Bradesco Saúde investe no atendimento às pequenas e médias empresas

Com o objetivo de aprimorar a experiência das empresas clientes na gestão de sua base de beneficiários do plano de saúde, a Bradesco Saúde criou dois canais exclusivos para o público SPG (pequenas e médias empresas, de 3 a 199 pessoas): o Canal de Apoio ao Contratante (CAC) e o Espaço do Contratante SPG.

Disponíveis por meio do site da Bradesco Saúde (bradescosaude.com.br), as ferramentas tornam os processos mais simples e rápidos, facilitando o dia a dia da empresa contratante.

Canal de Apoio ao Contratante (CAC) reúne informações e acessos em um só lugar

O Canal de Apoio ao Contratante (CAC) permite um atendimento direcionado, focado nos temas administrativos do público SPG, onde é possível esclarecer dúvidas e pedir orientações sobre faturamento e movimentação das apólices, inclusão e exclusão de segurados, alterações cadastrais, faturamento, boleto, coparticipação, subfatura, reemissão de fatura, carências, reativações, transferências e demais movimentações contratuais. A plataforma fornece o acompanhamento das respostas, com a facilidade do autoatendimento na interação com a operadora.

“O CAC do Contratante chega para garantir autonomia dos clientes SPG no acesso às informações relevantes de suas contas. Nossa proposta é facilitar o atendimento a um segmento que demanda um contato facilitado e orientado ao autosserviço”, reforça Sylvio Vilardi, diretor da Bradesco Saúde.

Para acessar o CAC, basta fazer o login como Pessoa Jurídica > Saúde no site da operadora. No Portal do Contratante, clique em Canal de apoio ao Contratante na página inicial ou no menu Atendimento.

Para situações específicas que não possam ser resolvidas pelos canais digitais, basta entrar em contato com a Central de Relacionamento Bradesco Saúde, disponível pelo telefone 4004-2700, com direcionamento conforme o perfil e a natureza da solicitação.

Espaço do Contratante SPG permite acesso direto via site da Bradesco Saúde, sem necessidade de login

Já o Espaço do Contratante SPG reúne informações financeiras dos clientes de pequenas e médias apólices. Orientações sobre 2ª via de fatura, reajuste, movimentações no plano e comunicados importantes ficam disponíveis nesse novo canal de contato com os clientes SPG, para que possam fazer a gestão do plano contratado, de forma rápida e simples.

“O Espaço do Contratante SPG foi criado para tornar ainda mais prática a gestão dessas informações por parte das pequenas e médias empresas. Muitas vezes, são microempreendedores, com diversas funções, incluindo administrar o plano de saúde da empresa. Sem necessidade de login, com este novo canal, eles têm acesso às informações que facilitam e agilizam a gestão, tornando o processo mais assertivo”, explica Vilardi.

Zurich Seguros une integração de equipes com impacto social positivo

Cerca de 74% dos líderes afirmam que o trabalho em equipe e a colaboração são fundamentais para o sucesso organizacional, mas apenas 18% acreditam que suas empresas estão realmente prontas para promover uma cultura colaborativa eficaz. 

Isso é o que aponta o relatório Deloitte Global Human Capital Trends 2023, refletindo um desafio global: equipes desintegradas podem comprometer consideravelmente resultados, engajamento e inovação, mas muitas empresas ainda não sabem como lidar com o problema. 

Nesse cenário, iniciativas que integram colaboradores e fortalecem vínculos são essenciais para criar ambientes mais conectados e produtivos. Ações de team building como jogos, dinâmicas e atividades fora do escritório são comuns, mas há empresas que têm feito desse momento uma oportunidade de impulsionar propósito e impacto social no cotidiano corporativo. 

Esse é o exemplo da Zurich Seguros, que tem intensificado suas iniciativas de integração dos times por meio do chamado team building social. A proposta é simples: os momentos de integração dos times passam a ter como opção o envolvimento em iniciativas de voluntariado, combinando propósito e integração e potencializando as estratégias de desenvolvimento humano e colaboração entre os times. 

“Diferentemente do team building tradicional, o team building social vai além do simples fortalecimento das equipes, buscando gerar impacto positivo real nas comunidades em que atuamos”, pontua Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros. “Quando os times se unem para resolver problemas da comunidade, o nível de conexão entre as pessoas é muito mais profundo, o que costuma gerar mais empatia, cooperação natural e orgulho de pertencimento. Os colaboradores sentem que estão realmente fazendo a diferença na vida de outras pessoas”, explica. 

Segundo ela, além de contribuir para a integração dos times, os efeitos do team building social costumam ser mais profundos e duradouros, desenvolvendo ainda habilidade sociais, como comunicação, adaptabilidade, resolutividade e trabalho em equipe.  

Iniciativas de team building social 

A Zurich conduziu uma série de iniciativas de team building social ao longo dos últimos meses. Em novembro, a companhia levou mais de 100 colaboradores da área de Finanças para uma ação imersiva em parceria com Good Truck, organização social dedicada ao combate ao desperdício de alimentos e à redução da insegurança alimentar, que envolveu resgate de alimentos, preparo de refeições, montagem de kits e oficinas sobre logística solidária.  

O time ajudou no preparo de mais de 340 refeições, na logística solidária, nas conversas sobre segurança alimentar e na entrega de 210 cestas básicas às famílias atendidas pela instituição.  

“Cada etapa nos convidou a enxergar o nosso trabalho e a nossa sociedade por outros ângulos. Além disso, esse dia também impactou e fortaleceu os laços da equipe e entre áreas de uma forma que nenhuma integração comum consegue atingir, principalmente pela experiência humana e profunda que vivenciamos juntos”, aponta Sven Feistel, diretor executivo de Finanças (CFO) da Zurich Seguros. 

Em dezembro, foi a vez dos times de Riscos, Compliance, Legal e Auditoria se unirem em Heliópolis: em parceria com a organização social Habitat para a Humanidade, os colaboradores revitalizaram um centro comunitário, beneficiando diretamente mais de 30 idosos atendidos no Lar Nelson Mandela e 120 crianças do CCA Aziz Ab Saber. A ação ainda teve um diferencial importante – contou com patrocínio integral da Z Zurich Foundation, fundação sem fins lucrativos do grupo Zurich, mostrando que as iniciativas, por seu caráter inovador e alto grau de impacto social, estão ganhando visibilidade a nível global na companhia. 

“A experiência que vivemos vai ficar com a gente por muito tempo. Ver a força de todos, o compromisso, a vontade de fazer bonito e de entregar algo que realmente faça diferença foi inspirador”, afirma Mariane Bottaro, diretora executiva de Gestão de Riscos da Zurich Seguros. 

Diversas equipes da Zurich já se reuniram para atividades como revitalizar espaços, limpar represas e montar bicicletas. Também em dezembro, inclusive, o time de Tecnologia e Operações incluiu em suas celebrações de final de ano a montagem de skates para doação à organização social Skate Transforma Vidas, instituição indicada por Zion Furegato, jovem atleta patrocinado pela Zurich. O momento de entrega, ocorrido durante a própria celebração, gerou grande comoção entre os membros do time e as crianças. 

Segundo Nathalia Abreu, todas as ações são cuidadosamente pensadas para se conectar com as instituições já apoiadas pela companhia, ou com a agenda maior de negócios e marca. “Pensamos as ações de forma que não só contribuam para a comunidade, mas façam sentido e conectem os colaboradores à cultura e aos projetos da Zurich”, pontua a executiva.  

Além das ações com equipes específicas, em todos os anos, desde 2022, a companhia realiza a “Grande Ação Z”, projeto em que todos os times são convidados a realizarem dinâmicas internas simples de voluntariado, em prol de um objetivo maior – como montar brinquedos e instrumentos para doação a instituições sociais. “São ações grandes, que exigem não mais do que uma ou duas horas de cada voluntário, mas de grande impacto: frequentemente, elas envolvem mais de mil colaboradores ao longo de um ou dois meses, em prol de um único objetivo”.  

Nathalia pontua ainda que a Zurich tem trabalhado há três anos no fortalecimento das ações de team building social, com frutos sendo colhidos agora, com as lideranças da companhia demandando proativamente este tipo de iniciativa. “O engajamento deles, inclusive, faz toda a diferença, já que acabam se posicionando como exemplo para os demais colaboradores”, complementa a executiva. 

A Zurich também monitora o impacto das ações por meio de pesquisas de satisfação aplicadas ao final de cada atividade, garantindo evolução contínua da experiência para os colaboradores e dos resultados entregues às instituições parceiras. 

Resultados na prática e benefícios diferenciados 

Desde 2017, os colaboradores da Zurich já dedicaram mais de 37 mil horas ao voluntariado, incluindo projetos corporativos e ações individuais. Para 2025, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa, e inclusive, superada: foram quase 11 mil horas de voluntariado, com participação de 81% dos colaboradores, número expressivo que demonstra forte engajamento em iniciativas com impacto social.  

Mônica Matias, superintendente de Pessoas & Cultura da Zurich Seguros, afirma que essa agenda é estratégica não apenas do ponto de vista da Responsabilidade Social Corporativa, mas também de Pessoas. Segundo ela, os funcionários valorizam empresas com propósito, e as ações estruturadas de voluntariado agregam não só para a evolução da colaboração, mas para o engajamento dos times, desenvolvimento de competências e habilidades na prática, a retenção dos talentos e o clima organizacional. 

“Há pesquisas que mostram que empresas que oferecem programas de voluntariado corporativo registram redução de até 52% da rotatividade entre os colaboradores, e que 87% dos funcionários consideram a oferta dessas oportunidades na decisão de permanecerem na empresa”, aponta ela.  

O time de Mônica também já conduziu um team building social: em parceria com o Instituto Jô Clemente, especializado em formação de pessoas neurodivergentes para o mercado de trabalho, eles apoiaram na revitalização de uma horta que suporta a alimentação na comunidade. Mônica afirma que iniciativas como essa fazem muita diferença do engajamento dos times e no incentivo à colaboração. “Não à toa, a Zurich dispõe de um benefício diferenciado aos colaboradores: são cinco dias úteis no ano que podem ser usados integralmente para a dedicação ao voluntariado”. 

Nathalia Abreu complementa ainda que essa é ainda uma forma ativa de mostrar como agenda de Responsabilidade Social pode contribuir para o negócio, representando inovação à cultura organizacional. Para a Zurich, que tem como propósito global de marca “criar, juntos, um futuro melhor”, existe uma proposta clara ao incorporar práticas sociais ao cotidiano da companhia. 

“O voluntariado corporativo pode ser um instrumento estratégico para unir equipes, fortalecer vínculos e aproximar os colaboradores do propósito da organização”, afirma. “O avanço da agenda depende do engajamento dos times e suas lideranças, e ações de voluntariado ajudam a tangibilizar, na prática, como podemos fazer a diferença, incentivando a colaboração, a liderança inclusiva e o pensamento voltado à sustentabilidade e inovação”, finaliza. 

ANS divulga dados econômico-financeiros as Saúde Suplementar em 2025

Por Roberto Parenzi, administrador de Empresas com Pós Graduação pela UNA e Sócio Diretor da Capitolio Consulting

Não restam dúvidas de que os resultados líquidos das operadoras de saúde veio melhorando a cada trimestre ao longo de 2025. Os números hoje divulgados pela ANS com o 4º trimestre e o fechamento de 2025 trazem alguns alentos mas não deixam de manter algumas preocupações.

Por exemplo, comemora-se uma redução da sinistralidade (segundo a própria Agência, o principal indicador operacional do setor) da ordem de 2,1 pontos percentuais, vis-à-vis o ano de 2024.

É bom; mas se analisarmos com profundidade, a sinistralidade de 81,7% deixa sobrar para as operadoras 18,3% para todas as demais despesas de custeio da administração, os pagamentos de comissionamento das vendas, o recolhimento de impostos e outras despesas não-operacionais, o que reduz significativamente o resultado operacional, ou seja, a margem de lucro antes das receitas financeiras.

Isto é comprovado ao ser apurado um lucro final das operadoras médico-hospitalares da ordem absoluta de R$ 23,4 bilhões, contudo sendo praticamente 63% decorrentes do resultado financeiro. Favorecido pela obrigatoriedade de formação de reservas para a garantia dos riscos, que são remuneradas pelas altíssimas taxas de juros prevalecentes.

Outro sinal de alerta deve ser levado em conta. A própria assessoria de imprensa da ANS informa que as três maiores operadoras, de um universo de mais de 600, concentraram quase metade (49%) do lucro agregado informado, evidenciando a influência do desempenho dessas grandes empresas no resultado geral do setor. Portanto, seguimos caminhando para uma grande concentração em mãos de poucos. E é notório o número de operadoras pequenas e médias que vem deixando o mercado, por suas frágeis condições econômico-financeiras.

Há o que ser comemorado, sem dúvidas; contudo, as principais características desse setor de atividades, como a alta sinistralidade e a decisiva participação do resultado financeiro para o equilíbrio das contas, ainda requerem equacionamento, assim como a preocupação com a sistemática concentração de números e empresas que está cada vez maior. Os consumidores dos planos de saúde precisarão de alternativas sólidas a um preço acessível para que suas escolhas não sejam frustradas.

Albatroz e BS2 Seguros lançam produto para setor de transporte

Albatroz, MGA (Managing General Agent) digital especializada em soluções de seguros para o setor de transportes e logística de frotas, anuncia uma parceria estratégica com a BS2 Seguros. O objetivo é a entrada estruturada no mercado de seguro de frotas voltado a médias e grandes empresas, com foco na proteção contra danos a terceiros, por meio da cobertura de Responsabilidade Civil.

Com foco inicial em caminhões, a operação nasce com atuação nacional e distribuição por meio de corretores. Esses profissionais terão acesso direto a apólices, sinistros e assistências, além de contar com uma plataforma 100% digital para cotação, emissão e gestão das apólices, proporcionando uma experiência simples, ágil e inovadora.

A iniciativa ocorre em um contexto de forte potencial de crescimento. O mercado de seguro de frotas voltado à cobertura contra danos a terceiros movimenta cifras relevantes e apresenta oportunidades consistentes de expansão, impulsionadas pelo aumento da terceirização de frotas, pela obrigatoriedade trazida pela Lei 14.599/23 e pela crescente busca das empresas por maior eficiência operacional e por soluções mais especializadas.

O mercado de seguros contra danos a terceiros movimenta cerca de R$ 16 bilhões por ano, enquanto o segmento de veículos de carga pesada é estimado em aproximadamente R$ 5 bilhões. Ainda assim, dados do setor indicam que cerca de 85% da frota circulante no Brasil não possui qualquer tipo de cobertura para proteção do bem ou para danos a terceiros. Segundo a Senatran (antigo Denatran), o país conta com uma base superior a 129 milhões de veículos.

Apesar da relevância do modal terrestre, principal meio de transporte de cargas no Brasil, o mercado ainda opera com baixo nível de digitalização, forte concentração de players e processos majoritariamente manuais, fatores que impactam custos, prazos e a experiência tanto do corretor quanto do segurado.

“O mercado de frotas sempre foi marcado por processos complexos, baixa automação e pouca integração tecnológica. Nossa parceria com a BS2 Seguros nasce justamente para transformar esse cenário”, afirma Salvatore Lombardi, CEO da Albatroz. “Levamos ao corretor e ao cliente uma estrutura digital completa, capaz de reduzir custos operacionais, otimizar tempo e agregar inteligência à gestão de riscos. Não estamos falando apenas de seguro, mas de eficiência e geração de valor para toda a cadeia.”

Sinergia estratégica

A escolha da BS2 Seguros como parceira se apoia na origem digital da seguradora, na experiência em produtos especializados e na estratégia de atuação em nichos com alto potencial de crescimento. Na parceria, a Albatroz atuará como estrutura operacional especializada da BS2 Seguros, integrando tecnologia, analytics e gestão de risco à oferta do produto.

Juntas, as empresas apostam em automação, especialização e uma abordagem orientada a dados para ampliar o acesso ao seguro de frota e profissionalizar ainda mais o segmento.

“A BS2 Seguros tem como estratégia atuar em nichos com alto potencial e desenvolver produtos com forte experiência digital. A parceria com a Albatroz reforça esse posicionamento ao unir especialização, tecnologia e foco no canal de distribuição. Estamos estruturando uma oferta diferenciada para o segmento de caminhões, com escalabilidade nacional e processos mais ágeis e transparentes”, afirma Adriano Romano, Co-Founder e CEO da BS2 Seguros.

Prudential do Brasil cresce 19% em 2025 e consolida posição entre as líderes do mercado de seguros de pessoas

A Prudential do Brasil encerrou 2025 com R$ 7,5 bilhões em prêmios emitidos, crescimento de 19% em relação ao ano anterior, desempenho mais que o dobro da média do mercado (8%), considerando as operações de Vida Individual e Vida em Grupo. O resultado consolida a companhia na 2ª posição do mercado brasileiro de seguros de pessoas, com 9,6% de participação, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). No ramo de Vida Individual, a seguradora também ocupa a segunda colocação, com 26,7% de market share.

O desempenho reflete uma estratégia consistente, orientada ao cliente e sustentada por investimentos contínuos em pessoas, processos e soluções. Ao longo do ano, a Prudential fortaleceu seus canais de distribuição, ampliou sua presença no país e consolidou parcerias estratégicas, expandindo o acesso ao seguro de vida para diferentes perfis de clientes. Ao final de 2025, a empresa somava mais de 6 milhões de vidas protegidas e ultrapassou R$ 1 bilhão em benefícios pagos, reforçando seu compromisso com a proteção financeira e a tranquilidade das pessoas em momentos decisivos.

“Crescemos de forma consistente porque temos uma estratégia clara, foco permanente no cliente e disciplina para tomar decisões de longo prazo. Esse conjunto nos permite ampliar o impacto positivo da companhia e seguir construindo um negócio sólido, sustentável e preparado para o futuro, sempre com o compromisso de proteger vidas e levar mais segurança e tranquilidade às pessoas. Prova disso é termos alcançado, em 2025, um crescimento do NPS em relação ao benchmark de mercado, refletindo a confiança que construímos com os nossos clientes”, afirma Patricia Freitas, CEO e presidente da Prudential do Brasil.

O lucro líquido recorde de R$1,2 bilhão reflete o crescimento consistente e recorde do NPS, mostrando que o fortalecimento da satisfação e fidelidade dos clientes impulsiona resultados sustentáveis no longo prazo.

Grupo HDI reforça aposta no Norte e Nordeste com integração de marcas e foco nos corretores

As regiões Norte e Nordeste ocupam posição estratégica cada vez mais relevante nos planos de crescimento do Grupo HDI Brasil, especialmente no momento em que a companhia avança na integração das marcas HDI Seguros, Yelum e Aliro. Em entrevista ao Sonho Seguro, Marcos Machini, vice-presidente Comercial do Grupo HDI Brasil, afirma que esses mercados reúnem forte potencial de expansão para o setor e exigem uma atuação baseada em proximidade com os corretores, desenvolvimento regional e oferta de soluções alinhadas às necessidades dos clientes.

Segundo o executivo, a participação da companhia no CONSEGNNE 2026 traduz essa prioridade. O evento, que reúne corretores de 16 estados, é visto pelo grupo como um espaço relevante para troca de experiências, geração de negócios e discussão sobre o futuro da distribuição de seguros. Para a empresa, estar presente significa fortalecer parcerias, ouvir mais de perto as demandas dos profissionais da região e apresentar as oportunidades oferecidas pelo portfólio das três marcas.

Machini ressalta que o Grupo HDI já mantém presença expressiva no Norte e no Nordeste e lidera o segmento de P&C nessas regiões. Esse posicionamento, segundo ele, reforça a importância de continuar investindo no relacionamento com os corretores e no desenvolvimento do mercado local, em uma estratégia que combina escala nacional com atuação regionalizada.

No evento, a companhia levou aos parceiros um portfólio amplo de soluções das marcas HDI Seguros, Yelum e Aliro, com foco em oportunidades de negócios consideradas relevantes para os corretores. Entre os destaques estão os seguros de Vida, Empresarial e Ramos Elementares, além da carteira de Automóvel, que segue como uma das mais consolidadas do grupo. Na programação da Sala de Negócios, a empresa apresentou conteúdos voltados ao potencial de crescimento do seguro de vida nas carteiras dos corretores, às oportunidades no segmento de transportes diante de mudanças regulatórias e às estratégias para ampliar negócios com empresas.

De acordo com o executivo, a presença de lideranças do grupo no evento também teve como objetivo aprofundar o diálogo com os corretores sobre tendências, demandas regionais e possibilidades de crescimento conjunto. A proposta, afirma, é construir uma relação cada vez mais próxima com os parceiros de distribuição, considerados peça central da estratégia comercial da companhia.

Ao avaliar o tamanho atual da operação nas duas regiões, Machini destaca a capilaridade nacional do Grupo HDI. A companhia está presente em 98,9% dos municípios brasileiros, atende mais de 4 milhões de clientes e conta com cerca de 30 mil corretores ativos em todo o país. Nas regiões Norte e Nordeste, essa presença se traduz em uma operação consolidada, apoiada por estrutura comercial dedicada e por executivos focados no desenvolvimento regional.

Para o vice-presidente comercial, esse desempenho é resultado de uma estratégia multimarca sustentada por presença local, relacionamento próximo com corretores e um portfólio diversificado. Ele observa que a regionalização da atuação é um dos pilares do grupo para fortalecer a distribuição e ampliar as oportunidades de negócios junto aos parceiros.

Em relação às carteiras que mais crescem no Norte e Nordeste, Machini aponta oportunidades relevantes em várias linhas, com destaque para Automóvel, Vida e Ramos Elementares. O seguro automóvel permanece como uma das principais frentes de negócios do grupo no Brasil e respondeu, sozinho, por R$ 10 bilhões em vendas em 2025. Ao mesmo tempo, as linhas de Vida e Ramos Elementares vêm ampliando participação e já representam 30,7% do mix de prêmios do Grupo HDI.

Na visão do executivo, esse movimento de expansão é estratégico porque contribui para a diversificação do portfólio e ajuda os corretores a construírem uma atuação mais ampla e completa diante dos clientes, com soluções voltadas a diferentes perfis e demandas de proteção.

Para 2026 e os anos seguintes, o Grupo HDI afirma manter uma estratégia de crescimento sustentável no Brasil, com foco na ampliação da capilaridade, no fortalecimento do relacionamento com corretores e na expansão da oferta de soluções relevantes. No Norte e no Nordeste, esse avanço deve ocorrer principalmente por meio do aprofundamento da presença comercial, da ampliação das oportunidades de negócios com os parceiros e do estímulo ao crescimento das carteiras com apoio de capacitação e inovação.

Entre as iniciativas destacadas por Machini está o programa Cresça Corretor, que oferece ferramentas, treinamentos e incentivos aos parceiros em três frentes: crescimento de vendas, conhecimento e eficiência operacional. O executivo também menciona investimentos em melhoria de processos, no Portal do Corretor e em soluções digitais voltadas a simplificar a rotina de cotação, emissão e atendimento.

Segundo ele, esse conjunto de iniciativas, somado ao portfólio mais completo e à integração das marcas do Grupo HDI, compõe a estratégia da companhia para ampliar participação de mercado e fortalecer ainda mais sua presença nas regiões Norte e Nordeste.

Cinco passos para um ressegurador rentável e sustentável

por Daniel Castillo, vice-presidente do IRB(RE)

A construção de um ressegurador sólido, rentável e sustentável exige clareza estratégica, disciplina operacional e diferenciação competitiva consistente. As estratégias fundamentais que orientam essa atuação estão sintetizadas nos seguintes pilares:

1. LBC – Levante o Bumbum da Cadeira

A proximidade com o cliente é indispensável. É fundamental sair a campo, ouvir ativamente as necessidades dos parceiros, compreender seus riscos e estruturar soluções que atendam essas demandas por meio de contratos tecnicamente adequados e financeiramente rentáveis. O conhecimento do cliente é a base de uma subscrição de qualidade, em um relacionamento profundo sustentado por conhecimento técnico e histórico de dados.

Resiliência e paciência no contato com o cliente são fundamentais para alinhar, em conjunto, o apetite a risco. Além disso, a presença constante fortalece a relação de parceria e amplia a capacidade de identificar oportunidades antes que elas se tornem desafios. 

Esse movimento ativo permite ajustar o apetite a risco de forma mais precisa, garantindo contratos sustentáveis, uma subscrição tecnicamente superior e a geração de conhecimento que agrega valor e se torna imprescindível para os clientes.

2. SNO – Sangue nos Olhos

A negociação deve ter como objetivo central a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio. Isso significa buscar operações que sustentem resultados consistentes, possibilitem o pagamento de bônus aos colaboradores e gerem retorno aos investidores. 

Crescimento sem rentabilidade não é estratégia. Ao mesmo tempo, temos que deixar claro aos clientes a estratégia e o compromisso com o negócio, criando cooperações de longa data, com crescimento mútuo para ambos, ressegurador e cliente.

3. DDD – Disciplina, Disciplina, Disciplina

A disciplina deve permear todas as etapas do processo de subscrição: desde o desenho do clausulado, passando pela análise técnica do risco até a precificação. As estruturas de precificação precisam estar baseadas em modelos internos robustos, inclusive para riscos complexos e de difícil modelagem. Da mesma forma, o custo administrativo deve ser adequado à capacidade, com atendimento exemplar relevante e bem alocado.

Manter rigor técnico e consistência decisória é essencial, especialmente em ciclos de mercado adversos. Isso significa que a disciplina se mantém ao longo dos ciclos hard e soft, incluindo a capacidade de alertar o mercado sobre riscos subprecificados.

Disciplina de subscrição, constante monitoramento dos riscos subscritos e uma boa coordenação com a área de sinistros é a receita para bons negócios. Uma boa governança, aliada a processos claros e bem definidos, ajuda a garantir que cada decisão de subscrição seja tomada com base em critérios técnicos sólidos e na correta leitura dos riscos. 

Essa postura disciplinada – com excelência em sinistros, agilidade, conhecimento técnico e governança − reforça a saúde da carteira, protege a rentabilidade e mantém a qualidade das operações ao longo de todo o ciclo de mercado. 

4. SDC – Serviço como Diferencial Competitivo

O ressegurador deve oferecer um serviço impecável tanto na subscrição quanto na gestão de sinistros. Pagamentos rápidos, justos e tecnicamente fundamentados fortalecem o relacionamento com os clientes e consolidam a reputação da empresa. Não se pode nunca esquecer que reputação, integridade e credibilidade são ativos estratégicos de uma empresa sólida.

Desenvolvimento de produtos e consultoria de riscos são fatores imprescindíveis para manter a relevância no mercado e criar laços importante com os clientes. A escuta ativa mencionada no primeiro passo precisa ser traduzida em soluções customizadas e desenvolvimento de produtos. 

Além disso, a capacidade de fornecer análises técnicas padronizadas e respostas rápidas amplia a percepção de valor da empresa, fortalecendo a confiança dos clientes no processo de subscrição e de sinistros.

5. MOAT – Construção de Vantagem Competitiva Sustentável

Conceito oriundo do inglês, o MOAT se refere à criação de um “fosso” em torno do castelo — ou seja, uma vantagem competitiva difícil de ser replicada pelo mercado. 

Após seguir os quatro passos anteriores, aqui no IRB(Re), acreditamos que esse MOAT é construído a partir da combinação de dados, talento e disciplina. Essa integração entre eficiência operacional, inovação em soluções e atuação próxima ao mercado tem nos consolidado todos os dias como parceiro estratégico para nossos cedentes.  

Apenas o crescimento, portanto, não é suficiente para gerar o MOAT. A sua geração efetiva vem do conhecimento acumulado, do talento das equipes, da capacidade técnica de subscrição e da habilidade de assumir riscos de forma disciplinada e consciente. São esses fatores que, combinados, vão sustentar resultados consistentes e de longo prazo.

Sompo defende análise técnica e parceria para enfrentar volatilidade no transporte

A alta do diesel e a instabilidade provocada pelos conflitos no Oriente Médio acenderam um sinal de alerta no setor de transportes e, por consequência, no mercado segurador. Em entrevista ao Sonho Seguro, Adailton Dias, diretor executivo de Produtos e Resseguro na Sompo, afirma que a companhia acompanha de perto os desdobramentos desse cenário e mantém diálogo constante com suas resseguradoras, mas ressalta que, até o momento, não há decisão de repassar automaticamente essa volatilidade para os preços dos seguros.

Segundo ele, a seguradora tem buscado atuar de forma próxima de corretores, embarcadores, transportadores e segurados para compreender a realidade de cada operação e preservar relações de longo prazo baseadas em parceria e transparência. Na avaliação do executivo, momentos de maior incerteza naturalmente levam o mercado a aprofundar análises, mas isso não significa, necessariamente, restrição generalizada na aceitação dos riscos.

Dias destaca que a Sompo não vê, neste momento, necessidade de rever a precificação dos produtos de forma ampla, seja no seguro de transporte, de frota ou de responsabilidade civil. Ele observa que decisões dessa natureza dependem de análises técnicas consistentes, que levam em conta fatores como histórico da carteira, perfil de risco e sustentabilidade do negócio no médio e no longo prazo. Para o executivo, não há espaço para reações automáticas ou generalizadas em um ambiente que exige avaliação criteriosa caso a caso.

Ao comentar relatos de entraves maiores nas negociações, com exigência adicional de informações e revisões mais detalhadas do perfil de risco, Adailton Dias afirma que o que existe é um movimento natural de maior atenção à gestão de riscos em períodos de instabilidade. Ele lembra que essa prática já faz parte do modelo de atuação da Sompo, que tradicionalmente trabalha em conjunto com corretores, embarcadores e transportadores para entender as especificidades de cada operação e construir soluções adequadas.

Mais do que impor barreiras, diz o executivo, o foco da seguradora está em equilibrar proteção, viabilidade econômica e continuidade dos negócios. Ele ressalta que a companhia é reconhecida pela consultoria em gerenciamento de riscos e que parte importante desse trabalho está justamente em estabelecer diálogo para viabilizar as operações, mitigar riscos e contribuir com expertise para que a carga chegue ao destino em segurança.

Em relação à possibilidade de aumento de franquias, limitação de coberturas ou ampliação de exclusões contratuais diante do aperto de margens das transportadoras, Dias afirma que a Sompo não adota postura padronizada ou automática de restrição. Segundo ele, a experiência da companhia mostra que soluções construídas em conjunto tendem a produzir resultados mais sustentáveis, inclusive em conjunturas excepcionais. Como exemplo, ele cita o período da pandemia, quando a seguradora atuou próxima de corretores e segurados para manter soluções ajustadas às necessidades específicas de cada cliente.

O executivo também reconhece que fatores como pressão sobre combustível e frete podem aumentar indiretamente riscos operacionais, de sinistros, fraudes ou roubo de carga. Ainda assim, pondera que esses elementos não são analisados de forma isolada. A seguradora, afirma, considera o conjunto da operação, os controles existentes, a maturidade do segurado em gestão de riscos e o histórico da carteira antes de qualquer decisão técnica. Nesse contexto, a prioridade da Sompo é atuar preventivamente, em parceria com corretores e clientes, para fortalecer a operação como um todo.

Para Adailton Dias, o momento reforça a importância de uma negociação mais colaborativa entre transportadoras, corretoras e seguradoras. Ele afirma que há espaço — e necessidade — para ampliar esse modelo de relacionamento. Segundo o executivo, a trajetória da Sompo no ramo de Transporte foi construída sobre relações duradouras, com clientes que, em média, renovam suas apólices cinco vezes, o que equivale a cerca de seis anos de relacionamento em um mercado altamente competitivo.

Dias acrescenta que a companhia mantém liderança no segmento desde 2017, alcançou participação relevante de mercado e registra índice de retenção superior a 90%. Para ele, esses indicadores mostram a assertividade da estratégia adotada e o reconhecimento, por parte de corretores e clientes, do valor agregado que uma postura de parceria pode trazer às operações de embarcadores e transportadores em um cenário cada vez mais desafiador.

CGU identifica irregularidades em seguro embutido nos contratos com aposentados do banco C6

Fonte: Estadão

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados. Em nota, o C6 nega irregularidades e afirma seguir “rigorosamente todas as normas vigentes”.

A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados. Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6. 

A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada. 

Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

Tensões geopolíticas tornam-se um riscos sistêmico, aponta Gallagher

A escalada das tensões geopolíticas globais deixou de ser um evento regional isolado para se tornar um risco sistêmico com impacto direto no mercado de seguros e resseguros. De acordo com análises da Gallagher Brasil, baseadas nos relatórios globais Structured Credit & Political Risk (SCPR) e “Caught in the Crossfire”, o setor vive uma mudança de postura: o risco geopolítico agora é parte integrante da agenda estratégica de CEOs e influi diretamente na precificação de riscos corporativos complexos.

De acordo com Luiz Araripe, Country Manager da Gallagher no Brasil, o mercado global passou a tratar conflitos e instabilidades internacionais como fatores permanentes, e não mais como exceções. “O que observamos não é uma reação abrupta, mas uma mudança clara de postura e maior disciplina na aceitação de riscos. O risco geopolítico influencia diretamente as premissas de subscrição e os cenários de estresse utilizados por seguradoras e resseguradoras. Na prática, a precificação reflete uma maior cautela, sobretudo em riscos corporativos com exposição internacional e dependência de cadeias globais de suprimento”, afirma Araripe.

Para no que se refere ao mercado brasileiro, os efeitos são predominantemente indiretos, mas ainda assim extremamente relevantes para a gestão local. Rodrigo Protasio, CEO da Gallagher Retail no Brasil e especialista em Grandes Riscos, destaca que a volatilidade financeira e a pressão sobre os preços das commodities geram um efeito cascata. “Conflitos prolongados pressionam o preço do petróleo e ampliam os custos de energia, alimentando a inflação global. Isso impacta o setor de seguros ao elevar custos de sinistros e valores segurados. Nas renovações de grandes contratos, o processo tornou-se muito mais técnico e detalhado. Há uma exigência maior por informações e discussões profundas sobre exposição indireta antes da definição de limites e franquias. O mercado não está necessariamente retraindo capacidade, mas está muito mais criterioso”, explica.

O relatório SCPR Market Report da Gallagher revela ainda um crescimento consistente na demanda por soluções de Risco Político, Frustração de Contrato e Não Pagamento. Atualmente, a capacidade do mercado global para esses riscos alcançou cerca de US$ 3,5 bilhões por risco, o que indica um mercado ainda funcional e capitalizado, apesar da alta procura.

No cenário doméstico, Protasio alerta para a necessidade de revisão de programas vigentes. “Toda essa volatilidade do preço do petróleo pode impactar custos de frete, preços de mercadorias e estoque (produtos acabados), além de que pode haver uma pressão sobre os custos de matéria-prima, devido a todo o impacto da guerra sobre as cadeias de suprimentos globais.

Isso tudo pode levar ao subseguro, onde o valor da apólice não acompanha o custo real de reposição de ativos. É fundamental que as empresas antecipem cenários para proteger sua continuidade operacional em um ambiente global cada vez mais volátil”, conclui o executivo.