Artigo: Liberalização dos clausulados de Seguros de Danos é um marco ímpar

por Walter Polido, consultor, professor, árbitro e autor de livros sobre seguros e resseguro

“O futuro é muito promissor para quem de fato tiver interesse em prestar serviços de excelência aos consumidores de seguros”

Marco regulatório ímpar, até porque no Brasil o mercado de seguros sempre esteve atrelado a produtos estandardizados pelo Estado: 70 anos pelo IRB durante o regime de monopólio e depois pela Susep. Até mesmo mercados menores, comparados ao brasileiro, gozam de liberdade, assim como Colômbia e Chile, na América Latina. Através da medida anunciada pela Susep, o mercado de seguros nacional poderá entrar, ainda que tardiamente, no século XXI!

Foi rompida, finalmente, a “padronização” dos clausulados imposta para a iniciativa privada e que apresentava teor técnico-jurídico questionável. Não é esta a função do Estado, a quem compete regular e fiscalizar as provisões técnicas e as reservas de sinistros, de modo a manter a higidez do sistema em prol de toda a mutualidade. Excelentes oportunidades profissionais para quem estuda e conhece seguro de verdade.

O novo paradigma atingirá, inquestionavelmente, todos os agentes deste mercado: seguradoras, corretores de seguros, resseguradores, reguladores de sinistros, advogados, peritos e, principalmente, os segurados. Não poderá mais ser feito seguro, assim como se fazia há cinquenta anos atrás e até hoje, com base no pensamento contratual já anacrônico e com visão técnica voltada ao passado.

O tempo é outro e as bases contratuais que serão reelaboradas, assim como os procedimentos que materializam a atividade seguradora, deverão acompanhar a evolução já sofrida. Até mesmo a nomenclatura técnico-jurídica das apólices deverá ser revista e atualizada.

No caos promovido pela pandemia, a Susep ascendeu uma luz no túnel para o mercado de seguros. Altamente positiva a medida e ela alinha o Brasil aos mercados desenvolvidos, que há muito já experimentam a liberdade contratual e não à toa, apresentam diversidade de produtos e de preços aos consumidores, oferecendo clausulados bem elaborados, enxutos, objetivos, efetivamente garantindo riscos e interesses essenciais sem a multiplicação de coberturas adicionais.

Agora, o mercado de seguros brasileiro poderá galgar este patamar de ofertas, oferecendo diferentes produtos e até mesmo dentro de um mesmo ramo de seguro. Temos de corresponder à abertura, com profissionalismo, deixando para trás os procedimentos do passado, já carcomidos e anacrônicos.

O futuro é muito promissor para quem de fato tiver interesse em prestar serviços de excelência aos consumidores de seguros.

Susep permite que seguradoras vendam vários seguros em uma única apólice

Solange Vieira Susep

Iniciativa é parte dos avanços promovidos pela autarquia para a consolidação do novo marco regulatório do setor de seguros no Brasil, simplifica regras e procedimentos e abre espaço para novos produtos, com redução de preço para o consumidor 

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor realizada em 04/02/2021, as novas normas para a simplificação regulatória e flexibilização para estruturação e comercialização de contratos de seguros de danos massificados e para cobertura de grandes riscos. As normas aprovadas, alinhadas às melhores práticas internacionais, passaram por consultas públicas no ano passado e ampla discussão com a sociedade.

O objetivo de desregulamentar o setor, aumentar e diversificar os produtos oferecidos e a cobertura do seguro no país e reduzir o preço final para os consumidores. A norma que trata dos seguros de grandes riscos ainda depende de aprovação pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, cuja deliberação está prevista para ocorrer no próximo mês. 

Uma das principais mudanças é a separação da regulação de seguros de danos para cobertura de riscos massificados e para cobertura de grandes riscos. O objetivo é diferenciar o tratamento regulatório desses mercados, que têm características distintas.  “Nossa expectativa é que uma nova dinâmica se inicie no mercado de seguros a partir dessas normas, com o aumento da oferta e diversificação de produtos”, explica Solange Vieira, Superintendente da Susep. 

“Os avanços tecnológicos e os novos cenários exigem que viabilizemos a criação de mais oportunidades para inovação, diversificação por parte das empresas e também alternativas para que o cliente fique mais fortalecido nos processos de negociação”, afirma.  

O avanço na regulação de seguros massificados visa maior simplicidade e clareza para os produtos, sempre com a preocupação de aumento de transparência para o consumidor. A flexibilização da estruturação das coberturas e do desenho dos produtos foi consolidada na etapa de consulta pública. As sugestões da maior parte dos interessados reforçaram o objetivo de simplificação, mais flexibilidade e menos burocracia. De acordo com Rafael Scherre, Diretor Técnico da autarquia, “há muito espaço para crescimento do mercado de seguros massificados; ficou claro que os mais diversos participantes do setor desejam um ambiente mais livre”. 

Atualmente, o mercado ainda percebe como obrigatória a estruturação dos produtos em camadas, ou seja, em condições gerais, especiais e/ou particulares, gerando condições contratuais extensas e de difícil compreensão, além de entender que os produtos ainda são aprovados pela Susep. De acordo com Rafael Scherre, um dos grandes objetivos é mudar essa percepção, deixando claro que os produtos podem ser estruturados de forma flexível e que não há análise prévia ou aprovação das condições contratuais: “espera-se que seja o primeiro passo para uma crescente simplificação dos produtos, tornando-os de mais fácil entendimento para os consumidores, e para um mercado mais dinâmico e inovador”. 

Simplicidade e negociação  – Nos seguros de grandes riscos, a simplificação da regulação proporcionará ao mercado maior liberdade contratual para as partes, permitindo que sejam desenvolvidos produtos customizados para grandes empresas e clientes, sem as amarras tipicamente geradas por planos padronizados e excesso de regulamentação. Outro importante avanço é fortalecer as negociações entre seguradoras e resseguradores, evitando descasamento de coberturas. “Nos seguros de grandes riscos, o porte econômico e a capacidade técnica das partes demandam menos intervenção regulatória. A melhor solução é a negociação direta. Espera-se, com isso, um significativo crescimento desse mercado no Brasil nos próximos anos, que ainda é muito pequeno comparado a economias desenvolvidas e emergentes”, explica Igor Lourenço, Diretor Técnico da Susep. 

A expectativa também é que as mudanças colaborem com o desenvolvimento e crescimento do setor do Brasil, aumentando, por exemplo, o acesso ao seguro. Dados da OCDE mostram que há significativo espaço para crescimento do setor. No final de 2020, os seguros de danos somaram em prêmios R$ 78,9 bilhões, representando 1,1% do PIB. Dentro do volume total de receitas do setor – R$ 274,1 bilhões em 2020 – os seguros de danos representaram apenas 28,8% do mercado. Nos EUA, este número gira em torno de 50%. 

Enquanto o setor aqui está perto de 1% do PIB em prêmios de seguros de danos, países latino-americanos apresentam números bem superiores: Colômbia com 1,4%, Chile com 1,5% e Argentina com 3,6%. Em países mais desenvolvidos, como França, EUA e Holanda, os números são respectivamente 4,6%, 6,6% e 7,8%. Ou seja, entre 4 a 7 vezes maior do que no Brasil. 

Redução do estoque regulatório – As medidas aprovadas simplificam e consolidam diversos atos normativos, resultando na revogação de 17 normas anteriores e promovendo a redução do estoque regulatório, tudo em linha com os objetivos do Decreto 10.139/2019.  

Zurich: estratégia é investir em ações, produtos e serviços para ter o planeta e os clientes longevos

Roberto Hernandez

“Investimos em conscientizar a sociedade sobre os riscos e contribuímos com soluções de médio e longo prazos”, diz Roberto Hernández, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich no Brasil

Como trazer proteção aos clientes diante dos riscos trazidos no 16ª Relatório de Riscos Globais 2021? Essa foi a questão principal da conversa com Roberto Hernández, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich no Brasil. A seguradora suíça, uma das maiores da Europa e do mundo, foi uma das patrocinadoras do estudo produzido pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a consultoria de riscos Marsh McLennan e as universidades de Oxford, Singapura e Pensilvânia.

Segundo o estudo, no curto prazo (dois anos), além das ameaças de doenças infecciosas – que já apareciam no documento desde 2006 – os riscos de climas extremos, os crimes cibernéticos e a desigualdade digital são outras preocupações mundiais. No médio prazo (5 anos), para os especialistas e tomadores de decisão entrevistados, o mundo corre riscos econômicos de uma bolha de ativos, instabilidade de preços, choques nos preços das commodities e crise de endividamentos. Já no horizonte de 10 anos (longo prazo), segundo os 700 entrevistados, o mundo pode se deparar com os riscos das armas de destruição em massa, Colapso de Estados e, no campo ambiental, as ameaças ambientais causadas pelo homem podem levar à perda da biodiversidade e à falta de recursos naturais.

Certamente não é possível ofertar cobertura para todos os riscos. Pandemias, por exemplo, são uma das exclusões de quase a totalidade dos contratos negociados pelo mercado segurador, como uma forma de preservar a solvência das seguradoras. Assim como catástrofes naturais. “Os contratos são negociados caso a caso. Há regiões muito expostas onde as coberturas tem um custo elevado. Em outros, a prática do setor é formar um consórcio com a participação do governo”, explica. 

Já o seguro para proteger as empresas das perdas causadas por riscos cibernéticos tem apresentado um crescimento significativo. Em 2020, o seguro cibernético totalizou com prêmios 434% maiores, comparados a 2019. “O resultado é fruto do nosso posicionamento, de sermos líderes de mercado ao ofertar aos clientes segurança de dados e de ter um produto sob medida para os clientes. Nossos especialistas são treinados para avaliar riscos, sugerir medidas de mitigação e prevenção. E esta estratégia tem se mostrado vencedora”, comentou. 

As pequenas e médias empresas, segundo ele, não entendem muito o risco de ter uma companhia funcionando. “Investimos em conscientizar a sociedade sobre este risco que pode gerar multas, responsabilidade de indenizar terceiros, e processos judiciais. Ainda há muito o que fazer, mas o setor tem crescido. 

No tema “eventos extremos”, a Zurich tem uma linha de produtos e serviços que permite dar suporte aos segurados. Em 2020, foram centenas de indenizações pagas para clientes que tiveram perdas com inundação em São Paulo e Rio de Janeiro. O ciclone bomba no Sul do país causou estragos significantes e nossos clientes puderam contar com nosso apoio, como, por exemplo, a instalação de geradores de energia para evitar uma perda maior”, citou o executivo. 

E não é só com produtos e serviços que o grupo Zurich contribui para a sustentabilidade das empresas. O grupo quer evitar que o planeta sofra e que as consequências potencialize os riscos para todos. “Há dois anos, o grupo Zurich assumiu diversos compromissos mundiais e locais, pois quer ser um dos grupos mais responsáveis e de maior impacto do planeta”, disse. Mundialmente, o grupo vem renovando investimentos parrudos em ações importantes. Em 2012, o compromisso foi investir US$ 2 bilhões em títulos verdes. Em 2017, fez uma nova aliança com o planeta ao renovar por cinco anos seu compromisso de investir US$ 5 milhões até 2022. O montante equivale à compensação de 5 milhões de emissões de CO2.

No Brasil, há uma série de iniciativas, como descarte ecológico de equipamentos domésticos, pagamento 100% digital às oficinas de sua rede credenciada de seguro auto e logística reversa de smartphones e itens de informática são as principais práticas sustentáveis. 

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Brasil tem risco elevado em 10 setores, avalia Coface

Barômetro de Risco País e Setorial da Coface estima que comércio global terá volume 6,7% maior; América Latina está mais preparada do que na crise financeira

Fonte: Coface

Depois do baque causado pelo Covid-19 em 2020, a economia global deve se recuperar este ano, mas de maneira desigual entre países, setores de atividade e níveis de renda. A conclusão é do Barômetro de Risco País e Setorial da Coface, líder global em seguro de crédito e serviços relacionados, apresentado globalmente nesta terça-feira (dia 9). A previsão da Coface é que o crescimento mundial seja de 4,3% em média em 2021, enquanto o comércio mundial deverá aumentar 6,7% em volume.

Segundo o estudo, os países emergentes (entre os quais o Brasil) continuarão a sofrer os impactos da crise sanitária, tanto de maneira direta (com lockdowns e outras restrições) quanto indireta (consequência dos problemas nas economias maduras, em particular no comércio, nos preços das commodities e no turismo).

Apesar dessas dificuldades, os países latino-americanos poderão, em sua maioria, implementar políticas econômicas contracíclicas, particularmente políticas monetárias, de acordo com o relatório da Coface.

Segundo o texto, a situação atual é mais confortável no continente do que na crise financeira de 2008, quando a inflação alta limitou a ação dos Bancos Centrais. Desta vez, embora a inflação ainda seja elevada em países como a Argentina, a maioria dos Bancos Centrais da AL reduziu as taxas básicas de juros em 150 pontos-base em média. Além disso, os BCs de mais de 15 países da região lançaram programas de compra de títulos públicos ou de empresas privadas.

Em relação ao risco dos setores da economia, a Coface analisou a situação em 4 países da América Latina (Brasil, Argentina, Chile e México) em 13 segmentos. No caso brasileiro, o risco foi considerado médio apenas no Agronegócio e no Farmacêutico, e muito elevado em Têxtil e Roupas. Nos demais o risco foi classificado como alto: Automotivo, Químicos, Construção, Energia, Metais, Papel, Varejo, Transporte e Madeira.

CNseg e Ibmec RJ lançam disciplina eletiva “Seguros Privados” no curso de Direito da instituição

cnseg

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, em parceria com o Ibmec RJ, realiza, no próximo dia 18, às 10h, a solenidade virtual de lançamento da disciplina eletiva “Seguros Privados” no curso de Direito, ela também estará aberta aos alunos de outros cursos. A CNseg viabilizará, ainda, duas bolsas de pesquisa de iniciação científica no curso de Direito, pelo prazo de seis meses, diretamente aos bolsistas selecionados e indicados pelo Ibmec, conforme processo seletivo estabelecido pela instituição.    

A disciplina de “Seguros Privados” também foi selecionada para compor o leque das matérias oferecidas para os alunos estrangeiros da instituição. “A criação da disciplina ‘Seguros Privados’ no curso de Direito do Ibmec RJ e a oferta de bolsas de pesquisa visam ao desenvolvimento de pesquisas, estudos e eventos nas áreas de seguros, previdência privada e capitalização. Para a CNseg, estabelecer parcerias com instituições de ensino de forma a disseminar a cultura do seguro, entre estudantes e futuros profissionais das mais diversas áreas de conhecimento, faz parte dos objetivos do Programa de Educação em Seguros da Confederação”, afirma o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.   

A disciplina já conta com alunos inscritos para as aulas que começam logo após o Carnaval. O convênio, que tem a Superintendente Jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, como representante da CNseg na sua gestão, não envolve transferência de recursos financeiros entre as partes. “A assinatura do convênio com o Ibmec RJ é uma grande conquista para o setor segurador, que poderá contar com futuros profissionais ainda mais bem preparados, mas também para os alunos que, com o apoio da CNseg, terão acesso a completo programa educacional sobre um dos mais importantes segmentos da economia brasileira e mundial”, destaca Glauce.    

Para o reitor do Ibmec RJ, Marcos Lemos, a parceria é uma ótima opção para os alunos se aproximarem da área de seguros. “Nosso objetivo é formar profissionais prontos para encarar o mercado de trabalho de forma completa e assertiva. A nova disciplina, fruto da parceria com a CNseg, aponta nessa direção”, comenta o reitor. 

A live de lançamento do dia 18, das 10 às 11 horas, será pela plataforma Colaborate e aberta ao público, com inscrições pelo link – go.ibmec.to/disciplinadireito. Participarão da transmissão o Presidente da CNseg, da coordenadora da disciplina, a Professora Doutora Fernanda Paes Leme, do Reitor do Ibmec RJ, Marcos Lemos, e ainda com os Professores Angélica Carlini e Mario Viola. 

Insurtech Simple2u recebe autorização da Susep

Os primeiros produtos têm previsão de lançamento em maio deste ano

Saiu hoje (12) a autorização temporária da Simple2u, que já pode começar a operar em todo o Brasil pelos próximos três anos. O aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep) segue o previsto no Sandbox Regulatório, que fomenta um ambiente experimental para insurtechs e seguradoras poderem testar novas metodologias, processos, procedimentos ou tecnologias, sempre sob sua supervisão. 

“É o primeiro passo do Grupo MAG para operar em ramos elementares e com portfolio 100% sob demanda. Vamos começar explorando, além do seguro de acidentes pessoais, também coberturas residencial e bicicleta”, contou Leonardo Lourenço, diretor da Simple2u, que já adiantou que a intenção é pedir a autorização permanente antes do fim dos 36 meses experimentais. 

Os primeiros produtos têm previsão de lançamento em maio deste ano. A comercialização vai ser 100% online e um dos principais diferenciais é a possibilidade do cliente ativar e desativar as coberturas sempre que achar necessário. 

D&O avança 53%, para quase R$ 1 bilhão, em 2020

seguro d&o 2020

Em números absolutos, as que mais cresceram foram a Zurich e a Tokio. Somaram mais de R$60 milhões de prêmio emitido aos seus resultados

O seguro D&O avançou em 2020 e chegou a vender quase R$ 1 bilhão, alta de 53% em relação a 2019, analisa Thabata Najdek, advogada especializada no produto. Com exceção da seguradora do Banco Safra, todas as seguradoras cresceram em volume de prêmio em 2020. Desde as líderes de mercado até as “menores” no ramo, todas tiveram um considerável crescimento.

Em números absolutos, as que mais cresceram foram a Zurich e a Tokio. Somaram mais de R$60 milhões de prêmio emitido aos seus resultados. A Zurich atingiu R$187 milhões e a Tokio R$107 milhões. Ezze e Austral que iniciaram recentemente no D&O tiveram resultados excelentes. A Ezze saltou de R$8 mil em 2019 para R$5 milhões em 2020! E a Austral de R$211 mil para R$6 milhões. Outras seguradoras também se destacaram por dobrarem suas carteiras no D&O: Starr (triplicou 327%), Argo (147%), Swiss Re (146%), Porto Seguro (136%) e Allianz (127%).

Valor: FGV lança ‘think tank’ para desenvolver setor de seguros

Entre os primeiros patrocinadores, estão confirmados no comitê gestor BMG Seguros, Mattos Filho e Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). B3 e IRB, além de uma “big tech” global, estão em fase de finalização das análises para entrarem no conselho

Fonte: Valor Econômico

Questionamentos sobre como destravar o potencial de crescimento dos seguros no Brasil, estimular a inovação e melhorar o ambiente regulatório têm sido levantados há décadas sem, efetivamente, o setor obter respostas concretas.

Com a percepção de que é preciso realizar diagnósticos efetivos e embasados academicamente para conseguir resultados, um grupo de empresas se juntou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para criar o primeiro “think tank”, ou seja, um laboratório de estratégias e discussão de novas ideias, voltada ao mercado de seguros do país, informa matéria do Valor.

O novo centro de pesquisa, batizado de Instituto de Inovação e Seguros (IIS), vai fazer parte da FGV, sob coordenação do professor Gesner Oliveira, chefe do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da fundação, e de Goret Paulo, diretora da Rede de Pesquisa e Conhecimento Aplicado da FGV. Entre os primeiros patrocinadores, estão confirmados no comitê gestor BMG Seguros, Mattos Filho e Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). B3 e IRB, além de uma “big tech” global, estão em fase de finalização das análises para entrarem no conselho.

O instituto será lançado oficialmente hoje após a assinatura do convênio entre os patrocinadores e a FGV. Segundo o CEO da BMG Seguros, Jorge Sant’Anna, um dos idealizadores do think tank, o IIS vai realizar pesquisas e análises, tanto locais quanto internacionais, que vão servir de base para iniciativas com objetivo de “aumentar a conscientização do público e promover a transformação da indústria de seguros no Brasil”. De acordo com o executivo “tentamos atrair empresas com diversidade e não ter concentração em nenhum segmento no comitê gestor”.

A primeira atuação do instituto será patrocinar o prêmio de monografia da Susep, diz Sant’Anna. Os estudos, explica o executivo, terão implicações práticas, como fomentar discussões para a evolução do ambiente regulatório.

O CEO da BMG Seguros explica que, além das pesquisas, o think tank também vai atuar junto a reguladores e ao Congresso para implementação de novas legislações que beneficiem o setor. “Não é papel da Superintendência de Seguros Privados (Susep) fazer o ‘advocacy’ de mudar a legislação no Congresso. Isso é papel do mercado. O instituto vai fazer essa interlocução com Congresso, reguladores e stakeholders para promover a inovação.”

Os desafios não são pequenos. A indústria de seguros no Brasil vive a expectativa de engrenar uma forte expansão em termos de disseminação dos produtos de proteção há, ao menos, uma década. No entanto, os dados mostram que essa ampliação parece ter estagnado diante de seguidas crises econômicas.

Segundo os dados da Susep, a taxa de prêmios (receitas) de seguros em relação ao PIB alcançou 3,5% em 2019 e, estima-se, que tenha subido para 3,7% no ano passado. Essa medida é conhecida por definir o índice de penetração de produtos do setor na economia.

Porém, a taxa é basicamente a mesma vista desde 2014, quando estava em 3,64%. O valor é baixo quando comparado com a média mundial, que exibe um índice de 6,1%, segundo dados da Confederação Pan-Americana de Produtores de Seguros (Coparose).

Para o sócio do escritório Mattos Filho, Cassio Amaral, “o mercado segurador e ressegurador no Brasil e na América Latina se ressente de um think tank que pense de forma relativamente imparcial, fora do mercado”. Conforme o advogado, “é preciso oxigenar e ventilar o mercado e trazer stakeholders que pensam diferente”.

“A gente está convidando Susep, Banco Central, CVM e BNDES para apoiarem as discussões”, conta Amaral. Sant’Anna, do BMG, acrescenta que o instituto vai promover seminários e palestras. A meta é realizar até quatro eventos em 2021. “A temática dos primeiros encontros tende a abordar temas como inovação, canais, open insurance e infraestrutura.”

Startup de saúde Alice capta US$ 33 milhões de investidores

Fonte: Reuters

A startup de saúde Alice levantou 33 milhões de dólares em uma nova rodada de investimento, disse a empresa em comunicado nesta quinta-feira.

A nova rodada é liderada pela ThornTree Capital Partners, empresa de capital de risco com sede em Boston, juntamente com atuais investidores da Alice, incluindo Kaszek Ventures, Canary e Maya Capital. A Endeavor Catalyst passou a fazer parte dos acionistas da empresa.

A startup usará os recursos para contratar mais funcionários, lançar novos produtos e fazer parcerias.

Fundada em 2020 por três ex-sócios do serviço de aplicativo de transporte, a Alice oferece seguro saúde diretamente para pessoas físicas, serviço que poucos fornecedores vendem no país porque os preços são regulados pela agência de saúde ANS.

A Alice planeja desafiar o status quo usando telemedicina e consultas presenciais. Pretende também ajudar clientes na prevenção de doenças por meio de uma equipe de especialistas em saúde que manterá contato com os pacientes.

A startup tem uma base de 1.100 clientes.

Simone Cesena assume diretoria de marketing da SulAmérica antes ocupada por Zeca Vieira

Zeca Vieira, que liderava a área na companhia, apoiará SulAmérica como consultor em projetos especiais

A SulAmérica apresenta ao mercado a nova diretora de marketing da companhia, Simone Cesena. A executiva chega para conectar toda a estratégia de comunicação do novo posicionamento Saúde integral, que coloca as saúdes física, emocional e financeira de mãos dadas para uma vida plena no presente e no futuro. Simone terá também a missão de fortalecer a comunicação digital, a performance e o CRM. 

Simone Cesena acumula mais de 17 anos de experiência na liderança de estratégias de marketing no Itaú e Cielo. Formada em Administração de Empresas com ênfase em Finanças, cursou MBA em Marketing na ESPM e extensões na Fundação Getúlio Vargas e na Hyper Island. 

Zeca Vieira, que liderava a área na companhia, apoiará SulAmérica como consultor em projetos especiais. Zeca, como é chamado por todos, se dedicou quase 22 anos ao grupo SulAmérica. “Me dediquei muito e recebi muito mais que eu poderia esperar. Recebi reconhecimento, a amizade de muitas pessoas e, principalmente, muito carinho”, comentou ele com alguns das centenas de amigos que fez com seu jeito carismático de ser.

“Quem diria que o garoto que ama animais e que começou como veterinário numa Companhia de Seguros chegaria onde eu cheguei? Ser Diretor de Marketing de uma das maiores Companhia de Seguros do país é e foi um enorme privilégio. Ter aprendido tanto, principalmente com quem eu devia ensinar. Ter o respeito de tantos profissionais muito mais capacitados do que eu, ter o reconhecimento do mercado, do Comitê Executivo e do nosso Conselho de Administração ao longo destes anos, não tem preço”.