COP30 começa em Belém com líderes globais e protagonismo inédito do setor de seguros brasileiro

Os líderes globais começam a se reunir hoje, em Belém, para a cúpula de chefes de Estado que antecede oficialmente a COP30. O encontro marca o início das discussões climáticas e deve definir o tom das negociações que ocorrerão durante as próximas duas semanas. As delegações chegam entre 7h e 10h à zona azul, área diplomática e restrita onde acontecem as reuniões. Às 10h30 está programada a sessão plenária de abertura, com discursos dos líderes mundiais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro a falar. Às 13h30 ocorre o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, idealizado por Lula para financiar ações de preservação e desenvolvimento em países com grandes áreas de floresta.

Entre os principais resultados esperados da COP30 está o relatório que define o caminho para mobilizar US$ 1,3 trilhão até 2035, somando recursos de governos, empresas e instituições financeiras para financiar a descarbonização e a adaptação aos impactos climáticos. O documento “Caminho Baku-Belém para US$ 1,3 trilhão”, elaborado sob a liderança do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, afirma que o dinheiro existe, mas será preciso uma mudança de mentalidade e de prioridades políticas para direcionar o capital às áreas certas.

O Brasil assume protagonismo nesta edição, não apenas como anfitrião, mas também por levar à conferência uma mobilização inédita do setor financeiro e de seguros. Ontem, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) realizou o pré-lançamento da Casa do Seguro, um espaço de 1,6 mil metros quadrados que funcionará entre 10 e 21 de novembro como a “embaixada do seguro” durante a COP30, a poucos metros do centro oficial da conferência. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre representantes do governo do Pará, seguradoras, corretores e imprensa.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou que o objetivo da Casa é mostrar como o seguro pode ajudar a sociedade a lidar com os efeitos das mudanças climáticas e a construir soluções de adaptação. “É uma satisfação enorme poder fazer a entrega deste espaço. Não há nada mais relevante nesta agenda do que falar das mudanças do clima e das pessoas que são afetadas diariamente por elas. A Casa do Seguro estará aberta a todos os setores da sociedade. A cada dia, será abordado um tema diferente: infraestrutura, cidades resilientes, cooperativismo, agronegócio, energias renováveis. É um espaço para falar sobre como o seguro pode ajudar a construir soluções”, disse Oliveira.

A Casa do Seguro foi projetada com padrões de sustentabilidade, neutralização de emissões e gestão de resíduos, com certificações de evento neutro e resíduo zero. Para o superintendente executivo da CNseg, Gustavo Brum, a iniciativa representa o ápice da estratégia do setor em se posicionar ativamente nas discussões globais sobre clima, servindo como plataforma de inovação e engajamento.

Entre os dez empoderadores da Casa estão Allianz, AXA, MAPFRE, Porto, Prudential, Tokio Marine, Bradesco Seguros, BB Seguros, Caixa Seguridade e Marsh McLennan. Cada companhia levará painéis e projetos próprios, conectando sustentabilidade, inovação e finanças.

O Grupo Bradesco Seguros abre a programação no dia 10 com o painel “Mudanças Climáticas e Saúde: Impactos e Oportunidades para o Setor de Seguros”, com Thaís Jorge, diretora da Bradesco Saúde, e Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, ao lado de especialistas como Celso Granato e Paulo Artaxo. Na sequência, Ney Ferraz, presidente da Bradesco Auto/RE, e Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, participam de debate sobre soluções para adaptação climática. À tarde, Ivan Gontijo, presidente do grupo, será um dos keynote speakers do painel “From Rio to Belém”, ao lado de Butch Bacani, da UNEP-FI, destacando os avanços desde o lançamento dos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, em 2012.

“O nosso trabalho começa muito antes do desastre. O antes, o durante e o depois fazem parte da rotina de quem quer proteger pessoas e patrimônios”, enfatiza Ivani Benazzi de Andrade, superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros. Segundo ela, o primeiro passo é sempre o da prevenção. “No Brasil, a expansão dos seguros ainda é baixa. As pessoas não compreendem o quanto é importante ter proteção, seja de vida, seja residencial. A conscientização é parte do cuidado preventivo.”

A Porto apresenta em Belém sua estratégia de sustentabilidade Regenera, que estabelece metas até 2030, como reduzir 40% das emissões diretas de gases de efeito estufa, garantir 100% de uso de energia renovável e comercializar 13 bilhões de reais em produtos com atributos sustentáveis. A companhia, pioneira no setor ao adotar a metodologia internacional PCAF, promoverá no dia 17 dois painéis na Casa do Seguro.

O primeiro discutirá o processo de contabilização de emissões no setor de seguros e a experiência da Porto com a PCAF, com participação de Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da companhia, e Butch Bacani, líder global da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI). O segundo painel abordará o papel do mercado financeiro na adaptação climática, com a presença de Patrícia Chacon, COO da Porto, e Luciana Nicola, diretora de Sustentabilidade do Itaú.

Tokio Marine acredita que se associar a esse evento histórico para o Brasil, com ampla repercussão nacional e internacional. “É uma oportunidade de reforçar o compromisso da Seguradora com causas ESG, além de ampliar a exposição da marca e a visibilidade do setor de seguros como um todo, destacando sua importância na agenda climática”, afirma Luciana Amaral, diretora de pessoas, planejamento e sustentabilidade da Tokio Marine. Para a executiva, o mercado segurador tem função primordial na prevenção e na mitigação de riscos climáticos. “O nosso papel como seguradores é mostrar à população o papel social que o seguro tem na vida das pessoas, o que ficará evidente na Casa do Seguro”, complementa Luciana.

“Apoiar a Casa do Seguro é um reflexo do compromisso da AXA com a pauta climática e com todo o desenvolvimento sustentável. O seguro é um instrumento essencial para resiliência das comunidades e economia e queremos contribuir ativamente para esse debate”, afirma Erika Medici, CEO na AXA no Brasil. A executiva exalta a importância de o evento global ser realizado em plena Amazônia em um momento crítico para a humanidade. “Belém, como sede da COP30, representa um marco na discussão sobre clima e biodiversidade. A Amazônia tem um papel crucial na regulação climática global e o setor de seguros brasileiro não poderia estar fora desse fórum”, salienta.

A MAPFRE realiza no dia 18 dois debates sobre o papel do seguro na construção de uma economia mais resiliente. No primeiro, chamado “Adaptação Climática e Finanças Sustentáveis: Caminhos para a Resiliência”, a companhia apresentará um estudo inédito da MAPFRE Economics sobre os impactos econômicos da crise climática e a brecha de proteção — diferença entre perdas por desastres e o que é efetivamente coberto por seguros.

Participarão do painel Ricardo González García, diretor de estudos da MAPFRE Economics Espanha, o físico Paulo Artaxo, membro do IPCC, e Carlos Takahashi, chairman da BlackRock Brasil, sob moderação de Mónica Zuleta, diretora corporativa de sustentabilidade da MAPFRE. O segundo painel, “O Papel do Setor de Seguros na Consolidação do Mercado de Carbono”, trará o lançamento de um novo seguro ambiental voltado a projetos de reflorestamento não comercial, com a participação de David Canassa, CEO da Reservas Votorantim, e Aloísio Lopes Pereira de Melo, secretário nacional de Mudança do Clima.

A Allianz, por sua vez, promove no dia 12 dois painéis com executivas globais da companhia. No primeiro, “Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível”, a convidada Lena Fuldauer, líder global de Soluções de Sustentabilidade e Resiliência da Allianz Commercial, discutirá o impacto das mudanças climáticas nas áreas urbanas. No segundo, “Mudanças climáticas e o novo paradigma do seguro”, Gabrielle Durisch, CSO da Allianz Commercial, trará uma visão internacional sobre riscos climáticos e adaptação de produtos. Ambos os painéis terão moderação de Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, e participação de executivos brasileiros como Fábio Morita e Mauricio Masferrer.

O Instituto de Longevidade MAG também marcará presença com a participação de Nilton Molina, que estará no painel “Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade” no dia 11. O executivo discutirá como o setor de seguros e previdência pode contribuir para uma sociedade mais preparada para o envelhecimento e para riscos climáticos crescentes, reforçando a conexão entre proteção financeira, bem-estar e sustentabilidade.

Reconhecendo a importância de compreender e gerir os riscos climáticos, a Marsh McLennan participa ativamente da COP30, levando a Belém a experiência integrada de suas quatro áreas de atuação — Marsh, Guy Carpenter, Mercer e Oliver Wyman. A companhia busca traduzir as discussões da conferência em soluções concretas para empresas, comunidades e governos, fortalecendo a resiliência climática e o crescimento sustentável em um ambiente de transformação.

Na COP30, a BB Seguros, através da Brasilseg, empresa da Holding, apresentará um projeto piloto de seguro regenerativo, desenvolvido em parceria com a agtech Produzindo Certo, integrando o Consórcio Reg.IA. O modelo oferece condições diferenciadas para produtores rurais que adotam práticas regenerativas validadas, como manejo adequado do solo, cobertura vegetal e práticas de sequestro de carbono. Essa iniciativa não só reduz perdas e aumenta a resiliência, mas cria espaço concreto para soluções de seguro mais justas e eficientes, contribuindo para a transição do agro brasileiro para uma economia de baixo carbono.

Entre as iniciativas que exemplificam essa atuação estão o novo Catálogo de Riscos de Transição Climática, que ajuda gestores a mitigar ameaças em projetos de descarbonização, e os Resilience Breakthroughs, que mostram como ampliar a capacidade de adaptação a eventos extremos. A delegação da Marsh McLennan, formada por líderes globais e locais, participará de diversos painéis e workshops nas zonas azul e verde da COP, além de eventos da World Climate Foundation e da TED Countdown House. A maior corretora de seguros do mundo reforça seu compromisso em apoiar clientes e comunidades na navegação pela transição climática e na construção de um futuro mais resiliente, conectando conhecimento técnico, inovação e gestão de riscos para transformar desafios ambientais em oportunidades de impacto positivo.

Com essa presença articulada, a Casa do Seguro se consolida como o principal ponto de encontro do setor durante a COP30. O espaço abrigará mais de 60 painéis e encontros empresariais, com temas que vão da descarbonização e economia circular à inovação em produtos de proteção climática.

A COP30, que se estende até 21 de novembro, promete colocar o Brasil no centro do debate sobre a transição verde e a construção de uma economia resiliente. Para o setor segurador, é uma oportunidade histórica de mostrar como a proteção e a gestão de riscos podem ser instrumentos de desenvolvimento sustentável.

O Sonho Seguro fará a cobertura completa diretamente de Belém, com reportagens, entrevistas e análises sobre o papel das seguradoras na agenda climática. Acompanhe o blog e as redes sociais para acompanhar os bastidores da Casa do Seguro e os destaques da COP30.

MAG Investimentos projeta Selic para o ciclo de corte de juros

claudio pires mag investimentos

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (5) manter em 15% a Selic, a taxa básica de juros da economia. A decisão do colegiado de diretores da instituição foi unânime e pregou uma manutenção da taxa nesse nível por período bastante prolongado para atingir a meta de inflação.

A MAG Investimentos, gestora independente com 12 anos de atuação no Brasil e R$17 bilhões sob gestão, foi uma das instituições do mercado que previu a decisão. “Conforme esperado, o Copom manteve, de forma unânime, a taxa Selic em 15,00%”, diz o sócio-diretor da MAG Investimentos, Claudio Pires. 

Segundo Pires, um dos destaques do comunicado a ser ressaltado é que não houve alteração no balanço de riscos da autoridade monetária para a inflação. “Além disso, a projeção do BC para o horizonte relevante (2º trimestre de 2027) ficou em 3,3%, acima da meta de 3,0%. Importante pontuar também que o Banco Central manteve no comunicado “que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, ou seja, manteve uma sinalização dura no combate à inflação e, consequentemente, na trajetória esperada para a taxa SELIC.

Apesar da necessidade de esperarmos a Ata para obtermos mais informações sobre o que foi discutido na reunião, o comunicado respalda, na nossa visão, a expectativa de que o ciclo de corte de juros deve começar no fim do primeiro trimestre ou começo do segundo”, conclui.

Porto reforça o papel do setor de seguros na adaptação climática durante a COP 30

A escolha do Brasil como sede da COP30 confere um protagonismo inédito ao país e, especialmente, ao mercado financeiro e de seguros na agenda global. Reconhecendo que a crise climática exige ação imediata, a Porto se une a outros líderes do segmento em Belém para impulsionar o debate sobre mitigação e adaptação climática. A companhia será uma das dez empoderadoras da Casa do Seguro, um espaço estratégico liderado pela CNseg, que reúne o mercado para discutir e promover soluções voltadas à sustentabilidade e à gestão dos riscos climáticos.

A companhia chega à COP30 com sua nova estratégia de sustentabilidade, Regenera, em pleno destaque. O plano estabelece metas para 2030, incluindo a redução de 40% das suas emissões diretas absolutas de gases de efeito estufa, a garantia de 100% de abastecimento de sua operação com energia renovável e a comercialização de R$ 13 bilhões em produtos com atributos sustentáveis e de impacto positivo. A Porto também é pioneira entre as seguradoras brasileiras ao utilizar, com apoio da WayCarbon, a metodologia PCAF (Partnership for Carbon Accounting Financials), que serviu como base para estruturar o plano de descarbonização da Cia.

“A participação da Porto na Casa do Seguro reforça nossa convicção de que o mercado segurador deve assumir um papel protagonista no enfrentamento da crise climática. Acreditamos que o progresso só é possível quando é coletivo, e estamos preparados para contribuir com ideias, dados e experiências que fortalecem o debate e ampliam a capacidade de ação conjunta do setor”, pontua Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto.

Porto na Casa do Seguro – 17 de outubro

Durante a Conferência, a Casa do Seguro, localizada na Green Zone, sediará uma programação estratégica. No período da manhã, os empoderadores realizarão ciclos de debates focados em inovação, sustentabilidade e gestão de riscos, destacando avanços técnicos e operacionais. A Porto se apresentará no dia 17 de outubro, das 10h00 às 12h30, trazendo dois painéis:

Painel 1 – “O processo de contabilização e mitigação de emissão de GEE no setor de seguro: caso da utilização do PCAF no Brasil”

O primeiro debate abordará os desafios do setor na mensuração de suas emissões e apresentará um estudo de caso sobre as metodologias adotadas para calcular as emissões seguradas. A moderadora Claudia Prates,Diretora de Sustentabilidade da CNseg, conduzirá o debate com a participação de:

  • Patrícia Coimbra, Diretora de Gente e Cultura da Porto
  • Butch Bacani, Líder Global de Seguros da UNEP-FI
  • Bruna Araújo, Gerente de Finanças Sustentáveis da WayCarbon

Serão discutidas as práticas inovadoras da Porto na mensuração das emissões e seu impacto nas estratégias de adaptação e nos produtos oferecidos aos clientes. Também será destacado o pioneirismo da companhia no cálculo das emissões seguradas utilizando a metodologia PCAF, além da parceria com a WayCarbon para o desenvolvimento de um plano de descarbonização.

Painel 2 – “O Papel do Mercado Financeiro para a Adaptação Climática: Oportunidades, Desafios e Impacto na Economia Brasileira”

Moderado por Denise Hills, Conselheira Independente e representante da Porto e da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o painel reunirá especialistas do setor financeiro e segurador para discutir as oportunidades e os desafios de mobilizar o mercado para enfrentar as mudanças climáticas. Participarão do debate:

  • Patrícia Chacon, COO da Porto Seguro
  • Luciana Nicola, Diretora de Sustentabilidade do Itaú
  • Entre outros convidados

As discussões focarão em como o setor financeiro pode ser protagonista no enfrentamento da crise climática, mobilizando capital privado e fornecendo soluções e produtos com impacto socioambiental positivo.

A Casa do Seguro está localizada na Travessa Alferes Costa, 2828, no bairro Pedreira, em Belém (PA). Para acompanhar os painéis e participar da programação, é necessário realizar a inscrição pelo link.

Outros debates

Os executivos da Porto também participarão de discussões mediadas por outras organizações. No dia 11/11, Viviane Pereira, gerente de Sustentabilidade da Porto, participará do painel “Do risco à resiliência: O papel do seguro na ação climática”, que será realizado no Pavilhão de Portugal, às 11h15. O espaço apresentará o plano de atividades do ICCC e incluirá uma discussão sobre a importância e as oportunidades do setor de seguros na promoção da ação climática.

Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço, estará presente no Fórum Automotiva & Seguros, realizado pela CNseg e pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no dia 13/11, também na Casa do Seguro, com foco em economia circular e descarbonização da cadeia automotiva.

O debate ocorrerá às 16h30 e será uma oportunidade para destacar o trabalho da Renova Ecopeças, empresa do Grupo Porto, pioneira no mercado de reciclagem e reaproveitamento de peças automotivas, que completou 12 anos de operação em 2025. Nesse período, a Renova reciclou mais de 30 mil veículos, 37 mil toneladas de aço e mais de 24 mil pneus, além de comercializar mais de 1 milhão de peças e dar o destino adequado a mais de 11 mil baterias.

Ainda no dia 17/11, às 14h25, Patrícia Chacon, COO da Porto Seguro, participará de um debate realizado pelo Pacto Global – Rede Brasil da ONU. O painel “Narrativas que Transformam: Comunicação, Marcas e o Desafio Climático” ocorrerá na FIEPA e será moderado por Iara Cardoso, CEO do Grupo Storm, com a participação do jornalista Ernesto Paglia. O espaço destacará o lançamento do documentário “Caça Tempestades – Amazônia”, projeto apresentado pela Porto.

Produtores defendem crédito emergencial para suprir falta de seguro rural

Fonte: Agência Senado

O projeto de lei que concede crédito emergencial a produtores rurais que tiveram negada a indenização do seguro rural por eventos climáticos adversos foi debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (5). A audiência pública foi marcada pelas críticas dos produtores rurais aos critérios das seguradoras. Eles também apontaram apoio insuficiente do governo e apoiaram o crédito emergencial proposto.

Autora do pedido da audiência (REQ 41/2025 – CRA), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a aprovação do PL 1.217/2025 e classificou o seguro rural como imprescindível para a estabilidade da cadeia produtiva agrícola.

— No seguro rural, ainda estamos engatinhando no Brasil. Na verdade, nós temos um seguro de crédito, não um seguro de renda, que é o próximo passo que o produtor precisa.

No mesmo sentido, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) cobrou a modernização do seguro rural, enquanto o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lamentou que os produtores atingidos estejam “de joelhos”. Mourão avaliou que o aumento dos eventos climáticos extremos tem deixado muitos agricultores desassistidos. 

— Muitos produtores, mesmo cumprindo todas as exigências técnicas e contratuais, foram surpreendidos pela negativa da cobertura do seguro rural, ficando à margem da política de proteção ao setor.

Autor do PL 1.217/2025, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) definiu que o Congresso tem obrigação de apoiar os produtores rurais em dificuldade. 

Crédito escasso

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Luís Bortolozzo, afirmou que o projeto trata o setor agrícola como merecidamente prioritário. Ele criticou a escassez de crédito e o alto custo do financiamento para o setor, situações que considera agravadas pela falta de seguro.

— Para este ano, a safra de verão está praticamente descoberta de seguro agrícola. Estamos plantando a maior safra da história brasileira sem seguro agrícola, e isso é inadmissível.

Assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Guilherme Augusto Costa Rios também manifestou preocupação com a escassez de gestão de risco da safra e o aumento da restrição de crédito. Rios citou ainda o risco climático.

— Se o La Niña (…) de fato se confirmar, com certeza, em 2026, aqueles índices de inadimplência que vimos vão aumentar consideravelmente, pois o produtor está desprotegido.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Morais Rosa, afirmou que há abusos por parte das seguradoras e disse que o PL 1.217/2025 evita um colapso financeiro dos produtores.

‘Melhores práticas’

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, destacou a limitação de recursos para renegociação de dívidas rurais e pediu uma análise dos motivos pelos quais os produtores atingidos por eventos climáticos não foram indenizados.

— Teríamos que ter uma caracterização melhor da motivação e por que esse seguro não aconteceu, e continuar discutindo se é preciso algo adicional para atender essas categorias de produtores.

Assessor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Sérgio Ferrão também entende que negativas das seguradoras precisam ser analisadas caso a caso, pois há situações de produtores rurais que não adotaram as melhores práticas para evitar danos decorrentes de eventos climáticos.

Seguradoras

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Nogueira Toyama, afirmou que os produtores que se considerem prejudicados por indenizações negadas podem recorrer à Justiça e à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ele defendeu, porém, os requisitos técnicos envolvidos na contratação de seguros. — [Os requisitos] foram estabelecidos para que a gente caminhasse com produtos melhores e que gerasse, para o produtor, uma cobertura adequada.

Seguro de Vida Universal ganha marco regulatório e abre caminho para modernização do mercado

dennys rosini prudential seguro de vida quebra de ossos

Após quase uma década de espera, o mercado segurador brasileiro recebeu com entusiasmo a publicação da Resolução CNSP nº 484/2025, que regulamenta o Seguro de Vida Universal (VU). O novo normativo, divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no Diário Oficial da União de 4 de novembro, tem vigência imediata e substitui a antiga Resolução nº 344/2016, modernizando o arcabouço regulatório do produto.

A medida, que estava prevista no Plano de Regulação 2023/2024, foi aprovada após amplo processo de debate, incluindo duas consultas públicas. Segundo a Susep, o novo texto busca ampliar a flexibilidade operacional, adequar regras ao Marco Legal do Contrato de Seguros (Lei Complementar nº 15.040/2024) e tornar o produto mais compreensível para o consumidor.

“A revisão da regulamentação do seguro de Vida Universal reforça o compromisso contínuo da Susep em ampliar o acesso ao seguro para um número cada vez maior de pessoas, no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Seguro”, afirmou o superintendente Alessandro Octaviani.

A diretora de Organização de Mercado e Regulação de Conduta da autarquia, Jessica Bastos, destacou que o novo texto não apenas aperfeiçoa aspectos técnicos, mas também busca “tornar o produto mais compreensível ao consumidor, já que o seguro de vida universal ainda não é amplamente conhecido no Brasil”.

Flexibilidade e proteção em um só produto

O Seguro de Vida Universal é considerado uma inovação importante na estrutura de proteção financeira, combinando cobertura por morte com flexibilidade de contribuição e possibilidade de acumulação de reservas ao longo do tempo. Ao contrário de planos de previdência, o produto não tem caráter previdenciário nem de investimento, o que abre espaço para um tratamento tributário específico.

De acordo com Dennys Rosini, membro da Comissão de Produtos de Risco da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a resolução representa “um avanço regulatório significativo, capaz de modernizar a oferta de produtos e ampliar o acesso da população à proteção financeira”.

“O Seguro de Vida Universal viabiliza a manutenção da proteção contratada independentemente do momento de vida do segurado, seja em períodos de estabilidade ou de aperto financeiro. É um produto que favorece a saúde financeira e o planejamento de longo prazo”, explicou Rosini.

Estudos da EY (Ernst & Young) de 2023 estimam que o produto pode beneficiar entre 8 e 12 milhões de segurados, alcançando cerca de 24 milhões de pessoas. O impacto econômico esperado é expressivo: entre R$ 11 bilhões e R$ 16 bilhões em prêmios no início da operação e um crescimento anual de 7% nos cinco anos seguintes, com potencial de atingir R$ 21 bilhões em prêmios.

Próximos passos

Embora a resolução tenha vigência imediata, a comercialização do produto ainda depende de dois marcos complementares, como a publicação de uma Circular da Susep detalhando os requisitos operacionais; e a definição do tratamento tributário que garanta segurança jurídica para seguradoras e consumidores.

Superadas essas etapas, o mercado acredita que o Seguro de Vida Universal poderá transformar a forma como os brasileiros contratam proteção, ao oferecer uma solução completa e adaptável à vida moderna. “O setor aguarda confiante a concretização dessa agenda regulatória, pois o produto tem tudo para ser um divisor de águas na proteção financeira do país”, conclui Dennys Rosini.

Novamed: “Meu Doutor Obstetrícia” traz acompanhamento completo e humanizado para gestantes

A Meu Doutor Novamed, rede de clínicas médicas do Grupo Bradesco Seguros, anuncia o lançamento do programa Meu Doutor Obstetrícia, iniciativa dedicada ao cuidado integral e humanizado de gestantes. O programa começou no dia 3 de novembro, disponível inicialmente nas unidades Lapa e Osasco, em São Paulo.

O Meu Doutor Obstetrícia foi criado para acompanhar todas as fases da gestação, com atenção multidisciplinar, garantindo às futuras mães segurança, acolhimento e informação durante todo o processo — do teste positivo ao pós-parto. O atendimento será realizado por uma equipe especializada composta por obstetra, enfermagem obstétrica, nutricionista, psicologia e fisioterapia pélvica.

Além do acompanhamento clínico, as gestantes participantes do programa poderão realizar o parto em uma das maternidades parceiras: Hospital e Maternidade Santa Joana, Santa Maria ou Pro Matre, instituições reconhecidas pela excelência no cuidado materno-infantil.

Para iniciar o pré-natal e integrar o programa, basta agendar uma consulta com obstetra em uma das unidades participantes.

Com o Meu Doutor Obstetrícia, a Meu Doutor Novamed reafirma seu compromisso com a saúde da mulher, oferecendo um atendimento de qualidade, com foco na humanização, no cuidado contínuo e na promoção do bem-estar físico e emocional da mãe e do bebê.

Bradesco Seguros abre os debates sobre impactos das mudanças climáticas no setor segurador

Empoderador da Casa do Seguro – espaço reconhecido como a “Embaixada do Seguro” na COP30 –, o Grupo Bradesco Seguros será a primeira Companhia do setor a discutir os impactos das mudanças climáticas no segmento e trazer provocações sobre como o mercado deve se preparar para atuar diante dos desafios impostos pelo clima.

No dia 10 de novembro, às 10h, sob o mote “Mudanças Climáticas e Saúde: Impactos e Oportunidades para o Setor de Seguros”, a médica e diretora da Bradesco Saúde, Thaís Jorge, e o diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello, debaterão os desafios atuais do setor e como as Companhias podem atuar no aculturamento sobre prevenção, cuidados e na oferta de novas coberturas que estejam aderentes aos potenciais impactos causados pelas mudanças climáticas. O painel contará, ainda com a presença do infectologista Celso Granato e do cientista do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) Paulo Artaxo.

Às 11h, Ney Ferraz, diretor-presidente da Bradesco Auto/RE, e Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, estarão no segundo painel “Soluções para o clima: iniciativas que impulsionam a adaptação e transição dos nossos segurados”, abordando como as soluções ofertadas pelo setor podem apoiar o processo de adaptação às mudanças climáticas. Também participa deste painel a coordenadora regional associada para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – iniciativa financeira (UNEP-FI), Paula Peirão, que discutirá a taxonomia de negócios sustentáveis e exemplos práticos de soluções já implementadas.

Ambos os painéis contarão com a moderação de Ivani Benazzi, Superintendente de Sustentabilidade do Grupo Segurador.

Já na parte da tarde, Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros, participará como keynote speaker, ao lado de Butch Bacani, head de Seguros do UNEP-FI, do painel “From Rio to Belém: Key milestones since the launch of the UN Principles for Sustainable Insurance during the 2012 Rio+20 Conference”, no qual abordará a evolução da Companhia e do setor ao longo dos últimos anos. E no painel “Building resilient communities in emerging economies”, também no dia 10 à tarde, Bernardo Castello participará do debate ao lado de Hassan El-Shabrawishi, CEO da AXA International Markets e membro do Comitê de Gestão do Grupo; Tomé Pedroso, executivo da Fidelidade Seguros; Sarah Ahmed, assessora do V20; e Juan Carlos Cortés, CEO do ProAgro e presidente da ALASA.

Compromisso com a Sustentabilidade

A Sustentabilidade está posicionada na base dos Direcionadores Estratégicos do grupo segurador de forma transversal. Vale ressaltar que o Grupo Bradesco Seguros foi a primeira seguradora brasileira a aderir aos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSIs), em 2012, e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de ações e soluções voltadas para a proteção sustentável, a inclusão financeira e a responsabilidade social. Além disso, a companhia fortaleceu o pilar da governança por meio de uma Comissão de Sustentabilidade, composta pelos diretores presidentes das empresas do Grupo Bradesco Seguros, para tomada de decisões estratégicas e operacionais.

Em conformidade com a Resolução nº 473 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a Companhia tem desenvolvido produtos que visam promover benefícios concretos para os segurados e a sociedade.

Um dos exemplos são os Planos de Previdência com Fundos ESG, estruturados com critérios ambientais, sociais e de governança, reforçando o papel da companhia na construção de um mercado financeiro mais ético, transparente e comprometido com o futuro. Há também o Bradesco Microsseguro Residencial, que oferece proteção acessível e completa para o lar com coberturas contra incêndios, eventos naturais, responsabilidade civil familiar, entre outros, ampliando o acesso à proteção e reforçando o bem-estar e a segurança com baixo custo.

Além disso, a Companhia vem promovendo ações complementares para a gestão responsável de resíduos, como o Projeto Sinistro Sustentável. Em parceria com a Ecoassist, a iniciativa viabiliza o descarte ambientalmente correto e a reciclagem de materiais de seguros de automóveis e residenciais. Desde o início do projeto, em 2022, mais de 300 toneladas de resíduos já foram destinadas à reciclagem.

“A Bradesco Seguros está comprometida com a agenda de sustentabilidade e reconhece a importância estratégica da Casa do Seguro e da COP30 como um espaço de diálogo e inovação. Acreditamos no poder do setor em influenciar soluções estruturantes para o futuro melhor do planeta e da sociedade”, ressalta Ivani Benazzi.

Instituto de Longevidade MAG marca presença na COP30

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No dia 11 de novembro, o presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina, participa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, na Casa do Seguro, em Belém, no Pará. O executivo é um dos convidados para o Fórum de Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade. O debate reúne especialistas para discutir como o setor de seguros e previdência pode contribuir para um mundo mais sustentável e preparado para o envelhecimento populacional.

“Com o crescimento mundial da população longeva, se faz necessária a discussão sobre que instrumentos financeiros são capazes de proteger pessoas, comunidades e sistemas produtivos contra riscos cada vez mais complexos. Através de discussões como essas, a ampliação do papel do setor na promoção de uma sociedade mais igualitária e estável em um cenário de incertezas, tem se tornado a chave para um futuro tranquilo”, destaca Molina.

O painel “Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade” faz parte da programação oficial da COP30, que acontece entre os dias 10 e 21 de novembro e traz nesta edição o papel das finanças e das políticas de adaptação no enfrentamento da crise climática. O encontro reforça a importância da colaboração entre governos, setores privados e a sociedade civil na construção de soluções que contemplem tanto a importância da preservação do meio ambiente, quanto o bem-estar humano. 

Com uma trajetória de mais de seis décadas no mercado segurador, Nilton Molina é uma das principais lideranças nacionais na discussão sobre previdência e envelhecimento ativo. À frente do Instituto de Longevidade MAG, tem promovido estudos, projetos e parcerias que buscam repensar o futuro do trabalho, da aposentadoria e da proteção social no Brasil, conectando esses temas às metas globais da ONU na Agenda 2030 e às demandas de uma sociedade em transformação.

Icatu Seguros abre inscrições para o Programa de Estágio 2026

A Icatu Seguros abriu inscrições para seu Programa de Estágio, com início no 1º semestre de 2026. A companhia, reconhecida 11 vezes como uma das melhores empresas para se trabalhar pelo Great Place to Work (GPTW), além de estar entre as 15 melhores do país para se desenvolver profissionalmente segundo o ranking LinkedIn Top Companies 2025, oferece 15 vagas para atuação na sede da companhia, no centro do Rio de Janeiro.

As oportunidades são destinadas a estudantes dos cursos Administração, Ciências Econômicas, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Design, Direito, Engenharia (Produção, Software, Computação), Estatística, Marketing, Jornalismo, Matemática, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Informação, TI. Podem se inscrever estudantes a partir do segundo período da faculdade e com previsão de formatura a partir de junho de 2027. 

O Programa de Estágio da Icatu Seguros oferece oportunidades de desenvolvimento profissional, interação com diversas áreas e trilha de aprendizagem estruturada, que propicia a construção da carreira para o mercado e dentro da própria companhia. Entre janeiro de 2022 e março de 2025, a Icatu recebeu mais de 280 estagiários; só em 2024, metade dos participantes foi contratada ao final do programa.

Temos um histórico sólido de desenvolvimento e retenção de talentos. Nosso programa é estruturado em diversas etapas, com a participação ativa dos diretores e do presidente da Icatu, o que reforça o quanto valorizamos este processo. Nosso objetivo é atrair estudantes com vontade de crescer, aprender e construir carreira em um ambiente que valoriza a colaboração, a vontade de aprender e o desenvolvimento contínuo”, afirma Simone Grossmann, Diretora de Pessoas e Sustentabilidade da Icatu Seguros.

Sobre o programa – A carga horária é de 30 horas semanais, com modelo híbrido de trabalho – quatro dias presenciais por semana. A bolsa-auxílio é de R$1.500 no primeiro ano e R$1.950 a partir do segundo ano. O programa tem duração de dois anos e oferece benefícios como 13º salário, seguro de vida, plano de saúde e odontológico, Wellhub e horário flexível. O programa oferece ainda uma trilha para desenvolvimento, que inclui, dentre outras oportunidades, bate-papo com o presidente, imersão em outra área e treinamento em ferramentas como Excel e Power bi.

Etapas do processo seletivo – Os candidatos passarão por quatro etapas eliminatórias (Inscrições, Testes Online, Dinâmicas de Grupo e Painel com Executivos), com participação ativa de diretores e do presidente na seleção final. A admissão está prevista para 16 de março de 2026. As inscrições ficam abertas até 30 de novembro no site  https://trabalheconosco.vagas.com.br/icatu-estagio.

Tokio Marine compensa suas emissões de gases de efeito estufa e conquista o selo Carbon Free

 

Seguindo o seu compromisso com a responsabilidade ambiental e social, a Tokio Marine Seguradora anuncia mais um avanço significativo em sua jornada ESG: a conquista do Selo Carbon Free, que reconhece a compensação de 453 toneladas de CO₂e emitidas pelas operações da Companhia no Brasil ao longo de 2024 nos escopos 1 (emissões próprias) e 2 (emissões indiretas referentes à aquisição de energia elétrica).

A compensação foi realizada por meio do projeto Brazilian Amazon Grouped Forestry, que atua na preservação de mais de 30 mil hectares de floresta na Amazônia Legal, incluindo comunidades dos seringais de Porangaba, Palmares, Potiguar e Katianã, no Acre. Além da proteção ambiental, o projeto promove o desenvolvimento social, beneficiando mais de 770 famílias com acesso à educação, saúde, energia limpa e inclusão digital. Essa ação contribui diretamente para que até 13,7 milhões de toneladas de CO₂ deixem de ser lançadas na atmosfera até 2032, o equivalente às emissões de quase 3 milhões de carros em um ano.

A iniciativa está alinhada ao plano estratégico da Seguradora no Brasil e ao compromisso global do Grupo Tokio Marine com a descarbonização cuja meta é de atingir o Net-Zero, o que reforça o papel da Companhia como agente ativo na transição para uma economia de baixo carbono. A conquista do selo Carbon Free reafirma a Jornada de Descarbonização da Companhia, baseada em três pilares: Medir (medição da pegada de carbono), Compensar (compensação das emissões realizadas) e Reduzir (desenvolvimento de ações para redução das emissões futuras). 

Para o Superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine, André Cordeiro, a conquista do selo é uma prova da responsabilidade contínua da Companhia com o clima, as pessoas e o planeta. “A conquista do Selo Carbon Free é um marco importante na nossa estratégia de sustentabilidade. Ela representa não apenas a compensação das emissões, mas também nosso compromisso com um futuro mais justo, limpo e sustentável para as próximas gerações. Seguiremos firmes em nossa missão de integrar práticas sustentáveis ao negócio, promovendo impacto positivo para o meio ambiente e para a sociedade”, afirma o executivo.