Seguros no Brasil: os desafios de um setor sob pressão

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Fonte: InfoMoney

Chegar a R$ 1 trilhão em vendas de seguros de todos os tipos e de planos de previdência. Esse é o propósito do mercado de seguros que, em 2022, faturou R$ 356 bilhões (sem contar saúde e DPVAT). O esforço visa elevar a participação do setor de 6,4% para 10% do PIB até 2030. Já em indenizações, a perspectiva é chegar a 6,5% da riqueza nacional, ou seja, R$ 730 bilhões.

Esses dados estão no Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PMDS). Um plano vivo, elaborado por uma equipe diversa, composta por todos os players. A ideia não é nova. Mas a união entre todos por um propósito comum é. Todos estão empenhados em vender proteção. O lucro será uma consequência da educação da sociedade sobre o gerenciamento de risco e a proteção financeira.

E a razão é simples. Esse é um momento extraordinário para o setor. Os riscos mudaram. Antes, o temor era ter o carro roubado. O melhor investimento era ter um imóvel. Hoje, os jovens não querem ter carro e nem comprar casas. Isso traz uma série de desafios para o modelo de negócios das re/seguradoras, acostumadas a usar períodos longos de dados para subscrever um risco. Agora, os novos riscos fazem qualquer previsão fugir dos padrões calculados por humanos e robôs.

Vemos a mudança climática e outras distorções, como a desigualdade social, como agravantes de uma tragédia como a do Litoral Norte de São Paulo em fevereiro deste ano, com perdas humanas e financeiras para indivíduos, empresas, governos e seguradoras, que se repetem ano a ano. Os crimes cibernéticos, com suas consequências incalculáveis, colocam todos sob pressão.

Há também o desafio da longevidade, que afeta igualmente indivíduos, empresas, governos e seguradoras. Os desenhos populacionais do mundo desenvolvido estão criando pressões e já vemos sinais claros de que os progressos ao longo de décadas para garantir aos idosos uma vida melhor agora coloca toda a sociedade sob pressão econômica e exige desde políticas sociais parrudas até projetos corriqueiros, como a conscientização das pessoas em cuidar do corpo, da alma e das finanças.

Quando se mexe no bolso, a mudança acontece. A perda conscientiza todos sobre a urgência de mudanças, com aquele gosto amargo na boca do ditado popular: prevenir é melhor do que remediar. Estudos internacionais mostram que apenas US$ 1 é gasto em prevenção de riscos para cada US$ 10 em reparações e coberturas, quando deveria ser o oposto.

E é isso o que propõe o PMDS, um estudo com debates aprofundados e realistas sobre o que tem de ser feito agora. Quem imaginaria uma pandemia de tamanhas proporções? E junto a ela, uma quebra na cadeia de suprimentos, deixando fábricas sem peças e consumidores sem produtos? Governo nenhum estava preparado para lidar com a inflação decorrente do lockdown. Nem com a necessária subida da taxa de juros para controlar a alta dos preços. E como consequência, falência de empresas, queda de arrecadação de impostos, elevação do déficit fiscal com o aumento dos custos dos benefícios sociais.

Como vemos, o mundo está desafiador como nunca e exige de todos nós soluções importantes. Inovar é uma ordem mundial para quem quer crescer com lucratividade em tempos incertos. O mercado de seguros se uniu pois sabe que é essencial para o crescimento econômico de qualquer país. Como disse Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, os mais pobres são os que mais necessitam de proteção.

Essa é a proposta do estudo apresentado em março pela CNseg. Não se pode somente aumentar o preço quando o cliente está com o orçamento apertado. É preciso ganhar escala, conquistar os consumidores, fazer parcerias com governos. Os números são apenas uma consequência da união de todos em prol de ações para o crescimento sustentável do Brasil.

Presidente da CNseg no debate sobre a Reforma Tributária

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O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, participa em 29 de março de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre a Reforma Tributária, organizada pelo Grupo de Trabalho sobre o Sistema Tributário Nacional (PEC 45/19).

O evento, que terá início às 14h30 com exposição da Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também contará com a participação do secretário Especial de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, além de representantes da Associação de Comércio Exterior do Brasil, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras.De acordo com documento disponível no site da Câmara dos Deputados, a Reforma Tributária em estudo pretende simplificar o sistema tributário, substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Saiba mais sobre o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, elaborado pela CNseg

A Proposta também propõe a criação do Imposto Seletivo Federal, que incidiria sobre bens e serviços cujo consumo se deseja desestimular, como cigarros e bebidas alcoólicas.

O Valor Econômico tem um especial sobre Reforma Tributária

Debatida há mais de 25 anos, a Reforma Tributária está entre as prioridades do Congresso Nacional e do governo federal.

Na abertura do ano Legislativo, em fevereiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, pediram a reforma tributária em suas mensagens. Assim como o presidente da Câmara, Arthur Lira, e outros deputados e senadores.

Hoje estão na pauta do Congresso duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tratam da reforma tributária: a PEC 45, considerada mais técnica, e a PEC 110, considerada mais política.

As duas pretendem substituir o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e o IPI por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único ou dual, que leve a tributação somente sobre o consumo. O IVA hoje em dia é adotado em mais de 170 países.

Assurant faz parceria para distribuir seguro prestamista em veículos financiados no Banco BBC Digital

Fonte: Assurant

A Assurant e o Banco BBC Digital, braço financeiro da Simpar (SIMH3) – holding que administra as marcas JSL (JSLG3), MOVIDA (MOVI3), VAMOS (VAMO3), Automob, CS Brasil, CS Infra e o Banco BBC Digital – vão disponibilizar o seguro prestamista para os clientes que financiam veículos através da companhia. 

O objetivo desta parceria é garantir a preservação da capacidade financeira do segurado e de seus beneficiários em caso de morte, invalidez permanente total por acidente e perda de renda. 

“Nesta parceria com o Banco BBC Digital, conseguimos oferecer aos consumidores uma solução com mais agilidade e menos burocracia, permitindo que os compromissos financeiros dos clientes sejam honrados”, afirma o Superintendente Comercial de Automóveis da Assurant no Brasil, Walter Santos Neto.  

O executivo ressalta ainda que a modalidade é uma proteção não apenas para o segurado, mas para a sua família. Isso porque, de acordo com a apólice contratada, além de ajudar a evitar a perda de um bem, resguarda os familiares de possível transferência da dívida aos beneficiários. 

Há oito anos oferecendo serviços financeiros com foco nos motoristas profissionais e colaboradores da SIMPAR (que conta com o diferencial estratégico de ter a empresa a serviço dos clientes em seu ecossistema empresarial), o Banco BBC Digital atua, desde 2021, como banco múltiplo e disponibiliza produtos customizados para o mercado de mobilidade. Para Paulo Caffarelli (foto), presidente da instituição, “a parceria com a Assurant é importante para ampliar e fortalecer o portfólio de produtos e serviços do Banco, mas acima de tudo, para agregar tranquilidade e proteção aos clientes que contratam financiamento de veículos com a companhia.” 

Câmara aprova MP que autoriza Caixa a administrar fundo do DPVAT em 2023

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Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (27) a Medida Provisória 1149/22, que atribui à Caixa Econômica Federal a administração, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2023, do fundo de recursos arrecadados com o Seguro DPVAT, além da análise dos pedidos de indenizações e seu pagamento. A MP será enviada ao Senado.

A medida foi aprovada com o parecer favorável da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), e sem mudanças no texto. “Trata-se de serviço que, por falhas de mercado, poderia não ser prestado pela iniciativa privada caso não houvesse intervenção estatal”, afirmou.

Criado em 1974, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) indeniza vítimas de acidentes de trânsito. O fundo é abastecido com o pagamento anual de prêmios obrigatórios por parte dos proprietários de veículos, mas há três anos (2021 a 2023) a cobrança foi suspensa.

No ano passado, a Caixa substituiu a Seguradora Líder na função, por meio de um contrato com a Superintendência dos Seguros Privados (Susep). A contratação, sem licitação, é alvo de questionamento na Justiça Federal.

A MP legaliza a atuação do banco na gestão do fundo e dos seguros. Segundo o governo, a escolha da Caixa decorre do seu porte, capilaridade e expertise em operações de pagamentos de maior complexidade.

Remuneração
Segundo o texto aprovado, o banco continuará a receber a remuneração contratual estabelecida quando da edição da MP até o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) definir o valor da remuneração pelo serviço, após proposta apresentada pela Caixa.

Fica autorizado ainda o uso da conta do tipo poupança social digital para as pessoas receberem as indenizações do DPVAT concedidas e relativas aos sinistros ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Sompo Seguros contrata Silvia Gadelha como superintendente de Financial Lines & Casualty

A Sompo Seguros contratou Silvia Gadelha para o cargo de superintendente de Financial Lines & Casualty. A chegada da executiva faz parte da estratégia da companhia de expandir sua presença no segmento corporativo e incrementar as soluções de seguros voltados a proteção de operações financeiras e riscos de responsabilidade civil.

Silvia Gadelha é superintendente de Financial Lines & Casualty da Sompo Seguros. Formada em Direito pela Universidade Paulista, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atua há mais de 23 anos no segmento de Seguros, com passagem por grandes corretoras, bancos e seguradoras nacionais e internacionais.

Mercado de seguros funciona como jogo de gato e rato, detalha livro

livro Risky Business

Confuso, opaco e caro. Comprar e cobrar apólices de seguro pode ser frustrante. Acontece, porém, que as seguradoras costumam sentir o mesmo sobre seus clientes –um grupo de pessoas cujos segredos internos são a chave de seu sucesso ou fracasso, escreve Oliver Ralph, no Financial Times, com texto traduzido pela Folha de S.Paulo.

As razões por trás da incompreensão mútua estão no cerne do motivo pelo qual muitos mercados de seguros funcionam mal ou não funcionam.

Como explicam os autores de “Risky Business” [Negócio arriscado], o seguro é o que os economistas chamam de mercado de seleção –aquele em que a identidade dos clientes é tão importante quanto o preço que eles estão dispostos a pagar. Alguns clientes serão mais baratos para a seguradora atender porque fazem poucos sinistros; outros, mais caros. O mercado só funciona se houver uma combinação dos dois.

“O problema da seleção introduz um jogo de gato e rato de dois lados, no qual as seguradoras tentam escolher os clientes certos (e evitar os errados), enquanto os tipos ‘errados’ de clientes fazem o possível para que as seguradoras acreditem que são realmente os ‘certos'”, argumentam os autores. O principal problema, dizem Liran Einav, Amy Finkelstein e Ray Fisman, é que os clientes sabem muito mais sobre o risco que correm do que as seguradoras.

Na pior das hipóteses, a seleção pode levar algumas empresas ou segmentos inteiros do setor à falência. Se uma companhia de seguros descobrir que os clientes são mais caros de atender do que se esperava, ela poderá aumentar os preços. Isso poderia impedir os clientes de menor risco de comprar cobertura, deixando a seguradora apenas com os mais arriscados. E assim os custos da seguradora aumentam novamente e os preços aumentam novamente, empurrando ainda mais pessoas para fora. Eventualmente, o seguro fica caro demais para a maioria das pessoas ou a companhia de seguros quebra. Os autores dão vários exemplos, desde seguro de divórcio até cobertura de desemprego.

O jogo do gato e do rato transforma o mundo dos seguros de mil maneiras diferentes, à medida que as empresas tentam manter o mercado funcionando bem. Por exemplo, qualquer pessoa com uma apólice de seguro de saúde empresarial está familiarizada, e talvez frustrada, sobre as regras que só permitem alterações uma vez por ano. Os autores apontam que isso é para impedir que as pessoas comprem cobertura assim que descobrem que estão doentes. Da mesma forma, oferecer academias gratuitas é uma tentativa de eliminar as pessoas que não gostam de academias –e, portanto, talvez sejam menos saudáveis e mais caras para a seguradora.

Os autores, três acadêmicos residentes nos Estados Unidos, mantêm o debate em curso com um estilo falante e leve, familiar aos leitores dos livros “Freakonomics” de Stephen Dubner e Steven Levitt. É um livro sobre seguros que não parece um livro sobre seguros. No entanto, é um livro sobre seguros nos Estados Unidos. Faltam exemplos de outras partes do mundo.

Onde o livro pega o ritmo é com alguns dos problemas mais espinhosos que as seguradoras e seus clientes estão começando a enfrentar. Voltando ao seguro de saúde, por exemplo, a crescente disponibilidade de dados genéticos leva a um novo conjunto de desafios, pois essas informações podem ser usadas para identificar quem corre maior risco de certas doenças. Os governos devem permitir que as seguradoras usem essas informações para precificar apólices? Se assim for, algumas pessoas correm o risco de ser excluídas do mercado porque perderam na loteria genética. Mas se as seguradoras não puderem usar essas informações e seus clientes sim, o mercado será distorcido em outra direção.

Não há respostas fáceis aqui, e os autores não tentam oferecer nenhuma. Existem, dizem eles, apenas compensações. “Seja qual for o equilíbrio entre eficiência e justiça que o governo escolher, haverá vencedores e perdedores”, argumentam. “Os perdedores geralmente têm histórias genuinamente trágicas para contar.”

Esses tipos de perguntas se tornarão mais comuns à medida que as seguradoras coletam uma gama cada vez maior de dados sobre seus clientes. Os dados podem dizer a eles, por exemplo, que as pessoas com cabelos claros são mais propensas a dirigir em velocidade. Ou que jornalistas que escrevem resenhas de livros são estatisticamente mais propensos a ter suas casas inundadas. A vantagem da informação pode mudar do cliente para a seguradora, e os autores são um pouco desdenhosos do potencial de os grandes dados perturbarem o mercado. Mas esse potencial existe. E não necessariamente tornará o seguro um lugar menos confuso, opaco ou caro.

Mapfre lança Maitê, a assistente virtual

Fonte: Mapfre

A seguradora Mapfre acaba de anunciar o lançamento da Maitê, sua nova assistente virtual. Desenvolvida pela área de marketing da empresa, em parceria com a Ketchum e o Estúdio Thiago Mucci, ela foi criada a partir de etapas de modelagem 2D e 3D, animação, iluminação e renderização e está alinhada com os valores e a personalidade da seguradora.

“A assistente virtual é uma excelente ferramenta para transformar a comunicação das empresas com consumidor final, personalizando cada uma das experiências, algo que buscamos de forma constante dentro da Mapfre”, conta Roberto de Antoni, diretor de operações da companhia. “Com a Maitê, seremos capazes de aumentar a nossa interação com o público e melhorar o atendimento aos nossos clientes”, completa.

Capaz de explicar sobre produtos, processos, benefícios, serviços e outros detalhes da companhia, a assistente tem como características a objetividade, empatia, confiabilidade e inovação e estará presente em diversos canais da seguradora, passando por redes sociais e serviços de atendimento e suporte.

“A Maitê atuará de forma complementar ao nosso atendimento humano, tirando dúvidas, dando dicas e explicando detalhes dos produtos e serviços oferecidos pela MAPFRE – uma forma de aumentar o alcance da nossa marca e do nosso extenso portfólio de produtos. Temos certeza de que essa experiência de conversa mais natural e dinâmica junto aos nossos segurados tornará a jornada do cliente ainda mais ágil e eficiente”, explica Raphael Bauer, diretor geral comercial da Mapfre.

Seguradora AXA quer crescer 19% no Brasil neste ano

axa no brasil

A AXA no Brasil quer atingir a marca de R$ 1,7 bilhão em 2023, após ter batido seu recorde no ano passado, com R$ 1,4 bilhão em vendas consolidadas com a integração das marcas AXA e XL. Se olharmos as projeções de crescimento do setor de seguros para este ano, de 10%, a meta de subsidiária local do maior grupo da França em avançar 19% é ousada. 

“Fizemos a lição de casa no ano passado para fazer frente a um novo cenário de risco e de hábitos de consumo, em meio a um processo de integração das marcas e muitas das mudanças vão dar frutos neste ano. Construímos planos que abrangem novidades para corretores e parceiros, lançamento de produtos, uma jornada cada vez mais fluídas para nossos clientes, soluções em tecnologia e um posicionamento da marca cada vez mais forte”, disse a CEO Erika Medici, durante apresentação para jornalistas realizada no último dia 23. 

É um feito e tanto, muitos conhecem a rotina de uma empresa que passa por um ano de integração. “Colocamos a companhia em pé em quatro meses. Transferimos um portfolio de R$ 630 milhões com zero interrupção dos negócios. Lançamos sete produtos, com 13 squads de trabalho e com o envolvimento de toda a companhia. Todos os corretores foram atendidos no tempo certo e o Brasil se tornou um exemplo de integração dentro do grupo”, ressaltou a executiva. 

A estrutura foi redimensionada tendo em vista o acelerado crescimento que a seguradora vislumbra para o Brasil. A subsidiária local ainda tem uma participação pequena no resultado mundial, de 2%, mas faz parte dos países emergentes que mais vão crescer, juntamente com Colômbia, México, Turquia entre outros da Ásia. 

O grupo iniciou o ano com um novo Comitê Executivo, que passou a ter sete membros reportando-se diretamente a Érica, no cargo desde fevereiro de 2020. Dos executivos da casa, Karine Brandão assumiu a vice-presidência comercial e marketing. Arthur Mitke, por sua vez, passa a fazer parte do Comitê Executivo como vice-presidente de Operações, Sinistros e Experiência do Cliente. Do mercado, juntam-se à companhia Ana Carolina Mello como vice-presidente de Subscrição e Bruno Porte como vice-presidente de Tecnologia e Transformação. 

O segredo do sucesso para ser a marca preferida dos clientes e dos corretores está no uso da tecnologia e nas ações de marketing para consolidar a marca no Brasil. “Dar este salto no faturamento, de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,7 bilhão é um desafio grande. Mas será possível com o foco em dar inteligência regional aos nossos parceiros para que eles façam a diferença na vida de seus clientes. Queremos que corretores, clientes e funcionários olhem e digam: como é fácil trabalhar com a AXA”, afirmou Karine Brandão. 

Como consequência desta visão 360 graus, a seguradora revisitou produtos, criou serviços e tem na pauta uma série de lançamentos para este ano. Não qualquer produto. Mas aqueles que fazem sentido para os corretores e clientes. “Somos uma startup madura. A ideia é criar produtos para todos os canais. Lançamos, por exemplo, um seguro exclusivo para equipamentos agrícolas para atender um corretor do sul do País. E é isso que queremos. Desenvolver soluções sob medida para nossos parceiros comerciais, como uma forma de realmente difundir a cultura de seguros no Brasil”, comentou Ana Carolina. 

Mitke conta que a AXA criou o laboratório de soluções olhando para toda a companhia, com soluções digitais para que as áreas de negócios. ‘Queremos mais inteligência e menos atividades mecânicas. Há 2 anos, unificamos as operações de sinistros e atendimento do cliente, criando jornadas como as que eles estão acostumados em outras experiencias, como delivery, streaming e operações financeiras. Não só no self-service, mas com novas formas de interação, como conectar os corretores com APIs, com informações mais transparentes e mais rápidas”, ressalta como O vice-presidente de Operações, Sinistros e Experiência do Cliente. 

E claro que as práticas sociais, ambientais e de governança (ASG) fazem parte desta conquista de cliente e de longevidade da marca. Um dos desafios é promover o conceito de “repair than replace”, ou seja, reparar em vez de substituir, como em aparelhos portáteis e não portáteis, por exemplo, e também incentivar o descarte consciente de peças e equipamentos. “Queremos ter o cliente como protagonista. Para isso, construímos uma comunicação orientada das ações ASG durante sua jornada com a AXA”. 

Danielle Titton Fagaraz, superintendente de Gestão Comercial e Marketing da AXA no Brasil, ressalta o investimento no grupo no patrocínio da Roda Rico, cartão postal da cidade de São Paulo. “Este é o maior investimento de marca da AXA no Brasil. Nosso objetivo é chamar a atenção dos brasileiros sobre a importância do seguro, contar para que ele serve e que ele está disponível para todos os bolsos e para todas as pessoas. Não é só um patrocínio, e sim a tangibilização do que fazemos: seguros para todos os tipos de riscos de negócios de todos os tamanhos”, afirma a superintendente de marketing. 

Seguradoras desenvolvem ferramenta para mensurar riscos climáticos

Ana Paula Almeida Santos

Até o final do primeiro semestre de 2023, as seguradoras brasileiras irão finalizar um projeto que visa desenvolver ferramentas para mapear os riscos climáticos em todos os estados, incluindo um mapa de calor (Heat Map) que irá medir a exposição brasileira a 12 riscos climáticos físicos.

Desenvolvido inicialmente em âmbito global pela United Nations Environment – Programme Finance Initiative (UNEP- FI), braço financeiro da ONU para questões climáticas, o Heat Map passará a ser aplicado no Brasil por iniciativa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

“A ferramenta, já utilizada em países da Europa e nos Estados Unidos, será adaptada para o cenário de riscos brasileiro. O Brasil foi o país escolhido para essa adaptação devido ao protagonismo do setor de seguros em questões ASG na região, pelas dimensões continentais e também porque a CNseg assumiu o compromisso de conduzir os estudos e procedimentospara agilizar essa implantação”, explica Ana Paula Almeida Santos, diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da CNseg.

As seguradoras poderão avaliar os estados e capitais mais impactadas pelos seguintes riscos: ondas de calor e de frio, secas, mudanças crônicas de temperatura, enchentes fluviais, costeiras e urbanas, aumento do nível do mar, estresse hídrico, variabilidade sazonal, intensidade do vento e incêndio. Quanto à intensidade, o impacto de cada um dos riscos nos estados e nas capitais poderá ser classificado como: alto, médio, baixo ou indeterminado.

“O Heat Map oferece uma visão simplificada da exposição geográfica brasileira, considerando dois cenários climáticos, aumento de 2oC e de 4oC, e dois horizontes temporais distintos, 2030 e 2050. A ferramenta é importante para a sociedade porque ajuda seguradoras, bancos, empresas, autoridades e poder público a melhor gerenciar riscos, protegendo pessoas e patrimônio público e privado contra os efeitos econômicos negativos causados pelas mudanças climáticas, seja por meio da criação de novos produtos ou serviços por parte do mercado, seja por meio da adoção de medidas e políticas públicas preventivas a desastres climáticos por autoridades e governo”, avalia Ana Paula.

Desde 2012, a CNseg é uma das signatárias dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), estabelecidos pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) em parceria com a indústria global de seguros. Os PSI são um conjunto de diretrizes para serem utilizadas como referência mundial ao mercado segurador no tratamento de riscos e oportunidades relacionados a questões ASG.

MetLife: 5 dicas para quem quer atuar no mercado de seguros

O mercado de seguros está crescendo de forma consistente nos últimos anos, em especial para as soluções que protegem as pessoas em vida, de riscos e imprevistos que podem acontecer a todos nós no dia a dia. Com isso, novas oportunidades aparecem para quem está no setor e também para quem tem interesse em atuar nesse segmento.

Pensando nisso, o Vice-Presidente Comercial da MetLife Brasil, Marcelo Tomei, elencou cinco dicas que acredita que podem apoiar a todos que querem ingressar no mundo dos seguros e que vão ajudar a começar com o pé direito.

1. Ouça e dê atenção ao cliente | Quem contrata um seguro de vida quer proteção para os riscos do dia a dia, o planejamento financeiro e proteger alguém importante. Escute atentamente o que o cliente tem a dizer e ofereça a melhor solução para o seu momento de vida.

2. Entenda o produto | É importante que você conheça bem as opções de produtos disponíveis no mercado, suas coberturas e regras, canais de acesso aos serviços e as indenizações, além do valor que estas soluções proporcionam aos clientes.

3. Seja transparente |Comunique as vantagens, benefícios, limitações e esclareça as dúvidas do cliente de forma clara e sem exageros para proporcionar a construção de uma relação de confiança e longo prazo.

4. Pratique a resiliência | As pessoas têm a cada dia demonstrado uma preocupação maior em relação a proteção e imprevistos, mas mesmo neste cenário você precisará se adaptar e agir com flexibilidade para demonstrar que as soluções existentes no mercado são adequadas e importantes para a vida dos seus clientes. 

5. Esteja atento ao mercado | Mantenha-se em constante atualização através de cursos, treinamentos e informações. O mercado está em constante evolução com novas tendências, produtos, regulamentações e necessidades dos clientes.