A Generali reportou forte crescimento nos resultados acumulados dos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo desempenho sólido da operação de vida e por um ambiente mais benigno em relação a catástrofes naturais. O lucro operacional da maior seguradora da Itália alcançou 5,9 bilhões de euros no período, alta de 10,1% em relação ao ano anterior. Já o lucro líquido ajustado somou 3,3 bilhões de euros, avanço de 14%.
Os números ficaram próximos das estimativas colhidas pela própria companhia junto a analistas. As ações da Generali subiram cerca de 2% nas negociações europeias desta quinta-feira após a divulgação dos resultados.
Analistas do Morgan Stanley destacaram que o lucro operacional do terceiro trimestre na unidade de seguros de vida, de 1,08 bilhão de euros, superou o consenso de mercado. No segmento de não-vida, o combined ratio não descontado atingiu 94,2% ao fim de setembro, ante 96,3% um ano antes, reforçando a melhora na qualidade da subscrição. Índices abaixo de 100% indicam rentabilidade.
Segundo o diretor financeiro Cristiano Borean, 2025 tem sido um ano “benigno” em relação às perdas por eventos climáticos, após dois anos de forte impacto. As catástrofes naturais totalizaram 573 milhões de euros nos nove meses, pouco mais da metade da dotação prevista para o ano. O executivo afirmou ainda que a seguradora está “bem abaixo” do orçamento anual de 1 bilhão de euros para sinistros catastróficos.
No que se refere à política de investimento, o Grupo continuará a seguir uma estratégia de alocação de ativos destinada a garantir a consistência com os passivos e, quando apropriado, aumentará os retornos atuais. Os investimentos seletivos em ativos privados e reais continuam a ser uma parte importante da estratégia do Grupo, seguindo uma abordagem prudente que considera a menor liquidez destes instrumentos. No setor imobiliário, o Grupo está buscando a diversificação geográfica e setorial, monitorando e avaliando de perto as oportunidades de mercado, bem como a qualidade dos ativos.


















