Seguradoras avançam nos compromissos ASG em uma década

Diogo Oliveira CNseg

Fonte: CNseg

Dez anos após a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aderir aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), seguradoras que totalizam 60% da arrecadação de prêmios no setor brasileiro afirmam que passaram a incluir parâmetros ASG em processos relativos à subscrição de riscos e gestão de investimentos. Em 2012, esse número não chegava a 20%. A partir da assinatura do compromisso, assumido durante a Conferência Rio + 20, a confederação criou um Comitê de Sustentabilidade por meio do qual passou a monitorar os índices do setor.

“As seguradoras que aderiram ao PSI representavam cerca de 52% da arrecadação total de prêmios no Brasil. Uma década depois, o número de signatárias aumentou, alcançando 83% da arrecadação de prêmio, mostrando que as seguradoras do Brasil estão conectadas com essa agenda. Algumas empresas, por exemplo, estão comprando créditos de carbono para compensar as metas de emissão de carbono dos automóveis da frota segurada”, explicou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, em transmissão online durante o evento “Dez anos depois do PSI: ampliando a sustentabilidade no seguro na Década de Ação das Nações Unidas”, organizado pela UNEP-FI e que reuniu lideranças do setor segurador de diversos continentes.

Outro passo importante nessa agenda será dado ainda este ano, quando a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que apoia os PSI desde 2016, publicar o primeiro normativo setorial de requisitos de sustentabilidade a serem exigidos das seguradoras.

“É uma regulação inteligente na qual o regulador vai providenciar a estrutura na qual as empresas poderão divulgar as questões ASG de acordo com as suas próprias políticas”, avalia Dyogo Oliveira. 

O presidente da CNseg também anunciou que, a partir de julho, a confederação vai patrocinar a realização de um projeto em parceria com a UNEP FI, que terá nove meses de duração e o objetivo de orientar as seguradoras brasileiras “não vida” – em relação a análise dos riscos climáticos, de acordo com as recomendações da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD).

“Serão quatro frases. A primeira, educativa, com treinamento para integrantes do setor segurador. No passo seguinte, uma consultoria vai produzir um heat mapsobre riscos climáticos por cada região brasileira. Na sequência, vamos estimar o impacto financeiro dos riscos ASG e, por último, vamos produzir um relatório que será dividido com a indústria. Estamos entusiasmados em dar início a este trabalho que vai mostrar como estes riscos influenciam os negócios de forma ampla”, afirmou o presidente da CNseg.

Dyogo Oliveira finalizou a apresentação anunciando que, em setembro de 2023, o Brasil vai sediar a Conferência Hemisférica da Federação Interamericana de Seguros (FIDES), principal encontro hemisférico do setor segurador.  Representantes de mais de 40 países vão debater temas como sustentabilidade, transformação digital e desafios sociais que impactam o crescimento econômico global.  A CNseg preside a Comissão Regional Sul da Fides até 2024.

Comissão aprova projeto que obriga o DPVAT a custear funeral de vítimas de acidente de trânsito

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2960/21, que inclui as despesas com funeral de vítimas de acidentes de trânsito na lista de danos pessoais cobertos pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

“Positivo o projeto de lei que o obriga o DPVAT a custear o funeral de vítimas de acidente de trânsito. A medida reforça os laços de solidariedade social que são muito caros aos seguros obrigatórios como o DPVAT”, avalia Vitor Boaventura Xavier, sócio de Ernesto Tzirulnik Advocacia; advogado especializado em Direito do Seguro e Consumidor.

Pela proposta do deputado Luis Miranda (Republicanos-DF), o seguro deverá pagar até R$ 2,7 mil a herdeiro ou familiar da vítima falecida como reembolso por despesas com o funeral devidamente comprovadas, informa a Agência Câmara de Notícias

Criado pela Lei 6.194/74, que é alterada pelo projeto, o seguro DPVAT, pago anualmente por todos os proprietários de veículos do País, ampara as vítimas de acidentes de trânsito, independentemente do responsável, oferecendo indenizações por morte, por invalidez permanente e por despesas médicas.

Em valores atuais, a lei prevê o pagamento por vítima de R$ 13,5 mil em caso de morte ou invalidez permanente, e de R$ 2,7 mil como reembolso à vítima por despesas com assistência médica e suplementar.

O parecer do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), foi favorável à proposta. “Cabe salientar que o valor de indenização por morte é o mesmo desde o ano de 2007. A proposta ajudaria a recompor, ao menos parcialmente, a perda inflacionária da quantia devida aos beneficiários”, disse.

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Howden nomeia Andoni Hernandez como presidente no Brasil e conselheiro geral para América Latina

Fonte: Howden

A Howden, corretora internacional de seguros, anuncia a nomeação de Andoni Hernandez como presidente executivo no Brasil e conselheiro geral regional para a América Latina (LatAm), com efeitos a partir de 1º de Junho. 

Andoni atua há mais de 20 anos assessorando investidores, acionistas e empresas no planejamento, estruturação e realização de negócios e, em sua última experiência, atuou como Co-Head Iberoamerican Practice na Demarest Advogados. Sua chegada colabora com a continuidade de crescimento da Howden em toda a América Latina, com operações no Brasil, México, Colômbia e Chile. 

Sonia Caamaño e Pablo Bores, Co-CEOs da Howden LatAm comentaram: “Andoni junta-se a Howden depois de passar vários anos atuando como consultor externo e de confiança em assuntos estratégicos para a Howden LatAm, nos ajudando a alcançar nossas aspirações de crescimento na região. Já temos bases sólidas em toda a América Latina e continuaremos a crescer organicamente, ao mesmo tempo em que prosseguimos com fusões e aquisições direcionadas. Estamos extremamente orgulhosos das equipes que temos na América Latina e queremos fortalece-las ainda mais em cada um dos quatro países em que estamos presentes atualmente, sempre para melhor servir os nossos clientes”.

José Manuel González, CEO da Howden Broking, acrescentou: “Andoni tem uma vasta experiência como advogado de M&A e especialista em governança, o que complementa as nossas equipes locais, além de um histórico notável com muitos clientes, onde o serviço e a inovação são as chaves do seu sucesso. Estamos entusiasmados em trabalhar com ele na liderança dos times e levar a Howden LatAm ao próximo nível, ajudando a nos tornar a melhor escolha como corretora em nossos mercados-chave”.

Comentando a sua nomeação, disse Hernandez: “Fui atraído para me juntar a Howden devido às suas ambições e sua equipe de liderança progressista, que tem uma verdadeira filosofia ‘People First’, e também pelo compromisso inabalável da Howden de melhor servir os seus clientes, algo que tenho aplicado consistentemente durante a minha carreira profissional. O objetivo da Howden é se tornar líder de mercado em toda a região da América Latina e estou pronto para trabalhar com a equipe e alcança-lo”.

ARTIGO: a gestão de risco em cenário de crise no setor alimentício

Por Caio Carvalho, Diretor de Riscos Corporativos da MDS Brasil 

Como um dos principais segmentos da economia brasileira e mundial, o setor alimentício lida com grandes riscos e responsabilidades em uma base diária. Sofre diretamente as consequências de conflitos políticos, ambientais e sanitários e precisa enfrentar prejuízos e despesas aos quais todas as corporações do departamento estão suscetíveis. 

Sabe-se que a pandemia do coronavírus afetou de forma brusca as importações e exportações e deixou vestígios de uma crise generalizada na economia global, contudo, o setor de alimentos se mostrou resiliente e até mesmo próspero para a conjuntura em que se encontra. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), em 2021, a indústria alimentícia brasileira fechou o ano com faturamento de R$ 922,6 bilhões; um crescimento de 16,9% quando comparado com 2020. Ainda segundo o levantamento, as exportações, representaram 26,5% do faturamento total, apontando para um aumento de 18,6%. Esse foi o maior número já registrado, uma quantia equivalente a US$ 45,2 bilhões. 

Gestão de Riscos e a Indústria Alimentícia  

Embora as pesquisas indiquem sinais de boa recuperação da indústria alimentícia, os grandes riscos do setor não deixam de existir. Anualmente, são milhões de itens retirados das prateleiras e chamadas de recolhimento de produtos, seja por possível contaminação, adulteração ou ordem governamental. Atenta a tais contratempos e ameaças, a Brokerslink Conference 2022, que aconteceu no Porto, em Portugal, trouxe insights relevantes sobre este mercado e os riscos que o cercam.  

O evento, que reuniu mais de 300 líderes de todo o mundo da área de Seguros, Resseguros e Gestão de Risco contou com o painel “Risk Management at Nestlé”, no qual Laurent Freixe, vice-presidente Executivo e CEO para a América Latina da Nestlé, nos trouxe uma visão geral da gestão de riscos na companhia – que hoje é uma das maiores do ramo – e pontuou a necessidade de se ajustar a um ambiente em constante mudança e se manter em compliance com obrigações e legislações de todas as esferas. 

De maneira simplificada, um programa abrangente e efetivo de Risk Management para a indústria de alimentos se caracteriza por um conjunto de ações coordenadas com o objetivo de neutralizar, prevenir e controlar situações que possam gerar despesas e prejuízos ao negócio. A etapa de mitigação de ameaças conta com uma análise quantitativa e qualitativa para saber quais riscos devem ser priorizados e, por fim, culmina na definição de uma reposta ou solução para erradicar a ameaça. 

Para 2022, os desafios da indústria alimentícia continuam sendo a segurança para os consumidores em meio a um cenário incerto. Nesse sentido, vale destacar que um bom programa de Gestão de Risco atrelado ao uso de ferramentas tecnológicas é uma ótima opção. Além disso, lançar mão de softwares especializados – que podem fazer esse gerenciamento de maneira eficaz e segura – e estar atento às constantes mudanças políticas, socioeconômicas e logísticas são medidas essenciais para a vitalidade e boa performance de qualquer empresa, seja de pequeno, médio ou grande porte. 

Gente Seguradora lança alternativa para corretor de auto driblar alta nos preços da apólice

Diante das dificuldades vividas pelo segmento de seguro automóvel, a Gente Seguradora disponibilizou aos corretores de seguros um produto com franquia para a cobertura de responsabilidade civil. “Esta é uma forma de não deixarmos de ofertar o produto, bem como reduzir o preço, tendo a participação do segurado num eventual acionamento da apólice”, explica Marcelo Wais, vice-presidente da empresa.

Poucas seguradoras, até agora, oferecem o seguro de RC com franquia, usada apenas para a cobertura de perda parcial no seguro de carro. No entanto, a iniciativa da Gente Seguradora mostra que se trata de uma tendência para este ano, momento em que o seguro de auto enfrenta desafios, que impactam na redução da lucratividade, acarretando movimentos de venda de carteiras, alta do preço e restrições de coberturas. 

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a sinistralidade no seguro auto ficou em 76,8% em março de 2022, frente aos 73,9% observados em fevereiro de 2022 e aos 55,7% de março de 2021. Uma alta substancial de quase 20 pontos percentuais. A elevação do preço se reflete no aumento da arrecadação de prêmios, com R$ 10,63 bilhões no primeiro trimestre deste ano, valor 23,3% superior ao do mesmo período em 2021, quando foram arrecadados R$ 8,62 bilhões. 

Segundo o executivo, com a queda da sinistralidade em 2020, diante da restrição de mobilidade no início da covid-19, muitas companhias reduziram seus preços para manter a carteira de clientes, muitos deles ainda em homeoffice. No entanto, o índice de acidentes voltou a subir rapidamente com a livre circulação. Este fato foi agravado com a inflação crescente, que não só valorizou excessivamente o preço dos veículos novos, mas também dos usados, além do aumento dos preços de peças e da mão-de-obra. 

Em tempos difíceis, a parceria se torna um laço fundamental. “Precisamos trazer soluções aos clientes e aos corretores de pequeno e médio porte para que eles não saiam do mercado securitário para o segmento de proteção veicular. A adoção de franquia traz para o segurado uma gestão compartilhada da sua frota. É uma possibilidade para não deixar o corretor sem alternativa para clientes com histórico de perdas”, argumenta. 

Wais se diz otimista. “Ajustes são necessários para equilibrar a carteira de auto. E neste período mais difícil, buscamos trazer soluções para nossos corretores parceiros, principalmente os de pequeno e médio porte, com dificuldades em concorrer com grandes players. Não sabemos se terá aderência, mas possibilita que o corretor tenha uma alternativa para seu cliente ao tentar equacionar este atual momento do mercado”, acrescenta. 

Lançar novos produtos está no programa da seguradora, que comemora neste ano seu cinquentenário. Além do seguro auto, que representa mais de 80% do faturamento da companhia, novos produtos entraram no radar da Gente Seguradora, como o seguro empresarial e bike. “Completamos em 12 de março deste ano nosso cinquentenário. Nesses 50 anos, vivemos muitas crises. O setor de seguros passou por bons momentos e outros piores. Essa experiência agrega maturidade para entendermos o momento que o mercado vive hoje e nos capacita para oferecer alternativas que agreguem valor ao crescimento de todo o setor”, finaliza o vice-presidente Marcelo Wais.

CNseg: próximos passos do BCB e do Fed dependem de dados de inflação e atividade

Pedro Simoes CNseg

A semana que passou foi marcada pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA. No Brasil, a Selic foi elevada em 0,50 p.p., para 13,25%, como previsto. Além disso, o Copom, no comunicado divulgado, afirmou que pretende continuar a elevar a taxa básica de juros nas próximas reuniões. “A intensidade desse aumento deve depender da divulgação dos dados de inflação e atividade até a próxima reunião. As medidas extraordinárias para conter a alta dos preços – que avançaram na semana com a aprovação na Câmara e Senado do PLP-18/2022 – devem tirar pontos da inflação este ano, mas não necessariamente alteram a pressão nos preços daí para frente”, comenta diz Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg. 

De acordo com o economista, não causam incerteza apenas sobre as projeções para a inflação – e consequentemente os juros – neste e no próximo ano, mas também sobre o ambiente fiscal e econômico do País, com consequências que já podem ser observadas nos prêmios de risco nas últimas semanas.

Nos EUA, o FOMC do Federal Reserve aumentou a Fed Funds Rate em 0,75p.p., a maior elevação desde 1994, levando a taxa básica de juros da economia americana para o intervalo de 1,5% a 1,75%. Em entrevista logo após a decisão, o presidente do Fed, J. Powell, enfatizou o “forte compromisso” com a meta de 2% para a inflação na maior economia que, em maio – último dado disponível – alcançou 8,6% em 12 meses. Foi deixada aberta a possibilidade de outro aumento de 0,75p.p. ou de um menos intenso, de 0,50p.p. na próxima reunião do FOMC, em julho. 

Simões comenta que debates sobre estagflação em diversas partes do mundo, particularmente na Europa, intensificaram-se com a clara postura mais contracionista dos Bancos Centrais mundiais. “Nesse contexto, as discussões agora se voltam para se a desaceleração econômica global, que virá com as condições monetárias mais restritas e choques de oferta, será um “hard” ou “soft-landing”, ou seja, se a economia global desacelerará de modo duro, com possível recessão ou se de modo mais suave, apenas com redução nas taxas de crescimento”. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

O que assusta os “risks management”, segundo pesquisa da FERMA

FERMA-Dirk Wegener 2

Atualmente, um dos principais desafios dos gestores de riscos, ou risks management, é a volatilidade geopolítica, que tem afetado a cadeia de suprimentos dos principais grupos econômicos. “A situação geopolítica tomou uma dimensão nunca vista e isso faz com que as empresas repensem a cadeia de suprimentos. O mundo está passando por uma revolução e temos de repensar os riscos. Para alguns problemas gerados por este cenário de pandemia e de guerra o programa de seguro não conta com cobertura ou tem apenas cobertura parcial”, afirmam Dirk Wegener (foto), presidente da Federation of European Risk Management Associations #FERMA, e Jorge Luzzi – AIRM – RIMAP , presidente da APOGERIS, especializado em gestão de risco. Juntos, eles coordenaram uma mesa de debates com mais de 40 gestores de riscos reunidos no Porto, Portugal, em maio, durante o evento Brokerslink 2022.

Para ilustrar, Luzzi cita uma das maiores cervejaria da Espanha. Ela comprava cereais da Rússia e da Ucrânia. Acabou. Com o início da guerra ficou sem seus fornecedores. Então ela foi buscar fornecedores em Portugal, mas com alta de preços de até 25%. É um risco e tanto para as empresas. Outro exemplo é o transporte. Uma empresa do Japão mandava matéria prima para Alemanha por avião. Agora tem de encontrar como distribuir seus produtos, pois não se pode voar pelo espaço aéreo russo. “Se consegue entregar a matéria prima em tempo, se cumpre o contrato. Se não, tem de buscar outro fornecedor, que geralmente cobra até 30% mais. Se amanhã termina a guerra, vão voltar a comprar cerais da Rússia, mesmo com a insegurança política? Estes exemplos mostram que temos de rever nossas estratégias e considerar riscos que agora estão muito mais severos”, alerta.

Outro problema colocado na mesa de discussões pelos gestores de riscos é convencer os seus superiores, com CEOs e presidente do conselho de administração, que o programa de seguro está mais caro, mesmo se a empresa não registrou grandes sinistros. Luzzi ressaltou que este é um problema mundial e que afeta o resseguro, o seguro das seguradoras. “O atual cenário de resseguro é conhecido como “hard market”, quando os preços sobem e as condições de cobertura ficam mais restritas. “Os resseguradoras perderam dinheiro com a pandemia e com catástrofes, diante de indenizações bilionárias. Com pouco capital, os resseguradores buscam ganhar mais no mercado financeiro. Isso deixa as seguradoras com dificuldades. Com capital restrito dos resseguradoras em seus contratos, ou não conseguem cobertura para os riscos ou pagam mais caro”, explica Luzzi.

Dirk Wegener, presidente da Ferma e líder de seguro corporativo do Deutsche Bank destacou os desafios mundiais vivido pelos gestores para protegerem suas empresas neste mundo com tantos desafios, como inflação alta, conflitos sociais, guerras, pandemias e ataques cibernéticos. “O desafio para o gerente de risco é atuar como um líder de risco na organização, reunindo as diferentes funções e gerenciamento em uma abordagem holística em toda a empresa. Dessa forma, o negócio pode ser resiliente a choques e se desenvolver de forma sustentável”, recomenda.

Segundo ele, hoje, à luz da pandemia e da guerra na Ucrânia, está mais claro do que nunca como os riscos estão interconectados. “Tais eventos desencadeiam muitas consequências, por exemplo, interrupções nas cadeias de suprimentos e aumento dos preços e escassez de commodities. Os riscos cibernéticos são uma ameaça contínua. As mudanças climáticas e os riscos relacionados, como desastres naturais, exigem a atenção da alta administração e dos especialistas em riscos”, acrescentou.

Pesquisa FERMA revela riscos cibernéticos como o que mais preocupa os gestores

A FERMA acaba de publicar a edição 2022 do European Risk Manager Survey. Os entrevistados da pesquisa identificaram os seguintes riscos como as principais ameaças críticas para suas organizações em 2022: ameaças cibernéticas (63%); falha na cadeia de suprimentos e distribuição (49%); questões geopolíticas e econômicas (ambas 31%). Já em 5 anos, a mudança de comportamento do cliente (32%); ameaças cibernéticas (35%) e crescimento econômico incerto (32%) estão entre as principais. Em 10 anos: mudanças climáticas e danos ambientais (48%); mudança de comportamento do cliente (24%) e desastres naturais (21%).

Em relação ao “hard Market”, a Pesquisa FERMA revela que 78% dos entrevistados relataram um impacto significativo do aumento dos preços dos seguros; 73% relatam um impacto significativo de limites e exclusões em riscos específicos; 71% sofreram uma redução significativa na capacidade; 41% acreditam que alguns locais ou atividades de negócios se tornarão não seguráveis ​​no futuro.

A FERMA reconhece o impacto do hard market nos compradores de seguros corporativos. “Defendemos a necessidade de um novo modelo de parceria entre os compradores de seguros corporativos e o setor, baseado em maior transparência e atendimento”, comenta. De acordo com ele, a federação apoia os membros destacando as questões com a autoridade reguladora de seguros europeia, EIOPA e instituições europeias. “Também estamos trabalhando no Projeto Lucy com vários membros para compilar dados de mercado sobre seguro contra riscos cibernéticos que apoiarão os gerentes de risco em suas negociações com as seguradoras”, enumera o presidente da FERMA.

Segundo ele, no mercado hard, as cativas são uma alternativa cada vez mais importante para o mercado de seguros comerciais para muitas empresas. “A FERMA está defendendo com sucesso a regulação proporcional de cativos sob o regulamento prudencial de Solvência II revisado, o que tornará esta uma opção acessível para mais empresas”, contou ele ao blog Sonho Seguro.

Como federação, a FERMA foca a sua atividade nas áreas particulares onde pode dar mais apoio aos nossos membros, que são associações nacionais de gestão de risco em 21 países europeus, incluindo a Apogeris, comandada por Luzzi, em Portugal. “Temos quatro prioridades em nosso trabalho de advocacia. Existem riscos sistêmicos, sustentabilidade, digitalização e transferência de riscos. Criamos também a Rimap, uma certificação profissional europeia, para apoiar os gestores de risco na superação destes desafios e na construção das suas carreiras.

“No Fórum FERMA de 9 a 11 de outubro em Copenhague, enfatizaremos a importância de restaurar a parceria entre a indústria de seguros e os compradores de seguros corporativos. O evento também será uma oportunidade para os gestores de risco apresentarem seus pontos de vista aos líderes do setor de seguros.

Anbima: Como cada geração se comporta no mundo dos investimentos?

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Fonte: Anbima

Você já parou para pensar que o comportamento financeiro de cada pessoa pode estar relacionado com a geração da qual ela faz parte? Afinal, na hora de investir, além dos diversos fatores como classe social, gênero, localização geográfica, fatores psicológicos, entre outros, a faixa etária também pode influenciar suas decisões e objetivos. 

A ANBIMA publicou neste ano mais uma edição do Raio X do Investidor Brasileiro e colocou como um dos pontos de análise a geração. 

Neste artigo, vamos apresentar alguns resultados encontrados no estudo. Portanto, os dados aqui descritos fazem referência a essa pesquisa, combinado? 

Para que você possa compreender melhor os dados apresentados, é importante saber que o levantamento foi feito em parceria com o Datafolha e foram entrevistadas mais de 5 mil pessoas de todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais. 

Quer saber mais? Continue a leitura e descubra qual é o comportamento de cada geração quando o assunto é o mundo dos investimentos. 

Geração Z

Eles são jovens, mas estão mais conectados do que muitos “veteranos” por aí. 

Investimento presencial? Sem chance. Os investidores da Geração Z querem fazer tudo pela internet. São eles os que mais utilizam aplicativos, site de bancos e corretoras para realizarem seus investimentos. 

Quando o assunto é buscar informação, sites, blogs, influenciadores é o que está no topo da lista dessa geração. Para 45% deles, o motivo para acompanhar um influenciador é o conteúdo das postagens, sejam elas em formato de texto ou vídeo. Os canais mais usados são YouTube e Instagram. 

E, quando questionados sobre quais são as vantagens de investir seu rico dinheirinho, 33% dizem querer ter alguma segurança, ou seja, montar uma reserva de emergência é algo muito importante. Já para 25%, o foco está no retorno financeiro que seus investimentos podem trazer. 

Os objetivos dos GenZ também são um pouco diferentes das demais gerações. Enquanto menos de 10% das pessoas dessas outras faixas etárias estão preocupadas em juntar uma grana para investir em educação, 15% dos GenZ têm como destino para seus retornos financeiros os estudos.  

Eles também foram os mais ativos no mundo dos investimentos em 2021: 59% deles investiram mais de uma vez no ano passado. Eles são também os que mais comparam o rendimento atual com o rendimento do passado para avaliar o desempenho de suas aplicações. Mas aqui é bom lembrar que, para além do rendimento bruto, é importante considerar também as taxas e a inflação para saber qual foi o rendimento real de um investimento, combinado? 

Millennials

As mudanças e adaptações estão no seu DNA. 

Eles nasceram em um mundo semidigital, mas se adaptaram rapidinho. Os Millennials estão, junto com a Geração X, entre os que mais investiram em produtos financeiros em 2021. Eles também estão entre os que mais investiram no mercado acionário e em títulos públicos. 

Por serem os que mais investiram no mercado de ações, são os mais preocupados em acompanhar seus investimentos de perto: 30% dos Millennials dão uma olhadinha nas suas aplicações mais de uma vez por semana. 

Quando o assunto é objetivo, o principal destino de seus retornos financeiros é a compra de um imóvel. Dentre as gerações, são eles os mais preocupados com a segurança financeira, que, para eles, é a principal vantagem em ter seu dinheiro aplicado. Já como desvantagem, apontam o baixo retorno obtido com as aplicações financeiras. 

Assim como os GenZ, os Millennials figuram entre os que fizeram mais de uma aplicação em 2021. E, depois da Geração Z, os Millennials são os que mais utilizam os meios digitais para realizar uma aplicação financeira. Para eles, o meio principal são os aplicativos dos bancos. 

Quando o assunto é buscar informação, os Millennials são digitais.  A maioria deles busca informação sobre o melhor investimento financeiro na internet, e o YouTube é o canal que tem a melhor performance entre eles. 

Geração X

Nem tão céu nem tão terra, essa geração busca o equilíbrio. 

Os nativos da Geração X estão um pouco lá e um pouco cá. Não são tão digitais, mas também não estão tão longe da tecnologia assim. 

Para 28% deles, uma conversa presencial com seu gerente ou assessor de investimento ainda é o melhor meio para se obter informações sobre o melhor produto financeiro para se investir. Já 17% buscam essas informações nos meios digitais em sites de notícias. 

Para a maior parte deles (39%), a televisão é o canal mais importante na busca por informação. O YouTube aparece em uma proporção menor, mas ainda bem relevante (27%). 

Quando o assunto é produto financeiro, a caderneta de poupança é a favorita de todas as gerações e, para 28% dos GenX, que conhecem algum tipo de investimento, não é diferente. Não muito popular entre os GenX estão as moedas digitais que foram indicadas somente por 1% dos entrevistados como destino de seus investimentos no ano passado. 

Boomers

Vamos falar de investimento tomando um café? Para eles, o olho no olho é muito importante. 

Cruzeiro? Cruzado? Cruzado Novo? Você pode não saber ao certo como era abrir a carteira e encontrar essas notas lá dentro, mas os Boomers lembram bem. Eles passaram por várias crises econômicas, viveram períodos de inflação e hiperinflação no Brasil e eles estavam lá, ativos economicamente, quando o Plano Real entrou em vigor. 

Para essa geração, a principal vantagem em aplicar seu dinheiro em produtos financeiros é a segurança e a principal desvantagem é o baixo retorno. Para os Boomers, ter uma conversa presencial com um profissional de mercado, como o gerente ou assessor de investimento, é o meio principal na busca por informações na hora de decidir qual o melhor produto financeiro para se investir. Diferente das gerações Z, Millennials e X, somente 2% buscam se informar com os influenciadores digitais. 

Já o canal mais usado pelos Boomers na hora de buscar informações sobre investimento é a televisão — somente 16% utilizam o YouTube e apenas 5%, o Instagram. 

Entre os meios utilizados para realizar uma aplicação financeira, 71% dizem ir diretamente ao banco para fazer algum investimento e somente 12% afirmam utilizar os aplicativos dos bancos. 

Diferente dos GenZ e dos Millennials, os Boomers preferem uma conversa presencial com seus gerentes ou assessores de investimento na hora de avaliar o desempenho das suas aplicações. E, diferente dos GenX, manter o dinheiro aplicado é o principal destino do retorno de seus investimentos. 

76+

Os veteranos têm um comportamento próprio. 

Eles já viram o início e o fim da guerra do Vietnã, a ascensão e a queda do muro de Berlim, a expansão da rede de telefonia. Enfim eles já viram muita coisa. E agora está na hora de ter um tempinho para relaxar. Mas nem por isso eles estão fora no mundo dos investimentos. Do seu jeito, a geração dos 76+ também investe.  

Considerando as pessoas dessa faixa etária que conhecem algum tipo de investimento, 22% investem na poupança. Ações e moedas digitais são um universo à parte para essa geração. 

Assim como os Boomers, quando desejam buscar informação, a maioria procura um aconselhamento presencial com seus gerentes ou assessores de investimento.

Influenciadores digitais? Não. Sua maior fonte de informação está nos bancos tradicionais; portais e blogs não estão no radar dessa geração. E, por ter o presencial como o principal meio utilizado para realizar investimentos, 81% vão até o banco na hora de investir. Mas existem os que estão mais conectados com a era digital: 5% deles realizam aplicações financeiras pelo site do banco. 

Na pesquisa, descobrimos ainda que, para as pessoas dessa geração que desfrutam da aposentadoria, somente 4% declararam que seu sustento atual vêm da previdência privada. A grande maioria (88%) declarou que seu rendimento atual vem do INSS. 

E, você, como tem lidado com essas questões ao investir o seu dinheiro? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências!

Seguradoras arrecadam R$ 108 bilhões até abril, alta de 16,6%

Susep dados até abril 2022

As receitas dos segmentos supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) somaram R$ 108 bilhões no primeiro quadrimestre de 2022, crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período de 2021, quando as receitas totalizaram R$ 92,68 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 22,4%, para R$ 33 bilhões até abril deste ano, face aos R$ 26,98 bilhões até abril do ano anterior. A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 14,27 bilhões no acumulado deste ano, valor 25,9% superior ao do mesmo período em 2021, quando foram arrecadados R$ 11,33 bilhões.

Desconsiderando-se auto, o desempenho das demais linhas de negócio dos seguros de danos, no acumulado de 2022, foi 19,9% superior aos quatro primeiros meses de 2021, apresentando crescimento de R$ 3,11 bilhões na arrecadação de prêmios. A linha de negócio riscos especiais patrimoniais foi destaque, com crescimento de 44,0% na arrecadação de prêmios no primeiro quadrimestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021. Os seguros das linhas rural e patrimoniais-outros também se destacaram, com crescimento acima de 30%.

Os seguros de pessoas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 62 bilhões nos quatro primeiros meses de 2022, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2021. O seguro de vida teve crescimento de 17% em relação ao ano anterior, arrecadando R$ 8,28 bilhões até abril de 2022.

VGBL– As contribuições do VGBL, no acumulado de 2022, totalizaram R$ 44,58 bilhões – vide Tabela 4 – valor 16,4% superior

à arrecadação no mesmo período de 2021. Já os resgates acumulados em 2022 apresentaram aumento de 22,89% em relação ao volume resgatado nos quatro primeiros meses do ano passado – conforme Tabela 5. No primeiro quadrimestre de 2022, as contribuições superaram os resgates em R$ 9,39 bilhões.

Rural – A linha de negócio rural vem se destacando nos últimos meses e apresentou, no acumulado do ano, crescimento de 35,7% em relação aos quatro primeiros meses de 2021 (Gráfico 2). Os prêmios arrecadados até abril de 2022 atingiram o montante de R$ 3,40 bilhões, contra os R$ 2,51 bilhões no mesmo período do ano anterior. A sinistralidade do seguro rural recuou para 102,2% em abril deste ano, após o pico de 342,8% em janeiro de 2022 – Gráfico 3. No acumulado do ano, a sinistralidade do seguro rural foi de 203,2%.

EZZE Seguros faz parceria com a Genial Investimentos e passa a oferecer Seguro Pix aos clientes da plataforma  

Fonte: EZZE

Em busca da desburocratização do mercado de seguros com o uso de tecnologia ligada à inovação e, assim, atender as principaisnecessidades de seus clientes, a EZZE Seguros firmou parceria com a Genial Investimentos e criou o Genial Seguro Pix. A modalidade garante que os clientes sejam indenizados ao serem coagidos para realizarem compras, transferências ou saques via Pix, DOC, TED ou TEF a partir da conta corrente, sem a possibilidade de recuperação dos valores. Além disso, os beneficiários do seguro possuem cobertura de morte acidental ou invalidez permanente total ou parcial por acidente.  

O sistema de transação financeira via Pix ganhou forte adesão entre os brasileiros. Segundo dados do Banco Central (BC), a partir do seu lançamento, em novembro de 2020, até setembro de 2021, o número de transferências feitas por essa modalidade cresceu 3.000%. Em 2021, o BC implementou uma série de mudanças nas regras doPix para aumentar a segurança do sistema após um aumento expressivo de fraudes, sequestros e outros crimes, trazendo a necessidade de adaptação dos bancos à modalidade, incluindo ações de segurança nas operações. 

Desenvolvido exclusivamente de acordo com as necessidades da Genial Investimentos, o Genial Seguro Pix tem operação totalmente digital e pode ser solicitado diretamente através de suas plataformas digitais. O início da vigência se dá após 24 horas do pagamento da primeira parcela, cobrada no momento da contratação do seguro. Os planos vão de R$ 3,99 até R$ 13,99 por mês. O acompanhamento de todo o processo é feito pelo cliente também de forma digital e online. 

“Somos uma seguradora que investe no digital e temos como objetivo oferecer aos nossos clientes soluções para atender às suas demandas. Adaptamos o seguro de acordo com o perfil dos clientes. Este é um diferencial da EZZE, customizamos os produtos conforme a necessidade de cada parceiro”, afirmou Juliana Fonseca, vice-presidente de Bancassurance da EZZE Seguros.  

Com agilidade no processo de desenvolvimento e implantação dos produtos, o Genial Seguro Pix foi entregue em menos de um mês pela seguradora. “Para se ter uma ideia, desde a primeira reunião sobre a parceria com a Genial Investimentos se passaram menos de 30 dias até a entrega do produto. Além de oferecermos um serviço flexível, totalmente online, garantimos que a solicitação do nosso cliente seja entregue com rapidez e qualidade”, disse o superintendente de Bancassurance da EZZE, Ricardo Ribeiro.