Caixa levanta R$ 4,35 bi com IPO da Caixa Seguridade

A Caixa Econômica embolsou pelo menos R$ 4,35 bilhões, nesta terça-feira, no IPO (oferta inicial de ações) do seu braço de seguros e previdência. A Caixa Seguridade vai estrear na Bolsa valendo R$ 29 bilhões, após uma transação que sofreu resistência dos funcionários da Caixa e desconfiança dos fundos de investimento, segundo informam as principais mídias. O banco está abrindo mão de 15% do capital da Caixa Seguridade e vendeu as ações por R$ 9,67, segundo gestores que acompanharam a operação. O valor ficou perto do piso pretendido para o IPO, cujo intervalo indicativo ia de R$ 9,33 a R$ 12,67. Assim, a companhia vai chegar à B3 valendo R$ 9 bilhões menos do que no teto dessa faixa. O valor arrecadado pela Caixa pode subir para R$ 5 bilhões caso os lotes adicional e suplementar de ações também consigam ser vendidos. 

Segundo o Valor, a Caixa atraiu quase 150 mil pessoas físicas. Boa parte corresponde a clientes do varejo ou do private do banco e a colaboradores. Esses investidores ficaram com 55% da oferta, ou R$ 2,752 bilhões, o maior volume já registrado num IPO no país. Até então, o recorde em volume era da BB Seguridade, de 2013, quando pessoas físicas entraram com R$ 1,844 bilhão (16% do total). A oferta também atraiu investidores globais. Entre eles, estariam nomes como Goldman Sachs Asset Management, GIC, Pictet, Wellington e Zimmer, de acordo com outro interlocutor. Os recursos irão integralmente para a Caixa.

Com o IPO, a Caixa se desfaz de pouco mais de 15% do capital da holding de seguros. No ano passado, o plano previa a venda de 25% da e havia a expectativa de que a subsidiária fosse avaliada em R$ 60 bilhões, mais ou menos o dobro do valor atual. Por outro lado, o banco conseguiu implementar as parcerias com seguradoras que vão explorar o balcão da instituição financeira, uma demanda dos investidores. 

CNseg debate “Experiência do Consumidor” em webinar

Em ambiente de alta competitividade, tecnologia e cidadão cada mais empoderado, resolver demandas dos que precisam de proteção securitária faz parte da melhor conduta de toda e qualquer empresa que busca estar em conformidade com as práticas do momento. “A crise epidemiológica e econômica instigou maior concorrência. As empresas precisam ser mais competitivas e atrativas para se manterem ativas nesse ambiente, buscando meios de convergir suas práticas de conduta à vontade do cliente. Todos sabemos que temos consumidores completamente diferentes a partir das últimas recessões econômicas e, agora, ainda mais pelo sofrimento e pela experiência que a pandemia trouxe para todos nós”, comentou o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, que atuou como mediador, após abrir o evento que comemora a Semana do Consumidor, iniciado ontem (26/4).

Assista o vídeo do webinar

Participaram como palestrantes Juliana Oliveira, Secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Rafael Scherre, Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Mauricio Nunes da Silva, Diretor de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde (ANS); Tereza Moreira, Chefe do Serviço das Políticas de Concorrência e Proteção dos Consumidores da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD); e Silas Rivele, Ouvidor da Seguros Unimed e Presidente da Comissão Temática de Ouvidoria da CNseg.

O webinar abordou a evolução do atendimento ao consumidor de seguros desde o seu início, tendo como marco o Código de Defesa do Consumidor, até os dias de hoje. “Trata-se de um período iniciado em 1990, e que agora comemora 30 anos. Podemos afirmar que boas práticas de atendimento, bons resultados de atendimento ao consumidor e a sua fidelização pela dinâmica das empresas expressam-se no crescimento do setor de seguros ao longo das três últimas décadas”, afirmou Marcio Coriolano.


Como exemplo mais recente, o Presidente da CNseg citou a adesão do setor ao portal consumidor.gov, a plataforma que é o canal da administração pública para atuar na solução de problemas em relações de consumo. “O setor é apoiador da plataforma desde sua criação. A maioria das companhias líderes aderiram desde o primeiro momento. Contabilizamos a adesão de 85% do mercado mesmo antes da obrigação formal”, lembrou. 

Marcio Coriolano também ressaltou a importância dos reguladores do setor e das empresas em acompanhar as mudanças da sociedade, citando a flexibilização de normas durante o período de pandemia e a rápida resposta dada pelas seguradoras. “Antes da pandemia, a sociedade já vivia uma fase de grandes avanços tecnológicos, que exerceram influência nas relações de consumo, especialmente pelas modalidades digitais de relacionamento. A pandemia materializou e impulsionou essa transformação digital, anunciando mesmo um novo perfil de consumidor, que afetará também o seguro. Preciso destacar, que em 72 horas após a decretação das restrições de circulação em março de 2020, a maior parte das seguradoras já tinha seus sistemas adaptados para o atendimento virtual, destacou.

Juliana Oliveira, Secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ressaltou que 2020 foi um ano desafiador em vários sentidos com mudanças significativas no comportamento do consumidor com compras online e compartilhamento de dados. “Estamos trabalhando fortemente na proteção desses direitos para garantir ao consumidor uma maior liberdade nas escolhas de seus produtos e serviços, atendendo suas necessidades, sem que ele possa ser colocado em risco”, destacou. Foram mais de 1 milhão de reclamações registradas no portal Consumidor.gov.br no ano passado tiveram atendimento no prazo médio de até 8 dias. Do total, 80% das queixas foram resolvidas, sem precisar avançar para a espera jurídica. “Mesmo assim, ainda precisamos melhorar a experiência que o consumidor com as empresas de todos os segmentos da economia”.

A representante da Senacon, serviço público que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo de forma online, ressaltou ainda que o Brasil tem diferentes tipos de dificuldades, desde um consumidor que já nasceu com a tecnologia como aquele que até hoje tem dificuldades para lidar com ela. “Temos de ser multicanais. As empresas precisam atender a um público diverso e oferecer diferentes canais de comunicação para que os consumidores possam tirar dúvidas ou fazer reclamações”, explicou. “O que nós precisamos garantir é um atendimento rápido e fluido para que o consumidor sinta que o problema dele vai ser resolvido sem que seja necessário seguir para a esfera judicial, algo custoso em vários sentidos para todos os envolvidos”. 

Rafael Scherre, Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), afirmou que a renovação do arcabouço regulatório do setor desde o ano passado tem cumprido o seu papel de estimular a concorrência entre as companhias e que isso tem ajudado muito a reduzir atritos com consumidores. “Ao lançar produtos olhando para o perfil do consumidor, boa parte das divergências desaparece, e as ouvidorias são estratégias para o tratamento das demandas”.

De acordo com dados apresentados por Scherre, as reclamações de consumidores atendidas pela Susep caíram de 25.207 mil em 2019 para 21.200 em 2020. Automóvel e Vida respondem por 47% das queixas registradas na Susep e Previdência com 20%. “Claro que tem o efeito pandemia nestes números, como com as restrições de circulação que derrubaram as queixas em seguro de carro. Mas, por outro lado, elevaram as dúvidas em relação a seguro de Vida e de Planos de Previdência. Considerando-se o índice de queixas sobre o volume de vendas do setor, o indicador saiu de 0,102 para 0,08. Os dados não consideram DPVAT, Capitalização e Saúde, que está a cargo da ANS.

Mauricio Nunes da Silva, Diretor de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde (ANS), contou que o órgão começou, em 2008, a regular o atendimento ao consumidor por meio de uma plataforma de solução de conflitos, automatizado, com o objetivo de resolver conflitos de forma extrajudicial. “Este canal ajuda a melhorar a regulação da ANS, confere maior legitimidade e transparência na ação do regulador”, afirmou. Em 2020, a ANS recebeu 150 mil reclamações e 270 mil pedidos de informação. “Foram 420 mil demandas recepcionadas em 2020. Desde então vem passando por diversas adaptações, recebendo diversas premiações.

De 2013 a 2020, a taxa de resolutividade vem aumentando, com taxas superiores a 90%, informou. Em 2020, até novembro, foi de 91,7%. “Isso significa que a cada 100 reclamações abertas, 91 foram solucionadas. Com a Covid tivemos um incremento de mais de 20 mil demandas, com índice de solução de 90,4%, sendo queixas sobre testes e exames 92%”, afirmou, citando que a ANS tem vários canais de atendimento, sendo o 0800 responsável por mais de 80% das mais de 50 mil demandas por mês.

Tereza Moreira, Chefe do Serviço das Políticas de Concorrência e Proteção dos Consumidores da UNCTAD, ressaltou que o Brasil tem um papel importante no avanço da relação de consumo da América Latina e também contribui de forma relevante para as discussões internacionais sobre o tema. “Tudo o que é feito aqui, e acompanho bem as discussões, é replicado no mundo. É um país emergente e com uma complexidade incrível com diversos órgãos de defesa do consumidor espalhados na imensa geografia do país”, citou. No entanto, ela chamou a atenção para que o Brasil também preste atenção ao que acontece em outras partes do mundo, onde todos visam retirar os conflitos de consumo da esfera jurídica por meio das câmaras de conciliação. 

Finalizando o evento, Silas Rivele, Ouvidor da Seguros Unimed e Presidente da Comissão Temática de Ouvidoria da CNseg, informou que a central de ouvidoria da CNseg, composta por 85% das 120 seguradoras do setor, atendeu cerca de 150 mil demandas 97% delas foram resolvidas. “Também destaco que elas resultaram em mais de 250 melhorias registradas em processos, produtos, tecnologia, documentação e materiais de divulgação”, ressaltou.

Hoje (27/04) será a vez de discutir “A importância do Diálogo Institucional do Setor de Seguros e o SNDC: Experiências, Avanços e Desafios”, das 11h às 12h30. A mediação será realizada pela Diretora de Relações Institucionais e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, e estão confirmados: o professor de Direito do Consumidor, Ricardo Morishita;  a Diretora de Ouvidoria do Grupo Segurador MAPFRE, Cláudia Wharton; o Presidente da Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil), Filipe Vieira; e o Defensor Público do Rio de Janeiro e Coordenador do Nudecon,  Eduardo Tostes.

Ligeira alta da projeção do PIB reflete aprovação do Orçamento 2021

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

A expectativa para o PIB 2021 divulgada pelos economistas do Boletim Focus nessa semana aumentou pela primeira vez depois de sete semanas consecutivas de queda, passando de 3,04% para 3,09%. Para 2022, a projeção de 2,34% se manteve. Apesar da ligeira alta, a estimativa é quase 11% menor em relação ao maior patamar da projeção revelada pelo Focus neste ano, destaca Priscila Aguiar, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Na semana passada, havia a expectativa de sanção ou veto do orçamento de 2021 do governo federal. Com a sanção pelo Presidente no último dia do prazo, as atenções dessa semana estarão voltadas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia pelo Senado. “Mas é esperado, também, que o Congresso inicie em maio a análise de uma nova pauta econômica com ações para auxiliar o enfrentamento da pandemia, especialmente para o setor empresarial, com novas medidas de estímulos para a economia”, diz Aguiar. 

Entre as ações, a economista cita a reedição do Pronampe (Programa Nacional de Apoio à Microempresa e Empresas de Pequeno Porte), que visa disponibilizar crédito para pequenas e médias empresas através de financiamentos a juros baixos e regras simplificadas, e do BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), que permite a redução da jornada de trabalho e de salários para trabalhadores do setor privado. 

Leia o comentário das projeções dos principais indicadores no Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Receita do setor de títulos de capitalização sobe 2,3% no 1º bimestre, para R$ 3,8 bi

Fenacap

Balanço divulgado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) mostra que o setor de títulos de capitalização, produtos que conjugam soluções de negócios com sorteios, voltou a crescer após dez meses de retração, período que teve o desempenho afetado pela pandemia de Covid-19.

No primeiro bimestre de 2021, a receita atingiu R$ 3,8 bilhões, valor 2,3% superior em relação a igual período do ano passado, quando ainda não haviam sido decretadas as medidas para conter o avanço da doença. Ainda de acordo com as informações da FenaCap, foram entregues R$ 228,7 milhões em prêmios a clientes que tiveram títulos de capitalização contemplados.

Os dados do primeiro bimestre do ano também apontam para queda de 5,4% nos resgates, totalizando R$ 3,1 bilhões, o que contribuiu para a elevação das provisões técnicas – compostas dos recursos de clientes com títulos de capitalização ativos -, que apresentaram alta de 6,2%, chegando a R$ 32,5 bilhões.

“A situação sanitária e econômica reforçou a importância da reserva financeira. Os títulos de capitalização ajudam pessoas e famílias a desenvolver o hábito de guardar dinheiro e oferecem a chance de participação em sorteios ao longo de toda a vigência dos contratos. Em momentos de incertezas, contar com uma reserva financeira traz bem-estar e tranquilidade e isso explica a redução no volume de resgates. Por outro lado, quem precisou lançar mão de recursos para fazer frente a algum tipo de emergência encontrou no título de capitalização um aliado”, observa Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

IRB+Inteligência aponta que seguradoras faturaram R$ 10 bilhões em fevereiro, alta de 13%

irb inteligencia mercado

Fonte: IRB

O mercado segurador registrou faturamento de R$ 10 bilhões em fevereiro, alta de 13,1% comparando com o mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados do Boletim IRB+Mercado, relatório da plataforma IRB+Inteligência, iniciativa do IRB Brasil RE que se baseia nas informações públicas divulgadas pela Susep. O resultado indica continuidade no ritmo de crescimento do setor, o que ocorre há oito meses consecutivos e representa a segunda maior taxa para o mês de fevereiro desde 2015. No total, mais de 70% dos grupos seguradores tiveram crescimento. Já no acumulado do ano (janeiro e fevereiro de 2021), o segmento evoluiu 11,3%, somando R$ 21,1 bilhões. 

A linha de Vida, detentora de 36% do arrecadado e com crescimento constante desde julho de 2020, faturou R$ 3,8 bilhões no segundo mês de 2021, uma variação positiva de 6,8% no comparativo com fevereiro do ano passado. A alta aconteceu devido ao desempenho, principalmente, dos produtos Vida Individual (21,9%), Vida em Grupo (8,2%), Acidentes Pessoais – Coletivo (9,9%) e Prestamista – Coletivo (2,8%). O seguro Auto voltou a ter alta (6%), contabilizando R$ 2,7 bilhões. Em paralelo, a redução das despesas com sinistros ocorridos contribuiu para os resultados das seguradoras que atuam com esse produto, observado pela melhora da taxa de sinistralidade de 64,3% para 59,4% no comparativo do acumulado do ano (janeiro e fevereiro) de 2020 com 2021, respectivamente.  

Como terceiro destaque de fevereiro, o seguro Corporativo de Danos e Responsabilidades (sem Rural, Crédito e Garantia) registou faturamento de R$ 1,9 bilhões, alta de 27,9%. A modalidade teve influência dos produtos Lucros Cessantes (340%) e Petróleo (164,5%). No mesmo segmento, vale ainda destacar a alta de Riscos Cibernéticos (284,6%), reflexo da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do aumento do trabalho remoto. Já os seguros Individual Contra Danos e Rural totalizaram, separadamente, R$ 903 milhões e R$ 465 milhões, altas de 17,8% e 55,1%. O segmento Crédito e Garantia teve R$ 326 milhões de prêmio emitido, o que representa crescimento de 21,3%.  

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise, que é publicada mensalmente, está disponível, na íntegra, no site da companhia (www.irbre.com). No mesmo endereço, o IRB oferece ainda o Dashboard IRB+Mercado Segurador, painel dinâmico desenvolvido pelo ressegurador com informações de todo o setor. 

Sompo Seguros contrata Bruno Pereira como diretor financeiro

Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo, acaba e contratar Bruno Rodriguez Pereira como Diretor Executivo Financeiro. Com mais de 20 anos de experiência, o executivo chega para contribuir com a estratégias de negócios estabelecidas para a nova fase da companhia.  Bruno Rodriguez Pereira é Engenheiro de Produção (Univ. Federal Fluminense), com MBA em Gestão Financeira e Atuarial (FIPECAFI/USP).

Iniciou a carreira como auditor em renomadas empresas de consultoria prestando atendimento a companhias seguradoras. Ao longo da carreira, atuou em todas as áreas de finanças e cargos de liderança em grupos seguradores internacionais no Brasil e participou de projetos de Fusões & Aquisições, Reestruturação de Projetos Financeiros, entre outras iniciativas de porte. Entre 2008 e 2011 atuou na Marítima Seguros, uma das companhias que deram origem à marca Sompo Seguros no Brasil.

“É uma honra voltar para um grupo segurador que traz em sua origem a capacidade de inovar para atender à sua missão e propósitos. Atuei numa das empresas que deu origem ao grupo e, agora, passo a integrar o desafio de contribuir com a estratégia de potencializar a capacidade de crescimento da Sompo Seguros no Brasil”, destaca Pereira.“O Bruno é um executivo com amplo conhecimento que construiu sua carreira atuando na transformação do mercado segurador nos 20 anos recentes. Seu know-how será essencial para darmos andamento às decisões estratégicas estabelecidas para o desenvolvimento do planejamento estratégico de negócios da companhia nos próximos anos”, acrescenta Alfredo Lalia Neto, presidente da Sompo Seguros.

Conjuntura CNseg: setor de seguros reage no primeiro bimestre do ano, com alta de 4,5%

Fonte: CNseg

O setor segurador continua a gerar receitas de prêmios voláteis no ano, em virtude dos impactos heterogêneos da pandemia entre ramos e modalidades de seguros. Resultado: no primeiro bimestre de 2021, o setor apresentou crescimento de 4,5% contra o mesmo período de 2020, quando ainda não havia pandemia, decretada em março. “A liderança cabe a Danos e Responsabilidade, com avanço de 12,6%. O segmento de Pessoas sobe pouco, 1,5%, influenciado por virtual estabilidade de planos de acumulação”, assinala o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, em editorial da publicação Conjuntura CNseg nº 41.

Chama a atenção a forte aceleração apresentada por algumas modalidades no acumulado do ano. Quase todos os ramos de seguros observaram avanços, alguns verdadeiramente superlativos. Pelo menos, oito ramos contribuíram para o resultado positivo no ano, que são: Responsabilidade Civil (42,7%); Rural (32,2%); Crédito e Garantias (27,2%); Patrimonial (26,4%); Transportes (20,9%); Habitacional (10,9%); Marítimo e Aeronáuticos (9,9%) e Planos de Vida – Risco (6,3%).

Alguns ramos vêm tendo desempenho tão consistente, principalmente a partir do segundo semestre de 2020, que, mesmo tendo queda em fevereiro sobre janeiro, puxaram a alta do ano. Entre eles, aparecem Marítimos e Aeronáuticos (-35,6%); Responsabilidade Civil (-28,1%); Transportes (-24%); Garantia Estendida (-17,7%); Patrimonial (-6,2%); Automóveis (-5,7%) e Rural (-2,7%). Os Títulos de Capitalização recuaram 3,5%. Os únicos que cresceram foram Crédito e Garantias, com 17,5%, e Planos Tradicionais de Vida, com 3,4%. Os prêmios de fevereiro, de R$ 22 bilhões, registraram queda de 9,9% sobre janeiro, de R$ 24,2 bi.

Outra realidade de mercado é apresentada na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, métrica ainda mais importante de aferição do desempenho. A receita de fevereiro último foi 5,5% superior ao mesmo mês de 2020, mês que antecedeu a decretação da pandemia e de bom desempenho. Nesse caso, o desempenho positivo foi,  novamente, influenciado pelo segmento de Danos e Responsabilidades, com alta de 14,9%, enquanto o segmento de Cobertura de Pessoas avançou 1,5% e os Títulos de Capitalização tiveram receitas aumentadas em 6,6%. 

Conjuntura CNseg ressalta ainda que o desempenho favorável guarda forte relação com o comportamento dos ramos de maior densidade de market share, como  Automóveis, cuja receita somou R$ 2,68 bilhões no mês e alta de 7,4% sobre o segundo mês de 2020; Planos de Vida Risco (R$ 3,74 bilhões e crescimento de 7,3%); Patrimonial (R$ 1,35 bilhão no mês e taxa extraordinária de 38,1%); Rural (R$ 429 milhões e crescimento elevado de 43,9%); Habitacional (R$ 399 milhões e taxa de 10,7%); Transportes (R$ 275 milhões e taxa de 25,6%). “Todos esses – fora Automóveis – são ramos que tiveram desempenho consistente no ano de 2020 e em janeiro deste ano, revelando as preferências prioritárias dos consumidores: proteção da vida, proteção e investimento nas residências, mobilidade das cargas transportadas”, concluiu Marcio Coriolano

Fundación MAPFRE destinará 120 mil euros a projetos e iniciativas de caráter social

Fonte: MAPFRE

Estão abertas as inscrições para os Prêmios Sociais da Fundación MAPFRE. Com o objetivo de reconhecer iniciativas e instituições de destaque internacional que promovam a melhoria da sociedade, a premiação distribuirá 120 mil euros aos selecionados (30 mil euros por categoria). As inscrições vão até 31 de maio.”Em um cenário tão desafiador, consideramos ainda mais necessário apoiar e reconhecer as pessoas, projetos e entidades que, com sua dedicação e esforço, nos ajudam a caminhar para uma sociedade mais solidária e humana”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, representante da Fundación MAPFRE no Brasil. “Sentimo-nos privilegiados como incentivadores de ações que valorizam a vida”, destaca. 

Confira as categorias:

“Prêmio por toda uma vida profissional José Manuel Martínez Martínez” reconhece aqueles que dedicam sua trajetória para melhorar a vida de outras pessoas. Para atribuir esse prêmio, o júri avaliará a história profissional e pessoal do(a) candidato(a), bem como seu apoio a causas solidárias. 

“Prêmio à melhor entidade por sua trajetória” reconhece o trabalho de instituições que realizaram ações relevantes e de grande impacto nas frentes social, cultural, de segurança no trânsito, prevenção de acidentes e promoção da saúde. Nesta categoria, o júri avaliará a eficácia dos projetos e seu grau de inovação e de aplicação em grande escala ao longo da história da entidade. 

“Prêmio ao melhor projeto ou iniciativa por seu impacto social” tem o olhar voltado a iniciativas diferenciadas que contribuam para melhorar substancialmente a vida de muitas pessoas. O júri irá avaliar a relevância, o grau de inovação e a originalidade do projeto, bem como a capacidade de ampliá-lo ao maior número de países. 

As inscrições das categorias acima podem ser realizadas em 
http://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/fundacion-mapfre/

“X Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán” identificará trabalhos científicos que contribuam para ampliar a atividade seguradora na sociedade e conduzam à estabilidade econômica e à solidariedade por meio da segurança e da previdência social. 

Este prêmio tem parâmetros específicos, que podem ser consultados em: 
http://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/julio-castelo-matran/

Rede Lojacorr renova 14 contratos com seguradoras parceiras

fusões aquisicoes

Fonte: Lojacorr

No primeiro trimestre deste ano, a Rede Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros independentes do País, comemorou 14 renovações de contratos com companhias seguradoras. Os contratos renovados no 1º trimestre foram com: Bradesco Seguros, Chubb, Livonius (Essor), Icatu, Metlife, SulAmérica, Berkley, HDI, Seguros Unimed, Mapfre, Sompo, Sura, Tokio e Zurich.

Ao todo, a Lojacorr possui 44 companhias parceiras e mais de 200 produtos disponíveis. O diretor Comercial (CCO) da Rede Lojacorr, Geniomar Pereira, destacou que existem oportunidades imensas na Rede para o corretor, devido ao volume de parceiros de negócios. “Com essa quantidade de soluções, aliadas aos hubs especializados que permitem os negócios compartilhados, podemos oportunizar o atendimento de qualquer carteira em todo o País, democratizando o seguro em todo o território nacional, até porque existe cobertura da Rede em todos os Estados brasileiros”, afirma. 

O diretor de Mercado e Operações (COO) da Rede Lojacorr, Luiz Longobardi Junior, explica que além da empresa oferecer um ecossistema de soluções cada vez mais completo para atender o corretor e suas carteiras, a Lojacorr busca constantemente as melhores parcerias com companhias seguradoras que possam oferecer quantidade e qualidade de produtos para atender o segurado com as soluções mais assertivas da indústria da proteção. “Possuímos atualmente ramos e produtos de grande complexidade, mas também seguros mais comuns e baratos, para poder atender os brasileiros de forma diversificada, personalizada e completa”, acrescenta Longobardi.

Estadão: Itaú anuncia novos executivos para a área de seguros

Fonte: Estadão

O Itaú Unibanco anunciou reforços para a sua operação de seguros. Em mais uma ação do novo presidente do banco, Milton Maluhy, contratou Eduardo Domeque e João Carlos do Amaral dos Santos para tocar o negócio, de acordo com comunicado interno obtido pelo Estadão/Broadcast. 

O comando da área de seguros estava vago desde o início do mês por conta da ida do CEO da seguradora do Itaú e sócio do banco, Luiz Fernando Butori, para a área de crédito consignado, aquele com desconto em folha. Na ocasião, conforme revelou o Estadão/Broadcast, um processo de sucessão foi iniciado no conglomerado.

Eduardo Domeque vai chefiar a operação de seguros do Itaú. Ele foi membro do comitê de sócios do BTG, onde trabalhou por 24 anos, e foi CEO da Too Seguros,seguradora do Pan, que pertence ao banco. João Carlos do Amaral dos Santos também tem passagem pela Too Seguros nos últimos cinco anos e, antes, integrou a área de research (análise de investimentos) do BTG Pactual. Ele será responsável por desenvolvimento de novos negócios e responderá a Domeque. Segundo informações do BTG Pactual, os dois executivos já haviam deixado o banco há mais de um ano. 

Os executivos terão o desafio de comandar uma transformação em seguros, setor no qual busca a liderança, diz o Itaú em anúncio a funcionários. Nos últimos anos, o banco, sob o comando de Butori, reestruturou sua operação, com a implementação de uma plataforma aberta, ou seja, que vende produtos da concorrência. Ambos entram, conforme comunicado do banco, no novo programa de sócios do banco. 

A solução para preencher posições executivas, novamente, veio de fora. Desde que assumiu o comando do maior banco da América Latina, no mês passado, Maluhy tem dado sinais de uma gestão diferente. Recentemente, contratou o tesoureiro do Citi, Pedro Lorenzini, para assumir vaga semelhante no Itaú. Trouxe ainda uma executiva do Twitter, Thaiza Akemi, para tocar as redes sociais do banco.