Jamaica recebe US$ 150 milhões por título catastrófico após furacão Melissa – e lição serve de alerta ao Brasil

Screenshot

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira, 7, que, após a passagem devastadora do furacão Melissa, o governo da Jamaica receberá pagamento integral de US$ 150 milhões referente ao seu título catastrófico paramétrico IBRD CAR Jamaica 2024, lançado em parceria com a instituição. O título foi criado justamente para prover proteção financeira rápida em caso de desastres naturais severos — como o que atingiu o país em outubro.

Segundo o Banco Mundial, a decisão foi tomada após análise técnica da AIR Worldwide Corporation, que confirmou que o furacão Melissa atingiu os parâmetros predefinidos (como pressão central e trajetória do olho do furacão) para o acionamento total da apólice. “Nossos pensamentos estão com o povo da Jamaica neste momento de reconstrução. A estratégia abrangente de gestão de riscos do país serve de modelo para outras nações que enfrentam ameaças semelhantes e buscam fortalecer sua resiliência financeira”, afirmou Jorge Familiar, vice-presidente e tesoureiro do Banco Mundial.

Ele destacou que o pagamento reforça o papel dos títulos catastróficos (cat bonds) como instrumentos eficazes de gestão de risco, capazes de transferir perdas de desastres naturais para o mercado de capitais global, aliviando a pressão sobre os cofres públicos. O pagamento à Jamaica será financiado por investidores de diversas regiões do mundo, refletindo a natureza colaborativa e internacional do instrumento.

Na emissão do título, 15 investidores globais participaram, com alocação de 66% em fundos especializados em seguros e resseguros (ILS), 1% em companhias seguradoras e resseguradoras e 33% em gestores de ativos. Geograficamente, os recursos vieram de 43% dos Estados Unidos, 40% da Europa, 14% das Bermudas e 3% da Ásia e Austrália.

Além da indenização automática do cat bond, o Banco Mundial mobilizou um pacote de apoio à Jamaica, incluindo financiamento emergencial, reprogramação de recursos de projetos existentes e suporte do setor privado por meio da IFC. “O compromisso da Jamaica com a preparação está provando seu valor — permitindo uma transição rápida do socorro à reconstrução, e abrindo caminho para uma infraestrutura mais resiliente”, disse Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe.

O desembolso integral deve ocorrer até 1º de dezembro, e marca mais um exemplo de como o uso de seguros e instrumentos financeiros inovadores pode acelerar a resposta a catástrofes climáticas — tema central da COP30, que será realizada em 2025 em Belém (PA).

Exemplo para o Brasil

Com o mundo reunido em Belém para discutir financiamento climático, o exemplo da Jamaica mostra que o seguro pode ser uma poderosa ferramenta de política pública, transformando solidariedade em resiliência financeira.

Com a intensificação de eventos extremos — enchentes, secas e deslizamentos —, cresce a necessidade de estruturar mecanismos de proteção financeira climática, seja via seguros paramétricos, fundos soberanos de resiliência ou títulos catastróficos. Eventos como a catástrofe no Rio Grande do Sul, no litoral de São Paulo, só para citar os mais recentes com excesso de chuvas, mostram a urgência deste tipo de parceria entre governo e setor de seguro.

Enquanto países do Caribe já utilizam instrumentos como o IBRD Cat Bond Facility e o CCRIF (Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility), o Brasil ainda engatinha na adoção de soluções de transferência de risco climático em larga escala. A criação de um mercado nacional de seguros paramétricos, envolvendo o setor privado e o Tesouro, poderia acelerar a recuperação de estados e municípios após desastres, reduzindo o impacto fiscal e social.

Bradesco Seguros leva consórcio aos corretores e amplia oportunidades de negócios

Leonardo Pereira de Freitas 067

por Denise Bueno

A Bradesco Seguros acaba de estrear na oferta de consórcio pelo canal corretor, em um movimento que reforça a estratégia de ampliar o leque de soluções disponíveis à sua rede e fortalecer o relacionamento com clientes em diferentes estágios de planejamento financeiro. A decisão está alicerçada em três pilares principais: complementaridade de portfólio, fortalecimento das relações e ampliação de receitas.

“Trazer o consórcio para o portfólio dos corretores é um movimento natural dentro da estratégia da Bradesco Seguros de ampliar as soluções de planejamento e proteção financeira. O corretor passa a ter mais ferramentas para ajudar o cliente a realizar seus sonhos com segurança e previsibilidade”, afirma Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Auto/RE, do Grupo Bradesco Seguros.

Segundo o executivo, o consórcio compartilha do mesmo propósito do seguro: planejar, proteger e conquistar. “É um produto que fala de futuro, de realização e de confiança — valores que estão no DNA do grupo Bradesco Seguros.”

Com 22 anos de atuação, a Bradesco Consórcio é líder em seus segmentos e contempla mais de 19 mil clientes todos os meses, consolidando-se como uma das maiores administradoras do país.

A expansão da operação para o canal corretor foi cuidadosamente planejada para garantir uma integração fluida com o ecossistema Bradesco. A companhia montou uma estrutura dedicada, com equipe comercial especializada e uma central exclusiva de suporte no pós-venda. Os corretores contam com uma plataforma de vendas intuitiva, que permite comercializar todo o portfólio da Bradesco Consórcio e acompanhar o ciclo de vida do cliente — desde os pagamentos até as contemplações.

“Estruturamos uma operação dedicada para o corretor, com equipe comercial especializada e uma central exclusiva de atendimento. Queremos que ele se sinta apoiado em todas as etapas do processo, do primeiro contato até a contemplação do cliente”, destaca Freitas.

Nesta fase, estão disponíveis aos corretores tanto os produtos já presentes na Rede de Agências quanto soluções desenvolvidas especificamente para suas necessidades. Essa evolução é resultado do diálogo contínuo com os parceiros, que têm contribuído com experiências e sugestões.

O Consórcio Bradesco oferece um portfólio completo, com planos para automóveis, imóveis, motos, veículos pesados, equipamentos agrícolas, construção e reforma, entre outros. Cada modalidade possui regras específicas de elegibilidade, permitindo ao corretor personalizar sua atuação conforme o perfil do cliente. Os corretores têm acesso a mais de 3 mil grupos de consórcio ativos, o que garante ampla flexibilidade comercial. O consórcio é posicionado como um produto estratégico, com oportunidades imediatas de venda do seguro prestamista e da proteção vinculada ao bem adquirido.

O mercado de consórcio segue em ritmo acelerado, com 3,3 milhões de cotas vendidas até agosto e um crescimento de 11,4% no acumulado do ano. Nesse contexto, a Bradesco Seguros aposta na força de sua rede para ampliar a presença da marca nesse segmento. “O consórcio vive um momento de forte expansão no país, e o corretor tem um papel estratégico nesse cenário. Já superamos R$ 130 milhões em vendas nos primeiros nove meses do ano, o que mostra o tamanho da oportunidade que temos pela frente”, afirma o diretor.

Para o corretor, o consórcio representa uma nova fonte de receita e uma oportunidade de relacionamento de longo prazo com o cliente. “O consórcio representa uma nova frente de receita e um elo de relacionamento de longo prazo. Cada cota vendida é o início de uma jornada que pode evoluir para seguros, previdência e outras soluções financeiras. É uma oportunidade concreta de fidelização”, explica Freitas.

Os percentuais de comissionamento foram estruturados para garantir atratividade e recorrência. A comissão é calculada sobre a produção e paga de forma parcelada, conforme o tipo de carta adquirida e a regularidade dos pagamentos. Paralelamente, a companhia investe em capacitação para garantir que os parceiros se sintam preparados para atuar nesse novo mercado. Foi lançado um curso completo sobre consórcio na plataforma Universeg, que aborda desde conceitos básicos até técnicas avançadas de venda consultiva. Além do treinamento digital, a Bradesco Seguros tem promovido workshops online e presenciais em todo o país, reforçando o compromisso com o desenvolvimento contínuo dos corretores.

A digitalização também está no centro do projeto. A companhia trabalha para aprimorar a integração tecnológica das plataformas, com foco em usabilidade, agilidade e eficiência. A inovação tecnológica é um pilar fundamental na Organização Bradesco, e novas funcionalidades estão em desenvolvimento, como o Seguro Integrado na Jornada de Consórcio.

O produto tem se mostrado especialmente atraente para clientes em fase de planejamento financeiro, sejam pessoas físicas que buscam seu primeiro imóvel ou empresários que pretendem expandir operações. Há destaque especial para o agronegócio, segmento em que o consórcio pode financiar máquinas, implementos, caminhões, tratores e propriedades rurais. Essa conexão cria um elo natural com os corretores que já atuam com seguros de máquinas e equipamentos, pois a cada novo bem adquirido surge uma oportunidade adicional de oferta de proteção.

“A chegada do consórcio ao canal corretor é só o começo. Acreditamos que essa iniciativa será uma porta de entrada para novos clientes e fortalecerá ainda mais a relação entre a Bradesco Seguros, os corretores e a sociedade. Estamos construindo juntos uma nova etapa de crescimento”, conclui Leonardo Freitas.

O seguro como arquitetura da confiança climática

Por Felipe Nascimento, CEO da MAPFRE Brasil


Falar em financiamento climático é, na prática, discutir como vamos construir o futuro que desejamos. Isso envolve não só mobilizar recursos, mas também criar caminhos para ações concretas, sustentáveis e duradouras. Nesse esforço, o mercado brasileiro de seguros tem uma oportunidade rara de assumir um papel estratégico e central na construção de soluções climáticas de longo prazo.
 

O seguro tem uma característica essencial nesse contexto: ele viabiliza. Antes mesmo de o investimento chegar, o seguro já está lá, ajudando a tirar do papel o que, de outra forma, seria considerado arriscado demais e jamais existiria.
 

Estamos falando, por exemplo, de parques solares, projetos de mobilidade elétrica, reflorestamento em áreas degradadas, modernização de indústrias, implementação de tecnologias agrícolas de baixo carbono ou até mesmo projetos de drenagem urbana para lidar com enchentes nas grandes cidades. Todos eles enfrentam o mesmo obstáculo que é a incerteza. Com um seguro bem estruturado, essa incerteza diminui e a confiança aumenta.
 

Esse papel não é novo para o nosso setor. O mercado segurador já tem uma longa história no Brasil lidando com riscos complexos, em todas as regiões e setores. Temos experiência com o imprevisível, sabemos como medir e compartilhar riscos de forma sustentável. Isso é essencial para um país que precisa crescer, convivendo com uma realidade climática cada vez mais desafiadora devido às dimensões continentais e às desigualdades persistentes.
 

Temos também uma base de conhecimento muito valiosa. São décadas de dados, estatísticas, padrões e projeções. Quando colocamos essa inteligência a serviço de quem está inovando, sejam eles investidores privados, governos, cooperativas ou startups, ajudamos a tirar ideias do papel. O seguro não precisa entrar no fim da cadeia, como uma formalidade. Ele pode, e deve, entrar no início, como uma estrutura de apoio desde a concepção do projeto.
 

O Brasil tem todas as condições para liderar a nova economia de baixo carbono. Temos biodiversidade, capacidade técnica, matriz energética limpa e uma agenda pública em ascensão. A COP30, que começará nos próximos dias em Belém (PA), além de ser um palco para lideranças de todo o mundo, será um verdadeiro teste de articulação para destravar agendas necessárias. E o setor segurador brasileiro está pronto para contribuir com o que tem de mais valioso: a confiança, que nos permite seguir em frente mesmo quando os caminhos ainda não estão todos traçados.

Aon estrutura primeira apólice paramétrica contra incêndio florestal no Brasil para a Faber-Castell 

beatriz protasio


A Aon plc, firma líder global em serviços profissionais, anuncia a estruturação da primeira e maior apólice paramétrica contra incêndio florestal já realizada no Brasil, desenvolvida para a Faber-Castell. O contrato estabelece um novo modelo de proteção para ativos florestais no país, oferecendo ao mercado local uma alternativa inovadora às restrições do modelo tradicional.


Em 2024, os desastres naturais no Brasil resultaram em mais de US$ 12 bilhões em prejuízos, de acordo com o relatório Climate and Catastrophe Insight da Aon. Entre os principais responsáveis estão os incêndios florestais, que sozinhos geraram perdas econômicas estimadas em US$ 180 milhões. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o país registrou 278.229 focos de incêndio em 2024 — o maior número desde 2010 — impactando diretamente setores como agronegócio, papel e celulose e projetos de crédito de carbono, que tiveram receitas e metas ESG comprometidas.


Nesse contexto, os incêndios florestais e secas prolongadas deixaram de ser apenas riscos ambientais, e passaram a ter impactos financeiros diretos, capazes de paralisar operações, pressionar fluxo de caixa e afetar compromissos com investidores e clientes. Apesar disso, o mercado segurador brasileiro ainda oferece alternativas limitadas, restritas a florestas comerciais, com baixa capacidade de cobertura.


Foi para responder a essa lacuna que a Aon estruturou a apólice paramétrica da Faber-Castell. Diferente do seguro tradicional, cuja regulação pode levar até cinco meses, a solução paramétrica baseia-se em dados de satélite e parâmetros climáticos objetivos, permitindo indenizações ágeis e transparentes. O pagamento ocorre em até 30 dias após o evento, garantindo liquidez imediata e a continuidade operacional, além de ampliar a capacidade de cobertura financeira contra incêndios florestais já oferecida pela seguradora. 


“Na Aon, acreditamos que inovar é criar caminhos alternativos frente a cenários cada vez mais voláteis. Estruturar a primeira apólice paramétrica contra incêndios florestais no Brasil é um marco para o setor e reforça nosso compromisso de entregar soluções baseadas em dados e análises que protejam os negócios de nossos clientes”, afirma Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon.


A simplicidade e a transparência do modelo também se destacam: todo o processo, desde a avaliação do risco até a liquidação, é conduzido de forma remota e objetiva. Isso elimina longos períodos de paralisação produtiva, comuns na regulação tradicional, e garante que os recursos cheguem rapidamente ao cliente no momento em que mais precisa.


“Nosso desafio era encontrar uma solução que superasse as limitações do modelo tradicional de seguro. Com o seguro paramétrico, conseguimos ampliar significativamente a capacidade de cobertura e garantir agilidade no pagamento em caso de sinistro, um fator essencial para a continuidade das nossas operações. Essa colaboração representa um avanço importante na gestão dos riscos climáticos da Faber-Castell e reforça nossa visão de longo prazo quanto à sustentabilidade do nosso negócio”, comenta Kátia Guarascio, Especialista em Seguros da Faber-Castell.


“Essa iniciativa com a Faber-Castell mostra como conseguimos antecipar tendências e conectar nossos clientes a soluções que vão além das tradicionais. Ao combinar expertise técnica e inovação entregamos não apenas cobertura adicional, mas também resiliência financeira e operacional para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas”, complementa Alexandre Jardim, head of Commercial Risk Solutions para o Brasil na Aon.

Austral Seguradora mantém desempenho positivo no Seguro Garantia e projeta crescimento até o fim de 2025

A Austral Seguradora registrou lucro de R$ 26,3 milhões nos primeiros nove meses do ano, o que representa crescimento de 11% em relação a 2024. O Seguro Garantia foi um dos destaques do período, com aumento de 59% no volume de prêmios emitidos. 

O resultado positivo está em linha com a estimativa divulgada nesta terça-feira (4/11) pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Segundo a entidade, o ramo de Seguro Garantia arrecadou R$ 5,08 bilhões em 2024 e deve alcançar R$ 5,99 bilhões em 2025, o que representa crescimento de 17,9%. A projeção anterior, feita em dezembro de 2024, era de R$ 5,83 bilhões, e foi revisada para cima em outubro deste ano, refletindo a expectativa de expansão do segmento.

Com atuação consolidada no mercado, a Austral tem ampliado sua participação em Garantias Contratuais, Judiciais e Administrativas, apoiando projetos de infraestrutura, construção civil e energia. O desempenho reflete a estratégia da companhia de diversificar a carteira e investir em tecnologia para aprimorar a análise de risco e a eficiência operacional.

Segundo Rafael Gama, diretor comercial da Austral Seguradora, o crescimento do segmento está associado a fatores como à retomada de investimentos públicos e privados, à maior utilização do produto por empresas de diferentes portes e a reprecificação em alguns setores, considerando principalmente a taxa de juros atual.

“O Seguro Garantia permanece ganhando espaço e se consolidando ainda mais como alternativa segura e eficiente para viabilizar contratos e demandas judiciais. O cenário divulgado pela CNseg confirma o potencial de expansão do ramo, e nossa previsão é manter o ritmo de crescimento até o fim de 2025. Fomos muito assertivos tecnicamente e nas soluções entregues aos nossos clientes e parceiros, usando a tecnologia para automação de processos e gestão de portfólio. A expectativa para os próximos anos é ainda maior, com o novo PAC, com previsão de investimentos de até R$ 1,8 tri, onde o produto deve ganhar ainda mais espaço em contratos de concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs) e licitações federais e estaduais, além da ampliação ainda maior do produto em processos judiciais, afirma o executivo.”

Guilherme Perondi assume novas funções no grupo Swiss Re

Swiss Re Corporate Solutions - Guilherme Perondi Neto

A Swiss Re Corporate Solutions anunciou hoje que Guilherme Perondi Neto foi nomeado Head Ibero-America, Middle East & Africa, a partir de 1º de dezembro de 2025.

Desde que ingressou na Swiss Re em 2017 como Chief Commercial Officer no Brasil, Guilherme Perondi Neto ocupou vários cargos importantes na empresa, incluindo o de Customer & Distribution Manager para a América Latina.

Além do novo cargo, ele continuará exercendo sua função atual como Country Head Brazil, com base em São Paulo, reportando-se a Ivan Gonzalez, CEO da Swiss Re Corporate Solutions.

Guilherme Perondi Neto contará com o apoio dos atuais líderes de negócios nos demais países da América Latina, Espanha e Portugal, bem como na África do Sul.

Ivan Gonzalez declarou: “Guilherme traz uma poderosa combinação de visão estratégica, liderança comercial e profundo conhecimento da indústria de seguros. Durante seu tempo na Swiss Re, ele tem constantemente entregado resultados sólidos para nossos parceiros e clientes. Seu espírito empreendedor, foco em resultados e liderança inspiradora fazem dele o candidato ideal para liderar esta Unidade de Mercado diversa e dinâmica.”

De olho na COP30, Zurich reúne clientes e parceiros para fortalecer agenda de resiliência climática

Nesta quinta-feira, 06 de novembro, a Zurich Seguros recebeu clientes e parceiros para o encontro “Fortalecendo a resiliência climática”, com foco nas soluções de engenharia de riscos e nos serviços de resiliência climática, conhecidos por Climate Spotlight. O evento contou com a participação de executivos da delegação suíça do Grupo Zurich e da operação brasileira, com demonstrações práticas do Climate Spotlight e interação com o público para esclarecimentos. 

Edson Franco, CEO da Zurich Brasil, abriu o encontro destacando o contexto no Brasil e o papel social do seguro na adaptação climática. “No ano passado, cerca de 2.500 municípios brasileiros entraram em estado de emergência por desastres climáticos. Nas inundações do Rio Grande do Sul, estima-se um total de 100 bilhões de reais em prejuízos dos quais apenas 6 bilhões segurados. É preciso entender que o seguro é parte da solução, com prevenção, mitigação e, quando necessário, indenização. Nosso foco é apoiar os clientes na transição, com serviços e inteligência de risco”, afirmou. 

Na sequência, Linda Freiner, Head Global de Sustentabilidade do Grupo Zurich, enfatizou a centralidade da resiliência na estratégia global da companhia. “Esta COP traz adaptação e resiliência ao topo da agenda. Como seguradora, resiliência é chave em tudo o que fazemos. As perdas seguradas por eventos extremos vêm crescendo cerca de 5 a 7% ao ano e estimamos algo em torno de 145 bilhões de dólares neste ano. Publicamos nosso primeiro plano de transição climática integrando redução de emissões e resiliência. O Climate Spotlight torna a ciência do clima prática e acionável para clientes, e a colaboração entre seguradoras, clientes e parceiros é essencial para avançarmos”, disse. 

O bloco técnico ficou a cargo de Andressa Meirelles, diretora de Engenharia de Riscos da Zurich para a América Latina, que apresentou a Zurich Resilience Solutions (ZRS) e sua atuação consultiva. “A Zurich Resilience Solutions nasceu para pensar além do seguro. Com mais de 150 anos de dados e mais de 75 anos de engenharia de riscos, ampliamos nossa presença para apoiar qualquer empresa na gestão de riscos. Temos presença em mais de 40 países, mais de mil engenheiros e realizamos dezenas de milhares de avaliações por ano, gerando recomendações que ajudam nossos clientes a mitigar riscos atuais e futuros”, explicou. Andressa destacou ainda a base técnica do Climate Spotlight: “Combinamos dados e projeções reconhecidas internacionalmente, como os insumos do IPCC, histórico de sinistros e mapas proprietários da Zurich, e entregamos relatórios alinhados ao TCFD [Task Force on Climate-related Financial Disclosures] para apoiar decisões e requisitos regulatórios.” 

Na prática, o Climate Spotlight está disponível em duas modalidades: Core e Expert. O Core é a versão digital de autosserviço, que entrega painéis, cenários e relatórios para gestão do cliente. Já o Expert adiciona a consultoria dos engenheiros da ZRS, com visitas técnicas, priorização de medidas e um plano de ação sob medida. Ambas as versões mapeiam riscos climáticos relevantes; o Core cobre 14 riscos, incluindo terremoto, e o Expert expande para 18, permitindo análises mais profundas e recomendações de mitigação. 

Durante a apresentação, Andressa detalhou aplicações práticas e resultados do Climate Spotlight, com exemplos em diferentes setores e geografias. Entre os casos citados estão o mapeamento de vulnerabilidades em portos globais da Maersk (empresa de logística e transporte marítimo); um trabalho que envolveu a avaliação de risco de alagamento em unidades estratégicas e recomendações para uma transição segura; e a parceria com a Prefeitura de Madrid para enfrentar ilhas de calor, priorizando intervenções em escolas e rotas de deslocamento dos alunos. 

Tiago Santana, superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich Seguros, demonstrou a ferramenta e seus usos no dia a dia das empresas. “Não é apenas uma ferramenta, é um pacote de serviço. Primeiro identificamos e priorizamos os riscos com base em dados geolocalizados e cenários que consideram os impactos das mudanças climáticas, depois implementamos as ações. Trabalhamos do curto ao longo prazo, com cenários até o final do século. O cliente consegue analisar exposição, impactos e perda esperada, comparar alternativas e montar um plano de investimento e mitigação com transparência”, afirmou. Tiago ressaltou a flexibilidade do modelo de aquisição. “Há quem opte apenas pela solução digital e há quem contrate o pacote completo com engenharia. Em todos os casos, a plataforma é acessível, responsiva e permite baixar dados e relatórios para gestão e governança.” 

Após a apresentação, Fernando Saccon, diretor comercial de Seguros Corporativos, conduziu o canal aberto com os convidados. “A Zurich está engajada com políticas robustas para sustentabilidade e resiliência, e o Climate Spotlight apoia soluções sob medida, adaptadas à realidade de cada cliente. A agenda de resiliência não se constrói de forma isolada — ela exige colaboração entre setor privado, setor público e sociedade. A articulação com formuladores de políticas públicas e com quem está na ponta da operação é parte essencial para acelerarmos a implementação e ampliarmos o impacto”, destacou. 

Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição, reforçou o compromisso prático com os clientes e o papel dos corretores nesse cenário. “São temas importantes para a jornada que estamos construindo. Não se trata apenas do planeta, mas da continuidade dos negócios hoje e no futuro. Enxergamos oportunidades quando levamos essa conversa para a mesa com os corretores e nossa equipe está à disposição para apoiá-los.” 

Encerrando o evento, José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos, ligou a gestão de riscos à colocação de capacidade. “Quando o cliente conhece seus riscos e demonstra preocupação em melhorar a qualidade, a colocação do negócio é sempre mais fácil. A ferramenta dá visibilidade e conhecimento para mensurar e gerenciar riscos, o que ajuda na conversa com investidores e no acesso à capacidade de seguro.” 

Yelum promove experiências de saúde e bem-estar no Energy Land de Porto Alegre 

por Yelum

Dando continuidade às ações de promoção de bem-estar e incentivo a práticas saudáveis por meio do esporte, a Yelum – marca do Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do país – foi a patrocinadora do Festival Energy Land novamente. Desta vez, o evento foi realizado no Parque da Redenção, em Porto Alegre (RS). 

Assim como na edição anterior, em Belo Horizonte, a Yelum levou ao público uma série de experiências de bem-estar em seu stand exclusivo, que contou com massagem, hidratação, frutas, barrinhas de cereal e guarda-volumes. O espaço foi planejado para oferecer acolhimento e conforto aos participantes, incentivando momentos de pausa e relaxamento após as atividades esportivas. 

Além disso, a marca promoveu ativações abertas para todo o público, como um totem interativo de fotos, onde os visitantes puderam registrar lembranças do evento, e um carrinho de pipoca gourmet, que garantiu leveza e descontração ao ambiente. 

“O Festival Energy Land conecta-se com o que acreditamos sobre bem-estar. Sendo uma marca jovem, solar e conectada com a vibração positiva, a Yelum cuida das pessoas. Apoiar um evento como este é apoiar a saúde, o movimento e a energia”, afirma Rubens Oliboni, diretor Comercial Regional de Rio Grande do Sul e Santa Catarina do Grupo HDI. 

O Festival Energy Land é um dos projetos incentivados da marca Yelum e busca promover experiências positivas que inspirem hábitos de vida mais saudáveis. A iniciativa combinou uma corrida de 5 km com atividades de yoga e meditação, em uma manhã dedicada à saúde física e mental, ao equilíbrio e à conexão com o corpo e a natureza.

XS Global firma parceria com Sombrero Seguros para comercialização dos produtos de Property e RC Geral

XS Global, uma das maiores MGUs do mundo (Managing General Underwriting), acaba de firmar uma parceria com a Sombrero Seguros, uma das principais seguradoras do agronegócio no país, para comercializar produtos de Property e Responsabilidade Civil Geral.

No Property, o produto é compreensivo e oferece proteção ampla e personalizável para diferentes segmentos empresariais – do setor alimentício à construção civil – com coberturas que asseguram a continuidade das operações e a proteção do patrimônio com Limite Máximo de Indenização (LMI) até R$ 25 milhões. Não há limite mínimo de valor em risco, são aceitas ocupações diferenciadas e a cotação é rápida e simples.

Já o Responsabilidade Civil Geral da Sombrero Seguros é voltado para PMEs e grandes projetos, oferecendo proteção completa e competitiva para riscos de RCG. O LMI é de até R$ 30 milhões por evento e no agregado anual; e são aceitas empresas com faturamento bruto de até R$ 50 milhões. No segmento da construção civil, o produto cobre obras – reformas, construções, instalações e desmontagens – com até cinco anos de vigência e Valor em Risco (VR) de até R$ 1 bilhão.

Entre os segmentos atendidos pelas duas linhas estão atividades administrativas; comércios e serviços; manufaturas e indústrias em geral, especialmente nos segmentos de alimentos e bebidas, química, têxtil, plásticos, metalurgia e siderurgia.

“Estamos muito felizes por essa parceria, a primeira da nossa nova vertical de seguros, lançada recentemente. A Sombrero é uma seguradora que oferece excelentes oportunidades de negócios e temos certeza de que esse acordo será essencial para o crescimento contínuo e sustentável das duas operações”, destacou Newton Queiroz, CEO & Country Manager da XS Global no Brasil.

“Nós somos uma seguradora com uma base de atuação muito forte no agronegócio, por isso gostamos de dizer que a nossa missão é proteger o futuro de quem produz. Tanto o seguro de Property, quanto o RC Geral, são fundamentais nesse sentido, porque trazem a previsibilidade para investir e segurança necessária para crescer”, explicou Márcio Rios, diretor técnico na Sombrero Seguros.

Desde sua criação, em 2022, a seguradora já pagou R$ 240 milhões em indenizações, gerados por 10.080 sinistros. Deste total, apenas 0,33% foram judicializados, o que significa uma alta eficiência na gestão de sinistros e uma boa relação com os segurados. Considerando todos os ramos de negócio, a companhia já emitiu 71,2 mil apólices e conta hoje com mais de 27,5 mil segurados.

Corretora de Seguros Sanyuu investe na excelência humana em um mercado cada vez mais automatizado

corretora de seguros sanyuu

Em outubro de 2025, o Brasil contava com 133.667 corretores de seguros ativos, dos quais 77.351 eram pessoas físicas e 59.316 eram empresas. No meio de tantas, uma delas se destaca por seu cuidado com o cliente. Fundada em 1969 como a corretora cativa do grupo japonês Mitsui Co., a Sanyuu nasceu com uma proposta de atendimento personalizado das contas de clientes japoneses no Brasil. 

Em 2003, o grupo Mitsui Co. realizou um spin-off e tornou a companhia independente. Seis anos depois, em 2009, Fábio Franchini assumiu o comando com o desejo de revolucionar a operação. “Cheguei cheio de ideias, achando que sabia tudo. Mas percebi que teria muito a aprender. Encontrei clientes que estavam com a empresa desde 1969 e percebi que o que realmente os mantinha era a cultura japonesa do cuidado”, conta.

Essa filosofia moldou o que hoje é a essência da Sanyuu — uma corretora boutique, que investe em pessoas que pensam, resolvem e se importam. “Nosso negócio é feito por gente. A tecnologia ajuda, mas só quem entende o cliente consegue fazer as perguntas certas, interpretar o que a inteligência artificial sugeriu e personalizar a proposta, o atendimento e a solução. É isso que faz o cliente se sentir único”, resume Franchini.

A Sanyuu mantém viva uma cultura de presença, como a cultura japonesa. “Não existe conta que não seja visitada pessoalmente”, diz o CEO. Essa proximidade, somada à “Cultura do Cuidado”, sustenta a filosofia que a corretora defende há mais de meio século: “Protegemos histórias, não contratos. Muitos clientes, todos únicos. Inteligência artificial, sim — relações automáticas, nunca.”

Na prática, essa mentalidade se traduz em uma operação pautada por dois pilares: a busca pela excelência e a capacidade de resolver o problema do cliente na primeira ligação. Para isso, a Sanyuu aposta em uma equipe altamente capacitada e bem remunerada, que atua de forma integrada — sem home office, para preservar o espírito de equipe e a troca constante entre os profissionais, conta.

“É tão simples: nós realmente damos atenção ao cliente”, diz Sofia Banuls Scatena, sócia da corretora. “Ouvimos, estamos disponíveis, resolvemos. O cliente sente que é cuidado. Não importa se é feriado ou madrugada — ele sabe que pode contar com a gente. Esse envolvimento cria vínculos duradouros. Há clientes que relatam sentir-se como “o único cliente da Sanyuu”. Para os sócios, essa é a maior prova de sucesso: a confiança genuína que transforma o corretor em parceiro estratégico, e não apenas intermediário.

Com foco na proteção de bens e responsabilidades empresariais, que no jargão do setor em ingles é conhecido como “property”, a Sanyuu tem hoje 80% de sua carteira em ramos elementares e 20% em benefícios. Atua com garantia, transporte, grandes riscos, automóvel (pessoa física e jurídica), moto PJ e responsabilidade civil, atendendo especialmente executivos e empresas de médio e grande porte.

O histórico é robusto: somente na área de transporte automotivo, em 2024 a corretora já regulou 18 mil sinistros, acumulando um banco de dados valioso. Seus clientes abrangem setores tão diversos quanto energia, petróleo, agronegócio, indústria automobilística e importação de autopeças, muitos deles com presença internacional captados por meio das parceiras globais. “Temos clientes em praticamente todos os segmentos econômicos, e isso nos obriga a estar sempre atualizados com as novas tecnologias, tendências macroeconômicas e também do setor de re/seguros mundial e local, que agora se prepara para a entrada em vigor da nova lei de contratos de seguros”, acrescenta Sofia.

Os sócios afirmam que a Sanyuu investe em tecnologia, mas sempre com um propósito claro: gerar valor para o cliente. “A tecnologia é nossa aliada na eficiência, mas não substitui o toque humano”, reforça Franchini. O papel consultivo da corretora é um de seus maiores diferenciais. “Muitos clientes não sabem exatamente o que o seguro cobre. Nosso trabalho é fazer com que entendam o que estão contratando — e o impacto de não contratar direito”, explica. “Às vezes, é preciso discutir o básico, como a depreciação de uma máquina ou a diferença entre valor de reposição e valor em risco. Essa é a essência do trabalho consultivo.”

Sofia completa: “O cliente precisa de alguém que goste do que faz. A excelência está em simplificar o complexo. E isso só se alcança com gente que pensa e se importa.” Em um mercado de corretagem em transformação, a Sanyuu aposta em tecnologia a serviço da inteligência humana. Em 2024, a corretora cresceu 40%, e deve fechar 2025 com alta de 18%, mesmo em um cenário de forte redução de preços em várias linhas, como D&O. 

A empresa está testando uma plataforma interna baseada em IA que compara cláusulas e condições das seguradoras, permitindo que cada departamento tenha um “assistente digital” para acelerar análises. “A máquina faz a parte mais complexa, mas quem entende o cliente é o corretor. Por isso, investimos em qualificação”, explica Franchini. A Sanyuu paga faculdade e cursos de idiomas para 100% dos funcionários, reforçando a crença de que a tecnologia só tem valor quando apoiada por pessoas capacitadas.

Mesmo diante das falhas sistêmicas, a corretora vê oportunidade onde outros veem crise. “Quanto pior o cliente for atendido, mais ele valoriza o cuidado. Nosso crescimento vem quase todo por indicação. Fazemos tudo pelo cliente — já mandamos até pizza para quem ficou esperando o guincho”, brinca Franchini.

Para os sócios, o setor de seguros ainda precisa investir mais nas pessoas que o fazem funcionar. “A busca desenfreada por números piorou o nível de serviço das seguradoras”, avalia Franchini. “Há muito rodízio, e o atendimento ao corretor caiu. Falta gente — em quantidade e, principalmente, em nível intelectual — para lidar com clientes cada vez mais exigentes.” Sofia complementa: “Muitos profissionais buscam status e dinheiro, mas esquecem que o foco deve ser resolver o problema do cliente. E é aí que a Sanyuu se diferencia.”