IRB(Re) obtém lucro líquido de R$ 99 milhões no terceiro trimestre

O IRB(Re) obteve lucro líquido pelo décimo primeiro trimestre consecutivo. Os números, divulgados hoje (13/11), apontam resultado positivo de R$ 99 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T35). O resultado, menor 17% frente aos R$ 116 milhões apurados no 3T24, quando os números foram impactados positivamente em R$ 33,4 milhões devido à venda de terreno no Rio de Janeiro, efeito não recorrente, contribuiu para que o ressegurador somasse R$ 361 milhões de lucro líquido no acumulado de 2025 (+39%) e R$ 474 milhões em 12 meses (+59%). 

Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) foi de R$ 90 milhões no 3T25. Com isso, no acumulado dos últimos 12 meses, o lucro líquido chegou a R$ 437 milhões no 3T25, alta de 9% em relação ao apurado um ano antes (R$ 401 milhões). Já Vida fechou o 3T25 com R$ 9 milhões de lucro líquido, somando R$ 37 milhões no acumulado dos últimos 12 meses, crescimento de 136% na comparação com o resultado negativo de R$ 114 milhões verificado um ano antes.

“Registramos mais um trimestre de lucro líquido e, olhando a trilha dos últimos 12 meses, verificamos alta de 59%. Com isso, zeramos a linha de prejuízos acumulados, atingindo R$ 61 milhões de lucros acumulados em setembro. Continuamos apresentando indicadores de desempenho consistentes, tanto no resultado de subscrição quanto no resultado financeiro. Nosso negócio de subscrição continua forte e rentável. Obtivemos praticamente o mesmo resultado de subscrição do 3T24, alcançado uma sinistralidade mais baixa, provando que temos ainda espaço para melhoria de margem. Continuamos com o desafio de crescer mantendo nossa rigorosa disciplina de subscrição”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Resultado de subscrição cresce 65% em 12 meses

O resultado de subscrição totalizou R$ 116 milhões no 3T25, em linha com os R$ 118 milhões apurados no 3T24. Considerando os últimos 12 meses, houve evolução de R$ 379 milhões para R$ 626 milhões, crescimento de 65%. A carteira P&C registrou resultado de subscrição positivo de R$ 104 milhões no 3T25, chegando a R$ 667 milhões na soma dos últimos 12 meses. Em Vida, houve resultado positivo de R$ 11 milhões no 3T25, o que contribuiu para redução do resultado de subscrição negativo acumulado nos últimos 12 meses para R$ 41 milhões negativos.

No 3T25, os prêmios retidos pelo IRB(Re) totalizaram R$ 866 milhões, retração de 17% ante R$ 1,04 bilhão no 3T24. Do total de prêmios retidos no 3T25, R$ 840 milhões se referem à carteira P&C (97%) e R$ 26 milhões à Vida (3%). No acumulado dos últimos 12 meses, o prêmio retido total da companhia somou R$ 3,56 bilhões. Houve crescimento de 8% em P&C, de R$ 3,09 bilhões para R$ 3,34 bilhões. Em Vida, conforme estratégia de limpeza da carteira, o prêmio retido retraiu 75%, de R$ 896 milhões para R$ 226 milhões. O prêmio retido é resultado da subtração do prêmio retrocedido do prêmio emitido. Ele reflete o prêmio que é mantido dentro da companhia.

“Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente, mantendo-se, nos últimos 12 meses, acima dos R$ 600 milhões. Em relação ao prêmio retido, analisando os números, observamos que a carteira total diminuiu 11% em 12 meses. Esta retração é explicada pela redução dos negócios de Vida em 75%. Quando olhamos para o P&C, nosso principal negócio, o prêmio retido cresce 8% em 12 meses. A ideia é continuar selecionando riscos e crescendo nos negócios de maior rentabilidade. Nesse sentido, considerando as linhas de negócios, Patrimonial, que era 40% da carteira, nos últimos 12 meses representa mais da metade do nosso negócio, com 51%”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
 

Daniel Castillo: ‘Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente’

“Sobre o segmento de Vida, o novo diretor, Ricardo Siquieri, profissional com 13 anos de experiência no mercado internacional de Vida e Saúde, vai montar uma equipe que desenhará produtos, participará com os seguradores na comercialização e na rentabilização da linha. Seu desafio será de viabilizar às nossas cedentes a modelagem de novos produtos de proteção, capital de risco para novas iniciativas, além da ampliação das suas capacidades e a transferência de riscos”, completa Castillo.

Crescimento internacional

Em relação à distribuição geográfica, no 3T25, 60% (R$ 517 milhões) do prêmio retido é resultado de negócios firmados no Brasil. Outros 18% (R$ 152 milhões), na América Latina; e 23% (R$ 196 milhões), em outros países do mundo. Na análise dos últimos 12 meses, 65% do prêmio retido (R$ 2,3 bilhões) tem origem no mercado local; 14% (R$ 508 milhões) na América Latina; e 21% (R$ 734 milhões) em outros países. Conforme a estratégia de subscrição do IRB(Re), houve alta de 22% na participação dos países latino-americanos no prêmio retido em 12 meses.

“Sob a ótica de diversificação geográfica, podemos observar que nosso objetivo de crescimento internacional, sempre com rentabilidade, está se realizando. Avançamos no mercado da América Latina em 22% e, em outros países, 39%. O Brasil continua sendo nosso negócio principal, e sempre será, apesar da queda de 24%, que é explicada pela redução na linha de Vida”, afirma Castillo.

Índice Combinado de P&C é de 96% em 12 meses

Neste trimestre, o índice combinado total – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – foi de 102,5%, em linha com o 3T24. Esse resultado foi beneficiado por efeito positivo de R$ 88 milhões referentes à conciliação de provisões de sinistros com as seguradoras, trabalho iniciado no 2T25, conforme divulgado anteriormente. Considerando os acumulados dos últimos 12 meses, o índice combinado total da companhia foi de 98% no 3T25, ante 102% no 3T24. Por carteira, no 3T25, P&C acumula índice combinado de 96% em 12 meses. Já Vida tem índice de 134%.

O índice de sinistralidade, no 3T25, foi de 61%, queda de 7 p.p. ante 68% no 3T24. As linhas de Vida (32%) e Rural (15%) contribuíram para a queda da sinistralidade, que também foi beneficiada pela conciliação de provisões de sinistros. O sinistro retido total, no 3T25, foi de R$ 467 milhões, ante R$ 643 milhões no 3T24. A análise dos últimos 12 meses mostra que o índice de sinistralidade total ficou em 61%. P&C segue com um índice estável de 57% em 12 meses. Em Vida, 113%.

Em relação ao índice de comissionamento total, outro indicador central para o cálculo do índice combinado, no 3T25, ele foi de 21,7%, em linha com o 3T24. Considerando os últimos 12 meses, o índice de comissionamento total foi de 20%. A carteira P&C apresenta índice de comissionamento constante de 22% em 12 meses. Já em Vida o índice na visão 12 meses ficou em 2%, refletindo a mudança da estratégia para a carteira.

Resultado financeiro e patrimonial estável

O resultado financeiro e patrimonial da companhia, neste terceiro trimestre, foi de R$ 186 milhões, ante R$ 196,4 milhões no 3T24. No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado financeiro e patrimonial do IRB(Re) passou de R$ 628 milhões, acumulado no 3T24, para R$ 668 milhões, acumulado no 3T25. Alta de 6,3%.

“O resultado financeiro do 3T25 somou R$ 173 milhões, 18,6% superior quando comparado ao 3T24, explicado principalmente pelo resultado das carteiras de investimento onshore. Vale lembrar que o resultado patrimonial do 3T24 foi influenciado pela venda de um terreno no Rio de Janeiro, que beneficiou o resultado patrimonial em R$ 37 milhões. Se excluirmos o efeito da venda do terreno, o resultado patrimonial se mantém praticamente constante”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), gestora de investimentos do ressegurador.

O IRB(Re) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com R$ 8,9 bilhões sob gestão, sendo 60% onshore, em reais, e 40% offshore, para a cobertura dos passivos operacionais em diversas moedas, principalmente o dólar.

Suficiência chega a 251% no 3T25

A suficiência do Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido, que era de R$ 892 milhões, no 3T24, chegou a R$ 1,5 bilhão, no 3T25, com isso, o indicador de Solvência Regulatória atingiu o índice de 251%, alta de 68 p.p. em relação ao 3T24. 

“Nosso indicador vem crescendo ainda mais aceleradamente este ano, o que nos coloca num patamar de solvência similar ao das maiores resseguradores internacionais. O resultado se deve a um aumento substancial do nosso Patrimônio Líquido Ajustado sem aumento do Capital Mínimo Requerido fruto da gestão do nosso capital, tanto na área financeira quanto de subscrição”, diz Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

Lucro líquido em IFRS 17 é de R$ 112 milhões no 3T25

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publicou seus resultados do 3T25 em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, traz novos conceitos, incluindo o valor do dinheiro no tempo. Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia no 3T25 foi positivo em R$ 112 milhões, ante lucro de R$ 192 milhões no 3T24. 

“O resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 128 milhões no trimestre, representando uma redução em relação a 2024, quando atingiu R$ 260 milhões. O segmento Vida impactou de forma relevante esse resultado, reflexo dos cancelamentos de contratos efetuados no período. Analisando de forma isolada, o P&C teve uma evolução de 8% quando comparado com o 3T24, concentrados principalmente nos segmentos patrimonial e rural, demonstrando a aderência à estratégia corporativa”, afirma Frederico Knapp, CFO do IRB(Re).

Em linha com agenda da COP30, Zurich ajuda a expandir oportunidades no Vale do Rio Doce

Com o apoio da Z Zurich Foundation, a Zurich Seguros acaba de anunciar um novo projeto em colaboração com o Instituto Terra, fundado por Lélia Wanick Salgado e pelo fotógrafo Sebastião Salgado com o objetivo de recuperar parte do bioma da Mata Atlântica em Aimorés (MG).  

Agora, as instituições trabalharão juntas na frente de educação ambiental do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (NERE), para proporcionar a adolescentes e jovens de comunidades rurais vulneráveis do Vale do Rio Doce qualificação profissional, habilidades empresariais e suporte personalizado de transição para o emprego, especialmente em economia verde.

Criado em 2005 com o objetivo de preparar profissionais capazes de atuar no setor ambiental, o NERE é um curso voltado para jovens de 18 a 22 anos, formados no ensino médio técnico em áreas ambientais, agrícolas ou florestais. Os alunos recebem bolsa, alimentação e transporte, em uma imersão de 11 meses que oferece formação integral em fundamentos científicos, habilidades técnicas e competências humanas em reflorestamento e gestão ambiental. 

Combinando restauração da natureza e empoderamento da comunidade, o projeto agora também ajudará os jovens a desenvolverem habilidades e criar meios de subsistência sustentáveis, graças ao novo apoio da Fundação. O programa aumentará o número de pessoas impactadas, preparará os jovens para os chamados empregos verdes (green jobs) e incluirá a requalificação dos professores do instituto, além da expansão do projeto com escolas públicas na região. 

Equidade de oportunidades e expansão do impacto 

Segundo estudo da Agenda Pública em parceria com a Fundação Grupo Volkswagen, o Brasil pode criar 7 milhões de empregos verdes até 2030 e cerca de 15 milhões até 2050. Para Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros, este cenário cria não só uma oportunidade para capacitação e empregabilidade de adolescentes e jovens, mas também um contexto em que é necessário garantir e equidade de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade. 

“Hoje, nós sabemos que existe um gap educacional não só com base na classe social, mas também da área rural em relação à urbana, fruto de desigualdades históricas que vivemos no Brasil”, explica Abreu. “Os novos empregos verdes serão ocupados por pessoas capacitadas para tal. Se não interviermos ativamente, há grandes chances de eles aprofundarem a desigualdade de oportunidades que o baixo acesso à educação já tem gerado no campo e nas populações de menor poder aquisitivo”, avalia. 

Por isso, nesta nova fase, o financiamento do NERE pela Fundação foi pensado para ir além dos jovens atendidos diretamente pelo programa. Serão quatro frentes de desenvolvimento: 

  • Programa educacional NERE para jovens vulneráveis: além dos 84 alunos jovens com formação teórica e prática ao longo de três anos, será promovido um ciclo de melhoria com a requalificação dos professores do programa; 
  • Avaliação do mercado de trabalho e desenvolvimento de parcerias: será realizado um estudo do mercado de empregos verdes na Bacia do Rio Doce, estabelecendo eventos e parcerias que possam aproximar as empresas do Instituto. A ideia é criar um ecossistema de oportunidades para os jovens, além de proporcionar melhorias nos programas de capacitação do NERE para melhor atender às demandas do mercado; 
  • Ampliação do alcance do NERE: o estudo também promoverá o desenvolvimento de um curso online voltado à economia verde, a ser distribuído nas escolas da região, aumentando a acessibilidade do conhecimento aos jovens e possibilitando que vislumbrem oportunidades no mercado regional. Os professores do NERE também devem atuar como multiplicadores, treinando os professores da rede pública para disseminarem informações sobre este mercado; 
  • Garantia da sustentabilidade de longo prazo da educação ambiental no Instituto Terra: o Instituto receberá o apoio da Zurich em diversas frentes de organização e gestão interna, a fim de garantir a continuidade do programa a longo prazo, após o encerramento do financiamento, em 2028. 

Segundo Nathalia, o investimento deve impactar cerca de 10 mil pessoas em três anos, atendendo a 35 municípios localizados em Minas Gerais e Espírito Santo. “Acreditamos que essa expansão ajudará os jovens a identificar oportunidades de negócios viáveis em suas próprias comunidades, reduzirá a migração forçada para os grandes centros e contribuirá, a longo prazo, para a recuperação do ecossistema local”, defende Nathalia.  

Para Jeieli Capettini, Gerente de Educação do Instituto Terra, o NERE representa uma oportunidade de qualificação profissional e de ascensão pessoal, com impacto direto para os estudantes, suas famílias e todo o território. Ela explica que a ampliação da parceria da Zurich para o NERE é um novo passo que permite ao Instituto expandir o alcance do projeto. 

“Lá atrás, a Zurich acreditou no nosso sonho de restaurar o vale do Rio Doce e, juntos, temos mostrado que a regeneração é possível. Agora, vamos oferecer a mais jovens em situação de vulnerabilidade o acesso a uma educação ambiental de excelência, contribuir com a formação de professores e conectar territórios. Formamos multiplicadores desse legado, preparados para atuar na restauração de ecossistemas e na reconstrução da esperança em um futuro melhor. Para nós, é profundamente gratificante e enriquecedor poder contar com a Zurich nesse processo”, pontua Capettini. 

Já Gary Shaughnessy, presidente do Conselho da Z Zurich Foundation, reflete que o acesso à experiência e ao aprendizado pode ajudar a aumentar a independência e a realizar o potencial de cada pessoa apoiada pelo projeto. “Conectar resiliência climática, equidade social e desenvolvimento econômico é bom para todos — especialmente para o nosso planeta”, completa o executivo. 

Floresta Zurich

A nova iniciativa complementa o trabalho ecológico realizado pelo Instituto através do Zurich Forest Project (Floresta Zurich) desde 2020, no qual a Zurich se comprometeu a apoiar o Instituto no plantio de cerca de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica até 2028. Toda a gestão do plantio das mudas, em diferentes estágios, é fundamental para o retorno da fauna e flora nativa da região, enriquecendo a biodiversidade e proporcionando a recuperação do bioma como um todo. 

Além do investimento no NERE via Fundação, a Zurich já havia ampliado seu engajamento na floresta com um investimento que permitiu ao Instituto Terra quase triplicar sua área até o final de 2024. Com a compra das fazendas adjacentes a Fazenda Bulcão – Cantinho do Céu, Maria Bonita, Vai e Vem e Constância –, a área para restauração pôde ser expandida de aproximadamente 700 hectares para quase 2.400 hectares – mais de 2 mil campos de futebol. 

“A Zurich já atuava há mais de cinco anos com recursos diretos voltados à floresta, com o objetivo de recuperar o bioma da Mata Atlântica na Bacia do Rio Doce. Ou seja, o objetivo primário era o reflorestamento, em linha com os desafios climáticos que vivemos”, explica Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil. “Agora, com a Fundação, vamos entrar também na frente de educação ambiental, que conversa diretamente com a nossa premissa de promover maior empoderamento econômico em nossas comunidades. Vamos potencializar o profundo conhecimento local do Instituto Terra para entregar benefícios ambientais e socioeconômicos juntos”. 

Seguradora MetLife debate IA e comunicação em evento de inovação

A MetLife esteve presente no CQCS Insurtech & Innovation 2025, um dos principais eventos de inovação do mercado segurador latino-americano, realizado em São Paulo nos dias 11 e 12 de novembro. Ao lado de líderes e especialistas do setor, os principais executivos da companhia no Brasil apresentaram sua visão sobre o futuro da proteção financeira em um mundo impulsionado pela inteligência artificial, destacando como tecnologia, dados e empatia humana se unem para criar experiências mais simples, acessíveis e relevantes para clientes e parceiros.

Liderança e o papel da IA no futuro do seguro

No painel de líderes, o CEO da MetLife, Breno Gomes, destacou que a inteligência artificial deve ser vista como um instrumento de inclusão, confiança e avanço real do seguro, e não apenas como uma tendência tecnológica.

“O verdadeiro potencial da IA está em unir dados e sensibilidade humana para oferecer soluções mais justas, ágeis e personalizadas. Na MetLife, acreditamos que o uso responsável da tecnologia pode ampliar o acesso à proteção e transformar a relação entre pessoas e seguros”, afirmou o CEO.

Breno também reforçou que a MetLife vem aplicando IA de forma prática em áreas como subscrição automatizada, gestão preditiva de clientes e análise conversacional, sempre com foco em tornar o seguro mais acessível, eficiente e centrado nas pessoas. Segundo ele, o futuro do setor passa por uma combinação entre a capacidade analítica da IA e as interações humanas, no qual a tecnologia atua como copiloto de decisões para corretores e parceiros comerciais.

Inovação e parcerias digitais para ampliar o acesso

Em sua fala no painel “Venda por Comodidade: A Qualquer Hora, em Qualquer Lugar”, Marcelo Tomei, vice-presidente MetLife Xcelerator Brasil, destacou o papel da MetLife Xcelerator como unidade de negócios voltada a expandir o acesso ao seguro por meio de parcerias estratégicas com bancos digitais, plataformas de investimento, fintechs e empresas de diferentes segmentos.

“Nos últimos dois anos, a MetLife Xcelerator se consolidou como uma plataforma de inovação e crescimento, com mais de 20 parceiros e 6 milhões de clientes. Nosso foco é criar soluções junto aos parceiros, unindo tecnologia, dados e experiência para que o seguro chegue de forma simples e conveniente à vida das pessoas”, afirmou Tomei.

O executivo também ressaltou o avanço da MetLife em jornadas digitais integradas, que vão desde a contratação até o uso do seguro, com processos automatizados e pagamentos de indenizações em até duas horas — um reflexo da aposta da companhia em transformar o seguro em uma experiência fluida e de valor real para o cliente.

IA aplicada à experiência do corretor

O CIO da MetLife, Marcelo Vighi, apresentou, pela primeira vez, o novo Cot.Ai, ferramenta de cotação inteligente da MetLife. Integrada ao WhatsApp, a solução usa inteligência artificial generativa para oferecer uma experiência simples e intuitiva aos corretores, com geração automática de propostas e respostas em tempo real.

“A inteligência artificial não substitui o humano, ela o potencializa. Nosso foco é automatizar o que é manual e repetitivo para que a inteligência humana se concentre no que gera valor: entender o cliente, fortalecer o relacionamento e oferecer soluções mais rápidas e relevantes. O Cot.Ai é um exemplo prático dessa visão, unindo tecnologia e simplicidade para transformar a rotina do corretor”, explicou Vighi.

A ferramenta já está disponível para o produto Vida PME Capital Global e será ampliada para outras linhas do portfólio nas próximas semanas.

Comunicação e confiança como pilares da transformação

Encerrando a participação da MetLife, Denise Coelho, diretora de marketing e comunicação, apresentou o painel “A comunicação como instrumento de ampliação do valor do seguro”. Ela destacou a importância de criar conexões emocionais com os clientes, mostrando que o seguro é, acima de tudo, sobre confiança e empatia.

“Seguro é sobre confiança. A comunicação tem o papel de construir pontes entre razão e emoção, de transformar o medo em confiança e mostrar, por meio de ações concretas, que a marca está ao lado das pessoas”, afirmou Denise.

A executiva também apresentou ações que reforçam o propósito da MetLife, como os investimentos da MetLife Foundation em educação e inclusão social e a parceria global com o Global Citizen, que atua em prol da erradicação da pobreza.

Com sua participação no CQCS Insurtech & Innovation 2025, a MetLife reafirma sua estratégia de unir tecnologia, empatia e inovação para transformar o setor de seguros, oferecendo soluções mais ágeis, inclusivas e humanas, o compromisso global de proteger juntos o que mais importa.

Fórum de Finanças Sustentáveis destaca papel estratégico dos seguros e das finanças na transição climática

Representantes do governo, de organismos internacionais e do setor privado se reuniram, nesta quarta-feira (12), no “Fórum de Finanças Sustentáveis na COP30”, para discutir caminhos concretos de financiamento da transição ecológica e o fortalecimento do papel do sistema financeiro na construção de uma economia de baixo carbono.

O encontro ocorreu na Casa do Seguro, em Belém (PA), promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A convergência necessária entre finanças e sustentabilidade

Na sessão de abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que o setor de seguros tem se posicionado como um elo essencial entre o financiamento e a adaptação climática. “Não há transição possível sem instrumentos financeiros e de seguros que deem suporte à mudança. O desafio é alinhar a proteção do capital com a proteção do planeta”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a Casa do Seguro, durante a COP30, simboliza esse esforço de aproximar o mercado segurador das agendas globais de sustentabilidade, criando um espaço de diálogo e de proposições conjuntas com os demais atores financeiros.

O presidente da Anbima, Carlos José da Costa André, observou que a sustentabilidade já se consolidou como vetor estratégico dos investimentos. “A transição ecológica é também uma transição de valores e de métricas. É preciso que o capital trabalhe a favor do futuro”, defendeu.

O presidente do Conselho Diretor da Febraban, Luiz Carlos Trabuco, reforçou o papel do sistema bancário como catalisador de boas práticas. “Estamos diante de uma transformação civilizatória, e o sistema financeiro precisa ser protagonista, induzindo comportamentos e premiando a responsabilidade ambiental.”

O Plano de Transformação Ecológica e o papel das finanças

O primeiro painel, “Plano de transformação ecológica: contribuições do setor financeiro”, trouxe uma discussão ampla sobre as diretrizes do plano conduzido pelo Ministério da Fazenda e sobre como o sistema financeiro pode acelerar sua implementação.
 

Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda

A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda, enfatizou que o plano representa uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil, combinando crescimento econômico com regeneração ambiental. “Não é apenas uma agenda verde, é uma agenda de competitividade. O Brasil tem condições únicas para liderar a economia da transição”, afirmou.
 

Nos debates, Dan Ioschpe, high-level champion do Brasil na COP30, ressaltou a importância da cooperação entre empresas e governos para transformar metas em resultados concretos.
 

Denise Pavarina, conselheira consultiva do capítulo brasileiro da GFANZ, destacou o papel dos investimentos privados na ampliação do impacto. “O capital privado precisa ser mobilizado para destravar a escala necessária. Isso exige métricas, transparência e confiança.”
 

Remco Fisher, líder de clima da UNEP-FI, chamou atenção para a necessidade de integração das políticas financeiras e ambientais.
 

O painel foi moderado por Cacá Takahashi, diretor da ANBIMA e coordenador da Rede de Sustentabilidade da entidade, que sintetizou o debate lembrando que “o plano ecológico só será viável se for também um plano econômico”.


Painel Plano de Transformação Ecológica: Contribuições Do Setor Financeiro

Financiando a transição climática

No segundo painel, “Investimentos sustentáveis: financiando a transição climática”, os especialistas abordaram os desafios de alinhar o sistema financeiro aos compromissos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
 

Para Luiz Gabriel Todt de Azevedo, diretor-gerente da Divisão Socioambiental e de Governança do BID Invest, o financiamento verde deve ser visto como oportunidade de prosperidade. “A transição climática não é um custo, é uma avenida de crescimento. Mas ela requer coordenação entre regulações, incentivos e inovação.”
 

Na sequência, Butch Bacani, head de seguros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP Fi), defendeu que o setor segurador tem papel singular em precificar riscos e orientar investimentos.
 

Isabela Maia, chefe da Gerência de Sustentabilidade do Banco Central do Brasil, destacou o avanço da regulação financeira verde no país e lembrou que “a sustentabilidade já é parte das diretrizes de estabilidade financeira”.
 

Tamsin Ballard, chief Investor Initiatives Officer do PRI, ressaltou o potencial de mobilizar capital global para ativos brasileiros. O painel foi moderado por Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Febraban, que destacou a urgência de “tornar o discurso financeiro compatível com o tempo da crise climática”.
 


Painel Investimentos Sustentáveis: Financiando a Transição Climática

Florestas no centro das finanças sustentáveis

Encerrando o Fórum, o painel “Florestas no centro das finanças sustentáveis: impulsionando desenvolvimento e resiliência climática” trouxe o olhar sobre a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas como parte central da agenda financeira.
 

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristiana Reis, observou que o financiamento florestal é uma condição para o cumprimento das metas climáticas do país. “Precisamos transformar as florestas em ativos de valor reconhecido pelo sistema financeiro”, afirmou.
 

Entre os debatedores, Garo Batmanian, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, destacou a importância de ampliar instrumentos de crédito e garantias para projetos de restauração.
 


Painel Florestas no Centro Das Finanças Sustentáveis: Impulsionando Desenvolvimento e Resiliência Climática 

Lígia Jesi, coordenadora de Regulação do Sistema Financeiro da Secretaria de Reformas Econômicas, abordou as novas exigências da Política Nacional de Mudanças Climáticas, enquanto Luciana Galan, da IFC, reforçou o papel do investimento privado em estruturar projetos de impacto mensurável.

Marcus Cardoso, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, completou dizendo que “as florestas devem estar no centro das finanças, não nas margens”.
 

A mediação foi conduzida por Luciana Dall’Agnol, superintendente de Sustentabilidade da CNseg, que encerrou o encontro ressaltando a necessidade de articulação entre o setor público, privado e sociedade civil para destravar o financiamento climático em escala.
 

Um novo pacto entre finanças, seguros e clima

Ao final do Fórum, a mensagem foi clara: a transição climática exige um novo pacto entre os setores financeiro, segurador e produtivo, capaz de unir inovação, regulação e propósito. Como afirmou Dyogo Oliveira, “o futuro das finanças sustentáveis não é um futuro distante, ele está sendo construído agora, com a responsabilidade de todos os que compreendem que não há desenvolvimento sem sustentabilidade”.

Instituto CNP Brasil, UNODC e Instituto COJOVEM promovem protagonismo jovem na COP30 em Belém

THIAGO FAGNER

Em um momento decisivo para o planeta e para a Amazônia, a Rede dos Embaixadores da Juventude do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC Brasil), o Instituto CNP Brasil e o Instituto COJOVEM unem forças para colocar as juventudes no centro das discussões sobre o futuro do clima, da justiça social e do desenvolvimento sustentável. A agenda “Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada” integra a programação da Green Zone da COP 30, em Belém (PA), com entrada gratuita para o público. 

O encontro, que acontece no dia 15 de novembro, das 15h20 às 17h30, reunirá cerca de 40 jovens da região Norte para debater soluções e caminhos alinhados à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A troca de experiências e a promoção desse diálogo intergeracional resultarão na construção de um documento coletivo com as principais demandas, percepções e propostas das juventudes amazônicas para o agora. 

“A ideia é promover esse espaço de grande participação social com o propósito de amplificar as vozes das juventudes amazônicas e brasileiras e fortalecer o papel dos jovens como agentes de transformação, liderança e inovação diante dos desafios globais”, afirma Alice Scartezini, coordenadora do Instituto CNP Brasil, que estará em Belém participando das discussões no evento.

Para o Instituto CNP Brasil, que investe em programas sociais com foco na juventude desde o lançamento do Jovem de Expressão em 2007, o protagonismo jovem é essencial para transformar realidades e inspirar novos caminhos de desenvolvimento sustentável. “É com orgulho que participamos junto com os nossos parceiros dessa mobilização que reforça o compromisso do grupo CNP Assurances com o futuro e com as pessoas”, destaca Alice. 

Formação, propósito e impacto social 

Criado pelo UNODC Brasil em parceria com o Instituto CNP Brasil, o Programa Embaixadores da Juventude já está em sua 8ª edição, tendo formado, desde 2016, jovens no Distrito Federal e nos estados do Pará, São Paulo, Bahia e Pernambuco. 

A metodologia inspira e forma jovens para atuarem como agentes de transformação nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em alinhamento com o mandato global do UNODC, visando a construção de sociedades mais seguras e justas, com atenção especial para a prevenção estrutural da violência. 

A iniciativa estimula também a liderança com propósito, o fortalecimento de valores como solidariedade, respeito e cidadania, e prepara uma nova geração comprometida com a construção de um futuro mais justo, seguro e sustentável. 

“O Programa Embaixadores da Juventude mostra como a Agenda 2030 se traduz em ação concreta quando os jovens são protagonistas da mudança. Ao fortalecer o engajamento e a liderança juvenil, a iniciativa promove a cultura de paz, a justiça e instituições mais inclusivas — contribuindo diretamente para a prevenção da violência e para o alcance, em especial, do ODS 16”, afirma Rafael Sales, Oficial de Projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). 

Juventude no centro das decisões globais 

Com sede em Belém, a COJOVEM atua na promoção do protagonismo juvenil e no desenvolvimento social por meio da formação de jovens líderes, do empreendedorismo sustentável e da criação de oportunidades que transformam realidades. 

“Realizar essa agenda em Belém, durante a COP 30, é dar visibilidade às juventudes que vivem e respiram Amazônia. É reconhecer que as soluções para o futuro do planeta também nascem aqui, do conhecimento e da força dos nossos jovens”, reforça Karla Braga, cofundadora e diretora executiva da COJOVEM.

Ao lado do Instituto CNP Brasil e da Rede dos Embaixadores da Juventude, a organização mobiliza jovens de todo o país em ações voltadas à sustentabilidade, inovação social e cidadania ativa — reforçando o papel da juventude como voz essencial na construção de um futuro mais verde, inclusivo e resiliente. 

“Essa união de esforços mostra que o protagonismo juvenil é essencial para construir um futuro mais justo e sustentável”, complementa Karla. 

Sobre o Instituto CNP Brasil – O Instituto CNP Brasil tem como mantenedor a CNP Seguros Holding Brasil, empresa constituída a partir da parceria entre o grupo francês CNP Assurances e a Caixa Seguridade. Criado para ampliar o impacto social da atuação do grupo no país, o Instituto tem como missão promover educação, cidadania e inclusão socioeconômica, com foco em jovens em situação de vulnerabilidade. Por meio de parcerias com o poder público, o setor privado e organizações da sociedade civil, o Instituto desenvolve tecnologias sociais escaláveis que contribuem para a redução das desigualdades e o fortalecimento do futuro das novas gerações. 

Sobre o Grupo CNP Assurances  A CNP Assurances é um grupo segurador francês com mais de 170 anos de história e presença em 19 países na Europa e na América Latina. No Brasil desde 2001, o grupo atua em dois modelos. Por meio da CNP Seguros Holding Brasil, administra em parceria com a Caixa Seguridade — entidade de seguros da Caixa Econômica Federal —, a Caixa Seguradora e a Youse, primeira plataforma de seguros digital do País. Junto com a Caixa Seguridade, também controla a Caixa Consórcio e a Caixa Vida e Previdência. Por meio da CNP Seguradora, opera em um modelo de multiparcerias e tem como principais parceiros Correios, BRB e XP Corretora. O grupo mantém ainda uma operação consolidada na Argentina por meio da sua subsidiária CNP Seguros. 

PROGRAMAÇÃO 

Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada 

Data: 15 de novembro de 2025 

Horário: 15h20 às 17h30 

Local: Green Zone – COP 30 – Belém (PA) 

Tokio Marine recebe nota máxima no rating da Moody’s Local pelo terceiro ano consecutivo

Daniel Dibe, diretor executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine.

A Tokio Marine conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a nota máxima AAA.br, com perspectiva estável, atribuída pela agência de classificação de risco Moody’s Local. O resultado reflete a solidez financeira da Companhia e o forte compromisso com as práticas de Governança Corporativa, fatores que sustentaram a manutenção do mais alto nível de rating no mercado segurador.
 

A avaliação destaca a forte posição competitiva da Seguradora no mercado brasileiro, o baixo nível de risco da carteira de Produtos, concentrada nos segmentos de Automóveis e Seguros Patrimoniais, além de métricas robustas de subscrição, alavancagem e rentabilidade. A agência também ressaltou a alta qualidade dos ativos da empresa e o forte suporte da controladora Tokio Marine Holdings, evidenciado pelo compartilhamento da marca e pela rigorosa supervisão e governança exercidas pelo Grupo global.
 

“A conquista da nota máxima da Moody’s Local reflete a nossa gestão financeira prudente e a eficiência dos nossos processos de subscrição e governança. Esse reconhecimento, pelo terceiro ano consecutivo, reforça a robustez do nosso perfil de crédito e a solidez das estratégias que sustentam o crescimento sustentável da Tokio Marine no mercado brasileiro. Essa conquista é fruto do trabalho de todo o nosso time, que atua com excelência e responsabilidade em todas as frentes do negócio.”, declara Daniel Dibe, Diretor Executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine. 
 

Entre os destaques da análise, está a posição consolidada da Seguradora entre os principais players nacionais, com crescimento de Prêmios acima do mercado: entre 2019 e 2024, a Tokio Marine registrou uma taxa composta anual (CAGR) de 18%, frente aos 11% do setor, consolidando sua posição de liderança em seguros gerais, com 9,4% de participação e o oitavo lugar no ranking geral. Além do aumento de escala, a Seguradora ainda manteve rigor e equilíbrio na subscrição, que se manteve estável em 36,5% em 2024, reforçando sua eficiência operacional e sustentabilidade do crescimento.
 

Outros fatores considerados pela Moody’s Local foram a manutenção de um portfólio de seguros equilibrado e com riscos bem controlados pela Tokio Marine. Em 2024, a maior parte dos Prêmios veio do Seguro de Automóveis (61%), seguida pelos Seguros Patrimoniais (18%), Transportes (6%) e de Crédito e Garantia (4%). Essa distribuição mostra que a empresa tem uma carteira diversificada e estável, com baixo risco de perdas grandes, reforçando a solidez e a segurança do negócio.
 

MAPFRE e Grupo Casas Bahia expandem parceria com proteção para pets

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O mercado de pets no Brasil está em constante crescimento, refletindo uma mudança cultural em que os animais de estimação são cada vez mais vistos como verdadeiros membros da família. O amor, cuidado e carinho pelos pets cria uma conexão que transforma famílias e lares. O Brasil tem cerca de 160 milhões de animais de estimação (média de 1,8 por residência no país), segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). 

Pensando em todo cuidado, carinho e proteção aos animais de estimação, a MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, e o Grupo Casas Bahia, anunciam que a partir de agora, o programa “Vida Protegida Premiada” passa a incluir uma cobertura exclusiva para pets, reforçando o compromisso das empresas em oferecer soluções inovadoras e abrangentes para as famílias brasileiras.

As companhias comercializam em conjunto uma solução abrangente que fortalece a expansão da parceria estratégica com o aprimoramento do produto que proporciona assistência financeira em momentos de necessidade, além de cuidados integrados com a saúde e a qualidade de vida, tanto do titular do plano quanto da sua família. 
 

O anúncio foi realizado durante a Convenção do Grupo Casas Bahia, destacando o produto, já consolidado no mercado, agora com uma série de benefícios exclusivos voltados para o bem-estar dos animais de estimação. Entre os serviços inclusos na nova cobertura estão:

  • Consultas veterinárias por vídeo e presenciais (com reembolso);
  • Descontos em medicamentos e vacinação em casa;
  • Assistência Funeral Pet;
  • Serviços emergenciais como transporte e hospedagem.

A inclusão da cobertura pet no Vida Protegida Premiada posiciona o produto como uma solução completa, atendendo a uma demanda crescente do mercado por produtos que combinam segurança com bem-estar e cuidado para todos os membros da família.
 

“A evolução do Vida Protegida Premiada reflete nosso entendimento do mercado e o compromisso com a inovação. A inclusão da proteção pet foi desenhada para oferecer um produto ainda mais alinhado às necessidades atuais de nossa sociedade, trazendo tranquilidade, cuidado e proteção. A MAPFRE segue apostando em parceiros como a Casas Bahia para unir marcas renomadas que, consequentemente, oferecem segurança e confiança para seus clientes.” destaca Luciano Bezas, Diretor de Canais Estratégicos da MAPFRE.
 

Segundo Rafael Rocha, Diretor de Produtos e Serviços Financeiros do Grupo Casas Bahia, é uma satisfação estar em mais uma importante parceria com a MAPFRE, ampliando soluções que vão além do varejo, acompanhando as transformações do consumo no Brasil. “Hoje, os animais de estimação ocupam um papel central nas famílias, e enxergamos nesse movimento uma oportunidade de unir praticidade, proteção e cuidado em um único produto. Queremos estar cada vez mais próximos dos clientes em diferentes momentos da vida, oferecendo serviços que gerem valor, confiança e bem-estar para toda a família, incluindo os pets”, acrescenta. 
 

Os benefícios estão disponíveis de maneira individual (para apenas um pet) e é exclusivo para cães e gatos.

Setor de seguros pode ser um vetor de transformação em prol da resiliência climática

As cidades, assim como setores estratégicos, como o agronegócio e a infraestrutura, são cada vez mais castigados pela frequência e severidade dos eventos climáticos extremos. O que fazer? Algumas das soluções possíveis foram discutidas na manhã desta quarta-feira (12) na Casa do Seguro, espaço da CNseg na COP30, durante debates promovidos pela Allianz. Os painéis “Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível”; e “Mudanças climáticas e o novo paradigma dos seguros” deixaram claro que a resiliência urbana ou rural passa por novos modelos de seguros climáticos, coberturas e assistências mais abrangentes, uso de dados para prevenção e novas formas de precificação de risco.

Ao abrir o primeiro painel, o CEO da Allianz Brasil, Eduard Folch Rue, assinalou a urgência de integrar sustentabilidade, tecnologia e proteção financeira no planejamento urbano. “Temos uma grande oportunidade de falar sobre parcerias público-privadas e sobre como o setor deve colocar a agenda de sustentabilidade no centro do mercado segurador”, afirmou.

Ele lembrou que o crescimento acelerado das cidades tem intensificado os impactos climáticos e gerado novas vulnerabilidades. “Em 1960, dois terços da população mundial viviam em áreas rurais; hoje, 57% — cerca de 4,6 bilhões de pessoas — estão em cidades. No Brasil, são 87%, o equivalente a 177 milhões de pessoas”, observou, para quem o surgimento das megacidades, como a região de Guangdong, na China, com 70 milhões de habitantes, e o entorno de São Paulo , Campinas e Baixada Santista, com 27 milhões, exemplifica a magnitude do desafio.

Ele lembrou que as cidades são, ao mesmo tempo, o maior foco de emissão de gases de efeito estufa e o espaço mais vulnerável às consequências das mudanças climáticas. “Impermeabilizam o solo, esquentam o planeta e têm poucas áreas verdes. Ao mesmo tempo, concentram pessoas e riquezas, o que amplifica os impactos dos fenômenos naturais”, explicou.

Adaptação das cidades

Para o executivo, o papel do seguro deve ir além da reparação de danos: “Precisamos ser vistos como agentes que ajudam a prever, adaptar e reconstruir.” A Allianz, destacou ele, tem investido no uso de dados, novas coberturas e tecnologias para apoiar a mobilidade e a transição energética sustentável. “Queremos trazer ciência e soluções práticas adaptáveis para o mercado”, concluiu.

A head de Resiliência e Desenvolvimento de Negócios da Allianz Risk Consulting, Lena Fuldauer, reforçou a necessidade de repensar a forma como as cidades são projetadas. “Construímos nossas cidades pensando no clima do passado, não no clima do futuro”, afirmou. Segundo ela, a infraestrutura urbana não está preparada para enfrentar extremos de calor, chuva e enchentes, todos desafios que se tornarão mais frequentes. “Até 2050, a maior parte da população mundial viverá em áreas urbanas. A mudança climática traz mais umidade, mais secas, enchentes e contaminação de rios. Precisamos construir cidades que evoluam e se adaptem.”

Soluções concretas

Lena citou exemplos de soluções concretas: Singapura reduziu áreas de enchente de 3 mil hectares por meio de engenharia avançada, enquanto Notre Dame investiu em infraestrutura verde e retenção de água com a participação ativa das comunidades locais. Para ela, o setor de seguros pode ser um vetor de transformação. “O seguro não pode ser apenas uma resposta ao desastre. Ele deve antecipar riscos, apoiar soluções e incentivar a resiliência. A indústria de seguros pode reduzir o impacto macroeconômico dos desastres, tornar os riscos visíveis e criar incentivos para adaptação. Mas ela não pode fazer isso sozinha — precisa de parcerias com governos, academia e setor privado.” Lena ressaltou ainda que investir em resiliência não deve ser visto como custo, mas como investimento estrat égico no futuro.

O diretor-executivo da Allianz Brasil, Fábio Morita, afirmou que a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos cresceram 200% nos últimos anos, afetando tanto os mercados emergentes quanto os desenvolvidos. “Os efeitos da mudança climática são palpáveis”, afirmou. Morita destacou que o setor segurador tem uma responsabilidade dupla: mitigar os riscos futuros e ajudar na adaptação às novas realidades climáticas. “Queremos ajudar nossos clientes a se adaptarem, para que os riscos sejam minimizados. E, se tudo mais falhar, estaremos lá com a proteção do seguro.”

A base dessa atuação, explicou ele, é o conhecimento. “Para combater um inimigo, é preciso conhecê-lo bem. E com a mudança climática, isso não é diferente. O seguro depende de dados para medir riscos.”

A importância dos dados

O executivo lembrou que a Allianz, presente em mais de 70 países, construiu uma base de dados global ao longo de 130 anos, reunindo informações sobre chuvas, ventos, terremotos e queimadas, cruzadas com dados georreferenciados. No Brasil, a companhia reúne dados de mais de 2 milhões de veículos, ampliando sua capacidade de análise local. Essa inteligência de dados alimenta ferramentas como a Glória (Global Risk Analysis), voltada para o mercado de pessoas físicas. “Ela transforma dados em informações práticas, permitindo que nossos clientes avaliem riscos de desastres com precisão e tomem decisões preventivas”, explicou.

Investimentos em infraestrutura

Em sua fala, o especialista David White, diretor de Advocacy e Comunicação em Infraestrutura e Resiliência, destacou que o investimento em infraestrutura resiliente é um dos meios mais eficazes para salvar vidas e fortalecer economias. “As perdas globais em infraestrutura causadas por desastres chegam a 700 ou 800 bilhões de dólares por ano — cerca de 14% da renda de um país”, alertou. Exemplos como o furacão Melissa, que causou perdas de até 40% do PIB em algumas regiões, mostram o custo da inação. Apesar disso, White ressaltou que há uma oportunidade histórica: “Sabemos que 75% da infraestrutura necessária até 2050 ainda precisa ser construída. Isso nos dá a chance de incorporar resiliência desde já.”

No caso brasileiro, o especialista destacou que cada dólar investido em infraestrutura resiliente pode gerar um retorno entre 7 e 12 dólares, além de evitar perdas significativas. Ele citou como exemplo um estado da Índia que, após sofrer um superciclone nos anos 1990, reconstruiu sua infraestrutura com foco em resiliência e hoje está mais preparado para enfrentar novos eventos. Iniciativas semelhantes estão em andamento em países como Honduras, Sri Lanka e também no Brasil, com foco em sistemas de abastecimento de água e adaptação urbana. “A resiliência é um investimento que se paga, em vidas e em economia”, concluiu.

Transição climática e o novo papel do seguro

O segundo painel da Allianz na Casa do Seguro reuniu especialistas globais e brasileiros para discutir como o setor pode enfrentar o desafio crescente das mudanças climáticas. A conversa contou com Gabrielle Durisch, Chief Sustainability Officer (CSO) da Allianz Commercial; Mauricio Masferrer, diretor-executivo da Allianz Brasil; e Butch Bacani, chefe de Seguros da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI). O encontro reforçou que o seguro precisa deixar de ser apenas um instrumento de reparação para se tornar um agente de transformação e resiliência climática.

Gabrielle Durisch destacou que o desafio climático é o maior risco corporativo dos últimos anos. “Estamos vivendo um momento de aceleração das mudanças climáticas, e as empresas estão começando a sentir o impacto. As perdas econômicas associadas a desastres naturais aumentaram substancialmente na última década”, afirmou.

Segundo a executiva, embora a percepção pública sobre o tema ainda não tenha a mesma urgência que a pandemia de Covid-19 provocou, os riscos estão crescendo de forma constante. “O problema é que não sentimos um impacto agudo, como foi o caso da pandemia, mas as evidências estão por toda parte — enchentes, secas, deslizamentos. Precisamos preparar as pessoas para reagir antes que esses eventos se tornem incontroláveis.”

O aumento da frequência e da intensidade dos desastres climáticos vem acompanhado por um novo desafio: a ampliação da lacuna de proteção — o espaço entre os danos sofridos e o que é efetivamente coberto pelos seguros. “O seguro ainda não está disponível na medida necessária. Em muitas regiões, especialmente nos países em desenvolvimento, as pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas não têm cobertura. Isso precisa mudar”, disse. Gabrielle destacou ainda que 90% das mortes relacionadas a eventos climáticos ocorrem em países em desenvolvimento, o que reforça a urgência de políticas inclusivas de seguro e de resiliência.

Segundo ela, as perdas econômicas provocadas por desastres naturais superam centenas de bilhões de dólares por ano, e o impacto tende a crescer à medida que o investimento se concentra em áreas mais expostas. “Há uma sobreposição entre regiões vulneráveis e aquelas que mais recebem investimentos econômicos, o que multiplica o efeito das perdas. É um círculo vicioso que o setor financeiro e o setor de seguros precisam romper.”

A executiva destacou que a Allianz trabalha globalmente com cinco abordagens:

  1. Soluções de baixo carbono, com foco em energia renovável e construção sustentável;
  2. Apoio à transição energética, incentivando a redução de emissões e a reconstrução com menores impactos;
  3. Parcerias estratégicas, para ampliar a capacidade técnica e oferecer soluções integradas a clientes;
  4. Serviços de aconselhamento, para que empresas compreendam seus riscos e desenvolvam estratégias de mitigação;
  5. Parcerias público-privadas, com foco em comunidades vulneráveis e iniciativas de adaptação local.

“Precisamos agir com urgência e escala. O tempo da ação é agora”, afirmou Gabrielle. “A resiliência é uma questão econômica, mas também humanitária. Proteger comunidades é proteger a economia.”

Mais riscos

Mauricio Masferrer dos Santos, diretor-executivo de Corporate da Allianz Brasil, acrescentou que o setor de seguros é essencial para ajudar a sociedade a navegar em tempos de crise, mas essa tarefa nunca foi tão complexa. “O mundo está mais volátil, e os riscos evoluem em uma velocidade inédita — sejam tecnológicos, políticos ou climáticos”, afirmou. Ele lembrou que os efeitos da mudança do clima, antes vistos como distantes, agora fazem parte da rotina nacional. “As tempestades que atingem o Sul, os alagamentos em São Paulo, as secas prolongadas no Nordeste — esses eventos estão mais frequentes e mais intensos. E a infraestrutura brasileira ainda é muito vulnerável.”

O executivo também chamou atenção para o gap de proteção no Brasil, que ultrapassa 90% — ou seja, a maioria dos danos causados por eventos climáticos não é coberta por seguros. “Nos países desenvolvidos, esse índice gira em torno de 70%. Isso mostra o tamanho da nossa missão. Precisamos fazer com que o seguro chegue onde ele ainda não chega.”

Masferrer defendeu que o setor abandone o modelo tradicional, baseado apenas na transferência de risco, e adote uma abordagem voltada para resiliência e adaptação, e apontou inovações a cargo de sua seguradora.

  • Agronegócio resiliente: a companhia ampliou em 120% sua capacidade de cobertura para o campo nos últimos cinco anos, reforçando o compromisso com o setor mesmo diante do aumento dos riscos climáticos. “Hoje, somos a segunda maior seguradora agrícola do país. Utilizamos imagens de satélite e indicadores ESG para avaliar cada área segurada. Se não estiver alinhada aos nossos critérios ambientais, não subscrevemos o risco.”
  • Transição energética: a Allianz atua como seguradora e investidora em projetos de energia limpa. “Trabalhamos com engenharia de risco e subscrição especializada para projetos de energia solar e eólica. São riscos novos, complexos, mas que precisam de soluções técnicas adequadas para dar segurança aos investidores.”
  • Ferramenta CARES: criada em parceria com clientes, a plataforma permite avaliar 12 cenários climáticos futuros — para 2030, 2050 e 2080 — e estimar impactos sobre os negócios. “Ela ajuda nossos clientes a planejar investimentos, definir medidas de mitigação e elaborar planos de contingência”, explicou Masferrer.

Outro participante foi Butch Bacani, da UNEP FI, que destacou a importância do setor de seguros no apoio à descarbonização e proteção da natureza. “A transição energética precisa incluir todos os setores, inclusive os mais emissores, como o aço e o agronegócio. O seguro de transição é uma ferramenta essencial para que esses setores avancem com segurança”, afirmou. Bacani também destacou o conceito de nature positive insurance’ — seguros voltados à recuperação ambiental e à valorização dos ecossistemas. “Proteger a natureza é reduzir riscos. Mananciais preservados e florestas conservadas ajudam a conter enchentes, reduzir o calor e equilibrar o carbono. O seguro pode ser um aliado direto na preservação e na adaptação climática.”

Junto Seguros fortalece atuação em Minas Gerais com expansão em fiança locatícia

A Junto Seguros reforça sua presença em Minas Gerais com resultados expressivos no segmento de Fiança Locatícia. No comparativo entre 2025 e 2024, o volume de prêmios no Estado cresceu mais de 120%, impulsionado principalmente pelo avanço de mais de 200% no Fiança Locatícia, modalidade que vem ganhando relevância principalmente entre empresas do setor logístico, especialmente em galpões e centros de distribuição.

A expansão reflete o movimento de democratizar o acesso a garantias locatícias para empresas de diferentes portes. Com análise digital e emissão automatizada, o Locatícia Junto oferece segurança jurídica e eficiência operacional, ampliando as possibilidades de locação comercial com rapidez e confiabilidade.

O desempenho acompanha a tendência nacional. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o mercado de Seguro Fiança Locatícia movimentou R$ 1,3 bilhão em prêmios emitidos entre janeiro e agosto de 2025, um valor 14% acima comparado ao mesmo período em 2024, que havia fechado em R$ 1,1 bilhão. O crescimento reforça o papel do produto como um dos mais dinâmicos do setor e sua relevância crescente na cadeia imobiliária e corporativa do país. 

Em Minas Gerais, a Junto Seguros fortalece parcerias com corretores e imobiliárias, investindo em treinamentos, relacionamento técnico e expansão comercial. A estratégia também abrange setores como varejo, construção civil e infraestrutura, que demandam soluções rápidas e personalizadas.

“Minas Gerais se destaca pela forte presença do setor logístico e pelo crescimento de empreendimentos corporativos. Nosso objetivo é garantir que o mercado conte com soluções ágeis, seguras e compatíveis com a realidade regional. A tecnologia tem sido uma aliada essencial neste processo, aproximando corretores e clientes em uma jornada mais simples e eficiente”, afirma Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros.

A seguradora também avança em nichos específicos, como contratos Built to Suit e Sales and Leaseback, que exigem análise técnica aprofundada e cobertura sob medida. A especialização nesses modelos reforça o posicionamento da Junto Seguros como parceira estratégica para empresas que buscam escalabilidade com segurança jurídica e previsibilidade financeira.

Com mais de 30 anos de atuação, a Junto Seguros reafirma seu compromisso com o desenvolvimento regional, unindo tecnologia e proximidade com o mercado. Para os próximos meses, a expectativa é intensificar o relacionamento com os corretores cadastrados e ampliar parcerias com milhares de imobiliárias em operação no país. “Nós acreditamos na capacidade de expansão do Fiança Locatícia para empresas e estamos preparados para atender essa demanda. Queremos ser parceiros de longo prazo dos corretores e dos empreendedores que movimentam o setor imobiliário brasileiro”, conclui o executivo.

Bancos brasileiros destacam papel decisivo no financiamento da transição climática

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O setor bancário brasileiro apresentou, nesta terça-feira (12), durante o Fórum de Finanças Sustentáveis da Casa do Seguro, na COP30, o relatório “Compromisso dos bancos brasileiros com as finanças sustentáveis e a ação climática”, elaborado pela Febraban com a participação de cerca de 30 instituições financeiras. O estudo consolida a contribuição do sistema financeiro à transição para uma economia de baixo carbono e reforça o protagonismo do Brasil na mobilização de capital para o clima.

O documento aponta que os bancos têm um papel essencial no direcionamento de recursos para atividades sustentáveis, unindo crédito, investimento e gestão de riscos climáticos. O setor vem aprimorando suas políticas de responsabilidade socioambiental, taxonomias verdes e ferramentas para mensuração de emissões financiadas, consolidando uma agenda de finanças sustentáveis que já movimenta centenas de bilhões de reais.

Entre os destaques, o relatório apresenta a Iniciativa de Emissões Financiadas, que cria uma base de dados inédita para medir e acompanhar as emissões associadas às carteiras de crédito, e a Régua Multissetorial de Sensibilidade ao Risco Climático, que apoia os bancos na identificação de vulnerabilidades setoriais e na precificação de riscos ambientais. A Taxonomia Verde da Febraban e o SARB 026/2023, que estabelece regras para eliminar o desmatamento ilegal na cadeia da carne bovina, reforçam a credibilidade das informações e o alinhamento com padrões internacionais.

O estudo também relaciona os compromissos do setor ao “Mapa de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa global que busca ampliar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. A Febraban recomenda medidas como o uso de finanças mistas, a criação de fundos permanentes de conservação e o fortalecimento do mercado de carbono, ressaltando o potencial do Brasil para liderar a economia verde mundial.

“Como intermediadores de recursos, os bancos têm um papel fundamental em canalizar capital para projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban, em nota.

O relatório ainda destaca casos de referência, como o Bradesco, que já destinou R$ 350 bilhões a negócios sustentáveis; o Banco do Brasil, com R$ 396 bilhões em carteira verde; e o BTG Pactual, que estruturou mais de US$ 20 bilhões em dívidas rotuladas.

Segundo Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho diretor da Febraban, comentou que não há mais fronteira entre a agenda econômica e a agenda climática. Ao fortalecer instrumentos financeiros e padrões de governança, o sistema bancário brasileiro consolida sua posição como um dos mais avançados do mundo na integração de critérios ambientais, sociais e climáticos às estratégias de negócios.