Bancos brasileiros destacam papel decisivo no financiamento da transição climática

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O setor bancário brasileiro apresentou, nesta terça-feira (12), durante o Fórum de Finanças Sustentáveis da Casa do Seguro, na COP30, o relatório “Compromisso dos bancos brasileiros com as finanças sustentáveis e a ação climática”, elaborado pela Febraban com a participação de cerca de 30 instituições financeiras. O estudo consolida a contribuição do sistema financeiro à transição para uma economia de baixo carbono e reforça o protagonismo do Brasil na mobilização de capital para o clima.

O documento aponta que os bancos têm um papel essencial no direcionamento de recursos para atividades sustentáveis, unindo crédito, investimento e gestão de riscos climáticos. O setor vem aprimorando suas políticas de responsabilidade socioambiental, taxonomias verdes e ferramentas para mensuração de emissões financiadas, consolidando uma agenda de finanças sustentáveis que já movimenta centenas de bilhões de reais.

Entre os destaques, o relatório apresenta a Iniciativa de Emissões Financiadas, que cria uma base de dados inédita para medir e acompanhar as emissões associadas às carteiras de crédito, e a Régua Multissetorial de Sensibilidade ao Risco Climático, que apoia os bancos na identificação de vulnerabilidades setoriais e na precificação de riscos ambientais. A Taxonomia Verde da Febraban e o SARB 026/2023, que estabelece regras para eliminar o desmatamento ilegal na cadeia da carne bovina, reforçam a credibilidade das informações e o alinhamento com padrões internacionais.

O estudo também relaciona os compromissos do setor ao “Mapa de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa global que busca ampliar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. A Febraban recomenda medidas como o uso de finanças mistas, a criação de fundos permanentes de conservação e o fortalecimento do mercado de carbono, ressaltando o potencial do Brasil para liderar a economia verde mundial.

“Como intermediadores de recursos, os bancos têm um papel fundamental em canalizar capital para projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban, em nota.

O relatório ainda destaca casos de referência, como o Bradesco, que já destinou R$ 350 bilhões a negócios sustentáveis; o Banco do Brasil, com R$ 396 bilhões em carteira verde; e o BTG Pactual, que estruturou mais de US$ 20 bilhões em dívidas rotuladas.

Segundo Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho diretor da Febraban, comentou que não há mais fronteira entre a agenda econômica e a agenda climática. Ao fortalecer instrumentos financeiros e padrões de governança, o sistema bancário brasileiro consolida sua posição como um dos mais avançados do mundo na integração de critérios ambientais, sociais e climáticos às estratégias de negócios.

Câmara dos Deputados amplia uso do seguro garantia em disputas tributárias

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira,11, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 124/2022 que permitirá o uso do seguro garantia para suspender a cobrança de dívidas tributárias. A proposta busca tornar as regras mais justas e dar mais segurança jurídica aos contribuintes.
 

O texto aprovado anteriormente pelo Senado restringia o uso do seguro garantia apenas a casos em que a cobrança fosse feita pela Fazenda Pública, em uma execução fiscal. Na prática, isso impedia que contribuintes que entrassem com ações próprias para contestar tributos usassem o seguro para suspender automaticamente a cobrança, dependendo de uma decisão judicial para isso. Com a aprovação na Câmara, essa restrição foi removida. 
 

“O texto aprovado na Câmara, sob relatoria do Deputado Lafayette de Andrada, REPUBLICANOS/MG, beneficia os contribuintes e valoriza o seguro garantia, que passa a poder ser utilizado não só na execução fiscal, como instrumento de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, mas em qualquer ação que vá discutir crédito tributário.”, destacou O diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Esteves Colnago.

Ajuste de Redação em Processo Administrativo

Além da ampliação da aceitação do seguro garantia, o texto aprovado na Câmara também incluiu um ajuste de redação para evitar insegurança jurídica na aplicação do Art. 151 do Código Tributário Nacional (CTN).
 

A mudança também deixa claro que apenas os recursos e contestações apresentados dentro do processo administrativo fiscal continuam valendo para suspender a cobrança de tributos, conforme já prevê o Código Tributário Nacional (CTN).
 

O texto segue agora para nova análise e votação no Senado Federal, e se aprovado, será convertido em lei.

Prudential do Brasil ressalta o papel do seguro de vida na mitigação dos riscos climáticos durante a COP30

patricia freitas

A seguradora Prudential do Brasil está presente na Casa do Seguro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece até 21 de novembro em Belém. A iniciativa é da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e reúne 10 empresas como empoderadoras para debater a adaptação do setor frente às mudanças no clima e mitigação dos seus impactos econômicos. 

“Nosso papel será apresentar o seguro de vida como uma ferramenta estratégica para reduzir vulnerabilidades sociais e mitigar os impactos dos riscos climáticos, oferecendo proteção em vida em um planeta cada vez mais instável. Eventos extremos exigem soluções integradas entre saúde, meio ambiente e proteção financeira”, afirma Gabriela Al-Cici, vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential do Brasil.

De acordo com a executiva, com o aumento da expectativa de vida e a intensificação dos efeitos climáticos, as pessoas precisarão lidar por mais tempo com eventos extremos, incluindo altas temperaturas, insegurança alimentar e doenças transmitidas por novos vetores. “A Prudential tem investido fortemente em produtos voltados à proteção em vida, como coberturas para doenças graves, doenças tropicais e diária hospitalar. Hoje, 90% das indenizações que pagamos aos nossos clientes são em vida”, pontua.

Estudo de Riscos de Sustentabilidade – Dentro da programação da Casa do Seguro, a Prudential vai liderar no próximo sábado, 15, o painel papel do setor de seguros na resiliência climática e social” e apresentar um estudo sobre como os riscos climáticos e de saúde pública impactam a economia, a longevidade e a sustentabilidade do seguro de vida. Participarão a CEO da companhia, Patricia Freitas, a sócia da consultoria global em sustentabilidade ERM, Tatiana Assali, além Jéssica Bastos (Susep), Mabyr Valderrama (Fasecolda) e Adriana Campelo (UNDRR).

E para encerrar o dia, o segundo painel terá como tema “Clima e saúde, redesenhando o seguro para um futuro sustentável”, com a participação da vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential do Brasil, Gabriela Al-Cici; do presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner; além de Lincoln Muniz Alves (MMA/Mudanças do Clima) e Mariana Neira (OMS).

Agenda da Prudential na Casa do Seguro – COP30

Data: 15 de novembro

10h – Painel 1: “O papel do setor de seguros na resiliência climática e social” com o lançamento do estudo sobre impactos das mudanças climáticas na saúde.

11h20 – Painel 2: “Clima e saúde: redesenhando o seguro para um futuro sustentável”.

Local: Casa do Seguro, Tv. Alferes Costa, 2828 – Pedreira – Belém/PA.

Tokio Marine reforça que uso da IA deve ser guiado por propósito, não por modismo

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O CITO adjunto do Tokio Marine Group e vice-presidente executivo e CIO da Tokio Marine North America Services, Robert Pick, abriu o CQCS Insurtech & Inovação 2025 afirmando que tem imenso carinho e admiração pelo Brasil. “Nos sentimos abraçados aqui”, disse. Sua palestra foi ao mesmo tempo técnica e provocadora. Primeiro convidado internacional do evento, realizado nos dias 11 e 12 de novembro em São Paulo, o executivo trouxe uma visão clara sobre o papel da inteligência artificial (IA) na transformação do mercado de seguros: uma tecnologia revolucionária que deve ser aplicada de forma evolutiva e responsável.

“Quando eu digo que a inteligência artificial é uma tecnologia revolucionária que será aplicada para nossa evolução enquanto mercado, quero dizer que seu uso deve estar atrelado ao propósito de um negócio”, afirmou Pick. “No Brasil, a forma como vocês usam a IA generativa é inovadora, e pode inspirar outros mercados.”

O CIO destacou que 2025 marca o início de uma fase mais madura da adoção de IA, após um período de experimentações em 2024. “Este é o ano em que começamos a transformar pequenos testes em soluções reais, integrando a IA generativa em áreas como automação de escritório, pesquisa e atendimento. Mas ainda é cedo para afirmar que a tecnologia está pronta para ser escalada. A maturidade virá em 2026, quando veremos os primeiros casos de uso em larga escala realmente comprovando valor”, explicou.

Segundo ele, o entusiasmo não pode atropelar o discernimento. Pick lembrou que, em estudo recente do MIT, 95% dos projetos de IA falharam em atingir o retorno esperado — mas vê nisso um sinal de avanço. “Estamos aprendendo. O fato de o mercado continuar experimentando mostra que há confiança no potencial da tecnologia. O erro faz parte da evolução.”

O executivo também comparou o momento atual ao início da automação robótica de processos (RPA) há dez anos, quando o mercado precisou amadurecer para entender os casos de uso e consolidar as plataformas. “Com a IA generativa, estamos vendo o mesmo processo acontecer, só que em velocidade muito maior”, disse.

Pick destacou ainda o protagonismo da operação brasileira no ecossistema global da Tokio Marine. “A Tokio Marine Seguradora é, sem dúvida, a mais inovadora que temos hoje em nossa operação. Sob a liderança de José Adalberto Ferrara, a companhia consegue unir negócios e tecnologia de forma muito sinérgica. Todos nós, CTOs do Grupo, olhamos para o que Adilson Lavrador e Dennis Milan estão fazendo no Brasil porque queremos nos inspirar e fazer algo assim em um futuro próximo”, afirmou.

O recado final foi um convite à prudência e à estratégia: “O desafio não é correr para adotar IA, mas entender como aplicá-la de forma inteligente, com foco no valor que ela cria. O ritmo certo é aquele que equilibra inovação e propósito”.

Além de Robert Pick, também participaram do evento o Diretor Executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia, Adilson Lavrador; o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman; Diretor de Tecnologia, Inovação e Digital, Dennis Milan; a Diretora de Operações, Andrea Ribeiro; Diretora Comercial de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva; e o Diretor Comercial Regional SP Capital e Região Metropolitana, Alexsandro Priuli.

Fórum Clima, Vida e Longevidade mostra como seguros e previdência podem impulsionar um Brasil mais resiliente

A Casa do Seguro recebeu, na tarde desta terça-feira (11), em Belém (PA), durante a COP30, o Fórum Clima, Vida e Longevidade, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).
 

O encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir como novas abordagens e instrumentos financeiros podem transformar os desafios da longevidade e das mudanças climáticas em oportunidades para o desenvolvimento sustentável do país.
 

Sustentabilidade, proteção e pragmatismo

Na abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou o ineditismo da conexão entre longevidade e clima, além do papel do setor de seguros em oferecer respostas concretas à sociedade.
 

“O tema da longevidade é altamente impactado pelas mudanças climáticas, e a própria COP ainda não trata isso adequadamente. Trazer essa discussão é uma maneira de ajudar a sorte. A nossa e a do planeta”, afirmou.
 

Dyogo ressaltou que a Casa do Seguro busca “falar para fora da bolha” do setor, levando ao público e a outros segmentos produtivos as soluções e os desafios das seguradoras na transição para uma economia sustentável.
 

Na sequência, Edson Franco, presidente da FenaPrevi, reforçou a necessidade de integrar as dimensões ambiental, social e econômica.

Presidente da FenaPrevi, Edson Franco

“Esta é a COP da implementação. A política fiscal terá que equilibrar o envelhecimento humano e o envelhecimento ambiental do planeta. Os custos da inação podem ser impagáveis”, alertou.
 

Transição climática e envelhecimento populacional: os desafios para o futuro

Em seguida, o cientista e professor da USP Paulo Artaxo, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), apresentou um panorama contundente das transformações ambientais em curso e seus impactos diretos sobre a saúde e a longevidade.
 

Segundo ele, as mudanças climáticas já representam a maior ameaça à saúde pública deste século, com efeitos crescentes sobre doenças cardiovasculares, respiratórias e infecciosas.
 

“O envelhecimento da população torna ainda mais difícil a adaptação ao novo clima. E quanto mais cedo o fizermos, menor será o prejuízo para a sociedade”, observou.

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Cientista e professor da USP, Paulo Artaxo 

Artaxo destacou que o Brasil, por sua localização tropical, é um dos países mais vulneráveis ao aquecimento global. “Quatro graus a mais aqui em Belém têm impacto muito maior do que quatro graus em Estocolmo ou Montreal. É melhor cuidarmos do clima, porque o troco virá mais forte para nós.”

Transição justa e novos modelos de proteção

No principal painel da tarde, intitulado “Seguros, mudanças climáticas e longevidade”, o diretor da OIT, Vinícius Pinheiro, destacou que as mudanças climáticas, tecnológicas e demográficas estão alterando profundamente o mundo do trabalho.

“A transição justa coloca as pessoas no centro. O clima já mudou e isso exige uma reformulação dos modelos de seguro e de proteção social”, disse Pinheiro.

Seguro de pessoas como alavanca econômica e social

Para o vice-presidente da Prudential, Antônio Rezende, o setor de seguros é uma das principais ferramentas de resiliência da sociedade diante das novas vulnerabilidades climáticas. “O seguro é uma das grandes alavancas econômicas do PIB. Ele transforma riscos em proteção financeira e reduz a dependência dos recursos públicos.”

Previdência privada e o financiamento da transição

O diretor da Bradesco Vida e Previdência, Estevão Scripilliti, defendeu o papel estratégico da previdência privada na poupança de longo prazo e nos investimentos sustentáveis: “A previdência privada é parte da solução. Podemos direcionar recursos para financiar a transição climática e garantir o futuro das próximas gerações.”

Experiências internacionais e inovação

O diretor do Impact Center for Climate Change da Fidelidade, Rui Esteves, apresentou as iniciativas do centro de conhecimento e investigação da seguradora portuguesa, que integra sustentabilidade e longevidade em programas de prevenção e bem-estar. “Estamos desenvolvendo soluções que unem dados de saúde, estilo de vida e tecnologia para promover uma vida mais longa e saudável.”
 

O pacto intergeracional em crise

Com seu estilo contundente, Nilton Molina, de 90 anos, abordou o envelhecimento da população como um desafio sem precedentes. “O Brasil envelheceu antes de ficar rico. Quebramos o pacto intergeracional. Quem vai pagar essa conta? Precisamos dizer a verdade: a sociedade não terá dinheiro para sustentar grandes programas sociais. É hora de criar um novo sistema e incentivar a poupança individual.”
 

O setor de seguros como protagonista da transformação

Encerrando o encontro, Edson Franco reafirmou a importância de o setor de seguros e previdência assumirem papel de liderança na transição para uma economia mais resiliente e sustentável.
 

“O setor precisa falar mais alto e mostrar que é parte da solução, seja na mitigação dos riscos climáticos, seja na construção da segurança financeira de longo prazo.”
 

O Fórum Clima, Vida e Longevidade marcou um ponto de convergência entre as agendas do clima e da longevidade, destacando o potencial do seguro e da previdência como instrumentos de transformação social e ambiental para um futuro mais equilibrado.

Aversão à absorção de riscos: o mito do “Abençoados por Deus”

Felipe Aragão Latin Re

Por Felipe Aragão, com apoio da LARA, Inteligência Artificial da Latin RE

No Brasil, o risco é frequentemente visto como algo distante — uma preocupação dos outros, não nossa. A expressão “somos abençoados por Deus e bonitos por natureza” sintetiza um traço cultural que, embora afetuoso, mascara uma realidade perigosa: subestimamos o risco que está à nossa volta.
Essa crença de proteção quase divina nos torna lentos para reagir e cegos para prevenir. Durante o CQCS Insurtech & Inovação 2025, no painel “Mudanças Climáticas – As oportunidades para o seguro”, defendi que o maior risco brasileiro não é climático nem financeiro — é psicológico e cultural: a negação do risco e a recusa em absorvê-lo.

O brasileiro reage com empatia a tragédias distantes, mas tende a ignorar os riscos cotidianos que o cercam. Essa dissociação emocional é explicada por Daniel Kahneman, em “Pensar, Rápido e Devagar”, como um viés cognitivo: julgamos a probabilidade de algo ocorrer com base na lembrança ou impacto emocional, e não em sua frequência real.
Como as grandes catástrofes parecem sempre “lá fora”, mantemos a ilusão de que “aqui não acontece”. Essa miopia coletiva está presente em temas recorrentes — enchentes, secas, deslizamentos — que só se tornam urgentes depois que já viraram manchete.
Em outras palavras, não falta informação — falta percepção de vulnerabilidade.

Culturalmente, evitamos absorver risco. Transferimos, terceirizamos, adiamos. O Estado é visto como garantidor universal, e o seguro, como custo desnecessário.
Paradoxalmente, a mesma sociedade que evita enfrentar riscos concretos é a que mais cresce nas plataformas de apostas (BETs). Aceita-se o risco quando ele diverte, mas não quando exige responsabilidade. É a contradição da sociedade emocional: apostamos na incerteza, mas negamos a probabilidade.
Essa aversão generalizada compromete nossa capacidade de prevenir, planejar e prosperar — e deixa empresas, famílias e governos reféns da sorte.

A COP (Conferência das Partes) é o palco onde o mundo discute a urgência climática. E, ainda assim, o negacionismo permanece — não só o científico, mas o cultural.
No Brasil, ele se manifesta em sutilezas: acreditamos que o problema é real, mas não nosso. Preferimos confiar na sorte, no clima ameno e na ideia de que “Deus é brasileiro”.
Esse pensamento mágico, quando incorporado à política e à economia, destrói o senso de urgência. Ele impede o desenvolvimento de mecanismos de mitigação e trava o avanço de soluções como seguros climáticos e fundos de catástrofe.
Enquanto isso, o mundo segue discutindo precificação de carbono, resiliência urbana e infraestrutura adaptativa — temas que exigem uma visão de risco como ativo estratégico, não como obstáculo.

O mercado segurador e ressegurador tem, neste cenário, uma missão que transcende o cálculo atuarial: reeducar a sociedade sobre o valor de absorver risco.
O seguro não é apenas proteção financeira — é um instrumento civilizatório. Ele permite que famílias invistam, que empresas se arrisquem e que sociedades cresçam com segurança.
Mas, para isso, o setor precisa mostrar mais e precificar melhor. O Brasil não pode continuar tratando risco como tabu. É hora de torná-lo visível, mensurável e compreensível.
A ausência de precificação não elimina o risco — apenas o distribui de forma desigual e silenciosa.
Como alguém que tem grande apetite por risco quando o retorno é bom e satisfatório, acredito que o problema não é o risco em si, mas a falta de clareza sobre o valor que ele carrega.
O risco, quando bem precificado, é o que permite a inovação, o investimento e a confiança.

Conclusão e Convocação

O futuro climático, econômico e social do Brasil dependerá da nossa capacidade de substituir a fé na sorte pela fé na preparação. Absorver risco é reconhecer a realidade — e agir sobre ela. O mercado segurador e ressegurador local deve assumir o papel de protagonista, liderando a conversa sobre vulnerabilidade e resiliência. É hora de deixar de ser apenas um amortecedor e tornar-se um espelho do risco real que o país corre.
Enquanto insistirmos em acreditar que nada vai acontecer conosco, permaneceremos vulneráveis. Mas se encararmos o risco de frente — com método, apetite e disciplina — poderemos transformá-lo na base de um crescimento sólido e sustentável.

Referências

– Kahneman, D. (2011). Pensar, Rápido e Devagar. Companhia das Letras.
– CQCS. (2025). Executivos discutem como o seguro pode responder às mudanças climáticas no CQCS Inovação 2025.
– Gamma App. (2025). Mudanças Climáticas – As oportunidades para o seguro.
elip- Conferência das Partes (COP). Acordos e discussões sobre mitigação e adaptação climática.

MAG Seguros lança edição da campanha Protegeu, Ganhou! no Novembro Azul

Marcio Batistuti Mag Seguros

A MAG Seguros anuncia o início da edição de novembro da campanha Protegeu, Ganhou!, iniciativa que garante 50% de bônus extra na angariação a corretores e reforça a conscientização sobre o câncer de próstata. A ação ocorre até 30 de novembro e integra o movimento Novembro Azul, voltado ao incentivo do diagnóstico precoce e ao cuidado com a vida.


A seguradora, que possui 190 anos de atuação contínua no mercado de vida e previdência, destaca que a campanha busca unir incentivo comercial e propósito social, assim como ocorreu em outubro durante a mobilização pelo câncer de mama. O objetivo é estimular os corretores a promover informação, prevenção e acesso a soluções de proteção financeira ao longo da jornada de atendimento.


“Assim como fizemos no Outubro Rosa, queremos que o Novembro Azul seja mais um momento de diálogo aberto sobre prevenção. O câncer de próstata ainda é cercado de tabus. As seguradoras têm um papel fundamental em facilitar o acesso à informação, ao diagnóstico e às soluções de proteção financeira. Na MAG, trabalhamos para apoiar as famílias de forma completa, oferecendo produtos adequados às necessidades das famílias e incentivando nossos corretores a levar essa mensagem adiante”, afirma Márcio Batistuti, Diretor Comercial de Varejo do Grupo MAG.


Os produtos elegíveis estão descritos no regulamento completo, disponível com a liderança comercial da companhia. Para mais informações, consulte um representante da liderança comercial MAG e o regulamento da campanha.

Bradesco Capitalização lança Max Virada do Milhão

A Bradesco Capitalização, empresa do Grupo Bradesco Seguros, acaba de lançar o Max Virada do Milhão, série sazonal e limitada com um sorteio milionário. O produto está disponível nas opções de pagamento único, de R$ 100 e R$ 200, nas quais o cliente concorre a mais 130 prêmios durante a vigência do produto com prêmio máximo de R$ 1 milhão. 

“Este é mais um ano que trazemos um produto especial da virada, um título que já faz parte do nosso portfólio e do gosto dos nossos clientes. Além de oferecer a chance de concorrer a um prêmio milionário, o Max Virada do Milhão tem um papel importante: incentivar a disciplina financeira”, explica o superintendente sênior de Negócios da Bradesco Capitalização, Douglas Duran. 

Na versão de R$ 100, o prêmio principal é de R$ 500 mil; já na de R$ 200, o destaque é o prêmio de R$ 1 milhão, cujo sorteio será realizado no dia 27 de dezembro. As demais premiações, entre sorteios únicos e mensais, têm valores de até R$ 40 mil. O Max Virada do Milhão tem vigência de 60 meses e está disponível para compra até 26 de dezembro. 

Seguros Unimed anuncia Rodrigo Augusto como novo superintendente Jurídico


A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia Rodrigo Augusto como novo superintendente Jurídico, de Governança, Riscos, Compliance e Privacidade de Dados. Com uma trajetória consolidada na seguradora, o executivo assume o desafio de fortalecer a segurança jurídica, a governança e as práticas de compliance. “A missão é consolidar o trabalho em desenvolvimento, que assegure confiança e proteção, contribuindo para um ambiente ético e inovador, sempre voltado ao cuidado de longo prazo com a saúde e o patrimônio”, afirma o novo superintendente.

Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 21 anos de experiência no setor jurídico, especialmente nas áreas de seguros e saúde suplementar, Rodrigo Augusto também possui MBA Executivo em Seguros e Resseguros e Pós-Graduação em Direito Administrativo. Com passagem por empresas como Allianz, Tokio Marine, QBE, MetLife e AllSeg, sua trajetória inclui a liderança de equipes jurídicas, a implementação de áreas de Ouvidoria e Compliance, além da atuação como professor e membro de comissões jurídicas do setor, como Abramge e Fenasaúde.

Nova fase da Alper Seguros reforça foco em proteção financeira e bem-estar em um Brasil de incertezas

Em um momento de instabilidade econômica e mudanças profundas na forma como os brasileiros lidam com planejamento financeiro, a Alper Seguros dá um passo importante em sua estratégia de expansão e inovação, participando do XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, que acontece de 11 a 14 de novembro, em Brasília (DF), e apresentando ao mercado uma nova etapa de atuação, marcada pela integração entre tecnologia, bem-estar e proteção financeira personalizada.

No estande da Alper, os visitantes poderão conhecer o portfólio JustVida, linha de produtos desenhada para oferecer proteção e tranquilidade financeira de forma simples e flexível. O JustVida nasce com o propósito de aproximar o seguro da vida real — com planos ajustáveis, coberturas personalizadas, inclusive com indenizações em vida — sem abrir mão da atenção humana.


Após incorporar a Siena, uma empresa com ampla experiência em seguros de pessoas, a corretora — uma das maiores do país — fortalece sua presença nos segmentos de vida, previdência e benefícios corporativos, combinando a solidez de uma operação nacional com a expertise da empresa incorporada em soluções sob medida para diferentes perfis de clientes, além de apólices por adesão em entidades de classe.

“Mais do que unir estruturas, estamos integrando culturas e visões de cuidado. Nosso foco é entregar soluções que acompanhem a jornada das pessoas e garantam estabilidade em tempos de incerteza”, afirma Antônio Marcos, diretor de seguro de vida da da Alper Seguros.

Um movimento estratégico de consolidação

A incorporação da Siena foi a quarta aquisição da Alper em 2025, consolidando a estratégia da empresa de ampliar o acesso a soluções de proteção e previdência em um país onde menos de 20% da população economicamente ativa possui seguro de vida.
Com mais de 1.200 colaboradores e presença nacional, a Alper tem diversificado seu portfólio por meio de aquisições e da expansão de sua plataforma digital, voltada tanto para empresas quanto para clientes individuais.

Essa integração marca também um novo posicionamento da companhia: promover a cultura da prevenção e da segurança financeira como pilares de bem-estar e sustentabilidade.

“Falar de seguro é falar de autonomia e tranquilidade. Queremos ajudar o brasileiro a planejar o amanhã com a mesma confiança com que vive o hoje”, destaca o executivo.


Serviço

📅 De 11 a 14 de novembro de 2025

📍 XXVI Congresso Nacional do Ministério Público – Brasília (DF)