Seguros de pessoas crescem 15,1% no 1o. bi de 2023

Levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, indica que o setor de seguros de pessoas alcançou nos dois primeiros meses de 2023 cerca de R$ 9,5 bilhões em prêmios, um acréscimo de 15,1% sobre 2022. Ao detalhar por ramo, o crescimento foi de 19,9% no seguro de Vida – que somou R$ 547 milhões; e de 20,7% no seguro Prestamista, com R$ 482 milhões, na mesma base de comparação.

Considerando somente fevereiro recente, foram realizados R$ 4,7 bilhões em prêmios, valor 11,2% maior do que o mesmo mês em 2022. Os seguros Funeral, Vida Individual e Prestamista puxaram o montante do mês, com altas de, respectivamente, 17,7%, 16,2% e 14,6%. Em termos financeiros, o Vida (modalidades individual e coletiva) foi responsável por 47% do total registrado em fevereiro, com R$ 2,2 bilhões em prêmios. Na sequência vem o Prestamista com R$ 1,4 bilhão, e 29% do total registrado no mês. 

Pagamento de benefícios à população segurada continua crescendo

O estudo aponta ainda o aumento no pagamento de benefícios à população segurada. O acumulado do 1º bimestre é de R$ 2,3 bilhões, percentual 6,5% maior em relação ao registrado no mesmo período de 2022. Desse total, R$ 1,2 bilhão (ou 53%) corresponde à Vida; R$ 400 milhões ao Prestamista, e R$ 340 milhões se refere às indenizações do seguro de Acidentes Pessoais. 

Considerando apenas os pagamentos feitos em fevereiro de 2023, o montante indenizado foi de R$ 1,1 bilhão, valor 4% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. As principais elevações ocorreram no Acidentes Pessoais (76,2%); Dotais (63,8%) e no Viagem (35,3%), fortemente impactado durante a pandemia da covid-19, e que começa a superar o patamar observado em 2020.

Setor de seguro brasileiro é destaque em evento em Londres

O presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Roberto Santos, destacou, nesta quinta-feira (20), durante o Lide Brazil Conference 2023, realizado em Londres, que a indústria de seguros quer ser uma aliada no processo de desenvolvimento do país. “O papel do seguro não é apenas indenizar ocorrências e imprevistos, ainda que esta seja a nossa principal referência, com números muito significativos”, ressaltou. 

Para a melhoria do ambiente de negócios e do crescimento da economia no Brasil, o executivo da CNseg engrossou o coro do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e pediu queda da taxa básica de juros ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que estava na plateia. Segundo ele, a saída do quadro atual de comprometimento do potencial de crescimento da economia brasileira, rumo a um ciclo virtuoso de desenvolvimento, passa também pela reforma do sistema tributário. 

“Aponto aspectos importantes sobre os quais devemos refletir e trabalhar conjuntamente, uma vez que uma jornada de desenvolvimento sustentável é, sem dúvida, o desejo de todos nós. É fundamental promover uma virada de 180 graus e assegurar a inserção da economia brasileira no novo fluxo global de comércio, marcado pelo uso intensivo de novas tecnologias”, explicou Santos.

O mercado de seguros é formador de poupança nacional, com ativos na ordem de 1,8 trilhão de reais, e tem, por exemplo, uma função estratégica no agronegócio, que é responsável por aproximadamente 25% do PIB brasileiro. “O setor (de seguros) tem o dinamismo em seu DNA e, com seu perfil multifacetado, tem potencial para atuar em frentes diversas, alavancando, em todas elas, contribuições modernas, realmente efetivas, em favor da aceleração do crescimento econômico e da definição de um novo momento para o país”, ressaltou Santos. 

Presente no debate, Luiz Fernando Furlan, Chairman do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), questionou sobre como o mercado de seguros do Brasil está se preparando para os impactos climáticos. O empresário citou o fenômeno ocorrido nos Estados Unidos da não renovação de apólices de seguro Residencial e da elevação dos preços na escala de 50% por conta de furacões e ciclones. Roberto Santos tranquilizou os presentes, citando que o setor de seguros do país não chegou a recusar riscos por conta de questões climáticas, mesmo que estas mudanças tenham afetado o mercado.

“Em alguns tipos de seguro, tivemos, sim, impactos elevados de dois dígitos, mas não especificamente por questões climáticas. O seguro de automóvel, por exemplo, foi muito afetado pela rápida evolução do valor dos veículos, mas não foi por conta de questões climáticas, apesar do seguro automotivo ter sido afetado pelas enchentes”, explica.  O executivo explica ainda que as seguradoras atuam com modelos de precificação muito avançados, não utilizando apenas a ciência atuarial, mas também a inteligência artificial para precificar.

Yanomamis recebem ajuda da Zurich

Fonte: Zurich

A situação de emergência em saúde pública vivida pelos Yanomamis – e decretada pelo Governo Federal – comoveu todo o país e motivou uma onda de solidariedade para ajudar os indígenas. A Seguradora Zurich se uniu a este movimento e fez um aporte de R$ 337 mil a partir de um fundo de catástrofes montado pela companhia em dezembro de 2022, com o objetivo de auxiliar comunidades em situações de calamidade pública no Brasil até setembro de 2023. 

A expectativa é que a doação da Zurich impacte positivamente mais de 4 mil indígenas. Com relação à alimentação, o foco foi oferecer opções que respeitem a tradição alimentar dos Yanomamis. Por isso, foram adquiridas refeições desidratadas e altamente nutritivas, que têm o peixe de rio como ingrediente principal. Além disso, há o fornecimento de mingau, alimento muito consumido entre as crianças. 

“Essa frente foi estruturada com muito cuidado, buscando desenvolver uma fonte de alimento que fosse adequada aos costumes dos Yanomamis e pudesse garantir a segurança alimentar da população, até que seja possível para eles retomarem a agricultura de subsistência”, explica Ana Matta, Gerente de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da Seguradora Zurich. 

Os recursos doados pela Zurich também foram utilizados para a compra de filtros portáteis que transformam água contaminada em água potável, purificando aproximadamente 5 mil litros de água por dia. Os filtros podem ser instalados em caixas d’água para uso coletivo e já são utilizados pelos Yanomamis do Amazonas.  

Além disso, serão adquiridos equipamentos médico-hospitalares essenciais para o estabelecimento de um polo de atendimento médico aos indígenas em Surucucu, cuja instalação foi aprovada pelo Governo Federal e será operacionalizada pelos Expedicionários da Saúde (EDS). Os recursos custearão barracas que servirão como alojamentos, cozinha, banheiros, pontos de comunicação e postos de atendimento, além de equipamentos como como macas, cadeira de rodas, carrinhos de parada, desfibriladores, bombas de infusão para medicação, entre outros, que ajudarão no atendimento à população.  

“Os Yanomamis estão sofrendo de desnutrição e doenças como malária, diarreia, verminoses, entre outras, que quando não tratadas, podem até levar à morte. Por isso, essa frente de saúde é muito importante”, opina Ana. “Como as expedições pela floresta para atendimento aos povos indígenas da Amazônia ocorrem de maneira contínua e recorrente, a compra dos equipamentos apoiará o trabalho de cuidado a essa população para além dos seis meses em que o polo de atendimento deve ficar instalado em Surucucu”, pontua. 

O aporte da Zurich foi realizado junto ao Movimento União BR e ao Instituto da Criança, parceiros sociais da companhia que já atuaram em outras doações do fundo de catástrofes – foram mais de 18 mil pessoas apoiadas após as chuvas nos estados da Bahia e de Minas Gerais, com quase meio milhão de reais doados de dezembro de 2022 a março de 2023.  

Eles foram os responsáveis por fazer o levantamento das necessidades do povo Yanomami e direcionar os recursos da empresa, a partir do mapeamento das demandas prioritárias junto a Rede Interinstitucional, criada com a participação de organizações sociais da região, como os Expedicionários da Saúde e o Instituto Socioambiental (ISA), além de órgãos competentes como a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), entre outros. 

Novo superintendente comercial da Fator Seguradora comenta os desafios da companhia

Fonte: Fator

Desde março deste ano, Andre de Santilhana Marques é o novo Superintendente Comercial da Fator Seguradora. Formado em Economia pela Universidade Federal Fluminense e com MBA de Gestão de Negócios pelo Ibmec, o executivo tem mais de 25 anos no mercado segurador. 

A chegada de Andre faz parte de uma estratégia de crescimento da seguradora e de sua consolidação como um dos principais players do mercado no segmento corporativo. O executivo trabalha focado no contínuo desenvolvimento da área comercial, com a meta de trazer mais oportunidades para dentro de casa e ampliar a presença da seguradora nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. E segundo Andre, a Fator Seguradora tem plenas condições de cumprir esse objetivo: 

“Nós temos uma capacidade instalada na área técnica maior do que utilizamos. Trazendo mais oportunidade, nós conseguiremos suprir uma demanda maior de negócios, sem perder o que eu considero importante dentro de uma seguradora: a agilidade. A Fator Seguradora tem uma experiência técnica muito grande, e essa velocidade aliada à qualidade na entrega faz a diferença na ponta. O objetivo não é somente trazer um volume maior de cotações, mas sim, o que queremos para sermos mais assertivos nas subscrições.” 

O executivo destaca também o know how da equipe:

“Nós temos ótimos profissionais, com muito conhecimento e bem conceituados no mercado. O nosso maior desafio é a extensão territorial e vamos tentar encurtá-la, aumentando a intensidade comercial, com presença física e com tecnologia, que é um dos carros-chefes da Fator Seguradora, como presenciamos recentemente com a comemoração de 1 ano do Fatorconnect, nosso Canal Digital. Queremos também que as Corretoras de Seguros que estão mais longe tenham uma experiência mais acolhedora dentro da seguradora.” 

André se reporta diretamente ao Diretor Comercial e de Marketing, Luiz Antonio da Fonseca, e sob o seu guarda-chuva, estão os gerentes da região Norte e Nordeste, Silvano Menezes; Roberta Rodrigues, que atende Minas Gerais e o Centro-Oeste, e Marcelo Alonso, gerente da seguradora para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. “A ideia é realizarmos visitas mais estruturadas aos clientes e aos parceiros de negócios, treinamentos para os Corretores e eventos regionalizados, aproveitando as particularidades de cada região.”

Pacote de medidas do governo prevê aperfeiçoar marco legal de seguros

O Ministério da Fazenda fará nesta quinta-feira, 20, um duplo anúncio de medidas para tentar melhorar o mercado de crédito e estimular as Parcerias Público-Privadas (PPPs) de Estados e municípios. São, ao todo, 13 medidas.

Especificamente sobre seguros, o pacote prevê aperfeiçoar o regime legal do seguro privado e vai facilitar o processo de autorização e funcionamento de instituições financeiras no Brasil e permitir que cooperativas de crédito possam ampliar sua atuação na oferta de seguros,  além dos já permitidos: seguro rural, saúde e acidentes de trabalho. Poderão ofertar apólices para automóveis, bicicletas, equipamentos eletrônicos como celulares e computadores, entre outros.

0 governo vai propor um projeto de lei para autorizar a utilização de recursos de planos de previdência complementar, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), seguros pessoais, como os de vida, e títulos de capitalização como garantia na tomada de crédito, a juros mais baratos. Assim, a pessoa que tem recursos na previdência complementar não precisa resgatá-los a custos elevados para cobrir uma necessidade financeira. Hoje são mais de R$ 1,2 trilhão nesse mercado que podem servir de garantias.

Para a Confederação Nacional das Seguradoras, a medida é positiva,  pois oferece dois efeitos práticos. O primeiro se refere a diminuição nos resgates de poupanças individuais em momentos de necessidade e, o segundo, diz respeito ao empréstimo pessoal mais barato, uma vez que a medida reduz a taxa de juros da operação, que terá uma garantia real atrelada, nos moldes dos financiamentos habitacional e de veículos, que têm taxas menores por serem garantidos pelo bem financiado.

Assunto: Dyogo Henrique de Oliveira – presidente executivo da Confederação Nacional das Seguradoras Local: Rio de Janeiro – RJ Data: 04/2022 Autor: Luciana Whitaker

De acordo com o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o uso dos recursos da previdência privada como garantia para o crédito já estava sendo defendido pela Confederação há algum tempo e a proposta, inclusive, já tinha sido apresentada ao Governo. 

O executivo também aponta que o Brasil possui cerca de R$ 1,2 trilhão em reservas previdenciárias. “Eu acredito que cerca de 5% a 10% destas reservas se transformarão em crédito. Sendo assim, estamos falando de R$ 60 bilhões a R$ 120 bilhões. Se um pequeno percentual desta base se transformar em garantias para crédito, o efeito será extremamente significativo para a economia brasileira”, conclui. 

Outro pacote interligado ao setor de seguros é o novo marco de garantias, enviado ainda pelo governo Bolsonaro para estimular as PPPs. De acordo com o Estadão, o Brasil tem apenas cerca de 200 contratos vigentes no modelo PPPs. Outros 150 estão estruturados, mas ainda não saíram do papel. 

Os seguros financeiros, como o seguro garantia de contratos e o POSI, que garante eventuais problemas com o processo de captação de recursos, também são beneficiados com o decreto que visa permitir a emissão de debêntures com isenção de Imposto de Renda para investimentos em projetos nos setores de educação, saúde, segurança pública, sistema prisional, parques urbanos e unidades de conservação, equipamentos culturais e esportivos, habitação social e requalificação urbana.

O ponto mais polêmico está na aprovação do PL 29/2017, que ficou em discussão por 20 anos e foi arquivado há 5 anos. De autoria do ex-deputado e ex-ministro José Eduardo Cardozo, traça as responsabilidades dos segurados e das seguradoras, abordando temas como carências, prazos e prescrição, e foi desarquivado no fim de março, em votação no Senado, e tem agora o senador Jarder Barbalho como relator.

Resseguradoras registram alta de 23% nas vendas em 2022

resseguro no brasil estudo austral re

Em 2022, as vendas de resseguro atingiram R$ 29,9 bilhões, alta de 23% comparado ao ano anterior. A linha de negócio que mais cresceu foi para apoiar as operações de seguro de vida: 48%, para R$ 2 bilhões, segundo o tradicional estudo publicado pela Austral Re. É ainda apenas o quinto maior em demanda de resseguro, mas com grande potencial de crescimento nos próximos anos, dado o esforço das seguradoras em trazer novas coberturas para ampliar o mercado.

Assim como os consumidores, a seguradora compra resseguro de forma estratégica: para riscos potenciais e também quando querem ingressar em novos mercados com riscos ainda pouco mapeados. No Brasil, o nicho de riscos patrimoniais, tendo como risco primário incêndio, raio e explosão de grandes conglomerados, é a carteira que mais demanda resseguro, com R$ 8,4 bilhões, o que representa 28% do volume total registrado no ano passado.

As mudanças climáticas preocupam especialmente as seguradoras que atuam com rural e automóvel. Para se protegerem de perdas por excesso ou falta de chuvas, as companhias que operam com o seguro rural compraram R$ 6,6 bilhões em resseguros no ano passado, alta de 31%. O reajuste de preço teve um peso maior neste crescimento.

Com o elevado volume de perdas nas safras passadas, as resseguradoras pagaram um volume recorde de indenizações em 2021, de R$ 7,1 bilhões para uma arrecadação de prêmios de R$ 9,3 bilhões, e em 2022 pagaram R$ 10,5 bilhões e receberam dos clientes R$ 13,4 bilhões.

A carteira de automóvel, que movimentou vendas de seguros de R$ 50,9 bilhões em 2022, investiu R$ 3,4 bilhões, alta de 32% em relação a 2021, na compra de resseguro para garantir o pagamento de indenizações em caso de perdas catastróficas.

O seguro garantia tem uma cobertura grande de resseguro. Para vendas de seguro de 6,5 bilhões, as seguradoras compraram R$ 3,5 bilhões em resseguro.

A disputa pelo resseguro está acirrada no Brasil, levando o mercado para uma concentração menos acentuada, destaca o estudo. Apesar de o IRB Brasil Re ser o maior ressegurador, vem perdendo espaço para as resseguradoras que se estabeleceram como locais no Brasil nesses dois anos em que passa por uma reestruturação da companhia para voltar ao lucro. O market share do IRB recuou de 50% em 2021 para 43% em 2022. A Munich Re detém 13%, a Austral 10%, a Mapfre 7,1% e a Allianz, 7%.

Se considerarmos o resseguro cedido para grupo, locais e colocados no exterior, a participação do IRB recua para 20%, a Mapfre sobe para a segunda posição, com 13%, e a Munich Re fica na terceira colocação, com market share de 9,3%, empatada com a Allianz.

O mercado de resseguros brasileiro teve prejuízo operacional de R$ 1,37 bilhão em 2022, causado por sinistros em agro contabilizados, em sua maior parte, pelo IRB, Munich Re e Swiss Re. Austral Re, BTG e Mapfre mantiveram resultados operacionais positivos consecutivos, em contramão da tendência do mercado que também apresentou prejuízo operacional de R$ 1,32 bilhão em 2021.

Segundo a AMBest, o segmento de (res)seguros do país vem se beneficiando das taxas de juros mais altas, devido à capacidade das empresas em aumentar receita financeira-com juros altos, à medida que as reservas são investidas. A receita de investimentos contribuiu significativamente para a lucratividade do setor de resseguros do Brasil nos últimos anos. O estudo completo pode ser lido neste link.

Governo anuncia liberação de R$ 1 bilhão para o seguro rural, mas valor deve ser insuficiente

Fonte: Infomoney

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (18), resolução disponibilizando R$ 1,06 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o exercício de 2023. O valor será liberado ao longo dos próximos meses com o objetivo de auxiliar financeiramente o produtor no momento da aquisição do seguro rural, conta a jornalista Jamille Niero, do Infomoney.

“Nos últimos 5 anos, as seguradoras já pagaram aos produtores cerca de R$ 20 bilhões em indenizações, isso demonstra a importância e a efetividade desse instrumento de proteção”, avalia o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Jônatas Pulquério, em comunicado publicado no site do ministério. Apenas em 2022, o total pago em indenizações pelas seguradoras aos produtores alcançou R$ 8,8 bilhões.

Vale lembrar que a seca intensa que afetou o Rio Grande do Sul no primeiro trimestre do ano impactou a produção de culturas como soja e milho – as principais commodities produzidas e exportadas pelo Brasil – refletindo no mercado de seguros, que já registrou sinistros (ocorrência que leva o cliente a acionar o seguro) relacionados às adversidades climáticas.

Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estiagem provocou redução na estimativa para a safra de grãos do estado, em 4,617 milhões de toneladas, em relação ao previsto em fevereiro.

E foram justamente os meses de fevereiro e março com mais avisos de sinistros relatados pelas companhias do mercado que operam no segmento rural (que abarca o seguro agrícola) consultadas pelo InfoMoney.

A FF Seguros, por exemplo, foi uma das seguradoras que notaram efeitos nas lavouras na região que já é afetada por três anos consecutivos de seca, cuja explicação é a forte influência do fenômeno La Niña. “Ficamos surpresos com o estresse hídrico em áreas gaúchas, que tem provocado sinistros tanto para a soja quanto para o milho primeira safra. Infelizmente, recebemos relatos de perdas superiores a 50% na produção”, conta Diego Caputo, gerente comercial da empresa.

Leia a matéria na íntegra no portal do Infomoney.

Grupo Bradesco Seguros realiza ação no MetrôRio para reforçar a importância do seguro

Fonte: Bradesco

Com objetivo de estimular a consciência da população em torno da proteção, a partir 17 de abril, o Grupo Bradesco Seguros promove nova ação na estação Jardim Oceânico/Barra da Tijuca, do MetrôRio. O Grupo Segurador criará espaços instagramáveis trazendo, de forma lúdica, informações sobre temas, produtos e serviços como o seguro Saúde, Auto, Residencial, Capitalização e Previdência. Também estará à disposição do público um totem para a cotação de seguros por meio do Shopping de Seguros, uma plataforma que disponibiliza diversos produtos aos consumidores.

Nos dias 18 e 20 de abril e 25 e 27 de maio, para tornar a ação mais interativa, um robô estará no local para interagir com as pessoas que estiverem na estação. Por meio de inteligência artificial, o passageiro poderá conhecer detalhes sobre Previdência e outras soluções disponibilizadas pelo Grupo Segurador.

Para o Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira, a ação reforça a intenção do Grupo de estar próximo do público carioca. “Temos a missão de levar informações e motivar a conscientização das pessoas sobre a importância do seguro. E estar próximo das pessoas, em um local que faz parte da rotina de muitos, é sempre especial para nós, que temos nossos consumidores como razão de ser do Grupo”, afirma o executivo.

Akad fecha parceria com Linker Bank para oferta de seguro empresarial a PMEs

seguros

Fonte: Akad

A Akad acaba de anunciar uma parceria inédita com o Linker, o primeiro banco digital do Brasil focado em pessoa jurídica, para oferta de seu seguro empresarial. A intenção é disponibilizar o produto para os mais de 45 mil clientes ativos do Linker com condições especiais e jornada facilitada para emissão da apólice em tempo recorde. O seguro já está disponível para contração na Linker Store, o shopping de benefícios para usuários do banco.

No hotsite da parceria, o cliente pode escolher entre seis opções de valores de cobertura e fazer na hora uma simulação do resumo da proposta. Caso tenha interesse em continuar, basta preencher informações cadastrais do negócio e dar detalhes sobre o modelo de construção do estabelecimento. Após o pagamento, o cliente recebe a apólice no e-mail em até cinco dias.

O seguro empresarial da Akad possui mais de 60 coberturas para atender o comércio, indústria e serviços. Na parceria com a Linker, o objetivo é chegar até escritórios outras PMEs que dependem do seguro para proteger o patrimônio e evitar riscos que podem até levar à falência.

A apólice protege os empreendedores de incêndios, quedas de raios, explosões, roubo e/ou furto qualificado, despesas com instalação em novo local, pequenas obras de engenharia, entre outras ocorrências. Para os clientes Linker, a Akad incluíra uma cobertura adicional para aparelhos portáteis, como celulares, tablets e notebooks, equipamentos que acabam sendo indispensáveis na gestão e no dia a dia de pequenos negócios.

Segundo Mariana Miranda, responsável por vendas e marketing na Akad, as micro e pequenas empresas representam hoje 90% do mercado brasileiro, sendo responsáveis por quase 30% do PIB nacional. Porém, mesmo com tamanha representatividade, muitos empreendedores reivindicavam condições melhores para se proteger dos riscos e manter o andamento dos negócios. “O mercado de PMEs possui um potencial enorme, temos muito a explorar para transformar a jornada de compra de um seguro em uma experiência mais acessível e compatível com a realidade desses micro empresários”

A exemplo da Akad, o Linker tem o objetivo de ajudar empresas a alcançar sucesso com mais agilidade e menos burocracias. Fundada em 2019, a fintech foi inspirada no modelo de bancos digitais destinados à PMEs que surgiram há alguns anos na Europa e nos Estados Unidos. Mais do que produtos e serviços financeiros, o Linker tem como propósito ajudar as pequenas e médias empresas a crescer, sendo um hub de soluções financeiras que atenda todas as necessidades do empreendedor.

A parceria com o Linker é o terceiro movimento da Akad para democratizar a oferta de seguros empresarial para pequenas e médias empresas no Brasil. No mês passado, a seguradora anunciou um acordo com a plataforma de gestão MarketUP para oferecer o produto no modelo por assinatura. No final do ano passado, a companhia lançou o CyberRisk Pro, um seguro de proteção cibernética desenvolvido em parceria com a PSafe.

FenaSaúde traz 10 dicas para bom uso do plano de saúde

telemedicina em saúde

Fonte: FenaSaúde


Em março, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa grupos de operadoras de planos de saúde do país, lançou a campanha Saúde Sem Fraude. Por meio de materiais educativos como hotsite (www.saudesemfraude.com.br), cartilhas, posts em redes sociais, vídeos e entrevistas, a iniciativa pretende conscientizar os beneficiários de planos de saúde sobre os danos causados pelas fraudes, assim como mobilizar a cadeia de saúde em torno do combate às más práticas na saúde suplementar. Para ampliar o conhecimento sobre o tema, a Federação preparou uma lista com 10 dicas para bom uso do plano de saúde.
 
1 – Não compartilhe seu login e senha do plano de saúde com terceiros
 
O seu login e senha são pessoais e intransferíveis. Algumas clínicas, hospitais e laboratórios podem solicitar esses dados com a promessa de ‘facilitação’ de processos como o pedido de reembolso. Entretanto, com posse desses dados, terceiros podem alterar os valores de pedidos de reembolso conforme contrato de cada operadora, e até solicitar o reembolso de exames e procedimentos não realizados.
 
2 – Não empreste sua carteirinha
 
Assim como o login e a senha, a carteirinha do plano de saúde também é um documento pessoal e intransferível. Ceder ou emprestar o cartão do plano de saúde a terceiros é um crime de acordo com o Código Penal Brasileiro. Caso se constate a fraude, a operadora poderá suspender o contrato do titular e de seus dependentes.
 
3 – Não solicite nem aceite o fracionamento de recibos
 
Pedir ou aceitar o fracionamento do valor do procedimento ou consulta realizados em mais de um recibo, com datas diferentes, com o objetivo de receber um reembolso total mais alto, é uma prática irregular e fraudulenta. Podem ser enquadrados como fraudadores tanto aqueles que recebem as notas ficais ou recibos fracionados, assim como aqueles que as emitem. O reembolso deve corresponder ao procedimento ou consulta realizada e será feito sempre com base nas cláusulas contratuais.
 
4 – Não aceite propostas de reembolso sem que tenha que desembolsar pelo atendimento.
 
Muitas vezes o beneficiário é estimulado a realizar um atendimento fora da rede credenciada, sob a promessa de que não precisará fazer qualquer pagamento pela consulta ou procedimento. No entanto, para que o beneficiário tenha direito ao reembolso, é necessário que tenha pagado previamente os valores dos serviços de saúde, como confirma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
A operadora de plano de saúde não é obrigada a realizar o pagamento de atendimento em que não tiver ocorrido o devido desembolso prévio por parte do beneficiário. Por isso, é preciso estar muito atento sempre! Oferecer ajuda para a solicitação de reembolso pode ser apenas uma forma de captar mais clientes de maneira ilegal, com consequências para todos.
 
5 – Não aceite oferta de procedimentos estéticos pagos pelos planos de saúde.
 
Procedimentos estéticos não são cobertos pelos planos de saúde. Desconfie quando o prestador de serviço oferecer serviços estéticos com pagamento pelo plano de saúde. A descrição de procedimento diferente do realizado é fraude.
 
6 – Confira se as guias dos planos de saúde informam corretamente os procedimentos realizados.
 
Em alguns casos, o prestador de serviços pode adicionar, de maneira fraudulenta, procedimentos que não foram realizados pelo paciente. Por isso, é importante ter muita atenção ao assinar quaisquer documentos durante realização de consultas e exames. Importante ressaltar novamente que o beneficiário fica sujeito a esta prática quando fornece os dados de login e senha para o prestador de serviços de saúde.
 
7 – Use o pronto socorro apenas no caso de urgências e emergências.
 
O atendimento de urgência e emergência está garantido pelos planos de saúde e a ida ao pronto-socorro deve ser reservada para esses casos. São consideradas urgentes as situações resultantes de acidentes pessoais ou de complicações no processo gestacional. Já os casos de emergência são os que implicam em risco imediato à vida ou em lesões irreparáveis, tais como o infarto, AVC, dificuldade respiratória e perda de memória.
 
8 – Use a telessaúde como aliada para casos de baixa complexidade.
 
A telessaúde é a modalidade de atendimento que permite aos profissionais da área da saúde – médicos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, entre outros – prestarem serviços de assistência à distância para pacientes com recursos digitais de comunicação interativos, como celulares, computadores e tablets. Ela é uma alternativa para atendimento com mais comodidade, sem necessidade de deslocamento.
 
9 – Procure preferencialmente a rede credenciada ou estabelecimentos de saúde de sua confiança.
 
A rede credenciada pelos planos de saúde é selecionada seguindo critérios de qualidade e segurança. Por isso, a FenaSaúde orienta que os beneficiários sejam atendidos preferencialmente na rede credenciada e, caso não seja possível, procurem estabelecimentos de saúde de sua confiança e com bom histórico de atendimento.
 
10 – Informe ao seu médico sobre exames realizados recentemente, evitando repetições desnecessárias.
 
É importante guardar e apresentar para o profissional de saúde responsável pelo seu atendimento todos os resultados de exames realizados recentemente, para que não seja necessária a repetição de procedimentos que, algumas vezes, são invasivos. Essa continuidade favorece a celeridade do acompanhamento de saúde do paciente e evita repetição de procedimentos que, em alguns casos, são desnecessários.