Susep publica normas sobre Open Insurance e Registro de Operações (SRO)

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Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), publicou hoje, no Diário Oficial da União, três circulares que tratam dos temas Open Insurance e Sistema de Registro de Operações (SRO). As normas, Circulares Susep nº 686/23, nº 687/23 e nº 688/23, devido à urgência e relevância dos temas, foram aprovadas “ad referendum” do Conselho Diretor, pelo Superintendente Substituto, Carlos Roberto Alves de Queiroz. 

A Circular Susep nº 686/23 dispõe sobre as condições para o registro das operações de assistência financeira das entidades abertas de previdência complementar e sociedades seguradoras no SRO. Seguindo o cronograma previsto, esta é a penúltima norma que define condições de registros, restando agora apenas a definição das condições de registro para as operações de resseguro, que será feita em breve, conforme planejamento do projeto. 

A Circular Susep Nº 687/23 altera as Circulares Susep nº 655, nº 673, nº 675 e nº 679, fornecendo prazo adicional para início de registro de operações de produtos de pessoas, previdência e capitalização ainda não registradas no SRO. O principal objetivo da norma é a adequação à recente alteração trazida pela Resolução CNSP nº 454, de 2022, que, visando a um melhor faseamento do projeto, concedeu prazos adicionais para as sociedades supervisionadas se adequarem internamente para os necessários registros. 

Por fim, a Circular Susep nº 688/23 atualiza datas referentes ao projeto Open Insurance, previstos na Circular Susep nº 635/21, com o objetivo de compatibilizar o cronograma com o prazo complementar concedido recentemente pela alteração da Resolução CNSP nº 415, de 2021.  Com a nova estrutura de prazos definida, a fase de compartilhamento de serviços (fase 3) será implementada até o prazo final de 15 de setembro, em um cronograma mais dinâmico e faseado de entregas, de forma semelhante ao que foi feito recentemente para a fase 2, de compartilhamento de dados pessoais. 

IRB Brasil Re acumula prejuízo de R$ 633,7 milhões até novembro

O IRB Brasil Re divulgou prejuízo líquido acumulado de R$ 633,7 milhões nos primeiros onze meses de 2022, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2021 de R$ 510,4 milhões. O prejuízo líquido do mês de novembro de 2022 foi de R$ 48,5 milhões, comparado a um prejuízo de R$ 113,8 milhões em novembro de 2021, informa comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As vendas, contabilizadas em prêmio emitido, somaram R$ 7,1 bilhões no acumulado até novembro, com redução de 9,6% em relação ao mesmo período de 2021. No Brasil houve crescimento de 1,4%, atingindo R$ 4.9 bilhões, enquanto no exterior houve redução de 26,8% em relação ao mesmo período de 2021, com R$ 2,26 bilhões. Em novembro de 2022, o prêmio emitido totalizou R$ 542,4 milhões, uma queda de 23,2% em relação a novembro de 2021. O prêmio no Brasil caiu 6,9% no mês, para R$ 402,8 milhões, enquanto o prêmio no exterior caiu 49%, para R$ 139,6 milhões.

Nos primeiros onze meses de 2022, a despesa com sinistros totalizou R$ 4,6 bilhões, 9% menor quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos 11 meses de 2022, o índice de sinistralidade foi de 104,7%, comparado a 98,1% no mesmo período de 2021. Conforme amplamente divulgado, a despesa com sinistros no período foi impactada no segmento Agro pelos eventos climáticos atípicos no Centro-Sul do Brasil e no segmento Vida pela Covid-19. Em novembro de 2022 a despesa de sinistro foi de R$ 384,6 milhões, com índice de sinistralidade de 96%. A despesa de sinistro em novembro de 2021 foi de R$ 413,3 milhões, com índice de sinistralidade de 108,4%.

Em recente entrevista à Reuters, Marcos Falcão, que assumiu o comando do IRB em novembro passado, disse que a resseguradora não planeja fazer novo aumento de capital e aposta numa melhora de gestão e dos números operacionais nos próximos meses para voltar ao azul em 2023.

Expectativas para o Open Insurance ficam para 2025, aponta estudo da Capgemini

O Corretor é o principal canal distribuidor de seguros no Brasil e responde por 85% a 90% dos negócios e até agora estava ausente das minutas e circulares regulam o OPIN. Os desafios para essa categoria continuam altos em termos de entrada no OPIN e que a buscar por uma “digi-intermediação” é essencial para que os corretores alcancem os novos consumidores de Seguros”, destaca Gustavo Leança, líder de soluções para Seguros da Capgemini Brasil, na nova etapa do estudo “Análise de Mercado do Open Insurance”.

Lançado há seis meses, o estudo mapeou o comportamento do setor de seguros em relação a implantação do Open Insurance, em parceria com o consultor Francisco Galiza, e hoje lançou uma nova etapa do estudo para atualização do report e seus indicadores. Quando lançado, ainda no primeiro semestre do ano, o estudo criou indicadores com o objetivo de acompanhar a evolução do Sistema de Seguros Aberto no Brasil e ainda foi pioneiro ao produzir um marco teórico sobre o tema e, ao mesmo tempo, contemplar uma visão prática do cenário. O país é precursor global na adoção da solução para o mundo dos Seguros, por isso, essa primeira atualização produzida agora traz novas percepções do setor sobre a inovação e a consolidação de outras conclusões já discutidas no relatório anterior.

“Com este estudo, a Capgemini reforça seu papel de liderança em relação ao Open Insurance, no que tange ao desenvolvimento de uma visão estratégica do mercado. Queremos dar nossa contribuição a este processo, as entidades, seguradoras, insurtechs e parceiros ao desenvolver um relatório que está acompanhando toda a implantação do Open Insurance e suas tendências. Para esta nova edição, também incorporamos ao nosso material um capítulo de Observatório de Mercado, onde há uma análise econômica e estratégica dos principais fatos que atingiram o segmento neste período”, ressalta Roberto Ciccone, vice-presidente para Serviços Financeiros da Capgemini Brasil.   

A pesquisa contou com 78 entrevistados, número 27% maior em comparação com a primeira edição, e com uma visão mais ampla do ramo, pois além de ouvir os executivos C-Levels passou a ter um olhar mais tático, uma vez que contemplou também profissionais como superintendentes, diretores, gerentes e gestores do mercado de seguros, e ainda agentes com atuação indireta no setor de seguros, como consultorias e prestadores de serviços. 

A nova rodada, realizada nesse segundo semestre de 2022, apontou para uma alteração em relação a expectativa do mercado. Se antes a maior parte dos entrevistados esperava que os primeiros impactos do Open Insurance começassem a ser sentidos em 2024 (38%), agora a aposta da maioria dos executivos é que ocorrerá a partir de 2025 em diante (50%).  Se somarmos com as respostas que apontam para 2024 o número alcança mais de 80% dos respondentes, uma mudança de expectativa importante que pôde ser observada.  Outro relevante indicador que sofreu considerável alteração foi a quantidade de pessoas que acreditavam que o Open Insurance nunca traria impactos para os negócios, que subiu de 3% para quase 10%, um crescimento de 233%.

“O ano de 2022 foi um período de muitas mudanças de direção no setor e no país. Essas profundas transformações impactaram diretamente a velocidade de implementação do Open Insurance. Muitas pessoas estavam com expectativa alta que tudo ocorresse de forma mais rápida.  E esse processo um pouco mais lento acabou produzindo uma sensação de estagnação, o que explicaria os dados encontrados na nova versão da pesquisa. Mas sabemos que a partir março de 2023, com a implementação da fase 2 e 3, tudo volta a acelerar e as pessoas ficarão mais otimistas novamente”, explica Renata Ramos, vice-presidente para Seguros da Capgemini Brasil.  “Soma-se a isso, o fato de que no final de 2023, está prevista a retomada da discussão sobre a integração entre o Open Banking e o Open Insurance, selando definitivamente a criação do Open Finance Brasil”, completa. 

A nova versão do estudo também reafirmou indicadores que preocupam, como é o caso do baixo grau de conhecimento da sociedade em geral com relação ao Open Insurance e o entendimento sobre a SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguros), agora transformada em SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente) pela resolução 450 da Susep. Esta situação permanece exatamente a mesma após seis meses e pode ser um complicador à adesão da sociedade caso nenhuma medida de correção seja tomada como campanhas educativas, por exemplo.

O relatório avalia que o esforço tecnológico realizado pelas seguradoras para se adaptar e navegar no Open Insurance permanece alto. “As empresas haviam se preparado para implementar a fase 2 em setembro, com as APIs, o que explica toda essa corrida tecnológica. Com a resolução 450, que ampliou o prazo para março, os players ganharam prazos mais longos para desenvolverem suas soluções”, conclui o consultor Francisco Galiza.

Do ponto de vista dos ramos impactados, apesar da ordem ter se modificado entre as primeiras colocações, àqueles cujos modelos de vendas são menos consultivos continuam dominando o ranking. Nesta avaliação Auto, Vida, Previdência e Massificados lideram os produtos mais sensíveis em um modelo open.

“O setor de seguros sempre foi dinâmico nas suas diversas dimensões: produtos, serviços, canais de distribuição e seguradoras. O que estamos trazendo de novo é a necessidade de acompanhar a velocidade dessas mudanças de maneira periódica e consistente tracionadas pelo Open Insurance.”, conclui Laença.

Estadão: Investidores do IRB processam PwC por prejuízos de R$ 95 milhões

IRB Brasil re

Um grupo de 193 investidores do IRB (IRBR3) entrou com processo na justiça contra a PwC, que auditava os balanços do ressegurador antes da descoberta das fraudes contábeis

Os investidores, auxiliados pelo Instituto Empresa, alegam que a empresa contábil os induziu ao erro no investimento, por dar confiabilidade às informações financeiras da companhia

Em fevereiro de 2020, a gestora Squadra anunciou que estava vendida em IRBR3 por inconsistências nos números dos balanços. Até aquele momento, era a PwC a auditoria responsável por verificar a contabilidade do ressegurador

Um grupo de 193 investidores do IRB (IRBR3) entrou na Justiça contra a PwC, que auditava os balanços do ressegurador antes da descoberta das fraudes contábeis que vieram à tona em 2020. O processo foi oficializado no fim da semana passada.

Os investidores, auxiliados pelo Instituto Empresa, alegam que a empresa contábil os induziu ao erro no investimento, por dar confiabilidade às informações financeiras da companhia.

Em fevereiro de 2020, a gestora Squadra anunciou que estava vendida em IRBR3 por inconsistências nos números dos balanços. Até aquele momento, era a PwC a auditoria responsável por verificar a contabilidade do ressegurador e vinha aprovando os dados sem ressalvas.

Inicialmente, o IRB negou erros nas demonstrações financeiras. Contudo, poucos meses depois, em junho de 2020, foram descobertas fraudes contábeis e os balanços de 2019 e 2018 tiveram que ser republicados com uma redução de lucro de mais de R$ 600 milhões.

Desde a primeira carta da Squadra, as ações caíram 97,5%. De acordo com o Instuto Empresa, o cálculo inicial do prejuízo desses investidores é de cerca de R$ 95 milhões.

“O pedido, contudo, está em aberto porque demanda análise econométrica e depende da análise do prejuízo de cada uma das partes. Antes, contudo, se espera que o juízo se manifeste sobre o próprio dever de indenizar”, afirma o Instituto Empresa, em nota.

Outros investidores que se sentem prejudicados pelo caso IRB têm até 10 de fevereiro aderirem à ação contra a PwC.

Falha no caso Americanas

A PwC também foi a auditoria que aprovou os últimos balanços da Americanas (AMER3), que anunciou a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias em seus balanços no dia 11 de janeiro. Na última quinta-feira (19), a companhia entrou com pedido de recuperação judicial.

As ações da Americanas caem mais de 90% nos últimos 12 dias. O Instituto Empresa organiza um processo idêntico contra a PwC no caso da varejista, alegando que a auditoria não identificou o rombo bilionário nas demonstrações financeiras da varejista.

“Falhas de auditorias ensejam indenizações a investidores. É exemplo o caso do Banco do Nordeste, onde a PwC foi condenada por falha de seus serviços, na ordem de R$ 25 milhões de Reais”, relembra o Instituto Empresa.

Neon lança seguro de proteção de dinheiro e itens pessoais em parceria com a BNP Paribas Cardif

O banco digital Neon, em parceria com a seguradora BNP Paribas Cardif, anunciam o lançamento da proteção financeira a partir de R$4,90 por mês. O novo seguro, chamado “Proteção pra Bens e Dinheiro” está disponível para todo o público por meio do app Neon e é o primeiro produto do gênero comercializado pela empresa. Ele difere dos demais seguros padrões do mercado, já que, para acionar a cobertura para bens, basta que o cliente esteja de posse dos itens no momento do roubo ou furto qualificado e eles não precisam estar dentro da bolsa ou junto com o cartão físico na ocorrência.

Segundo Victor Loyola, diretor de Crédito Pessoal e Seguros na Neon, a solução faz parte da missão e estratégia da fintech. “Nosso objetivo, com a entrada no mercado de seguros e lançamento da solução, é que brasileiras e brasileiros trabalhadores, formais e informais, possam proteger aquilo que conquistaram com muito trabalho, por um custo que não seja um empecilho para eles no final do mês”, explica. 

Na carteira da fintech, 80% dos clientes não possuem seguros e a principal causa é o alto custo do serviço. Além disso, muitos dos clientes da Neon que já contrataram o produto de outras empresas no passado, justificam que não renovaram por conta de questões financeiras (37%) e experiências ruins (12%). Com isso, a proposta é oferecer uma alternativa para esse público, com um preço justo e um amplo pacote de serviços.

A cobertura para bens engloba indenização em casos de roubo ou furto qualificado de pertences pessoais, como: celular, notebook, tablet, mochila e relógio. O cliente Neon tem disponível dois planos: ao custo de R$ 4,90 por mês, contrata uma cobertura de R$ 1,5 mil para bens pessoais e de R$ 5 mil na modalidade dinheiro. Na mensalidade de R$ 8,90, o valor assegurado dos bens pessoais passa para R$ 3 mil.
 
No caso do dinheiro, a cobertura protege contra situações que envolvam saque, compra, Pix e outras transferências feitas sob ameaça, além de transações feitas no App Neon após roubo, qualquer tipo de furto ou perda de dispositivo móvel e ainda o roubo do dinheiro após saque da conta Neon. Em ambos os planos, os clientes concorrem a sorteio mensal de R$10 mil.

“Um produto moderno, completo e acessível – esse é um resumo do seguro que desenvolvemos com a Neon. Ele faz parte do nosso programa de proteção, que ainda terá outras novidades esse ano, e garante ao cliente tranquilidade no mundo físico, em relação aos seus pertences pessoais, e no digital, ao movimentar o seu dinheiro. Estamos muito felizes com mais essa conquista da parceria!”, enfatiza Marcel Dorf, Diretor Executivo Comercial, Marketing e Digital da BNP Paribas Cardif.

Americanas: catástrofe total, afirmam executivos do mercado de seguros

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Catástrofe total. Assim os executivos de seguros definem a situação do seguro de crédito, o primeiro que será mais afetado no caso Americanas, liderada pelo trio de acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Afinal, são R$ 43 bilhões em dívidas com mais de 16,3 mil credores citados no pedido de recuperação judicial (RJ) aprovado pela Justiça do Rio de Janeiro no dia 19 de janeiro. O pedido de recuperação judicial inclui além da Americanas as empresas B2W, JSM Global e ST Importações, deixando de fora a fintech Ame, que vinha recebendo forte impulso do ecossistema de lojas físicas e online do grupo.

Este caso é muito interessante pela abrangência das consequências. O mercado de seguros está envolvido em diversos produtos. Desde contratos para seguradoras explorarem o balção de vendas da varejistas — que antigamente contava com luvas bilionárias pagas como adiantamento e agora tem como praxe a negociação com base no desempenho das vendas– até contratos de seguro de crédito para os lojistas. E é aqui que o prejuízo começa.

O seguro de crédito dá garantia para a indústria fornecedora da rede varejista. “O pedido de RJ já é gatilho para execução das apólices. A exposição estimada está em R$ 3 bilhões, com pagamento de indenizações certos, o que equivalente a quatro anos do volume de vendas deste nicho do setor de seguros”, afirmou um executivo sob a condição de anonimato. “Problema é que sem seguro de crédito a indústria não vende à prazo. E sem prazo a Americanas não tem competitividade. Então a chance de sair da RJ e sobreviver é pequena”, acrescenta. Desde ontem, os lojistas passaram a aumentar consideravelmente os seus preços nos sites da empresa para tentar impedir uma venda maior e ficar com recebíveis de cartões presos na companhia.

O segundo mais afetado é o seguro garantia judicial, muito concentrado em uma grande corretora de seguros multinacional. Segundo fontes do setor, a Americanas, assim como Ambev, são péssimas pagadoras de impostos. Questionam tudo e judicializam tudo, o que fez deles grandes usuários do seguro garantia judicial fiscal. A exposição é altíssima. Estimada entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. “Se a empresa falir, será também uma ‘hecatombe’ (massacre, matança, carnificina) no seguro garantia.

A Americanas é a quarta maior RJ do Brasil, superada por Odebrecht, com R$ 98,5 bilhões em dívidas em 2019; Oi, com R$ 65,4 bilhões em 2016; e Samarco com R$ 50 bilhões em 2021. Destas, a que mais assuntou o mercado de seguros garantia judicial, que vivia seu momento de maior crescimento no Brasil, foi a OI, diante da exposição deste seguro estimada na época em R$ 4 bilhões. O impacto foi amenizado quando o STJ vetou o pagamento de dívidas trabalhistas da OI por meio de seguro-garantia judicial. Os valores do caso julgado foram incluídos no processo de recuperação judicial da empresa.

O garantia passou por um período muito ameaçador quando a OI pediu recuperação judicial. Mas os executivos garantem que desta vez a situação é bem pior. Nas análises feitas ao Sonho Seguro, a OI acabou comportando-se bem perante as seguradoras de garantia. Pagou as apólices de seguros em dia, aceitou taxas mais altas e reduziu as exposições sempre que possível. Americanas é diferente: perante os resseguradores, seguro de crédito e garantia estão na mesma caixinha. “Se doer em crédito, rapidamente há restrição no garantia. Ainda mais que Americanas já não pagava nenhum prêmio em dia, o que desencadeia ainda mais a má vontade das seguradoras em ajudar”, contou um segurador.

No caso OI, algumas vitórias na Justiça também trouxeram alívio. Na época, em janeiro de 2019, Cassio Gama Amaral e Maricí Giannico, do escritório Mattos Filho, afirmaram em uma reportagem publicada pelo Valor Economico, “que se as seguradoras e os bancos arcarem com as garantias, eles vão se voltar contra a empresa e não no âmbito da recuperação judicial. Será uma ação individual, porque esse crédito não se sujeita ao processo de recuperação, e eles vão exigir 100% do valor. Já se a apólice não for acionada e a dívida for incluída no plano de recuperação, a empresa geralmente terá desconto e conseguirá pagar o ex-funcionário de forma parcelada”.

Em responsabilidade civil dos executivos, seguro conhecido como Directors & Officers e também Erros e Omissões, a situação é tranquila, com a apólice de R$ 50 milhões liderada pela seguradora Zurich, segundo informações arquivadas na CVM. Como a fraude é um fato citado com veemência em todo o processo, a empresa perde a cobertura. Até que seja julgado, no entanto, as despesas e serviços prestados aos executivos eventualmente acionados por acionistas, devem ser pagos.

O mercado de resseguros que já estava “hard” para recuperar as perdas com a pandemia, consequências da guerra da Ucrânia e Rússia e catástrofes naturais, já mostra sinais de piora para o Brasil, que ainda conseguia boa negociação exceto em agronegócios e riscos cibernéticos. Com a crise de credibilidade desencadeada pela Americanas, agora o Brasil enfrenta condições ainda mais duras de negociação de seguros financeiros, principalmente de crédito, e de responsabilidade civil de executivos. “Mas não paramos de vender. Neste Day After de Americanas estamos atendendo dezenas de pedidos de seguro de crédito, tanto de novos clientes como dos atuais que querem maior cobertura para o programa”, disse um dos principais corretores do país.

A crise de credibilidade tem fundamento para os resseguradores e seguradores estrangeiros, que são chamados pela matriz que precisa responder questionamentos dos principais acionistas. Não é para menos. O lendário grupo de investidores brasileiros que além de serem acionistas de referência da Americanas, controlam Ambev; Kraft Heinz; e Zamp, nome oficial da operadora do Burger King no Brasil. A CVM constituiu uma força-tarefa de áreas técnicas para analisar o caso Americanas e tem sete procedimentos abertos para analisar o assunto, incluindo a conduta do trio de acionistas: Lemann, Sicupira e Telles. Segundo o Valor, o Instituto Ibero-americano Empresa, associação que reúne investidores do mercado de capitais, entrou nesta quinta-feira (19) com requerimento para o início de uma arbitragem coletiva contra a Americanas na Câmara da B3. O pedido de indenização é de R$ 500 milhões.

Assim como a OI sobreviveu, alguns executivos apostam na volta da Americanas. “O grupo de acionistas tem caixa. Certamente vão reformular o negócio”, afirmou uma especialista em seguros financeiros com mais de 15 anos de atuação neste segmento, a única mulher e a mais otimista. Ninguém espera que o plano de recuperação judicial da Americanas seja aprovado antes de dois anos. “Vamos ver o que sobra no final” foi a principal frase no final de cada uma das entrevistas sobre Seguros da Americanas.

Universal Assistance e Z Zurich Foundation lançam o programa Transforming The Future

A Universal Assistance , empresa do grupo Zurich, com mais de 40 anos de atuação no segmento de seguro viagem e líder no mercado brasileiro, lança em conjunto com a Z Zurich Foundation, o programa social Transforming The Future. O objetivo principal é gerar impacto positivo, nas comunidades vulneráveis localizadas em alguns dos principais destinos turísticos latino-americanos. 

O projeto social tem como meta impactar a vida de mais de 12 mil pessoas em um período de três anos, aprimorando as habilidades das pessoas e apoiando o empreendedorismo local. Além do Brasil, mais quatro países serão contemplados com a iniciativa: Argentina (Puerto Iguazú), Chile (Puerto Montt), Colômbia ( Melgar) e México ( Vera Cruz). 

No Brasil, foi escolhida a Comunidade Pesqueira de Zacarias, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, em Maricá. A ideia é integrar a comunidade pesqueira de Zacarias, respeitando seu patrimônio cultural e criando novas oportunidades econômicas e de trabalhos: como a venda de peixes para turistas, restaurantes e visitas guiadas à Lagoa de Maricá.

“Um importante passo que demos em direção à responsabilidade social, nossa expectativa com o Transforming The Future, é gerar um impacto relevante na Comunidade Pesqueira de Zacarias e criar novas possibilidades de trabalhos para as pessoas”, conclui Federico Siri presidente da Universal Assistance Brasil.

O projeto será executado em etapas: a primeira fase começou em dezembro de 2022, os trabalhos de campo em Puerto Iguazú e Zacarias duram três anos. Já no Chile, Colômbia e México a implementação começa no final de 2023. Os destinos serão certificados com o selo Biosfera – um importante reconhecimento internacional alinhado aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que garante a sustentabilidade dos projetos locais. 

“Transforming The Future é, sem dúvida, o programa de responsabilidade social mais importante que lançamos. Temos orgulho de apoiar essas iniciativas que oferecem oportunidades às comunidades que precisam de nossa ajuda e permitem que as pessoas aprimorem suas habilidades e desenvolvam seus empreendimentos, ou ainda, adquiram conhecimentos para empreenderem em novos negócios”, afirma o Fernando García Ruiz, CEO Regional da Universal Assistance.

29 resseguradoras e seguradoras lançam protocolo de emissão zero com a ONU em Davos

A Net-Zero Insurance Alliance (NZIA), convocada pelas Nações Unidas, lançou o primeiro protocolo de definição de metas da Aliança na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.

Como gerentes de risco, seguradoras e investidores, o setor de seguros tem um papel importante a desempenhar na transição para uma economia global com emissões zero, apoiando seus clientes na tomada de medidas concretas para alcançar tal objetivo.

A versão 1.0 do Protocolo de definição de metas da NZIA (o Protocolo) permitirá que os membros da NZIA comecem a definir de forma independente metas intermediárias com base científica para seus respectivos portfólios de subscrição de seguros e resseguros de acordo com um caminho de transição líquido-zero consistente com uma temperatura máxima aumento de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Com o lançamento do Protocolo, os membros existentes da NZIA são obrigados a definir e divulgar sua(s) meta(s) inicial(is) até 31 de julho de 2023.

Este importante marco ocorre 18 meses após o lançamento da Aliança na Cúpula do Clima do G20 de 2021 em Veneza por oito das principais seguradoras e resseguradoras do mundo. Desde então, a aliança cresceu para 29 seguradoras e resseguradoras, representando cerca de 15% do volume mundial de prêmios globalmente.

“Temos muito orgulho de estar entre os pioneiros na luta contra as mudanças climáticas no setor de seguros. O protocolo de definição de metas da NZIA nos levará a sermos ainda mais ambiciosos.”

Thomas Buberl, CEO, AXA

“O primeiro protocolo de definição de metas da NZIA é um avanço histórico. Pela primeira vez, seguradoras e resseguradoras entre as maiores do mundo construíram uma estrutura e ferramentas de medição para avaliar o impacto de suas atividades nas mudanças climáticas. O protocolo de definição de metas da NZIA servirá como um catalisador para definir metas ambiciosas e sem precedentes para o zero líquido”, disse Renaud Guidée, presidente da NZIA e diretor de risco do grupo na AXA.

“Nenhuma empresa pode superar a crise climática sozinha. Deve ser um esforço global e nosso setor, pilar de toda economia bem-sucedida, tem um papel fundamental a desempenhar. O marco de hoje é um compromisso claro de seguradoras e resseguradoras em todo o mundo, à medida que passamos da aspiração para a definição clara de metas. Tive a honra de lançar a Net-Zero Insurance Alliance, convocada pela ONU, dezoito meses atrás, na Cúpula do Clima do G20 em Veneza. Essa aliança representa cerca de 15% dos prêmios globais e está pronta para escalar e acelerar a contribuição do setor de seguros para uma economia mais verde e inclusiva”.

Philippe Donnet, CEO, Generali

O Protocolo baseia-se no lançamento do primeiro padrão contábil global para medir as emissões de gases de efeito estufa associadas às carteiras de subscrição de seguros (“emissões associadas a seguros”) desenvolvido pela Partnership for Carbon Accounting Financials (PCAF) em colaboração com a NZIA.

“A mudança climática é um dos maiores desafios que enfrentamos como sociedade global e as resseguradoras desempenham seu papel na transição para uma economia de baixo carbono. Definir metas para descarbonizar carteiras de re/seguro é, portanto, um passo crucial, servindo como uma estrela do norte no caminho para zero líquido”, disse Thierry Léger (foto), diretor de subscrição do grupo, Swiss Re, cuja organização lidera o grupo de trabalho de definição de metas da NZIA .

“A descarbonização econômica é essencial para o planeta. O nosso compromisso ambiental é elevar gradual e progressivamente a fasquia da sustentabilidade, com objetivos específicos definidos para 2023 que contribuam para a redução das emissões de gases com efeito de estufa da nossa carteira de seguros e resseguros e que nos facilitem acompanhar a sociedade numa transição justa, ajudando tanto nossos clientes quanto aquelas pessoas cujos meios de subsistência estão interligados com atividades relacionadas ao carbono também convergirem nessa direção”.

Antonio Huertas, CEO, MAPFRE

O Protocolo descreve cinco tipos de metas dentro de três categorias de metas (ou seja, dois tipos dentro da categoria de redução de emissões, dois tipos dentro da categoria de engajamento e um para ressegurar a categoria de transição). Os membros existentes da NZIA deverão definir pelo menos um dos cinco tipos de alvo até 31 de julho de 2023 e pelo menos um tipo de alvo em cada uma das três categorias de alvo até 31 de julho de 2024. Aqueles que ingressarem na Aliança após janeiro de 2023 terão seis meses para definir sua primeira meta e um ano depois para definir um tipo de meta em cada uma das três categorias de meta.

“Metas claras são parte integrante da estratégia climática da Munich Re. Apoiamos o papel de liderança da NZIA na definição de uma estrutura comum para metas climáticas no setor de seguros, que destaca o papel das seguradoras como facilitadoras de uma transição sustentável”.

Joachim Wenning, CEO, Munich Re

“O lançamento do Protocolo sinaliza a passagem do compromisso para a implementação. Agora é a hora de as seguradoras estabelecerem metas de descarbonização ambiciosas e credíveis com base científica para seus respectivos portfólios de seguros e apoiar uma transição justa para uma economia de emissões líquidas zero para evitar uma catástrofe climática e garantir um futuro sustentável”, disse Butch Bacani, que lidera Princípios da Iniciativa de Seguros Sustentáveis do PNUMA, que criou a NZIA no ano passado.

A NZIA também anunciou recentemente que a Alliance continuará a colaborar com a Science Based Targets Initiative (SBTi) no desenvolvimento de sua abordagem para definição de metas para carteiras de subscrição de seguros e resseguros de acordo com o próximo Padrão Net-Zero para Instituições Financeiras da SBTi (FINZ ).

“Uma transição bem-sucedida para net-zero depende em grande parte da ação das empresas. As seguradoras têm o conhecimento e as ferramentas para apoiá-las nessa transição e ajudar as empresas a mitigar e se adaptar às consequências físicas de um planeta em aquecimento. O protocolo inicial de definição de metas permite que a Zurich desenvolva nossos compromissos existentes, comunique de forma transparente o caminho do grupo para o lucro líquido em seguros e trabalhe com nossos clientes para atingir suas próprias metas”.

Mario Greco, CEO, Zurich Insurance Group

Daniel Castillo deixa conselho para assumir a vice-presidência de subscrição do IRB Brasil Re

daniel castillo

O Conselho de Administração do IRB-Brasil Re elegeu Daniel Castillo para ocupar o cargo de diretor vice-presidente de subscrição, posição que vinha sendo interinamente ocupada por Marcos Falcão, cumulativamente ao cargo de diretor-presidente. Castillo tomou posse do cargo na data da sua eleição, em 2020, com mandato pelo prazo remanescente da diretoria estatutária da companhia. Ainda nesta mesma data, o Castillo renunciou ao seu cargo de membro titular do Conselho de Administração do IRB Brasil RE.

Castillo possui trajetória de quatro décadas no setor de resseguros, tendo atuado em áreas técnicas de sinistros (em seguradoras) e de subscrição (em resseguradoras), e assumido posições de liderança nacional e regional em diversas partes do mundo, em companhias globais como Munich Re e General Re.

Exerceu diversos cargos de destaque na General Reinsurance AG até 2020, quando ingressou como Conselheiro do IRB Brasil RE, tendo ocupado as posições de Head Regional de P&C para América Latina, Espanha e Portugal; Membro do Conselho Executivo Global e Vice-Presidente Executivo de P&C Treaty para Europa Continental, Oriente Médio, África do Sul e América Latina; Presidente da Gen Re no México; Vice-Presidente Sênior – Head Regional Europa Continental, Africa e América Latina; Presidente da General Cologne Re Correduria de Seguros na Espanha e Presidente da General Re Sur na Argentina. Antes atuou na Munich Re Canadá, com passagens ainda pela Bradesco e SulAmerica Seguros. É graduado em Engenharia Civil pela PUC do Rio Grande do Sul, com MBA da Queens University em Ontário, Canadá.

Bradesco Vida e Previdência lança Fundos de Previdência Data Alvo

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, inicia 2023 anunciando uma novidade: o lançamento de uma família de fundos de previdência Target Date (Data Alvo). Alinhado às melhores práticas internacionais de alocação de ativos de Previdência, o novo produto tem como principal caraterística o ajuste automático da carteira ao longo da fase de acumulação, sem necessidade de realocação de fundos, reduzindo a exposição ao risco e a taxa de administração à medida que se aproxima a data alvo fixada para a conversão dos recursos.

Administrados pela Bradesco Asset Management, os novos fundos estão disponíveis nas modalidades PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), com quatro vencimentos programados: 2030, 2040, 2050 e 2060. Para cada data alvo, haverá uma combinação de, no máximo, dois produtos, que entregará a alocação ideal para o período determinado.

De acordo com Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, as alocações de ativos vão muito além do mix entre renda fixa e renda variável dos produtos mais antigos dessa modalidade.

“Dadas as relações entre risco e retorno muito particulares no mercado brasileiro, as fronteiras eficientes no mercado local pedem uma combinação de alocações com classes de ativos mais ampla, com o uso, por exemplo, de ativos internacionais como mitigadores de risco na formação das carteiras”, destaca.

Scripilliti observa, ainda, que a modelagem dos fundos Target Date se adapta à nova concepção de vida pessoal e profissional, menos linear e uniforme do que no passado, segundo apontam pesquisas relacionadas à longevidade.

“Nesse sentido, o produto vai muito além da aposentadoria, podendo ser programado para atender a objetivos predefinidos, como prover respaldo financeiro a um intercâmbio, uma especialização no exterior, um período sabático, uma transição de carreira, a aquisição de um imóvel em prazo determinado ou a realização de uma viagem, entre outras inúmeras possibilidades, utilizando as opções de conversão de renda disponíveis”, explica o executivo

Somada à recente modernização da Família PrevJovem, de planos de previdência voltados para crianças e jovens, e à crescente sofisticação de sua grade de produtos para a fase de acumulação promovida nos últimos anos, a nova iniciativa reforça o compromisso da Bradesco Vida e Previdência de oferecer soluções completas em previdência privada para todos os momentos de vida e anseios de cada cliente, valorizando aspectos intergeracionais e de planejamento sucessório característicos dos produtos do setor.