A Oneglobal Brasil, braço da corretora internacional de seguros e resseguros Oneglobal Broking Limited, controlada pela the J.C. Flowers & Co, anuncia a aquisição da Proativa Consultoria de Benefícios, corretora especializada na gestão de benefícios corporativos. A operação posiciona a Oneglobal para oferecer aos clientes uma ampla gama de proteção para riscos corporativos, desde grandes riscos a soluções para vida e previdência.
A transação nasce de sinergias de expansão: duas corretoras em forte crescimento, com cultura e visão estratégica alinhadas, e uma tese clara de aumentar receita via cross-sell e novos clientes, graças a um portfólio de produtos ainda mais completo. Juntas, Oneglobal e Proativa terão uma carteira diversificada e altamente fidelizada, e um time de quase 150 colaboradores reconhecido pela abordagem consultiva e protagonismo no atendimento ao cliente.
A Proativa foi fundada em 2019 por Michel Wajs, executivo do mercado de tecnologia, e Roberto Sturm, que já atuava no mercado de seguros. Os dois contaram com investimento dos sócios-fundadores do fundo Hix Capital, através de veículo proprietário. Os dois sócios permanecem na operação com objetivo comum de multiplicar a empresa.
A avaliação das lideranças da Oneglobal Brasil e da Proativa é que contexto setorial, com clientes dos segmentos industrial, farmacêutico, financeiro, de serviços e de energia, de diferentes regiões do país, vai ampliar a visão e a capacidade técnica e analítica da equipe.
“A chegada da Proativa marca um passo decisivo na nossa estratégia de oferecer soluções completas e integradas aos clientes. Vamos unir a profundidade técnica da Oneglobal em grandes riscos à excelência consultiva da Proativa em benefícios, em um movimento guiado por um forte fit cultural e pelo espírito empreendedor que nos conecta. Essa combinação fortalece nossa visão de futuro e cria oportunidades comerciais imediatas nas duas carteiras”, afirma Luis Cardoso, CEO da Oneglobal Brasil.
“Oneglobal Brasil e Proativa compartilham uma trajetória de rápido crescimento. Agora, a complementariedade das nossas operações abrirá muitas oportunidades para ampliarmos as vendas para os clientes que já temos em carteira. Nossa expectativa é triplicar o volume de prêmios arrecadados nas duas operações, que é de quase R$ 1 bilhão hoje”, afirma Leonardo Dale, CEO da Oneglobal Seguros.
“Estamos muito felizes em unir forças à Oneglobal. Essa parceria amplia nossa capacidade de oferecer serviços de excelência e investimentos em tecnologia, mantendo nosso DNA de proximidade com os clientes e fortalecendo nossa marca, agora em nível global”, diz Roberto Sturm, Sócio e Vice-Presidente Comercial da Proativa.
“Entramos nessa operação com princípios claros: preservar o nosso legado junto aos clientes e com o time, e expandir a capacidade de entrega. Já vivemos M&A’s no passado e aprendemos o que funciona. Aqui encontramos sinergia para crescimento rara — mesma cultura, mesma visão e mesmo rigor técnico”, afirma Michel Wajs, Sócio e Vice-Presidente de Relacionamento com Cliente da Proativa.
Qual é o futuro da infraestrutura brasileira diante das crescentes ameaças climáticas? “Sem seguro, não existe infraestrutura e, sem infraestrutura resiliente, o país não enfrenta a crise climática”, afirmou Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ao abrir a tarde de debates desta terça-feira (18), na Casa do Seguro, durante a COP30, em Belém (PA).
O evento reuniu representantes do governo, especialistas internacionais, seguradoras, transportadoras e investidores, com o objetivo de debater como o setor pode sustentar o maior ciclo de obras previsto para o Brasil nas próximas décadas.
Promovido pela CNseg em parceria com Abdib, SEPPI e o Ministério de Portos e Aeroportos, o Fórum de Seguros e Infraestrutura Sustentável explorou os desafios de financiar, proteger e adaptar projetos estruturais diante da necessidade de resiliência, segurança jurídica e inovação.
Na abertura, Dyogo Oliveira destacou avanços na estruturação de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), mas apontou a existência de uma “lacuna de proteção” que dificulta o pleno acesso ao financiamento. O ponto central, segundo Oliveira, é integrar o mercado de seguros desde as primeiras etapas dos projetos.
Tomé Franca, secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, reforçou a relevância da previsibilidade jurídica e da modernização das matrizes de risco, enquanto Venilton Tadini, presidente da Abdib, alertou que o novo ciclo de investimentos exige evolução equivalente em produtos de seguro e engenharia de risco.
Tomé Franca, secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos
As falas de abertura confluíram para um consenso: o Brasil possui demanda crescente, capacidade técnica e projetos estruturados, mas esbarra nas exigências de financiamento, proteção climática e garantias jurídicas – fatores que precisam caminhar juntos para destravar o potencial das obras públicas.
Seguro: chave para destravar investimentos
O primeiro painel aprofundou o desafio de garantir que os recursos bilionários do Novo PAC, além das concessões e PPPs previstas para os próximos anos, possam viabilizar infraestrutura com qualidade e gestão eficiente de riscos.
André Dabus, diretor de Infraestrutura e Construção da Marsh Brasil; Antonio Silveira, vice-presidente de Setor Privado da CAF; Denis Maelaro, diretor técnico de P&C, Specialties e Engenharia de Riscos da AXA; e Helena Venceslau, diretora de Assuntos Econômicos do Ministério de Portos e Aeroportos, discutiram caminhos para ampliar a participação do setor segurador na etapa prévia dos projetos, onde decisões cruciais sobre garantias, produtos e padrões técnicos são tomadas.
Painel 1 – Seguros Como Instrumento de Proteção dos Investimentos em Infraestrutura
Os integrantes do painel apontaram avanços recentes, mas consideraram a necessidade urgente de padronização dos instrumentos de garantia, maior diálogo técnico entre transportadoras, seguradoras e financiadores, além de portfólio de produtos adaptados às novas exigências do clima, tecnologia e regulação.
O ponto crítico, destacado por Silveira, é migrar de garantias estatais para mecanismos seguros robustos capazes de sustentar operações de project finance de longo prazo. “O grande desafio é migrar de garantias estatais para um mercado segurador mais robusto”, afirmou.
Helena Venceslau enfatizou a importância de alinhamento de contratos de longa duração com riscos emergentes e dinâmicos. “Riscos mudam. E, se mudam, contratos precisam ser revisados”, sintetizando o consenso sobre necessidade de políticas públicas e instrumentos flexíveis que deem previsibilidade e confiança aos investimentos.
Infraestrutura como motor de adaptação climática
O segundo painel abordou a pressão dos eventos climáticos extremos sobre os sistemas essenciais como saneamento, energia e transporte, setores cujas falhas afetam diretamente a saúde pública e o funcionamento das cidades.
Com a participação de Ranjini Mukherjee, diretora de Research, Knowledge Management and Capacity Development da CDRI; Rogério de Paula Tavares, vice-presidente de Relações Institucionais da Aegea; e Rogério Moreira Jacobsen, gerente de Suporte a Projetos de Clientes PJ da Tokio Marine, o debate mostrou que a resiliência climática já é realidade urgente, ampliando custos, reduzindo margens e exigindo modernização das infraestruturas urbanas.
Painel 2 – COP30: Infraestrutura Como Indutora do Desenvolvimento Sustentável
Tavares apresentou soluções práticas em saneamento, área que considera estratégica para a adaptação. “Saneamento é a infraestrutura mais importante para adaptação. Na seca, garante água; na enchente, evita doenças”, disse, relacionando impactos ambientais e sociais.
Jacobsen reforçou que o setor segurador está preparado para atuar, mas defende a participação desde a concepção das obras, não apenas como instrumento de transferência final de riscos. “Seguradora que só aparece no fim não consegue entregar proteção adequada”, destacou.
A contribuição internacional de Ranjini reforçou que os países que integraram o planejamento urbano, o financiamento e os seguros avançaram mais rapidamente e com menor custo social na agenda climática.
Apresentado por Denis Morais, presidente da FenaCap; Manoel Renato, secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da SEPPI; Helena Venceslau; e Esteves Colnago, diretor de Relações Institucionais da CNseg, o documento é um marco na tentativa de aproximar as linguagens do setor público e privado.
O documento oferece diretrizes claras sobre critérios mínimos contratuais, produtos adequados para cada fase de concessão e práticas para mitigar conflitos entre seguradoras, transportadoras e reguladores.
“O guia mostra que é possível alinhar tantos órgãos diferentes em torno de uma mesma linguagem”, disse Helena Venceslau. Morais ressaltou que o material inaugura novo momento institucional. “É o pontapé inicial para transformar debates em prática.”
No início ao fim, o Fórum deixou claro que o seguro passou de componente burocrático para elemento estratégico no financiamento, execução e resiliência climática das obras brasileiras. O consenso entre especialistas foi de que só será possível avançar no portfólio de investimentos de infraestrutura com previsibilidade e instrumentos capazes de acompanhar riscos ambientais e tecnológicos.
Com o sucesso do Cot.AI durante a sua fase de piloto, a MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, apresenta a nova versão da ferramenta que utiliza inteligência artificial generativa (GenAI) para simplificar a rotina dos corretores. Integrada ao WhatsApp, a solução agora conta com funcionalidades ainda mais completas e flexíveis, levando todo o processo de cotação do seguro Vida PME Global para o celular.
Desde o início, o Cot.AI já oferecia uma experiência ágil e intuitiva. A ferramenta permite que o corretor gere simulações com poucos dados essenciais, utilizando inclusive comandos de voz para facilitar o primeiro contato. Após a simulação, é possível enviar a proposta com apenas um clique, diretamente para o sistema da MetLife, agilizando a negociação.
A nova versão traz importantes avanços, mantendo a mesma fluidez e simplicidade:
Múltiplos grupos de segurados: permite incluir diferentes perfis, como colaboradores, estagiários e sócios ou representantes da empresa, em uma mesma cotação;
Capitais segurados personalizados: possibilita definir valores diferentes para cada grupo, ajustando a proteção conforme a necessidade de cada perfil;
Coberturas e assistências adicionais: o corretor pode incluir opções extras de proteção e serviços para ampliar a oferta ao cliente;
Comissionamento flexível: as condições de comissão podem ser configuradas diretamente pelo chat do WhatsApp, garantindo maior autonomia ao corretor;
Leitura automatizada de documentos: por meio da tecnologia Intelligent Document Processing (IDP), o Cot.AI consegue interpretar dados contidos em imagens ou arquivos PDF enviados pelo corretor.
Oficialização via PDF: geração de documento em PDF que oficializa o cálculo feito para que o corretor possa encaminhar ao cliente.
“O objetivo é claro: tornar a experiência do corretor cada vez mais simples, ágil e intuitiva. Com essa nova versão, tudo o que antes exigia acesso via computador agora está no WhatsApp, com poucos toques e respostas instantâneas”, afirma Jaime Neto, AVP de Produtos e Dados da MetLife Brasil.
Resultados da primeira fase
Durante o piloto, o Cot.AI foi disponibilizado para 20 corretoras de seguros, que juntas realizaram mais de 5.000 estudos e simulações. A ferramenta teve alta adesão e chegou a gerar propostas efetivamente fechadas, mesmo antes da versão completa estar disponível — o que reforça seu potencial como facilitadora da jornada comercial no segmento de PME Vida.
“Acreditamos na tecnologia como um caminho para fortalecer quem está na ponta. O Cot.AI nasceu ouvindo os corretores e segue evoluindo com base nas necessidades reais do dia a dia”, conclui Jaime.
A Zurich Seguros lança uma assistência de descontos em consultas e exames, desenvolvida em parceria com a TEM Saúde, ampliando o cuidado preventivo e promovendo mais conveniência aos segurados do Zurich Vida Para Você. A nova solução está disponível nos planos Plus e Premium para escolha do cliente sem custo adicional, fortalecendo o portfólio de assistências associado ao produto.
A parceria com a TEM Saúde representa uma evolução do cuidado contínuo proporcionado aos clientes pelo seguro da Zurich. A companhia já oferecia a opção de Telemedicina junto à TEM Saúde entre suas assistências, e agora, traz uma nova assistência para que os segurados passem a contar com a opção de agendamento de consultas presenciais com clínicos gerais e especialistas, além de exames médicos em rede privada da TEM, pagando valores diferenciados.
“Queremos apoiar nossos clientes ao longo de toda a jornada, oferecendo conveniência, bem-estar e opções de prevenção que façam sentido para o dia a dia. Milhões de brasileiros não têm plano de saúde, e essa assistência permite que os segurados que optarem por ela, realizem seus checkups de forma acessível”, afirma Daniela Cruz, superintendente de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich Seguros.
O movimento também se conecta ao momento do Novembro Azul, ao ampliar o acesso a serviços essenciais de prevenção e facilitar a realização de exames preventivos, incluindo aqueles relacionados ao câncer de próstata. A iniciativa reforça a prioridade da seguradora em promover uma cultura de cuidado contínuo e diagnóstico precoce, sobretudo em um período dedicado à conscientização sobre a saúde masculina.
A iniciativa também se integra ao pacote de melhorias implementado na reformulação divulgada em março deste ano – na ocasião, a Zurich reorganizou o seu seguro de vida individual em três planos: Básico, Plus e Premium.
Agora, com esse novo serviço, a companhia amplia o leque de opções que o cliente pode escolher ao contratar o Zurich Vida Para Você, alinhado ao conceito de produtos customizados, com coberturas, capitais e serviços que façam sentido para o cliente. A contratação está disponível apenas para novas apólices, nos planos Plus (que permite a escolha de até 2 assistências pelo cliente) e Premium (que permite até 3 assistências).
O novo benefício ao cliente chega durante a vigência da campanha Grande Vida, voltada aos produtos Zurich Vida Para Você (seguro de vida individual) e Zurich Vida Empresa PME, que concede 100% de agenciamento adicional aos corretores que fecharem novas apólices até o dia 31 de dezembro de 2025. O movimento demostra um olhar atento da companhia às necessidades dos clientes, aliado ao compromisso de reconhecer e valorizar o desempenho da sua rede de parceiros.
Outubro Rosa e relevância da prevenção
O lançamento ocorre na sequência de uma forte mobilização da Zurich durante o Outubro Rosa, período em que a seguradora reforçou a importância dos exames de detecção precoce e contribuiu socialmente para a causa, ao proporcionar a doação de exames de mamografia a mulheres em situação de vulnerabilidade, para as apólices de seguro de vida individual fechadas em outubro, através da campanha Abrace Duas Vidas.
A campanha foi um sucesso: além das mais de mil mamografias doadas, a companhia registrou o aumento da procura pela cobertura de Doenças Graves, que contempla procedimentos necessários ao cuidado do câncer de mama. O movimento consolidou a estratégia da seguradora de estimular o cuidado preventivo e apoiar clientes em diferentes etapas da jornada de saúde, sem perder o olhar para a responsabilidade social, uma das marcas características da Zurich.
Para Daniela Cruz, a ampliação do portfólio de Vida reforça a vocação da Zurich em promover soluções de proteção mais completas e alinhadas às necessidades atuais dos brasileiros. “Seguimos comprometidos em oferecer produtos que unam simplicidade, personalização e serviços que fazem a diferença no cotidiano. Prevenção e cuidado são pilares essenciais da nossa estratégia, e essa nova assistência vem ao encontro desse propósito”, conclui a executiva.
por Hélio Kinoshita, managing partner de Seguros da águilahub. Sócio da Olik e conselheiro do Grupo Sabemi. É ex-country manager do Mitsui Sumitomo Insurance Group e ex-diretor da FenSeg
O mercado de seguros está passando pela maior transformação de sua história. Uma verdadeira revolução que, por sua vez, tem sido impulsionada por fatores como digitalização, ciência de dados, IA, segurança da informação e pela urgência de oferecer mais valor agregado aos clientes, com menos fricção – tendo em vista o fato de que, no mundo atual, as pessoas tendem a aderir a práticas que dependam de menor quantidade de tempo e/ou menor custo na contratação de seguros.
O chamado “embedded insurance” surgiu como uma modalidade de contratar o seguro sem burocracia, sem dispender muito tempo e a preços acessíveis. Imagine, por exemplo, adquirir um celular em um portal de e-commerce de uma grande rede varejista e, no final desse processo de compra, ter a oportunidade de garantir um seguro para esse aparelho – uma “apólice” oferecida no próprio portal da rede varejista. Sim, esse cenário já é relativamente comum e, embora desconheça o termo, boa parte dos consumidores pode já ter tido contato ou mesmo adquirido essa modalidade de seguro.
Antes de seguirmos, no entanto, é importante deixar claro que o conceito de embedded insurance não se confunde com o de venda casada. Nesse último, há o condicionamento de venda de um produto somente se o consumidor concordar em adquirir outro, segundo determinação do fornecedor. Já no embedded insurance, o objetivo é outro; o consumidor pode comprar o produto com o seguro ou sem o seguro. A opção sempre é do cliente, o que traz maior comodidade e facilidade.
A experiência de embedded insurance no mundo está em plena ascensão, impulsionada pela digitalização e pela busca por uma jornada do cliente mais fluida. Em vez de ser um produto secundário e de difícil acesso, o seguro se torna parte integrante na jornada diária do consumidor na compra de um bem ou serviço, sendo oferecido no momento certo e de forma conveniente com as plataformas digitais “embarcando” ou “incorporando” (daí o “embedded”) o seguro, sem interrupções.
De acordo com levantamentos da Deloitte, até 2030 prevê-se que o embedded insurance gere globalmente US$ 700 bilhões em prêmios, 10 vezes o valor de prêmios de 2020, quando o total foi de US$ 70 bilhões.
No Brasil, a CNSEG (Confederação Nacional das Seguradoras), em conjunto com as quatro federações ligadas a ela (Fenaprev, Fenacap, Fenasaúde e Fenseg, e também com a FENACOR – Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros) desenvolveu o PDMS, Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros.
Nesse trabalho, o grupo identificou, como um dos fatores que dificultam a disseminação dos seguros privados na sociedade brasileira, justamente a falta de oferta de produtos que alcancem as camadas de menor renda.
De acordo com o plano, o embedded insurance pode ser um importante instrumento para alcançar essa camada da sociedade, permitindo a ampliação da participação da parcela da população brasileira atendida pelos diversos produtos de seguros. O tema deve ser tratado de forma transversal pelas quatro federações mencionadas acima e pela FENACOR.
O embedded insurance está ganhando força junto às seguradoras, distribuidores, financeiras, bancos e varejistas, e todo esse ecossistema vem investindo significativamente em:
Tecnologia com infraestrutura tecnológica robusta e escalável, com APIs de fácil integração em qualquer ecossistema digital para permitir transações em tempo real e automação de processos, buscando gerar simplificação e rapidez na contratação do seguro.
Entendimento da necessidade do cliente, com utilização de dados e aplicação de IA para criar ofertas personalizadas e relevantes, apresentando o seguro certo, na hora certa, para cada perfil.
Importante destacar que, no entendimento dos players, os produtos de seguros incorporados devem ser de fácil compreensão, especialmente para quem não tem familiaridade com seguros tradicionais, em conjunto com um preço competitivo, de modo que o produto seja simples e atrativo para o consumidor.
A experiência do cliente, no que diz respeito à oferta do seguro, deve ser fluida, agregando valor à sua jornada de compra. Da mesma forma, a indenização do sinistro deve ser descomplicada e rápida.
Dessa forma, um dos objetivos do modelo de embedded insurance é o de oferecer uma proteção patrimonial ou financeira a uma camada da população brasileira não atendida em função do modelo de oferta e produtos tradicionais vigentes no mercado. Acreditamos que esse modelo possibilitará que o setor de seguros possa atender um número maior de consumidores e fomentar o crescimento da indústria.
Em meio ao debate global sobre ações urgentes para conter as mudanças climáticas, a seguradora MAPFRE anunciou, durante a sua participação na COP30, realizada em Belém (PA), um novo modelo de seguro ambiental desenhado para proteger projetos florestais e garantir a estabilidade de programas de créditos de carbono no Brasil.
A nova solução, que é inédita no mercado de seguros, protege áreas de restauração e reflorestamento contra incêndios, assegurando a recomposição da vegetação nativa e a manutenção da capacidade de sequestro de carbono pelas árvores, um instrumento considerado estratégico para dar confiança ao avanço da bioeconomia e do mercado de carbono no país.
A nova solução, batizada de ‘Biosseguro’, foi idealizada pelo programa interno de inovação da seguradora no Brasil, que conecta equipes técnicas, especialistas ambientais e executivos de negócios. A iniciativa reflete o posicionamento ASG (Ambiental, Sustentabilidade e Governança) da MAPFRE, que tem buscado ampliar sua oferta de produtos com impacto socioambiental positivo e potencial de escalabilidade.
O principal diferencial do produto é o foco no valor ambiental da floresta, e não no potencial de exploração econômica da madeira, como ocorre no seguro florestal tradicional, garantindo que projetos de restauração sem finalidade comercial possam se reerguer após eventos extremos e manter sua capacidade de gerar créditos de carbono. A cobertura inclui desde custos de replantio até a recuperação da função ecológica da área, com atenção aos critérios técnicos e legais ligados à certificação de créditos.
“Há um consenso crescente de que a restauração florestal será determinante para atingir as metas climáticas. Mas isso exige previsibilidade para quem financia e executa os projetos. Nosso papel é oferecer instrumentos que garantam continuidade e credibilidade, mesmo diante de eventos extremos. O Biosseguro responde a essa necessidade que era uma lacuna latente no mercado”, afirma Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da MAPFRE.
Segurança para o investidor ambiental
O novo projeto da MAPFRE dialoga diretamente com o esforço de autoridades e de empresas globais para estruturar o mercado regulado e fortalecer o segmento voluntário, ampliando investimentos em restauração ecológica e conservação. A MAPFRE vê nesse movimento uma oportunidade para o setor de seguros ganhar relevância como mecanismo de confiança, transparência e integridade ambiental.
De acordo com a companhia, o seguro foi estruturado com base em parâmetros técnicos alinhados às melhores práticas de mercado e às exigências regulatórias ambientais do Brasil. A contratação exige documentação e inventário florestal que comprove potencial de sequestro de carbono, o que reforça a integridade dos projetos segurados.
Para o diretor de seguro rural da MAPFRE, Fabio Damasceno, o lançamento integra a estratégia da companhia de desenvolver soluções de seguros pensadas para a nova economia verde. “A construção de um arcabouço de garantias e seguros ambientais é cada vez mais determinante para aumentar a credibilidade e a liquidez do mercado de carbono. Estamos diante de um produto que enxerga a floresta como ativo ambiental estratégico. Por isso, a nossa proposta é oferecer ao investidor e ao produtor rural a segurança necessária para manter projetos florestais, mesmo frente a eventos climáticos severos, que podem comprometer tanto o impacto ambiental quanto o retorno financeiro dessas iniciativas.”, explica.
O planejamento da MAPFRE é que, inicialmente, o Biosseguro seja oferecido a empresas e proprietários rurais com projetos ambientais estruturados e inventário de carbono, com potencial de expansão à medida que o mercado regulado avance e novas ferramentas de monitoramento e certificação sejam adotadas.
Em meio à intensificação dos eventos climáticos extremos e ao aumento das perdas econômicas globais, a MAPFRE lançou um alerta: os riscos extraordinários provocados pelas mudanças climáticas exigem novas estratégias de proteção social e econômica.
A reflexão norteou dois painéis promovidos pela companhia, na manhã desta terça-feira (18), na Casa do Seguro, durante a COP30, em Belém (PA). Os debates analisaram as lacunas de cobertura existentes e discutiram como a inovação em seguros — sobretudo no mercado de carbono — pode oferecer respostas estruturais aos desafios deste século, ao mesmo tempo em que aponta oportunidades para fortalecer a resiliência coletiva.
O primeiro painel reuniu representantes de ANBIMA, IPCC, MAPFRE e Ministério da Fazenda, sob a moderação de Mónica Zuleta, diretora global de Sustentabilidade da Segurança. Ela reafirmou o compromisso da companhia com a transição energética, a conservação da natureza e a neutralidade de carbono até 2030. Zuleta lembrou que os efeitos das mudanças climáticas — como enchentes, secas e queimadas — já são realidade e exigem cooperação entre governos, empresas e sociedade civil para reduzir seus impactos.
Integrante do debate, o cientista Paulo Artaxo, do IPCC, destacou que o planeta caminha para um aumento médio de 2,83°C, podendo chegar a 4,5°C no Brasil. Ele defendeu que a resposta a esse cenário deve combinar redução de emissões, adaptação e gestão de impactos.
Segundo Artaxo, a frequência e o custo dos eventos extremos mais que dobraram nas últimas décadas, afetando com mais intensidade países de renda média e baixa. O pesquisador também alertou sobre os chamados pontos críticos do sistema climático, como a possível savanização da Amazônia, e lembrou que “a adaptação deixou de ser uma opção; quanto antes ocorrer, serão menores os custos sociais e econômicos”.
Ricardo González García, diretor de Análise e Estudos Setoriais da MAPFRE, apresentou um estudo que confirma a tendência consistente de aquecimento global com base em dados da NOAA, Copernicus e JRA. O levantamento mostra que, desde os anos 1970, o avanço das emissões ampliou tanto as perdas não seguradas quanto os prejuízos causados por catástrofes naturais — em especial furacões, enchentes e riscos secundários.
García explicou que, enquanto a Ásia concentra uma maior “brecha de proteção”, a América do Norte apresenta uma menor, graças à ampla cobertura de seguros. Ele defendeu a ampliação de parcerias público-privadas, como o Consórcio de Compensação de Seguros da Espanha, e o fortalecimento de instrumentos financeiros inovadores, como resseguros e cat bonds [títulos de catástrofe], que alcançaram um retorno médio de 17% no último ano.
Subsecretário do Ministério da Fazenda, Vinícius Brandi, em palestra na Casa do Seguro
A relevância do setor de seguros também foi ressaltada pelo subsecretário do Ministério da Fazenda, Vinícius Brandi. Para ele, a indústria é peça-chave na transição para uma economia sustentável. Brandi lembrou que o setor já administra R$ 1,8 trilhão — de 15% a 20% do PIB —, demonstrando maturidade próxima às melhores práticas internacionais.
Brandi citou ainda a Lei Complementar 213, que incorporou a sustentabilidade como objetivo central, e destacou que a modernização das regras do Conselho Monetário Nacional deve dar mais clareza e transparência aos investimentos sustentáveis.
Na avaliação de Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da ANBIMA, o avanço regulatório se soma ao esforço de capacitação em finanças sustentáveis, que já formou mais de 3,6 mil profissionais em temas como risco climático e inventário de emissões. Pires reforçou que, para o movimento ganhar escala, será fundamental desenvolver novos instrumentos financeiros — de letras de crédito atreladas ao seguro a cat bonds — e ampliar o uso de blended finance [financiamento híbrido] para destravar projetos de impacto socioambiental.
Consolidação do mercado de carbono no Brasil
O segundo painel aprofundou o debate sobre os instrumentos financeiros e regulatórios, com foco na consolidação do mercado de carbono no país. Moderado por Fábio Damasceno, diretor técnico da MAPFRE, o encontro destacou que a neutralidade de carbono deixou de ser tendência e passou a ser obrigação estratégica, tornando a integridade e as condições de transparência essenciais para o funcionamento do mercado.
Painel 2- O Papel do Setor Segurador na Consolidação do Mercado de Carbono
Daniel Vargas, docente da FGV, defendeu que o Brasil deve transformar seus desafios ambientais em oportunidades, construindo um regime de transição que alinhe incentivos e reduza incertezas. Vargas listou cinco obstáculos centrais: metodologias adequadas ao contexto tropical, complexidade do uso da terra, governança de Estado, regras claras com força legal e prevenção da judicialização.
A discussão sobre riscos e governança foi ampliada por André Andrade, diretor do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ele citou projeções que estimam perdas de R$ 17 trilhões até 2050 em um cenário de aquecimento de 4°C, num contexto de baixa cobertura securitária.
Com base nesse diagnóstico, Luisa Heráclio Panico, coordenadora-geral de Governança da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, destacou que o Brasil vive um momento decisivo na estruturação do mercado, dividida entre os segmentos voluntários e regulados. Ela explicou que, até 2026, caberá à secretaria definir metodologias, regulamentar a lei e propor a criação de uma autoridade permanente — etapa considerada essencial para o pleno funcionamento do mercado regulado a partir de 2030.
Construção da confiança e novos instrumentos
Luisa Heráclio Panico, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, também abordou a importância de construir confiança e previsibilidade. Segundo ela, o risco de reversão — quando o carbono estocado retorna à atmosfera por incêndios, secas ou enchentes — já é tratado no mercado voluntário por meio do buffer pool [estoque coletivo de créditos de carbono reservados para compensar eventuais perdas].
Esse modelo, acrescentou, pode evoluir para produtos securitários mais sofisticados, desde que o país avance em três frentes: previsões econômicas, comunicação transparente sobre a proteção climática e florestal e normas com parâmetros claros de cobertura.
O diretor da Reservas Votorantim, David Canassa, reforçou que a expansão dos projetos ambientais depende de seguros capazes de cobrir riscos ainda pouco explorados. Ele citou a atuação da instituição em 140 mil hectares nos biomas Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado, e destacou a parceria com a MAPFRE no Vale do Ribeira (SP), onde o reflorestamento passou a integrar o inventário de carbono da empresa. “Garantias e previsibilidade são fundamentais para destravar investimentos em conservação e bioeconomia”, afirmou.
Encerrando o painel, Mariana Barbosa, CEO da Regreen, destacou que o mundo precisará remover entre 7 e 9 gigatoneladas de carbono até 2050, mas ainda enfrenta obstáculos como financiamento, acesso à terra e gestão de risco. Já Maria Belén, superintendente de Mercados de Carbono do Itaú, reconectou o debate às estruturas financeiras, apresentando uma estratégia do banco baseada em projetos, desenvolvimento de produtos e atuação no mercado futuro. Ela chamou atenção para três frentes de risco prioritárias para o setor de seguros: projetos florestais no agronegócio, permanência do carbono por 20 anos e riscos associados ao fogo — lembrando que as buffers pool só devem ser acionados em casos de perdas inevitáveis.
O papel estratégico do mercado segurador para a economia e o desenvolvimento da infraestrutura brasileira ganha novo destaque com o lançamento do “Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs)”. Resultado de uma cooperação entre a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), com a colaboração da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o material foi apresentado em 18 de novembro, na Casa do Seguro, durante a COP30, em Belém (PA).
A publicação reúne orientações para gestores públicos, operadores do setor e investidores sobre o uso de instrumentos de Seguros e Títulos de Capitalização na estruturação, execução e operação de contratos de concessão, destacando a relevância dessas soluções na gestão de riscos e na promoção de maior eficiência contratual. Elaborado com o apoio técnico de especialistas e entidades do mercado, o documento busca contribuir para a consolidação de um ambiente mais seguro, previsível e atrativo a investimentos em infraestrutura no país.
Com linguagem acessível e abordagem prática, o Guia detalha como o Seguro e a Capitalização podem atuar em todas as etapas de projetos de infraestrutura, desde o planejamento e a licitação até a operação, apoiando a mitigação, o compartilhamento de riscos e a promoção de maior eficiência contratual. Para o diretor da CNseg, Esteves Colnago, a publicação representa um marco na integração entre o setor público e o mercado segurador.
“O Guia reforça o papel do mercado segurador como parceiro estratégico do poder público e do setor privado na viabilização de projetos essenciais ao desenvolvimento do país. Ao integrar o seguro e a capitalização à agenda de infraestrutura, criamos condições mais seguras, previsíveis e sustentáveis para a atração de investimentos e o avanço das concessões e PPPs”, destaca Esteves.
O material também evidencia a versatilidade da Capitalização, que conta com a solução moderna de garantia contratual, especialmente após a Lei nº 14.133/2021 considerar o Título de Capitalização entre as modalidades de garantia admitidas em licitações públicas. Essa inovação ampliou as possibilidades de estruturação financeira de contratos e reforçou a importância da integração entre as diferentes soluções oferecidas pelo mercado segurador.
De acordo com o diretor-executivo da FenaCap, Natanael Castro, a publicação contribui para disseminar conhecimento técnico e ampliar o uso de instrumentos que proporcionam mais segurança e liquidez aos contratos públicos.
“Os Títulos de Capitalização representam uma alternativa moderna que alia eficiência financeira e segurança jurídica. Ao disseminar boas práticas e orientar gestores sobre o uso desses produtos, o Guia contribui para fortalecer a confiança e a previsibilidade nos projetos de infraestrutura. A modalidade Instrumento de Garantia, já consolidada em contratos de locação, passa agora a ocupar um novo campo de aplicação, com grande potencial de expansão. Nossos estudos apontam enorme potencial de crescimento desse produto, que pode ter sua arrecadação quadruplicada nos próximos anos, evidenciando a força e a relevância dessa solução”, destaca Castro.
Para o diretor-executivo da FenSeg, Danilo Silveira, o material consolida uma visão moderna sobre o papel dos seguros na viabilização de investimentos em infraestrutura e na promoção de um ambiente de negócios mais estável e competitivo.
“Os seguros não apenas protegem ativos e contratos — eles viabilizam projetos, destravam investimentos e fortalecem a confiança entre o poder público e o setor privado. Ao oferecer mecanismos eficientes de mitigação e transferência de riscos, o mercado segurador contribui para que empreendimentos complexos saiam do papel, com segurança jurídica, previsibilidade e sustentabilidade financeira. O Guia é um passo importante para difundir essa cultura e aproximar ainda mais as práticas de gestão de risco das políticas de infraestrutura do país.”, afirma Silveira.
O “Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e PPPs” está disponível em versão digital, no site da CNseg.
Apesar dos desafios, o setor global de seguros entra nessa nova fase a partir de uma posição robusta. Vetores estruturais — como juros longos elevados, transformação demográfica e inovação tecnológica — continuarão sustentando a rentabilidade. O setor permanece bem capitalizado e resiliente, com índices de solvência acima de 200% e forte liquidez.
Os prêmios globais de seguros devem crescer 2,3% em termos reais em 2026 e 2027. No ramo não-vida, o crescimento real deve desacelerar para 1,7% e depois se recuperar para 2,5% em 2027. A rentabilidade continuará sólida, com ROE em torno de 10,5%, apoiado por retornos de investimento estruturalmente elevados (4,3%) e disciplina de underwriting.
No setor de vida, os prêmios globais crescerão 2,5% ao ano, acima dos 2,2% de 2025. Juros longos maiores sustentarão a renda de investimentos e reforçarão a rentabilidade, com o retorno sobre investimentos do setor chegando a 4% em 2027. O volume global de prêmios de vida deve atingir US$ 4,1 trilhões até 2027, representando 44% do mercado total.
A economia global entra em uma nova fase de expansão fiscal e predominância da política industrial. Embora políticas fiscais e monetárias acomodatícias suavizem o impacto das tarifas comerciais sobre o crescimento, o Swiss Re Institute aponta que isso ocorre ao custo de uma inflação estruturalmente mais elevada e de uma crescente carga de endividamento. Segundo o relatório sigma “Shifting Sands”, o crescimento real do PIB global deve permanecer estável a partir de 2025, porém abaixo da média de 3,1% registrada na década pré-pandemia.
“A política industrial está reescrevendo as regras da economia, a IA está acelerando, o crescimento parece sólido, mas o ciclo de crédito mostrará quão firme ele realmente é. O movimento de reindustrialização e a transformação tecnológica impulsionam a atividade e sustentam o núcleo do underwriting, mas os números de crescimento mascaram fragilidades estruturais que virão à tona quando o ciclo de crédito virar. No curto prazo, esperamos que a economia atravesse um período mais fraco, com tarifas ainda pressionando preços nos EUA e exportações no mundo”, disse Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re e diretor do Swiss Re Institute.
O fortalecimento da política industrial entre as prioridades de governos é uma das mudanças estruturais de longo prazo em curso. O risco crescente de “dominância fiscal” — quando bancos centrais priorizam a estabilidade da dívida em detrimento da estabilidade de preços —, somado a gastos industriais persistentes, manterá a inflação acima dos níveis anteriores a 2020, sustentando juros longos mais elevados.
Nos EUA, o crescimento real do PIB deve moderar para 2% em 2026 e 1,9% em 2027. Na zona do euro, estímulos fiscais — especialmente o programa de investimentos de 1 trilhão de euros da Alemanha — devem impulsionar o crescimento (2026: 1,3%; 2027: 1,5%). Na China, o PIB deve desacelerar para 4,5% em 2026 e 4,2% em 2027, com consumo doméstico fraco, desafios no setor imobiliário e, ainda assim, um posicionamento de política econômica mais acomodatício. A Ásia emergente seguirá resiliente, apoiada por regimes monetários mais flexíveis e pelo redirecionamento de fluxos comerciais em um mundo mais fragmentado.
Mudanças estruturais redesenham o mercado de seguros
A política industrial voltou ao centro das estratégias econômicas nacionais. O número de intervenções governamentais em setores industriais triplicou desde 2012, alimentando uma corrida global por liderança tecnológica e manufatureira.
Embora essa reorganização política e econômica estimule investimentos domésticos — especialmente em semicondutores, infraestrutura de IA e defesa —, ela também aumenta os riscos de fragmentação e de concentração. A política industrial busca resiliência, mas pode gerar ineficiências à medida que empresas aceleram a regionalização de cadeias de suprimentos, operações produtivas e fontes de fornecimento. Para seguradoras, isso significa maior demanda em linhas de engenharia, property e responsabilidade civil, mas também exposições mais correlacionadas quando ocorrem choques.
O envelhecimento populacional está transformando mercados de trabalho, padrões de consumo e necessidades de proteção. A demanda migra de produtos de proteção familiar para soluções de longevidade, renda de aposentadoria e saúde — pressionando seguradoras a inovar e ampliar coberturas ao longo de ciclos de vida mais longos. O envelhecimento também altera a gestão de ativos e passivos, exigindo maior duration e reforçando a importância do planejamento de solvência de longo prazo.
IA: oportunidade e desafio
A inteligência artificial está gerando mudanças diretas nas operações ao longo de toda a cadeia de valor dos seguros de vida e não-vida. O Swiss Re Institute estima que, em 2025, entre 3% e 8% dos orçamentos de TI do setor já estejam destinados ao desenvolvimento de capacidades em IA — em busca de ganhos de eficiência, economia de tempo e melhorias nos fluxos de trabalho. Porém, menos de 5% das seguradoras (em uma amostra de 187 grandes grupos) divulgaram qualquer impacto financeiro mensurável.
No curto prazo, os autores do sigma não esperam disrupções significativas no mercado de trabalho, já que a maioria das seguradoras busca aumentar a produtividade da força humana, e não substituir totalmente processos por automação. Um dos principais desafios será modelar e precificar riscos sem precedentes históricos, ao mesmo tempo em que aproveitam o potencial da IA para melhorar underwriting, sinistros e produtividade.
O Grupo HDI, segundo maior conglomerado segurador do país, acaba de conquistar o selo GPTW (Great Place to Work) –certificação internacional que reconhece empresas com práticas exemplares de gestão de pessoas e ambientes de trabalho marcados por confiança, respeito e desenvolvimento – e o GPMH (Great People Mental Health) – reflexo direto do compromisso da empresa em priorizar a saúde mental de seus colaboradores, inserindo esse cuidado como um pilar central em sua estratégia organizacional – pelo segundo ano consecutivo.
A pesquisa, realizada entre 22 de setembro e 03 de outubro, avaliou a percepção dos colaboradores sobre o ambiente interno, destacando assim a solidez das iniciativas do Grupo HDI voltadas para o bem-estar, a valorização profissional e o crescimento humano.
“Mais do que uma certificação, o GPTW e o GPMH são a confirmação de que estamos no caminho certo ao colocarmos as pessoas no centro da nossa estratégia. Nosso propósito, ‘aqui a gente se importa pessoalmente’, não é apenas um lema, mas algo que se traduz diariamente em ações que promovem colaboração, engajamento, oportunidades de desenvolvimento para os nossos times e preocupação com a saúde mental”, afirma o Diretor de Pessoas & Cultura do Grupo HDI, Tiago Barduchi.
Os reconhecimentos reforçam a posição do Grupo HDI como uma empresa que se preocupa com cada colaborador, buscando criar um ambiente inclusivo, colaborativo e de aprendizado contínuo.
“Essa conquista é de todos que fazem parte do Grupo HDI. São as pessoas que constroem, todos os dias, uma cultura de pertencimento e de evolução conjunta. Os selos GPTW e GPMH nos motivam a seguir avançando para oferecer a melhor experiência possível dentro da organização”, complementa o executivo.
Com essa certificação, o Grupo HDI fortalece sua marca e reafirma o compromisso de ser um agente de transformação positiva para seus colaboradores, segurados, corretores e parceiros.
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