Estudo da Allianz Partners traz tendências de comportamento dos consumidores de viagens pelo mundo

Para entender as últimas mudanças nas expectativas, atitudes e comportamentos de viagem, o Grupo Allianz Partners entrevistou mais de 25 mil consumidores em 10 países diferentes, incluindo o Brasil.

A pesquisa apresenta dados sobre as tendências entre os viajantes, como a viagem verde, assinaturas de fidelidade em viagem, os nômades digitais e viagens seguras em família, que, por exemplo, se tornou prioridade entre os viajantes após o período de pandemia. 

Em um dos comportamentos analisados pelo estudo, o Brasil lidera o ranking de famílias (entre 26 e 40 anos) que desejam comprar o seguro viagem para destinos internacionais. No mundo, esse desejo aumentou 24% em relação à última viagem. 

Essas e outras informações completas podem ser observadas no infográfico abaixo:

MetLife acelera vendas de seguro de vida para PMEs por meio de corretores parceiros

Em 2022, a seguradora MetLife aumentou o volume de vendas seguros de vida na carteira de micro, pequenas e médias empresas e ampliou em 30% a base de corretores parceiros neste segmento. A conquista se deu com o lançamento de novos produtos, serviços diferenciados, processos ágeis e suporte comercial após ampla pesquisa com corretores. “Atuamos no segmento de PMEs desde a chegada da MetLife no Brasil, há 23 anos. Em 2021, reformulamos nossa estratégia ouvindo os corretores de seguros. E o resultado que vemos agora é fruto do comprometimento de todas as áreas da companhia neste projeto”, conta Bruno Ciolli, Diretor Regional de Vendas da MetLife Brasil. 

Nos últimos anos, a seguradora investiu em tecnologia, sempre para atender melhor as demandas dos parceiros e clientes. Entre os pedidos dos corretores estavam produtos flexíveis para atender clientes de diversos segmentos, além de processos digitais simples e ágeis no pré e no pós-venda. “Criamos o Conta Corrente, onde os corretores possuem liberdade para gerenciar sua comissão e preço da apólice, uma inovação no segmento de vida em grupo”, afirma Ciolli, durante a viagem Expedição Amazônia, que premiou cerca de 90 corretores de vida parceiros, realizada em outubro de 2022.

Bernadete DalCorno, sócia da Pina Penedo Corretora, do Espírito Santo, conta que a MetLife é uma das principias parceiras da corretora e que aprova a ferramenta Conta Corrente. “Nela temos autonomia para dar desconto na apólice a um cliente com bom histórico conosco ou elevar o valor, se a sinistralidade está alta. Isso realmente é um diferencial no mercado que nos ajuda a ter uma carteira saudável”, diz. 

Para 2023, a MetLife pretende disponibilizar uma oferta maior de produtos e soluções, além de ampliar as ferramentas de relacionamento com os corretores, disponibilizando mais treinamentos, conteúdos e ferramentas que possam auxiliá-los a crescer, com todo o apoio e suporte necessário e condições comerciais únicas. Hoje, os corretores já contam com serviços agregados para ofertarem aos seus clientes como telemedicina, serviço de orientação médica online pelo celular ou computador 24h por dia, 7 dias por semana, entre outros.

Joceli Pereira, da Essenciale Consultoria e Corretora de Seguros, do Paraná, afirma que a pandemia mostrou à sociedade a importância do seguro de vida e tem sido um momento importante para quem quer se especializar. “Nós somos consultores financeiros e prestamos um trabalho humanizado. Temos na MetLife uma série de benefícios que o segurado pode usar em vida, como telemedicina doenças graves, além de treinamento para funcionários e campanhas de marketing”, conta.  

Sofia Banuls Scatena, da Sanyuu Corretora de Seguros, afirma que a pandemia trouxe uma conscientização muito maior das empresas sobre ter o seguro para dar estabilidade às famílias de seus funcionários caso aconteça algo, como morte, invalidez ou acidente. “Por atender as necessidades de cobertura e atendimento de nossos clientes, num formato digital intuitivo e customizado, a MetLife é nossa principal parceira em vida e odontológico”, conta. 

Os corretores afirmam que outro ponto relevante em atuar com seguro de vida é a fidelização do cliente, por ser um produto de longo prazo, além de ajudar a fazer um colchão financeiro para o corretor que antes não atuava neste segmento. “No longo prazo, o resultado é significativo tanto para nós como para a sociedade”, comenta Gilberto Wallerius, proprietário da corretora gaúcha que tem o seu sobrenome. 

A MetLife comemora os resultados e o fortalecimento do relacionamento com os corretores, o principal canal de vendas da seguradora. “Praticamente todos os departamentos da companhia foram envolvidos nessa iniciativa. Temos uma equipe de especialistas em PMEs para dar todo o suporte necessários aos nossos corretores. Com processos simples e ágeis os corretores podem focar no relacionamento com seus clientes. Essa entrega de soluções nos ajudou a chegar em praças que não atuávamos além de ampliar nossa base de corretores que produzem vida em grupo”, comemora o executivo da MetLife. 

O esforço para crescer no segmento de PMEs é ressaltado pela seguradora e pelos corretores. Em dez anos, os valores da produção gerada pelos pequenos negócios saltaram de R$ 144 bilhões para R$ 599 bilhões, segundo dados do Sebrae, o que dá um peso de 25% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Existem hoje cerca de 9 milhões de micro e pequenas empresas no País; que geram 52% dos empregos com carteira assinada e 40% dos salários pagos. No acumulado do 1º semestre de 2022, o Brasil já criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalhos formais. As PMEs foram responsáveis por 961,9 mil (72,1%) das novas contratações. E mais: os pequenos negócios fecham o primeiro semestre de 2022 respondendo por 7 em cada 10 empregos no Brasil.

Demanda por seguro para painéis fotovoltaicos está em alta

Thiago Tardone Swiss Re Corporate Solutions

A energia fotovoltaica está ` todo vapor no Brasil. O Brasil foi o quarto país no mundo que mais aumentou a capacidade de produção de energia fotovoltaica em 2021, segundo apuração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e, a estimativa da associação, é que ela seja a segunda maior fonte de energia nacional nos próximos anos, atrás apenas da hidrelética.

Para alavancar ainda mais esta jornada, bancos Bradesco, Caixa, Santander, BV e Itaú Unibanco estão lançando linhas exclusivas para financiamento de painéis solares, disponíveis para qualquer cliente em mais de mil agências selecionadas do banco. No Itaú, a taxa de juros cobrada está na faixa de 1,85% ao mês e há um limite de R$ 110 mil máximos que podem ser emprestados.

E o seguro, como está nesta jornada fotovoltaica? Em casos de vendáveis, por exemplo, um estrago nos painéis pode estar coberto na apólice geral de riscos patrimoniais. Mas o setor já oferece seguro de danos ao equipamento já instalado e em uso com coberturas para riscos relacionados a chuvas, ventos, incêndio, queda de raio, explosão, que pode ser contratado como parte de um seguro empresarial como riscos nomeados ou operacionais. No caso de coberturas para a instalação e montagem dos painéis fotovoltaicos, a proteção está dentro do seguro de risco de engenharia. É possível também encontrar cobertura para riscos de roubo, rompimento de contratos de fornecimento de transmissão, danos a terceiros, erro de projeto, quebra de equipamentos, perda de receita, chuva de granizo, entre outros.

O grande problema em seguros está no transporte das placas. “Com aumento do custo do abastecimento da energia tradicional, vem crescendo os subsídios e projetos destinados a energia renovável. O governo federal zerou a alíquota de importação em 2020 e, em 2021, voltou a dar mais incentivo fiscal, deixando ainda mais atrativa a busca deste tipo produto, incluindo a energia de fonte solar fotovoltaica. Se antes apenas empresas grandes buscavam esse tipo de fonte de energia, agora também pequenos empresários e residências instalam placas de energia fotovoltaica”, comenta Thiago Tardone, head de cascos marítimos, aviação e transportes LATAM da Swiss Re Corporate Solutions, sobre seguro de transportes e energia fotovoltaica.

O especialista explica que as placas e seus componentes são fabricados em sua maioria fora do Brasil e a sua distribuição em território nacional se dá por meio do transporte rodoviário. Por se tratar de um produto com alto valor agregado, com características de movimentação específica, cria-se um potencial mercado paralelo para a sua comercialização. “Consequentemente, a atratividade para o roubo durante o trânsito rodoviário cresceu consideravelmente em 2022, e algumas seguradoras tiveram perdas financeiras, uma vez que este tipo de mercadoria não era tratada como específica. Para evitar essas perdas, restrições, condições ajustadas e gerenciamento de risco atuante têm sido as principais estratégias das seguradoras para o controle deste portfólio”.

Em recente entrevista, Paulo Alves, diretor de transporte da EZZE Seguros, contou que a bola da vez em roubo de carga são os painéis fotovoltaicos. O setor registrou tantos roubos que fez o produto entrar na lista de mercadorias específicas, com atratividade de roubos, com poucas seguradoras atuando e com preços elevados. “Um caminhão carregado de painéis chega a ter até R$ 2 milhões em valor em risco. Mercadorias com tal classificação saem da esteira de cotação automática para serem avaliadas caso a caso”, explica. 

“O seguro de transporte não tem uma rotina. O cenário de risco muda e nos rapidamente nos atualizamos. Nossa meta é chegar ao final de 2022 com um panorama mais claro da sinistralidade e medidas de gestão que mitiguem o risco. E não com um aumento do preço do seguro. A boa gestão, o uso de tecnologia e a especialização em atuar com medidas corretivas são a nossa linha mestra para construirmos uma carteira de transporte equilibrada e longeva”, finaliza o especialista da EZZE.

SulAmérica realiza Road Show com corretores em Recife de olho em conscientização sobre educação financeira

Fonte: SulAmérica

Nos dias 19 e 20 de outubro, a SulAmérica realizou um Road Show que atraiu corretores(as) de seguros e investidores(as) para um bate-papo sobre educação financeira, com ênfase no projeto IndicaSAS. Em um encontro, com direito a visitas, coquetel noturno e apresentações institucionais, os(as) executivos(as) e representantes da SulAmérica reforçaram o posicionamento da companhia em promover Saúde Integral a um número cada vez maior de pessoas. 

O IndicaSAS é um projeto da seguradora em parceria com a plataforma digital de investimentos Órama. Desenvolvido com o objetivo de apoiar corretores e corretoras que buscam trilhar um novo caminho no mundo dos investimentos, o projeto é acessado através da plataforma hospedada no Portal do Corretor SulAmérica e, por meio dele, os corretores(as) passam por um programa de capacitação completo e incentivos para indicar a Órama aos seus clientes. 

“Na SulAmérica, nós entendemos que o conhecimento sobre investimentos também faz parte da saúde financeira, que integra o nosso posicionamento de Saúde Integral. Através desse projeto, os(as) corretores(as) cadastrados(as) enxergam novas oportunidades de conexão e cuidado com diferentes áreas da vida do cliente”, afirma Gabriela Schor, Head do Projeto Órama na SulAmérica. 

Além da executiva, estavam presentes no evento Ana Paula Carvalho, Gerente Private da seguradora; Donovan Souza, Gerente Regional Nordeste e Raphael Cunha, Head Norte, Nordeste e Centro-oeste da SulAmérica. Outros nomes relevantes que marcaram presença no encontro foram Cláudia Cândido, vice-presidente da Fenacor-PE, e Walter Diniz e Rosy Cândido, proprietários da corretora CWR Seguros. 

O evento, realizado no RoofTop  do Edifício Hub Plural e reuniu cerca de 70 clientes da corretora parceira em um coquetel noturno, em que executivos e executivas da SulAmérica realizaram uma apresentação expondo os diferenciais dos produtos e serviços da seguradora. Este encontro foi realizado anteriormente com corretores das cidades de Salvador e Fortaleza. 

ANSP realiza Noite Acadêmica com posse de 25 novos Acadêmicos

Academicos de seguros ANSP

 
No dia 19 de outubro, a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP realizou sua tradicional Noite Acadêmica. Na ocasião, a ANSP empossou 25 novos Acadêmicos e outorgou seis comendas. 

No primeiro momento da cerimônia, o presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos e o presidente do Conselho Superior, Mauro César Batista, fizeram o pronunciamento de boas-vindas para abertura do evento.

Na sequência, foi celebrada a parceria com o Instituto Techmail, focado na disponibilização gratuita de treinamento para pessoas com menos recursos e interessadas no setor de seguros. O Instituto conta com o voluntariado corporativo de grandes profissionais do mercado, incluindo catedráticos da ANSP, que contribuem como mentores de TCCs. Suzana Opatrny, presidente do instituto, agradeceu pelo convênio.

Logo após, foram empossados 25 novos Acadêmicos. São eles: Altevir Dias do Prado; Anderson Fabiano Mundim Martins; Claudio Macedo Pinto; Cristiano Plate; Delvo Sabino Santiago; Dinir Salvador Rios da Rocha; Érika Cassinelli Palma; Érika Cristina Araújo Brandão Gleicher; Evandro Luis de Oliveira; Giovanni Cezimbra Balen; Jacques Carasso; Joceli A. Pereira; Leonardo André Paixão; Marcelo Barreto Leal; Marcelo Wais; Marcos Yoshida; Maria Elizabete da Silva; Paulo Leão de Moura Jr. Regina Ayres Lacerda; Sandro Raymundo; Simone Cristina Favaro; Ulysses Teixeira de Deus Bueno; Valdemiro Cequinel Belli; Valdir Dias de Sousa Junior e Vivien Lys Porto Ferreira da Silva.

Em seguida, foi realizada a entrega da Comenda ANSP, concedida a personalidades que tenham contribuído significativamente para a divulgação e desenvolvimento do setor de seguros brasileiro. Receberam a homenagem João Elisio Ferraz de Campos, Antonio Penteado Mendonça, João Marcelo dos Santos, Lúcio Antonio Marques, Marcio Coriolano e Rafael Ribeiro do Valle.

Para o Presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos, a cerimônia foi um momento especial. “Esse evento foi marcante, pois foi o primeiro presencial desde o início da pandemia. Além disso, foi o fechamento do meu ciclo como presidente, pois no próximo ano acontecerá a eleição da nova diretoria. Estou muito satisfeito, pois conseguimos conduzir a ANSP num momento complicado, no qual a Academia reafirmou-se como lugar de encontro e como plataforma do setor de seguros para produção e difusão de conhecimento. Um grande orgulho”, concluiu.

Acesse o site oficial da Academia: http://www.anspnet.org.br

IRB Brasil tem prejuízo de R$165 mi em agosto 

IRB Brasil re

Fonte: Aluísio Alves, Reuters

O grupo ressegurador IRB Brasil anunciou nesta sexta-feira que teve prejuízo líquido de 164,7 milhões de reais em agosto, ante lucro de 84,8 milhões um ano antes, quando foi favorecido pelo ganho de ação judicial referente ao PIS/Pasep. SÃO PAULO (Reuters) – O grupo ressegurador IRB Brasil anunciou nesta sexta-feira que teve prejuízo líquido de 164,7 milhões de reais em agosto, ante lucro de 84,8 milhões um ano antes, quando foi favorecido pelo ganho de ação judicial referente ao PIS/Pasep.

A atribulada companhia, que nos últimos anos tenta superar os efeitos de um escândalo de fraude, neste ano teve que fazer uma oferta de ações para levantar cerca de 1,2 bilhão de reais para atender requerimentos mínimos de capital devido a novos prejuízos, desta vez ligados a sinistros com a quebra de safra.

Com as perdas de agosto, o prejuízo líquido do IRB nos oito primeiros meses de 2022 chegou a 516,4 milhões de reais, ante prejuízo de 168,9 milhões no mesmo período de 2021.

Em agosto, os prêmios de resseguros emitidos pelo IRB totalizaram 524,9 milhões de reais, queda de 30,1% ante mesmo mês de 2021, com diminuição de 16,2% no Brasil e de 51,3% no exterior.

A despesa da empresa com sinistros somou 633,7 milhões de reais, 18,8% superior a de um ano antes, com índice de sinistralidade de 145%.

Nos oito primeiros meses de 2022, os prêmios emitidos atingiram 5,56 bilhões de reais, queda de 7,4% no comparativo anual, enquanto a despesa com sinistros somou 3,77 bilhões de reais, 1,8% maior frente a igual período do ano passado, com índice de sinistralidade de 107,2%.

Swiss Re Corporate Solutions comemora o primeiro bilhão e 5 anos de parceria com Bradesco

Swiss Re Corporate Solutions Andreas Berger

Cinco anos de parceria entre a Swiss Re Corporate Solutions (Corso) e a Bradesco Seguros. Bodas de madeira, comemora Guilherme Perondi, vice-presidente executivo, responsável pela distribuição através de corretores multinacionais e dos canais Bradesco, além das estruturas de subscrição de negócios Standard e de transformação de negócio. “Atingimos nosso primeiro bilhão neste mês e nossa previsão é encerrar 2022 com faturamento de R$ 1,2 bilhão, sendo 35% proveniente da joint venture”, disse em seu discurso durante coquetel realizado no dia 18 de outubro para cerca de 60 convidados, na grande maioria corretores de seguros.

O avanço da joint venture contou com a participação de Andreas Berger, CEO mundial da seguradora suíça. “Nossa parceria é prioridade para o grupo Swiss Re e tem a missão de fortalecer a posição da seguradora em grandes riscos e ao mesmo tempo avançar nos canais de distribuição Bradesco. Construimos neste período um canal de médio mercado e de bancassurance e quase R$ 400 milhões vem do canal de distribuição do Bradesco”, comemorou Berger.

Berger assumiu em maio de 2019 como CEO, levando a companhia de um faturamento de US$ 4,7 bilhões em 2018 para US$ 5,3 bilhões em 2021. No primeiro semestre de 2022 registrou US$ 2,9 bilhões e a expectativa é encerrar o ano com US$ 6 bilhões. O índice combinado saiu de 117,5% para 93%. “Somos uma companhia sólida e consistente para cuidar dos riscos de seus clientes”, disse.

O CEO mundial comentou em sua fala que o setor de resseguros está revisitando a forma como faz negócios, desde a precificação do risco até o gerenciamento de sinistros, a fim de se adaptar ao que é, literalmente, um ambiente em constante mudança. “Todos nós temos visto as perdas das resseguradoras e os riscos mais agravados, tanto pelo clima como pela inflação. Precisamos nos unir no gerenciamento de risco para termos boas condições nos programas de seguros de seus clientes”, comentou.

Num cenário tido como alarmante, o uso cada vez mais sofisticado de dados é a chave para manter a rentabilidade. “Embora as mudanças climáticas estejam, sem dúvida, causando perdas crescentes no setor de seguros, também estão abrindo novas oportunidades para as seguradoras que podem se adaptar, investir em dados e oferecer serviços novos e potencialmente de maior valor, além de gradualmente reduzir o número de riscos não segurados no mundo”, comentou.

O seguro – como muitos outros setores – está se tornando um negócio de dados. E as plataformas e ferramentas desenvolvidas pelas seguradoras têm múltiplas aplicações. A Corso tem investido em uma plataforma digital diferenciada, já usada por algumas empresas como a rede internacional de corretores de seguros Brokerslink e também o grupo japonês Mitsui Sumintomo no Japão.  Segundo Berger, a tecnologia visa remodelar a indústria, abordando os pontos de atendimento do cliente e como aumentar a eficiência na entrega de programas internacionais, o que, consequentemente, melhora a experiência de serviço para segurados corporativos mútuos.

A plataforma oferece um potencial para reduzir a complexidade dos programas multijurisdicionais transfronteiriços. E enquanto a plataforma agiliza as várias entradas e saídas, interações e entregas de programas multinacionais. A essência desta projeto é que a digitalização pode ser uma grande alavanca para o seguro reduzir a lacuna de proteção. Primeiro, abre um espectro totalmente novo para as seguradoras cobrirem coletivamente os riscos – incluindo aqueles que atualmente são ‘não seguráveis’. Em segundo lugar, a tecnologia digital pode ajudar a superar os principais obstáculos para as pessoas e empresas comprarem seguros: acessibilidade, facilidade de acesso, atratividade do produto e custos de transação.

Os clientes mais sofisticados, por sua vez, buscam parceria de gestão de risco com a seguradora: as informações de um cliente são inseridas na plataforma de dados ‘nat cat’ da seguradora, enriquecida com análises, dados do histórico do programa de seguro, com prêmios e indenizações. O compartilhamento aponta cenários, como testes de estresse em uma cadeia de suprimentos para uma inundação, tsunami ou pandemia; ou como gerenciar caso haja uma greve de caminhoneiros. Os benefícios para o cliente, na forma de um melhor entendimento de seu perfil de risco, são evidentes – e vão muito além da efetiva aquisição da proteção. A seguradora, por sua vez, enriquece sua própria plataforma a cada nova interação com o cliente. 

Com toda esta tecnologia embarcada, Berger está bem otimista com o Brasil. “Depois de conquistar o primeiro bilhão, o segundo fica mais fácil”, disse ele em tom de brincadeira, porém num período do ano que os orçamentos de 2023 estão sendo apresentados pelos executivos aos acionistas. Angelo Colombo, CEO Swiss Re Corporate Solutions para Brasil e América Latina, só sorriu ao ouvir.

Há grande otimismo em todo o setor de grandes riscos com o próximo ano, uma vez que os investimentos em infraestrutura ficaram represados pela pandemia e pela troca de governo. Há uma certa euforia entre os executivos de que boa parte dos projetos de investimentos saia da gaveta, o que trará boas vendas de seguros para garantir que serão concluídos e, em operação, terão os riscos operacionais mitigados por um programa de seguro.

Norma da Susep adia datas de open insurance, cita corretor e mantém exigências de capital e governança

Três mudanças importantes na Resolução CNSP Nº 450, que altera as Resoluções CNSP n.º 415, de 20 de julho de 2021, n.º 429, de 12 de novembro de 2021, e n.º 393, de 30 de outubro de 2020: cita o corretor de forma explicita, posterga a entrada do compartilhamento de dados do open insurance, que agora passou a ser março de 2023, e torna facultativa a entrada de grandes riscos no compartilhamento de dados diante da complexidade dos programas de seguros neste nicho de negócio, o que já era previsto por todos.

Essa foi a conclusão da análise feita por Gustavo Leança, head de soluções de seguros da Capgemini Brasil. “Tirando a mudança de nome da SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro) para SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente) e estar explicitada a palavra corretor de seguros como um dos autorizados a ser SPOC, o que não é uma real novidade, pois ele já podia atuar dentro da SISS, não estou vendo muita diferença na nova regulamentação”, comentou ele ao blog Sonho Seguro.

O consultor explica que os requisitos de aceitação para um corretor ser SPOC, assim como era na SISS, continuam os mesmos. “A mesma complexidade foi mantida, até porque a Susep não pode colocar em risco a segurança digital, o que a fez manter o peso regulatório com compliance, estrutura de gestão de risco, relatórios, detalhamentos por APIs, gestão de consentimento do cliente. O corretor tem de ser uma sociedade anônima e tem de ter capital mínimo acima de R$ 1 milhão”, detalha.

Sendo assim, a regulamentação segue privilegiando os grandes corretores, com parruda estrutura tecnológica. Boa parte dos médios corretores de seguros corporativos tem empresas com regime societário LTDA ou pequenos e micro empresários. Os corretores individuais seguem de fora do normativo.

Além disso, a supressão da qualificação de “representante do cliente” que a SISS tinha e que a SPOC não tem, não parece ter trazido grande impacto, dado que no final das contas, a SPOC continua executando serviços como endosso, sinistros entre outras responsabilidades, desde que consentido pelo cliente. A SPOC será credenciada pela Susep e poderá ainda fazer a transmissão da ordem dada pelo cliente para a iniciação de movimentação, mas não vai deter os recursos que ele paga ou recebe, à exceção, de acordo com o texto, de uma eventual remuneração pelo serviço.

As iniciadoras de pagamento, uma figura do open banking, boa parte delas fintechs e empresas de tecnologia, são as principais ameaças aos corretores. Algumas poucas grandes corretoras afirmam estarem avaliando se serão uma SPOC para atuarem dentro do Open Finance, que é a junção do open banking com o open insurance, previsto para 2023.

O CNSP estendeu, de 1º de dezembro deste ano para 1º de março do ano que vem, a data-limite para o início do compartilhamento de serviços de iniciação de movimentação. O restante da norma, que prevê a possibilidade de compartilhamento em fases, não foi alterada. Além disso, o CNSP adiou de 15 de junho para 15 de setembro de 2023 a data final para a implementação do compartilhamento de dados pessoais e de serviços. Os demais prazos, que já foram superados, não mudaram.

Liberty Seguros fomenta atuação de corretores no ambiente digital 

Liberty Seguros Daniela

Fonte: Liberty

Como parte de sua estratégia de capacitar e empoderar corretores a atuarem cada vez mais no ambiente digital, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil e referência em inovação, realizou um teste de maturidade com os parceiros, a fim de identificar quais ferramentas digitais os profissionais têm familiaridade e quais ainda precisam conhecer mais a fundo. A iniciativa faz parte do Cresça com o Digital, ação que fomenta o uso da tecnologia para aproximar os parceiros da companhia, bem como alavancar as vendas. 

O teste, realizado com corretores de todo o Brasil, avaliou as experiências dos profissionais com plataformas do Pacote Microsoft Office, a comunicação das empresas em redes sociais, os conhecimentos dos parceiros sobre termos técnicos do universo online e a autoridade no uso de WhatsApp Business e Google Ads. O levantamento também considerou oportunidades provenientes de leads digitais, estratégias digitais implementadas dentro das corretoras e conhecimentos sobre as ferramentas oferecidas pela Liberty atualmente.

Após preencher o formulário, os participantes tiveram acesso às devidas pontuações, o nível de maturidade em que as corretoras estão e receberam uma recomendação de conteúdo para aprofundamento diretamente da companhia, personalizada de acordo com cada perfil. A companhia ainda compartilhou um documento completo, com detalhes da cada opção da Liberty para os parceiros ofertarem seguros no ambiente digital.

Entre as possibilidades que a Liberty oferece para os corretores hoje, há a Meu Momento de Vida e Meu Momento Residência, plataformas 100% digitais que encurtam o processo de contratação de seguros de vida e residência, respectivamente, de forma ágil, transparente e personalizada. Além disso, há o Meu Marketing, ferramenta que entrega peças de comunicação customizadas com o logo da corretora com a mesma qualidade de uma agência de publicidade, sem custo, para facilitar o dia a dia dos profissionais, e o aplicativo de portfólio de produtos, que atua como um guia de bolso digital no qual os parceiros podem tirar dúvidas sobre coberturas, condições gerais, vantagens e especificações.

A seguradora ainda oferece diversas opções de treinamentos de capacitação para que os corretores possam ter uma atuação mais  digital, como a Academia Digital, que traz aulas em vídeo e promove encontros com especialistas em vendas por meio das redes sociais,juntamente com a Plataforma de Treinamento Online, com a qual os parceiros podem aperfeiçoar e descobrir novos conhecimentos  não só sobre os produtos da Liberty, mas também sobre diversos temas como vendas, liderança, marketing e inovação. 

O Cresça com o Digital é uma das frentes do Cresça com a Liberty, programa criado pela seguradora para desenvolver os corretores e contribuir para o crescimento de suas carreiras. Desde a sua criação, em 2018, o programa já desenvolveu muitos corretores e, em 2022, mais de 28 mil cursos foram conduzidos e contaram com mais de 10 mil participações nos webinars promovidos para os parceiros. 

“A Liberty Seguros acredita muito no potencial do digital para alavancar os negócios dos corretores, além de aproximá-los da companhia e desenvolver seus conhecimentos”, afirma Daniela Bouissou, diretora de transformação da Liberty Seguros. “Por isso, a companhia trabalha fortemente para implementar cada vez mais ferramentas, plataformas e treinamentos que ajudem os parceiros a atuarem nesse universo, agora de forma personalizada, de acordo com o perfil de cada profissional e da sua relação com a tecnologia”, completa. 

Nota de falecimento do Chairman da THB RE

É com extremo pesar que a THB Brasil comunica o falecimento de Paulo Leão de Moura Jr. Chairman da THB RE. O executivo construiu uma carreira sólida com mais de 65 anos no mercado de seguros. Sociólogo formado pela Universidade de Boston, possuía diversas especializações em Seguros e Resseguros por entidades brasileiras e no exterior, como AETNA Group, IRB Re, FGV-SP, Insurance Achievement, FENASEG e ALARYS.

Moura Jr. também foi membro da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos e do Risk Management Insurance Society. Recebeu premiações em reconhecimento de sua atuação determinante para o desenvolvimento do setor de Seguros e Resseguros no Brasil. Também era sócio-fundador da Catalyst Re. Recentemente, recebeu o título de acadêmico na Academia Nacional de Seguros e Previdência.

Paulo Leão de Moura Jr. deixa um legado importante para o mercado de seguros e resseguros nacional e internacional, além de ter sido uma inspiração para vários talentos atuantes no setor e um exemplo de profissionalismo. A equipe da THB Brasil se solidariza com sua família e amigos.