Venda de seguro garantia cresce 14% em 2022, para R$ 3,47 bilhões

Guilherme Malucelli Junto Seguros

ATUALIZAÇÃO PARA CORREÇÃO DE DADOS DA POTTENCIAL – 03/02/2023 – 11:17

O segmento de seguro garantia encerrou 2022 com vendas de R$ 3,47 bilhões, alta de 14% em comparação a 2021, considerando-se prêmios diretos. As indenizações somaram R$ 891 milhões no ano passado, gerando um índice de sinistralidade de 28%. Apesar do bom resultado, o setor levou um grande susto com a crise da Americanas.

Os executivos ainda avaliam quais os impactos que a recuperação judicial e uma possível falência podem gerar no segmento de seguro garantia judicial. Segundo fontes do setor, a Americanas, assim como Ambev, são péssimas pagadoras de impostos. Questionam tudo e judicializam tudo, o que fez deles grandes usuários do seguro garantia judicial fiscal. A exposição é altíssima. Estimada entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. “Se a empresa falir, será também uma ‘hecatombe’ (massacre, matança, carnificina) no seguro garantia.

A Junto Seguro é líder do segmento, com market share de 18%, com mais de 200 mil apólices emitidas. Este é um nicho de mercado que vem atraindo muito competidores, principalmente em seguro garantia judicial. São 36 seguradoras disputando um mercado tido com imenso potencial.

“Foi mais um ano histórico para Junto e temos a ambição de que 2023 seja ainda melhor, pois o mercado tende a crescer com ainda mais expressividade com a retomada dos julgamentos dos processos do CARF e manutenção dos investimentos em infraestrutura. Estamos entusiasmados com as soluções que temos para oferecer para os nossos parceiros e parceiras em 2023”, afirma.

A plataforma Fidelize é responsável por boa parte deste crescimento. Trata-se da plataforma digital do corretor criada pela Junto Seguros há quatro anos. Ela coleta dados no ecossistema que engloba 180 robôs ligados por meio de API’s (interface de programação de aplicações),e após essa coleta, apresenta ao corretor o passivo judicial existente para aquele CNPJ. Sejam discussões de âmbito trabalhista, cível e tributário. 

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Segundo Malucelli, além da liderança em Seguro Garantia, a Junto se reposicionou e também teve uma participação ativa no mercado de Fiança Locatícia para empresas, estando entre as principais seguradoras deste produto, e em 2023 ambiciona estar entre as cinco maiores deste mercado.

Para o vice-presidente da Pottencial, Carlos Ferreira Quick, segunda colocada em prêmios direto, com R$ 604 milhões, e primeira em prêmios emitidos, com R$ 623,3 milhões, credita o bom desempenho pela sinergia e engajamento da equipe, os investimentos recorrentes em pessoas e tecnologia e a confiança dos parceiros e clientes.

“Desde que fizemos a primeira emissão de apólice, há quase 13 anos, a empresa vem registrando um crescimento contínuo, possível de ser sustentado graças aos investimentos recorrentes, especialmente na área de tecnologia, a fim de tornar a experiência do cliente cada vez melhor e mais satisfatória”, destaca.

Artigo: Ética e Compliance nas empresas

Por Rodolfo Arashiro Rodriguez, diretor de Risco e Compliance da Austral Seguradora

Quando me tornei gestor de riscos e conformidade, uma questão me preocupava. Em geral, os agentes deste ramo (compliance officers) são vistos pela corporação como os guardiões do código de ética. Mas como uma pessoa comum pode ter esta responsabilidade?

Afinal, não somos pessoas com a preparação ou vocação de um padre, pastor, monge ou rabino. É também diferente do trabalho de um juiz, pois este analisa argumentos de defesa e acusação com base na lei. As questões éticas dentro de uma empresa estão, na maioria das vezes, dentro do campo da legalidade e é difícil estabelecer o que é certo e errado. Ou mesmo quando aplicar uma análise deste tipo sobre uma ação dentro da companhia. É preciso buscar uma estrutura para começar o trabalho.

Muitas mentes brilhantes já se debruçaram sobre as questões éticas e fornecem uma estrutura que pode ser utilizada nas nossas análises e decisões. Ética ou Filosofia Moral, neste sentido, é um ramo da filosofia que busca sistematizar o que é certo e errado. São três níveis de análise, a metaética, a ética normativa e a ética descritiva.

A metaética faz questões como: “existe o certo e errado?” ou “é possível saber o que é certo?”. São questões relevantes, mas que acabamos superando para chegar à ética normativa. Essa sim uma busca por prescrever avaliações sobre o certo ou errado. Veremos adiante três das principais vertentes deste campo.

Por fim, a ética descritiva é parte da sociologia, antropologia e psicologia social. Busca descrever efetivamente como as pessoas se comportam.

Há um vídeo bastante difundido do filósofo Mario Sérgio Cortella que analisa a atitude de um maratonista. Ele, ao ver o líder da prova se confundindo em relação à linha de chegada, não o ultrapassa. E mais, dá ajuda para chegar ao final. Perguntado sobre o ocorrido, o atleta diz que fez o correto, e que uma ação diferente envergonharia sua mãe.

Um dos ramos principais da Filosofia Moral é a Ética da Virtude. Descreve o caráter de um agente moral como uma força motriz para o comportamento ético, e é usada para descrever a ética dos primeiros filósofos gregos, como Sócrates e Aristóteles.

Ético é fazer aquilo que uma pessoa honrada faria. É fazer aquilo que deixaria sua mãe orgulhosa, ter calma, boa reflexão, lógica, disciplina, modéstia, temperança e autoconhecimento. Remonta pensadores como Marco Aurélio, Epíteto, Sêneca e várias prateleiras de autoajuda nas livrarias.

Outro ramo fundamental é a Deontologia, teoria ética normativa de que a moralidade de uma ação deve ser baseada em si é certa ou errada, sob uma série de regras, em vez de suas consequências. O maior expoente desta linha é Immanuel Kant.

O argumento começa com a premissa de que o bem supremo deve ser bom em si mesmo e sem qualificação. O prazer, por exemplo, parece não ser bom sem qualificação, pois pode vir de ações moralmente ruins.

Ele conclui que há apenas uma coisa que é verdadeiramente boa: nada no mundo pode ser concebido que possa ser chamado de bom sem qualificação. Exceto, uma boa vontade.

Kant argumenta que as consequências de um ato de vontade não podem ser usadas para determinar se a pessoa tem uma boa vontade. Boas consequências podem surgir por acidente e más consequências podem surgir de uma ação bem motivada.

Assim, a única coisa que é verdadeiramente boa em si mesma é uma boa vontade. E uma boa vontade só é boa quando quem quer fazer alguma coisa porque é dever dessa pessoa.

Um conceito importante é o “Imperativo Categórico”: agir apenas quando a ação pode ser transformada em uma lei universal. Por exemplo, dizer a verdade pode bem ser uma lei universal. Outro ponto é nunca utilizar uma pessoa como meio para um fim; e que todo ser racional deve agir como se fosse sempre um membro legislador de um reino universal.

A terceira forma de ética normativa é o Consequencialíssimo. Talvez a mais intuitiva de todas, como o nome diz, sustenta que as consequências da conduta de alguém são a base para o julgamento sobre a correção ou incorreção dessa conduta. Assim, um ato moralmente correto é aquele que produzirá um bom resultado.

Uma vertente conhecida deste ramo é o Utilitarismo, onde se tenta de certo modo quantificar as consequências ou utilidade dos atos e fazer um julgamento a partir daí. A partir da consciência humana, podemos derivar quanta utilidade é derivada de cada ação e sua consequência.
Uma derivada interessante e pouco intuitiva desta forma de se pensar é que o conceito de utilidade vale para todos os seres conscientes.

Um animal, por exemplo, tem algum nível de consciência e, portanto, seu bem estar deveria ser levado em consideração em alguma medida. Seria errado, sob esta ótica, permitir rinhas de animais, pois a eventual utilidade para os espectadores seria amplamente anulada pelo sofrimento e morte causados.

Há ainda uma consideração adicional sobre a correção de nossas ações no ambiente empresarial. Max Weber faz uma distinção entre Ética da Convicção e Ética da Responsabilidade.

Quando estamos agindo em nome de uma empresa, nem sempre as nossas convicções são suficientes para tomar uma atitude correta. É preciso analisar as consequências para aqueles a quem representamos. E isto vale para qualquer ação dentro do ambiente empresarial, ainda que aparentemente não haja uma questão moral envolvida. Nunca esquecer dos nossos deveres fiduciários.

Desta forma, sempre que confrontado com algum dilema ético, tento aplicar estes raciocínios sobre o problema, e assim encontrei algum conforto para tratar destas questões, mesmo sendo uma pessoa comum. Talvez, o mais necessário seja alguma coragem e iniciativa para enfrentar situações, ao mesmo tempo em que se mantém aberto a expandir o entendimento sobre circunstâncias complexas em um mundo cada vez mais dinâmico. Não é simples, mas é um caminho necessário.

WTW anuncia nova diretora de vida e Produto

Fonte: WTW

A WTW contrata Telma Nagano como diretora de Vida e Produto para a área de Saúde e Benefícios no Brasil. A executiva assumirá a posição de Reinaldo Lovetro que agora é Head de Broking LATAM.

Com mais de 24 anos de experiência na área comercial de seguro de vida, Telma atuou em grandes empresas do mercado segurador como a AXA Seguros Zurich Seguros e a Metropolitan Life Seguros, além da distribuidora de telemedicina Prontto. A executiva é bacharel em Direito pela Universidade Cidade de São Paulo, com MBA em Gestão em Negócios pelo IBMEC.

De acordo com o head da área de Saúde e Benefícios, Cláudio Pepeleascov, a chegada da profissional é parte de uma estratégia da WTW que durante todo o ano de 2022 tem reforçado o time de especialistas da área de Saúde e Benefícios.

“Refletimos sobre os impactos da pandemia na população segurada e os consequentes sinistros, o que nos fez entender que o produto Vida passou a assumir um posicionamento relevante e de alto valor para as organizações que estão realmente engajadas com estratégias de ESG. Por esta razão, reforçamos nosso time para levar soluções inovadoras e disruptivas para nossos clientes e seus colaboradores”, explica Pepeleascov.

Vendas de seguro da MetLife no canal parcerias avançam 110% em 2022  

Marcelo Tomei MetLife

Fonte: MetLife

A MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, comemora o crescimento de 110% no volume de vendas de seguro de vida, seguro prestamista e planos odontológicos comercializados em 2022, exclusivamente, no canal parcerias, através de bancos, plataformas de investimentos, redes de varejo, veículos e fintech’s. A seguradora tem como meta ampliar a democratização do acesso aos serviços financeiros e oferecer soluções que são essenciais para a vida das pessoas e para isso, ampliar os canais que comercializam suas soluções e produtos é fundamental. Para 2023 a expectativa é crescer acima de 30%. 

Entre os motivos apontados pela seguradora como responsáveis por esta aceleração estão: o desenvolvimento de programas de seguros exclusivos aos parceiros com produtos e soluções customizáveis; a oferta em canais diversos e complementares incluindo a venda presencial, por aplicativos digitais, via market place e telemarketing; a ampla diversidade de segmentos comercializando seus produtos; e principalmente a maior preocupação das pessoas com a proteção financeira, a segurança, a saúde e o futuro.

“O mercado e os canais de distribuição têm se adaptado muito bem a toda esta transformação que nós temos vivenciado, buscando novas tecnologias, inovação e principalmente soluções que acompanhem as mudanças de hábitos de consumo, entendendo como e quando o cliente quer ter acesso aos nossos produtos e de que maneira ele quer comprar”, diz Marcelo Tomei, vice-presidente comercial da MetLife.

“As pessoas estão mais preocupadas com as proteções em vida, os riscos e imprevistos que podem acontecer a todos nós no dia a dia, e as plataformas digitais e as ferramentas de tecnologia embarcada, como as APIs (Interface de Programação de Aplicativos), tornaram-se essenciais neste processo, já que elas nos posicionam de forma diferenciada no mercado e contribuem para gerarmos valor aos nossos parceiros e ampliarmos o acesso das pessoas aos nossos produtos e serviços”, reforça.

As vendas de produtos e soluções no canal representam, atualmente, mais de 50% do volume total de seguro de vida, seguro prestamista e planos odontológicos comercializados pela MetLife no Brasil. Em 2022, a seguradora atingiu a marca recorde de 23 parceiros e avançou para novos segmentos, como o varejo de roupas e acessórios. 

Na lista de parceiros, a seguradora conta com o Itaú, Inter, Mercantil e Safra . O avanço foi grande também nas plataformas de investimentos, com o crescimento das vendas do seguro de vida individual, como na XP e BTG[FL2] . Os segmentos de veículos e as redes de varejo também se mostram relevantes para a estratégia da MetLife, tendo frentes em expansão com a Chevrolet, Yamaha e C&A. Ainda no primeiro semestre de 2023, serão anunciadas novas parcerias comerciais, nos segmentos de bancos e fintech’s, ampliando a oferta das soluções MetLife a milhões de clientes destes parceiros que podem escolher as coberturas e benefícios adequadas ao seu momento de vida de uma forma imediata, simples e digital. 

“A MetLife tem se destacado no canal parcerias com um crescimento relevante, consistente e que trouxe resultados expressivos. Em 2021 atingimos a marca de 20 parceiros, avançamos para novos segmentos e tivemos 70% de crescimento. Agora em 2022 crescemos ainda mais”, destaca o executivo. 

Este cenário dá noção da importância do seguro do ponto de vista de negócio, ao expandir a proposta de valor dos parceiros e ampliar a rentabilidade. “Nós percebemos que as incertezas e a preocupação com o bem-estar e o futuro intensificaram o interesse das pessoas por seguros e isso se reflete em um foco ainda maior dos canais de distribuição, que entendem os seguros como uma oportunidade para entregar uma solução de alto valor, relevante para a vida das pessoas e com isso ampliar a permanência e a fidelidade dos clientes.”, comenta Tomei.

“Encerramos 2022 superando a marca de 1,5 milhão de clientes, 25% acima do obtido em 2021 e a meta para 2023 é superar a marca de 2,0 milhões de clientes”, orgulha-se Tomei. 

MAG Seguros forma assessores de Investimento para venda de seguro

Fonte: MAG

A MAG Universidade e a Diretoria de Parcerias Financeiras da MAG Seguros finalizaram nesta semana o 2º Programa de Formação de Assessores de Investimento para Venda de Seguro de Vida. O projeto visa capacitar agentes financeiros, para que estes possam ampliar a sua área de atuação e oferta de produtos e serviços ao cliente investidor. Além disso, o Programa oferece apoio aos estudos para certificação da ENS (instituição autorizada pela Susep para aplicação do Exame para Habilitação de Corretores de Seguros) e desenvolvimento das competências necessárias para o exercício da profissão de corretor de seguros.

“Estamos muito satisfeitos com esta grande entrega aos parceiros e ao mercado. Formar nossos profissionais para a indústria de seguros, amplia nossa capacidade de atuação e, principalmente, nos permite levar mais proteção a toda a sociedade”, comenta Larissa Althoff, Diretora de Parcerias Financeiras da MAG Seguros. Larissa enfatizou que o projeto fornecerá ao Agente financeiro conhecimento, qualificação e ferramentas suficientes para que ele possa oferecer aos clientes um planejamento financeiro completo.

“A grande expertise que a MAG possui na formação de profissionais amplia para nós o relacionamento com os parceiros e nos proporciona cada vez mais falarmos do nosso mercado, nosso processo de vendas e portifólio de produtos”, acrescenta Poliana Cunha, Analista de Gente e Gestão, da equipe de Gestão de Talentos Comerciais, outra responsável pelo projeto.

Lucro das seguradoras avança 118% em 2022, para R$ 18,1 bilhões

Apesar das dificuldades de 2022, as seguradoras conseguiram elevar o lucro líquido em 2022 em 118%, para 18,1 bilhões, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), organizados pela consultoria Siscorp. Quatro seguradoras representam 52% deste valor e formam o clube do bilhão. O prejuízo também foi reduzido. Quatorze seguradoras fecharam no negativo em 2021 e no ano passado apenas seis. Os balanços de 2022 começam a ser divulgados neste mês, com os principais comentários das companhias sobre o desempenho.

A disputa pela liderança do ranking foi acirrada. Bradesco Seguros lucrou R$ 4,2 bilhões em 2022, retornando a liderança do ranking, ocupado em 2021 pela BB Seguridade, que vem em segundo lugar no ano passado, com ganho de R$ 4,29 bilhões. Uma diferença de apenas R$ 5 milhões entre elas. A Caixa se manteve na terceira colocação, com R$ 2,8 bilhões.

Porto e Itau, que juntas tem uma das principais parcerias do mercado de seguros, se revezaram nos anos analisados. O Itaú, que em 2021 lucrou R$ 579 milhões, voltou ao quarto lugar do ranking em 2022, com R$ 1,2 bilhão. A Porto deixou o grupo do bilhão, que ocupou em 2021, com R$ 1,1 bilhão de lucro, para a quinta maior em 2022, com R$ 761 milhões.

Fora as cinco primeiras, as outras alterações no ranking foram mais sutis. A Icatu, por exemplo, saiu da 11a. em 2021 para figurar na nona posição em 2022, com ganho de R$ 373 milhões. A SulAmérica, salto da 15a. para a 10a., com R$ 347 milhões. A Liberty subiu da 32a. para a 17a., com R$ 157 milhões. A MAG Seguros saiu da 38a. para a 15a., com lucro de R$ 215 milhões em 2022.

Os segmentos de automóvel, vida e seguro rural foram os principais responsáveis por essas mudanças. “Os resultados foram impulsionados pelo processo de reprecificação que vem sendo realizado ao longo dos últimos meses pelas seguradoras, a fim de ajustar os prêmios emitidos à inflação e aos maiores custos com sinistros”, traz relatório dos analistas do BB Investimentos. Sobre as perspectivas para o ano, a equipe da BB Investimentos afirmar seguir “positiva quanto ao setor de seguros em geral, fundamentados no alto patamar das taxas de juros, que devem beneficiar o resultado financeiro das empresas”.

Europ Assistance firma parceria com Kia Brasil

Fonte: Europ Assistance

A Europ Assistance Brasil (EABR) firmou uma parceria para o fornecimento de serviços de assistência 24 horas para a importadora Kia Brasil. O acordo começa a valer nesta quarta-feira, dia 1º de fevereiro, e envolve os três modelos híbridos – Stonic, Sportage e Niro, além da minivan de luxo, Carnival – a partir do ano/modelo 2022/2023, com validade de 12 meses a contar da data de emissão da nota fiscal da primeira venda do veículo.

A parceria – que tem relação direta com o conceito de cuidar (CARE) – envolve a prestação de serviços 24h, todos os dias da semana, em qualquer lugar do território brasileiro, para aproximadamente seis mil proprietários de veículos da Kia. 

O atendimento será feito pelo telefone 0800 111 12 13 ou por meio da leitura de um QR Code fixado no para-brisa do veículo, que redireciona o cliente para as informações necessárias para acionar os serviços de assistência e os tipos de cobertura disponíveis. Entre os principais serviços oferecidos estão reboque até a concessionária mais próxima nos casos de pane elétrica ou mecânica, chaveiro, carga em bateria e táxi (ou outro meio de transporte alternativo) com limite de 50 km do local do socorro para voltar para casa. 

“Estamos muito felizes com mais esse acordo porque confirma o bom momento que nós vivemos, após os desafios que o setor de assistência atravessou durante a fase mais dura da pandemia. Os clientes da Kia Brasil serão atendidos com a qualidade que atendemos hoje aos clientes das seguradoras, locadoras e montadoras em nosso portfólio, que atualmente conta com mais de quatro milhões de veículos ativos em nossa base. Foi buscando uma empresa com know-how e capacidade operacional que fomos escolhidos pela Kia, para que os clientes da marca tenham uma experiência de atendimento diferenciada”, garante o diretor Comercial e Marketing da Europ Assistance Brasil, Rogerio Guandalini.

Ainda segundo o executivo, apesar da companhia já possuir uma operação consolidada no segmento automotivo, “existem especificidades na prestação de serviços de assistência para veículos híbridos que precisam ser observadas para que não ocorram danos em caso de necessidade de transporte. Por isso, acredito que esta nova parceria vai exigir um nível ainda maior de qualidade em nosso atendimento, mas estamos 100% preparados para isso”, completou. 

Segundo Gabriel Loureiro, diretor de Pós-vendas da Kia Brasil, a escolha da Europ Assistance Brasil no fornecimento de serviços de assistência se deve justamente a esse conhecimento e experiência da empresa no setor automotivo, que agrega estrutura e o cuidado na entrega junto ao consumidor. 

“A parceria com a Europ Assistance representa mais um importante benefício oferecido aos clientes Kia e está alinhada com a Identidade de Serviços Kia Service, que procura oferecer mais comodidade, mais agilidade e mais qualidade aos proprietários dos veículos da marca, atingindo a excelência na experiência de atendimento”, comenta Loureiro.

Sincor-SP: minimizar o risco do segurado deve ser um esforço de todo o setor de seguros

boris ber Sincor-SP

por Por Boris Ber, presidente do Sincor-SP – Sindicato dos Corretores de Seguros no estado de São Paulo

Não somente em palestras ou reportagens que vejo, mas nas rodas de conversa com vários players do setor de seguros, sejam corretores, executivos de seguradoras, líderes de entidades, todos falam do crescimento do mercado e dos seus negócios. Naturalmente, essa é a vontade de todos que jogam no setor de seguros e realmente acontece para muitos. Mas a realidade do dia a dia tem trazido desafios que são gargalo para o potencial do quanto poderíamos crescer.

Hoje, os corretores de seguros têm enfrentado um problema que se mantém de certa forma silencioso, mesmo sendo enorme: a aceitação de seguros por parte das companhias. Não vemos as seguradoras nem suas entidades representativas, nem os resseguradores, darem solução para o que está acabando com os negócios dos corretores. O comportamento nos últimos meses, tanto dos corretores que não conseguem proteger seus segurados, como das seguradoras que deixam negócios na mesa, mostra uma apatia como “tá ruim, mas tá bom”.

É normal no meu dia a dia como presidente do Sincor-SP receber desesperados contatos de corretores de seguros pedindo ajuda para colocação de um risco, para fazer o seguro que seu cliente precisa. Está no momento de as companhias buscarem uma solução, seja através de resseguradores internacionais, de resseguradores estabelecidos no Brasil, ou conseguindo ressuscitar um acordo de cosseguro, como já funcionou muito bem no passado. Mas não podemos ficar sem solução para o cliente de seguro. De nada adianta ter o discurso que o corretor de seguros é o grande protetor do segurado, que está sempre pronto para resolver os problemas, se não temos os instrumentos para isso.

É uma discussão que precisa ser feita de forma madura. Sabemos que não existe milagre, que as companhias estão se readequando após as perdas com fenômenos naturais, que causaram prejuízo no agro e em algumas carteiras, por exemplo, o que mostra uma insuficiência de taxa, ou de importância segurada. Ao observamos em um condomínio o preço que está sendo cobrado do seguro e o que está sendo segurado, nem o próprio corretor aceitaria este risco. O mercado também enfrentou mudanças como a subida de preço dos automóveis, que trouxe uma receita adicional para as corretoras, mas com um perigo muito grande de haver perda de itens, de pessoas que não conseguirem renovar seus seguros. Então é ilusório o crescimento, porque subiu o preço, mas não a carteira de clientes – pelo contrário, há uma perda de segurados para as associações de proteção veicular bem como para empresas que oferecem coberturas menores. Em riscos industriais também vimos uma subida de preços, na mesma proporção da sinistralidade. Sabemos do aumento de indenizações nos seguros de responsabilidade, da alta de incêndios em apartamentos e condomínios, do crescimento dos sinistros de vendaval, de dano elétrico, da cada vez maior utilização de serviços de assistência a residências… Atuamos neste mercado, diretamente com o cliente.

Por isso, penso que, mesmo que tenhamos franquias mais altas, taxas mais altas, exigências mais altas, nós podemos e devemos atuar juntos para eliminar ou minimizar os riscos, fazer o gerenciamento para que o seguro possa ser viabilizado e aceito. Há pouco tempo víamos um trabalho de melhoria de riscos, quando o corretor de seguros orientava o segurado a seguir recomendações da seguradora, e protegia seu imóvel com sprinklers e hidrantes, por exemplo, e com isso o cliente tinha uma redução no prêmio e, consequentemente, um retorno no investimento que fazia para a aceitação. Hoje não tem mais essa abertura, é sem diálogo: “Se você tem um risco bom eu aceito, se não tem não aceito”, determina a seguradora. A consequência dessa arbitrariedade é que caminhamos para ter menos corretoras no mercado, já que teremos menos segurados atendidos. É muito difícil para o corretor chegar para um segurado que está com ele há 10, 20, 30 anos e dizer “Durante todo esse tempo eu fiz o seguro da sua fábrica, mas agora não consigo fazer”. E não se trata de grandes negócios somente, mas também de pequenos, dependendo do ramo, como pequenas tecelagens, por exemplo.

Juntos, todos os integrantes do setor, precisamos fazer uma reflexão de futuro, ter uma discussão madura. O Sincor-SP está super disposto e preparado para esta conversa, mas é fundamental que todos estejamos sintonizados em uma mesma visão. Evidentemente, não precisamos ir de zero a 100 em poucos segundos, mas temos que sair do zero. Na verdade, temos que sair “menos zero”, porque hoje estamos andando para trás, damos um passo para frente e dois para trás.

Mesmo passando por desafios, precisamos encontrar soluções. Mesmo que esse remédio possa ser um pouco amargo, que o jeito seja incluir modalidades de taxação, franquias, participações. Não estamos discutindo qual o remédio ou o quão amargo ele tem de ser. O problema é que estamos deixando morrer sem dar qualquer remédio. Corretores e seguradores estão tocando a vida usando o “deixa estar”, “vamos ver como é que fica”, e isso não é bom. Desgasta a imagem das seguradoras, mancha os corretores e aquele segurado que amealhou um patrimônio e sempre contratou seguro de repente não tem mais a tranquilidade para dormir sossegado. 

O corretor de seguros sente no dia a dia que a sinistralidade cresceu, não somos contra uma movimentação positiva de taxas, mas temos que barrar a não aceitação pura e simples. Não existe seguro inaceitável, mas produto mal taxado. Vamos trabalhar em propostas que sejam viáveis não apenas para favorecer o desenvolvimento de novos negócios do setor, mas, principalmente, para não perder o que foi conquistado até aqui.

MAPFRE quer corretores para vender seguro rural

destaca Raphael Bauer, Diretor Geral Comercial da MAPFRE Brasil.

Se há um segmento de seguros que está no radar das principais companhias do Brasil é o agronegócio  – mesmo sendo o campeão de pagamentos de indenizações em 2022. Até novembro do ano passado, as vendas dos seguros rurais totalizaram R$ 12,7 bilhões, e os pagamentos de indenizações R$ 10,3 bilhões, o que representou alta de 35% e 43%, respectivamente, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). “Foi o maior volume de indenizações já pago no Brasil”, destaca Raphael Bauer, diretor geral comercial da MAPFRE Brasil.


“O agronegócio, por ser um setor que representa quase 27% da economia em 2022 e o que mais mostra potencial de crescimento neste ano com estimativa de crescimento de 8%, segundo a Instituto Brasileiro de Economia da FVG, atrai interessados em atuar em seguros. A questão é que somente quem realmente tem experiência em operar em um nicho extremamente exposto às intempéries da natureza, se mantém. E nós temos essa expertise. O grupo MAPFRE (Mutualidad de la Agrupación de Proprietarios de Fincas Rusticas de España) começou a própria história com o agronegócio como um grupo de proprietários de Fazendas agrícolas para se uniram para proteger com seguro os trabalhadores e, hoje, a maior parte do resultado no Brasil vem do rural”, informa Bauer, que também destaca que a Brasil é 2ª a maior operação do mundo entre todos os países em que a MAPFRE atua.

Tradição e expertise no seguro rural

Hoje, a MAPFRE é a segunda maior seguradora do segmento rural em prêmios emitidos no Brasil. No ano passado, de janeiro a novembro, o grupo espanhol arrecadou a expressiva marca de R$ 1,1 bilhão, valor que superou os R$714,6 milhões registrados no ano anterior durante o mesmo período. Em um ano complicado e com dificuldade, a empresa pagou aproximadamenteR$ 1 bilhão em indenizações, o que representou um índice de sinistralidade (receitas x pagamentos) de 104,7%. Algumas companhias ultrapassaram 200%, segundo dados da Susep. “Devido a maior seca da história dos últimos 100 anos no Brasil, o rural foi o segmento que atuamos com maior perda no primeiro semestre, mas também proporcionou o nosso maior lucro no segundo semestre. Isso mostra que sabemos administrar a volatilidade de uma carteira complexa como essa justamente por sermos especialistas no assunto”. 


Bauer, que completou 1 ano de retorno ao Brasil após passagens pela Espanha e pelo Equador, está otimista com 2023. “Há muita demanda pelo seguro rural. Em 2022, o pedido de subsídio ao governo foi de R$ 2 bilhões, mas apenas R$ 1 bilhão foi concedido. Mesmo sem a concessão do subsídio, o produtor tem contratado o seguro. Os eventos climáticos de 2022 ajudaram a mostrar a importância de contar com um seguro que proteja as safras de eventuais problemas”, ressalta.

Especialistas técnicos e Comerciais em agronegócios, produto, e capacidade são três vertentes para o crescimento. Além de tornar a venda simples por meio da nova plataforma digital, a MAPFRE consegue uma boa colocação de resseguro, o seguro da seguradora. “Ter capacidade de resseguro é vital para o seguro. Enquanto muitos concorrentes estão com dificuldades em negociar o resseguro, nós temos o apoio da MAPFRE Re. Esse fator, aliado a possuir produtos para proteger mais de 70 culturas, o patrimônio, maquinário, a propriedade e as vidas dos agricultores nos ajuda a incrementar as vendas e atrair corretores que ainda não comercializam os nossos produtos. A consequência disso é a expansão da  carteira. Com investimentos na contratação de um Head Comercial de Agro nacional em 2023 e reforço da equipe técnica,  confiamos crescer pelo menos 30% em 2023”, conta.

A importância do corretor de seguros

Diante de um cenário de forte demanda, a MAPFRE quer despertar a atenção dos corretores de seguros para este nicho e treiná-los. “Crescemos 40% em vendas nos 11 meses de 2022 comparados com o mesmo período de 2021. O canal corretor avançou 85% em relação às vendas de seguro agrícola e quase 60% em Patrimonial Rural. Atualmente, contamos com 17 mil corretores parceiros e  queremos que este canal avance ainda mais para estarmos cada vez mais próximos dos produtores conscientes da importância de ter proteção para as safras. A estratégia é certa: a MAPFRE quer corretores para vender seguro rural”, comenta Bauer.

Aliada à estrutura diferenciada para atender corretores de seguros especializados em agronegócios, a MAPFRE também montou uma grade de treinamentos para que corretores de outros segmentos possam passar a atuar nesse crescente segmento. “Temos profissionais especializados neste nicho prontos para capacitar quem queira ampliar e diversificar a carteira de negócios. O agronegócio é um ramo de extrema importância e muito estratégico para nós como grupo. Tenho certeza de que estamos no caminho certo para conectar o corretor com produtores rurais e multiplicar oportunidades”, garante o diretor geral comercial da MAPFRE.

Europ Assistance Brasil lança o ‘CARE’, seu sistema omnichannel de atendimento 

A Europ Assistance Brasil (EABR) – uma das maiores empresas de assistência e seguro viagem do país – anunciou o lançamento do CARE (‘cuidado’, em português), um sistema omnichannel que otimiza os serviços e traz mais eficiência com a integração de todos os canais para melhor atender aos clientes.  

O novo sistema está em constante evolução e já é possível notar maior agilidade em todo o processo porque permite o envio de mensagens automáticas; atendimentos múltiplos; respostas mais rápidas; a criação de fluxos relacionais e informativos 24h por dia; além da colocação de um menu de opções e a automação do envio de respostas conforme o processo de atendimento.

O CARE – que veio sendo implantado na companhia ao longo dos últimos meses – gerou também novos modelos de atendimentos. Hoje a companhia atende através do WhatsApp; por web app e da EVA, a assistente virtual que interage e soluciona dúvidas dos clientes, de forma leve e agradável.

Mesmo assim, a empresa ainda recebe cerca de 220 mil ligações por mês. “Apesar de ainda ser um volume expressivo, já percebemos que, em algumas linhas de negócio, 45% das chamadas passaram a ser feitas através de canais digitais, o que trouxe melhorias significativas na qualidade do atendimento, gerando aumento no nosso NPS”, afirma Fernanda Carvalho, diretora de tecnologia da Europ Assistance Brasil.

De acordo com a executiva, a companhia atravessa um novo momento de digitalização dos canais, buscando oferecer mais conforto e confiança ao cliente durante sua jornada. “Passamos por um processo de transformação muito grande nos últimos 12 meses. Saímos de um sistema legado para um CRM e isso mudou muito a qualidade de atendimento”.

Todo esse processo de transformação começou ainda durante a pandemia, quando todo o setor de assistência enfrentou sua maior crise com a falta de mão de obra especializada, alta na inflação e nos preços dos combustíveis. A partir daí, a empresa promoveu uma série de mudanças em seus processos operacionais, envolvendo o estreitamento das relações com os prestadores e a revisão de todos os processos em busca de maior agilidade e qualidade no atendimento. 

“Nós temos muito orgulho da evolução do nosso novo sistema operacional, onde o foco é 100% o cliente, de forma a facilitar a sua vida e jornada. O CARE demonstra na prática a nova forma de trabalhar da Europ Assistance, que é focada na melhoria contínua, ou seja, cada dia que nós trabalhamos, focamos em fazer melhor, para atender melhor”, disse o CEO Newton Queiroz. 

O executivo lembrou ainda que, em breve, novos serviços e produtos serão implantados na nova plataforma, para que a experiência do cliente seja muito mais fácil e assertiva. “É importante destacar que a digitalização não significa matar os canais tradicionais, mas as empresas, especialmente aquelas que atendem 24h, precisam revisitar seus processos e integrar canais de atendimento que facilitem e ampliem a comunicação com o cliente”, concluiu.