Seguradoras pagam US$ 120 bilhões por catástrofes naturais em 2021, revela estudo da Munich Re

Em todo o mundo, os desastres naturais causaram perdas substancialmente maiores em 2021 do que nos dois anos anteriores. Com base em dados provisórios, tempestades, inundações, incêndios florestais e terremotos causaram perdas no valor de US$ 280 bilhões. As perdas no ano anterior foram de US$ 210 bilhões, enquanto em 2019 foram de US$ 166 bilhões. Cerca de US$ 120 bilhões em perdas estavam segurados, o que também foi mais do que nos dois anos anteriores (2020: US$ 82 bilhões, 2019: US$ 57 bilhões), revela estudo da Munich Re divulgado nesta segunda-feira, 10 de janeiro.

O gap de seguro, ou seja, a parcela não segurada, diminuiu ligeiramente devido a uma proporção maior de perdas nos EUA, mas ainda era de aproximadamente 57%. Quase 10.000 pessoas perderam a vida em desastres naturais em 2021, um número de mortos comparável ao dos últimos anos.

Juntamente com 2005 e 2011, o ano de 2021 provou ser o segundo mais caro de todos os tempos para o setor de seguros (ano recorde de 2017: US$ 146 bilhões, ajustado pela inflação) – as perdas gerais de desastres naturais foram o quarto maior até a data (ano recorde de 2011: US$ 355 bilhões).

O furacão Ida foi o desastre natural mais caro do ano, com perdas globais de US$ 65 bilhões (perdas seguradas de US$ 36 bilhões)
Na Europa, enchentes repentinas após chuvas extremas causaram perdas de US$ 54 bilhões (€ 46 bilhões) – o desastre natural mais caro já registrado na Alemanha.

Muitas das catástrofes climáticas se encaixam nas consequências esperadas das mudanças climáticas, tornando uma maior preparação para perdas e proteção climática uma questão de urgência.

“As imagens de desastres naturais em 2021 são preocupantes”, afirma Torsten Jeworrek, membro do Conselho de Administração da resseguradora alemã. “A pesquisa climática confirma cada vez mais que as condições meteorológicas extremas se tornaram mais prováveis. As sociedades precisam se adaptar urgentemente aos crescentes riscos climáticos e fazer da proteção do clima uma prioridade. As seguradoras cumprem suas responsabilidades cobrindo uma parte dos riscos e perdas. Ao aplicar prêmios adequados ao risco, eles colocam um preço nos perigos naturais, encorajando assim um comportamento cuidadosamente considerado para limitar as perdas. Ao mesmo tempo, severas erupções vulcânicas e terremotos em 2021 mostraram que também não devemos ignorar essas categorias de desastres naturais.”


Leia também o estudo divulgado pela Swiss Re em dezembro.

Seguradoras mudam eventos e volta ao trabalho com aumento de casos de Covid-19, Omicron e Influenza

omicron seguradoras

As seguradoras acompanham a evolução das infecções respiratórias no Brasil e no mundo. Tanto para calibrar o risco em seus contratos como também para tomar decisões como eventos e retorno dos funcionários para o escritório, que até ontem estavam agendados para a primeira quinzena de janeiro.

Seguros é um setor que valoriza o presencial, uma vez que os negócios tem como base a boa fé, o olho no olho. A pandemia impactou todos, que estavam acostumados a eventos presenciais todo santo dia, desde um congresso com mais de 1 mil pessoas até happy hour com clientes no final do dia. Todos contavam os dias para o retorno dos eventos e para conhecer os novos escritórios, totalmente reformulados para uma nova realidade de trabalho híbrido. Com direito até mesmo a um espaço para o PET.

O avanço da vacinação trouxe otimismo e várias companhias começaram a testar um modelo híbrido, principalmente para as áreas comerciais e de inovação, a partir de agosto, com no máximo 20% do quadro funcional. O Brasil é um dos países destacados no ranking mundial, com cerca de 67,7% da população totalmente vacinada até janeiro de 2022, contra 49,8% do mundo, segundo o portal Our World in Data. 

Infelizmente, o farol vermelho acendeu ontem, com a primeira morte em decorrência de uma infecção da variante ômicron. A vítima é um homem de 68 anos, morador da cidade de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás. A ômicron já é responsável pela maioria dos casos de covid-19. Um levantamento do Instituto Todos Pela Saúde com base em amostras coletadas por laboratórios na última semana de 2021 encontrou a ômicron em 92% dos casos.

O Brasil registrou 45.717 casos de covid ontem, maior número desde setembro, o que fez a média móvel aumentar 477% em relação a duas semanas atrás. A média de mortes segue estável, mas há começa a faltar medicamentos, kit para testes e o movimento dentro dos hospitais aumenta dia a dia, ainda sem comprometer as UTIs, que estão com menos de 30% de ocupação.

Diante deste cenário, o plano B entrou em ação. Estava tudo pronto para MAG Seguros realizar seu tradicional e esperado evento anual no dia 14 de janeiro, quando completa 186 anos. Três dias de festa, começando com o Congresso Potencialize, direcionado a corretores de seguros com o objetivo de desenvolver e capacitar esses profissionais, a premiação dos melhores parceiros de vendas e o tradicional baile, chamado Galo de Ouro para encerrar as conquistas de 2021.

Diante do avanço das doenças infecto contagiosas, a direção do grupo cancelou o evento presencial. Uma frustração geral de todos os convidados, que adoram ser acolhidos pelo carinho da equipe MAG, comandada pelos Molinas — o filho Helder que é o CEO e pelo pai Molina, presidente do conselho –, com organização do CMO e responsável pelo marketing do grupo, Nuno David.

Do modelo híbrido previsto inicialmente, o Potencialize será novamente, como e 2021, virtual. Contará com a participação de diversos convidados para falar sobre saúde, economia, tecnologia e planejamento financeiro. As palestras acontecerão no dia 14 de janeiro, às 8h30, com transmissão online e gratuita para os corretores, funcionários e jornalistas.

AXA suspende atividades presenciais até dia 24

A AXA Seguros, após 18 meses de operação 100% em Home Office (março/2020 até agosto/2021), iniciou, em agosto de 2021, um projeto piloto de retorno ao escritório apenas com voluntários e percentual bem reduzido em relação à população total de colaboradores, sempre seguindo os protocolos sanitários e uso obrigatório de máscaras. “A ideia é evoluir nesse projeto este ano, consolidando o modelo híbrido de trabalho, mas, neste momento, com aumento dos casos de diagnósticos de doenças respiratórias em vários estados do País, todas as atividades presenciais da companhia estão suspensas até 24 de janeiro, quando faremos uma nova avaliação do cenário”, afirma Alexandre Campos, diretor executivo de RH, Jurídico, Compliance e Responsabilidade Social da AXA Seguros.

SulAmérica recomenda encontros presenciais somente a partir do dia 17

Na SulAmérica, a recomendação é para que reuniões, encontros e eventos presenciais de seus times sejam agendados, preferencialmente, a partir do dia 17 de janeiro. O grupo afirma monitorar atentamente a evolução do quadro epidemiológico de Covid-19 e Influenza, junto às autoridades de saúde, em cada um dos municípios que a seguradora possui espaços físicos de trabalho. Cerca de 97% do seu time de mais de 4,5 mil colaboradores, em todo o Brasil, já estão vacinados com pelo menos uma das doses contra a Covid-19.

O trabalho híbrido vem sendo gradualmente retomado pela companhia, desde o ano passado, por meio do novo Modelo SulAmérica de Trabalho, que prevê até 70% de remotização no pós-pandemia. O projeto é implementado em fases. Na última segunda-feira (03/01), a terceira etapa do projeto entrou em ação, na qual as sedes em São Paulo e Rio de Janeiro, e mais de 30 filiais de relacionamento da companhia no país, retornaram ao funcionamento com revezamento das equipes, em regimes que variam de meio período a dois dias presenciais.

De acordo com a SulAmérica, a ideia é priorizar interações presenciais de times, corretores e parceiros para momentos que importam, em espaços compartilhados e colaborativos, seguindo todos os protocolos de segurança para reduzir os riscos de contágio da doença. Trata-se de mais uma iniciativa da SulAmérica para reforçar, internamente, o conceito de Saúde Integral, que busca o equilíbrio entre as saúdes física, emocional e financeira.

“Os momentos que importam presenciais são aqueles em que a interação física é mais produtiva ou agrega mais valor para os colaboradores e para os negócios, envolvendo criatividade e colaboração, conversas importantes, além de oportunidades de engajamento e descompressão, entre outros. Essas ocasiões serão predefinidas com as lideranças das equipes, permitindo o planejamento e agendamento prévio dos espaços na companhia que agora passam a ser compartilhados. Todos nossos colaboradores receberão um tutorial e orientações para boas práticas de uso do espaço físico, conforme forem aderindo ao novo Modelo SulAmérica de Trabalho”, explica Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo, Sustentabilidade e Marketing da SulAmérica.

Bradesco monitora situação pandêmica

O grupo Bradesco Seguros informou tem trabalhado na estruturação de um plano de retorno gradual, alinhado às normas de saúde e segurança, ouvindo especialistas e priorizando a proteção de todos os funcionários do grupo. “No final de 2021, iniciamos parcialmente o retorno dos funcionários à Companhia, de modo híbrido (alternando entre presencial e home office). A evolução do retorno, continuará de forma gradativa e com o monitoramento do comportamento da Pandemia Covid-19 e dos indicadores de saúde”, ressaltou.

AON tem comitê para organizar o retorno seguro do funcionários

Recentemente, todos os escritórios da Aon Brasil foram autorizados pelo Centro Global de Operações de Emergência a reabrir para o retorno dos colaboradores ao trabalho presencial. Ainda não há data definida para abertura, porém, ela acontecerá de forma gradativa e híbrida, por meio de um Projeto Piloto. 

Um comitê multidisciplinar foi criado para trabalhar no Projeto, que envolve desde pesquisa de intenção de retorno por parte dos colaboradores e sua avaliação de saúde, até e o estabelecimento de medidas e protocolos para garantir um ambiente seguro a todos que participarem do Piloto, que, no primeiro momento, contará com uma ocupação restrita da capacidade do espaço.          

Como consultoria global, temos acompanhado e desenvolvido modernos protocolos, como de avaliação de colaboradores e monitoramento da saúde e segurança, para que todos possam ter um retorno seguro. À medida em que trabalhamos nos planos de reabertura parcial dos escritórios no Brasil, reforçamos que todos os colaboradores podem continuar a trabalhar virtualmente até que validemos nosso novo formato definitivo e híbrido. 

BB Seguros alcança 1 milhão de contratos do seguro residencial

A BB Seguros atingiu a expressiva marca de 1 milhão de contratos do seu seguro residencial. A conquista coroa a recente mudança de estratégia da companhia, que transformou o seguro em uma verdadeira ferramenta de gestão da casa no dia a dia por meio de diferentes pacotes de coberturas e assistências. Outro fator importante é a alta capilaridade da rede de agências do Banco do Brasil, principal balcão de vendas da seguradora.

“Identificamos uma série de fatores como impulsionadores que nos levaram a esta importante marca. O primeiro, é a tendência de integração casa-trabalho. De junho de 2020, momento em que ficou mais claro que o isolamento seria mais longo, até o fim de 2021, tivemos um crescimento contínuo e estável. Incrementar a transformação digital, facilitando todas as jornadas, também foi fundamental para melhorar as experiências. Além disso, o lançamento dos novos serviços de assistências e a ampliação das coberturas, como as de danos por água, por exemplo, colaboraram para atender as necessidades dos clientes e aumentar a adesão ao seguro. Ainda há muito espaço para crescimento, mas essa marca nos dá a certeza de que estamos na direção certa”, celebra Ullisses Assis, presidente da BB Seguros.

Comprar seguro de carro com apenas 3 respostas? É possível!

Porto Seguro auto

Uma andorinha só não faz verão. Mas várias criam um espetáculo. Assim é com tudo. Até com seguros. O processo de cotações da maior seguradora de automóvel do Brasil, a Porto Seguro, está bem mais simples. Praticamente igual ao das startups que foram concebidas por APIs, interfaces que permitem a criação de plataformas de maneira mais simples e prática para desenvolvedores. As seguradoras tradicionais, como a Porto Seguro, reduziram aquele tedioso questionário de avaliação de riscos para tornar o processo de venda mais ágil para os corretores, utilizando apenas três informações: o CPF do condutor, o CEP de pernoite e se o veículo possui algum dispositivo antifurto.

Saiba mais sobre a novidade da Porto Seguro:

Isso já está valendo?

A novidade irá contemplar as novas contratações de Porto Seguro e Azul Seguros, além das renovações do Porto Seguro Auto*. Para os endossos, o processo manterá a regra vigente na contratação ou renovação do seguro. Caso a apólice tenha sido emitida com perfil, no endosso, as questões serão exibidas e será possível realizar as alterações desejadas.

Lá atrás, quando começou o modelo de perfil, quantas perguntas tinham o questionário? Quanto tempo demorava para emitir uma apólice?

O Perfil, atualmente Questionário de Avaliação de Risco, teve a sua primeira versão implantada entre os anos de 1996 e 1997. A partir desse período, passamos a construir o QAR com diferentes versões e segmentações. Nos últimos anos, o QAR teve em média 12 perguntas. As apólices de seguros auto são realizadas de forma digital e, sendo assim, mais de 90% dos casos são propostas transmitidas e emitidas eletronicamente e em tempo real. O processo se torna ainda mais ágil com o ganho de tempo que o Corretor terá na coleta das informações com o cliente, no momento da cotação do seguro.

Agora temos 3 perguntas. CEP do condutor, da pernoite do veículo e sistema antifurto. Isso significa que a IA faz todo o trabalho para responder as questões que foram eliminadas?

Os sistemas de modelagens estatísticas são evoluídos frequentemente, sempre buscando aprimorar os modelos e a sustentabilidade dos negócios. Dessa forma, não se trata de uma substituição pura e simples, mas de um conjunto de soluções que foram evoluídas para facilitar as operações dos nossos corretores de seguros, reduzir o atrito do corretor junto aos seus clientes, simplificando e agilizando o processo de cotação. 

O cadastro do motorista do veículo e do veículo são desnecessários para atuais clientes. E para novos?

O cadastro do motorista continua a ser um campo obrigatório, pois o CPF do condutor faz parte das 3 questões.

Com a simplificação, quais os ganhos para a empresa, corretores e clientes em termos de custos, operacional e tempo?

A principal vantagem, sem dúvida alguma, é a redução do trabalho operacional dos nossos corretores de seguros. Além da simplificação, nossos corretores contam ainda contam com mais tempo para focar em suas prospecção e vendas, liquidação de sinistro mais ágil e sem burocracia e sem confirmação de perfil. Na prática, continuamos com nossas análises de subscrição e precificação às quais nossos corretores estão habituados, mas com toda a vantagem do corretor poder encontrar um processo fluido, com menos atrito e que trará ganhos de produtividade.

Bradesco Vida e Previdência lança campanha sobre ‘Novo Top Clube Bradesco’

Bradesco Vida

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, lançou na quinta-feira (6/1) sua nova campanha sobre proteção e segurança. Intitulado ‘Novo Top Clube Bradesco’, o filme apresenta uma animação em 3D, com situações que mostram o Seguro de Vida como o melhor amigo da família. A produção é narrada por uma voz bem conhecida do público brasileiro – a da atriz e apresentadora Cissa Guimarães – e leva a assinatura da agência AlmapBBDO.

“O Novo Top Clube Bradesco foi desenvolvido com o intuito de garantir o futuro de quem você ama, levando proteção e segurança a todo o núcleo familiar, a partir de valores bastante acessíveis. O produto conta, ainda, com assistência veterinária para cães e gatos”, destaca Jorge Nasser, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização.

O conceito criativo da campanha foi pensado para se aproximar de um novo público, formado por jovens e pessoas com os mais variados níveis de renda. No filme, o cãozinho Top representa o símbolo de companheirismo, proteção e lealdade, remetendo aos atributos do Seguro de Vida. Exibida em rede nacional, no intervalo do Jornal Nacional, a campanha conta com peças para as redes sociais e spots de rádio, além de mídia impressa e OOH (mídia out-of-home).

“A campanha tem uma leveza e carisma únicos. A escolha do desenho animado cria conexão e memória afetiva com as pessoas. Tanto o filme quanto o produto reforçam a nossa principal missão, que é proteger, muito bem representada pela nossa assinatura ‘Com Você. Sempre’, destaca Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do grupo Bradesco Seguros.

Planos a partir de R$ 8,90 por mês

Dentre os principais diferenciais do ‘Novo Top Clube Bradesco’, destacam-se a oferta de planos a partir de R$ 8,90 ao mês; assistência funeral ampliada para cônjuges, pais, filhos e sogros; assistência veterinária para cães e gatos; e ausência de reenquadramento etário após os 60 anos. Destinado a pessoas físicas a partir de 18 anos, o produto oferece coberturas por morte natural e acidental, com capital segurado de até R$ 1 milhão, além de sorteios semanais no valor de R$ 10 mil. A contratação e gerenciamento do plano podem ser feitos diretamente pelo aplicativo Bradesco e via corretores Bradesco, além dos parceiros de negócios do grupo. 

Bolsonaro sanciona PL que inclui seguro para proteger entregadores de aplicativos

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira, 6, projeto de lei que cria medidas de proteção, como ajuda financeira, para entregadores de aplicativos durante a pandemia. Contudo, ele vetou a possibilidade das empresas fornecerem alimentação por meio do Programa de Alimentação ao Trabalhador. De acordo com o Palácio do Planalto, a justificativa é econômica: a medida acarretaria em renúncia de receita sem impacto orçamentário, o que viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Fernanda Muniz Borges e Luiz Eduardo Amaral de Mendonça, especialistas da área Trabalhista do FAS Advogados, destacam a contratação de um seguro contra acidentes sem franquia ao entregador cadastrado exclusivamente para acidentes ocorridos durante a entrega, devendo cobrir acidentes pessoais invalidez permanente ou temporária e morte. Quando o entregador prestar serviços a mais de uma empresa de aplicativo de entrega, a indenização, no caso de acidente, será paga pelo seguro contratado pela empresa para a qual o entregador prestava o serviço no momento do acidente.

O descumprimento da lei pode levar a aplicação de advertência e multa de R$ 5 mil por infração cometida. “De qualquer forma, trata-se de mais obrigações e ônus às empresas, as quais deverão se adequar o quanto antes, já que a lei não deu prazo para a adequação. Por exemplo, na data de hoje já deveria existir o seguro acima citado”, comentam em nota.

Ainda não há como saber se haverá apetite do mercado segurador para este risco, que é considerado “agravado” em razão da exposição dos motoristas de aplicativos. Quanto maior o risco, mais caro fica o seguro. O Ifood, por exemplo, já contrata este seguro desenhado pela MetLife, pela corretora MDS e pelo gestor de risco do aplicativo. “O Ifood cobre além da incapacidade temporária, casos de invalidez permanente total ou parcial por acidente, morte acidental e despesas médicas, hospitalares e também Covid”, informou Thomaz Tescaro, executivo da MDS, ao blog Sonho Seguro. Os detalhes da apólice podem ser conferidos no portal do Ifood.

Além do seguro de vida e acidentes, a MDS também administra a apólice de danos materiais. Em outubro passado, anunciou sua nova parceria com a BMG Seguros, para fornecer o Seguro de Bares e Restaurantes para estabelecimentos de todo o Brasil, parceiros do iFood. O novo seguro tem como objetivo atender às necessidades de empresas que fazem parte do setor alimentício, garantindo apoio a organizações gastronômicas, bares, restaurantes, padarias, pizzarias, choperias e buffets. 

Austral Re contrata nova diretora de Vida e Saúde

Alexandra Monteiro Austral Re

Fonte: Austral

A Austral Resseguradora anuncia Alessandra Monteiro como sua nova diretora de Subscrição de Vida e Saúde. Com mais de 20 anos de experiência de mercado, ela chega com a missão de ampliar e fortalecer a participação da empresa nesse segmento, aplicando seu conhecimento para desenvolver essas linhas de negócio. Seu objetivo é promover o crescimento sustentável da área, dialogando com os clientes através de soluções inovadoras.

“Com a pandemia e o despertar das pessoas para o seguro de Vida, as resseguradoras foram as grandes parceiras das seguradoras para garantir o pleno funcionamento do mercado.  Mesmo com sinistros, o ramo cresceu em prêmios e tem tudo para evoluir ainda mais em 2022. A Austral Re quer ter um papel cada vez mais relevante neste cenário promissor de negócios”, declara.

Formada em Estatística e com pós-graduação em Atuária, Alessandra atua no resseguro de Vida há mais de 17 anos e conta com uma visão analítica do mercado no Brasil e América Latina. “A Austral Re é uma importante resseguradora para os países latino-americanos. Na região, há um alto potencial de crescimento de novos negócios e produtos. Quero contribuir para ampliar a internacionalização da carteira de Vida e Saúde da empresa”, cita.

Alessandra acredita que o seguro de Vida experimenta um ciclo de crescimento e, inclusive, nos últimos anos superou os prêmios do ramo de Auto. “De janeiro a outubro de 2021, foram mais de R$ 697 milhões em prêmios cedidos em resseguros. As apólices individuais ganham fôlego em contratação e o cliente busca estruturas diferenciadas para mitigação de riscos. Queremos aproveitar esse momento de maior conscientização da população sobre a importância de ter uma proteção de seguro e, apoiar cada vez mais as seguradoras,  contribuindo com novos produtos e novas formas de pensar a gestão de sinistros, a precificação e os contratos nesta área”, finaliza.

Seguradoras pagaram mais de R$ 5,7 bilhões em indenizações por Covid 19 até novembro

Fonte: Fenaprevi

Último levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi informa que, de abril de 2020 a novembro de 2021, o mercado segurador já pagou mais de R$ 5,7 bilhões em indenizações de segurados vítimas da Covid-19. Destes, perto de R$ 4,6 bi foram desembolsados somente este ano.

Em termos de quantidade, entre abril de 2020 e novembro de 2021 foram pagos 156.217 sinistros, sendo 124.392 até novembro passado. São contratos de seguros de Vida, Prestamista, Funeral, Viagem, Previdência Privada e Diárias por Incapacidade e de Internação Hospitalar, todos com previsão de cobertura por morte.

Segundo a Fenaprevi, a iniciativa ocorre em caráter de exceção, pois existe a cláusula de não obrigatoriedade de cobertura em pandemias.

2021 marca um ano recorde para emissão de títulos de catástrofe (ILS)

A emissão de títulos de catástrofe e títulos vinculados a seguros, ou Insurance-Linked Securities (ILS) alcançou US$ 14 bilhões em 2021, representando um crescimento anual de 15%, de acordo com estudo divulgado pelo portal Artemis, que traz informações sobre o quarto trimestre e ano completo de 2021. Os produtos ILS, que inclui os chamados cat bonds, permitem que subscritores transfiram riscos tomados de seus clientes aos mercados de capitais em troca de um retorno sobre o investimento feito. Os exemplos mais conhecidos são os chamados cat bonds emitidos nos Estados Unidos para cobrir excessos de perdas causadas, por exemplo, pelos furacões, com certa frequência.

A emissão tradicional de títulos de catástrofe de seguro de danos (Property & Casualty-P&C) totalizou US$ 2,8 bilhões no último trimestre do ano passado, tornando-o o segundo quarto trimestre mais ativo da história do mercado. Mas, quando combinada com os três trimestres anteriores do ano, a ILS atingiu um novo recorde anual, de US$ 12,5 bilhões.

Somando-se a isso a gama de transações privadas, ou cat bonds, e também cat bonds que cobrem outras linhas de negócios, a emissão do quarto trimestre atingiu US$ 3,2 bilhões e a emissão do ano inteiro atingiu um novo recorde de US$ 14 bilhões.

Os dados da Artemis mostram que isso é aproximadamente US$ 2 bilhões, ou 15% acima do recorde anterior estabelecido em 2020, já que o apetite do patrocinador e do investidor permaneceu forte ao longo do ano em meio a condições de mercado favoráveis. O tamanho do mercado de títulos em circulação atingiu US$ 36 bilhões. Os dados mostram que isso representa um crescimento de quase 8%, ou mais de US$ 2,5 bilhões a partir do final de 2020.

O relatório do quarto trimestre de 2021 também detalha a emissão de ILS de hipotecas para o trimestre e o ano, mostrando que um número recorde de negócios chegou ao mercado no período de 12 meses, um recorde de US$ 6,3 bilhões de capital de risco hipotecário.

No Brasil, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou em 2020 uma normatização para possibilitar que seguradoras e resseguradoras securitizem carteiras, ou seja, consigam transferir risco ao mercado de capitais por meio dos Insurance Linked Securities (ILS), instrumento financeiro que ajuda a reduzir o seu custo de capital. A Susep afirmou na época, que a introdução de fontes de resseguro de terceiros e capital de retrocessão no mercado de capitais diretos possa, em última análise, ajudar a reduzir os custos de seguro para os consumidores do país.

Mesmo antes da regulamentação, uma resseguradora brasileira estreiou no ILS. Foi a Terra Brasis, em 2017, com a emissão do título, no valor de US$ 5 milhões. Para viabilizar a operação do Alpha Terra Validus I, a Terra Brasis teve que primeiro transferir os riscos para uma resseguradora suíça registrada no Brasil, a Validus Re. O Alpha Terra Validus I, listado nas Bermudas, cobria a exposição a riscos de danos a bens ligados a catástrofes naturais da Terra Brasis na América Latina. Em junho de 2019, a Austral e a Terra Brasis anunciaram a fusão das operações.

Zurich amplia coberturas de seguros de vida e corretores comemoram aumento nas vendas

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

A Zurich colhe frutos do “Zurich Vida Para Você”, lançado há um ano. Trata-se de um seguro de vida individual que vai além das tradicionais coberturas, que não são obrigatórias. O diferencial está em oferecer proteções customizáveis, que podem ser utilizadas pelo cliente durante toda sua vida. Além de ser um produto flexível, o capital segurado pode ser de até R$ 5 milhões, valor acima da média praticada para seguros de vida.

Os corretores parceiros da Zurich afirmam que esses diferenciais agradaram os clientes. É o caso de Rubens Godoi, diretor comercial da Dilamar Corretora, e de Rodrigo Formigari, sócio-proprietário da MX Seguros, ambas atuantes com a venda de seguros massificados. “A situação pela qual passamos e ainda estamos passando trouxe a percepção de que todos estamos sujeitos a infortúnios; ninguém está imune. Nesse cenário, as pessoas se conscientizaram, já que muitos perderam entes e amigos queridos para a Covid-19. Então, passaram a pensar: ‘o que vou deixar àqueles que dependem de mim?’ O seguro de vida da Zurich é um produto que oferece facilidade de comercialização: pelas assistências que oferece, por um lado, pois elas atraem muito os clientes; e, por outro, pelo aumento dessa conscientização”, reflete Godoi.

Ele conta que a pandemia causada pelo novo coronavírus fez com que o mercado de seguros de vida, em especial o que a Dilamar Corretora atua, reagisse positivamente. De janeiro a setembro de 2021, a empresa cresceu 45% em comparação ao mesmo período do ano passado. Com sede na cidade de Francisco Beltrão (PR), a corretora, que é parceira da Zurich há mais de 10 anos, possui uma rede de 34 escritórios em diferentes estados brasileiros.

“O vida teve destaque na Dilamar, o que inclui o VG [Vida em Grupo], pois as regiões em que atuamos têm muitas pequenas e médias empresas, contribuindo para que os seguros coletivos também crescessem, apesar da crise. Já o Zurich Vida Para Você, que é o seguro individual, oferece um leque de coberturas, e não apenas morte; há invalidez, indenização por cirurgia, bem como 15 assistências, como orientação psicológica, 2ª opinião médica e assistência Pet, entre outros, além de ter um preço competitivo. E ainda tem o ZAF, que nos ajuda a entender o momento da vida do cliente e qual é o seu projeto de vida”, comenta.

O ZAF, que Godoi se refere, é o Zurich Análise Financeira (ZAF), uma ferramenta online que o corretor acessa no ato da venda e que o ajuda a identificar as necessidades do segurado e escolher a proteção ideal para o seu perfil.

Para Rodrigo Formigari, da MX Seguros, o ZAF está diretamente relacionado a um diferencial do produto vida da Zurich: a flexibilidade. “O Zurich Vida Para Você foi pioneiro no mercado, pois é montado de acordo com o perfil do cliente e, assim, vai ao encontro das suas expectativas e necessidades. Nesse contexto, o ZAF nos ajuda na venda do seguro de vida porque permite que seja realizada uma análise por meio do planejamento financeiro do cliente, considerando suas despesas, seu patrimônio, manutenção de estilo de vida de sua família, bem como dos custos para garantir, por exemplo, a educação dos filhos num horizonte de curto e médio prazos. Depois de preencher um questionário muito rápido, o simulador já traz uma recomendação de coberturas e valores que atendam especificamente às condições financeiras daquela família. Então, basta que, se preciso, o corretor faça ajustes para que o seguro caiba no bolso do segurado”, explica.

Tal como com a Dilamar, o Zurich Vida Para Você contribuiu para o fortalecimento da oferta de seguro de vida, sendo responsável pelo salto nas vendas da MX Seguros – que é uma das corretoras mais tradicionais do município paulista de Itapira, onde está sediada, e na qual atua também há mais de 10 anos igualmente em parceria com a Zurich. “O produto é e será cada vez mais um sucesso, pois temos percebido procura crescente pelos clientes por esse tipo de proteção”, finaliza.

Com a pandemia, cresce o mercado de vida no país

A pandemia fez com que as pessoas se atentassem para a necessidade de terem proteção para si próprias e seus dependentes, conforme atestaram acima Rubens Godoi, diretor Comercial da Dilamar Corretora, e Rodrigo Formigari, sócio-proprietário da MX Seguros – e os números da Superintendência de Seguros Privados (Susep) reforçam a percepção desses especialistas.

De acordo com o órgão regulador, de janeiro a setembro de 2021 foram pagos pelo mercado mais de R$ 45 bilhões em sinistros nos seguros de vida – o valor é 24% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Esse número é impactado pelos sinistros decorrentes da Covid-19, que de abril de 2020 (quando começou a pandemia) até outubro de 2021 já somavam mais de R$ 5,4 bilhões, segundo dados da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi).

Para o diretor executivo de distribuição da Zurich no Brasil, Marcio Benevides, prover essa proteção em um momento tão delicado também tem contribuído para o mercado de seguros de vida encontrar espaço para crescer. 

“O total de prêmios arrecadados até setembro de 2021 subiu 14,8% em relação ao mesmo período de 2020, segundo a Susep. O segmento individual, que tem sido foco das seguradoras e conta com o afinco e empenho dos corretores no que tange à sensibilização das pessoas sobre sua importância, cresceu 28,6% em relação ao ano passado, reforçando a confiança do setor no segmento – que tem ainda muito espaço para crescer: de cada 10 brasileiros, apenas dois contam com esse tipo de proteção”, finaliza.