HDI Global comemora crescimento rentável dos negócios no Brasil

Guilherme Leon HDI


A seguradora HDI Global SE registrou crescimento de dois dígitos em prêmios brutos emitidos e uma taxa combinada ainda melhor para 2022, sustentada por fortes desempenhos nas linhas de seguros corporativos, bem como crescimento robusto de novos negócios em portfólios de linhas especiais. A filial brasileira conseguiu expandir seus serviços tanto em número quanto geograficamente e, assim, contribuiu para o resultado global positivo da seguradora multinacional alemã que faz parte do Grupo Talanx.

Em um cenário de inflação crescente e incerteza geopolítica em todo o mundo, Guillermo León, CEO – HDI Global Seguros, afirma estar orgulhoso da contribuição de lucro que sua filial produziu para os resultados anuais da HDI Global em 2022: “Graças à subscrição disciplinada, excelência em sinistros e uma abordagem especializada para nossos corretores e clientes parceiros, conseguimos entregar com sucesso nossa proposta de valor, bem como uma expansão geográfica de nossos serviços no Brasil.”

Em escala mundial, a HDI Global aumentou sua receita de prêmios em 17,9% no ano fiscal de 2022 para EUR 8,9 (7,6) bilhões. O aumento ajustado ao câmbio foi de 12,9%. As principais áreas de crescimento foram seguros de bens e responsabilidades (Property & Casualty – P&C) e linhas especiais. Segundo comunicado da seguradora, o crescimento foi impulsionado tanto por novos negócios quanto por reajustes tarifários, em parte como resultado da inflação.

A HDI Global Specialty avançou em receita de prêmios em EUR 660 milhões em relação ao ano anterior, para EUR 3,1 bilhões. As linhas comerciais aumentaram 693 milhões de euros. Uma queda nas perdas de frequência reduziu o índice combinado da seguradora para 95,7% (98,7), em linha com a estratégia, apesar de um aumento no total de grandes perdas e efeitos da inflação.

Como resultado, o HDI Global quase atingiu sua meta de médio prazo de 95% bem antes do previsto. Isso reflete os efeitos positivos das medidas tomadas para aumentar a lucratividade desde 2019. Os sinistros de grandes perdas devido a desastres naturais como o furacão “Ian”, o furacão “Fiona” e as inundações na Austrália impactaram os negócios em 270 milhões de euros.

Além disso, as reservas para perdas em relação à guerra da Rússia contra a Ucrânia totalizaram 36 milhões de euros. Com um valor ligeiramente inferior a 17 milhões de euros, o baixo nível de perdas sofridas pela Tempestade de Inverno “Elliot” no quarto trimestre reflecte a estrita reestruturação do portefólio imobiliário. O lucro operacional da HDI Global subiu para 252 (196) milhões de euros no exercício financeiro. A divisão contribuiu com 177 (143) milhões de euros para o lucro líquido do Grupo Talanx.

Olhando para o futuro, León também está entusiasmado com as oportunidades para 2023: “Existe no Brasil uma vontade de fomentar projetos de infraestrutura e a economia em geral. Para isso, a indústria deve ser habilitada por um forte portador de risco. Como parceiro tradicional do setor, estamos otimistas em apoiar esses desenvolvimentos em diversas linhas de negócios – seja Engenharia, Propriedade, Responsabilidade Civil, Garantia ou Marítima”.

Em relação aos clientes brasileiros com negócios internacionais, León enfatiza as vantagens da rede global de expertise de mais de 175 países dentro da HDI Global: “Nossos programas internacionais líderes são a chave para o sucesso da HDI Global e de nossos clientes. Como padrão, compartilhamos as melhores práticas com outras filiais para oferecer aos nossos clientes que realizam negócios em diversos países um profundo conhecimento de seus respectivos mercados locais.”

Seguros SURA cresce 80% no nicho vida e acelera em 2023

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Fonte: Sura

Seguros SURA registrou em 2022, um crescimento 80% maior do que o mercado em apólices de seguros de vida emitidas. Reforçando cada vez mais o foco da seguradora para o varejo, o produto obteve excelentes números em 2022, e manterá o ritmo de crescimento para este ano.

Segundo o estudo da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), o produto no mercado nacional contabilizou um aumento de 15,1% de prêmio em relação ao ano passado. A alta segue um ritmo de crescimento dos prêmios observado desde 2020, e que pode indicar uma maior preocupação da população em se prevenir frente a momentos adversos.

“Crescemos praticamente dobrou o crescimento em relação ao mercado, esperamos ter um aumento superior em 2023, mostrando que a Seguros SURA está totalmente focada no ramo vida”, comenta Aline Benzecry, gerente de Seguro de Vida, Empresarial e Residencial da SURA.

Um grande diferencial do produto Vida SURA é a emissão da apólice com apenas uma vida, abrindo a possibilidade de comercialização do produto para micro e pequenos empresários. Outro diferencial é contar com assistência Help Desk e assistência empresarial, deixando o produto ainda mais completo para o segurado.

“Atualmente em nosso cotador on-line, o corretor consegue apresentar o cálculo para o cliente em minutos, seja com uma ou 500 vidas, facilitando e agilizando todo o processo. Enxergamos o microempreendedor como uma empresa e isso facilita e habilita as pessoas a contratarem a sua proteção de vida, acreditamos que esse mercado que já está em alta no Brasil possa crescer ainda mais”, finaliza Aline Benzecry.

Allianz concentra atuação em ramos elementares e vida e sai de saúde

A Allianz do Brasil decidiu deixar de operar em saúde, fazendo coro a outras empresas que anunciaram sua saída diante do grande problema que se tornou atuar neste segmento no país. Desde sua criação, o produto Saúde é voltado exclusivamente ao segmento empresarial e, atualmente, a Allianz Saúde detém 0,2% do market share deste setor, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde), algo em torno de 35 mil vidas.

Em comunicado, a Allianz informa que entra em uma nova fase e vai concentrar a sua atuação nos segmentos de Ramos Elementares e Vida. O movimento ocorre após a companhia concluir com sucesso o processo de aquisição das operações de Automóvel e Massificados da SulAmérica, por R$ 3,2 bilhões, resultado de uma das mais importantes transações do mercado de seguros nacional e o maior investimento do Grupo no Brasil.

“O compromisso da Allianz é oferecer serviço e proteção de excelência aos seus clientes e segurados. No setor de Saúde, a escala é fundamental para promover o nível de serviços que a companhia prima por oferecer”, cita a empresa.

Desta forma, a partir de 7 de abril de 2023, a companhia deixará de ofertar o produto Saúde para comercialização ao mercado. O processo de não continuidade de oferta do produto Saúde será realizado de forma organizada e devidamente estruturada, respeitando as partes envolvidas, informou.

Dados da ANS revelam que quase 270 operadoras de planos médico-hospitalares apresentaram índice combinado superior a 100%. Isso significa que déficit na operação, que vem se agravando ano a ano. Essas empresas cobrem mais de 16 milhões de beneficiários, 33% do número total de beneficiários em planos médico-hospitalares.

Além das fraudes em saúde, que acaba de ganhar uma campanha nacional lançada pela Fenasaude (Federação Nacional de Saúde Suplementar), a judicialização é um sério problema para que as companhias mantenham a margem de solvência. Recente estudo da Escola de Direito da FGV São Paulo, que contou com apoio financeiro da própria FGV e da FenaSaúde, revela que clientes de planos de saúde ganham 6 a cada 10 ações que movem contra as operadoras na Justiça paulista. Quando consideradas decisões parcialmente favoráveis aos clientes, a taxa aumenta de 60% para quase 70%.

A Allianz reforça o seu compromisso com clientes, segurados, colaboradores, corretores, prestadores de serviço, fornecedores e demais envolvidos. Aos colaboradores, que atuam com o produto Saúde e contribuíram nos últimos anos com seu comprometimento e expertise, a Allianz buscou uma solução sustentável e respeitosa, que inclui oportunidades em um programa interno de recolocações, dentre outras medidas.

Presente há mais de 115 anos no Brasil, a Allianz mantém seu comprometimento com o país, onde segue uma estratégia de longo prazo. A companhia tem investido fortemente em tecnologia e inovação, foco no cliente e abertura de novos canais de distribuição, mantendo os corretores no centro da estratégia de negócios.

Liberty Specialty Markets anuncia patrocínio a SP Arte, maior encontro de arte e design do Brasil

A Liberty Specialty Markets, divisão de seguros especiais do grupo Liberty Mutual, anuncia que será, pela terceira vez consecutiva, uma das apoiadoras da SP Arte, encontro de arte e design que reúne artistas, galeristas, colecionadores, curadores, críticos e outros públicos interessados nos temas. O evento, hoje um dos mais importantes do País, ocorre entre os dias 29/03 e 02/04 no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, e visa desenvolver o mercado de arte brasileiro, atuando em parceria com galerias, instituições culturais e empresas.

Como uma das principais companhias do mundo no ramo de seguros comerciais e produtos para resseguros, a empresa foi a primeira do setor a patrocinar e estar ativamente presente no evento, que contará com atividades presenciais e online.

“É um prazer apoiar a SP Arte mais uma vez. Por meio deste patrocínio, buscamos, cada vez mais, promover o acesso a atividades culturais e proteção do patrimônio cultural do país” afirma Beatriz Protasio, Head de Distribuição para a América Latina e os EUA da Liberty Specialty Markets, em comunicado.

Corretora de seguros Alper registra receita líquida de R$ 243,4 milhões em 2022

Guilherme Netto, CFO da Alper Consultoria em Seguros

A corretora Alper Consultoria em Seguros (APER3) encerrou 2022 com receita de R$ 243,4 milhões, crescimento de 65,4% ante o ano anterior. O CEO Marcos Couto afirma que se trata de um resultado recorde desde que assumiu a gestão da companhia em dezembro de 2017. “Essa conquista é um reflexo do nosso compromisso de crescer sem perder o foco no controle da gestão dos custos, além de agregar cada dia mais soluções inovadoras e tecnológicas para os nosso clientes. Estamos muito felizes em ver o fruto do novo momento de crescimento sólido e contínuo da companhia”, afirma o executivo ao comentar os resultados divulgados nesta quarta-feira (29).

O Ebtida ajustado somou R$ 52,6 milhões, com expansão de 77,1%. Quando considerado apenas o 4o trimestre, a receita líquida avançou 49,2%, para R$ 71,1 milhões. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 17,4 milhões e margem de 24,5%. O CFO Guilherme Netto destaca que a performance reflete o crescimento orgânico consolidado de 29% (17% em 2021) e as quatro aquisições e fusões realizadas em 2022. Desde que Couto assumiu o comando da corretora, foram 14 negociações.

Os executivos afirmam que a empresa conseguiu melhorar a performance financeira em todas as unidades de negócios. O segmento de seguros empresariais foi o que mais contribuiu para os resultados do ano passado. Em agronegócios, segmento que sofreu restrições de capital das resseguradoras diante das perdas catástroficas dos últimos dois anos, também registrou bom desempenho. “Conseguimos fazer parcerias relevantes para ofertar capital para nossos clientes, com uma melhor distribuição geográfica, o que trouxe resultados significativos e que nos beneficia em 2023 com uma atuação mais nacional neste nicho do setor”, comentou Netto.

Neste ano, dois produtos prometem crescimento: seguro de crédito e seguro cibernético. Os executivos comentam que a demanda por ambos está aquecida. “O Caso Americanas despertou muitas empresas para o risco de crédito, elevando consideravelmente o pedido de informações e consultas sobre o seguro. Certamente estamos otimistas com o crescimento das vendas deste produto, assim como acontece com outros que hoje estão consolidados depois de uma crise vivida pelo mercado”, destacou Netto.

Já o seguro cibernetico ainda é pequeno no Brasil, com poucas apólices emitidas. “A Alper tem conseguido fazer algumas colocações, mas ainda esta muito aquém do potencial neste segmento diante do risco que ele representa para as empresas. Porém, as condições de cobertura ainda buscam um padrão e neste momento há muitos debates para chegar a um equilíbrio entre oferta e demanda”, informou.

No último trimestre, a empresa adquiriu a Good Winds, uma das principais corretoras de seguros Aeuronáuticos do Brasil, além da startup Me Sinto Seguro, um insurtech especializada em seguro Agro. Ao todo, em 2022, foram quatro aquisições, incluindo a Trade Vale e a Almeida Budoya.

“Estamos continuamente buscando oportunidades para seguir consolidando o mercado e crescendo durante os próximos anos. Continuamos mirando a diversificação do nosso negócio através de aquisições, como pode ser exemplificado pela unidade de Benefícios, que, mesmo tendo crescido fortemente nos últimos anos, reduziu sua participação na receita de 60,9% para 36,1%, desde 2018. Além disso, 33,6% da receia do 4o trimestre já foi proveniente de negócios que a Alper não atuava em 2018”, acrescenta Couto.

Para este ano, o CEO ressalta que os investimentos em tecnologia e aquisições continuam no foco da empresa. Ele lembra que a companhia busca constantemente novas tecnologias que gerem ganhos de eficiência e valor aos clientes e que, no final do ano passado, foi lançado a AlperTech, empresa responsável por todos os projetos de tecnologia e inovação digital do grupo.

Couto afirma que a AlperTech vai desenvolver e investir no que há de mais disruptivo no mercado para oferecer aos nossos clientes soluções de vanguarda. “Este ano, projetos e parcerias transformacionais serão entregues aos clientes e colaboradores da Alper. A empresa foi criada não somente para oferecer novas soluções e sistemas para clientes, como também para digitalizar e melhorar a eficiência operacional, transformando a gestão da companhia”, conclui.

CNseg sugere que o setor seja tributado pelo IOF e fique fora do IBS

A proposta da CNseg, a confederação nacional das seguradoras, dentro do âmbito da discussão da reforma tributária é que o setor seja tributado pelo IOF. “Com isso teríamos um sistema simples e transparente. O contribuinte vai ver quanto esta pagando de seguro e imposto. E o recolhimento do IOF é bastante simplificado, facilitando o cumprimento tributário e o risco de qualquer contencioso”, defendeu o presidente Dyogo de Oliveira, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre a Reforma Tributária, organizada pelo Grupo de Trabalho sobre o Sistema Tributário Nacional (PEC 45/19).

O executivo, que já foi ministro do Planejamento, destaca a importância de ser consideradas as especificidades do setor de seguros, que tem uma estruturação financeira diferenciada. A proposta é que o setor seja tributado nos moldes do IPT empregado em diversas jurisdições. Não seria contribuinte de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) dividido entre União, estados e municípios, estimado em 25%. “Esta seria uma forma de evitar perda de arrecadação pelo governo”, acrescentou.

Hoje as seguradoras pagam 4,65% de PIS/Cofins, tendo como base de cálculo as receitas de prêmios (valor pago pelo segurado) menos as indenizações pagas. A CSLL é diferente para os segmentos de seguros (15%), saúde e demais setores não financeiros (9%). Imposto de Rende Pessoa Jurídica, a mordida é de 25%. O imposto municipal varia entre 2% e 5%. Já o IOF tem um peso de 0,28% em seguro de vida, de 2,38% em seguro saúde e de 7,38% em seguro de bens. 

E por que o IOF? No Brasil há a incidência de IOF sobre a receita de prêmio do seguro e do PIS/COFINS cumulativo, incidente sobre a diferença entre os prêmios e as indenizações pagas. Nas operadoras de saúde (que não são seguradoras especializadas), além de PIS/COFINS há incidência de ISS sobre as contraprestações (preço), mas não há incidência de IOF. “O que nos aflige é que temos um país que carece de renda, sem aumento da renda per capita e com aumento da carga do plano significará aumento do custo dos planos e a sociedade não consegue arcar com mais esse aumento, causando prejuízo à população”, argumentou.

Oliveira argumenta que a proposta do setor traz simplificação tributária. “O IOF é um tributo cujas regras são simples e diretas, conhecida pelos agentes, o que minimiza a possibilidade de judicialização. Ter um recolhimento no recebimento do prêmio facilita e traz  transparência para todos, que sabem o tributo incidente sobre o valor do seguro”, cita. Ele acrescenta também a manutenção das isenções existentes, com ajustes nas alíquotas praticadas atualmente, de forma a manter a arrecadação de tributos pelo setor. 

Para contextualizar e defender a sugestão do setor, Oliveira apresentou a prática adotada em outros países. A tributação por um tributo do tipo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), usado em mais de 170 países, não incide comumente sobre serviços financeiros e seguros. A Europa utiliza majoritariamente o IPT (insurance premium tax). “É um tributo que incide sobre o valor pago pelo segurado (prêmio). Há isenções, ou alíquota zero para alguns segmentos, como veículos elétricos, marítimos, seguros de pessoas”, informou. Já países como Austrália, África do Sul, China, Chile e México tributam pelo IVA, mas isentam, ou aplicam alíquota zero para alguns segmentos, como seguros de pessoas e saúde). 

Debatida há mais de 25 anos, a Reforma Tributária está entre as prioridades do Congresso Nacional e do governo federal. As duas PECs, 45 e 110, pretendem substituir o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e o IPI por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único ou dual, que leve a tributação somente sobre o consumo.

Bradesco Vida e Previdência reúne corretores para debates sobre oportunidades e desafios do mercado

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência realizou em sua sede, em Alphaville, São Paulo, na última semana, o evento “Opinião de Valor”, reunindo corretores parceiros para ouvir suas opiniões, necessidades e expectativas sobre produtos, serviços e assistências da companhia, além de perspectivas do mercado.

O encontro contou com a presença do diretor presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, Jorge Nasser, dos diretores Bernardo Castello e Estevão Scripilliti, dos superintendentes executivos Marcelo Rosseti, Ricardo Ferraz e Alex Queiroz, além de outros executivos da empresa. Também esteve presente a diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros, Valdirene Secato, e o diretor de Rede da Organização de Vendas da Bradesco Seguros, Francisco Rosado Junior.

Durante a reunião, os corretores compartilharam suas experiências sobre processos, desafios e oportunidades comerciais na jornada de vendas aos clientes. Foram abordadas melhorias em coberturas e nos processos de contratação e transformação digital, entre outros pontos.

“Costumo dizer que nós estamos construindo a empresa dos próximos trinta anos. Para tanto, precisamos abrir fronteiras, o que implica estarmos próximos dos nossos parceiros, de forma genuína e transparente, com a flexibilidade necessária para ouvir os seus pontos de vista, pois são eles que fazem as coisas acontecerem no dia a dia. Nossa maior missão é atender quem está do outro lado: o cliente”, destacou Nasser na abertura do evento.

Em suas participações, os executivos da Bradesco Vida e Previdência reforçaram os benefícios do encontro, destacando que a interação com os corretores contribui para a construção de um portfólio de produtos mais personalizado e de estratégias mais assertivas para a empresa, além de gerar oportunidades concretas de evolução e melhorias para o mercado de seguros.

Ao final do evento, os corretores fizeram uma visita guiada pela sede de Alphaville para conhecer mais detalhadamente as áreas e equipes da companhia.

Lucro das seguradoras mais que dobra no 1o. bimestre de 2023, para R$ 4 bilhões

Apesar da previsão de perdas causadas pelas chuvas, o lucro das seguradoras no primeiro bimestre de 2023 vai de vento em polpa. Claro que é apenas um dado preliminar, que será corrigido ao longo do ano, mas é um dado mensal que as companhias são obrigadas a enviar para a  Susep (Superintendência de Seguros Privados) e foram organizados em ranking pela consultoria Siscorp.

O lucro líquido do primeiro bimestre foi de R$ 4 bilhões em 2022, mais do que o dobro dos R$ 1,77 bilhão em 2022. Uma alta de 129,5%. A boa nova é que o prejuízo foi reduzido. Das 16 seguradoras que fecharam no vermelho no ano passado, neste ano o ranking traz apenas duas. “Em março serão contabilizados os sinistros das chuvas, o que deve piorar o resultado trimestral”, comenta Dawson Henriques, sócio diretor da Siscorp.

A disputa pela liderança do ranking segue acirrada. Bradesco Seguros lucrou R$ 877 milhões no primeiro bimestre deste ano, retornando a liderança do ranking, ocupado pela Caixa no ano passado no período analisado, e que agora está em terceiro, com R$ 563 milhões. A BB Seguridade exige o segundo maior lucro até fevereiro, com R$ 819 milhões.

Itaú e Tokio completam as cinco maiores colocadas, como R$ 234 milhões e R$ 204,2 milhões, respectivamente. Porto tem o sexto maior ganho, com R$ 178 milhões, seguida por Prudential (R$ 174 milhões), Zurich (R$ 141 milhões), Santander (107 milhões), e Liberty (R$ 84 milhões).

A expectativa de crescimento das vendas do setor de seguros em 2023 gira em torno de 10%, segundo projeções da CNseg, a confederação nacional das seguradoras. Mas cada companhia tem uma projeção para este ano, levando-se em contas seus ramos de atuação.

Em suas perspectivas para 2023, o Bradesco projeta um crescimento entre 6% e 10%. Na BB Seguridade, por exemplo, após o resultado forte de 2022, espera uma desaceleração, mas ainda assim prevê um crescimento de dois dígitos. A companhia estima um avanço entre 12% e 17% para o resultado operacional neste ano. Nas vendas, a Brasilseg estimativa crescimento de 10% a 15%. No Itaú, alta entre 7,5% e 10,5% na receita de seguros e serviços em 2023.

Essas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do País, do setor e dos mercados internacionais. 

MetLife destaca crescimento das vendas na parceria com BTG Pactual

A parceria entre MetLife e BTG Pactual vai de vento em polpa. O crescimento das vendas de seguro de vida na parceria com o BTG Pactual foi de 116% em 2022, comparado a 2021. O canal Advisor tem uma participação importante, com a premissa de uma consultoria especializada dos bankers para oferta das melhores soluções em seguros e investimentos. 

A informação foi divulgada durante a 2ª edição do Bootcamp Advisors, realizado pelo banco entre os dias 17 e 19 de março, no Hotel Bourbon Atibaia, em São Paulo, que contou com o apoio e participação da MetLife.

O responsável pelo canal Parcerias, Gilberto Ferreira, apresentou os dados da MetLife e destacou a parceria estratégica com o BTG, além de abordar a evolução do mercado de seguros para aproximadamente 400 bankers. Na palestra, Gilberto também destacou três cases de advisors que ampliaram a proposta de valor aos seus clientes tendo o seguro de vida como uma importante ferramenta para o planejamento financeiro e a sucessão além de diversas oportunidades que identifica para o crescimento do canal.

Outros eventos do BTG que contarão com a participação da MetLife serão o BTG Summit e o BTG Together, que têm a tradição de reunir os principais nomes do mercado no Brasil, para um momento de capacitação profissional e networking. Serão realizados nos dias 11 e 12 de abril, no Pacubra – Pavilhão das Culturas Brasileiras, dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A expectativa é de aproximadamente 3.000 pessoas entre agentes autônomos de investimentos, consultores da CVM, gestores e multi family offices e correspondentes bancários. No encontro, o executivo da MetLife André Iziquiel apresentará as evoluções da parceria com o BTG e as novidades que serão lançadas em 2023.

WIM, o poderosíssimo grupo de WhatsApp criado por mulheres excluídas 

“Você sabe qual a influência da carta protesto no seguro de transporte e quem deve ser o departamento responsável pela emissão desse documento dentro da empresas?”. Ninguém na face da terra responderia instantaneamente a uma pergunta peculiar desta, que pode significar a diferença entre um grande prejuízo ou recebimento da indenização decorrente de um grande contrato de seguros. Só mesmo no grupo de Whatsapp WIM. Traduzindo: We Insurance Management.

O grupo tem quase 150 gestores de riscos de empresas unidos pelo propósito de proteger o patrimônio dos acionistas. Seja das intempéries do tempo, como inundações, queda de raio ou incêndio, até mesmo uma guerra que interrompa a cadeia de suprimentos e deixe os clientes desabastecidos. Sim, pois a conta chegará para a empresa. Desde perder participação de mercado, como ser obrigada a tirar dinheiro de investimentos em expansão para pagar mais caro para ter fornecedores de última hora.

Claro que para a empresa que tem um bom gestor de riscos, que se antecipa a problemas, tem um bom programa de contingenciamento, busca soluções e bons parceiros para ter programa de seguro equilibrado, a perda certamente é menor ou nenhuma. Para que essa engrenagem funcione bem, num mundo complexo e cheio de riscos e dúvidas, é preciso muita união e disposição para resolver problemas. E não são poucos. Ainda mais com as mudanças climáticas, ataques de hackers, comoções sociais, inflação e pandemias que têm custado caro para a indústria de resseguros, que repassa a conta aos clientes em aumento do preço do seguro, dos valores das franquias e em exclusões de riscos. 

Foi exatamente por querer resolver problemas como esses, manter sinergia com outros colegas do mercado e buscar soluções viáveis que Priscila Madoenho, gestora de risco da Andritz Group, e Adriana Reis, gestora de risco da Hitachi Energy, fundaram o WIM em 2019. Anteriormente, para fazer parte do grupo virtual liderados por associados da ABGR, a Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos, fundada em 1983, era preciso ir presencialmente às reuniões, o que em 2019 era visto por elas como algo complicado devido a carga de trabalho, constantes viagens a trabalho, somado ao trânsito caótico de São Paulo.

“Resolvemos problemas, sem nos importar de quem ou sobre o que. Somos dedicadas a ajudar. Para tudo tem uma solução. Não dá para correr risco. Pelo contrário. Compartilhamos. Riscos com seguradoras e soluções com parceiros de profissão. Alguém sempre tem uma indicação, um caminho ou uma alternativa. E ter respostas num grupo de WhatsApp é muito mais prático e rápido”, argumentam as duas fundadoras do grupo WIM.

Mas esta “agilidade e inovação” só ganhou ibope no Brasil um ano depois que foram expulsas do grupo anterior, devido as faltas nas reuniões mandatoriamente presenciais. Daí veio a pandemia, o lockdown e as reuniões virtuais e os grupos de WhatsApp viraram a bola da vez até para os executivos mais tradicionais. 

A pandemia apenas corroborou para que o grupo tomasse a força e robustez que tem hoje. O grupo WIM, que não tem dono, começou com 16 integrantes e hoje conta com quase 150 participantes de diversos cargos, empresas e segmentos, que trocam experiências, indicações e debatem diariamente assuntos importantes do mercado de seguros. 

Cada uma delas gerencia um programa de seguros de milhões de dólares em multinacionais junto a empresa matriz. “Muitos gestores de nosso grupo têm reuniões constantes com os executivos envolvidos com o programa de seguros, desde os gestores de apólices, jurídico, financeiro ou compliance. Muitas vezes eles têm soluções que não encontramos aqui e vice-versa”, contam. 

Amigas de longa data, as fundadoras e facilitadoras do grupo trabalharam juntas em corretora de seguros há 20 anos. A sinergia permanece até hoje forte. Decidem juntas as regras de convivência dos integrantes do grupo. Quem quiser entrar passa por uma entrevista de cerca de 20 minutos com Adriana, que esclarece as regras.  

O WIM não faz qualquer distinção de cargo, mas possui algumas regras simples. O grupo é constituído exclusivamente de segurados, empregados ou não. Se um gestor mudar para o outro lado do balcão é automaticamente excluído.  Caso tenha sido demitido, é mantido até para que possa ter a ajuda do grupo para conquistar uma nova posição.  “Sem conflitos de interesse. Nossa proposta é ter pautas relevantes como solucionar dúvidas e agregar conteúdo técnico”, diz Priscila.

Outra prioridade do grupo é formar gestores de riscos. Segundo elas, há uma carência de profissionais bem formados e que possam engrandecer a profissão do gestor de risco diante dos executivos do primeiro escalão e conselheiros até mesmo de grandes empresas. Algumas ainda contratam apólices por meio do departamento de compras, que não entende o complexo mundo de seguros. E pior: prioriza apenas preço. 

Diante desta emergência em qualificação profissional, as gestoras criam eventos em parceria com seguradoras, corretoras, escritórios de advocacia, ou até mesmo tópicos de benchmarkings, com happy hour presenciais e virtuais. “Acreditamos que o resultado, ao final do dia, é a entrega de valor agregado nas funções de segurados”, cita Priscila. 

Assim, o grupo completou três anos com diversos aprendizados, contratos mais  transparentes e seguros. “As vezes o corretor não quer que os clientes tenham portas abertas na seguradora. Mas isso é primordial, pois muitas vezes nem mesmo ele, que é o elo entre nós, entende o nosso risco”, acrescenta Drika. 

Também é proibido expor os nomes de corretoras ou pessoas, que eventualmente são alvo de críticas ou comentários negativos, seja sobre baixa performance ou relacionamentos desgastados com algum fornecedor.  Caso alguém precise de indicação de bons parceiros, é permitido pedir ao GrupoE como em qualquer grupo, É proibido o envio de mensagens relacionadas a política, religião e outros assuntos com manifestação de opinião sobre racismo entre outros.

“Sempre encaramos a dedicação ao grupo como um trabalho voluntario à favor dos segurados e da importância que o nosso cargo tem no mercado. No início buscávamos os players para levar ao grupo apresentações e bons conteúdos. Hoje somos procuradas por eles. Temos uma meta de 150 participantes até o final do ano, bem como estruturar subgrupos como por exemplo uma versão “Latam” do mesmo”. 

Elas até agora conseguiram dar um sentido positivo para grupos de WhatsApp, que tem mudado muitas áreas da vida. Nas empresas, é um canal alternativo para reduzir a sobrecarga de e-mail, mas para alguns passa a ser outra fonte de sobrecarga. Muitos grupo usam o rede para achatar hierarquias, fofocar e intimidar. Na política, virou tempos atrás, uma plataforma para discutir políticas e estratégias, vazar histórias para a imprensa e planejar golpes.

No WIM, é a construção de relações sustentáveis e disseminação de conteúdos que agregam valor aos participantes. Desejo vida longa ao grupo com o apoio dos participantes do setor de seguros que tem cada vez mais investido no discurso de vender seguro de tudo para todos com o objetivo de apoiar o crescimento sustentável do Brasil.