Gastos com planos de saúde em 2020 são tema de pesquisa da Lockton

custo da saude

Levantamento da consultoria e corretora de seguros norte-americana mostra que contratos pós-pagos sofreram menor pressão de custos. Aumentos até 10% atingiram 29% das empresas

Fonte: Lockton

Pesquisa de Benefícios realizada pela consultoria e corretora de seguros norte-americana Lockton indica que 38% das empresas não tiveram aumento nos custos ou registraram retração nos valores gastos com planos de saúde oferecidos a seus funcionários em 2020. O levantamento ouviu 469 empresas em 44 setores da economia. A amostra contou com 46% de companhias de capital nacional e 54% multinacionais. De acordo com o levantamento, 29% do total da amostra disse não ter experimentado aumento de preço nos contratos enquanto 9% verificaram retração nos custos do benefício.

As empresas que sentiram maior alívio no caixa foram as que adotam o modelo de contrato pós-pago, que representam 13% da amostra. Neste universo, 36% disseram não ter registrado aumento de preços e 16% disseram ter verificado retração nos valores dispendidos.

Já entre as empresas que utilizam o modelo de pré-pagamento junto a operadoras de planos de saúde, 28% declararam que não tiveram alteração de valores e 8% informaram retração nos gastos.

Para Cesar Lopes, diretor Atuarial da Lockton e coordenador do levantamento, como a pandemia adiou a realização de procedimentos eletivos e reduziu a utilização de serviços de pronto socorro, as empresas que trabalham no modelo pós-pago e que são responsáveis financeiramente pelas despesas efetivas geradas pela população coberta em seu programa, perceberam a redução nos custos de forma imediata, motivada pela redução da frequência de utilização dos procedimentos médicos. 

“Os planos pós-pagos, embora seja um universo menor entre os contratantes de planos de saúde coletivos, sentiu menor pressão de custos, uma vez que houve significativa queda de demanda por parte dos usuários, tendência que pode se reverter quando a pandemia passar”, explica Cesar Lopes.

As empresas que declararam ter sofrido aumento de preço de até 10% nos planos somaram 29% da amostra. A maior parte delas (31%) são vinculadas a planos pré-pagos e 21% estão vinculadas a planos pós-pagos. Já as empresas que tiveram aumentos superiores a 12% somaram 21% da amostra. Aqui também os contratos pré-pagos sofreram mais que os contratos pós-pagos, cujo modelo de custos é apurado de acordo com a utilização dos serviços.

Coparticipação em terapias médicas avança entre as empresas, aponta levantamento da Lockton. Maior parte das empresas cobram de 20% a 29% do colaborador por este tipo de evento

A pesquisa de Benefícios da Lockton detectou que segue aumentando o número de empresas que aplica o modelo de coparticipação no uso de terapias para tratamentos de saúde. Das 469 empresas ouvidas nesta edição do estudo, 48% declararam que já praticam o compartilhamento de custos com os funcionários para este tipo de evento. O índice é 4 pontos percentuais maior que os 44% verificados no levantamento de 2019. 

“Estamos assistindo a uma adesão contínua das empresas a este tipo, componente de moderação da utilização diz Cesar Lopes, diretor Atuarial da Lockton no Brasil e coordenador do levantamento. Em 2017, ano do primeiro estudo de benefícios realizado pela Lockton no Brasil, o índice de coparticipação para terapias de saúde era de 31%. Em 2018, o índice subiu para 37% e seguiu avançando nos anos seguintes.

A coparticipação em terapias contrasta com os demais eventos, que apresentaram ligeira retração na prevalência do uso de coparticipação. Para consultas, o índice caiu de 78% da amostra para 76%. Para exames simples, o índice recuou de 80% para 77%. E em exames especiais, o índice retraiu de 40% para 38%.

As empresas que cobram de 20% a 29% de coparticipação em terapias médicas representam a maior parte amostra (57%). As que cobram 30% ou mais somam 28% das respondentes. As que cobram até 10% somam 7% das empresas. Já 6% das companhias cobram de 11% a 19% do colaborador e 2% da amostra diz cobrar um valor fixo de coparticipação para terapias médicas.

Nova Lei de Licitações traz avanços para seguro garantia, afirma diretor da Fator Seguradora

pedro mattosinho fator seguradora

Pedro Mattosinho detalha ao blog Sonho Seguro as principais mudanças e os benefícios para os contratos com o poder público

Como será o seguro garantia após a sanção do projeto de Lei n° 4253/2020, que altera a Lei 8.666/93, conhecida como a Lei Geral de Licitações, que está na mesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)? É possível fazer previsões otimistas para o segmento que está praticamente parado com a falta de obras de infraestrutura no Brasil.

Especialistas citam muitos benefícios que a nova lei traz para o segmento, que sofre uma crise de imagem por acumular um volume enorme de negativas de indenização de sinistro por diversas razões. Entre as mais comuns, a paralisação do empreendimento por falta de pagamento do governo, a falta de licença ambiental e o não cumprimento de cláusulas por parte do segurado, como avisar a seguradora sobre qualquer aditivo no contrato. 

Depois do webinar “Impactos da nova lei de licitações” (https://www.youtube.com/watch?v=NQaI9DcOYaA), o blog Sonho Seguro foi conversar com o especialista Pedro Mattosinho, Diretor de Garantia da Fator Seguradora, um dos participantes do evento, ao lado de Dennys Zimmermann, Sócio da RPZ Advogados; Eduardo Viegas, Vice-Presidente da Concremat e Stephanie Zalcman, Diretora da WIZ Corporate,

Leia abaixo os principais trechos da entrevista. 

Há alguma previsão para o presidente Jair Bolsonaro aprovar ou vetar a Lei de Licitações?

Não há uma data certa, pois depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro. Algumas mídias comentam que pode ser ainda neste primeiro trimestre de 2021. 

As novas regras entram em vigor imediatamente após a sanção? 

Não. Há um prazo de dois anos de coexistência de regimes jurídicos, imediatamente a partir da sua publicação. Cada órgão público poderá adotar a nova lei ou a atual neste período.

É um período considerado suficiente para todos se adequarem, pois as exigências das seguradoras, com a retomada da obra, são consideráveis?

Sim, é um período suficiente para que todos se adequem ao novo processo, que é mais burocrático, porém com muito mais segurança jurídica para todos. Nós, na Fator, vamos nos adequar rapidamente, pois como o segurado, ou seja, o órgão público, pode exigir a utilização da Lei nova, já queremos estar prontos para isso e assim seguir crescendo neste segmento, tanto em vendas como em rentabilidade. 

Explique de forma bem simples qual a função do seguro de garantia de contratos.

A seguradora cobre o custo para retomar a obra. Digamos que uma construtora vença a licitação por R$ 200 milhões. Semanas depois de começar a obra, por alguma razão, esta construtora quebra ou desite da empreitada. A seguradora vai buscar a segunda colocada no pregão, que ofertou, digamos, R$ 220 milhões. Esse custo adicional é coberto pelo seguro, em benefício do governo.


O setor tentou alterar um ponto do projeto da Câmara e no Senado e não conseguiu. Ainda dá tempo de tirar a palavra “até” 30% o valor do seguro com base no investimento da obra, percentual polemico pois o tomador pode comprar seguro para apenas 1% do valor da obra apenas para cumprir a lei?

Há uma discussão para tentar esclarecer a importância de retirar a palavra “até”, pois isso pode trazer problemas para todos, uma vez que a lei traz a obrigatoriedade da contratação do seguro pelos agentes públicos para obras acima de R$ 200 milhões. Um percentual de 5%, por exemplo, não atende aos anseios do governo. O que ele quer é ver a obra concluída. Esse é um esforço legitimo do governo, pois o Brasil é um canteiro inacabado. No entanto, o seguro garantia não é uma bala de prata. Ter um valor adequado de seguro garantia é primordial para concluir a obra em caso de imprevistos que levem o tomador a parar o empreendimento. E é isso que temos de mudar. E a nova lei estimula esta mudança com a cláusula de retomada. 

Pode explicar o que é a clausula de retomada? 

A missão como seguradora, do início ao fim, é concluir a obra. Na atual norma, a seguradora não acompanha a obra e nem tem liberdade para opinar sobre o projeto e acompanhar o fluxo da obra. Com a nova leipassamos a ser intervenientes anuentes nas obras de grande vulto, com garantia de até 30%. Assinamos o contrato como se fossemos sócios. Temos o direito de acompanhar a obra e a obrigação de, em caso de algum problema com o tomador, assumir a obra e contratar uma nova construtora para concluir o projeto. Ou seja, de contratar uma segunda construtora para assumi-la com todos os desafios trabalhistas, logísticos e técnicos, pois cada obra tem a sua especificidade. 

E isso aumenta o custo para as seguradoras?

Sim. Temos de ter uma equipe técnica para analisar tudo, começando pela situação financeira das construtoras e os termos do contrato. Depois disso, acompanharemos cada passo, desde a proposta, para checar se o projeto da construtora está dentro dos padrões técnicos, financeiros e com prazo de conclusão viável, até o dia a dia da obra para checar se tudo que foi acordado é colocado em prática dentro do orçamento e do prazo previsto. A corretora de seguros também passa a ter um papel mais consultivo do que transacional.

E para as construtoras, que são os tomadores ou contratantes do seguro?

Os tomadores terão de ser mais transparentes. Se quer R$ 300 milhões em crédito para um seguro garantia, terá de abrir dados de balanços. Sem essa de mandar o balanço via arquivo Excel. Precisa esclarecer dúvidas, dar acesso ao projeto, à precificação. É assim que as seguradoras irão calcular o valor disponível para o seguro. Com a nova Lei, acho difícil uma construtora conseguir um seguro da noite para o dia, como é feito hoje. Precisarão pensar no seguro garantia desde o início dos estudos para participar das licitações.

E para os órgãos públicos, que são os segurados?

No fim do dia, o espírito é que as seguradoras sirvam de filtro. Não apoiem empreiteiras que atuem de forma irresponsável, apenas para ganhar o contrato, sem de fato estar preparadas para concluir o empreendimento. O governo espera que o mercado segurador faça uma depuração. E certamente com a nova Lei isso será feito. 

Mas há uma forte concorrência em garantia…

Sim, estamos num mercado “soft”, ou seja, com baixas taxas pois temos muitas companhias atuando neste segmento, mas poucas são especializadas.  Acredito que com a nova lei ficarão somente as empresas que têm expertise neste seguro. Atualmente, o tomador, ou seja, a construtora, só pedia o seguro de última hora para constar no processo licitatório. Algumas delas sequer existiam e isso só era descoberto quando havia um sinistro. Agora, além da nova Lei de Licitações, temos novas regras da Susep. Trata-se do Sistema de Registro de Operações (SRO), que obriga que as apólices de garantia sejam registradas. E o segurado pode checar se a apólice está registrada na Susep e não é falsa. Atualmente quem cobra menos e faz menos perguntas acaba fazendo mais negócios, mas isso pode ser perigoso no cenário da nova Lei pois a responsabilidade é muito maior. 

Por quê? A tecnologia tem ajudado com a emissão online das apólices de garantia…

Sim, a tecnologia fez com que a emissão do seguro garantia seja praticamente online. Mas fazer uma boa subscrição de risco tem um custo. Observamos executivos sendo demitidos pelo tamanho da perda registrada com sinistro e não por ter um crescimento de vendas menor. O seguro garantia tem poucos sinistros, mas quando acontecem custam muito caro. Considerando o maior nível de responsabilidade que assumiremos com a nova Lei, temos que entender e discutir, desde o início, a viabilidade dos projetos. Quando passamos a garantia para até 30% do valor da obra, a dinâmica muda. Precisamos entender claramente se o projeto faz sentido em relação ao aspecto técnico, do valor do investimento, do prazo da obra. E isso tem um custo. E se esta gestão não for bem feita, as chances de ter um sinistro é grande. 

E a Fator Seguradora já está preparada para atuar no novo cenário, se aprovado pelo presidente Bolsonaro?

A Fator já se prepara para isso. Não trabalhamos com prazo de dois anos, e sim de três meses para estarmos aptos a jogar o novo jogo. Crescemos 60% em vendas no seguro garantia em 2020. A Fator Seguradora tem um perfil diferente do mercado, que tem 85% de garantias judiciais e 15% para o seguro de contratos. Na Fator, esta proporção sempre foi meio a meio. Em 2020, com a pandemia, o judicial acabou subindo para 60% diante da alta demanda das empresas para liberar recursos dados como caução em processos judiciais, e 40% são seguros garantias tradicionais. Temos boa base para crescer em 2021 com bons resultados. Equipe jovem e integrada, com bons relacionamentos e um sistema tecnológico e processo de decisão que nos dá muita agilidade. Neste mercado, se uma companhia demora para dar uma cotação, o cliente já fechou com a mais ágil mesmo que pague mais caro. 

Revista de Seguros traz entrevista exclusiva com economista Alexandre Schwartsman

Ex- diretor do Banco Central diz que Reformas Administrativa e Tributária podem ser tratadas em simultâneo

Fonte: CNseg

O economista Alexandre Schwartsman afirma que a reforma mais importante para o País no momento é a Tributária, ao passo que a Administrativa, se bem-feita, a mais urgente, em entrevista exclusiva publicada na nova edição (915) da Revista de Seguros, publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. Nada impede, contudo, que as duas tramitem simultaneamente no Congresso.

Segundo o ex-diretor do BC, as reformas são necessárias para cumprir o teto de gastos e, de alguma forma, aliviar o ritmo de crescimento da despesa obrigatória.  A seu ver, o Brasil sabe o que precisa fazer para não entrar em uma ciranda de inflação e recessão nos próximos anos.  Mas as perspectivas de uma Reforma Administrativa ineficaz são reais, o que, na sua opinião, colocará em risco o teto de gastos. Confirmando-se esse temor, o País conviverá com um ciclo inflacionário permanentemente mais alto dentro de dois ou três anos, incapaz de ser contido pelo Banco Central. “Se não mantiver o teto de gastos, a válvula de escape vai se dar pela inflação”, adverte ele.

Ele explica que o principal propósito de Reforma Tributária deve ser o de “eliminar um grande conjunto de instruções que afetam a produtividade”. Além disso, a reforma tributária tem efeitos distributivos, algo igualmente relevante para o País. A íntegra da entrevista de Schwartsman está disponível no link https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-915.html.

Nova regulamentação traz ganhos para o consumidor, diz Antonio Trindade

Antonio Trindade

Segundo presidente da FenSeg, a desregulamentação contribui ainda para tornar as relações de consumo mais transparentes, sem perder de vista a fiscalização das autoridades

 A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) recebe com satisfação a nova regulação dos Seguros de Danos e Responsabilidades, na forma da Circular 621/21.  A iniciativa traz ganhos significativos para o consumidor e para o mercado de seguros como um todo. Em primeiro lugar, aumenta a flexibilidade na contratação das coberturas, de modo que um mesmo produto possa atender diferentes necessidades do segurado. Ela contribui ainda para tornar as relações de consumo mais transparentes, sem perder de vista a fiscalização das autoridades. 

 A normativa torna o ambiente regulatório mais flexível, estimula a criação de novos produtos, com ganho de eficiência. O resultado é um aumento da competitividade no mercado – o que é altamente benéfico para os consumidores. 

 A padronização de produtos deixa de ser o modelo clássico de atuação das seguradoras. As palavras de ordem são qualidade e eficiência. “Daí os investimentos das empresas seguradoras em processos e tecnologias que facilitem a vida dos segurados, o que inclui novos aplicativos e operações online. A oferta de produtos e serviços ajustados às demandas do consumidor é um desafio permanente do setor”, explica o presidente da FenSeg, Antonio Trindade.

 A circular editada na última quarta-feira (17/02) reúne propostas técnicas ancoradas nas melhores práticas de uma supervisão principiológica baseada em risco. “O que se observa é o aperfeiçoamento do arcabouço regulatório e não a simples eliminação de exigências. Em cenário de grandes desafios, como o atual, essa iniciativa contribui para engrandecer o setor de seguros, que é peça-chave para o desenvolvimento do país”, conclui Trindade.

Reservas da Capitalização avançam 5,4% e atingem R$ 32 bi em 2020

Fenacap

“O crescimento das reservas e a queda nos resgates indicam que os clientes estão cautelosos”, diz Marcelo Farinha, presidente da FenaCap

Fonte: FenaCap

A Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) divulgou informações sobre desempenho do mercado de títulos de capitalização do ano de 2020. As reservas técnicas, recursos acumulados dos clientes com títulos de capitalização ativos, avançaram 5,4%, em comparação ao ano anterior, alcançando R$ 32,4 bilhões. Os resgates, por sua vez, recuaram 4,8%. 

“O crescimento das reservas e a queda nos resgates indicam que os clientes estão cautelosos, adiando planos de consumo e mantendo suas reservas guardadas. Ainda estamos vivendo momentos de incerteza”, destaca o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha. 

Segundo ele, a Capitalização, pelas características das soluções ofertadas, teve a sua importância socioeconômica reforçada em meio à pandemia. Somando os valores pagos em resgates finais e antecipados (R$ 18,1 bilhões) e nos sorteios (R$ 1,1 bilhão), o setor injetou R$ 19,2 bilhões no mercado, valores que contribuíram para movimentar a economia e auxiliar milhares de brasileiros, em um ano difícil para tantas famílias.

Filantropia e Garantia ganham espaço – Nesse ano atípico e desafiador,  os títulos de capitalização Filantropia Premiável e Instrumento de Garantia se destacaram. O Filantropia Premiável se consolidou como um canal seguro para realizar doações para entidades filantrópicas, tendo destinado R$ 814 milhões à instituições beneficiárias; o Instrumento de Garantia contribuiu para reduzir  a burocracia e facilitar a locação de imóveis, ao substituir o fiador nas transações aluguel, ou mesmo para garantir contratos de empréstimos ou de serviços, passando a responder por 11% do faturamento  global do setor, que alcançou os R$ 22,9 bilhões no período. 

“Foi um ano em que todo mundo procurou ajudar alguém de alguma forma. Os recursos cedidos pelos clientes do Filantropia Premiável contribuíram para a manutenção de várias entidades, cujos projetos são voltados para atendimento da população mais vulnerável. O Instrumento de Garantia, por sua vez, ajudou quem precisou apresentar garantias mais robustas para contratos de qualquer natureza, desburocratizou os contratos de alugueis e facilitou a mudança das famílias que precisaram reduzir custos de aluguel ou buscar espaços mais amplos para se adaptar ao home office ”, finaliza o executivo.

Artigo: O futuro começa agora

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano*

Em 1987, foi lançado um dos mais importantes documentos sobre a relação do homem com o meio ambiente. Elaborado sob a coordenação de Gro Brundtland, primeira-ministra da Noruega e presidente da Comissão Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, “Nosso Futuro Comum” usou, pela primeira vez, a expressão “desenvolvimento sustentável”. Trata-se de conceito cristalino: é o desenvolvimento que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Hoje, parece incrível que essa definição tenha soado para muitos, há menos de três décadas, como ameaça à prosperidade das nações. A sustentabilidade é um conceito que se firmou como único caminho para fazer frente não apenas às mudanças climáticas, mas também aos desafios econômicos e sociais que se multiplicam pelo mundo. Para o setor segurador, no entanto, a sustentabilidade sempre foi um pilar insubstituível. Por sua própria natureza, o seguro deve, obrigatoriamente, atender ao presente sem comprometer o futuro. Por esse motivo, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) vem reafirmar que as empresas do setor estão credenciadas a dar sua colaboração para que o Brasil faça com sucesso a transição para uma sociedade sustentável.

De início, vale lembrar que desde 2012, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Princípios para Sustentabilidade em Seguros, a CNseg incluiu em sua agenda a integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ASG). O caminho provou-se de acerto inequívoco. Hoje está amplamente demonstrado que empresas com boas métricas de ASG são mais resilientes e geram mais valor a longo prazo. Isso acontece porque elas gerenciam melhor os riscos e oportunidades socioambientais e possuem governança robusta, o que lhes permite atravessar com mais tranquilidade períodos turbulentos como os atuais. Em 2020, a pandemia da Covid-19 poderia ter deixado em segundo plano essa questão. No entanto, ocorreu o contrário. A crise sanitária global tornou ainda mais evidente a necessidade de valorizar a sustentabilidade ambiental e a social de médio e longo prazos. Não apenas porque evidenciou a enorme desigualdade no acesso à prevenção e ao tratamento da saúde, mas também porque mostrou como a desaceleração de alguns setores de atividade poluente foi benéfica para o meio ambiente. A crescente consciência da sociedade global sobre os riscos associados às mudanças climáticas fortaleceu-se ainda mais. Nas empresas, essa é uma preocupação que vem à frente dos demais desafios desta segunda década do século XXI. A maior gestora de ativos do mundo atesta que nenhuma questão supera o risco climático na lista de prioridades de seus clientes.  

Por trás dessa tomada de consciência estão dados alarmantes. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de catástrofes naturais – inundações, incêndios e furacões, entre outras – decorrentes do aquecimento global dobrou em quatro décadas. Entre 1980 e 1999, ocorreram 3.656 catástrofes, número que passou a 6.681 entre 2000 e 2019. Os prejuízos chegam a US$ 3 trilhões desde 2000, mas o número real é maior, uma vez que muitos países não calculam o impacto dessas tragédias sobre a economia. Para se ter uma ideia, a quantia equivale à do pacote americano de estímulo à economia no âmbito da pandemia de Covid-19. As seguradoras têm também nesse aspecto uma importante contribuição a oferecer: sua experiência em assumir e gerenciar, de forma eficaz, riscos que lhe são transferidos, identificando oportunidades e direcionando investimentos apropriados à dimensão de cada risco. O “seguro-catástrofe”, largamente utilizado em países como o México, que garante a cobertura dos prejuízos provocados por terremotos de intensidade acima da média histórica, é exemplo da importância dessa expertise.

Muitos avanços foram feitos desde o relatório “Nosso Futuro Comum”. Governos e empresas passaram a levar em conta o impacto ambiental e social de suas ações e a exigir o mesmo cuidado de seus fornecedores e clientes. Bancos têm levado em conta esses mesmos critérios nos financiamentos que concedem. E há um esforço digno de nota em aumentar a transparência no relacionamento com a sociedade. A CNseg participou da atualização das normas que tornou mais rigorosos os critérios de governança para as empresas investidas e a consideração dos critérios ASG nos investimentos das seguradoras. Atualmente, acompanha a bem-vinda decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de realizar audiências públicas para estabelecer regras de ASG. Como um dos maiores investidores institucionais do País, com ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o setor tem recursos e interesse em investir não só em ativos reconhecidamente “verdes”, como a produção de energias renováveis, mas também naqueles que incentivam transição para um mundo sustentável, como o saneamento básico. A CNseg defendeu a aprovação do marco legal do saneamento porque entende que melhores indicadores de cobertura de água tratada e esgoto sanitário são benéficos para toda a sociedade e podem acarretar a redução dos custos dos seguros de saúde e da pressão sobre o atendimento em decorrência da diminuição das doenças, além da redução das taxas de mortalidade e diminuição da frequência e do impacto de inundações que oneram o custo dos seguros patrimoniais. Com a atualização do decreto de infraestrutura, o marco legal do saneamento também amplia o papel do investimento privado que poderá ser alocado, inclusive pelas seguradoras.

A CNseg comemora os avanços e orgulha-se de ter contribuído para sua implementação e consolidação. Lembramos, no entanto, que para que continuemos a avançar na direção de um futuro sustentável, é preciso que, no presente, a sustentabilidade esteja no centro de todas as decisões. Os Princípios das Nações Unidas para o Seguro Sustentável servem como uma estrutura global para a indústria de seguros abordar riscos e oportunidades ASG. É indispensável a obtenção de um acordo internacional que resulte em critérios adaptados a cada região, que possibilitem comparar e verificar os indicadores e resultados de cada empresa, assim como estabelecer parâmetros transparentes para que um investimento seja considerado sustentável. A padronização das especificações e termos que classificam atividades “verdes” pode ser de grande valia para isso.

No que se refere à regulação, é essencial que os órgãos responsáveis reconheçam que estamos vivendo um período de transição, que exige diálogo e flexibilidade, para que o indispensável arcabouço legal não se torne entrave ao desenvolvimento de novos produtos. Por último, mas não menos importante, a solidez financeira do sistema precisa ser preservada, para que o setor possa continuar a colaborar com o futuro do País. 

*Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

Mitsui Sumitomo apresenta nova executiva no comando da área jurídica

Giovana Consentini na Mitsui Sumitomo

“São muitos desafios e estou feliz de estar na Mitsui Sumitomo, que tem um plano ousado de crescimento, e requer uma governança corporativa bem concebida e estruturada”

Giovana Consentino é a nova Head de Legal da Mitsui Sumitomo Seguros. Formada em direito há quase 20 anos, ela entrou no mercado segurador em 2008, ao trabalhar no escritório Demarest, e, não saiu mais. “Este é um setor incrível que nos oferece diversas frentes de atuação, como compliance, controles internos, produtos nos vários nichos do setor, como seguros, resseguros, previdência e saúde”, comenta. 

Além de dar segurança jurídica aos avanços da seguradora japonesa no Brasil com apoio as áreas de produtos, financeiro e comercial, Giovana tem a missão de lapidar a governança corporativa da Mitsui Sumitomo. Nos últimos 10 anos trabalhei na Chubb e na Argo Seguros. Será incrível vivenciar o #tomoni, termo japonês que significa estar junto, na maior seguradora da Ásia e integrante do 8° grupo segurador do mundo”, disse.

Neste ano, há mais um desafio para seguradoras especializadas em grandes e médios riscos como a Mitsui Sumitomo, que apresentou o sexto maior crescimento neste segmento em 2020, segundo ranking divulgado pela Susep. “O ambiente de trabalho para o Jurídico está mais dinâmico com as mudanças regulatórias promovidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). São muitos desafios e estou feliz de estar na Mitsui Sumitomo, que tem um plano ousado de crescimento e requer uma governança corporativa bem concebida e estruturada”.  

Giovana reportará diretamente a Helio Kinoshita, Head da operação da Mitsui Sumitomo. “Estamos orgulhosos de conquistar uma executiva com a experiência de Giovana, que certamente agregará muito valor ao grupo apoiando a nossa estratégia de crescimento, analisando de forma ativa os processos judiciais, atendendo às demandas regulatórias locais e do Grupo MS&AD. A Governança Corporativa se tornou um dos pilares estratégicos no mundo global e certamente a Giovana irá contribuir muito para fortalecer a nossa Governança e dar sustentação ao nosso crescimento”, finaliza Helio.

Minuto Seguros entre as possíveis unicórnios de 2021, segundo a Distrito

A Distrito revelou suas apostas para as startup que poderão ser as novas unicórnio neste ano, com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão. No relatório de 89 páginas, a Distrito considera os seguintes fatores: estimativa do valor de mercado, número e valores das rodadas de investimento, presença nos aportes de fundos que já formaram outros unicórnios, aquisição de outras startups, número de funcionários e de vagas abertas, atuação internacional e experiência dos fundadores e do time executivo. 

Entre elas, a Minuto Seguros. “Não é impossível, o que não quer dizer que seja fácil, pelo contrário”, afirmou Marcelo Blay, CEO da Minuto, ao blog Sonho Seguro. “Não basta a empresa achar que vale US$ 1 bilhão, pois não depende dela. Valuation depende de uma série de fatores, que vão do cenário político-econômico local e internacional; taxa de juros; liquidez no mercado; apetite a risco e interesse de potenciais investidores privados ou do mercado de ações para um IPO.”

Conhece as 16 candidatas, além da Minuto Seguros: ContaAzul, Dr. Consulta, Neon, PetLove, CargoX, Contabilizei, Pipefy, Olist, Solinftec, Superlógica, Tembici, Fazenda Futuro, Zenvia, Buser, Take Blip e Cortex. Segundo a Distrito, é provável que nem todas virem unicórnio em 2021, afinal o grupo é amplo, mas a lista serve como norte.

Zurich lança seguro de vida individual flexível

Zurich Fabiano LIma

Produto oferece capital segurado de até R$ 5 milhões e mais de 15 coberturas e assistências customizáveis, entre elas Indenização por Cirurgia, Diária de Incapacidade Temporária e Doenças Graves

A seguradora Zurich lança neste dia 18 de fevereiro o “Zurich Vida Para Você”, seguro de vida individual. Segundo a empresa, o produto nasce como um dos mais completos do mercado, pois além das coberturas tradicionais, oferece outras proteções customizáveis, de acordo com a preferência do segurado, para serem utilizadas sempre que necessário, durante toda sua vida. Somado às coberturas, o produto disponibiliza 15 assistências para que o cliente escolha até três delas, sem custo adicional. Além de ser um produto flexível, o capital segurado (indenização a receber) pode ser de até R$ 5 milhões, valor acima da média praticada para seguros de vida.

“O produto oferece proteção personalizada e flexível. Foi com esse propósito, de empoderar o cliente e proporcionar a ele a possibilidade de escolher como quer ser protegido, nas mais diferentes fases de sua vida, que o ‘Zurich Vida para Você’ foi concebido”, conta o diretor de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil, Fabiano Lima.

O executivo explica que a contratação pode ser 100% online, de forma simples e rápida.  Além disso, a seguradora disponibiliza uma ferramenta chamada Zurich Análise Financeira (ZAF), que ajuda o corretor a identificar as suas necessidades e escolher a proteção ideal para o seu perfil. O ZAF permite que seja realizada uma análise por meio do planejamento financeiro do segurado, considerando suas despesas, seu patrimônio, manutenção de estilo de vida de sua família, bem como dos custos para garantir, por exemplo, a educação dos filhos num horizonte de curto e médio prazos.

O produto também oferece coberturas a serem utilizadas pelo próprio segurado, como:  Indenização por Cirurgia, que paga o valor contratado por ele caso precise ser submetido a algum dos procedimentos cobertos pelo seu plano e cujo limite é de R$ 50 mil;  Diárias de Incapacidade Temporária por Acidente ou Doença, que protege a renda do segurado, garantindo o pagamento de uma indenização proporcional ao período de afastamento, em caso da impossibilidade de o de ele exercer a sua profissão ou ocupação, durante o período em que estiver sob tratamento médico; e a cobertura de Doenças Graves que, garante proteção financeira caso o cliente seja diagnosticado com alguma das enfermidades que constam em três diferentes planos que ele escolhe no ato da contratação.

Entre as 15 assistências que podem ser selecionadas pelo segurado, destacam-se ainda:  Orientação Psicológica, 2ª Opinião Médica, Assistência Pet e até uma Rede de Descontos em mais de 20 mil estabelecimentos em todo o Brasil. 

Brasileiros procuram mais por seguros para proteção pessoal 

Para Fabiano Lima, ainda que para muitos brasileiros, infelizmente, o seguro de vida esteja associado a um momento delicado, a procura por esta proteção tem crescido significativamente nos últimos anos, por dois fatores principais.

Ele explica que o primeiro motivo é que tem havido o aumento da conscientização dos benefícios para a continuidade dos projetos das famílias. O outro fator que impulsionou esse crescimento é a melhora na renda das pessoas nos últimos anos, que permite que a população tenha condições de pensar em uma proteção futura, além de garantir suas despesas recorrentes. “Ainda assim, cerca de 80% da população brasileira não possui um seguro de vida e, dos que possuem, a grande maioria têm uma proteção inferior ao que realmente necessitam”, observa. “Foi nesse contexto que desenvolvemos um produto completo em que o cliente escolhe o que melhor se adequa ao seu momento de vida e pode, assim, garantir o cuidado e a proteção ideal para ele e aqueles que ele mais ama”, finaliza.

Com aprovação da Susep, Thinkseg prepara “combo liga e desliga” nesse semestre

Andre_Gregori Thinkseg

Diferentes pacotes “liga e desliga”, incluindo seguro auto, residencial, mobilidade, celular e vida, serão contratados via assinatura mensal, semestral ou anual

Fonte: Thinkseg

Com aprovação da simplificação regulatória e flexibilização para estruturação e comercialização de contratos de seguros de danos massificados e para cobertura de grandes riscos, divulgada hoje pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Thinkseg vai colocar no mercado “combos liga e desliga”, que vêm sendo idealizados ao longo dos últimos dois anos. “Só faltavam as normas do órgão regulador, com a permissão para esse modelo de comercialização de produtos no Brasil, diz o CEO da Thinkseg, Andre Gregori. “É um divisor de águas sem igual. O assunto, há dois anos, era objeto de conversas com o órgão regulador”, completa. 

Para o CEO da Thinkseg, a simplificação regulatória permite criar combos de seguros necessários à vida do consumidor, com melhor preço. Segundo Gregori, desde o início da operação da Thinkseg, sempre houve a proposta de fazer algo para as pessoas, expostas a vários riscos diariamente. 

“Na Thinkseg, sempre pensamos em um combo família, incluindo o seguro auto, residencial, celular e vida, por exemplo, com assinatura mensal, semestral ou anual. Esse pacote “liga e desliga” já deverá ser distribuído a partir de abril, por meio de nossos parceiros e também via nosso canal online. Logo em seguida, entraremos em ação com os corretores”, diz Gregori.  

A Thinkseg é pioneira no desenvolvimento do seguro auto “liga e desliga” Pay Per Use (PPU), atualmente, comercializado em parceria com a seguradora Generali. A insurtech inovou no mercado brasileiro ao trazer o conceito de modelo de possibilitar ao cliente pagar o seguro do carro conforme o quilômetro rodado pelo motorista. É o “Pague pelo Uso”, em inglês, “Pay Per Use”. Desde 2016, esse modelo começou a se tornar popular nos Estados Unidos e alguns países da Europa, mas inexistente no Brasil e na América Latina. 

No Pay Per Use, o motorista paga uma assinatura mensal acrescida de um valor (em centavos) por cada quilômetro rodado. O preço do quilômetro varia de acordo com o algoritmo de precificação da Thinkseg. A telemática (telemetria) permite o acompanhamento, sempre respeitando a privacidade do cliente, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Em 2020, a Thinkseg também foi a primeira insurtech a realizar a venda de um seguro pelo whatsapp no Brasil, e está preparando a expansão de seu modelo “Pay Per Use” na América Latina, aproveitando a presença de sua investida ComparenCasa. Em 3 de fevereiro último, a Thinkseg foi aprovada pela Susep para atuar como seguradora dentro do modelo Sandbox.