Seguro rural: setor vai buscar apoio do Congresso para derrubar veto de Lula

Entidades do agronegócio e o setor segurador já se mobilizam para tentar reverter, no Congresso Nacional, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que blindava os recursos do seguro rural. A decisão retirou a proteção que impedia cortes, bloqueios e condicionamentos nas despesas de subvenção ao prêmio, reacendendo a insegurança orçamentária em um momento em que a produção cresce, mas a proteção financeira no campo encolhe.
 

Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o agronegócio brasileiro vive um paradoxo: enquanto a área plantada avançou para 97 milhões de hectares, apenas cerca de 3% desse total conta hoje com cobertura de seguro rural — o menor índice da série histórica, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Em 2015, o país cultivava 78,1 milhões de hectares e segurava 2,6 milhões; em 2025, mesmo com a expansão da produção para mais de 100 mil hectares, a área segurada somou apenas 3,2 milhões de hectares, evidenciando um descompasso estrutural entre produtividade e mitigação de riscos.
 

Na avaliação de Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, o veto à LDO aprofunda um quadro que já vinha se deteriorando ao longo dos últimos cinco anos em termos de orçamento destinado ao seguro rural. “A retirada da blindagem orçamentária devolve ao setor do agronegócio e do mercado de seguros rurais a falta de previsibilidade e de tranquilidade para o planejamento de seguradoras, produtores e resseguradores, dificultando a oferta de produtos com custos compatíveis com a realidade de margens apertadas no campo”, destacou.
 

Toyama ressalta que o seguro rural, especialmente o agrícola, é uma ferramenta essencial para a estabilidade da atividade, funcionando como uma rede de proteção que assegura a continuidade da produção diante de choques climáticos. Em anos de rentabilidade comprimida, o produtor precisa ainda mais do seguro, mas tem menor capacidade de arcar com seu custo, o que torna a subvenção pública um elemento central da política agrícola.

Desafio brasileiro

O contraste com outras potências agrícolas evidencia a dimensão do desafio brasileiro. Nos Estados Unidos, o programa federal de seguro agrícola cobre cerca de 90% da área plantada das principais culturas, o equivalente a mais de 200 milhões de hectares segurados em 2024. Trata-se de um modelo estável de subsídio, no qual o governo arca, em média, com 60% do valor do prêmio. No Brasil, a instabilidade orçamentária e a imprevisibilidade de recursos mantêm a subvenção em torno de R$ 1 bilhão por ano, quando estimativas da CNA indicam a necessidade mínima de R$ 4 bilhões para atender adequadamente à demanda nacional.
 

Entre janeiro e outubro de 2025, o seguro rural registrou queda de 9,3% na arrecadação, totalizando R$ 11,1 bilhões, e retração de 3,9% nas indenizações, que somaram R$ 3,6 bilhões. Os números sinalizam o enfraquecimento do produto e seu impacto direto sobre a renda e a estabilidade financeira dos produtores. Soma-se a esse cenário a escassez de crédito rural, com recuo estimado entre 20 e 30 pontos percentuais na liberação de financiamentos em relação ao ano anterior, além do encarecimento do custo do dinheiro, comprimindo ainda mais as margens e dificultando a contratação do seguro.
 

Diante desse contexto, a derrubada do veto à LDO é vista por entidades do agro e pelo mercado segurador como um passo estratégico para estancar a perda de cobertura e reconstruir um ambiente mínimo de previsibilidade para o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). A avaliação de Toyama é que, sem uma política de seguro rural robusta e estável, o país entra em um ciclo vicioso: o produtor quebra, o poder público é forçado a criar programas emergenciais de renegociação de dívidas, aumenta-se a pressão sobre o orçamento e, no longo prazo, cresce o desestímulo à permanência das novas gerações no campo.
 

“Recompor as verbas do PSR e fortalecer o seguro rural é condição básica para garantir renda, crédito e continuidade da produção. A agenda de 2026 passa, necessariamente, pela derrubada do veto presidencial no Congresso Nacional”, concluiu Toyama.

Setor de seguros mantém resiliência até novembro, mas acumulação segue pressionada

As seguradoras encerraram os onze primeiros meses de 2025 com receitas totais de R$ 376,17 bilhões, desempenho 4,67% inferior, em termos nominais, ao registrado no mesmo período de 2024. Em valores reais, descontada a inflação medida pelo IPCA, a retração foi de 9,25%, movimento explicado principalmente pela forte queda dos produtos de acumulação. Ainda assim, o segmento de seguros de danos e pessoas (excluindo VGBL) manteve trajetória positiva, com crescimento nominal de 7,28% no acumulado até novembro e alta real de 2,08%, enquanto o estoque de provisões técnicas alcançou R$ 2,04 trilhões em novembro, equivalente a 16,1% do PIB, informa a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No mês de novembro, o setor arrecadou R$ 29,85 bilhões, queda de 10,2% em relação a outubro e recuo de 10,89% na comparação com novembro de 2024. A fotografia do acumulado do ano até novembro revela comportamentos distintos entre os três grandes blocos acompanhados pelo regulador.

Em seguros (danos e pessoas, exceto VGBL), a receita acumulada atingiu R$ 202,28 bilhões, com avanço de 7,28% em termos nominais e crescimento real de 2,08%. Já os produtos de acumulação — VGBL, PGBL e previdência tradicional — somaram R$ 142,58 bilhões em contribuições, queda expressiva de 19,42% nominal e 23,24% real, confirmando a pressão sobre esse segmento ao longo de 2025.

A capitalização, por sua vez, arrecadou R$ 31,32 bilhões, crescimento de 7,66% nominal e 2,46% real, mantendo expansão moderada. Pela distribuição das receitas acumuladas no ano, seguros responderam por 59% do total, acumulação por 32% e capitalização por 9%, o que evidencia o peso do risco puro na composição do mercado supervisionado.

Do lado das devoluções à sociedade, as indenizações, resgates, benefícios e sorteios totalizaram R$ 243,01 bilhões de janeiro a novembro, alta nominal de 9,68% e aumento real de 4,29% na comparação com o mesmo período de 2024. Em novembro, o fluxo mensal foi de R$ 21,05 bilhões, com crescimento de 7,17% frente a novembro do ano passado. Nos seguros, as indenizações somaram R$ 72,87 bilhões no acumulado, e apenas em novembro foram R$ 6,53 bilhões, aumento nominal de 13,74% em relação ao mesmo mês de 2024.

Nos produtos de acumulação, os resgates e benefícios chegaram a R$ 144,67 bilhões no acumulado do ano, com crescimento real de 7,99%, reforçando o ritmo de saídas nesse mercado. Na capitalização, resgates e sorteios somaram R$ 25,47 bilhões de janeiro a novembro, com variação real de 0,45%. A comparação entre receitas e retornos também chama atenção para a dinâmica recente da previdência aberta: no mês de referência, benefícios e resgates superaram contribuições em R$ 2,09 bilhões, sinalizando saída líquida no período.

O avanço das provisões técnicas, por sua vez, segue como um dos pilares do setor. Em novembro, o estoque total atingiu R$ 2.035,81 bilhões, alta de 12,03% nominal e 7,14% real em relação a novembro de 2024. A maior parcela permanece concentrada em acumulação, com R$ 1.740,15 bilhões, enquanto seguros somaram R$ 251,35 bilhões e capitalização, R$ 44,31 bilhões. Na distribuição percentual, acumulação representa 86% do estoque, seguros 12% e capitalização 2%, refletindo o peso dos produtos de longo prazo na formação de reservas e no papel do setor como poupador institucional.

Dentro dos seguros, o comportamento por linhas de negócio reforça o quadro de crescimento seletivo. Os seguros de danos acumularam R$ 131,49 bilhões em prêmios até novembro, com crescimento nominal de 6,53% e real de 1,37%. O seguro auto manteve a liderança, com R$ 55,64 bilhões no período, alta de 6,39% nominal e 1,22% real, respondendo por 42% dos prêmios de danos.

Também avançaram, acima da inflação, os seguros compreensivos (residencial, condominial e empresarial), com crescimento real de 7,85%, e os ramos financeiros, com alta real de 12,21%, além de fiança locatícia, que cresceu 12,51% em termos reais. Em sentido contrário, o seguro rural somou R$ 11,94 bilhões e registrou retração real de 14,47%, enquanto riscos especiais – energia (-15,27% real) e microsseguros (-13,88% real) também recuaram, sugerindo ajustes de apetite, condições de subscrição e efeitos conjunturais em linhas específicas.

Nos seguros de pessoas, o segmento arrecadou R$ 70,79 bilhões de janeiro a novembro, com crescimento nominal de 8,69% e real de 3,41% frente a 2024. O seguro de vida foi novamente o motor, com R$ 34,91 bilhões em prêmios, alta de 12,35% nominal e 6,87% real, representando 49,31% do total do segmento. Prestamista somou R$ 19,94 bilhões, com variação real ligeiramente negativa (-0,13%), e acidentes pessoais acumulou R$ 8,78 bilhões, com queda real de 2,93%, enquanto outras linhas avançaram acima da inflação.

A principal pressão do ano segue concentrada nos produtos de acumulação. No detalhamento, o VGBL acumulou R$ 128,74 bilhões em contribuições, queda real de 24,63%, enquanto o PGBL somou R$ 11,11 bilhões (-7,17% real) e a previdência tradicional, R$ 2,73 bilhões (-8,01% real). No agregado, as contribuições totalizaram R$ 142,58 bilhões, contra resgates de R$ 140,29 bilhões e benefícios de R$ 4,38 bilhões, resultando em contribuição líquida negativa de R$ 2,09 bilhões no mês, um indicativo relevante sobre o comportamento do investidor e a dinâmica de liquidez nesse mercado.

Na capitalização, o desempenho permaneceu positivo, com receitas de R$ 31,32 bilhões no acumulado até novembro, crescimento real de 2,46%. A modalidade tradicional concentrou R$ 22,40 bilhões, enquanto a filantropia premiável somou R$ 3,75 bilhões e o instrumento de garantia, R$ 3,69 bilhões, com destaque para este último pela alta real de 16,24%, sinalizando maior uso do produto como alternativa de garantia em contratos, especialmente em ambientes de maior seletividade de crédito e busca por instrumentos de mitigação de risco.

O fechamento de 2025 tende a consolidar esse desenho: expansão mais nítida em proteção e serviços de gestão de risco, enquanto a previdência aberta atravessa uma fase de reprecificação e reorganização do fluxo de captação.

Zurich fecha seguro do Maracanã em parceria com a corretora de seguros e resseguros Inter Risk 

O Maracanã, um dos mais emblemáticos complexos esportivos e culturais do país, passa agora a contar com o seguro patrimonial da Zurich para riscos operacionais, em colaboração com a corretora Inter Risk. 

A conquista, liderada pela diretoria comercial regional RJ/ES/N/NE da seguradora, reforça o posicionamento da Zurich na condução de grandes negócios e na estruturação de soluções voltadas a grandes riscos. O acordo também fortalece o relacionamento da companhia com parceiros estratégicos e amplia sua atuação em seguros patrimoniais ao redor do país. 

“Essa parceria é resultado de um trabalho conjunto, baseado em relacionamento, confiança e experiência na colocação de grandes riscos. Atuar na proteção patrimonial de um ativo como o Maracanã, ao lado da Inter Risk, reforça a forma como a Zurich se posiciona em operações de grande porte no mercado brasileiro”, afirma Thales Amaral, diretor regional do RJ/ES/N/NE da Zurich Seguros. 

O seguro contratado é voltado à proteção do ativo físico do estádio, independentemente da realização de jogos, shows ou outros eventos. A apólice está relacionada aos riscos operacionais associados ao funcionamento do complexo e contempla a infraestrutura do Maracanã. 

“A operação foi estruturada a partir de uma parceria comercial entre a Inter Risk e a Zurich, combinando relacionamento, experiência técnica e conhecimento na colocação de riscos de grande porte e elevada complexidade”, reforça Fernando Coelho, Chief Strategy Officer da Inter Risk. 

Com esse movimento, a Zurich reforça sua estratégia de crescimento sustentável, diversificação do portfólio e ampliação de sua presença em projetos emblemáticos no Brasil, consolidando sua atuação em ativos de grande relevância nacional.

Galo de Ouro anuncia seus vencedores e leva campeões para viagem ao Japão 

O Galo de Ouro, uma das principais premiações do mercado segurador brasileiro, anunciou no último sábado, dia 10, no aniversário do Grupo MAG, os vencedores da edição 2025. Os nomes foram divulgados em uma transmissão ao vivo no canal oficial da companhia no YouTube, realizada na sede do Grupo, no Rio de Janeiro.

O evento contou com a participação do Chairman e CEO do Grupo, Helder Molina, de Leonardo Lourenço, vice-presidente do Grupo, e de Carolina Vieira, diretora de Parcerias Estratégicas, além de líderes e parceiros convidados. No mesmo dia, os executivos também participaram de uma gravação especial realizada aos pés do Cristo Redentor, como parte das ações comemorativas do aniversário da companhia.  

Os responsáveis pelo anúncio dos vencedores do Galo e dos destaques de venda da edição foram o diretor Comercial de Varejo, Marcio Batistuti, e a diretora Comercial Corporate, Carice Weber. Foram apresentados 16 galistas e 68 destaques de venda, distribuídos em 16 categorias selecionadas nesta edição. Os galistas foram contemplados com uma viagem com acompanhante ao Japão e uma premiação em dinheiro de R$ 20 mil. 

“Iniciamos nosso aniversário aos pés do Cristo Redentor, agradecendo o último ano e pedindo que o novo ciclo da MAG, que se inicia, seja ainda mais promissor. Anunciar nossos galistas neste mesmo dia me deixa extremamente orgulhoso do que estamos construindo juntos, aqui na MAG. O Galo de Ouro é uma premiação que valoriza e reconhece quem faz a diferença e está preparando as famílias brasileiras para os desafios do amanhã, por meio da proteção financeira”, destaca Helder Molina, Chairman e CEO do Grupo.  

A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para o dia 24, na Sala São Paulo, na matriz paulistana do Grupo e contará com a presença dos campeões e seus acompanhantes. O embarque para o Japão está programado para o dia seguinte (25) e contará com a presença do Chairman e CEO do Grupo, Helder Molina, que vivenciará toda a programação desenhada exclusivamente para os galistas, que combina lazer, alta gastronomia e experiências diferenciadas.  

Criado em 1974 por Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG, o Galo de Ouro, que conta com 51 anos de história, foi inspirado pela trajetória vitoriosa do pugilista brasileiro peso-galo Éder Jofre, considerado o melhor de todos os tempos em sua categoria, de acordo com a Confederação Mundial de Boxe. 

Galistas da edição:

Mônica Aguiar, Gerente Comercial, que passa a ser oficialmente reconhecida como vencedora da categoria Amazonita

Caroline Alievi 

Leandro Pretto 

Prado de Moura Shield Corretora 

Gislaine Gondim 

Mirella Moura 

Fabiane Fernandes 

Tatiane Diaz 

STOA 

Rafael Andrade 

Luciana Machado 

Henrique Fraguas 

Fernanda Onófrio 

Alex Prudêncio 

Ana Brez 
Lariana Silveira 

Ezze Seguros renova patrocínio com o Corinthians

A Ezze Seguros e o Corinthians anunciam a prorrogação do contrato de patrocínio por mais seis meses para o time profissional de futebol. A parceria entre a companhia e o clube vem desde 2024. A marca da seguradora estará presente na parte superior das costas da camisa corintiana do time profissional masculino até a parada dos campeonatos no Brasil para a Copa do Mundo de futebol no meio do ano.

“Este novo acordo mostra a força entre essa parceria que já vem desde 2024, em todos os momentos. Intensifica ainda mais a relação entre as duas marcas, além de proporcionar novos ativos para o patrocinador e reforçar a valorização do Corinthians com a plataforma de patrocínio”, afirma Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros. 

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, também mostra satisfação com a renovação do patrocínio. “A parceria com a EZZE Seguros vai muito além da exposição de marca. É uma relação construída com confiança e muito profissionalismo. A renovação nos dá ainda mais segurança no trabalho que vem sendo feito”.

No ato da renovação, o Vice-Presidente Executivo da companhia, Ivo Machado, também destaca a força da marca Corinthians e todo o trabalho da EZZE Seguros que vem garantindo o desenvolvimento do esporte e do futebol, garantindo conquistas importantes. “Todo o nosso apoio ao clube. Renovada essa parceria… que venham mais títulos neste ano”, disse.

Perdas globais com desastres naturais superam US$ 100 bi em 2025 e reforçam pressão climática sobre o setor de seguros

Tobias Grimm, cientista-chefe da área de clima da Munich Re - Divulgação

As perdas seguradas decorrentes de desastres naturais voltaram a ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões em 2025, impulsionadas principalmente por incêndios florestais, enchentes e tempestades severas. Os chamados riscos não associados a eventos de pico responderam pela maior parte dos sinistros do ano, reforçando a tendência de aumento estrutural das perdas relacionadas ao clima.

“Um mundo mais quente torna os eventos climáticos extremos mais prováveis. Como 2025 foi mais um ano muito quente, os últimos doze anos figuram entre os mais quentes já registrados. Os sinais de alerta persistem e, nas condições atuais, as mudanças climáticas podem se agravar ainda mais” , afirma Tobias Grimm, climatologista-chefe da Munich Re.

Segundo dados consolidados pela Munich Re, os danos globais causados por desastres naturais somaram cerca de US$ 224 bilhões em 2025, dos quais aproximadamente US$ 108 bilhões estavam cobertos por seguros. Embora inferiores aos números de 2024, quando as perdas totais ajustadas pela inflação chegaram a US$ 368 bilhões, os valores de 2025 permanecem acima das médias históricas de longo prazo.

Os eventos climáticos foram responsáveis por 92% das perdas totais e por 97% das perdas seguradas do ano. O número de mortes chegou a cerca de 17.200 pessoas, significativamente acima de 2024, embora ainda abaixo da média de 30 anos.

Entre os eventos mais onerosos do ano, os incêndios florestais na região de Los Angeles, em janeiro, se destacaram como o desastre natural mais caro já registrado. As perdas totais foram estimadas em cerca de US$ 53 bilhões, incluindo aproximadamente US$ 40 bilhões em prejuízos segurados, com 30 vítimas fatais. A combinação de seca prolongada e ventos fortes criou condições extremas para a propagação do fogo, que atingiu áreas urbanas densamente povoadas.

Outro destaque foi o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Myanmar, causando cerca de 4.500 mortes. As perdas totais chegaram a aproximadamente US$ 12 bilhões, mas apenas uma pequena parcela estava segurada, refletindo a baixa penetração de seguros na região.

Nos Estados Unidos, tempestades severas com tornados, chuvas intensas e granizo geraram perdas totais de cerca de US$ 56 bilhões, dos quais US$ 42 bilhões estavam segurados — valor bem acima da média dos últimos dez anos. Apesar disso, o país foi poupado de impactos diretos de furacões pela primeira vez em uma década, o que evitou prejuízos ainda maiores.

No Caribe, o furacão Melissa, de categoria 5, atingiu severamente a Jamaica, com ventos próximos a 300 km/h. As perdas totais foram estimadas em US$ 9,8 bilhões, sendo cerca de US$ 3 bilhões segurados. Aproximadamente 100 pessoas morreram, apesar dos alertas antecipados e das evacuações.

Globalmente, os ciclones tropicais causaram cerca de US$ 37 bilhões em perdas em 2025, com apenas US$ 6 bilhões cobertos por seguros. A ausência de furacões no território continental dos Estados Unidos manteve esses números abaixo das médias históricas de longo prazo.

Do ponto de vista climático, 2025 figurou entre os anos mais quentes já registrados. Estudos citados pela Munich Re indicam que o aquecimento global tem aumentado a frequência e a intensidade de eventos extremos, como incêndios florestais, furacões intensos e enchentes severas, ampliando o risco sistêmico para economias e seguradoras.

Regionalmente, as Américas concentraram a maior parte das perdas, com US$ 133 bilhões em danos totais, dos quais US$ 93 bilhões estavam segurados. A Europa registrou impacto mais moderado, com cerca de US$ 11 bilhões em perdas, enquanto a região da Ásia-Pacífico somou aproximadamente US$ 73 bilhões, com baixa cobertura securitária. Na África, as perdas ficaram em torno de US$ 3 bilhões, com menos de 20% segurados.

Para a Munich Re, os números de 2025 reforçam a necessidade de adaptação estrutural do setor de seguros diante da intensificação dos riscos climáticos, bem como de investimentos em prevenção, resiliência e ampliação da cobertura em regiões com elevada lacuna de seguros.

Icatu Seguros anuncia Bernardo Carneiro como CTO para acelerar a digitalização do negócio

icatu seguros

A Icatu Seguros anuncia um relevante reforço para a sua área de tecnologia com a chegada de Bernardo Carneiro como Chief Technology Officer (CTO). Este movimento combinará a vasta experiência do Bernardo com a visão de longo prazo da companhia, baseada em dados, inteligência artificial, automação e arquitetura tecnológica escalável.

Nos últimos cinco anos, a companhia investiu mais de R$ 2 bilhões em tecnologia e inovação, com foco na modernização de plataformas, integração de sistemas, evolução da arquitetura digital e uso estruturado de dados para apoiar decisões estratégicas, desenvolvimento de produtos e melhoria contínua da experiência de clientes, parceiros e corretores.

O objetivo da seguradora é que a tecnologia se consolide como um elemento estruturante do negócio e esteja conectada diretamente às prioridades de produtos, canais e processos. “Avançamos para um modelo em que tecnologia é parte indissociável da estratégia. A nossa capacidade de escalar, inovar e responder à complexidade do mercado depende de uma base tecnológica sólida, integrada, flexível e pensada para o longo prazo”, afirma Luciano Soares, CEO da Icatu Seguros.

Esse aprofundamento da agenda tecnológica se traduz em iniciativas que combinam eficiência operacional, inovação em produtos e ampliação de capacidades digitais. A Icatu foi a primeira seguradora do país a oferecer portabilidade digital e aportes via Pix em previdência, além de desenvolver soluções baseadas em inteligência artificial para apoiar incialmente corretores – como por exemplo a A.V.I. (Assistente Virtual da Icatu), primeira assistente IA com gestão da carteira de clientes.

Entre os projetos pioneiros estão ainda o uso de modelos avançados de dados e machine learning para avaliação de risco, precificação mais precisa e desenho de coberturas, além da ampliação do uso de inteligência artificial generativa em processos operacionais e atendimento.

Liderança técnica alinhada à estratégia de longo prazo

Bernardo Carneiro tem mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de produtos digitais e na condução de transformações tecnológicas em larga escala. Formado em Informática pela PUC-Rio, com pós-graduação em Gerência de Projetos de Software e passagem pela Universidade de Oxford, o executivo construiu sua trajetória liderando times de engenharia e produto em empresas de tecnologia e plataformas digitais como Vivo, Fast Search (Microsoft), Peixe Urbano, Zap/VivaReal, OLX e PicPay.

“Meu papel aqui é ajudar a transformar tecnologia em vantagem competitiva real, por meio de uma estrutura eficiente e organizada. Isso passa por arquitetura bem pensada, decisões orientadas por dados e uma cultura que trate produto e engenharia como parte do coração do negócio, não como áreas isoladas”, afirma Bernardo Carneiro.

Segundo o executivo, o foco da nova etapa está em construir bases sólidas para o futuro. “Inovação não é só lançar coisas novas. É criar sistemas que escalam, que se conectam e que permitem à empresa evoluir de forma consistente ao longo do tempo. A Icatu já vem fazendo isso, e meu desafio é acelerar esse caminho”, reforça.

Tokio Marine cresce 11% na região Nordeste em 2025

A Tokio Marine Seguradora anuncia crescimento de 11% em 2025 na produção da Regional Nordeste, que atende os estados de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe. Com destaque para os produtos Garantia (320,2%), Riscos Digitais (108,6%), Risco de Engenharia (53,2%), E&O (45%), RC Geral (38,7%) e Condomínio (26,5%), a regional alcançou a marca de quase R$ 640 milhões em faturamentono ano passado.
 

Para o Diretor Comercial Regional Nordeste da Tokio Marine, Ronaldo Dalcin, os resultados são consequência direta de uma estratégia clara de especialização, disciplina comercial e investimento consistente em pessoas. “Crescer em um ambiente cada vez mais competitivo exige muito mais do que volume. Exige conhecimento, preparo técnico e capacidade de execução. A Tokio Marine vem investindo fortemente na capacitação e especialização de seus Corretores e equipes, pois acreditamos que o diferencial competitivo sustentável está nas pessoas”, afirma.
 

Segundo Dalcin, esse direcionamento estratégico permitiu à Regional Nordeste manter crescimento de dois dígitos mesmo em um cenário extremamente desafiador, além de posicionar a região como destaque nacional no agrupamento de Produtos PJ, na visão dos últimos 12 meses, conforme os dados mais recentes da Susep. “Esse reconhecimento não é circunstancial. Ele reflete um modelo de atuação baseado em eficiência operacional, inteligência comercial e aprofundamento técnico dos nossos parceiros”, reforça.
 

Para 2026, o executivo avalia que o nível de exigência do mercado será ainda maior. “O próximo ciclo será marcado por margens mais pressionadas e decisões mais estratégicas. Nesse contexto, só terão espaço aqueles que estiverem preparados. A Tokio Marine vem se antecipando a esse movimento, investindo continuamente em treinamento, especialização por produto e no aculturamento da venda consultiva, sempre buscando uma carteira mais diversificada”, destaca.
 

Dalcin ressalta que produtos como Empresarial, Garantia, Frotas, RC Geral, Fiança e Vida seguirão como pilares relevantes de crescimento, porém com uma abordagem cada vez mais técnica e segmentada. “Nosso papel é preparar e apoiar o Corretor para atuar com profundidade, segurança e diferenciação. Seguiremos oferecendo suporte próximo, inteligência de mercado e soluções que gerem valor real para Clientes e Parceiros”, conclui.

HDI Seguros lança plataforma de benefícios e amplia experiência do seguro além do sinistro

A HDI Seguros, marca do Grupo HDI – um dos maiores conglomerados seguradores do país –, anuncia o lançamento do Aproveite+, uma nova plataforma de benefícios que amplia a usabilidade do seguro para além dos momentos de sinistro e assistência. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de agregar valor ao produto por meio de serviços e vantagens voltadas ao uso cotidiano dos segurados.

Disponível no Portal do Segurado, o Aproveite+ reúne descontos exclusivos em diversos parceiros — incluindo Zletric, Localiza, Autoglass e Airport Park do Aeroporto Internacional de Guarulhos — ampliando ainda mais as opções de benefícios para os segurados. A iniciativa oferece economia e conveniência em serviços que fazem parte da rotina dos clientes. Os benefícios disponíveis podem variar conforme o produto contratado, e todas as condições podem ser consultadas diretamente na plataforma antes da utilização.

Segundo Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI, a proposta é ampliar o papel do seguro na rotina dos clientes. “A plataforma reforça nosso objetivo de estar presente não apenas em situações imprevistas, mas também no dia a dia, com vantagens que geram economia e conveniência”, afirma a executiva.

A solução já era utilizada pelos segurados da Yelum, outra marca do Grupo HDI, e passa agora a integrar também o portfólio de benefícios da HDI Seguros. Com o lançamento, a companhia avança no posicionamento das marcas e fortalece uma proposta focada na centralidade do cliente, combinando proteção, serviços e benefícios em uma experiência mais simples e próxima.

Itaú formaliza novo contrato de call center com Porto Seguro Atendimento

O Itaú Unibanco Holding comunicou aos acionistas e ao mercado a formalização de um contrato de prestação de serviços de call center entre a Itaú Corretora de Seguros  e a Porto Seguro Atendimento. A operação envolve partes relacionadas, uma vez que o Itaú é acionista relevante da Porto Seguro, relação societária estabelecida desde 2009, quando o banco passou a deter participação estratégica no capital da seguradora.

Desde então, a parceria entre Itaú e Porto Seguro tem sido aprofundada de forma consistente, com foco na distribuição de seguros por meio da rede bancária, no desenvolvimento conjunto de produtos e no ganho de escala operacional. A aliança é considerada uma das mais relevantes do mercado segurador brasileiro, ao combinar a capilaridade e a base de clientes do Itaú com a expertise técnica e operacional da Porto Seguro.

De acordo com o Itaú, diversas empresas do conglomerado contratam serviços de call center, inclusive de fornecedores terceirizados que não são partes relacionadas. No caso específico da Itaú Corretora, a opção pela Porto Seguro Atendimento levou em conta a experiência acumulada da empresa em operações de venda e pós-venda de seguros, além do histórico de integração operacional entre as duas organizações.

Pelo contrato, a Porto Seguro Atendimento será responsável pela comercialização de seguros residenciais e de automóveis ofertados pela Itaú Corretora, além do atendimento de pós-venda, que inclui alterações de apólices, cancelamentos e renovações.

Em comunicado, Gustavo Lopes Rodrigues, diretor de Relações com Investidores do Itaú, destacou que a contratação contribui para maior assertividade no contato com os clientes, potencializa o volume de vendas e reduz os riscos inerentes à operação. Segundo ele, a iniciativa reforça a eficiência do modelo de parceria e está alinhada à estratégia do conglomerado de buscar ganhos operacionais e melhor experiência para o cliente final.