TEx investe em gestão humanizada e desenvolve uma série de ações para seus colaboradores

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Especializada em soluções para o mercado segurador, a TEx investe continuamente no capital humano, por meio do desenvolvimento e ações que contribuem para motivação e felicidade de seus colaboradores. São programas de incentivo, ações internas que promovem a diversidade e inclusão, além de parcerias em educação financeira, cursos e aprimoramento profissional. Vale lembrar que a TEx conquistou pela segunda vez a Certificação Great Place to Work, consultoria que reconhece empresas com os melhores ambientes de trabalho em todo mundo.

Emir Zanatto, que assumiu o cargo CEO da TEx em junho de 2021, acredita na gestão humanizada como forma de potencializar o time, que conta com mais de 165 pessoas em diferentes Estados do País e no exterior. “São muitos fatores que podem afetar a entrega de uma empresa, mas o principal deles é como as pessoas se sentem no dia a dia, no ambiente de trabalho. Profissionais motivados tendem a ter maior desempenho e produtividade. Isso contribui consideravelmente para tornar a empresa mais competitiva no mercado, oferecendo produtos cada vez melhores para nossos parceiros, que se desdobram em corretores de seguros, empresas de tecnologia, outras insurtechs e Seguradoras”, explica Zanatto.


A insurtech conta com novas políticas e programas de incentivo que visam promover não só o bem-estar da equipe como também oferecer conhecimento técnico e profissional para os colaboradores. “Desde o ano passado somos petfriendly, o que permite maior interação entre as equipes e traz um ambiente mais agradável para nossos colaboradores. Também adotamos o Day OFF no aniversário, e o Indique um TalenTEx, que premia as indicações de novos colaboradores dentro do time. Em se tratando de educação, todos nossos colaboradores têm acesso ao Alura, plataforma de ensino para realização de cursos e aprimoramento profissional com premiação dos colaboradores que tiveram destaque”, explica Zanatto. A insurtech também tem parceria com a TC Educa, que promove cursos de educação financeira.

Atualmente a TEx está presente em mais de 13 Estados do Brasil, como Acre e Paraíba, e em mais de 57 cidades, como Videira-SC e Camaragibe-PE. De janeiro de 2021 até o momento foram realizadas 118 contratações.

Empresa Cidadã — Ao longo de 2021 a equipe de gestão e cultura, em conjunto com a área de marketing, realizou uma série de ações internas como Campanha do Agasalho, Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul e Campanha Adote Uma Cartinha de Natal. “Foram ações fantásticas que tiveram adesão maciça de colaboradores de todos os Estados. O que prova para nós que a gestão humanizada só tem a agregar valor para a empresa”, ressalta.

A pandemia também trouxe uma série de ensinamentos que são aplicados diariamente pela TEx, como adesão da modalidade de trabalho officeless, política de feedback periódico, times orientados com base em dados e metas. “Esse período de Covid-19 fez com que aprimorássemos uma série de ações já praticadas e adoção de ferramentas fundamentais para entrega de resultados de forma eficiente”, finaliza.

Na última semana de 2021 foi realizado o TEx Day, evento interno idealizado por Emir Zanatto, que reuniu parte da liderança da empresa para apresentar os resultados e dividir os desafios e planos para 2022.

Boletim IRB+Mercado aponta que prêmios emitidos alcançaram R$ 12 bilhões, alta de 13,3% no mês de novembro

irb inteligencia mercado

A 15ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência divulgado hoje (02/02), mostra que, em novembro de 2021, houve crescimento dos prêmios emitidos pelas seguradoras em todos os seis segmentos analisados. O destaque ficou por conta de Crédito e Garantia que, após dois meses de retração, registrou a maior variação positiva: 45,2%. Ao todo, o faturamento do setor no penúltimo mês do ano passado chegou a R$ 12 bilhões, um avanço de 13,3% frente a igual período de 2020. No acumulado de 2021, os prêmios emitidos totalizaram R$ 128,2 bilhões, o que representa alta de 14,1% em relação ao ano anterior. 

A sinistralidade geral do setor também cresceu em novembro. A alta, na comparação com o mesmo mês de 2020, chegou a 4,8 pontos percentuais (p.p.). No acumulado de 2021, o índice aumentou 6,8 p.p. em relação à taxa dos 11 primeiros meses de 2020, resultando em 50,3%. Os segmentos com as sinistralidades mais elevadas do ano passado até aqui são Rural (77,2%) e Automóvel (61,9%). Apesar do lucro líquido do setor de seguros ter crescido 26,1% em novembro, no acumulado o resultado é 44,6% menor que em 2020. 

Por segmento, em novembro, Crédito e Garantia chegou a R$ 436 milhões em prêmios emitidos. Em seguida, Automóvelsomou R$ 3,5 bilhões (+17%); Danos e Responsabilidades, R$ 2 bilhões (+14,6%); Individual Contra Danos, R$ 1,1 bilhão (10,9%); e Rural, R$ 635 milhões (+9,3%). O segmento de Vida, que detém 36,3% do mercado de seguros, faturou R$ 4,3 bilhões (+8,8%). 

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 17/01, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

Reunião do CEM da CNseg lista fatores de riscos à retomada global

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Fonte: CNseg

A primeira reunião do ano do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, ocorrida nesta quinta-feira (27), tratou dos fatores que poderão afetar o ritmo de retomada da economia global em 2022 e as consequências disso para o Brasil.

Tensão geopolítica na Europa, com o risco de invasão da Ucrânia pela Rússia, manutenção da inflação global, o avanço mundial da variante Ômicron (e seus desdobramentos indesejáveis), os preços em alta do petróleo, provável alta acelerada dos juros básicos da economia americana e a perspectiva de desaceleração da China, dadas as medidas severas para conter a Covid-19, estão entre os problemas que países emergentes deverão colocar no radar, já que são os mais propensos a sentir os efeitos de uma desaceleração global.  “Será um ano particularmente difícil para os emergentes (até para a China), sob os quais o aperto das condições monetárias globais tende a ter um peso maior”, relatou o economista Luiz Roberto Cunha, membro do CEM, destacando, entre as consequências, menores fluxos de investimentos externos, desvalorizações cambiais, pressões inflacionárias adicionais, em um cenário de inflação global resiliente.

Dois dos principais parceiros brasileiros- EUA e China – seguem em caminhos opostos em termos de retomada. EUA demonstram forte crescimento, de 6,9% anualizado no último trimestre, ao passo que a China perde pontos de expansão, em virtude de sua política de buscar zerar novos casos de Covid-19. Um pode elevar os juros e, com isso, reduzir fluxos de capitais para o Brasil, e o outro pode adiar o fim dos gargalos estruturais que travam a produção das cadeias globais. O resultado disso seria uma inflação permanentemente alta e ameaças reais no nível de atividades, principalmente em países emergentes.

Ao lado do cenário externo, a eleição presidencial de outubro, juros e inflação mais elevados e as questões fiscais foram outros temas tratados na reunião do CEM. A conclusão é de que, com tantas variáveis capazes de afetar o ritmo de recuperação, o cenário básico de 2022 é ainda de incerteza. 

O desempenho positivo do setor, cuja arrecadação cresceu 13,3%, para R$ 275,3 bilhões até novembro (sem Saúde e DPVAT), foi outro tópico abordado no encontro, além do avanço da sinistralidade em algumas carteiras, como a de Automóvel. Nesse caso, o sinistro apresentou uma evolução de 40%, a maior da série histórica, ao passo que a arrecadação subiu 17,2% na comparação de novembro de 2021 versus o mesmo mês de 2020. Pela variação de 12 meses, constata-se uma recuperação em v da sinistralidade.

Também o Seguro Rural segue com forte pressão nas despesas com indenizações. O Rural acumulou R$ 9 bilhões em prêmios até novembro, crescimento de 38,8% sobre 2020. Ao passo que os sinistros têm apresentado forte aumento- atingiram R$ 4,1 bilhões – devido à seca no Sul e às fortes chuvas no Sudeste e em parte do Nordeste do País. 

Na carteira de Vida, a arrecadação mantém a tendência de crescimento, ao passo que o volume de sinistro dá sinais de desaceleração, após pico ocorrido de abril e agosto do ano passado, quando chegou a pagar mais de R$ 1 bi /por mês.

Os especialistas destacaram ainda o ano muito positivo dos seguros Residencial e Empresarial que, juntos, representam aproximadamente 60% do grupo Massificados. Foi constatada ainda a trajetória do Habitacional, com receita acumulada de R$ 446,1 milhões e alta de 12,6% no acumulado do ano. Na pauta ainda, o comportamento do Garantia Estendida, seguro de Transportes e Capitalização.

Seguradora Zurich patrocina exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado

De 15 de fevereiro a 10 de julho, o Sesc Pompeia recebe a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado. A mostra exibe o resultado de sete anos de experiências e expedições fotográficas na Amazônia brasileira. As fotografias – feitas por terra, água e ar –  revelam a floresta, rios, montanhas e a vida em 12 comunidades indígenas, em uma Amazônia ainda desconhecida que não cessa de surpreender com a cultura e engenhosidade de seus povos, seus mistérios, sua força e sua incomparável beleza. Esse denso universo marcou o olhar do fotógrafo com imagens impressionantes, em sua grande maioria mostradas ao público pela primeira vez.

Idealizada e concebida por Lélia Wanick Salgado, a mostra imersiva, um mergulho no coração da Amazônia, é um convite para ver, ouvir e, ao mesmo tempo, refletir sobre o futuro da biodiversidade e a urgente necessidade de proteger os povos indígenas e preservar esse ecossistema imprescindível para o planeta. “Ao projetar ‘Amazônia’, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais”, comenta Lélia.

Para Danilo Santos de Miranda, Diretor do Sesc São Paulo, “realizar o debate acerca de temas cruciais para nosso destino enquanto sociedade consiste numa forma de criação de relações de pertencimento e partilha simbólica, propósitos que orientam as ações do Sesc desde sua fundação em 1946”. E complementa que “a exposição Amazônia cumpre, assim, a manutenção desse projeto de cidadania que, no caso específico da mostra, vislumbra, nos grãos que formam as fotografias, a semeadura nativa de discussões, engajamentos e diálogos que nos dizem respeito necessariamente”.

Acompanhada de uma criação sonora, uma original composição do músico francês Jean-Michel Jarre a partir dos sons concretos da floresta, a exposição – já inaugurada na França (Museu da Música – Filarmônica de Paris), na Itália (MAXXI Museu, em Roma) e na Inglaterra (Museu da Ciência, em Londres) – também dá voz às comunidades ameríndias. Além das mais de 200 fotografias, são exibidos sete vídeos com testemunhos de lideranças indígenas sobre a importância da Amazônia e os problemas enfrentados hoje em sua sobrevivência na floresta. “Esta exposição tem o objetivo de alimentar o debate sobre o futuro da floresta amazônica. É algo que deve ser feito com a participação de todos no planeta, junto com as organizações indígenas”, defende Sebastião Salgado.

A exposição apresenta ainda dois espaços com projeções de fotografias. Uma delas mostra paisagens florestais musicadas pelo poema sinfônico “Erosão – Origem do Rio Amazonas”, do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959); a outra, revela retratos de índios, com uma composição especial de Rodolfo Stroeter.

Ao final da exposição, um espaço dedicado ao Instituto Terra apresenta o trabalho realizado por Lélia e Sebastião Salgado desde 1998, que abrange o reflorestamento de uma área de cerca de 600 hectares de Mata Atlântica em Aimorés (MG), além do cultivo de milhões de mudas de árvores em extinção e capacitação de jovens ecologistas para um trabalho contínuo de proteção e conservação da biodiversidade da região.

Edson Franco: “Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”

Edson Franco, CEO Brasil da seguradora multinacional Zurich Insurance Group, patrocinadora global da exposição Amazônia, afirma que: “Por acreditarmos no poder da imagem como instrumento de conscientização sobre as mudanças climáticas, apoiamos este projeto fotográfico de Lélia e Sebastião Salgado, que compartilham a nossa visão e aspiração por um mundo melhor, e com quem já temos estabelecida uma parceria no Instituto Terra”. Acrescenta ainda, que: “Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”.  

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Rio de Janeiro, no Museu do Amanhã, de 19 de julho de 2022 a 29 de janeiro de 2023. Amazônia vai ainda ser apresentada em Belém, além de estarem previstas outras capitais.

MAPFRE Economics prevê crescimento real do PIB do Brasil de apenas 0,5% em 2022 

mapfre seguros brasil
COOP WEEK MAPFRE SEGUROS

Fonte: MAPFRE

A MAPFRE Economics – área do Grupo MAPFRE dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças – acaba de lançar o “Panorama Econômico e Setorial 2022”, em que estima que a economia brasileira desacelere este ano, com expectativa de crescimento real do PIB de apenas 0,5%, ante o desempenho de 2021, quando o indicador cresceu 4,6%.  O panorama ainda aponta que os principais riscos para a economia brasileira são a inflação, o impacto da seca nos preços da energia elétrica, a alta dos preços dos alimentos e dos juros – que certamente afetarão o consumo e o investimento. Além disso, a produção industrial também pode ser impactada por mais alguns meses diante das dificuldades de abastecimento. 
 

De acordo com o levantamento, caso ocorram avanços nas reformas públicas (administrativa e fiscal) o cenário econômico se tornará mais favorável. O relatório aponta ainda que o debate político que ocorrerá à medida que as eleições presidenciais de outubro se aproximarem pode gerar novas complexidades para o desenvolvimento da atividade econômica.
 

Por outro lado, o estudo mostra que prosseguirá o processo de aperto da política monetária implementado pelo Banco Central, que voltou a elevar as taxas de juros em dezembro para 9,25% (quinta subida desde o início de 2021), com possibilidade de aplicar algum aumento adicional nos primeiros meses de 2022 para, posteriormente, estabilizar. “A recuperação econômica e a elevação dos preços da energia provocaram um forte aumento da inflação, obrigando o Banco Central a apertar a sua política monetária e invertendo as medidas de expansão adotadas para combater os efeitos econômicos causados pela pandemia”, explica Manuel Aguilera, diretor geral da MAPFRE Economics.
 

O estudo também afirma que o ambiente de taxa de juros elevada é favorável ao desenvolvimento do negócio de seguros de Vida a curto prazo, que poderá registar um crescimento significativo devida a sua utilização como um instrumento de sucessão e proteção das finanças pessoais face ao aumento da inflação. “Somado a isso há uma maior sensibilidade por parte da população ao risco visualizado decorrente da pandemia”, reforça o executivo.
 

Previsões de crescimento de prêmios para o mercado segurador brasileiro

A pesquisa da MAPFRE Economics atualizou as previsões de crescimento de prêmios para o mercado segurador brasileiro em dois cenários: otimista e pessimista. No cenário base (otimista), o levantamento estima que os prêmios do segmento de seguros Não Vida vão desacelerar e crescer cerca de 5,8% no final de 2022. A adesão aos produtos de Saúde, Riscos Pessoais, entre outros do gênero, poderá alcançar 9,4% de crescimento, enquanto a procura por seguros de Automóveis irá desacelerar sensivelmente ao longo do ano, fechando com crescimento de apenas 0,7%. Já no cenário alternativo (pessimista), o crescimento da demanda por seguros pouco ou não afetados pelo ciclo da economia desacelera e o de Automóveis (mais sensível ao ciclo econômico) sofrerá queda expressiva. 
 

Os prêmios de Vida, por sua vez, reflexo das projeções da Previdência e taxas de juros de curto e longo prazo, e na ausência de choques de incerteza na economia, devem crescer fortemente. Nesse sentido, o levantamento aponta um crescimento do produto VBGL próximo a 10,5% ao ano no cenário otimista. No cenário pessimista, a lentidão e a incerteza tomariam conta da atividade e da previdência privada, fazendo com que os prêmios do segmento Vida reduzissem mais de 5%.
 

“Os cenários estimados são reflexo dos indicadores econômicos e da atividade, como, por exemplo, vendas de automóveis, capacidade instalada, expectativa de inflação, comportamento de crédito e os efeitos das medidas de distanciamento social derivadas da pandemia”, ressalta Aguilera.

Crescimento da economia mundial
 

A MAPFRE Economics também prevê para este ano um crescimento da economia mundial de 4,8% e 3,6% para 2023. Fatores como as altas dos preços, tanto das matérias-primas como dos custos de energia, a demanda congestionada em bens de consumo, ou a renovada incerteza gerada pela variante ômicron, continuarão a determinar a atividade em 2022. 

Além disso, a inflação elevada, que continuará de maneira persistente, começa a influir nas decisões de política monetária e fiscal, com uma resposta mais acelerada nos países emergentes. Esse endurecimento da política monetária (acompanhada de um serviço da dívida sensível a este novo horizonte de menores compras de ativos e taxas mais altas) intensifica os receios de insustentabilidade e do retorno para medidas de austeridade que afetem o desempenho econômico. Além disso, segundo Manuel Aguilera, há outro risco global que aumentou nos últimos meses: a governança global e crises geopolíticas. 
 

“Apesar de um balanço de riscos em alta na inflação e em baixa na atividade, a recuperação continuará; com um ritmo menor e com divergências entre as economias desenvolvidas e emergentes, como consequência tanto das vulnerabilidades inerentes quanto de fatores de natureza estrutural, como a dependência energética, a interconexão com as cadeias de fornecimento global ou a transcendência econômica do setor de serviços”, afirma o executivo no relatório “Panorama Econômico e Setorial 2022”.
 

Para o conjunto da Zona Euro, a MAPFRE Economics espera um crescimento de 3,9% para 2022 e de 2,7% para 2023. A inflação na região alcançou 5% em dezembro, com a subjacente permanecendo em 2,6%. “É previsto que a inflação estará moderada nos próximos meses à medida que os preços da energia caiam, mas com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo sem ampliar a produção e com o mix energético europeu sem soluções rápidas, é possível que a queda seja lenta”, explica Aguilera. No relatório, os riscos para a região aumentam com este incremento de preços. “Os preços ao produtor estão em tensão e será difícil não os repassar ao consumidor. Por sua vez, os problemas de abastecimento nas indústrias de automóveis e eletrônicos serão resolvidos nos próximos trimestres. A introdução de novas restrições à mobilidade, como resultado da nova onda de contágios, também não beneficiará a recuperação do turismo e dos serviços. O adequado uso dos fundos de recuperação europeus, de forma oportuna, juntamente com reformas estruturais, continuam sendo a chave para a concretização das taxas de crescimento estimadas”, acrescenta Manuel Aguilera.
 

Nos Estados Unidos, os fatores não variam muito, com a particularidade de que na área da política monetária, o Federal Reserve acelerou a retirada dos estímulos. Precisamente por essa mudança no panorama das taxas de juros, juntamente com o aumento dos custos da energia e outras matérias-primas, a MAPFRE Economics estima que a primeira economia mundial crescerá 4% e 2,5% em 2022 e 2023, respectivamente. “O mercado de trabalho está forte, mas os preços da energia continuam em tensão e a inflação tenderá a se tornar persistente, mesmo que ela venha a cair por efeito de base em 2022. São previstas subidas nas taxas de juros oficiais, o que terá impacto nas condições financeiras das empresas e das famílias. Pelo lado positivo, está o plano de infraestrutura de um trilhão de dólares que será um importante impulsionador da atividade econômica nesse país”, aponta o executivo.
 

Impacto no setor de seguros mundial

O relatório também mostra como estas previsões sobre a economia afetam o desempenho do setor segurador global. Apesar da desaceleração do crescimento mundial, a MAPFRE Economics considera que a maior sensibilidade ao risco por parte dos agentes econômicos, originada pela pandemia, é um estímulo adicional para a demanda por seguros, que continua projetando um panorama positivo em 2022 para o seu desenvolvimento. “Os efeitos negativos da reabertura econômica sobre a sinistralidade de alguns seguros, como os de automóveis, vida ou saúde, tendem a ser corrigidos, de modo que o panorama da rentabilidade das seguradoras permanece favorável, apesar do efeito que o aumento da inflação pode ter no curto prazo”, complementa Manuel Aguilera. 
 

IRB Brasil Re divulga balanço de 2021 dia 24, com olhos em melhorar resultados em 2022

IRB Brasil re

O IRB Brasil Re divulga seu balanço de 2021 no próximo dia 24. A expectativa com os resultados é grande, mas o que se sabe é que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Transformar o negócio é mais desafiador do que as pessoas esperavam, mas focar em portfólios mais rentáveis ​​deve gerar retornos positivos no longo prazo”, disse Willy Neto, CFO do IRB Brasil Re, em reunião cim analistas do Citi para discutir os desenvolvimentos recentes na lucratividade da empresa e as expectativas em relação à reestruturação em andamento com analistas.

Segundo relatório divulgado pelo banco, o CFO destacou que o IRB é um caso de reestruturação da empresa, pois o legado da gestão anterior era problemático. Ele observou que colocar a empresa de volta nos trilhos é mais desafiador do que as pessoas imaginam. A solvência continua sendo uma preocupação fundamental, e um aumento de capital não está fora da mesa neste momento. 

Segundo o relatório, as fraudes encontradas foram resultado da falta de lucratividade da empresa. Agora que o balanço patrimonial e a estrutura de capital foram corrigidos, eles precisam transformar a empresa em uma lucrativa. 

A forma de fazer isso será focar em mercados rentáveis ​​onde o IRB tenha vantagens competitivas, como o Brasil e alguns países da América Latina. Observou-se que essa mudança tem um impacto negativo no crescimento dos prêmios no curto prazo, mas deve ser benéfica no longo prazo.

A administração também observou que os resultados das cortes de 2020 e 2021, que ainda são altamente impactados pelas vendas de 2019, ficaram aquém do que a empresa esperava entregar. Isso também traz impactos negativos da pandemia e do clima, mas aos poucos as políticas mais recentes – e mais rentáveis ​​– devem pesar mais nos resultados gerais.

A estrutura de capital pode ser uma preocupação, mas há muitas opções para sustentar os níveis de solvência. Após as perdas incorridas ao longo de 2021, o IRB está novamente em uma situação delicada de capital/solvência. A empresa tem opções para melhorar sua estrutura de capital, mas é preciso focar naquelas que vão aliviar as preocupações de solvência, como aumento de capital, realocação de ativos e venda de carteiras – o que facilitaria a demanda de capital.

Grande parte da base de investidores do IRB é composta por investidores de varejo, o que exige uma orientação positiva dada a perda financeira de carregar essas ações. Diante disso, o IRB acredita que, neste momento, o mais responsável é não fornecer orientações, dada a incerteza ainda existente devido à profunda reestruturação da empresa.

Insurtech 180° capta R$ 177 milhões em rodada Série A

Alex Körner


A 180° Seguros informou que fechou uma rodada Série A no valor de R$ 177 milhões (U$D 31,4 milhões). Liderada pelo 8VC, já investidor da empresa, com a participação de Dragoneer, Monashees, Atlantico, Quartz, e Norte. O capital será direcionado para novas contratações, tecnologia e novas parcerias, segundo comunicado da empresa.

Fundada em 2020 por Mauro Levi D’Ancona, Alex Körner (foto) e Franco Lamping – com experiências consolidadas no Nubank e Santander -, a 180° atua por meio de um modelo B2B2C, provendo uma solução completa para que empresas possam desenvolver produtos e vender de forma inovadora e digital, seguros e assistências para seus clientes. Com uma metodologia própria focada em alta tecnologia, a startup estuda cada canal de distribuição identificando oportunidades de criar produtos únicos com a venda de seguros na jornada do cliente final, como um seguro embutido ou “embedded insurance“.

A previsão é de usar parte dos recursos na equipe que, atualmente, conta com 50 colaboradores, sendo mais de 50% focados em tecnologia e produtos. “Queremos atrair os melhores talentos de todas as áreas para manter nosso time de primeira linha e continuar a criar uma cultura única”, diz Mauro Levi D’Ancona, fundador e CEO da 180°. Junto a isso, o plano é manter a estratégia de insurance as a service, com foco no desenvolvimento de produtos e na melhor experiência para todos os clientes. “O foco para 2022 é ampliar o número de parcerias com startups, varejistas e empresas em geral interessadas em agregar experiências de seguros digital para seus parceiros e clientes finais, investindo também em novos modelos de negócios com joint ventures e parcerias estratégicas”, completa o executivo. 

“Estamos muito otimistas com o setor de seguros na América Latina e com a tecnologia que a 180° está construindo. Conhecemos o Mauro desde o Nubank e ele é um empresário extremamente impressionante. 8VC tem sido cada vez mais ativa na região e vemos Mauro com um jogador-chave no ecossistema tecnológico”, diz Jake Medwell, sócio fundador da 8VC.

Seguradora Pier contrata Flavia Molina como CMO

Flavia Molina seguradora Pier

A Pier contratou Flavia Molina como chief marketing officer (CMO). Com a mudança, a executiva deixa a principal cadeira de marketing da rede de fast food Domino’s Pizza, que ocupava desde agosto de 2020. Como CMO, a profissional liderou ao lado do anunciante ações como a “Não perca a segunda grátis”, criada pela Aktuellmix, que oferecia uma pizza grátis para quem tomasse a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

Ao longo da carreira, além de CMO da Domino’s, Flavia Molina foi diretora de marketing da Globo e atuou em empresas como Nestlé, Sony Ericsson, Mitsubishi Motors, Microsoft e Pernod Ricard. A executiva é publicitária, com especializações no Programa de Excelência em Marketing da Kellogg School em Inovação e Liderança de Alto Desempenho pela Stanford University, segundo nota divulgada pela empresa.

Drogas e Alcoolismo: D’Or Consultoria lança campanha de conscientização e alerta

Fonte: D’Or

O consumo de álcool e drogas disparou no Brasil nos últimos dois anos, potencializado pelos danos psicológicos da pandemia. Este mês, o tema ganha destaque com o Dia do combate às Drogas e Alcoolismo, em 20 de fevereiro e a D’Or Consultoria, empresa do Grupo Rede D’Or São Luiz, aproveita a data e traz a campanha: “Não é fácil, mas tem saída”.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig), 55% da população brasileira tem o hábito de ingerir bebidas alcoólicas, sendo que 17,2% declararam que durante a pandemia, elevaram os níveis, associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social.

Outra pesquisa, a edição especial da Global Drug Survey sobre a Covid-19, afirma que o Brasil registrou um aumento de 17,2% no consumo de maconha e 13,5% no consumo de álcool em 2020. Os dados da pesquisa ainda apontam um salto de 7,4% no uso de cocaína e de 12,7% no uso de remédios para ansiedade, como Diazepam e Clonazepam.

Um labirinto com saída

A campanha reforça que o primeiro passo para a pessoa que deseja se libertar do vício é reconhecê-lo, assim como as consequências que pode trazer, buscando mudar hábitos.

“O conceito criativo da campanha mostra a figura de um labirinto para ilustrar que, por mais complexo que possa ser, com inúmeros caminhos e armadilhas, há a possibilidade de não se perder e encontrar, de fato, diversas alternativas para sair dessa situação’, explica Victor Davi, coordenador de Marketing e Comunicação da D’Or Consultoria.

O acompanhamento médico também é necessário, pois, em muitos casos, pode ser necessário o uso de medicamentos que ajudam a controlar a síndrome de abstinência e impedem os avanços de doenças psiquiátricas. Para o tratamento é indicado terapia, ter o apoio das famílias e amigos, alimentação saudável e praticar atividade física.

“Os dados indicam que as substâncias estão sendo utilizadas como válvulas de escape nesta pandemia. Vale lembrar que bebidas alcoólicas e drogas levam à dependência e, em muitos casos, doenças graves”, afirma Sérgio Hércules, médico e superintendente de Gestão de Saúde Médica da D’Or Consultoria

A cirrose hepática é, hoje, no Brasil, a principal causa de mortes atribuída ao álcool e mata mais que embriaguez ao volante. 

Capitalização cresce 6,25% até novembro, com tendência de desempenho positivo em todas as regiões

Marcelo Farinha - presidente da Fenacap

Fonte: Fenacap

O mercado de Capitalização deve registrar em 2022 uma retomada sustentável em termos de crescimento em todas as regiões do país. Os números obtidos até novembro de 2021 apontam para esse processo evolutivo: as receitas totalizaram R$ 22,19 bilhões, incremento de 6,25% no acumulado anual, se comparadas a igual período de 2020. Para a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), esse cenário reforça a perspectiva de crescimento de dois dígitos para este ano.

Por regiões, o Centro-Oeste apresentou maior crescimento (15,3%), seguido do Norte (9,4%), Sudeste (6%), Nordeste (4,58%) e Sul (3,12%). As reservas técnicas, que medem a robustez financeira do setor, totalizaram R$ 33,22 bilhões, alta de 2,4%, em relação ao mesmo período de 2020

Os títulos da modalidade tradicional continuam liderando as vendas, com 71% da receita, seguidos pela Filantropia Premiável (13%), Instrumento de Garantia (12%), Incentivo (3%). Popular e Compra Programada somam o 1% restante. Destaque para a Filantropia Premiável, aquela em que o comprador cede direito ao resgate de sua reserva para uma instituição de caridade, e ainda concorre a prêmios de sorteios. 

A Filantropia Premiável foi a modalidade que obteve maior performance até novembro: apresentou alta de 61% em comparação ao mesmo período do ano passado. Nestes 11 meses de 2021, esses produtos contribuíram com um apoio de mais de R$ 1,2 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social.

Marcelo Farinha, presidente de FenaCap, reforça que, ao longo dos anos, a Capitalização se desenvolveu a partir das necessidades dos públicos de interesse e passou a oferecer soluções simples que, combinadas com sorteios, são capazes de atender de maneira diferenciada a novas e crescentes demandas da sociedade. 

“Essa característica abriu uma nova perspectiva de mercado, inclusive para corretores de seguros. Somos capazes de atender às demandas de praticamente todos os segmentos de negócios. Com produtos voltados para pessoa física ou jurídica e com valores acessíveis, para qualquer tamanho de bolso, extremamente inclusivo e de simples contratação, a Capitalização demonstra toda a sua versatilidade e aderência às necessidades dos consumidores”, complementa.

Outro ponto importante verificado foi o aumento nos recursos pagos em sorteios, um relevante incremento e injeção de recursos à economia, cujo montante superou R$ 1,2 bilhão. Isso representa um aumento de 28,7% em relação ao registrado entre janeiro e novembro de 2020.