O CITO adjunto do Tokio Marine Group e vice-presidente executivo e CIO da Tokio Marine North America Services, Robert Pick, abriu o CQCS Insurtech & Inovação 2025 afirmando que tem imenso carinho e admiração pelo Brasil. “Nos sentimos abraçados aqui”, disse. Sua palestra foi ao mesmo tempo técnica e provocadora. Primeiro convidado internacional do evento, realizado nos dias 11 e 12 de novembro em São Paulo, o executivo trouxe uma visão clara sobre o papel da inteligência artificial (IA) na transformação do mercado de seguros: uma tecnologia revolucionária que deve ser aplicada de forma evolutiva e responsável.
“Quando eu digo que a inteligência artificial é uma tecnologia revolucionária que será aplicada para nossa evolução enquanto mercado, quero dizer que seu uso deve estar atrelado ao propósito de um negócio”, afirmou Pick. “No Brasil, a forma como vocês usam a IA generativa é inovadora, e pode inspirar outros mercados.”
O CIO destacou que 2025 marca o início de uma fase mais madura da adoção de IA, após um período de experimentações em 2024. “Este é o ano em que começamos a transformar pequenos testes em soluções reais, integrando a IA generativa em áreas como automação de escritório, pesquisa e atendimento. Mas ainda é cedo para afirmar que a tecnologia está pronta para ser escalada. A maturidade virá em 2026, quando veremos os primeiros casos de uso em larga escala realmente comprovando valor”, explicou.
Segundo ele, o entusiasmo não pode atropelar o discernimento. Pick lembrou que, em estudo recente do MIT, 95% dos projetos de IA falharam em atingir o retorno esperado — mas vê nisso um sinal de avanço. “Estamos aprendendo. O fato de o mercado continuar experimentando mostra que há confiança no potencial da tecnologia. O erro faz parte da evolução.”
O executivo também comparou o momento atual ao início da automação robótica de processos (RPA) há dez anos, quando o mercado precisou amadurecer para entender os casos de uso e consolidar as plataformas. “Com a IA generativa, estamos vendo o mesmo processo acontecer, só que em velocidade muito maior”, disse.
Pick destacou ainda o protagonismo da operação brasileira no ecossistema global da Tokio Marine. “A Tokio Marine Seguradora é, sem dúvida, a mais inovadora que temos hoje em nossa operação. Sob a liderança de José Adalberto Ferrara, a companhia consegue unir negócios e tecnologia de forma muito sinérgica. Todos nós, CTOs do Grupo, olhamos para o que Adilson Lavrador e Dennis Milan estão fazendo no Brasil porque queremos nos inspirar e fazer algo assim em um futuro próximo”, afirmou.
O recado final foi um convite à prudência e à estratégia: “O desafio não é correr para adotar IA, mas entender como aplicá-la de forma inteligente, com foco no valor que ela cria. O ritmo certo é aquele que equilibra inovação e propósito”.
Além de Robert Pick, também participaram do evento o Diretor Executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia, Adilson Lavrador; o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman; Diretor de Tecnologia, Inovação e Digital, Dennis Milan; a Diretora de Operações, Andrea Ribeiro; Diretora Comercial de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva; e o Diretor Comercial Regional SP Capital e Região Metropolitana, Alexsandro Priuli.


















