Gente Seguradora lança alternativa para corretor de auto driblar alta nos preços da apólice

Diante das dificuldades vividas pelo segmento de seguro automóvel, a Gente Seguradora disponibilizou aos corretores de seguros um produto com franquia para a cobertura de responsabilidade civil. “Esta é uma forma de não deixarmos de ofertar o produto, bem como reduzir o preço, tendo a participação do segurado num eventual acionamento da apólice”, explica Marcelo Wais, vice-presidente da empresa.

Poucas seguradoras, até agora, oferecem o seguro de RC com franquia, usada apenas para a cobertura de perda parcial no seguro de carro. No entanto, a iniciativa da Gente Seguradora mostra que se trata de uma tendência para este ano, momento em que o seguro de auto enfrenta desafios, que impactam na redução da lucratividade, acarretando movimentos de venda de carteiras, alta do preço e restrições de coberturas. 

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a sinistralidade no seguro auto ficou em 76,8% em março de 2022, frente aos 73,9% observados em fevereiro de 2022 e aos 55,7% de março de 2021. Uma alta substancial de quase 20 pontos percentuais. A elevação do preço se reflete no aumento da arrecadação de prêmios, com R$ 10,63 bilhões no primeiro trimestre deste ano, valor 23,3% superior ao do mesmo período em 2021, quando foram arrecadados R$ 8,62 bilhões. 

Segundo o executivo, com a queda da sinistralidade em 2020, diante da restrição de mobilidade no início da covid-19, muitas companhias reduziram seus preços para manter a carteira de clientes, muitos deles ainda em homeoffice. No entanto, o índice de acidentes voltou a subir rapidamente com a livre circulação. Este fato foi agravado com a inflação crescente, que não só valorizou excessivamente o preço dos veículos novos, mas também dos usados, além do aumento dos preços de peças e da mão-de-obra. 

Em tempos difíceis, a parceria se torna um laço fundamental. “Precisamos trazer soluções aos clientes e aos corretores de pequeno e médio porte para que eles não saiam do mercado securitário para o segmento de proteção veicular. A adoção de franquia traz para o segurado uma gestão compartilhada da sua frota. É uma possibilidade para não deixar o corretor sem alternativa para clientes com histórico de perdas”, argumenta. 

Wais se diz otimista. “Ajustes são necessários para equilibrar a carteira de auto. E neste período mais difícil, buscamos trazer soluções para nossos corretores parceiros, principalmente os de pequeno e médio porte, com dificuldades em concorrer com grandes players. Não sabemos se terá aderência, mas possibilita que o corretor tenha uma alternativa para seu cliente ao tentar equacionar este atual momento do mercado”, acrescenta. 

Lançar novos produtos está no programa da seguradora, que comemora neste ano seu cinquentenário. Além do seguro auto, que representa mais de 80% do faturamento da companhia, novos produtos entraram no radar da Gente Seguradora, como o seguro empresarial e bike. “Completamos em 12 de março deste ano nosso cinquentenário. Nesses 50 anos, vivemos muitas crises. O setor de seguros passou por bons momentos e outros piores. Essa experiência agrega maturidade para entendermos o momento que o mercado vive hoje e nos capacita para oferecer alternativas que agreguem valor ao crescimento de todo o setor”, finaliza o vice-presidente Marcelo Wais.

CNseg: próximos passos do BCB e do Fed dependem de dados de inflação e atividade

Pedro Simoes CNseg

A semana que passou foi marcada pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA. No Brasil, a Selic foi elevada em 0,50 p.p., para 13,25%, como previsto. Além disso, o Copom, no comunicado divulgado, afirmou que pretende continuar a elevar a taxa básica de juros nas próximas reuniões. “A intensidade desse aumento deve depender da divulgação dos dados de inflação e atividade até a próxima reunião. As medidas extraordinárias para conter a alta dos preços – que avançaram na semana com a aprovação na Câmara e Senado do PLP-18/2022 – devem tirar pontos da inflação este ano, mas não necessariamente alteram a pressão nos preços daí para frente”, comenta diz Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg. 

De acordo com o economista, não causam incerteza apenas sobre as projeções para a inflação – e consequentemente os juros – neste e no próximo ano, mas também sobre o ambiente fiscal e econômico do País, com consequências que já podem ser observadas nos prêmios de risco nas últimas semanas.

Nos EUA, o FOMC do Federal Reserve aumentou a Fed Funds Rate em 0,75p.p., a maior elevação desde 1994, levando a taxa básica de juros da economia americana para o intervalo de 1,5% a 1,75%. Em entrevista logo após a decisão, o presidente do Fed, J. Powell, enfatizou o “forte compromisso” com a meta de 2% para a inflação na maior economia que, em maio – último dado disponível – alcançou 8,6% em 12 meses. Foi deixada aberta a possibilidade de outro aumento de 0,75p.p. ou de um menos intenso, de 0,50p.p. na próxima reunião do FOMC, em julho. 

Simões comenta que debates sobre estagflação em diversas partes do mundo, particularmente na Europa, intensificaram-se com a clara postura mais contracionista dos Bancos Centrais mundiais. “Nesse contexto, as discussões agora se voltam para se a desaceleração econômica global, que virá com as condições monetárias mais restritas e choques de oferta, será um “hard” ou “soft-landing”, ou seja, se a economia global desacelerará de modo duro, com possível recessão ou se de modo mais suave, apenas com redução nas taxas de crescimento”. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

O que assusta os “risks management”, segundo pesquisa da FERMA

FERMA-Dirk Wegener 2

Atualmente, um dos principais desafios dos gestores de riscos, ou risks management, é a volatilidade geopolítica, que tem afetado a cadeia de suprimentos dos principais grupos econômicos. “A situação geopolítica tomou uma dimensão nunca vista e isso faz com que as empresas repensem a cadeia de suprimentos. O mundo está passando por uma revolução e temos de repensar os riscos. Para alguns problemas gerados por este cenário de pandemia e de guerra o programa de seguro não conta com cobertura ou tem apenas cobertura parcial”, afirmam Dirk Wegener (foto), presidente da Federation of European Risk Management Associations #FERMA, e Jorge Luzzi – AIRM – RIMAP , presidente da APOGERIS, especializado em gestão de risco. Juntos, eles coordenaram uma mesa de debates com mais de 40 gestores de riscos reunidos no Porto, Portugal, em maio, durante o evento Brokerslink 2022.

Para ilustrar, Luzzi cita uma das maiores cervejaria da Espanha. Ela comprava cereais da Rússia e da Ucrânia. Acabou. Com o início da guerra ficou sem seus fornecedores. Então ela foi buscar fornecedores em Portugal, mas com alta de preços de até 25%. É um risco e tanto para as empresas. Outro exemplo é o transporte. Uma empresa do Japão mandava matéria prima para Alemanha por avião. Agora tem de encontrar como distribuir seus produtos, pois não se pode voar pelo espaço aéreo russo. “Se consegue entregar a matéria prima em tempo, se cumpre o contrato. Se não, tem de buscar outro fornecedor, que geralmente cobra até 30% mais. Se amanhã termina a guerra, vão voltar a comprar cerais da Rússia, mesmo com a insegurança política? Estes exemplos mostram que temos de rever nossas estratégias e considerar riscos que agora estão muito mais severos”, alerta.

Outro problema colocado na mesa de discussões pelos gestores de riscos é convencer os seus superiores, com CEOs e presidente do conselho de administração, que o programa de seguro está mais caro, mesmo se a empresa não registrou grandes sinistros. Luzzi ressaltou que este é um problema mundial e que afeta o resseguro, o seguro das seguradoras. “O atual cenário de resseguro é conhecido como “hard market”, quando os preços sobem e as condições de cobertura ficam mais restritas. “Os resseguradoras perderam dinheiro com a pandemia e com catástrofes, diante de indenizações bilionárias. Com pouco capital, os resseguradores buscam ganhar mais no mercado financeiro. Isso deixa as seguradoras com dificuldades. Com capital restrito dos resseguradoras em seus contratos, ou não conseguem cobertura para os riscos ou pagam mais caro”, explica Luzzi.

Dirk Wegener, presidente da Ferma e líder de seguro corporativo do Deutsche Bank destacou os desafios mundiais vivido pelos gestores para protegerem suas empresas neste mundo com tantos desafios, como inflação alta, conflitos sociais, guerras, pandemias e ataques cibernéticos. “O desafio para o gerente de risco é atuar como um líder de risco na organização, reunindo as diferentes funções e gerenciamento em uma abordagem holística em toda a empresa. Dessa forma, o negócio pode ser resiliente a choques e se desenvolver de forma sustentável”, recomenda.

Segundo ele, hoje, à luz da pandemia e da guerra na Ucrânia, está mais claro do que nunca como os riscos estão interconectados. “Tais eventos desencadeiam muitas consequências, por exemplo, interrupções nas cadeias de suprimentos e aumento dos preços e escassez de commodities. Os riscos cibernéticos são uma ameaça contínua. As mudanças climáticas e os riscos relacionados, como desastres naturais, exigem a atenção da alta administração e dos especialistas em riscos”, acrescentou.

Pesquisa FERMA revela riscos cibernéticos como o que mais preocupa os gestores

A FERMA acaba de publicar a edição 2022 do European Risk Manager Survey. Os entrevistados da pesquisa identificaram os seguintes riscos como as principais ameaças críticas para suas organizações em 2022: ameaças cibernéticas (63%); falha na cadeia de suprimentos e distribuição (49%); questões geopolíticas e econômicas (ambas 31%). Já em 5 anos, a mudança de comportamento do cliente (32%); ameaças cibernéticas (35%) e crescimento econômico incerto (32%) estão entre as principais. Em 10 anos: mudanças climáticas e danos ambientais (48%); mudança de comportamento do cliente (24%) e desastres naturais (21%).

Em relação ao “hard Market”, a Pesquisa FERMA revela que 78% dos entrevistados relataram um impacto significativo do aumento dos preços dos seguros; 73% relatam um impacto significativo de limites e exclusões em riscos específicos; 71% sofreram uma redução significativa na capacidade; 41% acreditam que alguns locais ou atividades de negócios se tornarão não seguráveis ​​no futuro.

A FERMA reconhece o impacto do hard market nos compradores de seguros corporativos. “Defendemos a necessidade de um novo modelo de parceria entre os compradores de seguros corporativos e o setor, baseado em maior transparência e atendimento”, comenta. De acordo com ele, a federação apoia os membros destacando as questões com a autoridade reguladora de seguros europeia, EIOPA e instituições europeias. “Também estamos trabalhando no Projeto Lucy com vários membros para compilar dados de mercado sobre seguro contra riscos cibernéticos que apoiarão os gerentes de risco em suas negociações com as seguradoras”, enumera o presidente da FERMA.

Segundo ele, no mercado hard, as cativas são uma alternativa cada vez mais importante para o mercado de seguros comerciais para muitas empresas. “A FERMA está defendendo com sucesso a regulação proporcional de cativos sob o regulamento prudencial de Solvência II revisado, o que tornará esta uma opção acessível para mais empresas”, contou ele ao blog Sonho Seguro.

Como federação, a FERMA foca a sua atividade nas áreas particulares onde pode dar mais apoio aos nossos membros, que são associações nacionais de gestão de risco em 21 países europeus, incluindo a Apogeris, comandada por Luzzi, em Portugal. “Temos quatro prioridades em nosso trabalho de advocacia. Existem riscos sistêmicos, sustentabilidade, digitalização e transferência de riscos. Criamos também a Rimap, uma certificação profissional europeia, para apoiar os gestores de risco na superação destes desafios e na construção das suas carreiras.

“No Fórum FERMA de 9 a 11 de outubro em Copenhague, enfatizaremos a importância de restaurar a parceria entre a indústria de seguros e os compradores de seguros corporativos. O evento também será uma oportunidade para os gestores de risco apresentarem seus pontos de vista aos líderes do setor de seguros.

Anbima: Como cada geração se comporta no mundo dos investimentos?

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Fonte: Anbima

Você já parou para pensar que o comportamento financeiro de cada pessoa pode estar relacionado com a geração da qual ela faz parte? Afinal, na hora de investir, além dos diversos fatores como classe social, gênero, localização geográfica, fatores psicológicos, entre outros, a faixa etária também pode influenciar suas decisões e objetivos. 

A ANBIMA publicou neste ano mais uma edição do Raio X do Investidor Brasileiro e colocou como um dos pontos de análise a geração. 

Neste artigo, vamos apresentar alguns resultados encontrados no estudo. Portanto, os dados aqui descritos fazem referência a essa pesquisa, combinado? 

Para que você possa compreender melhor os dados apresentados, é importante saber que o levantamento foi feito em parceria com o Datafolha e foram entrevistadas mais de 5 mil pessoas de todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais. 

Quer saber mais? Continue a leitura e descubra qual é o comportamento de cada geração quando o assunto é o mundo dos investimentos. 

Geração Z

Eles são jovens, mas estão mais conectados do que muitos “veteranos” por aí. 

Investimento presencial? Sem chance. Os investidores da Geração Z querem fazer tudo pela internet. São eles os que mais utilizam aplicativos, site de bancos e corretoras para realizarem seus investimentos. 

Quando o assunto é buscar informação, sites, blogs, influenciadores é o que está no topo da lista dessa geração. Para 45% deles, o motivo para acompanhar um influenciador é o conteúdo das postagens, sejam elas em formato de texto ou vídeo. Os canais mais usados são YouTube e Instagram. 

E, quando questionados sobre quais são as vantagens de investir seu rico dinheirinho, 33% dizem querer ter alguma segurança, ou seja, montar uma reserva de emergência é algo muito importante. Já para 25%, o foco está no retorno financeiro que seus investimentos podem trazer. 

Os objetivos dos GenZ também são um pouco diferentes das demais gerações. Enquanto menos de 10% das pessoas dessas outras faixas etárias estão preocupadas em juntar uma grana para investir em educação, 15% dos GenZ têm como destino para seus retornos financeiros os estudos.  

Eles também foram os mais ativos no mundo dos investimentos em 2021: 59% deles investiram mais de uma vez no ano passado. Eles são também os que mais comparam o rendimento atual com o rendimento do passado para avaliar o desempenho de suas aplicações. Mas aqui é bom lembrar que, para além do rendimento bruto, é importante considerar também as taxas e a inflação para saber qual foi o rendimento real de um investimento, combinado? 

Millennials

As mudanças e adaptações estão no seu DNA. 

Eles nasceram em um mundo semidigital, mas se adaptaram rapidinho. Os Millennials estão, junto com a Geração X, entre os que mais investiram em produtos financeiros em 2021. Eles também estão entre os que mais investiram no mercado acionário e em títulos públicos. 

Por serem os que mais investiram no mercado de ações, são os mais preocupados em acompanhar seus investimentos de perto: 30% dos Millennials dão uma olhadinha nas suas aplicações mais de uma vez por semana. 

Quando o assunto é objetivo, o principal destino de seus retornos financeiros é a compra de um imóvel. Dentre as gerações, são eles os mais preocupados com a segurança financeira, que, para eles, é a principal vantagem em ter seu dinheiro aplicado. Já como desvantagem, apontam o baixo retorno obtido com as aplicações financeiras. 

Assim como os GenZ, os Millennials figuram entre os que fizeram mais de uma aplicação em 2021. E, depois da Geração Z, os Millennials são os que mais utilizam os meios digitais para realizar uma aplicação financeira. Para eles, o meio principal são os aplicativos dos bancos. 

Quando o assunto é buscar informação, os Millennials são digitais.  A maioria deles busca informação sobre o melhor investimento financeiro na internet, e o YouTube é o canal que tem a melhor performance entre eles. 

Geração X

Nem tão céu nem tão terra, essa geração busca o equilíbrio. 

Os nativos da Geração X estão um pouco lá e um pouco cá. Não são tão digitais, mas também não estão tão longe da tecnologia assim. 

Para 28% deles, uma conversa presencial com seu gerente ou assessor de investimento ainda é o melhor meio para se obter informações sobre o melhor produto financeiro para se investir. Já 17% buscam essas informações nos meios digitais em sites de notícias. 

Para a maior parte deles (39%), a televisão é o canal mais importante na busca por informação. O YouTube aparece em uma proporção menor, mas ainda bem relevante (27%). 

Quando o assunto é produto financeiro, a caderneta de poupança é a favorita de todas as gerações e, para 28% dos GenX, que conhecem algum tipo de investimento, não é diferente. Não muito popular entre os GenX estão as moedas digitais que foram indicadas somente por 1% dos entrevistados como destino de seus investimentos no ano passado. 

Boomers

Vamos falar de investimento tomando um café? Para eles, o olho no olho é muito importante. 

Cruzeiro? Cruzado? Cruzado Novo? Você pode não saber ao certo como era abrir a carteira e encontrar essas notas lá dentro, mas os Boomers lembram bem. Eles passaram por várias crises econômicas, viveram períodos de inflação e hiperinflação no Brasil e eles estavam lá, ativos economicamente, quando o Plano Real entrou em vigor. 

Para essa geração, a principal vantagem em aplicar seu dinheiro em produtos financeiros é a segurança e a principal desvantagem é o baixo retorno. Para os Boomers, ter uma conversa presencial com um profissional de mercado, como o gerente ou assessor de investimento, é o meio principal na busca por informações na hora de decidir qual o melhor produto financeiro para se investir. Diferente das gerações Z, Millennials e X, somente 2% buscam se informar com os influenciadores digitais. 

Já o canal mais usado pelos Boomers na hora de buscar informações sobre investimento é a televisão — somente 16% utilizam o YouTube e apenas 5%, o Instagram. 

Entre os meios utilizados para realizar uma aplicação financeira, 71% dizem ir diretamente ao banco para fazer algum investimento e somente 12% afirmam utilizar os aplicativos dos bancos. 

Diferente dos GenZ e dos Millennials, os Boomers preferem uma conversa presencial com seus gerentes ou assessores de investimento na hora de avaliar o desempenho das suas aplicações. E, diferente dos GenX, manter o dinheiro aplicado é o principal destino do retorno de seus investimentos. 

76+

Os veteranos têm um comportamento próprio. 

Eles já viram o início e o fim da guerra do Vietnã, a ascensão e a queda do muro de Berlim, a expansão da rede de telefonia. Enfim eles já viram muita coisa. E agora está na hora de ter um tempinho para relaxar. Mas nem por isso eles estão fora no mundo dos investimentos. Do seu jeito, a geração dos 76+ também investe.  

Considerando as pessoas dessa faixa etária que conhecem algum tipo de investimento, 22% investem na poupança. Ações e moedas digitais são um universo à parte para essa geração. 

Assim como os Boomers, quando desejam buscar informação, a maioria procura um aconselhamento presencial com seus gerentes ou assessores de investimento.

Influenciadores digitais? Não. Sua maior fonte de informação está nos bancos tradicionais; portais e blogs não estão no radar dessa geração. E, por ter o presencial como o principal meio utilizado para realizar investimentos, 81% vão até o banco na hora de investir. Mas existem os que estão mais conectados com a era digital: 5% deles realizam aplicações financeiras pelo site do banco. 

Na pesquisa, descobrimos ainda que, para as pessoas dessa geração que desfrutam da aposentadoria, somente 4% declararam que seu sustento atual vêm da previdência privada. A grande maioria (88%) declarou que seu rendimento atual vem do INSS. 

E, você, como tem lidado com essas questões ao investir o seu dinheiro? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências!

Seguradoras arrecadam R$ 108 bilhões até abril, alta de 16,6%

Susep dados até abril 2022

As receitas dos segmentos supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) somaram R$ 108 bilhões no primeiro quadrimestre de 2022, crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período de 2021, quando as receitas totalizaram R$ 92,68 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 22,4%, para R$ 33 bilhões até abril deste ano, face aos R$ 26,98 bilhões até abril do ano anterior. A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 14,27 bilhões no acumulado deste ano, valor 25,9% superior ao do mesmo período em 2021, quando foram arrecadados R$ 11,33 bilhões.

Desconsiderando-se auto, o desempenho das demais linhas de negócio dos seguros de danos, no acumulado de 2022, foi 19,9% superior aos quatro primeiros meses de 2021, apresentando crescimento de R$ 3,11 bilhões na arrecadação de prêmios. A linha de negócio riscos especiais patrimoniais foi destaque, com crescimento de 44,0% na arrecadação de prêmios no primeiro quadrimestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021. Os seguros das linhas rural e patrimoniais-outros também se destacaram, com crescimento acima de 30%.

Os seguros de pessoas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 62 bilhões nos quatro primeiros meses de 2022, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2021. O seguro de vida teve crescimento de 17% em relação ao ano anterior, arrecadando R$ 8,28 bilhões até abril de 2022.

VGBL– As contribuições do VGBL, no acumulado de 2022, totalizaram R$ 44,58 bilhões – vide Tabela 4 – valor 16,4% superior

à arrecadação no mesmo período de 2021. Já os resgates acumulados em 2022 apresentaram aumento de 22,89% em relação ao volume resgatado nos quatro primeiros meses do ano passado – conforme Tabela 5. No primeiro quadrimestre de 2022, as contribuições superaram os resgates em R$ 9,39 bilhões.

Rural – A linha de negócio rural vem se destacando nos últimos meses e apresentou, no acumulado do ano, crescimento de 35,7% em relação aos quatro primeiros meses de 2021 (Gráfico 2). Os prêmios arrecadados até abril de 2022 atingiram o montante de R$ 3,40 bilhões, contra os R$ 2,51 bilhões no mesmo período do ano anterior. A sinistralidade do seguro rural recuou para 102,2% em abril deste ano, após o pico de 342,8% em janeiro de 2022 – Gráfico 3. No acumulado do ano, a sinistralidade do seguro rural foi de 203,2%.

EZZE Seguros faz parceria com a Genial Investimentos e passa a oferecer Seguro Pix aos clientes da plataforma  

Fonte: EZZE

Em busca da desburocratização do mercado de seguros com o uso de tecnologia ligada à inovação e, assim, atender as principaisnecessidades de seus clientes, a EZZE Seguros firmou parceria com a Genial Investimentos e criou o Genial Seguro Pix. A modalidade garante que os clientes sejam indenizados ao serem coagidos para realizarem compras, transferências ou saques via Pix, DOC, TED ou TEF a partir da conta corrente, sem a possibilidade de recuperação dos valores. Além disso, os beneficiários do seguro possuem cobertura de morte acidental ou invalidez permanente total ou parcial por acidente.  

O sistema de transação financeira via Pix ganhou forte adesão entre os brasileiros. Segundo dados do Banco Central (BC), a partir do seu lançamento, em novembro de 2020, até setembro de 2021, o número de transferências feitas por essa modalidade cresceu 3.000%. Em 2021, o BC implementou uma série de mudanças nas regras doPix para aumentar a segurança do sistema após um aumento expressivo de fraudes, sequestros e outros crimes, trazendo a necessidade de adaptação dos bancos à modalidade, incluindo ações de segurança nas operações. 

Desenvolvido exclusivamente de acordo com as necessidades da Genial Investimentos, o Genial Seguro Pix tem operação totalmente digital e pode ser solicitado diretamente através de suas plataformas digitais. O início da vigência se dá após 24 horas do pagamento da primeira parcela, cobrada no momento da contratação do seguro. Os planos vão de R$ 3,99 até R$ 13,99 por mês. O acompanhamento de todo o processo é feito pelo cliente também de forma digital e online. 

“Somos uma seguradora que investe no digital e temos como objetivo oferecer aos nossos clientes soluções para atender às suas demandas. Adaptamos o seguro de acordo com o perfil dos clientes. Este é um diferencial da EZZE, customizamos os produtos conforme a necessidade de cada parceiro”, afirmou Juliana Fonseca, vice-presidente de Bancassurance da EZZE Seguros.  

Com agilidade no processo de desenvolvimento e implantação dos produtos, o Genial Seguro Pix foi entregue em menos de um mês pela seguradora. “Para se ter uma ideia, desde a primeira reunião sobre a parceria com a Genial Investimentos se passaram menos de 30 dias até a entrega do produto. Além de oferecermos um serviço flexível, totalmente online, garantimos que a solicitação do nosso cliente seja entregue com rapidez e qualidade”, disse o superintendente de Bancassurance da EZZE, Ricardo Ribeiro.  

Conheça os vencedores do Efma-Accenture Innovation in Insurance Awards 2022

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Os vencedores do sétimo prêmio anual de inovação em seguros Efma e Accenture se destacaram em foco no cliente, aplicações criativas de inteligência artificial (IA) e automação, bem como sustentabilidade. O programa global de prêmios, que reconhece as melhores ideias e projetos inovadores em seguros, atraiu 398 inscrições de 251 instituições em 44 países.

Os vencedores foram selecionados em sete categorias por um painel de 37 juízes, incluindo executivos seniores de seguradoras de todo o mundo. Cada entrada foi avaliada usando três critérios: originalidade; capacidade estratégica para gerar vantagem competitiva de longo prazo e retorno sobre o investimento; e adaptabilidade para uso em outros mercados e países.

“Gostaríamos de parabenizar os vencedores e agradecer a todos os participantes por apresentarem muitas inovações fantásticas novamente este ano”, comentou John Berry, CEO da Efma, que foi renomeada como “Qorus”.

Os vencedores do Efma-Accenture Innovation in Insurance Awards 2022 são:

AIA (Tailândia) – recebeu o prêmio “Connected Ecosystems & Marketplaces 2022” por seu aplicativo móvel ALive. Esse ecossistema de ofertas de saúde e bem-estar visa colocar a comunidade em seu centro, apoiando famílias jovens e ajudando-as a levar uma vida mais saudável, mais longa e melhor.

Bolttech (Cingapura) – recebeu o prêmio “Insurtech 2022” pelo Click-to-Protect (CTP), uma ferramenta de diagnóstico para seguro e proteção de dispositivos móveis que é oferecida aos parceiros por meio de uma oferta de marca branca. Ele usa IA e aprendizado de máquina para avaliar a condição de qualquer smartphone novo ou usado, sem a necessidade de um aplicativo.

Discovery (África do Sul) – recebeu o prêmio “Product & Service Innovation 2022” pelo Discovery Hospital at Home, que oferece um ambiente alternativo de atendimento para uma variedade de condições médicas e pós-cirúrgicas que, de outra forma, exigiriam internação hospitalar.

Allianz Partners (Espanha) – recebeu o prémio “Re-imagining the Customer Experience 2022″ para o Visi´Home, um serviço de vídeo-diagnóstico que apoia os clientes remotamente.

PZU (Polônia) – recebeu o prêmio “Social, Sustainable & Responsible 2022″ para AI Skin Cancer Prevention. Os clientes podem acessar a pré-triagem do câncer de pele de maneira rápida e fácil por meio de um aplicativo móvel habilitado para IA.

Zurich Insurance Co. (Espanha) – recebeu o prêmio “Workforce Transformation 2022” pelo One Zurich, um aplicativo móvel completo para funcionários da Zurich que simplifica a experiência do dia-a-dia, seja em casa ou no escritório.

Discovery (África do Sul) – nomeada “Global Innovator 2022” por apresentar várias inovações, tais como:

Hospital Descoberta em Casa. Este programa oferece recursos de telessaúde, ferramentas digitais para membros e médicos e dispositivos de monitoramento remoto para permitir o rastreamento em tempo real do progresso clínico e entrega rápida de cuidados.

Força da descoberta na unidade – Vacinando uma nação. Este programa apoia o programa de vacinação COVID-19 da África do Sul, estabelecendo nove locais de vacinação para complementar a capacidade.

Calculadora de futuros saudáveis. A calculadora analisa a biometria exclusiva de um cliente individual para fornecer uma visão geral básica de sua saúde e fornece recomendações e insights pessoais e baseados na ciência.

Alerta de movimento. Essa ferramenta utiliza tecnologia de telemática para detectar quando um veículo pode ter sido roubado, alertando o proprietário e iniciando os serviços de recuperação do veículo automaticamente.

Patrulha do Buraco. Em parceria com a Dialdirect e a Prefeitura de Joanesburgo, esse programa gerencia e conserta buracos para tornar as estradas mais seguras, usando um aplicativo para denúncia de buracos.


Seguradora EZZE contrata especialistas em seguro de vida para atrair o corretor com atendimento diferenciado

Ezze Seguros

O seguro de vida, antes concentrado em seguradoras ligadas a bancos, tem atraído um número maior de seguradoras independentes e de corretores de seguros. A razão é simples: é um dos produtos que mais tem crescido no mercado de seguros do Brasil. A EZZE Seguros, que há dois anos entrou na disputa deste nicho, vem investindo pesado na estrutura de atendimento para atrair corretores com um processo de venda e pós-venda humanizado e digital. 

Waldecyr Schilling (foto), sócio diretor executivo comercial e head de vida da EZZE Seguros, conta que a trágica vivência com a Covid-19 despertou nas pessoas mais sensibilidade e curiosidade para conhecer mais os seguros que hoje existem para proteger as finanças das empresas e famílias. “A concorrência mais acirrada tira todos da zona de conforto e o resultado é que há produtos mais modernos. Temos flexibilidade para atendimento às necessidades dos mais variados grupos. São mais de 40 coberturas e assistências disponíveis, como cobertura para vítimas de discriminação ou preconceito, telemedicina, assistência PET, dentre outras”, afirma o executivo.  

O resultado de ter produtos mais modernos e maior oferta está explicito no maior faturamento do setor. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o volume de prêmios dos seguros de pessoas totalizou R$ 50,8 bilhões em 2021, alta de 12,4% comparado a 2020. O destaque foi o seguro de vida individual, com crescimento de 17,4% em 2021 e segue em alta de 24%, segundo dados do mês de março de 2022. Na outra ponta, as seguradoras indenizaram R$ 6,5 bilhões por Covid-19, pagos para quase 170 mil apólices de seguro de vida, mesmo sendo pandemia uma cláusula de exclusão. 

“Os que tinham uma apólice, seja empresarial ou individual, deixaram o benefício para a família, que passou a valorizar o seguro. E os que não tinham, buscam mais informações das coberturas e serviços disponíveis tanto para uso em vida como para indenizar um beneficiário em caso de morte”, comenta Anderson Conceição, diretor técnico de vida da EZZE Seguros.

Com dois anos de atuação, iniciados logo após o anúncio de lockdowns da Covid-19, a seguradora emitiu R$ 40 milhões em prêmios em seguro vida em 2021e pagou mais de R$ 12 milhões em indenizações nas apólices de seguro de vida em grupo. A carteira conta com quase 100 mil segurados até abril deste ano, sendo a maior parte proveniente de contratos de seguro de vida por adesão. 

Atualmente, a EZZE Seguros atua com foco seguros de vida empresarial e por adesão (sindicatos, órgãos públicos e associados). “Temos já aprovados parrudos investimentos em pessoas e em tecnologia para dobrarmos a nossa carteira em 2022, inclusive com uma plataforma digital para a nossa estreia em seguro individual além de melhorias e atualizações no produto Vida PME, com uma modelagem 100% digital”, conta Conceição.

Para chegar aos R$ 80 milhões previsto para este ano, o grupo investe em tecnologia e na ampliação da equipe comercial. Um dos grandes diferenciais destacados pelos executivos é ter profissionais especializados para atender corretores em suas dúvidas e responsáveis pela implementação da carteira, processo trabalhoso e que demanda tempo e conhecimento para garantir a boa gestão da carteira e um atendimento pós-venda de qualidade.

Waldecyr Schilling contratou sete especialistas, escolhidos a dedo em concorrentes especializadas em vida. Debora Ribeiro é responsável pelos negócios nas filiais Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Fernando Pedrosa em Minas Gerais, Norte, Nordeste e Centro-Oeste; Karina Paiva responde pelas filiais do interior paulista; Lidiane Paiva no Paraná, Maria Boas coordena as filiais da capital paulista e Andrea Ferreira que responde por Rio de Janeiro e Espírito Santo.  

“Com um time deste, nos diferenciamos da concorrência. Os corretores já percebem nosso movimento e temos certeza de que a qualidade de nosso atendimento nos fará não só bater a meta, como podemos superar a expectativa dos nosso board”, aposta Schilling. “Outra vantagem é que somos uma startup nacional. As decisões aqui, como, por exemplo, valor de capital, são ágeis, e todo o time de profissionais está à disposição dos corretores para quaisquer dúvidas”, reforçam os entrevistados. 

Conceição frisa que o segmento de vida é um dos mais destacados, com grande potencial de crescimento. Apesar de o seguro de vida ter avançado nos últimos anos — já ultrapassou a venda de seguro de carro –, a penetração deste segmento no Produto Interno Bruto (PIB) ainda é ínfima: menos de 0,63% contra algo acima de 5% no mundo. Para este ano, a prioridade do setor está em levar mais proteção às famílias.

“Por isso temos muitas novidades para que os corretores conquistem seus clientes com produtos mais aderentes às suas necessidades. Estamos construindo um relacionamento de longo prazo e o atendimento é a nossa principal arma nesta disputa”, finaliza o diretor técnico de vida da EZZE Seguros. 

Câmara aprova MP que cria marco regulatório da securitização 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) a Medida Provisória 1103/22, que estabelece um marco regulatório das companhias securitizadoras. A MP também cria a Letra de Risco de Seguro (LRS) para ampliar as opções de diluição do risco de operações de seguros, previdência complementar, saúde suplementar ou resseguro. O texto será enviado ao Senado.

A MP foi aprovada na forma de um substitutivo do relator, deputado Lucas Vergílio (Solidariedade-GO), que fez mudanças pontuais e propôs nova regulação para os corretores de seguros. “O marco da securitização é uma demanda de longa data dos setores interessados e viabilizará a consolidação desse mercado de recebíveis, com efeitos diretos e indiretos em diversos setores da economia”, afirmou.

“Como destacado na exposição de motivos dessa MP, eventos recentes que abalaram o País, como o rompimento de barragens e enchentes em diversos estados, demonstram a necessidade da existência de um mercado de seguros estruturado para combater o efeito de catástrofes”, disse Lucas Vergilio, em resposta a deputados que haviam questionado sobre a urgência da medida.

As securitizadoras são empresas não financeiras especializadas em colocar no mercado títulos representativos de direitos de créditos a receber. Esses títulos, chamados de certificados de recebíveis (CR), são comprados por investidores que recebem em troca uma remuneração (juros mais correção monetária, por exemplo). Até a MP, a legislação contemplava a emissão de certificados imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

O interessado em obter um financiamento estruturado mais em conta que o do setor bancário (um shopping em ampliação, por exemplo) busca a companhia securitizadora para montar um certificado a ser lançado no mercado. No exemplo, dando como garantia os aluguéis a receber das lojas a construir.

Nessa estruturação, após avaliação de risco, é definido o juro a pagar pelo interessado na emissão ou um deságio para recebimento imediato.

A securitizadora então calcula sua margem de lucro e despesas, lançando o CR no mercado para captar o dinheiro que vai financiar o objetivo do interessado, definindo também a remuneração do investidor.

Com a MP, várias regras são impostas para esse tipo de certificado, mas, ao contrário do CRI e do CRA, não haverá isenção de imposto de renda para o investidor.

Outros títulos
Além dos direitos a receber (direitos creditórios), a MP define regras que serão objeto de norma da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também para outros valores mobiliários representantes de operações de securitização (debêntures ou notas comerciais, por exemplo).

Geralmente vinculados a um pagamento em dinheiro, os certificados de recebíveis poderão ser quitados ainda com a dação em pagamento dos direitos a receber que representam.

Para estruturar os CRs, as securitizadoras poderão complementar a garantia de sua emissão por meio de aval, mas nesse caso será proibido cancelá-lo ou pagá-lo parcialmente.

De qualquer forma, a companhia securitizadora responde pela origem e pela autenticidade dos direitos creditórios vinculados ao CR emitido, cujo valor não poderá ser superior ao valor total dos direitos que servem de lastro mais outros ativos vinculados (garantias adicionais).

Para dar mais segurança a essas operações, o relator incluiu dispositivo determinando a compra de todos os direitos que servirão de lastro antes da integralização dos certificados.

Os Certificados de Recebíveis de mesma emissão serão lastreados pela mesma carteira de direitos creditórios.

Vinculação cambial
Os CRs de cada emissão feita pela securitizadora serão formalizados por meio de um termo de securitização com várias informações, como:

– descrição dos direitos creditórios que compõem o lastro do CR;

– remuneração por taxa de juros fixa, flutuante ou variável, que poderá contar com prêmio, fixo ou variável e capitalização no período;

– cláusula de correção por variação cambial, se houver;

– garantias fidejussórias ou reais de amortização, se houver;

– hipóteses em que a companhia securitizadora poderá ser destituída ou substituída.

Para poder ser emitido, um CR com cláusula de correção pela variação cambial deverá estar vinculado integralmente a direitos creditórios com cláusula de correção na mesma moeda e ser emitido em favor de investidor residente ou domiciliado no exterior.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá autorizar a emissão em favor de residente no Brasil se forem seguidas outras condições que estipular.

Quando a distribuição do CR for feita no exterior, ele poderá ser registrado em entidade de registro e de liquidação financeira do país de distribuição, desde que a entidade seja autorizada em seu país de origem e seja supervisionada por autoridade estrangeira com a qual a CVM tenha firmado acordo de cooperação mútua para intercâmbio de informações sobre as operações realizadas nos mercados supervisionados.

Alternativamente, a entidade pode ser signatária de memorando multilateral de entendimentos da Organização Internacional das Comissões de Valores.

Classes subordinadas
Será possível ainda a divisão dos CRs em diferentes classes ou séries, inclusive com a possibilidade de inclusão posterior de novas classes e séries e, quando for o caso, complementação de lastro.

Dentro dessas classes de mesma emissão, será permitido haver preferência de uma classe sobre outra para fins de amortização e resgate dos CRs, devendo essas informações constarem do termo.

Revolvência
O texto consagra mecanismo autorizado pela CVM para o CRA, conhecido como revolvência. Esta possibilidade atende setores da economia que possuem recebíveis de curto prazo e desejam realizar transações que tenham prazo superior ao ciclo dos recebíveis emitidos.

Assim, recursos obtidos com o pagamento dos direitos creditórios originais poderão ser usados para a substituição ou aquisição de outros direitos, mas o termo de securitização deverá detalhar os procedimentos, os critérios de elegibilidade e o prazo para a compra, sob pena de amortização antecipada obrigatória dos certificados de recebíveis.

A companhia securitizadora poderá ainda celebrar com investidores uma promessa de compra de CRs para receber os recursos antecipadamente para estruturar o título usando os recursos para comprar os direitos creditórios que servirão de lastro para a sua emissão.

Para isso, ela deve fazer uma chamada de capital segundo um cronograma esperado para a compra dos direitos creditórios.

Registro
Quando ofertado publicamente ou negociado em mercados organizados de valores mobiliários, o CR deverá ser obrigatoriamente submetido a depósito em entidade autorizada pelo Banco Central ou pela CVM a exercer essa atividade.

ARTIGO: o desafio da gestão do segmento de seguros de oléo e gás

Por Sérgio Botelho, diretor de Power & Energy da MDS Brasil

O setor de Oil & Gas tem um papel estratégico na geração de insumos para uma enorme cadeia industrial. As extrações onshore e offshore geram suporte no fornecimento de amônia, solventes, asfalto, petrolatos e muitas outras matérias-primas de cadeias diversificadas que englobam desde um copo plástico até a composição de fertilizantes fundamentais para o agronegócio, por exemplo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), mais de 90% da área de bacias sedimentares nacionais ainda não foram estudadas. E, mesmo assim, estudos da Agência Nacional de Petróleo mostram que a produção de petróleo e gás natural cresceu 52,71% de 2010 a 2020. O país quebrou seu recorde de produção em 2019, superando, pela primeira vez, a marca de 1 bilhão de barris, e o aumento da extração de gás natural atingiu 6,43% a mais do que no ano anterior. 

Vulnerabilidades geopolíticas e socioeconômicas

Não restam dúvidas de que o segmento de Oil & Gas possui um papel essencial na geração de receitas, arrecadação, geração de empregos e desenvolvimento social e tecnológico, entretanto, apesar de sua magnitude, este setor é extremamente afetado por crises e oscilações econômicas e geopolíticas. Não por acaso, a temática contemporânea dos conflitos entre Rússia e Ucrânia esteve em voga durante a Brokerslink Conference 2022, que se deu no Porto, em Portugal, nos dias 25 a 27 de maio. 

Ao longo do evento, que reuniu mais de 300 líderes de todo o mundo da área de Seguros, Resseguros e Gestão de Risco, o jornalista e especialista em Assuntos Externos e Diplomacia internacional, Tim Marshall, apresentou o painel “The power of geography in global politics” e enfatizou o quanto a atual conjuntura política multipolarizada traz incertezas que se refletem em todos os âmbitos sociais e corporativos. Essa reflexão nos leva a ponderar sobre a maneira como os mais de 100 dias de guerra vêm impactando a produção e distribuição mundial de petróleo e gás, e o quanto essa perspectiva se agrava quando somada aos portos fechados e à recessão econômica mundial atualmente vivenciada. Em suma, tais fatores têm mantido aceso o sinal de alerta para novas estratégias e desafios ainda mais complexos.

Vulnerabilidades de risk management

Para além da perspectiva política, é preciso ter também em mente que o mercado de Petróleo e Gás é particularmente sensível por conviver com riscos operacionais e de acidentes que, se mal administrados, podem comprometer a sua própria existência. Nos últimos anos, toda a cadeia global de Oil & Gas passou por grandes transformações, portanto, além de empreender uma retomada econômica, o segmento ainda precisa avaliar o desenvolvimento de novas tecnologias de extração, automatização de processos e estratégias para gestão de riscos, e manter-se atento às crescentes restrições ambientais de suas cadeias primárias e secundárias, com protocolos operacionais que vão desde a análise para mitigar possíveis ameaças até a proteção de dados digitais.

Diante de fatores como esses, torna-se cada vez mais claro o quanto a gestão de risco é fundamental para controlar as perdas e mitigar os riscos financeiros do segmento. Líderes das indústrias de Óleo e Gás precisam lançar mão de seguros e programas de gestão de risco amplos e arrojados e, ao mesmo tempo, consultores de seguros e risk managers devem agregar cada vez mais tecnologias e indicadores capazes de proporcionar uma visão holística das ameaças que lhes cercam.