Ô Insurance Group e Western Union se unem para ofertar seguros

Macedo: buscamos soluções inovadores

Objetivo é ampliar o acesso aos serviços de seguros de forma rápida, personalizada e sem burocracia. Seguro viagem, proteção para saúde e vida, assistência odontológica, bolsa protegida e seguro auto são alguns dos seguros oferecidos pelas empresas.

Fonte: Ô Insurance Group

A Ô Insurance Group e a Western Union vão oferecer, a partir de março, seguros em todas as lojas próprias da Western Union localizadas em território nacional, além do canal de relacionamento telefônico. A parceria prevê, ainda, o lançamento de marketplace para a assinatura de todos os seguros do portfólio de forma digital. 

Os primeiros seguros disponíveis serão: proteção para saúde e vida, seguro viagem e assistência odontológica. A contratação será simples e poderá ser solicitada em qualquer loja própria da Western Union. 

“Somos uma insurtech. Nosso propósito é fazer uma disruptura no mercado de seguros, democratizando o acesso. A tecnologia é nossa aliada para ampliação do alcance e oferta de soluções simples e sem burocracia.”, afirmou José Carlos Macedo, CEO da Ô Insurance.

“A Western Union é reconhecida globalmente como uma empresa de remessas ao exterior, porém aqui no Brasil buscamos sempre ampliar a oferta de produtos e serviços aos nossos clientes. Além das remessas e do câmbio de moedas, hoje estamos muito entusiasmados pela parceria com a Ô Insurance, que traz acesso aos produtos de seguro a nossos clientes, reforçando nosso compromisso com eles”, afirma Ricardo Amaral, CEO da Western Union no Brasil.

A estratégia é nacional e a expectativa é alcançar 50 mil clientes no primeiro ano.

A parceria prevê, ainda este ano, a oferta de seguros de baixo custo como seguro celular, seguro bike, dentre outros. 

Allianz tem queda de 14% no lucro líquido, para 6,8 bi de euros

O lucro operacional caiu 9,3%, para 10,75 bilhões de euros e as receitas totais atingiram 140 bilhões de euros, com recuo anual de 1,3%

A Allianz divulgou sua primeira queda no lucro operacional anual em quase uma década nesta sexta-feira, devido ao aumento dos sinistros de empresas afetadas por bloqueios e à menor demanda por seguros de automóveis e viagens. O lucro operacional caiu 9,3% para 10,7 bilhões de euros (US$ 13,01 bilhões) em seu primeiro declínio desde 2011, quando foi atingido por reclamações de um tsunami no Japão e baixas contábeis durante a crise da dívida europeia.  

O lucro líquido atribuído a acionistas foi de 6,8 bilhões de euros no ano passado, queda de 14% ante 2019. As receitas totais atingiram 140 bilhões de euros, com recuo anual de 1,3%.

A gigante alemã pretende atingir um lucro operacional de 12 bilhões de euros em 2021, mais ou menos 1 bilhão de euros. “Estamos, portanto, em uma boa posição para cumprir nossa ambição para 2021”, disse o CEO Oliver Baete, informam a companhia e agências de notícias.

No ramo não-vida, a Allianz viu o resultado operacional cair 13,4%. Segundo a seguradora, a queda decorreu de sinistros relacionados à pandemia, sobretudo aqueles relacionados às linhas de crédito comerciais. Houve também, de acordo com a companhia, aumento do número de sinistros relacionados com catástrofes naturais em comparação com 2019.

No ramo vida, a Allianz anotou um resultado operacional 7,4% inferior a 2019. A seguradora apontou a venda de Allianz Popular, na Espanha, como principal fator para a queda nesse indicador.

Na gestão de ativos, a seguradora cresceu 5,5% comparado ao período anterior. O aumento ocorreu devido à elevação de ativos sob gestão e redução de custos, segundo comunicado.

Abaixo o release que detalha mais os resultados:

Diante do ambiente extremamente desafiador em 2020, a Allianz demonstrou resiliência diante da crise sem precedentes na área da saúde e das taxas de juros em baixa prolongada. O desempenho financeiro no exercício fiscal 2020 foi notavelmente robusto em todos os segmentos de atividade, embora o COVID-19 tenha deixado sua marca nos resultados financeiros, especialmente nas linhas comerciais dos Ramos Elementares (P&C). Apesar desses imensos desafios globais, a Allianz finalizou o seu ano fiscal com um quarto trimestre forte.

crescimento da receita interna, com o ajuste por efeitos cambiais e de consolidação, totalizou -1,8% em 2020, impulsionado, sobretudo, pelo segmento de Vida/Saúde. As receitas totais declinaram 1,3%, para 140,5 (2019: 142,4) bilhões de euros e o lucro operacional diminuiu 9,3%, para 10,8 (11,9) bilhões de euros, principalmente devido aos impactos adversos do COVID-19, perfazendo aproximadamente 1,3 bilhão de euros. No segmento de P&C, o lucro operacional caiu devido às perdas relacionadas ao COVID-19, ao run-off reduzido e a um resultado operacional inferior para o investimento. Em Vida/Saúde, o lucro operacional diminuiu, mas ainda manteve-se em um bom patamar, sendo sustentado pela margem de investimento resiliente. O declínio deve-se, principalmente, ao impacto positivo do ano anterior nos EUA e à alienação da Allianz Popular S.L.,na Espanha. Já o segmento de Gestão de Ativos, por outro lado, registrou crescimento no lucro operacional devido aos ativos sob gestão (AuM) acima da média e à permanente gestão cautelosa dos custos. O lucro líquido atribuível aos acionistas retrocedeu 14%, ficando em 6,8 (7,9) bilhões de euros devido ao menor lucro operacional e ao resultado não-operacional.

Lucro Básico por Ação (EPS) caiu 12,8%, ficando em 16,48 (18,90) euros em 2020.  O Retorno sobre o Patrimônio Líquido(RoE) totalizou 11,4% (13,6%).  O Coeficiente de Solvência (Solvency II capitalization ratio) foi de 207% no fim de 2020, comparado aos 212% de 2019[2].  O Conselho de Administração irá propor um dividendo no mesmo patamar do ano anterior, a 9,60 euros por ação, em 2020.

Além dos resultados financeiros, o principal índice da qualidade da organização é o feedback recebido dos clientes. Com 79% das -empresas no mundo inteiro tendo alcançado um Net Promoter Score (NPSTM) acima da média do mercado, comparado aos 70% do ano anterior, há uma alta histórica. O Índice de Meritocracia Inclusiva (IMIX), que mensura a cultura da liderança e do desempenho, foi de 78% em 2020, uma melhora de 5 pontos percentuais em relação a 2019. Esses resultados provam que a estratégia “Simplicity Wins”, da Allianz, é acertada, também – e ainda mais – em tempos de crise. 

“Sou grato pela confiança que nossos acionistas depositaram na Allianz durante o desafiador ano 2020”, declarou Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz. “Nossos resultados resilientes mostram que continuamos a entregar valor e segurança aos nossos clientes, graças à nossa força de trabalho altamente engajada e às nossas operações de última geração. Portanto, estamos em uma boa posição para atender 

a nossa meta para 2021.”.  

No quarto trimestre de 2020, as receitas totais permaneceram estáveis em comparação com o ano anterior.  O lucro operacionalcresceu 8,2%, para sólidos 3 (2,8) bilhões de euros, impulsionado por todos os segmentos de negócio.  O lucro operacional em Vida/Saúde aumentou, movido pela maior margem de investimento; na Gestão de Ativos, o crescimento do lucro operacional se deu graças às maiores receitas de AuM.  Em P&C, o lucro operacional também aumentou. O crescimento no lucro operacional no segmento foi mais do que compensado pela queda no resultado não-operacional, chegando a um declínio de 2,2% no lucro líquido atribuível aos acionistas, o qual ficou na marca de 1,8 (1,9) bilhão de euros.

“A equipe Allianz entregou um final de exercício robusto em um ano muito desafiador, mostrando que a companhia é uma parceira confiável para todos os acionistas”, afirmou Giulio Terzariol, CFO do Grupo Allianz. “Com os ajustes para os impactos adversos do COVID-19, o nosso lucro operacional ficou acima do nível recorde registrado no ano anterior, demonstrando o quanto nossa performance empresarial subjacente é bem diversificada e saudável.  Nossa posição de capital permaneceu firme ao longo da pandemia. Por isso, estamos confiantes em relação a 2021.”

Ramos Elementares (P&C): lucro operacional impactado pelo COVID-19

•     Receitas totais tiveram ligeira alta de 0,4%, elevando a 59,4 bilhões de euros em 2020. Com o ajuste por efeitos de transposição cambial e consolidação, o crescimento interno totalizou -1,5%, devido, principalmente, ao efeito negativo do volume de 4,8% e ao efeito positivo do preço de 3,8%.  As maiores contribuições para esse declínio vieram da Allianz Partners, Euler Hermes e da Itália, ao passo que a AGCS, Turquia e Alemanha registraram crescimento interno positivo.

•   O lucro operacional recuou 13,4%, caindo para 4,4 bilhões de euros em 2020, comparado ao ano anterior. 

O resultado de subscrição foi fortemente afetado pela pandemia do COVID-19, especialmente nas linhas de negócio comerciais, com indenizações maiores por catástrofes naturais e menor contribuição do run-off, a qual foi parcialmente compensada pela forte melhora no coeficiente de despesas. A receita do investimento operacional também apresentou declínio.

•      O Índice Combinado aumentou 0,8 ponto percentual, alcançando 96,3- % em 2020.

“O segmento de P&C teve desempenho alinhado com o ponto médio da nossa meta para o lucro operacional, se as perdas relacionadas com o COVID-19 forem excluídas”, informa Giulio Terzariol, CFO do Grupo Allianz. “Nossa disciplinada subscrição de prêmios e os firmes avanços na produtividade deverão gerar progresso substancial no sentido de um Índice Combinado de 93% em 2021.” 

No quarto trimestre de 2020, as receitas totais recuaram para 12,7 (13,1) bilhões de euros.  Com o ajuste, por efeitos de transposição cambial e consolidação, o crescimento interno totalizou -3,5%, conduzido por Allianz Partners, Itália e Euler Hermes.  Apesar dos efeitos negativos do COVID-19, o lucro operacional subiu 2,4%, aumentando para 881 milhões de euros comparado a 2019.  Isso devido a um resultado expressivamente mais elevado na subscrição. No fim das contas, o Índice Combinado do quarto trimestre de 2020 teve melhora de 2,2 pontos percentuais, atingindo 97,4% sobre o ano anterior.

Vida/Saúde: forte lucro operacional e vendas saudáveis

  • O valor atual dos prêmios dos novos negócios (PVNBP)[3] caiu para 61,5 (67) bilhões de euros em 2020, impactado pelas restrições decorrentes do COVID-19.  Os maiores declínios foram registrados na Alemanha e nos Estados Unidos.  Os efeitos negativos foram parcialmente compensados por volumes elevados na Itália. 
  • margem de novos negócios (NBM) baixou para 2,8% (3,2) devido ao forte declínio nas taxas de juros. Isso foi amplamente compensado pela revisão nos preços dos produtos e pelo mix de negócios melhorado, com uma mudança contínua na direção das linhas de negócio preferenciais.  O valor dos novos negócios (VNB) caiu para 1,7 (2,2) bilhão de euros em 2020, levado para uma combinação de menores volumes e margens mais reduzidas. 
  • lucro operacional reduziu para 4,4 (4,7) bilhões de euros em 2020.  Isso se deu, sobretudo, pela alienação da Allianz Popular, na Espanha, bem como à perda de reconhecimento e ao impacto positivo do ano anterior nos Estados Unidos. Contudo, houve uma contribuição positiva decorrente da resiliente margem de investimento.

“Testemunhamos uma recuperação nas vendas e na margem de resiliência para o segmento Vida/Saúde no final de 2020”, declarou Giulio Terzariol. “Estou satisfeito pelo fato de que continuamos a atender com sucesso às expectativas do cliente, inovando e adaptando o nosso portfólio de negócios. Nosso desempenho operacional tem sólidos fundamentos e eu espero uma performance igualmente sólida em 2021.”

No quarto trimestre de 2020, o PVNBP cresceu para 19 (18,1) bilhões de euros devido ao crescimento nas vendas na Itália e França.  O lucro operacional aumentou para 1,4 (1,3) bilhão de euros, em sua maior parte devido às melhores margens de investimento observadas para o segmento Vida na Alemanha e nos Estados Unidos. A margem de novos negócios (NBM) diminuiu para 2,7% (2,9), por força da queda nas taxas de juros e ao passo que o valor dos novos negócios (VNB) aumentou para 521 (519) milhões de euros, em função dos volumes mais elevados.

Gestão de Ativos:  total de ativos sob gestão em máxima histórica

•      Os ativos de terceiros sob gestão (AuM) cresceram 26 bilhões de euros, totalizando 1,712 trilhão de euros em 2020.  Essa alta foi encabeçada pelos efeitos positivos do mercado da ordem de 96,5 bilhões de euros e pela entrada líquida de 32,8 bilhões de euros. Efeitos desfavoráveis da transposição cambial, de 104,3 bilhões de euros, tiveram impacto compensador.

•     O total dos ativos sob gestão aumentou para 2,389 trilhões de euros em 2020, uma máxima histórica.

•     O lucro operacional aumentou 5,5%, para 2,9 (2,7) bilhões de euros em 2020, enquanto as receitas    apresentaram crescimento — sobretudo devido ao recorde acima da média nos ativos de terceiros sob gestão. Como resultado, a relação custo-rendimento (CIR)baixou 1,1 ponto percentual, para 61,2% em 2020, comparado a 2019. Com os ajustes pelos efeitos da transposição cambial, o lucro operacional aumentou 7,3%.

“Os fortes fluxos líquidos de entrada no segmento de Gestão de Ativos atestam que a nossa proposta de valor é atraente para o consumidor”, assinalou Giulio Terzariol.  O novo recorde histórico nos ativos sob gestão e a forte produtividade são sinais de um bom começo para 2021”.

No quarto trimestre de 2020, as receitas operacionais cresceram 3,4% totalizando 2,1 bilhões de euros, como resultado das receitas mais elevadas, puxadas pelos ativos sob gestão (AuM). Dado esse aumento nas receitas operacionais e a queda nas despesas operacionais, a relação custo-rendimento caiu para 58,7% (62,7). O lucro operacional cresceu 14,2%, atingindo 857 (750) milhões de euros.  Com os ajustes para os efeitos da transposição cambial, o lucro operacional cresceu 20,7%. Os ativos de terceiros sob gestão registraram aumento de 42 bilhões de euros, comparado ao final do terceiro trimestre de 2020: efeitos de mercado positivos da ordem de 61,6 bilhões de euros e as entradas líquidas de terceiros de 27,7 bilhões de euros foram parcialmente compensados pelos efeitos negativos decorrentes da transposição cambial que contabilizou 47,7 bilhões de euros.

Grupo do bilhão em lucro com seguros aumenta de 4 para 6 seguradoras em 2020

Resultado geral do mercado segurador recuou 23% no ano passado, para R$ 14,4 bilhões, segundo a consultoria Siscorp

Apesar de aumentar de 4 para 6 o número de seguradoras no clube do bilhão em lucro líquido, o ganho das seguradoras fiscalizadas pela Superintendências de Seguros Privados (Susep) apresentou redução de 23% em 2020. Enquanto em 2019 as companhias reportaram lucro de R$ 17,8 bilhões, no ano passado, o ganho recuou para R$ 14,4 bilhões, segundo dados organizados pela Siscorp Consultoria, com base nas estatísticas enviadas pelas seguradoras à Susep.

Boa parte da justificativa revela pelos executivos durante a divulgação dos balanços de 2020 neste ano foi a redução veio do ganho financeiro menor, por conta da redução da Selic, e também pela queda nas vendas e alta no pagamento de indenizações de segmentos específicos.

O grupo Bradesco Seguros apresentou lucro de R$ 3,5 bilhões em 2020, abaixo dos R$ 5,6 bilhões de 2019. O presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou em coletiva que o resultado operacional do quarto trimestre foi impactado, principalmente, pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que afetaram a atualização das provisões técnicas, além da redução do faturamento e do aumento do índice de sinistralidade, que foi impulsionado pela retomada gradual dos procedimentos eletivos e eventos indenizáveis, em virtude do período de isolamento social. Como ponto positivo, destaque para a melhora do resultado financeiro, com crescimento de 43% no trimestre. Leia mais

O Banco do Brasil registrou queda menor, de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,3 bilhões, segundo dados da Susep. O grupo atribuiu a redução no resultado a eventos extraordinários particularmente em 2019, como a oferta pública de ações do IRB Brasil, além da reversão de provisão de prêmios não ganhos na área de seguro prestamista. Segundo o grupo, a redução de R$ 429,1 milhões do lucro líquido do ano, em bases recorrentes, vem quase toda da redução de R$ 358,4 milhões no resultado da Brasilprev, em função do resultado financeiro negativo no ano, motivado pelo diferencial nos índices de inflação que atualizaram os ativos (IPCA e IGP-M acumulado) e passivos (IGP-M com defasagem média de um mês) dos planos de benefício definido. Também citou a redução de R$ 118,8 milhões no resultado de equivalência patrimonial do IRB com a venda de ações em julho de 2019 e a redução de R$ 73,6 milhões no resultado financeiro líquido da holding, impactado pela diminuição no saldo de aplicações financeiras, além da redução da taxa Selic. Leia mais

A Caixa Seguros registrou alta, de R$ 2,1 bilhoes para R$ 2,3 bilhões, com balanço ainda a ser publicado.

A Porto Seguro, que passou da sexta posição para a quarta em 2020 também comemora o aumento de 982 milhões em 2019 para o grupo do bilhão em 2020: 1,3 bilhão. “Apesar de todo o sofrimento de 2020, tivemos na Porto Seguro um ano com recordes de resultados, como ganho financeiro, lucro e redução de despesas administrativas e operacionais. O que nos preocupava era o crescimento das vendas, mas no quarto trimestre conseguimos recuperar”, conta Celso Damadi, vice-presidente Financeiro, de Controladoria, Investimentos e Relações com Investidores do grupo financeiro. Leia mais

A Zurich R$ 1,3 bilhão para R$ 1,2 bilhão, respectivamente. A queda, possivelmente, deve ser justificada pelo fraco desempenho das redes varejistas com as quais tem parceria. O grupo deve divulgar o resultado do balanço até o final do mês de fevereiro.

O Itaú passou da sétima colocação para a sexta, com alta no lucro, passando de R$ 916 milhões para R$ 1 bilhão, no quadro divulgado pela consultoria Siscorp. As receitas obtidas com a venda de seguros e contribuições de previdência e capitalização do braço segurador do Itaú recuaram 5%, de 7,8 bilhões para R$ 7,4 bilhões. O último trimestre do ano, que costuma ser o melhor em termos de vendas para o setor, registrou queda de 14,7% no Itaú, passando dos R$ 2 bilhões registrado no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,7 bilhão no mesmo período de 2020. Leia mais

A Tokio Marine, sétima colocada em 2020 no ranking de lucro liquido da Siscorp, elevou o lucro de R$ 412 milhões para R$ 575 milhões. Allianz passou de R$ 349 milhões para R$ 317 milhoes, tendo como foco no ano a integração com a compra da carteira de ramos elementares da SulAmérica, concluída em agosto, por cerca de R$ 3 bilhões. A Icatu, nova colocada no ranking viu seu lucro de R$ 319 milhões cair para R$ 292 milhões, segundo dados da Susep. E a Mapfre, décima colocada, o lucro de R$ 122 milhões em 2019 saltou para R$ 265 milhões, de acordo com dados analisados da Susep pela Siscorp.

Porto Seguro e Samsung lançam plano de assinatura para smartphone novo todo ano

Planos para os novos Galaxy S21 5G, Galaxy S21+ 5G e Galaxy S21 Ultra 5G já incluem seguro completo com mensalidades a partir de R$ 209

Fonte: Samsung

A exemplo do que a Apple fez com o Itaú no ano passado, agora é a vez da Samsung e a Porto Seguro se uniram para lançar o Tech Fácil, um plano de assinatura mensal para que o consumidor possa ter um smartphone novo a cada ano. A parceria une o propósito da Samsung de trazer inovação a cada lançamento e o da Porto Seguro em oferecer soluções fáceis e acessíveis a seus clientes. 

Tech Fácil já inicia com condições especiais para a nova linha Galaxy S21, que inclui os modelos Galaxy S21 5G*, Galaxy S21+ 5G* e Galaxy S21 Ultra 5G*. São diversas possibilidades de assinatura, variando de R$ 179,00 a R$ 409,00. A assinatura é válida por um ano e os pagamentos, que são cobrados mensalmente para não interferir no limite do cartão, incluem o custo do aluguel de um smartphone novo e seguro completo. Aproveitando a oferta de pré-venda do Galaxy S21, o cliente pode ganhar um voucher de até R﹩ 2.000 e, ainda, se pagar com o Cartão de Crédito Porto Seguro, ganha R$210,00 de cashback. 

Ao fim de 12 meses, o consumidor pode renovar a assinatura e receber o próximo lançamento da Samsung. Para isso, é preciso apenas devolver o smartphone usado e escolher o novo modelo. Caso decida não renovar, basta devolver o smartphone sem nenhum custo adicional. O consumidor pode também ao final do período optar por adquirir o smartphone pagando aproximadamente 40% do valor do produto. 

A assinatura de um plano garante ainda um smartphone reserva para casos de urgência e acesso mais prático e rápido à assistência técnica. A Porto Seguro oferece proteção contra roubo, danos físicos, danos elétricos e danos causados por líquidos. 

“Os planos do Tech Fácil proporcionam uma nova forma de ter sempre os últimos lançamentos da Samsung com maior conveniência a um custo extremamente acessível para os clientes que estão sempre em busca do que há de mais avançado no mercado de smartphones. É um orgulho para a Samsung iniciar essa parceria no momento em que os novos Galaxy S21 chegam ao mercado”, destaca Eduardo Santos, diretor de B2B e Serviços para a área de dispositivos móveis da Samsung Brasil. 

“Estamos felizes em ter uma companhia inovadora como a Samsung como parceira para estar cada vez mais no dia a dia das pessoas, simplificando e oferecendo aos nossos clientes uma gama de produtos que agreguem facilidade, agilidade e poder de decisão. O Tech Fácil se une a nossa família de produtos por assinatura como o Carro Fácil – aluguel de carros 0km, o Reppara! – 1º plano de assinatura mensal para serviços emergenciais em residências no Brasil e o Porto Cuida – serviço de assinatura para acesso ágil e inteligente a consultas e exames”, conta Marcos Loução, vice-presidente de Negócios Financeiros e Serviços da Porto Seguro. 

Os planos disponíveis para a linha S21 no Tech Fácil são: 


Galaxy S21 5G*: mensalidades de R$ 209,00 
Galaxy S21+ 5G* (128GB): mensalidades de R$ 259,00 
Galaxy S21+ 5G* (256GB): mensalidades de R$ 279,00 
Galaxy S21 Ultra 5G* (256GB): mensalidades de R$ 369,00 

Nubank totaliza mais de 90 mil seguros de vida da Chubb em três meses

Esse montante corresponde a um valor total que supera R$ 9 bilhões em cobertura

Lançado em dezembro de 2020 em uma parceria com a Chubb Brasil, o Nubank Vida já registra mais de 90 mil seguros ativos em menos de um trimestre – esse montante corresponde a um valor total que supera R$ 9 bilhões em cobertura. O preço médio inicial é de R$ 9,00 por mês, sem reajuste por idade durante cinco anos, e varia conforme a cobertura escolhida.

Com a proposta de democratizar o seguro de vida, todas as profissões de risco, muitas vezes rejeitadas devido à alta periculosidade da ocupação, estão contempladas. O seguro também cobre pandemias como Covid-19 e doenças geralmente excluídas nos asteriscos, como diabetes, e não exige exames ou atestados médicos.

O gerenciamento do Nubank Vida é 100% digital e todo o processo de contratação, incluindo a simulação e confirmação do serviço, leva menos de um minuto diretamente no aplicativo do Nubank. Além do atendimento 24 horas da equipe do banco digital, essa agilidade também inclui prazos rápidos de pagamento de indenização garantidos pela Chubb – seguradora responsável pelo Nubank Vida -, que estruturou uma equipe dedicada e revisou fluxos e processos para o produto por meio da Chubb Studio, a plataforma digital global recém-lançada pela seguradora.

A linguagem do processo de contratação do seguro elimina termos burocráticos e técnicos como “sinistro”, “capital segurado” e “prêmio”, substituindo-os por outros de fácil compreensão.O cliente possui o controle e tem a liberdade de escolha da proteção adequada ao seu momento de vida. A definição de beneficiários e o acionamento do seguro também podem ser feitos diretamente no app, de forma rápida e transparente.

Zurich atinge a marca de R$ 230 milhões investidos em títulos verdes

zurich titulos verdes

Estratégia de aquisição de Green Bonds vai ao encontro de um compromisso global da seguradora para a transição de uma economia de baixo carbono

Fonte: Zurich

A alocação destinada em Green Bonds da Zurich, também conhecidos como “títulos verdes”, atingiu a marca de R$ 230 milhões neste mês de fevereiro. Esse montante superou estimativa da empresa de ter R$ 170 milhões até 2022.

De acordo com o diretor de investimentos da Zurich no Brasil, John Liu, a exposição de R$ 230 milhões representam 6% do total de ativos da seguradora

Ondes estão alocados os Green Bonds da Zurich

Com o intuito disponibilizar capital para iniciativas que visam um impacto social positivo, a seguradora Zurich tem financiado, por meio da aquisição de Green Bonds, projetos tão distintos quanto amplos do ponto de vista de alcance geográfico, praticamente em todo o Brasil. São três grandes projetos:

  • O primeiro está relacionado à implementação de infraestrutura de transmissão, baseada em linhas de transmissão de energia elétrica renovável nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Na prática, a iniciativa contribui para o escoamento e transmissão de energia renovável no país.
  • A segunda iniciativa é voltada ao saneamento básico na região de Cuiabá, no estado do Mato Grosso. São obras e serviços para ampliação do sistema de abastecimento, tratamento e distribuição de água daquele município, bem como da universalização do acesso ao esgotamento sanitário por meio da ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto.
  • O terceiro projeto está relacionado à geração de energia solar fotovoltaica e linhas de transmissão dedicadas aos projetos no estado de São Paulo.

“Mais que uma meta numérica, os totais investidos fazem parte de um compromisso assumido pelo Zurich em nível mundial. A empresa está engajada em gerar um impacto socioambiental positivo, que além de contribuir para uma economia sustentável, beneficie todo o planeta, com menor impacto ao biossistema e maiores benesses à comunidade global”, afirma John Liu.

“O Grupo Zurich, já é uma das maiores seguradoras globais, e quer ser também um dos grupos mais responsáveis e de maior impacto do planeta e, para tanto, está comprometido com a sustentabilidade em âmbito global. Como resultado desses esforços, ficamos em 1º lugar no ranking de 2020 do Índice Dow Jones de Sustentabilidade dentro do segmento de seguradoras”, complementa Guilherme Farah, responsável pela gestão da carteira da Zurich Brasil.

Em 2017, a Zurich se engajou em fazer investimentos globais de impacto no valor de US$ 5 bilhões até 2022, equivalentes à compensação de 5 milhões de emissões de CO2. Signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), da Organização das Nações Unidas (ONU), a empresa também assina o Pacto Global (idem), assim como apoia as bandeiras da Iniciativa Brasileira de Finanças Verdes (IBFV), entre outros projetos.

A empresa também passou a integrar a Net-Zero Asset Alliance, igualmente da ONU, com o compromisso de zerar suas emissões até 2050. E, também para reduzir as emissões de CO2, em 2019 inscreveu-se no Business Ambition, com a meta de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

“Seguros Privados: uma atividade estratégica de portas abertas para estudantes do Ibmec RJ”

Live detalha convênio firmado entre CNseg e Ibmec-Rio

Fonte: Cnseg

“A atividade securitária compreende uma das mais extensas cadeias produtivas de valor, abrangendo profissionais de diversas especialidades, que precisam de formação adequada para se engajarem no mercado de seguros”, afirmou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, durante a solenidade virtual realizada em 18 de fevereiro para o lançamento da disciplina “Seguros Privados” no Ibmec-Rio, fruto de convênio firmado entre a instituição de ensino e a Confederação Nacional das Seguradoras. 

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, o Reitor do Ibmec, Marcos Lemos, e os professores Fernanda Paes Leme (coordenadora da matéria), Angelica Carlini e Mario Viola (ambos especialistas em direito securitário) participaram do lançamento da disciplina. 

Após ressaltar a contribuição, para o convênio, da Superintendente Jurídica Glauce Karine Carvalhal, Marcio Coriolano lembrou que o mercado mais que dobrou de tamanho em nove anos, saltando de R$ 125 bilhões em 2011 para R$ 273,1 bilhões em 2020, com uma taxa média geométrica de 8,1% no período. A volumosa arrecadação, que é um espelho da demanda crescente da população, torna o setor segurador o maior captador de poupança doméstica do País, com R$ 1,2 trilhão alocados no mercado financeiro. A cifra responde por 25% da dívida pública. 

O dirigente da CNseg acrescentou que, comparando a mercados maduros, EUA, Europa e Ásia, o Brasil tem um mercado potencial de seguros enorme, visto que hoje oscila da casa de 4,5% do PIB, contando ramos elementares, o segmento de Previdência Privada e Vida, além de Capitalização, a 6%, se incluída a receita de Saúde Suplementar. 

Marcio Coriolano destacou que a atividade securitária compreende uma das mais extensas cadeias produtivas de valor, abrangendo profissionais de diversas especialidades, que precisam de formação adequada para atuar no mercado de seguros. E reconheceu que o setor segurador oferece excelentes oportunidades de desenvolvimento acadêmico e profissional para jovens advogados, economistas e atuários, entre outros, que terão a oportunidade de interagir, inclusive, com entidades internacionais relacionadas à indústria do seguro. 

O Reitor Marcos Lemos não escondeu sua enorme satisfação de oferecer, na grade da instituição, uma disciplina tão relevante para a área de trabalho de todos os alunos.  Segundo ele, as aulas também serão baseadas na extensa literatura econômica relacionada à informação assimétrica, “que inclusive já rendeu um prêmio Nobel em 2001 para Joseph Stiglitz, Michael Spence e George Akerlof, com destaque para o trabalho Equilíbrio no Mercado Competitivo de Seguros”.  

Coordenadora da disciplina “Seguros Privados”, Fernanda Paes Leme assinalou que, após mais de um ano de tratativas entre o Ibmec e CNseg, a eletiva tem como propósitos específicos divulgar conhecimento técnico de seguros, disseminar sua cultura, destacar sua função social e sua relevância econômica.  

A professora Angelica Carlini afirmou que o estudo do seguro se mostra ainda mais importante em uma sociedade como a nossa, impactada por tantas alterações causadas pelas tecnologias disruptivas como a inteligência artificial e suas muitas aplicações, o blockchain e o big data, entre outras. Em razão disso, exige-se a construção de novas matrizes de responsabilidade e, consequentemente, de novas coberturas de seguro”. Carlini classificou o seguro como um instrumento de desenvolvimento econômico e da paz social, de valor intangível e imensurável”.  

Já o professor Mario Viola disse que a atividade securitária caminha de mãos dadas com a evolução da sociedade, classificando esta parceria entre as duas instituições como inovadora. “Na Europa existem cátedras de seguros, mas, no Brasil, acho que isso é inédito”, afirmou. Para ele, a academia deve funcionar como mecanismo de geração de ideias que, posteriormente, devem ser aplicadas na prática. Nos Estados Unidos, complementou, “os grandes empreendedores saem de dentro das universidades, onde são captados pelas grandes instituições”.  

As aulas da disciplina “Seguros Privados” começam na próxima terça-feira, dia 23, e os alunos poderão concorrer a duas bolsas de iniciação científica no curso de Direito, oferecidas pela CNseg. 

Swiss Re divulga prejuízo anual de US$ 878 milhões no ano passado

Isso foi impulsionado por US$ 3,9 bilhões em reivindicações e reservas relacionadas à pandemia durante 2020, sem os quais teria registrado um lucro de US$ 2,2 bilhões

Fonte: Financial Times

O custo financeiro dos sinistros relacionados à pandemia cresceu para US$ 3,9 bilhões na Swiss Re, disse o grupo de resseguros na sexta-feira, levando-o ao primeiro prejuízo anual desde a crise financeira. A empresa, que vende seguro para outras seguradoras, teve um prejuízo líquido de US$ 878 milhões no ano passado.

Isso foi impulsionado por US$ 3,9 bilhões em reivindicações e reservas relacionadas à pandemia durante 2020, sem os quais teria registrado um lucro de US$ 2,2 bilhões, disse a empresa. O grupo gerou um lucro de US$ 727 milhões em 2019. “O início dos esforços de vacinação traz esperança de que a situação melhore em breve”, disse o presidente-executivo Christian Mumenthaler, ao referir-se ao papel da empresa como “amortecedor” na crise.

A pandemia foi especialmente dolorosa para a divisão de seguros, que recebeu um aumento nos pedidos de lucros cessantes e cancelamento de eventos no segundo e quarto trimestres. Isso elevou o índice combinado da divisão – uma medida básica de lucratividade que calcula sinistros e custos como proporção da receita de prêmios – para 109%, que causam prejuízos. O índice ajustado seguido por analistas, que exclui a Covid-19, bem como a evolução das reservas do ano anterior, ficou um pouco abaixo dos 97% anteriormente indicados.

A empresa prometeu dividendos de 5,9 francos (US$ 6,6) por ação, em linha com o ano anterior e as expectativas dos analistas. As perdas relacionadas à Covid “ficaram para trás em grande parte”, disse Mumenthaler.

IRB recupera índices regulatórios e consegue avançar com faturamento

Irb brasil re

Presidente do Conselho destaca o levantamento de R$ 4,8 bilhões em um espaço de seis meses e a volta ao equilíbrio de resultados

O IRB reportou em 2020 um prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão. Excluindo-se os efeitos one-offs run- off, resultou em perdas de R$ 476,2 milhões. O faturamento chegou a R$ 9,6 bilhões em 2020, a despeito do processo de re-underwriting implementado a partir de julho do ano passado, que impulsionou a não renovação de contratos de grandes volumes, negócios esses que apresentaram margens expressivamente negativas.

Em vendas, o IRB atingiu R$ 9,5 bilhões em prêmios emitidos, volume 12,7% maior do que o observado no ano anterior. Os prêmios emitidos no Brasil somaram R$ 4,874 bilhões, 1% acima de 2019. Já os prêmios no exterior totalizaram R$ 4,721 bilhões, com aumento de 28,0% em relação a 2019, decorrente em parte da variação cambial no período.

Em 2020, o resultado financeiro e patrimonial totalizou R$ 125,2 milhões — recuo de 86,6% em relação ao ano anterior decorrente da redução das taxas de juros. As provisões técnicas cresceram R$ 3,1 bilhões no ano passado, alcançando R$ 13,5 bilhões — alta de 29,7% em relação aos R$ 10,4 bilhões do final de 2019. As despesas com retrocessão — operações de transferência de riscos entre resseguradores — cresceram 89,6% para R$ 4,220 bilhões, refletindo o hard market, com consequente redução da oferta” de capacidade.

No ano passado, os sinistros retidos totalizaram R$ 5,812 bilhões, crescimento de 55,0% em relação ao mesmo período de 2019. O índice de sinistralidade total apresentou aumento de 35,9 pontos percentuais, saindo de 66,4% para 102,3%. “Foi um trabalho extenso e cuidadoso de nossa diretoria, focado em fazer o IRB recuperar os índices regulatórios e que culminou com uma forte demonstração de confiança do mercado”, diz Werner Suffert, CFO e diretor de Relações com Investidores da companhia.

O CEO Antonio Cassio dos Santos complementa: “Prova disso foi o levantamento com êxito de cifra equivalente a R$ 4,8 bilhões em um espaço de seis meses. Ressalte-se ainda a volta ao equilíbrio de resultados, com crescimento no faturamento total da companhia”. Segundo ele, este foi o período mais duro de toda a sua carreira como CEO.

O IRB cancelou contratos que tinham resultados muito ruins de forma consistente. Em seis meses, a equipe do ressegurador analisou 500 contratos. “Cancelamos as principais operações de vida de resultados do exterior, que vinham com índice combinado acima de 120%; cancelamos também quase todo o portfólio de aviação”, afirmou o executivo.

De acordo com os executivos, os efeitos da covid-19 foram pequenos, ao contrário de outras resseguradoras que tem divulgado relevante queda nos resultados de 2020 em razão da pandemia. No IRB, em sinistros foram R$ 12 milhões na carteira de seguro de vida e ainda não se sabe como ficará a carteira de lucros cessantes, que é a mais onerosa para as resseguradoras internacionais. Segundo advogados consultados pelo blog Sonho Seguro, no Brasil a discussão de as seguradoras devem pagar lucros cessantes está em andamento. Segundo eles, que pediram anonimato, são poucas discussões, porém de valores muito significativos.

Os acionistas do IRB Brasil Re vão decidir sobre a continuidade de Antonio Cassio dos Santos como CEO ou presidente do conselho em até três semanas, informou Santos na teleconferência com jornalistas. A mudança é um movimento deflagrado pelas regras do Novo Mercado da B3 que prevê que um executivo só pode acumular as duas funções por um ano, prazo que será completado no fim do próximo mês no caso do atual executivo-chefe e “chairman” do grupo. Segundo Santos, a União é quem define o presidente do conselho de administração, enquanto o colegiado é responsável pela nomeação do CEO.

O balanço do IRB Brasil Re traz muitas explicações de tudo que foi feito para a nova administração arrumar desde que assumiu em março de 2020. Há termos pouco conhecidos do público em geral, mas que estão explicados no relatório divulgado para que “tudo fique a disposição dos interessados”, ressaltou Santos.

“Enfrentamos o desafio de superar uma crise de credibilidade motivada por irregularidades identificadas pela divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária da companhia em março de 2020, pela instauração da fiscalização especial da Susep em maio, devido à insuficiência de ativos garantidores das provisões técnicas do IRB, naquele momento da ordem de R$ 1 bilhão, e em junho pelo refazimento das demonstrações financeiras de 2019/18 que trouxeram à luz a real situação econômico-financeira da empresa”.

Definições

  1. (A)  Negócios descontinuados (run-off): são os principais negócios que foram cancelados ou não renovados pela gestão a partir de30.06.2020.
  2. (B)  Negócios continuados (run-on): são os negócios que constituem o portfólio de contratos vigentes da empresa.
  3. (C)  Efeitos one-off: são os efeitos considerados não recorrentes e que impactaram o período.
  4. (D)  Run-on normalizado: são os negócios continuados (run-on) excluindo os efeitos não recorrentes (one-off).

Segundo comunicado, o principal impacto one-off no período foi relacionado à reversão do crédito tributário da sucursal de Londres. Em anos anteriores, foi constituído crédito tributário diferido referente aos prejuízos acumulados durante décadas, na sucursal de Londres. A administração do IRB previa a retomada das operações da sucursal no prazo de dez anos, o que permitiria a utilização do referido crédito.

No entanto, em razão das presentes condições de mercado, com o agravamento da crise motivada pela segunda onda da Covid-19, e após avaliação de consultoria tributária/estratégica, a administração do IRB concluiu ser pouco provável a recuperação de tal crédito tributário. Com isso, em dezembro de 2020 a companhia reverteu o crédito tributário, conforme preconizado nas normas contábeis.

O conselho do IRB ressalta no balanço que a liquidez regulatória é a melhor desde dezembro de 2018. “Enquadramento com êxito na data base de 31/12/2020, com superávit de R$ 167 milhões, após a margem de segurança regulatória”, explica.

Os ativos financeiros atingiram R$ 8,3 bilhões, maior nível histórico alcançando. Segundo o comunicado, em anos anteriores, foi constituído crédito tributário diferido referente aos prejuízos acumulados durante décadas, na sucursal de Londres.

O ressegurador também conseguiu R$ 4,8 bilhões em recursos levantados entre 01/07/2020 e 31/12/2020 para fazer frente à questão do desenquadramento de liquidez regulatória.

Covid-19 reforça necessidade de reforma no sistema previdenciário brasileiro

Análise da Euler Hermes aponta que as últimas reformas previdenciárias podem não ser suficientes no longo prazo

Fonte: Euler Hermes

A pandemia da Covid-19 não só causou mais de 240.000 mortes prematuras no Brasil, até agora, como também interrompeu abruptamente a recuperação econômica.

De acordo com uma análise feita pela seguradora de crédito Euler Hermes em parceria com a Allianz Research, a necessidade de novas reformas no sistema previdenciário brasileiro aumentou. O crescimento acentuado do déficit orçamentário para cerca de 100% do PIB, com o objetivo de amortecer o impacto econômico da pandemia, reduziu a margem de manobra financeira para compensar déficits futuros na previdência. Nesse contexto, o fortalecimento da sustentabilidade de longo prazo e da adequação do sistema previdenciário brasileiro ganha importância.

“Há uma necessidade urgente de novas melhorias no que diz respeito à cobertura da população em idade ativa pelo sistema previdenciário público, dado o número ainda elevado de pessoas ocupadas no mercado de trabalho informal”, afirma Dra. Michaela Grimm, economista e autora do relatório.

Embora o alto número de mortes prematuras vá reduzir temporariamente a expectativa de vida do período em 2020, é provável que aumente ainda mais no longo prazo. De acordo com estimativas da ONU, em 2050, a expectativa média de vida de um homem de 65 anos aumentará em 19,9 anos e a de uma mulher de 65 anos em 22,8 anos. Caso não haja mais mudanças na idade da aposentadoria, em 2050, uma mulher de 62 anos pode esperar passar 25 anos aposentada.

De acordo com a economista, é consenso que a tendência contínua de aumento observada em muitos países nos últimos anos seja interrompida – pelo menos temporariamente.

Impactos para o longo prazo

O estudo ainda aponta que as últimas reformas podem não ser suficientes em um futuro próximo. Será necessário ajustar a idade base da aposentadoria com o intuito de refletir a evolução da expectativa de vida.

“Dado o envelhecimento acelerado da população brasileira, alterações adicionais no sistema se tornam inevitáveis para evitar déficits crescentes ou aumento nas taxas de contribuição”, explica Grimm.

As provisões ocupacionais e de previdência privada vão ganhar importância para manter o padrão de vida na velhice. “Nesse contexto, medidas como permitir retiradas prematuras do fundo de garantia para amortecer as perdas de renda em uma desaceleração econômica, como essa que estamos testemunhando atualmente, são contraproducentes no longo prazo”, afirma a economista.

A análise também aponta que tais medidas aumentam o risco de pobreza na velhice, especialmente nos grupos de baixa renda, portanto, deveriam ser financiadas por impostos, esforços para melhorar a educação financeira, além da intensificação ao acesso aos serviços financeiros.