Comprar seguro de carro com apenas 3 respostas? É possível!

Uma andorinha só não faz verão. Mas várias criam um espetáculo. Assim é com tudo. Até com seguros. O processo de cotações da maior seguradora de automóvel do Brasil, a Porto Seguro, está bem mais simples. Praticamente igual ao das startups que foram concebidas por APIs, interfaces que permitem a criação de plataformas de maneira mais simples e prática para desenvolvedores. As seguradoras tradicionais, como a Porto Seguro, reduziram aquele tedioso questionário de avaliação de riscos para tornar o processo de venda mais ágil para os corretores, utilizando apenas três informações: o CPF do condutor, o CEP de pernoite e se o veículo possui algum dispositivo antifurto.

Saiba mais sobre a novidade da Porto Seguro:

Isso já está valendo?

A novidade irá contemplar as novas contratações de Porto Seguro e Azul Seguros, além das renovações do Porto Seguro Auto*. Para os endossos, o processo manterá a regra vigente na contratação ou renovação do seguro. Caso a apólice tenha sido emitida com perfil, no endosso, as questões serão exibidas e será possível realizar as alterações desejadas.

Lá atrás, quando começou o modelo de perfil, quantas perguntas tinham o questionário? Quanto tempo demorava para emitir uma apólice?

O Perfil, atualmente Questionário de Avaliação de Risco, teve a sua primeira versão implantada entre os anos de 1996 e 1997. A partir desse período, passamos a construir o QAR com diferentes versões e segmentações. Nos últimos anos, o QAR teve em média 12 perguntas. As apólices de seguros auto são realizadas de forma digital e, sendo assim, mais de 90% dos casos são propostas transmitidas e emitidas eletronicamente e em tempo real. O processo se torna ainda mais ágil com o ganho de tempo que o Corretor terá na coleta das informações com o cliente, no momento da cotação do seguro.

Agora temos 3 perguntas. CEP do condutor, da pernoite do veículo e sistema antifurto. Isso significa que a IA faz todo o trabalho para responder as questões que foram eliminadas?

Os sistemas de modelagens estatísticas são evoluídos frequentemente, sempre buscando aprimorar os modelos e a sustentabilidade dos negócios. Dessa forma, não se trata de uma substituição pura e simples, mas de um conjunto de soluções que foram evoluídas para facilitar as operações dos nossos corretores de seguros, reduzir o atrito do corretor junto aos seus clientes, simplificando e agilizando o processo de cotação. 

O cadastro do motorista do veículo e do veículo são desnecessários para atuais clientes. E para novos?

O cadastro do motorista continua a ser um campo obrigatório, pois o CPF do condutor faz parte das 3 questões.

Com a simplificação, quais os ganhos para a empresa, corretores e clientes em termos de custos, operacional e tempo?

A principal vantagem, sem dúvida alguma, é a redução do trabalho operacional dos nossos corretores de seguros. Além da simplificação, nossos corretores contam ainda contam com mais tempo para focar em suas prospecção e vendas, liquidação de sinistro mais ágil e sem burocracia e sem confirmação de perfil. Na prática, continuamos com nossas análises de subscrição e precificação às quais nossos corretores estão habituados, mas com toda a vantagem do corretor poder encontrar um processo fluido, com menos atrito e que trará ganhos de produtividade.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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