Icatu lança produto de filantropia premiável em parceria com o Santuário  Cristo Redentor

Fonte: Icatu

Com o propósito de gerar recursos para as instituições  filantrópicas e fortalecer o impacto social no país, a Icatu – 5ª maior seguradora em  Capitalização, lança, em parceria com o Santuário Cristo Redentor, um produto de Capitalização da Modalidade Filantropia Premiável, o Cristo Solidário. Com valor a partir de  R$25, parte da arrecadação com a venda do produto será revertida para projetos próprios e  apoiados pelo Santuário Cristo Redentor, instituição responsável pela manutenção do Cristo  Redentor. Além disso, o doador concorrerá a prêmios de até 7.000 vezes o valor da contribuição. 

“Lançar o Cristo Solidário é muito significativo para a Icatu. Não só pelo Cristo ser um símbolo  do nosso Brasil, sobretudo do Rio – que é onde nascemos, mas pelo produto vir a ser uma nova  fonte de receita junto ao Santuário Cristo Redentor que apoia projetos importantes  localmente. E é isso que queremos fomentar com o Cristo Solidário: a doação e apoio a causas  sociais e culturais do nosso país por meio dos títulos de capitalização, que são uma importante  ferramenta para a ampliação da filantropia no Brasil”, conta Ronaldo Marques, diretor da Icatu nas regionais Rio de Janeiro e Espírito Santo.  

Atualmente, o Cristo Redentor recebe em média 5,6 mil pessoas por dia; com destaque para  período de alta como férias e feriados, em que chega a receber cerca de 15 mil pessoas em  um fim de semana. Ao ano, são cerca de 2 milhões de pessoas que visitam o monumento. 

O produto já está disponível para aquisição a partir de R$25 no site  www.cristosolidario.com.br. A contratação é  totalmente digital, por meio de PIX ou cartão de crédito. Qualquer pessoa, com CPF, a partir  de 16 anos, poderá adquirir o produto. Ao participar, o cliente receberá um “número da sorte”  para concorrer a prêmios de até 7.000 vezes o valor da sua contribuição.

“Nossa gratidão à Icatu por essa parceria com nosso Setor Cristo Sustentável, que cuida dos projetos sociais do Santuário Cristo Redentor. Estamos certos de que esse produto nos  ajudará a amparar ainda mais pessoas vulneráveis. O Cristo Solidário já nasce com sua  missão muito bem definida, mostrando que produtos financeiros podem e devem gerar  contrapartidas para as questões mais sensíveis da sociedade”, destaca o reitor do Santuário  Arquidiocesano Cristo Redentor, Padre Omar. 

Os títulos de filantropia premiável vem crescendo nos últimos anos 

De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), de janeiro a dezembro de  2022, a modalidade registrou crescimento de 12% comparado ao mesmo período de 2021,  registrando apoio recorde de R$1,48 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao  trabalho social.

“O mercado de capitalização tem se reinventado e lançado novas soluções para atender às  mais variadas demandas, oferecendo cada vez mais conveniência e agilidade. Porém, este é  um segmento que ainda tem grande potencial de crescimento e nós queremos democratizá lo cada vez mais, trazendo produtos e soluções que agregam valor para empresas, instituições  do terceiro setor e também para o cliente final”, afirma Marcelo Oliveira, diretor de Produtos  de Capitalização da Icatu. Em Capitalização, além da modalidade de filantropia premiável, a  Icatu atua com a modalidade Tradicional, de Incentivo e Instrumento de Garantia, sendo o  quinto maior grupo econômico do país. O propósito da seguradora é proporcionar a cada  pessoa e sua família uma melhor qualidade de vida, através da proteção financeira.

Setor de seguros paga US$ 125 bilhões em indenizações por catástrofes naturais em 2022

swiss re estudo catástrofes

2022 foi o segundo ano consecutivo em que as perdas seguradas de catástrofes naturais ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões. Na lista, furacão Ian na Flórida, perdas recordes de granizo na França, inundações na Austrália e África do Sul, tempestades de inverno na Europa e nos EUA, bem como secas na Europa, China e Américas. Isso reafirma a tendência de um aumento médio anual de 5 a 7% nas perdas seguradas nas últimas três décadas, revela o último relatório sigma da Swiss Re.

“A magnitude das perdas em 2022 não é uma história de riscos naturais excepcionais, mas sim uma imagem de crescente exposição imobiliária, acentuada por uma inflação excepcional”, disse Martin Bertogg, chefe de riscos de catástrofes da Swiss Re. “Embora a inflação possa diminuir, o aumento da concentração de valor em áreas vulneráveis a catástrofes naturais continua sendo um fator-chave para o aumento das perdas. Para nossa indústria, este é um chamado para refletir a exposição mais recente com ainda mais cuidado nas avaliações de risco, continuando a apoiar a sociedade a ser melhor preparado.”

Inflação impacta valores de ativos segurados

Com os desastres naturais continuando a causar danos materiais em todo o mundo, a demanda por cobertura aumentou. Ao mesmo tempo, a inflação disparou nos últimos dois anos, atingindo uma média de 7% nas economias avançadas e 9% nas economias emergentes em 2022. O efeito dos preços altos foi aumentar o valor nominal de edifícios, veículos e outros ativos seguráveis, aumentando assim os pedidos de seguro por danos causados por catástrofes naturais.

“A tempestade econômica não acabou e as taxas de juros provavelmente terão que aumentar ainda mais devido à pressão inflacionária existente. Isso significa custos de financiamento mais altos e, como resultado, os provedores de capacidade provavelmente permanecerão mais cautelosos na implantação de capital por vários motivos, incluindo avaliação de risco e experiência de perdas. Em nossa opinião, à medida que exposições mais altas encontram diminuição do apetite por risco, o ímpeto para aumento de preços, retenções mais altas e termos e condições mais rígidos provavelmente continuarão”, disse Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re.

Furacão Ian é o principal causador de perdas em 2022

As perdas seguradas foram em grande parte causadas pelo furacão Ian, de longe o evento mais caro do ano. Aterrissando na Flórida em setembro como uma tempestade de categoria 4, Ian resultou em perdas seguradas estimadas de US$ 50 a US$ 65 bilhões. Depois do furacão Katrina em 2005, Ian é classificado como o segundo evento de perda segurado por catástrofe natural mais caro nos registros sigma.

Em fevereiro de 2022, um conjunto de tempestades (Eunice, Dudley, Franklin) no noroeste da Europa provocou perdas seguradas combinadas de mais de US$ 4 bilhões, elevando o total dessa categoria para quase o dobro da média anterior de 10 anos. Enquanto isso, a França registrou a maior perda anual de todos os tempos (US$ 5 bilhões) devido a tempestades de granizo.

As perdas globais por inundações ficaram acima da média, sendo o principal evento as inundações no leste da Austrália em fevereiro-março de 2022. Isso resultou em perdas seguradas de US$ 4,3 bilhões, o maior evento de sinistros por catástrofe natural na Austrália.

No extremo oposto do espectro das chuvas, a variabilidade do clima e as condições anômalas da circulação atmosférica contribuíram para secas severas e ondas de calor recorde em todo o mundo. No Brasil, os rendimentos das culturas, principalmente soja e milho, foram os que mais sofreram, resultando em perdas seguradas de US$ 1 bilhão.

Zurich cresce no Norte e Nordeste e Salvador se destaca

Fonte: Zurich

A Seguradora Zurich está expandindo a sua atuação ao redor do país e as regiões que também têm recebido atenção da companhia é o Norte e o Nordeste. Segundo dados da seguradora, que investiu na parceria com 13 assessorias de seguros na região em 2022, a Zurich cresceu 36,2% nas vendas no canal corretor da região, sendo que a capital que mais se destacou foi Salvador (+41,6%), seguida de Recife (+32,6%). 

“A companhia investiu para aumentar a capilaridade de distribuição de seus produtos na região, sobretudo reforçando a sua atuação por meio de assessorias, frente estratégica que visa também à complementação da sua rede de filiais físicas para atender à crescente demanda nos grandes polos, além das localidades distantes das filiais”, aponta Felipe Grossi Cavalcante, Diretor Regional dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e do Norte e Nordeste da Seguradora Zurich. 

As linhas que mais se destacaram no Norte e no Nordeste foram Engenharia (+101,8%), Frota (76,5%) e Auto Individual (42,7%). “A Zurich é uma seguradora multilinha e multiproduto, e isso se reflete na diversidade de proteções que a companhia pode proporcionar à região”, aponta Felipe.  

Crescimento alcança estados do Sudeste  

A Zurich, que trabalha em uma mesma diretoria os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e do Norte e do Nordeste, apontou crescimento de 9,0% nas vendas no canal corretor considerando toda essa região. Segundo Felipe, os produtos que mais cresceram foram frotas (+270,3%), patrimonial (+257,0%) e seguros de engenharia (+41,4%), considerando os seguros corporativos; e Auto Individual (+45,0%), considerando os seguros para pessoas. 

O corretor Fernando Coelho, CCO (Chief Commercial Officer) da corretora Inter Risk no Rio de Janeiro, atua no mercado de grandes projetos que precisam de soluções complexas em seguros e é parceiro da Zurich desde 2012. “A relação sempre foi de muita proximidade, confiança e credibilidade. A Zurich, como uma empresa global, faz com que possamos compartilhar dessa credibilidade com nossos clientes”, ressalta.  

No caso de Coelho, para ele, o grande diferencial da Zurich é o fato da companha não ter medo de entender melhor os projetos e buscar uma subscrição adequada ao risco. Ele destaca o fato de a Zurich valorizar as informações. “Por isso, os corretores que trabalham com a companhia precisam dominar o que estão trabalhando. A Zurich, por entender isso, faz com que essa parceria traga bons resultados”, destaca. 

Felipe Cavalcante, Diretor Comercial Regional da Zurich, aposta justamente nesse conhecimento e na importância dos corretores na orientação dos consumidores. “O aconselhamento do profissional especializado é essencial para que os clientes tomem as decisões corretas”, aponta. 

Para ele, em 2023, as perspectivas de mercado são boas porque a Zurich deve consolidar o relacionamento com corretores e proporcionar uma melhor experiência a esses parceiros. “Queremos seguir presentes e ativos com os corretores que já trabalham conosco na região, trazer novos corretores para perto e focar no desenvolvimento das nossas parceiras com as assessorias. A região seguirá no nosso radar”, revela. 

Coelho apoia o otimismo do executivo da Zurich e aposta em bons negócios para esse ano. “A expectativa é a melhor possível. A área comercial regional da seguradora tem feito um trabalho muito próximo conosco. Será um ano de muito crescimento e parceria com a Zurich”, finaliza. 

Senado desarquiva projeto que regula contratos de seguros

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (21) cinco requerimentos de desarquivamento de proposições que tinham sido enviadas ao arquivo ao fim da legislatura. Uma delas, o PLC 29/2017, regula os contratos do setor de seguros privados no país ao unificar regras esparsas, abrangendo consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores. O projeto, do ex-deputado José Eduardo Cardozo, trata de princípios, carências, prazos, prescrição, de condutas específicas para seguro individual e coletivo, bem como de deveres e responsabilidades dos segurados e das seguradoras.

Em coletiva realizada na semana passada, o presidente da CNseg, Confederação das Seguradoras, disse acreditar que seria necessária uma discussão sobre alguns temas. “O projeto ficou parado por cinco anos, período em que aconteceram muitas mudanças no setor de seguros”, comentou em coletiva de imprensa.

Ernesto Tzirulnik, sócio fundador e presidente do IBDS Instituto, disse ao Sonho Seguro que “não há regra alguma antiquada. Elas foram todas revistas em 2017. A realidade é que o PLC protege seguradoras bem como segurados, empresas e pessoas físicas, assim como corretores. O PLC trará transparência e segurança. Ele é equilibrado e significará um grande avanço”.

O advogado Walter Polido, especializado em responsabilidade civil e que trabalhou 24 anos no IRB Brasil, que era o único ressegurador no Brasil até 2007, e 10 anos na Munich Re com a abertura do mercado, afirma que há artigos no referido PLC 29/17, que diante da transformação regulatória altamente positiva que a Susep promoveu entre 2019-2022, destruirão completamente as vantagens obtidas, fazendo o mercado de seguros retornar ao passado, depois de anos de boas transformações.

“Necessário entender que o PLC 29/17, se ele traz determinados aspectos modernizadores para o setor de seguros, por outro lado ele retrocede, prejudicando-o”. Polido cita, por exemplo, os grandes riscos. “Sem distinção alguma em relação aos seguros massificados, o PL determina que as seguradoras somente poderão oferecer condições de coberturas “previamente” registradas na Susep, contrariando a regulamentação vigente, que estabelece a possibilidade de negociar caso a caso, assim como ocorre no mundo todo, sem registro dos clausulados na Susep. O registro prévio “engessa”, “padroniza” as garantias para riscos que são naturalmente desiguais, reduz a criatividade do mercado, e burocratiza a operação da iniciativa privada”, argumenta.

Para Polido, este ponto é crucial na rediscussão do PLC 29/17, devendo ser objeto de Emenda legislativa, alterando o PL e mantendo a liberdade de atuação das seguradoras. “No tocante ao resseguro, necessário existir Emenda propondo a supressão do Capítulo que trata desse assunto, permanecendo apenas o PL no tocante à Lei de Seguros privados.”

No tocante à arbitragem, continua Polido, o PLC 29/17 é retrógrado, até porque ele pretende modificar dispositivo previsto na Lei de Arbitragem, o que certamente gerará discussão no âmbito judicial, em face da lei geral. “Não se advoga pela arbitragem internacional, até porque podemos e devemos realizá-las no Brasil, mas a lei não pode cercear a liberdade dos pactuantes”, acrescenta. Este ponto, portanto, também requer o competente ajuste através de Emenda no referido PL, durante a análise no Senado.

Polido cita ainda um artigo no PLC 29/17, o qual passou despercebido inclusive das seguradoras e resseguradoras do mercado, cujo conceito não encontra respaldo em nenhum outro mercado e/ou lei de seguros. Trata-se no art. 73, o qual traz um conceito de perenidade na cobertura de determinados riscos, contrariando o critério de delimitação do período de cobertura que deve ser estabelecido em cada contrato de seguro, até mesmo por questões de precificação dos riscos.

Ele explica que as seguradoras não podem garantir de maneira indefinida e sem um término os riscos, de qualquer natureza. Este dispositivo, portanto, deve ser objeto de Emenda e visando a sua supressão, afirma.

“Inegável que o PLC 29/17 pode modernizar o direito do seguro no país, mas não na sua forma original e que foi aprovada na Câmara dos Deputados. Ele precisa sofrer, portanto, alterações pontuais, todas elas passadas por analistas especializados do setor, uma vez que não se trata de um mero código de seguros. O referido, uma vez constituído, terá impactos significativos no mercado e na vidas dos consumidores de seguros do país, não podendo ser aprovado como se encontra”, finaliza Polido.

Ernesto Tzirulnik argumenta que a realidade é que o PLC vai contra os interesses dos grandes grupos resseguradores internacionais que foram exageradamente protegidos por normas administrativas editadas no último governo.

GFIA: novo relatório identifica lacunas de proteção de seguros global de trilhões de dólares

Uma lacuna de proteção global de US$ 1 trilhão para aposentadorias, de US$ 900 bilhões para riscos cibernéticos, de US$ 800 bilhões para saúde e de US$ 100 bilhões para catástrofes naturais. Estes são alguns números do novo relatório da Federação Global de Associações de Seguros (GFIA), que representa as associações de seguradoras do mundo, sobre o gap de proteção de seguros necessária para fazer frente a perdas que o mundo enfrenta atualmente.

“O relatório deixa claro os passos necessários para reduzir as lacunas de proteção e ajudar pessoas e empresas a acessar os serviços de seguro de que precisam para ter sucesso e prosperar”, comentou a presidente da GFIA, Susan Neely, em nota divulgada.

Abordando o maior deles – pensões – a GFIA observa que as mudanças demográficas estão exercendo uma pressão sem precedentes sobre os sistemas previdenciários em todo o mundo, exigindo que eles sustentem mais pessoas à medida que a expectativa de vida após a aposentadoria aumenta junto com o número de beneficiários que ingressam nos sistemas.

Além disso, o estudo cita os regimes públicos de pensões estão sob pressão, uma vez que menos pessoas na força de trabalho apoiam a entrada de fundos nos regimes devido à queda das taxas de natalidade, juntamente com o número crescente de pessoas que recebem benefícios.

Como é provável que as necessidades de pensões continuem a crescer mais rapidamente do que os fundos disponíveis, os analistas alertam que a diferença aumentará ainda mais, especialmente porque se espera que os retornos decrescentes dos investimentos atinjam os regimes de pensões em todo o mundo.

Devido ao tamanho da lacuna, a GFIA recomenda estreita colaboração entre as partes interessadas públicas e privadas, por exemplo, equilibrando condições regulatórias apropriadas e incentivos fiscais com produtos inovadores e flexíveis.

No risco cibernético, embora a oferta de seguros deva crescer, a GFIA acredita que é improvável que a lacuna de proteção seja fechada no curto ou médio prazo, devido à pequena parcela de perdas seguradas hoje e à rápida velocidade da digitalização, tornando as empresas cada vez mais vulneráveis a ataques cibernéticos.

Além disso, como dependem do ambiente regulatório e da infraestrutura pública de segurança cibernética, os analistas sugerem que as seguradoras não serão capazes de reduzir a lacuna de proteção cibernética sozinhas, o que significa que as partes interessadas públicas e privadas precisam novamente colaborar para lidar com a lacuna de proteção em rápido crescimento.

A GFIA defende ações para incentivar e apoiar a prevenção, conduzir campanhas de conscientização, desenvolver estruturas de relatórios de incidentes e promover medidas de adaptação.

Existem várias ações potenciais para as partes interessadas públicas e privadas usarem para lidar com a lacuna de proteção, como incentivo e apoio à prevenção; realização de campanhas de conscientização; desenvolver estruturas de notificação de incidentes; e promover medidas de adaptação.

“As seguradoras em todo o mundo desempenham um papel vital ajudando a proteger pessoas e empresas dos riscos que enfrentam e a se recuperar quando esses riscos se materializam. No entanto, como este relatório destaca, uma série de fatores levaram a enormes e crescentes lacunas de proteção global que podem ter impactos profundos na vida e nos meios de subsistência das pessoas”, comentou.

“As seguradoras podem e estão tomando medidas para resolver essas lacunas. Isso inclui o uso de tecnologia para avaliar riscos e sinistros e tornar o seguro mais acessível para pessoas e empresas. No entanto, fechar as lacunas também exigirá ação dos formuladores de políticas para criar ambientes nos quais os riscos possam ser gerenciados e mitigados. Essas ações ajudarão a manter os riscos seguráveis e a proteção do seguro acessível”, continuou ela.

Melhora a gestão de riscos cibernéticos das empresas, aponta seguradora Zurich

zurich seguro cibernético
Hellen Fernandes

A Seguradora Zurich fez um levantamento que considerou as avaliações de empresas que procuraram o seguro e clientes de sua carteira, a fim de estudar a evolução da gestão da segurança da informação no mercado. A seguradora concluiu que, de 2021 para 2022, a gestão da segurança da informação de clientes e prospects melhorou em 13%. 

A avaliação da maturidade da gestão de riscos cibernéticos que gerou levantamento considera aspectos do Framework da NIST – Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, abordando como a empresa identifica, protege, detecta, responde e se recupera de riscos de segurança cibernética.  Também analisa os principais processos de negócios dos clientes para exposição cibernética, aponta pontos fracos na configuração dos controles, compara a maturidade da postura cibernética com outros players do setor e identifica e sugere medidas para melhorar a segurança cibernética das empresas. 

“Nos últimos anos, passamos por um período de intensa aceleração da digitalização, Empresas de todos os portes precisam ficar atentas às possíveis vulnerabilidades e, para tal, devem procurar ferramentas para entender e gerir essa questão de maneira adequada e eficiente, buscando conhecimento e proteções de acordo com a legislação e com cada modelo de negócio”, comenta Hellen Fernandes, Gerente de Linhas Financeiras da Seguradora Zurich.  

Como explica a executiva, parte do processo para contratação de uma apólice de seguro cibernético é a avaliação de questões relacionadas aos processos de negócios dos clientes para exposição cibernética, a questões de governança, políticas e métricas relacionadas ao tema, passando pelo interesse da alta gestão em patrocinar assuntos de segurança da informação. Além disso, é preciso identificar como os responsáveis por segurança da informação endereçam os riscos que têm internamente, direcionam esforços e investimentos adequados,  efetivos e aplicáveis a cada modelo de negócio.  

Segundo Hellen, a orientação das seguradoras sobre essas questões, tal como é feito pela Zurich, possibilita melhor gestão da segurança da informação para as empresas, e consequentemente, maior acesso aos produtos de seguro a partir da melhoria do risco. Segundo Hellen, é papel da seguradora apoiar os clientes nessa jornada. 

“Nós sempre frisamos que a segurança cibernética vai muito além do seguro. O seguro é apenas uma das ferramentas disponíveis, e deve fazer parte de uma estratégia maior”, diz a executiva. “Investir em uma gestão adequada da segurança da informação é fundamental para qualquer empresa. Isso cria um cenário de maior proteção à organização, seus colaboradores e clientes”, pontua. 

Ameaças seguem relevantes e busca pelo seguro cresce 

A executiva ressalta ainda que, mesmo diante desses dados, mais uma vez, os riscos cibernéticos figuraram entre os principais riscos globais que a humanidade irá enfrentar no curto e longo prazos, segundo o Global Risks Report 2023, relatório produzido pela Zurich em parceria com a Universidade de Oxford, o Fórum Econômico Mundial e outras instituições parceiras.  

A busca pelo seguro também segue crescente. Na Zurich, uma das líderes de Seguro cibernético desde seu lançamento em 2019, os prêmios emitidos cresceram 156% em 2022 em relação ao ano anterior – no mercado, o crescimento foi de 71,2%.  

“A gestão da segurança da informação é muito dinâmica, pois sempre há novas ameaças a que as empresas devem estar atentas. Nenhuma empresa está livre de sofrer um ataque”, diz Hellen. “O mercado brasileiro de seguros já experimentou taxas mais altas e impactos nas franquias e coberturas aplicáveis em 2022, diante das ocorrências de eventos nos últimos anos. Promover uma gestão completa dos riscos cibernéticos é, hoje, essencial para a maior parte das empresas, inclusive para permitir o acesso ao seguro”, pontua a executiva.

Tendo como diferencial a ampla expertise e suporte do seu time de engenharia de riscos e atenta ao mercado, a Zurich está promovendo alterações em seu seguro cibernético no Brasil, que graças às mudanças regulatórias, poderá estar alinhado ao produto global e será rebatizado de Zurich Cyber Solutions. O novo produto traz coberturas mais abrangentes e detalhadas, além de uma proposta de valor baseada em três partes: prevenção e avaliação de riscos; transferência de riscos; e gestão de incidentes, com rápida resposta ao segurado em caso de sinistros.   

Conheça as proteções oferecidas pelo Zurich Cyber Solutions:

  • Respostas a incidentes, com coberturas para o pagamento de custos e despesas para ajudar a empresa a lidar com a crise causada por eventual vazamento de dados. Neste caso, há a necessidade de contratar especialistas para determinar a extensão do dano, seja em aspectos técnicos ou mesmo de imagem. O objetivo aqui é reduzir os efeitos negativos à reputação da empresa;
  • Coberturas de perdas ao seguradora com pagamento de Perda de Receita, perda, Despesas Laborais Adicionais, Despesas de Reconstituição de Ativo Digitais e até Despesas de Extorsão;
  • Coberturas de questões de responsabilidade civil perante as pessoas físicas ou jurídicas afetadas por um incidente de privacidade. Neste caso, o seguro permite o pagamento dos custos de ação civil ou administrativa, incluindo advogados, para a defesa da instituição e prejuízos financeiros causados às pessoas afetas, inclusive danos morais e multas regulatórios. 

MAPFRE Assistência agora é MAWDY

mapfre assistencia

Quanto mais inovadora, mais jovial as empresas se tornam para acompanhar a evolução digital da sociedade. Uma delas é a MAPFRE. A começar pela mudança do nome da marca de sua unidade de assistências. Com uma estrutura de atendimento mais ágil e identidade global unificada, a marca passa a se chamar MAWDY, sigla para MAPFRE Worldwide Digital Assistance, nos 23 países onde atua. A pronúncia é “MÁUDI”. 

“MAWDY é um nome moderno, atual e sonoro, que expressa tecnologia e inovação, além de ser curto, potente, feminino e fácil de memorizar. É uma marca diferente, com personalidade forte, que reflete uma empresa preparada para o futuro e com a qual podemos transmitir a nossa proposta de valor”, explica Fabiano Sardá, diretor geral da unidade de assistência no Brasil.

No Brasil, país que responde por fatia importante do faturamento do grupo globalmente, a nova marca estreia com o intuito de se tornar a líder no mercado nacional de assistências, proporcionando uma melhor experiência aos atuais e potenciais clientes. 

O grupo iniciou uma nova etapa e quer consolidar uma imagem de transformação, com muitos produtos e serviços inovadores para diversos segmentos da economia. Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Fabiano Sardá ao Sonho Seguro. 

Além do nome, o que mais muda na unidade de assistências do grupo MAPFRE?

Agora somos uma empresa com foco em soluções digitais e com uma identidade global unificada. Com ela, queremos cativar nossos partners e seus clientes na oferta de soluções cada vez mais transformadoras. Nesta nova etapa, nos anteciparemos aos desafios, às tendências e às expectativas dos nossos usuários. Essa transformação de marca nos levou a focar nos mercados considerados estratégicos para o Grupo MAPFRE, principalmente, a América Latina e a Europa. A marca estará unificada em todos os mercados, o que reforçará a MAWDY, proporcionando-lhe uma identidade mais global.

A tecnologia molda toda a operação…

Com certeza. O nascimento da MAWDY é consequência de uma série de mudanças que a unidade de assistência vem implementando nos últimos anos em sua divisão de assistências, como a oferta de produtos para diferentes necessidades, diversificação dos canais de distribuição e reorientação geográfica para mercados estrategicamente atrativos.  A nova unidade passa a concentrar suas atividades nos acordos de distribuição, através dos canais B2B e B2B2C, com uma proposta de valor baseada no que foi o eixo da transformação da unidade: a digitalização. Em seu portfólio no Brasil estão assistências que complementam os seguros ,  para residências, empresas, pessoas, automóveis e no segmento rural, além de produtos financeiros, automotivos e do mercado de afinidades. Com a MAWDY, os clientes passam a contar com uma empresa que utiliza tecnologia para aprimorar a experiência do usuário, com destaque para o uso intensivo de dados, que ganha protagonismo, ao otimizar a segmentação e a personalização da oferta ao cliente final. Ferramentas como aplicativos de web progressivos (PWA) e APIs para integrar a comunicação com clientes a outras plataformas são alguns dos exemplos colocados em prática na nova fase. 

Tem algum benefício novo para os clientes? 

Sim. Nosso objetivo com a mudança de marca é fornecer serviços e soluções que complementem a oferta e contribuam para a digitalização e a inovação nas relações com os clientes. Dessa forma, queremos complementar a oferta com serviços, de forma mais personalizada e oferecendo mais relevância ao usuário final. Por isso, a tecnologia nos torna mais eficientes e melhora constantemente nossas ofertas, tornando-a mais individualizada.

Com a MAWDY, o foco segue na busca de parceiros de negócios como seguradoras, bancos, varejo, entre outros?

Sim. Além do âmbito do mercado segurador, a MAWDY especializou-se em conceber soluções para os setores automotivos, turismo, bancos e setor financeiro, telecomunicações e affinities

Por que o nome MAWDY?

MAWDY é uma sigla adaptada de MAPFRE Worldwide Digital Assistance, um nome que contém alguns dos elementos que nos caracterizam: o fato de pertencer a um grande grupo, a essência internacional e a digitalização, que tem sido o pilar de nosso processo de transformação e nossa nova proposta de valor. Nossos estudos mostram que MAWDY é um nome moderno, atual e sonoro, que expressa tecnologia e inovação e nos ajuda a nos conectar com partners e clientes. Também é um nome curto, potente, feminino e fácil de memorizar. É uma marca diferente, com personalidade forte, que reflete a empresa que somos hoje, preparada para o futuro.

Como foi o ano de 2022 para a divisão de assistências? 

2022 foi um ano de muito trabalho em que focamos na aquisição e no desenvolvimento de novas ferramentas digitais, reestruturação de processos, revisão dos serviços e soluções de assistência que trouxessem valor agregado ao negócio, como por exemplo, através dos aplicativos de web progressivos (PWA),  APIs para garantir a agilidade nas integrações ou as comunicações com clientes através do WhatsApp e outras plataformas de comunicação. Foi um período de transição em que preparamos o ambiente da forma mais adequada possível para estrear a nova marca. 

O que a MAWDY espera para 2023? 

Estamos muito otimistas para 2023 e acreditamos no potencial de crescimento de negócios da MAWDY logo em seu ano de estreia. Estamos preparados para melhorar  a experiência dos clientes que já nos conhecem e cativar os nossos futuros clientes com soluções cada vez mais relevantes para o seu dia a dia. Com o uso das novas ferramentas tecnológicas e a utilização da inteligência dos dados, que também ganha protagonismo e otimizará uma segmentação e personalização da oferta ao cliente, vamos estar cada vez mais próximo do cliente, o que traduzirá em uma melhor experiência ao usuário e nos tornará em uma referência do mercado de assistência.

Por que uma mudança de marca agora?

Lançamos uma nova marca para uma nova etapa da companhia. Finalizamos um período de reestruturação necessário para enfrentar o futuro com força, e agora somos uma empresa mais digital, com uma identidade de fato global. Com uma nova estrutura e uma nova proposta para agregar maior valor ao grupo. Evoluímos e agora queremos refletir essa mudança, renovando a nossa marca e nos preparando para novas demandas do setor de assistências.

Com quase R$ 5 bilhões em indenizações, seguradoras estão mais criteriosas no seguro de crédito

Pedro Ivo Mello advogado seguros

O risco reputacional desencadeado com o caso Americanas, seguido de Lojas Marisa e Tok&Stok, acendeu o farol vermelho dos subscritores, profissionais que calculam o preço do seguro tendo como ponto de partida estatísticas que sinalizam o potencial do risco se concretizar ou não. Quanto mais o cliente dá informações que a probabilidade de o risco acontecer é baixa, menor o preço. Segundo especialistas, a estimativa é que há aproximadamente R$ 5 bilhões em créditos detidos pelos principais fornecedores das grandes redes varejistas e que deverão ser indenizados pelas seguradoras.

“Os grandes fornecedores das varejistas estão só agora testando de fato essa modalidade de seguro. Os valores envolvidos são bastante altos e as seguradoras precisarão fazer os pagamentos de forma célere. Do contrário, o produto não funcionará para o fim a que destina, o que pode impactar gravemente no fluxo financeiro desses fornecedores”, explica o advogado Pedro Ivo Mello, sócio do escritório Raphael Miranda Advogados.

Segundo ele, este é um momento importante para o mercado segurador porque se os fornecedores atestarem que o seguro foi pago corretamente, no médio prazo a tendência é que o produto ganhe a confiança dos fornecedores e a demanda por sua contratação aumente substancialmente.

E isso já está acontecendo, segundo o vice-presidente de riscos corporativos e sinistros da corretora e consultoria Alper, Ilan Kajan. “As seguradoras estão fazendo seus cheques para indenizar os fornecedores da Americanas, o maior case de indenizações já visto no Brasil”, ressalta o corretor. Por outro lado, acrescenta Kajan, a demanda para comprar o seguro de crédito é também a maior já vista no país. “Quem não tinha a cultura de comprar o seguro de crédito, agora percebeu a importância de ter um seguro para proteger as vendas”.

O seguro de crédito protege empresas que produzem e comercializam bens a prazo contra o risco de não pagamento por parte dos compradores, usualmente as grandes redes varejistas. Uma proteção para os credores, caso seus clientes não paguem pela transação comercial.

Para definir o valor de crédito garantido pela apólice, as seguradoras usam bancos de dados próprios e informações públicas sobre a saúde financeira da empresa compradora para autorizar o limite de crédito que está disposta a garantir em favor do fornecedor. A questão é que ainda não tinha ocorrido um caso com as proporções do recente episódio das Americanas.

Como o seguro de crédito ainda é um produto relativamente novo no Brasil, vai passar agora por um momento de teste de credibilidade e adequação dos termos da contratação à realidade das práticas comerciais do mercado varejista. Os fornecedores da Americanas comunicaram sinistros às seguradoras superiores a R$ 2,2 bilhões e os processos de regulação dos sinistros (nos quais as seguradoras analisam se há cobertura e apuram os prejuízos indenizáveis) já se iniciaram.

Mello acredita que a tendência é o seguro de crédito crescer no Brasil, com o setor varejista passando a usufruir mais dessa garantia: “Se o pagamento das indenizações fluir bem, a tendência é que haja um aumento da procura pela contratação dessas apólices. Em contrapartida, as seguradoras passarão a fazer análises mais criteriosas para subscrição dos riscos das varejistas. O mercado segurador precisará entender melhor como funciona a dinâmica desse segmento de mercado e ajustar as apólices a essa realidade, não o contrário”, conclui Mello, cujo escritório já vem atendendo a alguns fornecedores que contrataram tais apólices.

JP Morgan afirma que seguradoras tem baixa exposição em risco de crédito corporativo bancário

Analistas do JP Morgan garantiram que a exposição das seguradoras europeias ao crédito corporativo bancário e aos títulos AT1, instrumentos de dívida perpétua que os bancos usam para aumentar sua base principal de patrimônio, é baixa. O alerta veio depois que o acordo de resgate para o Credit Suisse chocou alguns investidores ao deixar seus títulos sem valor.

O portal Reinsurance News destaca que o JP Morgan observa que a exposição média ao crédito bancário é de cerca de 6% das carteiras de investimento das seguradoras europeias. Além da baixa exposição, os analistas também citam várias outras “válvulas de pressão” que devem ajudar a reduzir o risco para o setor de seguros, já que a volatilidade no sistema bancário persiste.

A maioria das seguradoras, por exemplo, detém uma grande proporção de sua carteira de crédito bancário em produtos de vida nos quais o risco é compartilhado com os segurados.

Citando seguradoras específicas, o JP Morgan diz que esse é o caso da AXA, Generali e Allianz, onde acredita que o compartilhamento do risco com o segurado poderia mitigar as perdas na AT1 em 60% a 90%.

Da mesma forma, as seguradoras de vida do Reino Unido que usam o “ajuste correspondente” podem compensar os rendimentos mais altos dos títulos com uma taxa de desconto mais alta para passivos, diz o JP Morgan. Especificamente, essas seguradoras podem levar em consideração uma grande proporção do spread de crédito na taxa de desconto para passivos, onde o crédito é mantido para ‘combinar’ uma carteira de anuidades ilíquidas de longo prazo, o que mitiga o risco de Solvência II ao ampliar os spreads de crédito corporativo do banco.

Os títulos AT1 e outros investimentos bancários ficaram sob os holofotes nos últimos dias, depois que os preços das ações do banco suíço Credit Suisse despencaram, após a descoberta de “fraqueza material” em sua situação financeira.

Os mercados já estavam nervosos desde o colapso do Silicon Valley Bank na semana anterior e os temores de uma repetição do crash financeiro de 2008 levaram à intervenção do governo e à compra do Credit Suisse pelo UBS em um negócio de US$ 3,2 bilhões.

Mas os detentores de títulos do Credit Suisse AT1 descobriram após a aquisição que suas participações agora não valiam nada, tendo sido anteriormente avaliadas em US$ 17 bilhões.

Os títulos AT1 são convertidos em ações se um banco cair abaixo de uma certo rating ou limite de capital e são projetados para limitar a exposição do contribuinte no caso de um colapso bancário e resgate subsequente.

Mas enquanto o Credit Suisse foi salvo por enquanto pela aquisição do UBS, os reguladores suíços decidiram deixar os credores fora do acordo de resgate, eliminando efetivamente o valor de quaisquer títulos AT1.

O movimento surpresa provavelmente adicionará mais volatilidade ao ambiente bancário nos próximos dias, já que o preço de outros títulos AT1 provavelmente cairá, mas pelo menos para as seguradoras o perigo parece ser mínimo, de acordo com o JP Morgan.

Olhando para a exposição divulgada por resseguradoras específicas, os analistas observam que para a Munich Re apenas 2% de sua carteira de crédito bancário é inadimplente, enquanto a L&G tem apenas £ 1 milhão investido no banco tier 1. Da mesma forma, a Zurich informou ao JP Morgan que “não tem apetite para AT1”.

Vendas da HDI Global avançam 17,9% em 2022

A HDI Global registrou alta de 17,9% na receita de prêmios em 2022, para 8,9 bilhões de euros (7,6 bilhões em 2021). O lucro operacional da HDI Global subiu para 252 milhões de euros (196 milhões em 2021) no exercício financeiro. A divisão contribuiu com 177 milhões de euros (143 milhões em 2021) para o lucro líquido do Grupo Talanx.

As principais áreas de crescimento foram seguros de bens e responsabilidades (Property & Casualty – P&C) e linhas especiais. O crescimento foi impulsionado tanto por novos negócios quanto por reajustes tarifários, em parte como resultado da inflação.

A HDI Global Specialty continuou seu desenvolvimento bem-sucedido, aumentando a receita de prêmios em 660 milhões de euros ano a ano, para 3,1 bilhões de euros. As Linhas Comerciais aumentaram 693 milhões de euros.

“A HDI Global aproveitou os mercados difíceis em todo o mundo e cresceu lucrativamente. Desde 2018, quase dobramos nossos prêmios brutos emitidos. Para sua ascensão em 2022, tanto as linhas comerciais quanto as linhas especializadas contribuíram quase igualmente. Nosso crescimento resulta de novos negócios, bem como de mudanças de ritmo nos negócios existentes, o que destaca o fortalecimento da qualidade de nosso portfólio”, comentou Edgar Puls, CEO da HDI Global, em nota.

Uma queda nas perdas de frequência reduziu o índice combinado da seguradora industrial para 95,7% (98,7%), em linha com a estratégia, apesar de um aumento no total de grandes perdas e efeitos da inflação. Como resultado, a HDI Global quase atingiu sua meta de médio prazo de 95% bem antes do previsto. Isso reflete os efeitos positivos das medidas tomadas para aumentar a lucratividade desde 2019.

“Com um índice combinado de 95,7%, quase atingimos nossa meta estratégica de um índice combinado de 95% dois anos antes do planejado. Embora tenhamos excedido nosso grande orçamento de perdas para 2022 devido a catástrofes naturais e perdas causadas pelo homem, ainda assim melhoramos nosso índice combinado em três pontos percentuais em comparação com 2021. Conseguimos isso com um forte resultado de subscrição e menor índice de perdas resultante de um portfólio bem-sucedido medidas e novos negócios lucrativos”, afirma Puls.

Indenizações de grandes perdas devido a desastres naturais como o furacão “Ian”, o furacão “Fiona” e as inundações na Austrália afetaram os negócios em 270 milhões de euros. Além disso, as reservas para perdas em relação à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia totalizaram 36 milhões de euros. Com um valor ligeiramente inferior a 17 milhões de euros, o baixo nível de perdas sofridas pela Tempestade de Inverno “Elliot” no quarto trimestre reflete a rigorosa reestruturação do portefólio imobiliário

Em 2023, a HDI Global tem a ambição de continuar o caminho do crescimento lucrativo e melhorar ainda mais o índice combinado. Como em 2022, haverá desafios ao longo do caminho. “A inflação global, a guerra na Ucrânia, as consequências da pandemia e os desastres naturais continuarão a testar a economia global este ano. As empresas estão cada vez mais reconhecendo a importância da prevenção e identificando seus riscos em um estágio inicial, o que é a base para a continuidade da tendência de crescimento dos últimos anos”, afirma Edgar Puls.