Na COP 30, Seguros Unimed anuncia compromisso para compensar mais de 500 toneladas de CO2 por ano 

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anunciou durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém (PA), apoio ao Programa de Patrocínio e Monitoramento de RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), para compensar mais de 500 toneladas de CO₂ por ano. O aporte foi planejado para um período de três anos, em parceria inédita com a Fundação Biodiversitas e a startup brasileira 6BIOS, que faz controle ambiental de alta precisão por satélite e verificação independente de instituição de acreditação internacional. A formalização da parceria foi feita na última sexta-feira (14) na Casa do Seguro da CNSeg, conhecida como Embaixada do Seguro na COP30.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) é quem define as regras para a gestão das áreas protegidas no país, instituída pela Lei 9.995/2000. A RPPN, categoria privada dentro do sistema, permite a adesão voluntária de empresas e da sociedade à preservação da biodiversidade brasileira. A Seguros Unimed tem a honra de participar deste projeto que é pioneiro e anunciar a iniciativa num evento de relevância internacional, com objetivo de atrair a atenção para emergência climática. O mais importante é que o programa é replicável e pode ser adotado por outras empresas que queiram contribuir para a preservação”, afirma Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed.

Histórico ambiental – A iniciativa reforça o compromisso da Seguros Unimed com a governança ambiental e o apoio às comunidades locais envolvidas nos projetos. Parceira da Fundação Biodiversitas desde março de 2019, a seguradora apoia quatro importantes reservas de proteção permanente: Mata do Sossego, Mata do Passarinho, Ninho da Tartaruga e Estação Biológica de Canudos, áreas que abrigam espécies ameaçadas e desempenham papel essencial na recuperação de ecossistemas brasileiros. A Biodiversitas é responsável pelas primeiras Listas Vermelhas de Espécies Ameaçadas do Brasil. Um dos destaques é o Programa Permanente de Proteção da Arara-Azul-de-Lear. A espécie, que nos anos 1990 contava com apenas 60 indivíduos, hoje soma cerca de 2.500, segundo o censo mais recente.

A colaboração também contempla a preservação do entufado-baiano e de mais de 300 espécies de aves que habitam a Mata do Passarinho, um dos últimos remanescentes florestais do Vale do Jequitinhonha, na divisa entre Minas Gerais e Bahia.

No caso da seguradora, as emissões estão ligadas diretamente ao uso de veículos e, indiretamente, ao deslocamento de colaboradores, transporte de serviços, cadeia de valor e resíduos da operação. “Nosso esforço está muito alinhado com o aquilo que a Seguros Unimed acredita e ao pilar do cooperativismo, que se preocupa com a comunidade, com o desenvolvimento local e com o meio ambiente”, destaca o presidente da Seguros Unimed.

“Este modelo de compensação de carbono foi desenhado para ser aplicável, acessível e replicável, permitindo que qualquer organização contribua com transparência e resultados reais para a conservação da biodiversidade. Cada iniciativa conta para preservar a vida no planeta e enfrentar as mudanças climáticas”, finaliza o presidente da Seguros Unimed.

Generali registra crescimento de dois dígitos e reduz impacto de catástrofes naturais nos nove meses de 2025

A Generali reportou forte crescimento nos resultados acumulados dos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo desempenho sólido da operação de vida e por um ambiente mais benigno em relação a catástrofes naturais. O lucro operacional da maior seguradora da Itália alcançou 5,9 bilhões de euros no período, alta de 10,1% em relação ao ano anterior. Já o lucro líquido ajustado somou 3,3 bilhões de euros, avanço de 14%.

Os números ficaram próximos das estimativas colhidas pela própria companhia junto a analistas. As ações da Generali subiram cerca de 2% nas negociações europeias desta quinta-feira após a divulgação dos resultados.

Analistas do Morgan Stanley destacaram que o lucro operacional do terceiro trimestre na unidade de seguros de vida, de 1,08 bilhão de euros, superou o consenso de mercado. No segmento de não-vida, o combined ratio não descontado atingiu 94,2% ao fim de setembro, ante 96,3% um ano antes, reforçando a melhora na qualidade da subscrição. Índices abaixo de 100% indicam rentabilidade.

Segundo o diretor financeiro Cristiano Borean, 2025 tem sido um ano “benigno” em relação às perdas por eventos climáticos, após dois anos de forte impacto. As catástrofes naturais totalizaram 573 milhões de euros nos nove meses, pouco mais da metade da dotação prevista para o ano. O executivo afirmou ainda que a seguradora está “bem abaixo” do orçamento anual de 1 bilhão de euros para sinistros catastróficos.

No que se refere à política de investimento, o Grupo continuará a seguir uma estratégia de alocação de ativos destinada a garantir a consistência com os passivos e, quando apropriado, aumentará os retornos atuais. Os investimentos seletivos em ativos privados e reais continuam a ser uma parte importante da estratégia do Grupo, seguindo uma abordagem prudente que considera a menor liquidez destes instrumentos. No setor imobiliário, o Grupo está buscando a diversificação geográfica e setorial, monitorando e avaliando de perto as oportunidades de mercado, bem como a qualidade dos ativos.

Mercado segurador oferta produtos e serviços para mitigar riscos em energias renováveis

A necessidade de seguros para amparar o avanço das energias renováveis foi o tema central das palestras promovidas pela Tokio Marine, nesta quinta-feira (13/11), na Casa do Seguro, espaço de debates da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na COP30. Especialistas dos setores de energia solar, eólica e seguros apresentaram um panorama otimista do potencial do país, que já possui uma das matrizes elétricas mais limpas do G20, mas também alertaram para os desafios regulatórios, de infraestrutura e de financiamento que precisam ser superados. O papel do mercado segurador como viabilizador e mitigador de riscos para novas tecnologias — desde o armazenamento em baterias e hidrogênio verde até projetos eólicos offshore e data centers — foi o fio condutor das discussões.

O diretor de Seguros da Tokio Marine Seguradora, Sidney Cezarino, apresentou um panorama econômico e estratégico da companhia, destacando a agenda de descarbonização e o consequente avanço na oferta de produtos voltados à economia verde, em especial os produtos para o setor energético. 

A Tokio Marine, segundo Sidney, oferece soluções que cobrem todas as fases dos projetos, da construção à operação, com produtos voltados para geração, transmissão e distribuição de energia, com destaque para o seguro de risco de engenharia, considerado essencial para o financiamento e execução de obras de infraestrutura. “Nenhum projeto de energia nasce sem uma apólice sólida de engenharia”, observou o diretor. A seguradora também criou o produto Energia Sustentável Integrada, que reúne em uma única apólice as fases de obra, transferência e primeiro ano de operação, eliminando lacunas de cobertura que costumavam gerar risco para agentes financeiros e investidores.

Os produtos abrangem desde instalações residenciais e rurais de pequeno porte até complexos eólicos e solares de grande escala, com coberturas complementares como limpeza e manutenção de painéis solares.

Hoje, segundo Cezarino, a companhia responde por 14% da capacidade instalada de energia solar e eólica no Brasil, o equivalente a 4,8 gigawatts em eólicas e 1,1 gigawatt em solares. “É uma participação expressiva que reflete o papel do seguro como facilitador de investimentos sustentáveis”, avaliou.

No campo ambiental e de governança, a seguradora reforçou o alinhamento às melhores práticas internacionais, sendo signatária do Pacto Global da ONU, com certificações de transparência e gestão climática, e obteve o selo Carbon Free, ao compensar integralmente suas emissões por meio de créditos de carbono. “O compromisso com ESG é um eixo estratégico do nosso crescimento”, declarou Cezarino.

O Futuro e a Importância da Transição Energética

O Brasil vive um dos ciclos mais intensos de expansão da energia solar no mundo, com impactos expressivos sobre a economia, o emprego e a arrecadação tributária, constatou Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), para quem o país ainda precisa ajustar suas políticas públicas para que a transição energética avance de forma plena e competitiva.

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Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)

No painel “O Futuro e a importância da transmissão energética”, Sauaia apresentou um panorama detalhado do setor solar, destacando o papel do seguro como instrumento essencial para a consolidação da infraestrutura energética sustentável no país.

Desde 2012, informou, o segmento de energia solar no Brasil já atraiu quase R$ 280 bilhões em investimentos, movimentando toda a cadeia produtiva — da indústria de equipamentos às empresas de instalação e manutenção. Segundo Sauaia, o setor gerou 1,8 milhão de empregos acumulados, sendo 450 mil apenas no último ano, e devolveu R$ 86 bilhões aos cofres públicos em impostos. “Esses números demonstram que a energia solar não é apenas uma agenda ambiental, mas um motor de desenvolvimento econômico e social”, ressaltou o executivo, observando que a tecnologia já evitou a emissão de 96 milhões de toneladas de gases de efeito estufa e contribui para a preservação dos reservatórios hídricos e melhoria da qualidade do ar.

Democratização da tecnologia e novo perfil de consumo

O avanço da geração distribuída também tem transformado o perfil do consumidor de energia no país. Segundo dados da Absolar, oito em cada dez sistemas fotovoltaicos instalados estão em residências, evidenciando a democratização da tecnologia. “Estamos levando energia limpa para os telhados das famílias brasileiras, pequenos comércios e produtores rurais”, observou Sauaia.

Pequenos negócios — como padarias, farmácias, mercearias e açougues — também têm apostado na autogeração para reduzir custos e aumentar a competitividade. “Até a pequena indústria vem ganhando protagonismo”, acrescentou o dirigente, ao destacar que o segmento industrial, embora represente apenas 1% das instalações, responde por 8% dos investimentos totais em geração distribuída.

Desigualdade de incentivos e desafios financeiros

Apesar do avanço, Sauaia criticou a assimetria de incentivos entre fontes renováveis e fósseis. “Para cada real destinado a energias limpas, as fontes fósseis ainda recebem dois e meio”, lamentou. Ele também chamou atenção para a falta de linhas de financiamento adequadas e o peso tributário sobre tecnologias estratégicas.

“As baterias, fundamentais para o armazenamento e estabilidade da rede, chegam a pagar entre 70% e 80% de impostos — mais do que bebidas alcoólicas ou cigarros”, destacou, defendendo uma revisão urgente da carga tributária. Segundo ele, o recente avanço de medidas provisórias no Congresso que reduzem parte desses tributos “é um passo, mas ainda insuficiente”.

Geração de energia renovável em alta


Assessor executivo da Diretoria da Abeeólica, Juliano Martins

Ainda no painel sobre transição energética, o assessor executivo da Diretoria da Abeeólica, Juliano Martins, ressaltou que o Brasil atingiu, em determinados períodos, índices de geração renovável superiores a 90%, somando as fontes hídrica, solar e eólica. “A nossa missão está quase cumprida”, afirmou Martins, ao reconhecer que, embora ainda existam gargalos estruturais, o país se encontra em posição privilegiada na corrida pela descarbonização.

Segundo o executivo, a manutenção desse patamar de geração limpa é essencial para continuar reduzindo as emissões na produção industrial e na matriz elétrica. “O setor elétrico tem um papel central no combate às mudanças climáticas”, defendeu. 

Martins destacou o protagonismo do setor eólico na transição energética brasileira e apresentou a coalizão do setor elétrico, elaborada em parceria com o Conselho Empresarial de Desenvolvimento Sustentável (CEDES) e a consultoria PSR, em que reúne propostas e evidências da capacidade do país em liderar a transição global para uma economia de baixo carbono. O estudo completo da coalizão, disponível nos sites do CEDES e da Abeeólica, detalha as recomendações e metas para o fortalecimento das fontes renováveis até a COP30.

O papel do seguro na transição energética

O executivo Fraser McLachlan, CEO da TMGX, plataforma global da Tokio Marine voltada a apoiar projetos de energia renovável, apresentou uma visão estratégica sobre o papel do seguro na transição energética global, processo que movimentará cifras trilionárias e redefinirá a economia mundial. Citando um relatório da McKinsey, destacou que serão necessários 9,2 trilhões de dólares em investimentos para viabilizar a mudança para uma matriz limpa — valor que exclui a China e o impacto crescente dos data centers, definidos por ele como “monstros de megawatts” que poderão consumir até 20% da eletricidade global nas próximas décadas. Essa nova demanda, afirmou, cria riscos complexos e interdependentes, que exigem do mercado segurador modelos inovadores de cobertura e precificação.

A estratégia da Tokio Marine, segundo McLachlan, é atuar como um ponto de acesso único para projetos de energia verde, simplificando a subscrição de riscos e disponibilizando alta capacidade financeira para empreendimentos de grande escala. “Estamos bem-posicionados para acelerar a transformação do espaço de energia renovável”, afirmou, ao defender o uso do balanço patrimonial da seguradora como instrumento ativo para financiar a transição e fomentar soluções sustentáveis.


Da esq. para a dir.: André Cordeiro, Sidney Cezarino,Rodrigo Sauaia e Juliano Martins

Swiss Re registra lucro de US$ 4 bilhões nos nove meses de 2025 e ROE de 22,5%

A Swiss Re reportou lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre de 2025, elevando o resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano para US$ 4 bilhões. O desempenho representa um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 22,5% e reflete principalmente a forte contribuição das operações de resseguros de danos e responsabilidade, beneficiadas por baixa incidência de catástrofes naturais no período.

Entre janeiro e setembro, o grupo registrou ganho expressivo de subscrição, com o resultado de serviços de seguros somando US$ 4,8 bilhões, bem acima dos US$ 2,9 bilhões obtidos no mesmo período de 2024. O retorno sobre os investimentos atingiu 4,1%, impulsionado por maior receita recorrente e ganhos realizados com a venda de participação acionária no início do ano. A margem recorrente também permaneceu sólida, em 4,1%.

O CEO Andreas Berger afirmou que o desempenho reflete a estratégia de reforço da resiliência do grupo e disciplina na subscrição. “Temos duas prioridades: entregar nossas metas financeiras e aumentar a resiliência da companhia. Após eventos de grandes perdas no primeiro trimestre, o segundo e o terceiro trimestres foram beneficiados por baixas catástrofes naturais, o que deu impulso significativo aos nossos negócios de danos e responsabilidade”, disse. Ele destacou ainda os esforços para melhorar o desempenho do portfólio em vigor no segmento de vida e saúde.

O CFO Anders Malmström ressaltou que todas as unidades seguem apoiadas por forte renda recorrente de investimentos: “Além de um sólido resultado de subscrição, mantivemos margens saudáveis nos novos negócios escritos ao longo do ano”, afirmou.

O índice de solvência (SST) manteve-se robusto, estimado em 268% em 1º de outubro, acima do intervalo-alvo de 200% a 250%.

Desempenho por segmento

A unidade de Property & Casualty Re registrou lucro de US$ 2,3 bilhões nos nove meses, frente a US$ 607 milhões um ano antes, impulsionada pela baixa sinistralidade catastrófica no segundo e terceiro trimestres e por resultado financeiro sólido. Grandes catástrofes somaram US$ 611 milhões no período, principalmente devido aos incêndios em Los Angeles, enquanto perdas de origem humana totalizaram US$ 277 milhões. O combined ratio caiu para 77,6%, ante 92,8% no ano anterior, colocando a Swiss Re no caminho para cumprir a meta de manter o índice abaixo de 85% em 2025.

Em Corporate Solutions, o lucro acumulado atingiu US$ 693 milhões, acima dos US$ 630 milhões do ano anterior, refletindo subscrição mais forte, menores perdas catastróficas e bom resultado de investimentos. O combined ratio ficou em 87,1%, contra 89,4% no mesmo período de 2024, superando a meta anual de manter o índice abaixo de 91%.

Já o segmento de Life & Health Re apresentou lucro de US$ 1,1 bilhão, abaixo dos US$ 1,2 bilhão de um ano antes, pressionado por menor resultado de subscrição e pelo impacto negativo de US$ 400 milhões relacionado ao reforço de premissas para carteiras de baixo desempenho em EMEA e ANZ. O grupo informou que, devido ao desempenho até setembro, a unidade não deverá atingir a meta anual de aproximadamente US$ 1,6 bilhão de lucro.

Perspectivas

Com base nos resultados até setembro, a Swiss Re afirmou estar bem posicionada para atingir a meta de lucro líquido superior a US$ 4,4 bilhões em 2025 e para cumprir os objetivos de combined ratio em seus negócios de danos e responsabilidade. Segundo o CEO Andreas Berger, as medidas para reforçar a resiliência e a disciplina de custos “fortalecem o núcleo do negócio e garantem a capacidade do grupo de atravessar cenários desafiadores”.

Allianz registra resultados recordes e projeta lucro operacional mínimo de 17 bilhões de euros em 2025

A Allianz divulgou nesta sexta-feira os resultados do terceiro trimestre e dos nove primeiros meses de 2025, marcados por desempenho recorde em lucro operacional, expansão consistente dos negócios e avanço expressivo no resultado líquido atribuível aos acionistas. A seguradora alemã também elevou sua projeção de ganhos para o ano, indicando expectativa de alcançar um lucro operacional de pelo menos 17 bilhões de euros.

Entre julho e setembro, o lucro operacional cresceu 12,6%, para 4,4 bilhões de euros, impulsionado especialmente pelo segmento de seguros de danos e responsabilidade. O lucro líquido core atribuível aos acionistas avançou 12,7%, somando 2,9 bilhões de euros no período. A receita total aumentou 5,2%, com contribuição positiva de todas as linhas de negócio.

Nos nove primeiros meses do ano, a Allianz atingiu 13,1 bilhões de euros em lucro operacional, alta de 10,4% e o maior resultado para o período na história da companhia. O valor representa 82% do ponto médio da meta anual. Já o lucro líquido core cresceu 10,5%, alcançando 8,4 bilhões de euros. Ajustado pelos efeitos extraordinários relacionados à provisão tributária da venda de participações na Índia e ao ganho da desinvestimento da joint venture com o UniCredit, o crescimento foi de 8,3%.

O lucro por ação ajustado (core EPS) subiu 12,2%, chegando a 21,43 euros, e o retorno sobre o patrimônio (RoE) anualizado alcançou 18,5%. Segundo a empresa, mesmo após ajustes pelos itens extraordinários, o RoE permanece robusto, em 18,2%. A solvência também segue em patamar confortável, com índice de capitalização de 209% sob o regime Solvência II.

Diante do desempenho acima do planejado, a Allianz informou que deverá encerrar 2025 com lucro operacional entre 17 e 17,5 bilhões de euros, superando a faixa inicialmente prevista de 16 bilhões de euros, mais ou menos 1 bilhão. A companhia também concluiu, em setembro, o programa de recompra de ações de até 2 bilhões de euros anunciado no início do ano.

O CEO Oliver Bäte afirmou que a empresa colhe resultados de uma estratégia pautada em crescimento disciplinado, eficiência e reforço da proposta de valor aos clientes. “A Allianz entregou mais um conjunto de resultados recordes, um desempenho possível graças aos elevados níveis de confiança na marca, lealdade dos clientes e motivação dos nossos colaboradores”, disse. Segundo o executivo, a seguradora continuará focada em produtividade e oferta de soluções acessíveis. “Seguros acessíveis são essenciais para a prosperidade econômica inclusiva, e a Allianz segue comprometida em construir um futuro no qual mais pessoas tenham acesso à proteção e à tranquilidade que nossos produtos proporcionam.”

IRB(Re) obtém lucro líquido de R$ 99 milhões no terceiro trimestre

O IRB(Re) obteve lucro líquido pelo décimo primeiro trimestre consecutivo. Os números, divulgados hoje (13/11), apontam resultado positivo de R$ 99 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T35). O resultado, menor 17% frente aos R$ 116 milhões apurados no 3T24, quando os números foram impactados positivamente em R$ 33,4 milhões devido à venda de terreno no Rio de Janeiro, efeito não recorrente, contribuiu para que o ressegurador somasse R$ 361 milhões de lucro líquido no acumulado de 2025 (+39%) e R$ 474 milhões em 12 meses (+59%). 

Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) foi de R$ 90 milhões no 3T25. Com isso, no acumulado dos últimos 12 meses, o lucro líquido chegou a R$ 437 milhões no 3T25, alta de 9% em relação ao apurado um ano antes (R$ 401 milhões). Já Vida fechou o 3T25 com R$ 9 milhões de lucro líquido, somando R$ 37 milhões no acumulado dos últimos 12 meses, crescimento de 136% na comparação com o resultado negativo de R$ 114 milhões verificado um ano antes.

“Registramos mais um trimestre de lucro líquido e, olhando a trilha dos últimos 12 meses, verificamos alta de 59%. Com isso, zeramos a linha de prejuízos acumulados, atingindo R$ 61 milhões de lucros acumulados em setembro. Continuamos apresentando indicadores de desempenho consistentes, tanto no resultado de subscrição quanto no resultado financeiro. Nosso negócio de subscrição continua forte e rentável. Obtivemos praticamente o mesmo resultado de subscrição do 3T24, alcançado uma sinistralidade mais baixa, provando que temos ainda espaço para melhoria de margem. Continuamos com o desafio de crescer mantendo nossa rigorosa disciplina de subscrição”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Resultado de subscrição cresce 65% em 12 meses

O resultado de subscrição totalizou R$ 116 milhões no 3T25, em linha com os R$ 118 milhões apurados no 3T24. Considerando os últimos 12 meses, houve evolução de R$ 379 milhões para R$ 626 milhões, crescimento de 65%. A carteira P&C registrou resultado de subscrição positivo de R$ 104 milhões no 3T25, chegando a R$ 667 milhões na soma dos últimos 12 meses. Em Vida, houve resultado positivo de R$ 11 milhões no 3T25, o que contribuiu para redução do resultado de subscrição negativo acumulado nos últimos 12 meses para R$ 41 milhões negativos.

No 3T25, os prêmios retidos pelo IRB(Re) totalizaram R$ 866 milhões, retração de 17% ante R$ 1,04 bilhão no 3T24. Do total de prêmios retidos no 3T25, R$ 840 milhões se referem à carteira P&C (97%) e R$ 26 milhões à Vida (3%). No acumulado dos últimos 12 meses, o prêmio retido total da companhia somou R$ 3,56 bilhões. Houve crescimento de 8% em P&C, de R$ 3,09 bilhões para R$ 3,34 bilhões. Em Vida, conforme estratégia de limpeza da carteira, o prêmio retido retraiu 75%, de R$ 896 milhões para R$ 226 milhões. O prêmio retido é resultado da subtração do prêmio retrocedido do prêmio emitido. Ele reflete o prêmio que é mantido dentro da companhia.

“Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente, mantendo-se, nos últimos 12 meses, acima dos R$ 600 milhões. Em relação ao prêmio retido, analisando os números, observamos que a carteira total diminuiu 11% em 12 meses. Esta retração é explicada pela redução dos negócios de Vida em 75%. Quando olhamos para o P&C, nosso principal negócio, o prêmio retido cresce 8% em 12 meses. A ideia é continuar selecionando riscos e crescendo nos negócios de maior rentabilidade. Nesse sentido, considerando as linhas de negócios, Patrimonial, que era 40% da carteira, nos últimos 12 meses representa mais da metade do nosso negócio, com 51%”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
 

Daniel Castillo: ‘Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente’

“Sobre o segmento de Vida, o novo diretor, Ricardo Siquieri, profissional com 13 anos de experiência no mercado internacional de Vida e Saúde, vai montar uma equipe que desenhará produtos, participará com os seguradores na comercialização e na rentabilização da linha. Seu desafio será de viabilizar às nossas cedentes a modelagem de novos produtos de proteção, capital de risco para novas iniciativas, além da ampliação das suas capacidades e a transferência de riscos”, completa Castillo.

Crescimento internacional

Em relação à distribuição geográfica, no 3T25, 60% (R$ 517 milhões) do prêmio retido é resultado de negócios firmados no Brasil. Outros 18% (R$ 152 milhões), na América Latina; e 23% (R$ 196 milhões), em outros países do mundo. Na análise dos últimos 12 meses, 65% do prêmio retido (R$ 2,3 bilhões) tem origem no mercado local; 14% (R$ 508 milhões) na América Latina; e 21% (R$ 734 milhões) em outros países. Conforme a estratégia de subscrição do IRB(Re), houve alta de 22% na participação dos países latino-americanos no prêmio retido em 12 meses.

“Sob a ótica de diversificação geográfica, podemos observar que nosso objetivo de crescimento internacional, sempre com rentabilidade, está se realizando. Avançamos no mercado da América Latina em 22% e, em outros países, 39%. O Brasil continua sendo nosso negócio principal, e sempre será, apesar da queda de 24%, que é explicada pela redução na linha de Vida”, afirma Castillo.

Índice Combinado de P&C é de 96% em 12 meses

Neste trimestre, o índice combinado total – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – foi de 102,5%, em linha com o 3T24. Esse resultado foi beneficiado por efeito positivo de R$ 88 milhões referentes à conciliação de provisões de sinistros com as seguradoras, trabalho iniciado no 2T25, conforme divulgado anteriormente. Considerando os acumulados dos últimos 12 meses, o índice combinado total da companhia foi de 98% no 3T25, ante 102% no 3T24. Por carteira, no 3T25, P&C acumula índice combinado de 96% em 12 meses. Já Vida tem índice de 134%.

O índice de sinistralidade, no 3T25, foi de 61%, queda de 7 p.p. ante 68% no 3T24. As linhas de Vida (32%) e Rural (15%) contribuíram para a queda da sinistralidade, que também foi beneficiada pela conciliação de provisões de sinistros. O sinistro retido total, no 3T25, foi de R$ 467 milhões, ante R$ 643 milhões no 3T24. A análise dos últimos 12 meses mostra que o índice de sinistralidade total ficou em 61%. P&C segue com um índice estável de 57% em 12 meses. Em Vida, 113%.

Em relação ao índice de comissionamento total, outro indicador central para o cálculo do índice combinado, no 3T25, ele foi de 21,7%, em linha com o 3T24. Considerando os últimos 12 meses, o índice de comissionamento total foi de 20%. A carteira P&C apresenta índice de comissionamento constante de 22% em 12 meses. Já em Vida o índice na visão 12 meses ficou em 2%, refletindo a mudança da estratégia para a carteira.

Resultado financeiro e patrimonial estável

O resultado financeiro e patrimonial da companhia, neste terceiro trimestre, foi de R$ 186 milhões, ante R$ 196,4 milhões no 3T24. No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado financeiro e patrimonial do IRB(Re) passou de R$ 628 milhões, acumulado no 3T24, para R$ 668 milhões, acumulado no 3T25. Alta de 6,3%.

“O resultado financeiro do 3T25 somou R$ 173 milhões, 18,6% superior quando comparado ao 3T24, explicado principalmente pelo resultado das carteiras de investimento onshore. Vale lembrar que o resultado patrimonial do 3T24 foi influenciado pela venda de um terreno no Rio de Janeiro, que beneficiou o resultado patrimonial em R$ 37 milhões. Se excluirmos o efeito da venda do terreno, o resultado patrimonial se mantém praticamente constante”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), gestora de investimentos do ressegurador.

O IRB(Re) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com R$ 8,9 bilhões sob gestão, sendo 60% onshore, em reais, e 40% offshore, para a cobertura dos passivos operacionais em diversas moedas, principalmente o dólar.

Suficiência chega a 251% no 3T25

A suficiência do Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido, que era de R$ 892 milhões, no 3T24, chegou a R$ 1,5 bilhão, no 3T25, com isso, o indicador de Solvência Regulatória atingiu o índice de 251%, alta de 68 p.p. em relação ao 3T24. 

“Nosso indicador vem crescendo ainda mais aceleradamente este ano, o que nos coloca num patamar de solvência similar ao das maiores resseguradores internacionais. O resultado se deve a um aumento substancial do nosso Patrimônio Líquido Ajustado sem aumento do Capital Mínimo Requerido fruto da gestão do nosso capital, tanto na área financeira quanto de subscrição”, diz Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

Lucro líquido em IFRS 17 é de R$ 112 milhões no 3T25

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publicou seus resultados do 3T25 em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, traz novos conceitos, incluindo o valor do dinheiro no tempo. Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia no 3T25 foi positivo em R$ 112 milhões, ante lucro de R$ 192 milhões no 3T24. 

“O resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 128 milhões no trimestre, representando uma redução em relação a 2024, quando atingiu R$ 260 milhões. O segmento Vida impactou de forma relevante esse resultado, reflexo dos cancelamentos de contratos efetuados no período. Analisando de forma isolada, o P&C teve uma evolução de 8% quando comparado com o 3T24, concentrados principalmente nos segmentos patrimonial e rural, demonstrando a aderência à estratégia corporativa”, afirma Frederico Knapp, CFO do IRB(Re).

Em linha com agenda da COP30, Zurich ajuda a expandir oportunidades no Vale do Rio Doce

Com o apoio da Z Zurich Foundation, a Zurich Seguros acaba de anunciar um novo projeto em colaboração com o Instituto Terra, fundado por Lélia Wanick Salgado e pelo fotógrafo Sebastião Salgado com o objetivo de recuperar parte do bioma da Mata Atlântica em Aimorés (MG).  

Agora, as instituições trabalharão juntas na frente de educação ambiental do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (NERE), para proporcionar a adolescentes e jovens de comunidades rurais vulneráveis do Vale do Rio Doce qualificação profissional, habilidades empresariais e suporte personalizado de transição para o emprego, especialmente em economia verde.

Criado em 2005 com o objetivo de preparar profissionais capazes de atuar no setor ambiental, o NERE é um curso voltado para jovens de 18 a 22 anos, formados no ensino médio técnico em áreas ambientais, agrícolas ou florestais. Os alunos recebem bolsa, alimentação e transporte, em uma imersão de 11 meses que oferece formação integral em fundamentos científicos, habilidades técnicas e competências humanas em reflorestamento e gestão ambiental. 

Combinando restauração da natureza e empoderamento da comunidade, o projeto agora também ajudará os jovens a desenvolverem habilidades e criar meios de subsistência sustentáveis, graças ao novo apoio da Fundação. O programa aumentará o número de pessoas impactadas, preparará os jovens para os chamados empregos verdes (green jobs) e incluirá a requalificação dos professores do instituto, além da expansão do projeto com escolas públicas na região. 

Equidade de oportunidades e expansão do impacto 

Segundo estudo da Agenda Pública em parceria com a Fundação Grupo Volkswagen, o Brasil pode criar 7 milhões de empregos verdes até 2030 e cerca de 15 milhões até 2050. Para Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros, este cenário cria não só uma oportunidade para capacitação e empregabilidade de adolescentes e jovens, mas também um contexto em que é necessário garantir e equidade de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade. 

“Hoje, nós sabemos que existe um gap educacional não só com base na classe social, mas também da área rural em relação à urbana, fruto de desigualdades históricas que vivemos no Brasil”, explica Abreu. “Os novos empregos verdes serão ocupados por pessoas capacitadas para tal. Se não interviermos ativamente, há grandes chances de eles aprofundarem a desigualdade de oportunidades que o baixo acesso à educação já tem gerado no campo e nas populações de menor poder aquisitivo”, avalia. 

Por isso, nesta nova fase, o financiamento do NERE pela Fundação foi pensado para ir além dos jovens atendidos diretamente pelo programa. Serão quatro frentes de desenvolvimento: 

  • Programa educacional NERE para jovens vulneráveis: além dos 84 alunos jovens com formação teórica e prática ao longo de três anos, será promovido um ciclo de melhoria com a requalificação dos professores do programa; 
  • Avaliação do mercado de trabalho e desenvolvimento de parcerias: será realizado um estudo do mercado de empregos verdes na Bacia do Rio Doce, estabelecendo eventos e parcerias que possam aproximar as empresas do Instituto. A ideia é criar um ecossistema de oportunidades para os jovens, além de proporcionar melhorias nos programas de capacitação do NERE para melhor atender às demandas do mercado; 
  • Ampliação do alcance do NERE: o estudo também promoverá o desenvolvimento de um curso online voltado à economia verde, a ser distribuído nas escolas da região, aumentando a acessibilidade do conhecimento aos jovens e possibilitando que vislumbrem oportunidades no mercado regional. Os professores do NERE também devem atuar como multiplicadores, treinando os professores da rede pública para disseminarem informações sobre este mercado; 
  • Garantia da sustentabilidade de longo prazo da educação ambiental no Instituto Terra: o Instituto receberá o apoio da Zurich em diversas frentes de organização e gestão interna, a fim de garantir a continuidade do programa a longo prazo, após o encerramento do financiamento, em 2028. 

Segundo Nathalia, o investimento deve impactar cerca de 10 mil pessoas em três anos, atendendo a 35 municípios localizados em Minas Gerais e Espírito Santo. “Acreditamos que essa expansão ajudará os jovens a identificar oportunidades de negócios viáveis em suas próprias comunidades, reduzirá a migração forçada para os grandes centros e contribuirá, a longo prazo, para a recuperação do ecossistema local”, defende Nathalia.  

Para Jeieli Capettini, Gerente de Educação do Instituto Terra, o NERE representa uma oportunidade de qualificação profissional e de ascensão pessoal, com impacto direto para os estudantes, suas famílias e todo o território. Ela explica que a ampliação da parceria da Zurich para o NERE é um novo passo que permite ao Instituto expandir o alcance do projeto. 

“Lá atrás, a Zurich acreditou no nosso sonho de restaurar o vale do Rio Doce e, juntos, temos mostrado que a regeneração é possível. Agora, vamos oferecer a mais jovens em situação de vulnerabilidade o acesso a uma educação ambiental de excelência, contribuir com a formação de professores e conectar territórios. Formamos multiplicadores desse legado, preparados para atuar na restauração de ecossistemas e na reconstrução da esperança em um futuro melhor. Para nós, é profundamente gratificante e enriquecedor poder contar com a Zurich nesse processo”, pontua Capettini. 

Já Gary Shaughnessy, presidente do Conselho da Z Zurich Foundation, reflete que o acesso à experiência e ao aprendizado pode ajudar a aumentar a independência e a realizar o potencial de cada pessoa apoiada pelo projeto. “Conectar resiliência climática, equidade social e desenvolvimento econômico é bom para todos — especialmente para o nosso planeta”, completa o executivo. 

Floresta Zurich

A nova iniciativa complementa o trabalho ecológico realizado pelo Instituto através do Zurich Forest Project (Floresta Zurich) desde 2020, no qual a Zurich se comprometeu a apoiar o Instituto no plantio de cerca de 1 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica até 2028. Toda a gestão do plantio das mudas, em diferentes estágios, é fundamental para o retorno da fauna e flora nativa da região, enriquecendo a biodiversidade e proporcionando a recuperação do bioma como um todo. 

Além do investimento no NERE via Fundação, a Zurich já havia ampliado seu engajamento na floresta com um investimento que permitiu ao Instituto Terra quase triplicar sua área até o final de 2024. Com a compra das fazendas adjacentes a Fazenda Bulcão – Cantinho do Céu, Maria Bonita, Vai e Vem e Constância –, a área para restauração pôde ser expandida de aproximadamente 700 hectares para quase 2.400 hectares – mais de 2 mil campos de futebol. 

“A Zurich já atuava há mais de cinco anos com recursos diretos voltados à floresta, com o objetivo de recuperar o bioma da Mata Atlântica na Bacia do Rio Doce. Ou seja, o objetivo primário era o reflorestamento, em linha com os desafios climáticos que vivemos”, explica Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil. “Agora, com a Fundação, vamos entrar também na frente de educação ambiental, que conversa diretamente com a nossa premissa de promover maior empoderamento econômico em nossas comunidades. Vamos potencializar o profundo conhecimento local do Instituto Terra para entregar benefícios ambientais e socioeconômicos juntos”. 

Seguradora MetLife debate IA e comunicação em evento de inovação

A MetLife esteve presente no CQCS Insurtech & Innovation 2025, um dos principais eventos de inovação do mercado segurador latino-americano, realizado em São Paulo nos dias 11 e 12 de novembro. Ao lado de líderes e especialistas do setor, os principais executivos da companhia no Brasil apresentaram sua visão sobre o futuro da proteção financeira em um mundo impulsionado pela inteligência artificial, destacando como tecnologia, dados e empatia humana se unem para criar experiências mais simples, acessíveis e relevantes para clientes e parceiros.

Liderança e o papel da IA no futuro do seguro

No painel de líderes, o CEO da MetLife, Breno Gomes, destacou que a inteligência artificial deve ser vista como um instrumento de inclusão, confiança e avanço real do seguro, e não apenas como uma tendência tecnológica.

“O verdadeiro potencial da IA está em unir dados e sensibilidade humana para oferecer soluções mais justas, ágeis e personalizadas. Na MetLife, acreditamos que o uso responsável da tecnologia pode ampliar o acesso à proteção e transformar a relação entre pessoas e seguros”, afirmou o CEO.

Breno também reforçou que a MetLife vem aplicando IA de forma prática em áreas como subscrição automatizada, gestão preditiva de clientes e análise conversacional, sempre com foco em tornar o seguro mais acessível, eficiente e centrado nas pessoas. Segundo ele, o futuro do setor passa por uma combinação entre a capacidade analítica da IA e as interações humanas, no qual a tecnologia atua como copiloto de decisões para corretores e parceiros comerciais.

Inovação e parcerias digitais para ampliar o acesso

Em sua fala no painel “Venda por Comodidade: A Qualquer Hora, em Qualquer Lugar”, Marcelo Tomei, vice-presidente MetLife Xcelerator Brasil, destacou o papel da MetLife Xcelerator como unidade de negócios voltada a expandir o acesso ao seguro por meio de parcerias estratégicas com bancos digitais, plataformas de investimento, fintechs e empresas de diferentes segmentos.

“Nos últimos dois anos, a MetLife Xcelerator se consolidou como uma plataforma de inovação e crescimento, com mais de 20 parceiros e 6 milhões de clientes. Nosso foco é criar soluções junto aos parceiros, unindo tecnologia, dados e experiência para que o seguro chegue de forma simples e conveniente à vida das pessoas”, afirmou Tomei.

O executivo também ressaltou o avanço da MetLife em jornadas digitais integradas, que vão desde a contratação até o uso do seguro, com processos automatizados e pagamentos de indenizações em até duas horas — um reflexo da aposta da companhia em transformar o seguro em uma experiência fluida e de valor real para o cliente.

IA aplicada à experiência do corretor

O CIO da MetLife, Marcelo Vighi, apresentou, pela primeira vez, o novo Cot.Ai, ferramenta de cotação inteligente da MetLife. Integrada ao WhatsApp, a solução usa inteligência artificial generativa para oferecer uma experiência simples e intuitiva aos corretores, com geração automática de propostas e respostas em tempo real.

“A inteligência artificial não substitui o humano, ela o potencializa. Nosso foco é automatizar o que é manual e repetitivo para que a inteligência humana se concentre no que gera valor: entender o cliente, fortalecer o relacionamento e oferecer soluções mais rápidas e relevantes. O Cot.Ai é um exemplo prático dessa visão, unindo tecnologia e simplicidade para transformar a rotina do corretor”, explicou Vighi.

A ferramenta já está disponível para o produto Vida PME Capital Global e será ampliada para outras linhas do portfólio nas próximas semanas.

Comunicação e confiança como pilares da transformação

Encerrando a participação da MetLife, Denise Coelho, diretora de marketing e comunicação, apresentou o painel “A comunicação como instrumento de ampliação do valor do seguro”. Ela destacou a importância de criar conexões emocionais com os clientes, mostrando que o seguro é, acima de tudo, sobre confiança e empatia.

“Seguro é sobre confiança. A comunicação tem o papel de construir pontes entre razão e emoção, de transformar o medo em confiança e mostrar, por meio de ações concretas, que a marca está ao lado das pessoas”, afirmou Denise.

A executiva também apresentou ações que reforçam o propósito da MetLife, como os investimentos da MetLife Foundation em educação e inclusão social e a parceria global com o Global Citizen, que atua em prol da erradicação da pobreza.

Com sua participação no CQCS Insurtech & Innovation 2025, a MetLife reafirma sua estratégia de unir tecnologia, empatia e inovação para transformar o setor de seguros, oferecendo soluções mais ágeis, inclusivas e humanas, o compromisso global de proteger juntos o que mais importa.

Fórum de Finanças Sustentáveis destaca papel estratégico dos seguros e das finanças na transição climática

Representantes do governo, de organismos internacionais e do setor privado se reuniram, nesta quarta-feira (12), no “Fórum de Finanças Sustentáveis na COP30”, para discutir caminhos concretos de financiamento da transição ecológica e o fortalecimento do papel do sistema financeiro na construção de uma economia de baixo carbono.

O encontro ocorreu na Casa do Seguro, em Belém (PA), promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A convergência necessária entre finanças e sustentabilidade

Na sessão de abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que o setor de seguros tem se posicionado como um elo essencial entre o financiamento e a adaptação climática. “Não há transição possível sem instrumentos financeiros e de seguros que deem suporte à mudança. O desafio é alinhar a proteção do capital com a proteção do planeta”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a Casa do Seguro, durante a COP30, simboliza esse esforço de aproximar o mercado segurador das agendas globais de sustentabilidade, criando um espaço de diálogo e de proposições conjuntas com os demais atores financeiros.

O presidente da Anbima, Carlos José da Costa André, observou que a sustentabilidade já se consolidou como vetor estratégico dos investimentos. “A transição ecológica é também uma transição de valores e de métricas. É preciso que o capital trabalhe a favor do futuro”, defendeu.

O presidente do Conselho Diretor da Febraban, Luiz Carlos Trabuco, reforçou o papel do sistema bancário como catalisador de boas práticas. “Estamos diante de uma transformação civilizatória, e o sistema financeiro precisa ser protagonista, induzindo comportamentos e premiando a responsabilidade ambiental.”

O Plano de Transformação Ecológica e o papel das finanças

O primeiro painel, “Plano de transformação ecológica: contribuições do setor financeiro”, trouxe uma discussão ampla sobre as diretrizes do plano conduzido pelo Ministério da Fazenda e sobre como o sistema financeiro pode acelerar sua implementação.
 

Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda

A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda, enfatizou que o plano representa uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil, combinando crescimento econômico com regeneração ambiental. “Não é apenas uma agenda verde, é uma agenda de competitividade. O Brasil tem condições únicas para liderar a economia da transição”, afirmou.
 

Nos debates, Dan Ioschpe, high-level champion do Brasil na COP30, ressaltou a importância da cooperação entre empresas e governos para transformar metas em resultados concretos.
 

Denise Pavarina, conselheira consultiva do capítulo brasileiro da GFANZ, destacou o papel dos investimentos privados na ampliação do impacto. “O capital privado precisa ser mobilizado para destravar a escala necessária. Isso exige métricas, transparência e confiança.”
 

Remco Fisher, líder de clima da UNEP-FI, chamou atenção para a necessidade de integração das políticas financeiras e ambientais.
 

O painel foi moderado por Cacá Takahashi, diretor da ANBIMA e coordenador da Rede de Sustentabilidade da entidade, que sintetizou o debate lembrando que “o plano ecológico só será viável se for também um plano econômico”.


Painel Plano de Transformação Ecológica: Contribuições Do Setor Financeiro

Financiando a transição climática

No segundo painel, “Investimentos sustentáveis: financiando a transição climática”, os especialistas abordaram os desafios de alinhar o sistema financeiro aos compromissos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
 

Para Luiz Gabriel Todt de Azevedo, diretor-gerente da Divisão Socioambiental e de Governança do BID Invest, o financiamento verde deve ser visto como oportunidade de prosperidade. “A transição climática não é um custo, é uma avenida de crescimento. Mas ela requer coordenação entre regulações, incentivos e inovação.”
 

Na sequência, Butch Bacani, head de seguros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP Fi), defendeu que o setor segurador tem papel singular em precificar riscos e orientar investimentos.
 

Isabela Maia, chefe da Gerência de Sustentabilidade do Banco Central do Brasil, destacou o avanço da regulação financeira verde no país e lembrou que “a sustentabilidade já é parte das diretrizes de estabilidade financeira”.
 

Tamsin Ballard, chief Investor Initiatives Officer do PRI, ressaltou o potencial de mobilizar capital global para ativos brasileiros. O painel foi moderado por Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Febraban, que destacou a urgência de “tornar o discurso financeiro compatível com o tempo da crise climática”.
 


Painel Investimentos Sustentáveis: Financiando a Transição Climática

Florestas no centro das finanças sustentáveis

Encerrando o Fórum, o painel “Florestas no centro das finanças sustentáveis: impulsionando desenvolvimento e resiliência climática” trouxe o olhar sobre a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas como parte central da agenda financeira.
 

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristiana Reis, observou que o financiamento florestal é uma condição para o cumprimento das metas climáticas do país. “Precisamos transformar as florestas em ativos de valor reconhecido pelo sistema financeiro”, afirmou.
 

Entre os debatedores, Garo Batmanian, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, destacou a importância de ampliar instrumentos de crédito e garantias para projetos de restauração.
 


Painel Florestas no Centro Das Finanças Sustentáveis: Impulsionando Desenvolvimento e Resiliência Climática 

Lígia Jesi, coordenadora de Regulação do Sistema Financeiro da Secretaria de Reformas Econômicas, abordou as novas exigências da Política Nacional de Mudanças Climáticas, enquanto Luciana Galan, da IFC, reforçou o papel do investimento privado em estruturar projetos de impacto mensurável.

Marcus Cardoso, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, completou dizendo que “as florestas devem estar no centro das finanças, não nas margens”.
 

A mediação foi conduzida por Luciana Dall’Agnol, superintendente de Sustentabilidade da CNseg, que encerrou o encontro ressaltando a necessidade de articulação entre o setor público, privado e sociedade civil para destravar o financiamento climático em escala.
 

Um novo pacto entre finanças, seguros e clima

Ao final do Fórum, a mensagem foi clara: a transição climática exige um novo pacto entre os setores financeiro, segurador e produtivo, capaz de unir inovação, regulação e propósito. Como afirmou Dyogo Oliveira, “o futuro das finanças sustentáveis não é um futuro distante, ele está sendo construído agora, com a responsabilidade de todos os que compreendem que não há desenvolvimento sem sustentabilidade”.

Instituto CNP Brasil, UNODC e Instituto COJOVEM promovem protagonismo jovem na COP30 em Belém

THIAGO FAGNER

Em um momento decisivo para o planeta e para a Amazônia, a Rede dos Embaixadores da Juventude do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC Brasil), o Instituto CNP Brasil e o Instituto COJOVEM unem forças para colocar as juventudes no centro das discussões sobre o futuro do clima, da justiça social e do desenvolvimento sustentável. A agenda “Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada” integra a programação da Green Zone da COP 30, em Belém (PA), com entrada gratuita para o público. 

O encontro, que acontece no dia 15 de novembro, das 15h20 às 17h30, reunirá cerca de 40 jovens da região Norte para debater soluções e caminhos alinhados à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A troca de experiências e a promoção desse diálogo intergeracional resultarão na construção de um documento coletivo com as principais demandas, percepções e propostas das juventudes amazônicas para o agora. 

“A ideia é promover esse espaço de grande participação social com o propósito de amplificar as vozes das juventudes amazônicas e brasileiras e fortalecer o papel dos jovens como agentes de transformação, liderança e inovação diante dos desafios globais”, afirma Alice Scartezini, coordenadora do Instituto CNP Brasil, que estará em Belém participando das discussões no evento.

Para o Instituto CNP Brasil, que investe em programas sociais com foco na juventude desde o lançamento do Jovem de Expressão em 2007, o protagonismo jovem é essencial para transformar realidades e inspirar novos caminhos de desenvolvimento sustentável. “É com orgulho que participamos junto com os nossos parceiros dessa mobilização que reforça o compromisso do grupo CNP Assurances com o futuro e com as pessoas”, destaca Alice. 

Formação, propósito e impacto social 

Criado pelo UNODC Brasil em parceria com o Instituto CNP Brasil, o Programa Embaixadores da Juventude já está em sua 8ª edição, tendo formado, desde 2016, jovens no Distrito Federal e nos estados do Pará, São Paulo, Bahia e Pernambuco. 

A metodologia inspira e forma jovens para atuarem como agentes de transformação nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em alinhamento com o mandato global do UNODC, visando a construção de sociedades mais seguras e justas, com atenção especial para a prevenção estrutural da violência. 

A iniciativa estimula também a liderança com propósito, o fortalecimento de valores como solidariedade, respeito e cidadania, e prepara uma nova geração comprometida com a construção de um futuro mais justo, seguro e sustentável. 

“O Programa Embaixadores da Juventude mostra como a Agenda 2030 se traduz em ação concreta quando os jovens são protagonistas da mudança. Ao fortalecer o engajamento e a liderança juvenil, a iniciativa promove a cultura de paz, a justiça e instituições mais inclusivas — contribuindo diretamente para a prevenção da violência e para o alcance, em especial, do ODS 16”, afirma Rafael Sales, Oficial de Projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). 

Juventude no centro das decisões globais 

Com sede em Belém, a COJOVEM atua na promoção do protagonismo juvenil e no desenvolvimento social por meio da formação de jovens líderes, do empreendedorismo sustentável e da criação de oportunidades que transformam realidades. 

“Realizar essa agenda em Belém, durante a COP 30, é dar visibilidade às juventudes que vivem e respiram Amazônia. É reconhecer que as soluções para o futuro do planeta também nascem aqui, do conhecimento e da força dos nossos jovens”, reforça Karla Braga, cofundadora e diretora executiva da COJOVEM.

Ao lado do Instituto CNP Brasil e da Rede dos Embaixadores da Juventude, a organização mobiliza jovens de todo o país em ações voltadas à sustentabilidade, inovação social e cidadania ativa — reforçando o papel da juventude como voz essencial na construção de um futuro mais verde, inclusivo e resiliente. 

“Essa união de esforços mostra que o protagonismo juvenil é essencial para construir um futuro mais justo e sustentável”, complementa Karla. 

Sobre o Instituto CNP Brasil – O Instituto CNP Brasil tem como mantenedor a CNP Seguros Holding Brasil, empresa constituída a partir da parceria entre o grupo francês CNP Assurances e a Caixa Seguridade. Criado para ampliar o impacto social da atuação do grupo no país, o Instituto tem como missão promover educação, cidadania e inclusão socioeconômica, com foco em jovens em situação de vulnerabilidade. Por meio de parcerias com o poder público, o setor privado e organizações da sociedade civil, o Instituto desenvolve tecnologias sociais escaláveis que contribuem para a redução das desigualdades e o fortalecimento do futuro das novas gerações. 

Sobre o Grupo CNP Assurances  A CNP Assurances é um grupo segurador francês com mais de 170 anos de história e presença em 19 países na Europa e na América Latina. No Brasil desde 2001, o grupo atua em dois modelos. Por meio da CNP Seguros Holding Brasil, administra em parceria com a Caixa Seguridade — entidade de seguros da Caixa Econômica Federal —, a Caixa Seguradora e a Youse, primeira plataforma de seguros digital do País. Junto com a Caixa Seguridade, também controla a Caixa Consórcio e a Caixa Vida e Previdência. Por meio da CNP Seguradora, opera em um modelo de multiparcerias e tem como principais parceiros Correios, BRB e XP Corretora. O grupo mantém ainda uma operação consolidada na Argentina por meio da sua subsidiária CNP Seguros. 

PROGRAMAÇÃO 

Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada 

Data: 15 de novembro de 2025 

Horário: 15h20 às 17h30 

Local: Green Zone – COP 30 – Belém (PA)