020, o que representa um crescimento de 15,47% sobre o ano anterior. Os segmentos de seguros de pessoas e de agronegócio foram os principais responsáveis pelo bom resultado, alcançando crescimentos de 12,32% e 22,65%, respectivamente. Em 2020, o lucro líquido da seguradora atingiu R$ 1,47 bilhão, um aumento de 1,28% em relação a 2019, valores representativos no resultado da holding BB Seguros. 

“Esse forte impulso em nossos resultados é exemplo do nosso constante esforço de proporcionar uma jornada cada vez melhor aos nossos clientes, com oferta de soluções digitais, especialmente no campo, o que gera, de um lado, uma melhor experiência com nossos seguros, e, de outro, maior acurácia na subscrição de riscos, regulação de sinistros e em outros processos-chave da nossa atividade”, diz o CEO da Brasilseg, Rodrigo Caramez. 

A ambição da Brasilseg é continuar com seu crescimento sustentável, disponibilizando todos os seus serviços em canais digitais, além de promover aumento da automação nas esteiras de regulação de sinistro e solicitação de assistência, visando à satisfação do cliente e a excelência operacional da empresa. Na linha de produtos a seguradora continuará com o foco no aprimoramento contínuo do portfólio, buscando benefícios e serviços que reflitam o propósito da companhia de cuidar de pessoas e proteger o que é valioso para elas. 

O desempenho em 2020 permitiu à Brasilseg manter boa posição em suas principais linhas de negócios: a companhia segue líder absoluta em seguros para o agronegócio, com 57,08% do mercado; e divide a liderança dos seguros de pessoas, com participação de 14,82%. Reunidos todos os segmentos em que atua, a seguradora se mantém líder de mercado, com share de 17,08%. 

“Em um cenário de pandemia, esses são resultados que demonstram a solidez do negócio e o foco desta administração na proximidade com os clientes e na geração de valor aos acionistas”, afirma Caramez. “E isso só tem sido possível com a incrível dedicação dos nossos times, que estão superando desafios importantes com grande engajamento e dedicação, e que se reflete também no certificado que recebemos do Great Place to Work. Nessa pesquisa 85% dos nossos colaboradores identificam que aqui é um ótimo lugar para se trabalhar”, completa. 

O ano de 2020 para a Brasilseg também foi marcado por investimentos em inovação e transformação digital, visando aumentar o foco nos clientes e respostas mais simples e ágeis. A empresa lançou, em outubro último, seu programa de conexões com startups, batizado de Impulso Open, que visa estabelecer parcerias estratégicas em inovação e transformação digital para os negócios da companhia. 

Além disso, em 2020 foi desenvolvida a Central de Seguros, disponível dentro do aplicativo do Banco do Brasil, serviço que oferece autonomia, agilidade e conveniência; e o Sensoriamento  

Remoto, serviço de monitoramento das propriedades rurais que disponibiliza informações importantes para uma gestão mais eficiente da lavoura. 

Em produtos, a empresa lançou nova linha de seguros para pessoas, com novas coberturas para o seguro prestamista e um inovador seguro de vida com assistências e benefícios voltados para saúde e bem-estar, como terapia online, pulseira inteligente e mapeamento genético. 

Notícias mostram o fim das barreiras para a inovação do setor, com seguros para todos os bolsos

seguro morreu de velho

Processo já estava acelerado, mas agora ficou claro que o seguro que se deixar ficar velho, vai morrer, como sinaliza a nova campanha do Nubank

Um dos assuntos mais comentados em seguros neste mês veio do Nubank e da Porto Seguro, que lança em marco o seguro de automóvel por assinaturas. O que os dois tem em comum? A inovação. A venda final. Mais gente protegida. A reinvenção do setor de seguros. O fim do mimimi. De barreiras ao novo. De levar seguros para todos os bolsos. Assumir que este é o único caminho a seguir, como várias seguradoras, corretores e resseguradoras já se posicionaram.

As notícias veiculadas em 2021 sinalizam que nem mesmo se partidos políticos pedirem o cargo da titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira — que tem colocado em prática o que há anos se tentava –, nada será como antes. O setor mudou. Se caso voltar a ser presidido por corretores de seguros ou seguradores, o setor seguirá aprimorando a experiência dos novos hábitos do consumidor. Se não, morrerá de velho, como diz a nova campanha do Nubank.

Além do anúncio da Porto Seguro, a maior seguradora de auto do Brasil, com um produto inovador, antes temido por ser visto como um inimigo do seguro de carro tradicional, o Nubank, em parceria com a Chubb Seguros, anunciou que em menos de três meses conseguiu vender 90 mil apólices de seguros de vida com valor de coberturas em R$ 9 bilhões. Algo incrível, pois dificilmente alguém vende esta quantidade de seguros num prazo tão curto.

O fato gerou muitos elogios dos clientes e análises dos concorrentes. Ainda avaliando a estratégia do banco, as seguradoras de vida foram provocadas mais uma vez com uma campanha provocativa: “O seguro morreu de velho”. Se nao bastasse o tom da campanha, o banco digital atualizou os números, para deixar claro que não há engano: Agora são mais de 101 mil contratos ativos do Nubank Vida, administrado pela Chubb Seguros – o que totaliza uma cobertura que supera os R$ 10,5 bilhões.

O banco digital tem gerado muitas polêmicas, ao promover disrupções no setor financeiro. Basta fazer uma simples busca no Google com o nome Nubank e encontrará várias notícias. Levando-se em conta apenas jornais de primeira linha, saberá que “Nubank é avaliado em US$ 25 bilhões mesmo sem dar lucro algum”, “Nubank pretende contratar 2 mil pessoas negras até 2025”, “Nubank publica compromisso antiracista”, “Nubank capta US$ 400 mi e está entre instituições financeiras mais valiosas”, “Nubank chega a 25 milhões de clientes”, ‘O Nubank é uma ameaça’, diz presidente do Bradesco”e por ai vai.

Já nos comentários das redes sociais temos “… o Nubank é operado pelo Bradesco..”, escreve Gustavo Burrati no post de Vinicius Soares, um dos novos segurados de vida da Chubb via Nubank. Ele tece criticas ao setor de seguros e elogios aos serviços recebidos. “Como alguém pode achar normal o Nubank valer US$ 25 bilhões? Há algum tempo tentei contratar um seguro, tanto por meio das grandes seguradoras quanto de um banco, e minha experiência foi horrível. Inúmeros documentos solicitados, vários asteriscos na apólice para no final receber uma mensagem genérica: “Não é possível seguir com a contratação do seu seguro neste momento”. Não vou entrar no mérito dos processos seguidos pelas seguradoras, cada uma tem sua metodologia para avaliar a probabilidade de sinistro e determinar se aceitam ou não o risco”, dispara o head de produtos da Monetus.

Segundo ele, às 12h30 viu que a aba de seguros havia sido liberada no app. Às 12h40 conseguiu avaliar todas as coberturas oferecidas de forma clara. Às 12h45 o seguro estava contratado, pago com o saldo da NuConta, e a apólice ativa. “Zero estresse! Apenas 15 minutos para eu estar com uma apólice ativa. Em outros lugares, com 15 min eu ainda estaria na metade de um formulário gigante”, afirma.

Um elogio do próprio mercado de seguros veio de Diogo Arndt Silva, CEO da Lojacorr, maior rede de corretores independentes de seguros do Brasil. Ele contratou o seguro para conhecer melhor. No post, ele mostra a sua compra. Um valor mensal de R$ 45,38, com a informação do Nubank de que já está incluso neste valor a comissão do Nubank, que é uma taxa de 35% do pagamento mensal líquido, igual a R$ 16,17.

Vale mencionar que há tempos uma das principais pautas dos setor é sobre fazer a Susep, órgão regulador, desobrigar o corretor de divulgar o seu comissionamento. Se 35% de comissão do Nubank é considerado um percentual elevado, vale dizer que há parceiros que cobram até 60% para vender seguros de vida e acidentes pessoais.

“Precisamos repensar o funcionamento da indústria de seguros e novas formas de orquestrar o ecossistema em direção ao consumidor. Os consumidores clamam por transparência e relações de confiança. Na “Nova Economia” que emerge numa velocidade cada vez maior o “Nome do Jogo” é CONFIANÇA. A transparência gera confiança e a confiança é base para o desenvolvimento de qualquer relação pessoal ou profissional. Muitos viram a notícia de hoje que o Nu Bank conquistou 90 mil apólices de seguro de vida em apenas 3 meses de operação, resultado que muitas seguradoras demoraram décadas para alcançar”, recomenda o CEO da Lojacorr, que superou a marca dos R$ 735 milhões em vendas de produtos de 42 seguradoras parceiras, crescimento de 25% em relação a 2019. 

FenaPrevi: de abril a dezembro de 2020 foram pagas 23.503 indenizações

Para quem cobre o setor há tempos, como eu, gostaria de dizer que a notícia do Nubank confirmou a minha percepção. De que os brasileiros já tem noção da importância do seguro de vida. Ainda mais depois de um ano de pandemia, que já tirou a vida de mais de 250 mil pessoas no Brasil. Segundo o último levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi), de abril a dezembro de 2020, quando as mortes por Covid no país eram de 150 mil, foram pagos 23.503 indenizações para clientes de seguro de vida, acidentes pessoais, prestamistas e planos de previdencia, o que resultou em quase R$ 1 bilhão em pagamentos. A pesquisa inclui 23 empresas, que representam 83% do seguro de pessoas.

Os dados da FenaPrevi falam por si. É preciso aumentar a base de clientes no Brasil, para que tantas famílias possam superar perdas. Muito já foi feito em educação financeira e muito ainda há de ser feito. Principalmente ser fácil contratar, ágil e com um preço que cabe no bolso. Muitos argumentam que a oferta do Nubank não é uma cobertura suficiente para amparar a família em caso de infortúnio. Pode ser que não e o valor da cobertura contratada está claro para o consumidor no aplicativo.

É como em saúde. Todos querem hospitais de primeira linha, mas o bolso de muitos só permite contratar serviços de telemedicina, com direito a alguns exames e quiçá uma internação por poucos dias. Pode não ser o produto ideal, mas é um começo. E se esta experiência for bem sucedida, o setor conquistou um cliente para diversos outros produtos. E assim o ciclo virtuoso será estimulado e o Brasil sairá da incomoda posição de “patinho feio” no mercado mundial quando se analisa o consumo per capita de seguro de vida e reservas para a aposentadoria.

“A expressão ‘o seguro morreu de velho’ nunca foi tão verdadeira. O Nubank Vida representa a evolução desse produto, com linguagem simples, contratação 100% digital, transparente e personalizável, em total contraste às velhas e ultrapassadas práticas do mercado de seguro de vida, ainda dominado pelos bancos tradicionais”, afirma Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank. “Nossa nova campanha mostra que é possível falar sobre seguro de vida de um jeito leve e descontraído, com toda a importância que esse produto tem como ferramenta de proteção financeira para diversas pessoas e famílias”.

Certamente vão surgir as críticas sobre Cristina Junqueira, que no ano passado disse no programa Roda Viva que “não dá para nivelar por baixo” , referindo-se à dificuldade de recrutar funcionários negros qualificados.  No entanto, ela já se desculpou e o banco criou um programa para contratar 2 mil pessoas negras até 2025.

Também já está na pauta a multa recebida pela Chubb de R$ 4 milhões do Procon de Minas Gerais depois de promover uma ação comercial para celular. Mas nada disso será mais um impeditivo para frear a inovação que levará o setor de seguros a conquistar seu espaço no cenário econômico e político nacional, sempre ressaltado pelo presidente da CNseg, a Confederação das Seguradoras, Marcio Coriolano: “O mercado mais que dobrou de tamanho em nove anos, saltando de R$ 125 bilhões em 2011 para R$ 273,1 bilhões em 2020, com uma taxa média geométrica de 8,1% no período. A volumosa arrecadação, que é um espelho da demanda crescente da população, torna o setor segurador o maior captador de poupança doméstica do País, com R$ 1,2 trilhão alocados no mercado financeiro. A cifra responde por 25% da dívida pública.”

Borá, temos muito trabalho pela frente. Foco, força e fé.

Liberty Seguros registra crescimento de 9,6% em prêmios emitidos e 44,3% de lucro líquido em 2020

Seguradora comemora seu sexto ano consecutivo crescendo acima do mercado e com lucro maior que 2019 mesmo em um cenário de pandemia

Fonte: Liberty

O Grupo Liberty Brasil, empresa do Grupo Liberty Mutual, um dos maiores grupos seguradores do mundo, registrou um crescimento de 9,6% em prêmios emitidos em 2020, em comparação a 2019, atingindo um total de R$ 4,3 bilhões. A companhia alcançou um lucro líquido de R$ 249 milhões, 44,3% maior do que em 2019, crescendo em todas as suas frentes de atuação: 34.7% em Residência, 28.8% em Property, 30.8% em Vida, 21.3% em Transporte e 4.7% em Auto. 

“É muito gratificante ver os resultados positivos que a Liberty Seguros alcançou em um ano tão imprevisível como 2020”, pontua Carlos Magnarelli, CEO da companhia no Brasil. “O nosso jeito de trabalhar nos permitiu enfrentar um período incerto com resiliência e temos o objetivo de manter o mesmo desempenho em 2021, integrando pessoas e tecnologia, inovando nas nossas atividades e, claro, colocando as pessoas em primeiro lugar”, completa. 

Pessoas em primeiro lugar

Desde o início da pandemia de COVID-19, a principal premissa da Liberty foi o cuidado com as pessoas. A companhia agiu rapidamente na transição para o formato de trabalho remoto e promoveu diversas ações para priorizar o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores, iniciativas que renderam à companhia dois prêmios do segmento de RH: do Valor Carreira e Great Place to Work.

Além disso, ofereceu aos segurados opções mais flexíveis nos pagamentos e disponibilizou aos corretores mais de 25 novos treinamentos online e diversas campanhas de incentivo. Além disso, garantiu que todas os seus produtos de seguro de Vida oferecessem cobertura para a COVID-19. 

Digitalização para estar mais próximos de clientes e corretores

Em 2020, a Liberty lançou diversas iniciativas digitais para facilitar o dia a dia dos segurados, principalmente no novo cenário de distanciamento social, como o lançamento do atendimento via WhatsApp e a opção de acionar assistências residenciais pelo aplicativo.

A companhia também lançou o Meu Momento de Vida, plataforma para venda de seguros de vida online que tem como objetivo facilitar e desburocratizar o acesso ao seguro de vida para segurados, além de oferecer um novo canal de vendas e mais oportunidades de negócios para os corretores. 

Ainda em 2020, a Liberty lançou o +Liberty, clube 100% digital de benefícios da companhia com o qual os consumidores podem usufruir de descontos em mais de 200 parceiros e experiências exclusivas. 

Por fim, ao longo do ano, a companhia focou seus esforços em apoiar seus corretores parceiros por meio do Cresça com a Liberty, programa da seguradora que engloba todas as iniciativas com foco no desenvolvimento e reconhecimento dos parceiros. 

Mais de 47 mil treinamentos foram realizados na plataforma digital da seguradora e mais de 20 mil corretores foram impactados pelas ações para impulsionar suas vendas. 

Colaborando para o desenvolvimento sustentável

A seguradora lançou em 2020 seu projeto de compensação de carbono, em que foram compensadas mais de 6 mil toneladas de CO2 emitidas pelas operações de assistência da empresa em 2019. 

A Liberty também promoveu iniciativas para ajudar grupos impactados diretamente pelas dificuldades e riscos da pandemia de COVID-19 em 2020. Durante o processo, a companhia doou 500 mil máscaras e, destas, 250 mil foram produzidas por artesãs para hospitais públicos. Além disso, a empresa promoveu uma ação de financiamento coletivo que arrecadou um total de R$113 mil convertidos em mais de 14 mil itens de higiene, destinados a idosos, e mais de 3 mil cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Lucro do grupo Liberty Mutual recua para U$ 758 milhões em 2020

A seguradora informou US$ 115 milhões em perdas relacionadas ao COVID-19 no quarto trimestre

Com agências internacionais

O grupo Liberty Mutual Holdings Co. Inc. divulgou lucro líquido de US$ 162 milhões no quarto trimestre de 2020, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 301 milhões no mesmo período do ano anterior, devido a resultados favoráveis ​​de subscrição nos mercados globais de varejo da seguradora, do segmento de riscos globais concentrados na Global Risk Solutions, e também por bons retornos de investimento.

A seguradora informou um lucro líquido de U$ 758 milhões para o ano inteiro de 2020, uma redução de 26,9% em relação a 2019. Os prêmios líquidos subscritos aumentaram 2% para US$ 40,6 bilhões. O índice combinado para 2020 foi de 101,8%, uma deterioração de 0,1 ponto em relação a 2019.

Em uma teleconferência de resultados, os executivos da Liberty Mutual disseram que a empresa havia recebido mais de 20 mil reclamações relacionadas aos eventos climáticos adversos da semana passada, principalmente provenientes de segurados no Texas e Oklahoma.“É um pouco cedo para definir qual poderia ser a perda total”, disse David Long, presidente e CEO da Liberty Mutual. “Vai ser feio, mas não o suficiente para que o resseguro comece.”

O prêmio líquido subscrito da seguradora sediada em Boston no trimestre foi de US$ 10,1 bilhões, aumento de US$ 344 milhões em relação ao quarto trimestre de 2019, e seu índice combinado para o trimestre foi de 101,9%, uma melhoria de 4,8 pontos em relação ao mesmo período de 2019.

Os resultados do quarto trimestre de 2020 incluíram US$ 596 milhões em custos de reestruturação relacionados à implementação de um programa de aposentadoria antecipada que deve render US$ 260 milhões em economia de taxa de execução anual em 2022, disse Tim Sweeney, presidente da GRM, disse durante a chamada.

Nos negócios de Global Retail Markets, o prêmio líquido emitido para o quarto trimestre diminuiu 0,1% em relação ao mesmo período em 2019 para US$ 6,67 bilhões. O declínio foi impulsionado por resultados em automóveis, compensação de trabalhadores, riscos múltiplos comerciais dentro das linhas de negócios dos EUA e mudança no apetite de risco na região oeste, disse Sweeney. Ele também observou que na linha de negócios da GRM nos EUA, a frequência de automóveis permaneceu baixa no trimestre, parcialmente compensada pelas tendências de aumento de gravidade. O prêmio líquido emitido para GRM para 2020 diminuiu 1,3% em relação ao ano anterior para US$ 27,4 bilhões.

No negócio de Soluções de Risco Global da seguradora, o prêmio líquido emitido para o quarto trimestre de 2020 totalizou US$ 3,43 bilhões, um aumento de 11,5% em relação ao mesmo trimestre de 2019, parcialmente impulsionado pelo segmento de especialidades que viu um aumento de 24% na taxa de renovação no trimestre. “Muito além das tendências de perda”, destacou Dennis Langwell, presidente da GRS. O prêmio líquido subscrito para o ano inteiro para GRS foi de US$ 13,35 bilhões, um aumento de 10,6% em relação a 2019.

A seguradora informou US$ 115 milhões em perdas relacionadas ao COVID-19 no quarto trimestre, que Langwell atribuiu a vários fatores, incluindo reservas de compensação de trabalhadores como resultado de novos relatórios, aumentos potenciais nas perdas de tratamentos médicos diferidos e cancelamentos de eventos.

Lucro da SulAmérica recua em 2020

Lucro recuou 90% no quarto trimestre, para R$ 42,6 milhões, justificado pela aceleração de internações no último trimestre. No ano, lucro chegou a R$ 2,3 bilhões em 2020, alta de 98,7% frente a 2019, considerando-se valores recebidos pela venda da carteira para Allianz

A SulAmérica registrou receitas operacionais de R$ 20 bilhões no acumulado de 2020, aumento de 6,3% em comparação ao ano anterior. O lucro líquido das operações continuadas, desconsiderando o segmento de Auto e Massificados, cuja venda foi concluída em julho/2020, foi de R$ 797,2 milhões em 2020, menor que o ano anterior em função da queda da taxa de juros. Já o lucro líquido total reportado foi de R$ 2,3 bilhões no ano, considerando o lucro obtido na venda das operações de Auto e Massificados no 3T20. O grupo encerrou 2020 com mais de 7 milhões de clientes. 

“Conscientes do impacto da pandemia, assumimos desde o início uma postura proativa para acelerar inovações, manter nosso nível de atendimento e produtividade”, comenta Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, em nota divulgada à imprensa. “Os investimentos em tecnologia e inovação nos permitiram antecipar tendências e comportamentos, com uso cada vez maior de ferramentas digitais, gerando mais valor e fazendo a diferença para nossos beneficiários. Em 2020, investimos um total de R$ 312 milhões em projetos estratégicos e de inovação, valor 67% superior aos investimentos realizados em 2019, dos quais R$ 188 milhões por meio das despesas administrativas do exercício”. 

O resultado operacional foi de R$ 2,6 bilhões em 2020, crescimento 18,2% em relação ao anterior. “O ano de 2020 reforçou a solidez operacional da SulAmérica. Tivemos um desempenho consistente, com crescimento de receitas e do resultado operacional, impulsionado pelo segmento de Saúde e Odonto, que apresentou importante aumento de beneficiários. O resultado operacional antes do resultado financeiro, excluindo também as despesas com depreciação – EBITDA, cresceu 35% atingindo R$ 1,2 bilhão. Neste período de juros tão baixos, a ênfase nesta performance operacional é fundamental”, destaca Ricardo Bottas, vice-presidente de Controle e Relações com Investidores da SulAmérica. “Em 2021, vamos buscar acelerar esse ritmo de crescimento”.

Saúde física e emocional  – A SulAmérica encerrou 2020 com 4,2 milhões de beneficiários em Saúde e Odonto, e o crescimento nas carteiras de planos coletivos de saúde foi de 6,1% ou mais 130 mil membros. “A companhia ainda adicionou mais de 90 mil beneficiários com a aquisição da Paraná Clínicas, idealizada, realizada e concluída dentro do ano, denotando nossa capacidade e agilidade para viabilizar novas aquisições, inclusive em parcerias que estejam alinhadas com nossa estratégia” enfatiza Ricardo Bottas. 

As receitas operacionais de saúde cresceram 6,5% e a margem bruta de saúde e odonto evoluíram 22,8% em 2020, atingindo R$ 2,5 bilhões. “A resiliência de nossa operação de Saúde e Odonto pode ser verificada, além da evolução dos beneficiários e das receitas, com nossa performance da sinistralidade. Por meios da nossa estratégia de gestão de saúde, em que mesmo considerando os relevantes custos com a Covid-19, que superaram os R$ 810 milhões ou cerca de 4,4 pontos percentuais da sinistralidade, conseguimos entregar uma sinistralidade anual de 76,9%, 2 pontos percentuais inferior a de 2019”, resume Gabriel Portella. 

No contexto da pandemia, a SulAmérica, por meio de diversas iniciativas já existentes de atendimentos digitais baseadas na estratégia do Cuidado Coordenado, conseguiu garantir o adequado atendimento de seus beneficiários. Em 2020, foram realizados 641 mil atendimentos, dos quais 528 mil, a distância, entre teleconsultas e terapias, pelo Médico na Tela. 

Saúde financeira – Nos segmentos de negócios com foco em saúde financeira, também houve avanços importantes no último ano. A SulAmérica Investimentos fechou o ano com R$ 45,9 bilhões de ativos sob gestão, estando entre uma das maiores gestoras independentes do país. Em 2020 concluímos um importante investimento estratégico, com aquisição de participação na Plataforma Digital de Investimentos Órama, que apresentou relevante crescimento no ano com quase R$ 11 bilhões de ativos sob custódia, mais de 170 mil contas abertas e participação relevante no processo de educação financeira e democratização dos investimentos no país, propósito fortemente integrado com o conceito de Saúde Integral. 

Em Previdência, as reservas atingiram R$ 9,4 bilhões, 17,2% superiores em relação a dezembro de 2019, impulsionadas, principalmente, por um saldo positivo de portabilidade líquida de aproximadamente R$ 700 milhões no ano. As receitas operacionais de previdência privada expandiram em 12,0% frente a 2019, refletindo o aumento das receitas nos produtos PGBL (+15,7%) e VGBL (+10,6%). 

Já na operação de seguro de Vida, as receitas operacionais do segmento apresentaram importante recuperação no último trimestre do ano, com aumento de 6,9% em relação ao 4T19 e de 3,0% em relação ao 3T20, totalizando R$ 130,2 milhões. No ano, as receitas com seguro de Vida somaram R$ 494,5 milhões, uma redução de 2,1% em relação a 2019 em função principalmente dos efeitos da Covid-19, notadamente sobre as vendas de seguros viagem. 

“Vejo a SulAmérica completamente alinhada em seu propósito e novo posicionamento de marca aos temas ASG. Acreditamos firmemente que ter uma sólida estratégia de integração desses aspectos nas nossas operações e negócios é fundamental para o nosso contínuo crescimento sustentável”, afirma Portella, referindo-se ao conceito de Saúde Integral, que coloca as saúdes física, emocional e financeira de mãos dadas para uma vida plena e segura no presente e no futuro. “A SulAmérica ampliou o conceito de saúde e propõe um novo olhar sobre o cuidado. Ter Saúde Integral está em total harmonia com os anseios da sociedade neste momento, em que ainda estamos combatendo a pandemia, com a certeza de um futuro promissor. Estamos aqui para apoiar a sociedade, nossos corretores, clientes, prestadores e colaboradores. Temos consciência de nossa responsabilidade e não medimos esforços para promover o desenvolvimento de todos”, conclui Portella.