Por que o Brasil precisa discutir modelos mais flexíveis de seguros e proteção?

*Por Jaime Neto, Diretor de Desenvolvimento de Produtos e Dados da MetLife Brasil

Segundo a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência das famílias brasileiras atingiu patamar recorde de mais de 30%, e quase um em cada cinco consumidores tem mais da metade da renda mensal comprometida com dívidas. Diante desse cenário, torna-se cada vez mais pertinente e necessário que as seguradoras incluam em sua pauta o desenvolvimento de produtos e soluções que democratizam o acesso aos seguros para uso em vida.

Essa evolução já começa a se refletir no mercado. No primeiro semestre deste ano, o volume de prêmios arrecadados pelas seguradoras em seguros de pessoas somou R$ 37,8 bilhões, um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da FenaPrevi. Esses números reforçam o papel dos seguros como instrumentos de proteção financeira em momentos de imprevistos e mostram que há espaço — e demanda — para soluções mais acessíveis e conectadas às necessidades reais da população.

Ainda assim, 82% da população adulta não possui seguro de vida, de acordo em estudo da FenaPrevi com o DataFolha. Por isso, o mercado segurador tem discutido com os órgãos reguladores modelos mais flexíveis de seguro de vida, que possam democratizar o acesso e atender diferentes camadas da população, ao mesmo tempo em que cumpram seu papel de contribuir com a proteção das pessoas de forma responsável.

Ao redor do mundo, um produto tem sido peça chave nesse cenário: o Seguro Vida Universal, uma modalidade de seguro mais flexível e adaptável, com liberdade real para o cliente ajustar os parâmetros do seguro conforme a sua fase de vida. Enquanto no contrato de seguros tradicional, a apólice é cancelada por inadimplência, nesta modalidade, uma vantagem é a possibilidade de existir uma reserva para cobrir o valor da parcela. É exatamente esse desenho que ajuda a reduzir a inadimplência e a transformar o seguro em ferramenta de proteção no longo prazo.

E esta modalidade não é uma invenção recente. O Vida Universal surgiu no fim dos anos 1970, nos Estados Unidos, em resposta à rigidez dos modelos tradicionais e a necessidade de adaptar prêmios e coberturas a ciclos de renda e juros variáveis. Em pouco tempo, tornou-se uma categoria relevante, especialmente nos anos 1980, e segue sendo importante até hoje, inclusive em ofertas corporativas e de varejo de grandes seguradoras não só nos Estados Unidos, como em outros mercados de seguro bem consolidados, como México, países da Europa e da Ásia. 

No México, o mercado convive há anos com soluções de proteção flexíveis. No caso da MetLife, por exemplo, os seguros da modalidade Vida Universal atendem a mais da metade da carteira de clientes do seguro de vida individual. Hoje, a operação mexicana mantém linhas de seguros de vida com componente de flexibilidade, uma base robusta de clientes e serviços digitais, um verdadeiro ecossistema que mostra, na prática, que flexibilidade melhora adesão e persistência, além de democratizar o acesso às pessoas de diferentes classes sociais e perfis financeiros. 

Já no Brasil, o Vida Universal é debatido há algum tempo. Houve avanços regulatórios anteriores e, mais recentemente, a Susep recolocou o assunto em pauta: abriu consulta pública em dezembro de 2024 e avançou para uma segunda rodada, em 15 de agosto de 2025, com proposta de substituição da Resolução CNSP nº 344/2016. Isso sinaliza maturidade institucional e disposição para viabilização do produto. Ao que tudo indica, estamos, sim, mais perto de uma definição, o que tem entusiasmado o setor que, de forma contínua, procura formas de ampliar cada vez mais o acesso a soluções de proteção para um público mais amplo.

Diante de um cenário que traz incertezas econômicas e profissionais, este tipo de seguro pode ser uma alternativa de proteção mais conectada com os desafios da população, justamente por permitir que o segurado continue com uma apólice ativa mesmo em momentos de dificuldade financeira. Resumindo, é um produto de proteção a longo prazo, que acompanha o ciclo de vida das pessoas.

As experiências positivas de outros mercados demonstram que a modalidade já é consolidada internacionalmente. No Brasil, a chegada do Vida Universal representa uma evolução importante para o setor, ampliando as opções de proteção e acompanhando as transformações do perfil do consumidor. O desenvolvimento desse produto exigirá dedicação contínua das seguradoras em fornecer informações claras, apoiar os corretores parceiros e, principalmente, garantir uma comunicação transparente e acessível para o cliente. Com uma regulação adequada e o compromisso do mercado em entregar soluções relevantes, o Seguro de Vida Universal tem potencial para ampliar significativamente a proteção da população brasileira e fortalecer o papel social do seguro de vida no país.

Prepara-te para o que está por vir

por Álvaro Trilho, diretor de Riscos na WTW Brasil
 

Sun Tzu, o famoso general chinês a quem é atribuído o notório “A Arte da Guerra”, falava uma frase emblemática: na paz, prepara-te para a guerra; na guerra, prepara-te para a paz.


Dadas as devidas proporções e referências, essa frase também se aplica às mudanças climáticas e aos desastres naturais. 


Estamos caminhando para o fim do ano e, ao fazermos uma breve análise dos impactos climáticos em 2025, conseguimos identificar alguns padrões, que são importantes para o futuro.


O primeiro, é que os desastres naturais estão cada vez mais frequentes. Dados do Willis Natural Catastrophe Review, produzido pela WTW, mostram que a frequência e o intervalo entre os desastres naturais diminuíram consideravelmente.


O que antes acontecia, por exemplo, com um intervalo de seis meses, agora acontece bimestralmente. 


Para se ter uma ideia disso, de acordo com o relatório, entre janeiro e junho de 2025, o mundo foi atingido por oito grandes desastres naturais, incluindo os incêndios florestais nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, e fortes tempestades nos Estados Unidos, Europa e Austrália.


Felizmente, o Brasil, apesar de sentir os impactos das mudanças climáticas, como a recente seca no Rio Solimões, não enfrentou desastres naturais de grandes proporções e não entrou na lista. 


O segundo padrão é que os prejuízos estão cada vez maiores. Ainda de acordo com o relatório da WTW, desde 2020 as perdas seguradas por catástrofes naturais ultrapassam consistentemente US$ 100 bilhões (cerca de R$ 540 bilhões) por ano. 


Dados da resseguradora Swiss Re indicam que 2025 será parecido, podendo até mesmo superar a marca dos US$ 200 bilhões. Segundo um levantamento recente, os desastres naturais causaram US$ 135 bilhões (cerca de R$ 742,5 bilhões) em perdas econômicas no mundo durante o primeiro semestre do ano. 


O terceiro padrão é a vulnerabilidade, e é nesse ponto que o Brasil precisa se atentar com urgência. Dados do AdaptaBrasil, uma ferramenta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), mostraram que o país possui 2.600 cidades em risco alto ou muito alto para desastres naturais, como seca, inundações e deslizamentos de terra, ou possíveis impactos causados pela chuva ou seca na segurança alimentar. O levantamento não incluiu eventos extremos, como incêndios ou ondas de calor e frio.


Ou seja, temos quase 50% dos municípios brasileiros em risco, sem condições de enfrentar possíveis desastres naturais. Vale destacar que o recente episódio envolvendo o Rio Grande do Sul deixa claro que essa vulnerabilidade não é algo exclusivo de cidades pequenas e médias. 


A parte positiva dessa história é que temos plenas condições de antever possíveis mudanças climáticas, capazes de resultar em desastres naturais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), por exemplo, já emitiu um aviso oficial indicando que teremos o fenômeno La Niña no Pacífico tropical nos próximos meses, podendo perdurar até o fim do primeiro trimestre de 2026.


Felizmente, a previsão é que o fenômeno seja de menor intensidade, se comparado com o que atingiu a região entre 2020 e 2023, que causou severas secas, mas já é um indício que o ano que vem pode ser intenso.


Por isso, parafraseando Sun Tzu, na “tranquilidade”, prepara-te para o que está por vir.

Porto aquece os motores para o Grande Prêmio São Paulo 2025

A Porto transformou as ruas de São Paulo em um autódromo, levando a experiência da etapa brasileira do Grande Prêmio para fora das pistas. No último final de semana, a cidade foi palco de uma ação que uniu mobilidade, inovação e paixão por carros, com um guincho transportando uma réplica real de um carro de corrida, proporcionando uma vivência única e emocionante para os paulistanos.

Nas ruas ou nas pistas, o cuidado é o ponto de partida!

Rota Turística – Sábado (25/10):

Das 9h às 17h, o guincho percorreu locais icônicos da cidade. O trajeto incluiu paradas no Teatro Porto, na Avenida 23 de Maio, no Parque Ibirapuera, na Rua Oscar Freire e na Avenida Paulista. Na Oscar Freire teve uma ambientação especial com bandeiras que remetem ao circuito de corrida.

Rota Expandida – Domingo (26/10):

No dia seguinte, das 10h às 17h, a ação se expandiu para um percurso mais amplo, abrangendo pontos estratégicos da cidade, como o Theatro Municipal, a Rua Estados Unidos, Marquês de São Vicente, Marginal Pinheiros e até o Autódromo de Interlagos, passando pelas principais ruas que levam ao circuito.

A réplica personalizada do carro de corrida foi transportada pelo guincho da Porto Serviço e acompanhada por uma equipe de prestadores, em uma homenagem ao automobilismo brasileiro. O Porto Bank, que é Founding Partner do Grande Prêmio de São Paulo pelo 4º ano consecutivo, buscou com a iniciativa conectar o universo da corrida à vivência urbana da cidade e fortalecer o cuidado investido na experiência das pessoas.

“Com a ação, reforçamos a presença da Porto na vida da cidade e o vínculo emocional com as pessoas, levando a vivência da principal categoria do automobilismo mundial para além das pistas e para o dia a dia da população”, pontua Oliver Haider, superintendente de Marketing da Porto. O nosso guincho foi especialmente preparado para percorrer pontos turísticos icônicos da cidade de São Paulo, acompanhando uma rota pensada para interagir com o público de uma forma emocionante”, conclui Haider.

Além desse momento nas ruas, conteúdos exclusivos, que foram captados em tempo real com drones e filmmakers, estão sendo compartilhados nas redes sociais da marca.

Ronaldo Gama, head da Favela Seguros, representa o Brasil em encontro internacional sobre seguros inclusivos

O head do Favela Seguros, iniciativa da Favela Holding em parceria com o Grupo MAG, Ronaldo Gama, representou o Brasil na Reunião de Seguros Inclusivos do ICCII 2025, realizada na última semana em Quito, no Equador. O evento reuniu representantes do setor de seguros de 47 países para debater caminhos para o avanço do microsseguro e a inclusão financeira em comunidades de baixa renda.
 

Durante o encontro, foram definidos cinco princípios orientadores para o desenvolvimento e implementação do microsseguro em escala global: acessibilidade, colaboração público-privada, tecnologia e inovação, sustentabilidade e gestão de riscos, e educação financeira. A proposta é que essas diretrizes sirvam de base para reduzir a lacuna de proteção que ainda afeta a maioria da população vulnerável no mundo.
 

“Mesmo diante de nossas carências, o Brasil ainda está à frente de muitos países em desenvolvimento em aspectos econômicos e educacionais. Isso, porém, não diminui a nossa responsabilidade de criar mecanismos ágeis para incluir a base da pirâmide, que representa mais de cem milhões de pessoas”, destacou o executivo.
 

A Fedeseg (Federação de Seguradoras do Equador) apresentou dados que ilustram o desafio. No país, a lacuna de proteção chega a 76%, e o microsseguro cobre apenas 2% da população, distribuída em dez produtos, segundo a Mapfre Economics (2024). O cenário, segundo Ronaldo Gama, é semelhante em grande parte da América Latina — o que reforça a necessidade de políticas voltadas à democratização do acesso ao seguro.


Para ele, o papel do Estado e das seguradoras precisa ser complementar: “Assim como em outros países, enfrentamos o desafio de montar uma estrutura de distribuição com alcance continental, sem inviabilizar os custos. O papel do governo é fundamental, pois a educação financeira só se sustenta com renda e educação básica”.


Com atuação pioneira, o Favela Seguros vem se consolidando como modelo de microsseguro comunitário, conectando proteção financeira, geração de renda e impacto social nas favelas brasileiras. O projeto, desenvolvido pela Favela Holding em parceria com o Grupo MAG e com apoio da CUFA, já transformou a vida de dezenas de representantes comunitários, levando educação financeira e oportunidades para dentro das comunidades.

Seguro educacional da Bradesco Vida e Previdência é premiada

A Bradesco Vida e Previdência foi reconhecida, pelo terceiro ano consecutivo, com o primeiro lugar do Prêmio Top Educação, promovido pela Revista Educação há 19 anos. O mérito chancela o compromisso da companhia em apoiar instituições de ensino e famílias em períodos de dificuldade financeira e imprevistos, proporcionando mais tranquilidade.  

“Ser reconhecido pela terceira vez seguida reforça o nosso propósito de apoiar a educação com soluções de proteção e planejamento financeiro. Nosso seguro educacional é uma ferramenta estratégica para que sonhos e planos não sejam interrompidos mesmo diante de dificuldades”, pontuou Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência

O seguro educacional pode ser oferecido por instituições de ensino de nível básico (fundamental e médio) e superior (graduação e pós-graduação). Já para adultos que financiam seus próprios estudos, o produto é uma segurança em situações de perda de renda por desemprego, para assalariados, e por incapacidade física, para autônomos.  

A cerimônia de premiação ocorreu em São Paulo, na última quarta-feira, dia 22 de outubro, e contou com a presença de Alessandro Malavazi e André Motta, gerente sênior da área de Produto da companhia. À ocasião, foram anunciados vencedores em 26 categorias como as marcas mais lembradas do setor educacional.

Empresas reconhecem riscos climáticos, mas só 38% investem em prevenção, aponta Marsh

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Às vésperas da COP30, um estudo revela que, embora um número crescente de empresas esteja consciente dos riscos climáticos aos quais está exposto e dos prejuízos que esses fenômenos podem causar aos negócios, a maioria ainda não investe de forma adequada para se proteger desses efeitos. 

Essa é a conclusão da Pesquisa de Adaptação Climática 2025, realizada pela Marsh, maior corretora de seguros e consultoria de riscos do mundo. O levantamento ouviu 130 empresas de diferentes portes e setores econômicos, todas já impactadas por condições climáticas extremas nos últimos três anos, em regiões como América Latina, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda, Europa, Ásia, IMEA e Pacífico.

As organizações participantes têm receitas que variam de menos de US$ 1 milhão a mais de US$ 1 bilhão, evidenciando que os desafios climáticos afetam negócios de todos os tamanhos. 

Segundo o levantamento, 78% das companhias ouvidas dizem enfrentar impactos relacionados a eventos climáticos, como inundações, altas temperaturas e estresse hídrico. Já 74% das organizações informam ter registrado perdas de ativos e interrupções por questões climáticas. 

No entanto, de acordo com a mostra da Marsh, apenas 38% dizem realizar avaliações detalhadas envolvendo possíveis impactos climáticos que poderiam justificar maiores investimentos em prevenção. 

Mais de metade das empresas (53%) dizem que a principal motivação para investir em adaptação climática é a necessidade de gerenciar riscos. 

O estudo da Marsh também revela que as empresas que consideram investir adequadamente ainda falham em mensurar o custo-benefício. Afinal, 51% das organizações desse grupo relatam não fazer esse tipo de avaliação antes de direcionar os recursos — o que indica uma falha importante no planejamento estratégico.

O relatório aponta, ainda, que há um grupo menor de empresas que está um passo atrás nessa jornada, com 22% delas declarando não realizam qualquer tipo de análise de risco climático futuro. 

A corretora e consultoria calcula que, para cada dólar aplicado em prevenção, US$13 são poupados com gastos que as empresas teriam caso precisassem reconstruir estruturas danificadas por questões climáticas. 

A pesquisa também aponta que, para 40% das empresas entrevistadas, o volume inadequado do finamento para adaptação climática tem como motivo a competição dos recursos por “outras prioridades de negócios”.

COP30 

Além do lançamento Pesquisa de Adaptação Climática 2025, que visa apoiar as empresas na construção de estratégias eficazes de adaptação, a Marsh McLennan participará ativamente das discussões da COP30, a ser realizada em novembro, em Belém. A companhia é uma das patrocinadoras da Casa do Seguro, iniciativa idealizada pela CNSeg para encontros e debates, promovendo o papel do setor de seguros na transição climática.

Comprometida em contribuir com conhecimento técnico e ferramentas avançadas de gestão de riscos, a Marsh McLennan busca fortalecer a resiliência diante das mudanças climáticas. Durante o evento, a empresa promoverá encontros com lideranças dos setores público e privado, além de representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil, com o objetivo de propor soluções concretas para os desafios da adaptação climática.

Instituto de Longevidade MAG marca presença na sétima edição do Fórum da Longevidade 

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O Instituto de Longevidade MAG, entidade com 9 anos de atuação em assuntos voltados ao envelhecimento e planejamento financeiro, participa da 7ª edição do Fórum São Paulo da Longevidade, no Centro de Convenções Expo Center Norte, em São Paulo. O evento, que acontece entre os dias 27 e 29 deste mês, traz o tema “Metrópoles e Municípios como Cidades Amigas do Idoso” para a edição. 

Na programação do evento, o Instituto de Longevidade MAG é um dos destaques do evento, trazendo sua expertise em painéis como “Qual sua idade: Cronológica, Biológica e Atitudinal?”, no dia 28, às 14h, no auditório 7, com a presença de Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG e no painel “Trabalho, Carreira, Vida na Nova Longevidade”, no dia 29, às 14h, no auditório 7 com o gerente do Instituto, Antonio Leitão. 

O diretor da organização, Gleisson Rubin, será palestrante no painel “O desafio da longevidade financeira frente ao envelhecimento populacional”, dia 28, às 10:15, no auditório 7 e participará no dia 29, às 10:30 do debate “Economia prateada: oportunidades e desafios em um Brasil que envelhece”, no auditório 7, juntamente com outros grandes nomes. A programação extensa e diversificada conta com mais de 20 conferências, congressos e encontros simultâneos com foco em temas como saúde e bem‑estar, tecnologia, finanças, empreendedorismo 50+, habitação, mobilidade urbana, consumo maduro, entre outros.

“Participamos da 7ª edição do Fórum São Paulo da Longevidade, reafirmando nosso compromisso com a valorização da geração prateada e com o debate qualificado sobre o público 50+. A longevidade não é apenas uma agenda social, mas uma oportunidade de mudanças estruturantes para o Brasil e o evento se apresenta como um sistema de articulação entre o setor público, mercado e sociedade, visando transformar cidades, produtos e serviços para os longevos”, afirma Rubin.

O Fórum reúne um mix de públicos distintos, contando com gestores públicos municipais e estaduais, pesquisadores, líderes empresariais, entidades da sociedade civil, empreendedores voltados ao público 50 + e por quem que atua ou se interessa pelo protagonismo nesta fase da vida. A edição de 2025 também pretende reforçar a presença de startups, tecnologia aplicada à longevidade e redes de negócios B2B. Para quem planeja estar presente, as inscrições foram abertas no site oficial e a expectativa é reunir cerca de 4.000 participantes ao longo dos três dias. 

Furacão Melissa ameaça a Jamaica e faz título catastrófico do Banco Mundial perder valor

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por Artemis

O título catastrófico paramétrico da Jamaica, IBRD CAR Jamaica 2024, no valor de US$ 150 milhões e emitido pelo Banco Mundial, teve seu preço reduzido no mercado secundário, enquanto o cone de previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) ainda indica a possibilidade de o furacão Melissa atingir a ilha com força significativa.

O furacão Melissa se formou no sábado à noite (horário do Reino Unido) e rapidamente se intensificou, tornando-se um furacão de grande magnitude no domingo.

A previsão mais recente, divulgada na manhã de segunda-feira, está atualizada ao final deste artigo.

A previsão inicial, feita na manhã de sábado, 25 de outubro, mostrava o cone de trajetória do NHC centrado sobre a Jamaica, com indicações de um possível cenário de impacto devastador, já que, naquele momento, Melissa ainda era uma tempestade tropical em intensificação. A expectativa era de que se tornasse um furacão em breve e entrasse em um processo de rápida intensificação.

Vale destacar que ainda há grande incerteza e a previsão pode mudar, poupando a Jamaica de um impacto direto de um furacão de grande porte.

O cone de previsão do NHC indicava que o impacto ocorreria na terça-feira, dia 28, com Melissa movendo-se lentamente rumo à Jamaica e entrando em uma fase de intensificação rápida.

De acordo com as projeções atuais, o furacão Melissa poderia atingir ventos de até 155 mph (250 km/h) antes de tocar o solo jamaicano e 145 mph (233 km/h) na costa — um cenário que ninguém deseja para a população que está em seu caminho.

Olhar atento é o diferencial na prática da medicina centrada no cuidado e atenção integral

presidente seguros unimed
presidente seguros unimed

Por Helton Freitas, médico sanitarista e presidente da Seguros Unimed

A reflexão sobre a relevância da formação e do exercício da medicina segue essencial em nossa sociedade. É fundamental que a atuação médica mantenha o ser humano no centro de um cuidado integral, com um olhar atento à promoção da saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida.

Nossa profissão não pode ser meramente escolhida em um menu de ofícios, levando em conta somente aspectos como renda e possibilidade de sucesso. Até porque enfrentamos, diariamente, grandes desafios: desde questões estruturais e bioéticas até a complexa e necessária compreensão do processo saúde-doença.

Para abordar esses temas com excelência, todos os médicos e médicas exigem e merecem: conhecimento, treinamento de ponta e acesso contínuo às tecnologias que aprimoram o cuidado. Mas isso está longe de ser suficiente. Medicina se exerce com o cérebro e com o coração. Com boa formação, residência, experiências e oportunidades, a partir da vocação, do desejo inquebrantável de dedicar sua vida para melhorar a saúde das pessoas.

Os princípios da qualidade em saúde consolidados pelo médico libanês Avedis Donabedian (1919–2000) continuam sendo referência mundial na avaliação de sistemas e práticas médicas: eficácia, efetividade, eficiência, otimização, aceitabilidade, legitimidade e equidade. A relação médico-paciente, nesse contexto, é expressão concreta de ética, empatia e responsabilidade.

Em nossa formação universitária, recebemos as bases da medicina. Com elas, inicia-se uma trajetória de prática e de aprendizado contínuo que acompanham os avanços da ciência e tecnologia. É o caso, por exemplo, da inteligência artificial (IA), já há algum tempo instrumento inestimável de suporte à atividade médica no consultório, no hospital, na academia e na gestão de empresas e cooperativas de saúde.

O Brasil tem grandes expoentes na medicina e na pesquisa médica, hospitais que são centros de excelência, o maior sistema do cooperativismo médico mundial e o Sistema Único de Saúde (SUS), maior rede pública de atendimento do mundo. 


Contudo, a disparidade no atendimento médico é uma realidade. Pesquisa Demografia Médica no Brasil, feita pela Associação Médica Brasileira (AMB), pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e pelo Ministério da Saúde, mostra a desigualdade. Em 2024, o Sudeste contava com 3,77 médicos por mil habitantes, contra 2,21 no Nordeste e 1,70 no Norte. A distância é ainda maior quando se comparam as capitais, que têm em média 6,97 médicos por mil habitantes, com o interior, onde a média cai para 1,9, chegando a apenas 0,13 no interior de Roraima. Não é apenas estatística: é o acesso que muda conforme o CEP.


Isso não se resolve, contudo, com a abertura de novos cursos de medicina. Sob diversos aspectos, a proliferação de faculdades de medicina mais nos preocupa do que nos tranquiliza. Em menos de dois anos, o Ministério da Educação aprovou 77 novos cursos de medicina. Atualmente, há quase 500 cursos em funcionamento, 80% deles em instituições de ensino privadas. 

A proliferação de cursos reacende o debate sobre a precarização do ofício, sobretudo porque o país ainda não superou desafios elementares de infraestrutura para que esses novos profissionais possam exercer, na prática, a medicina. A ampliação dos cursos de medicina sem o aumento proporcional de vagas de residência cria defasagem preocupante. A residência é essencial para a especialização. Sem essa base prática e ética, multiplicam-se formações distantes das realidades em que os médicos atuarão, das responsabilidades que a profissão impõe e do papel que devem exercer na construção e no aperfeiçoamento do próprio sistema de saúde.

Para que os médicos possam atuar além dos grandes centros, é fundamental oferecer carreiras com remuneração adequada e infraestrutura, a fim de que exerçam plenamente sua função social e assegurem um cuidado resolutivo e equitativo em todas as regiões do país.

Com a IA e os demais avanços da tecnologia, abre-se a nós, médicos, a possibilidade de sermos cada vez mais empáticos e humanos. Quanto mais evoluem os instrumentos, mais essencial se torna o olhar que acolhe, interpreta e cuida. O olhar atento do médico continua e continuará sendo o maior diferencial da medicina.

Taxas globais de seguros comerciais caem pelo quinto trimestre consecutivo, aponta Marsh

John Donnelly Colour

As taxas globais de seguros comerciais registraram queda média de 4% no terceiro trimestre de 2025, repetindo o mesmo recuo observado no trimestre anterior, segundo o Global Insurance Market Index, divulgado hoje pela Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e consultoria de riscos, e parte do grupo Marsh McLennan (NYSE: MMC).

A redução foi impulsionada pela crescente concorrência entre seguradoras, preços mais favoráveis no resseguro e maior capacidade de oferta no mercado. Todas as regiões do mundo apresentaram declínio nas taxas compostas em comparação com o mesmo período de 2024.

As quedas mais acentuadas ocorreram no Pacífico (11%), América Latina e Caribe (6%) e Reino Unido (6%). Já Ásia, Índia, Oriente Médio e África (IMEA) registraram queda de 5%, a Europa recuou 4% e o Canadá, 3%. Nos Estados Unidos, onde as taxas haviam permanecido estáveis no segundo trimestre, houve leve redução de 1%. As tarifas de seguros patrimoniais, cibernéticos e de linhas financeiras e profissionais diminuíram em todas as regiões.

O terceiro trimestre marca o quinto período consecutivo de retração global, após sete anos de aumentos trimestrais, consolidando a tendência de moderação iniciada em 2021.

Tendências por segmento

As taxas de ramos de responsabilidade civil (casualty) subiram 3% globalmente — contra 4% no segundo trimestre —, impulsionadas por um aumento de 8% nos Estados Unidos, onde há crescimento na frequência e severidade das ações judiciais, muitas resultando em indenizações elevadas conhecidas como “nuclear verdicts”.

Já as taxas de seguro patrimonial caíram 8% no mundo, após retração de 7% no trimestre anterior. O Pacífico registrou a maior queda (14%), seguido de Estados Unidos e América Latina/Caribe (9%). As demais regiões variaram entre reduções de 3% e 7%.

As linhas financeiras e profissionais continuaram em queda, com retração global de 5%, frente a 4% no segundo trimestre. A redução variou de 10% no Pacífico a 2% nos Estados Unidos.

No ramo cibernético, as taxas recuaram 6% globalmente, com diminuições em todas as regiões — de 12% na Europa, 11% na América Latina e Reino Unido, e 10% no Pacífico.

John Donnelly, presidente global de placement da Marsh, afirmou que o cenário é amplamente favorável aos clientes. “Com exceção do mercado de responsabilidade civil nos EUA, os clientes estão se beneficiando não apenas de taxas mais baixas, mas também de condições mais flexíveis e coberturas mais amplas. Essas tendências se mantêm em um mercado com ampla capacidade. Salvo mudanças inesperadas, esperamos que esse movimento continue e seguiremos apoiando nossos clientes para que aproveitem as oportunidades de um mercado competitivo”, destacou o executivo.