Tarcísio Godoy deixa a ENS

Tarcisio Godoy

A ENS (Escola de Negócios e Seguros) comunicou que Tarcísio Godoy não é mais o diretor geral da Instituição. O período de transição será conduzido pelo presidente Lucas Vergilio, juntamente com os demais membros da diretoria, a fim de garantir que os projetos em curso tenham continuidade e que não haja qualquer contratempo.

Com experiência nas áreas de Seguros, Previdência, Finanças e Governo, Godoy chegou à ENS em fevereiro de 2019, com a missão de aumentar a participação da Escola no mercado.

Sua gestão foi marcada por um reposicionamento mercadológico e pela aproximação com os diversos agentes do setor de seguros, movimentos que renderam a criação de cursos, de parcerias e a implantação de novos projetos.

Em comunicado, a ENS agradece a contribuição de Godoy e desejou pleno êxito na nova etapa de sua vida profissional.

Liberty Seguros quer crescer mais em apólices residenciais

Fonte: Liberty

De acordo com uma pesquisa da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a contratação de novas apólices de seguro residencial no Brasil cresceu 25% entre 2017 e 2021. Tal cenário mostra que as proteções para casas e apartamentos estão ganhando cada vez mais importância e espaço no cotidiano das pessoas. Entretanto, apesar do progresso, dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) mostram que apenas 17% dos lares têm algum tipo de seguro.

Diante disso, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil atuando no segmento residencial, reforça a importância de dois pilares para o desenvolvimento do setor no País: a customização e a transformação digital. Esses fatores têm se mostrado essenciais em outras frentes do mercado segurador e, se implementados por companhias que ofertam produtos e serviços para os lares, podem contribuir para a trajetória ascendente deste nicho.

“A Liberty tem se dedicado às ações digitais e a personalização em todas as etapas da jornada do cliente, pois entendemos que estes pilares são essenciais para diversas melhorias em todas as nossas frentes de atuação”, comenta Rodrigo Catanzaro, superintendente de Riscos Patrimoniais da Liberty Seguros. “No segmento dos seguros residenciais não é diferente. A crescente demanda por opções personalizadas e acessíveis para casas e apartamentos impulsiona a otimização de nossas ofertas e o desenvolvimento de ferramentas. Dessa forma, podemos satisfazer mais clientes e contribuir para o crescimento contínuo do setor”, completa o executivo.

Customização a favor do cliente

Trabalhar com modelos flexíveis de contratação e oferecer opções personalizáveis de seguro podem ser aspectos diferenciais para as companhias, além de uma boa alternativa para momentos de recuperação econômica – como o vivido atualmente no Brasil.

Com essa premissa, a Liberty acompanha de perto as necessidades dos consumidores e as possibilidades que podem ser ofertadas para cada perfil, dependendo do momento financeiro. Atualmente, a empresa trabalha com um portfólio completo para residência, com produtos competitivos para o mercado e ferramentas digitais para facilitar o dia a dia de clientes e corretores. 

As opções da companhia englobam uma série de coberturas de despesas fixas e perdas de lucro devido a incêndio, que é específica para clientes que trabalham de home office. Além disso, os serviços se estendem a explosões de qualquer natureza, fumaça e queda de aeronaves – exigindo um período superior a 48 horas de interdição da residência para entrar em voga. 

O trabalho remoto foi um dos fatores que influenciou o crescimento do mercado de seguros residenciais, pois, ao passar mais tempo em casa, a sociedade teve de olhar mais de perto para a segurança dos lares. Nesse contexto, a Liberty aprimorou alguns serviços para facilitar o dia a dia das pessoas nas casas e apartamentos, como a possibilidade de acionar e solicitar assistências emergenciais por meio do aplicativo da seguradora – em seis passos simples. 

Tecnologia como agente de valor

A transformação digital do mercado de seguros está evoluindo positivamente nos últimos anos, e cada vez mais empresas estão aderindo ao formato omnichannel de vendas e atendimento. Unindo o fator da tecnologia à tendência de personalização de produtos e serviços, a Liberty anunciou em 2022 o lançamento do Meu Momento de Residência, plataforma 100% digital que democratiza a contratação de seguros para casas e apartamentos. 

A ferramenta proporciona uma venda simples, rápida e alinhada aos momentos e patrimônios dos consumidores, além de facilitar o entendimento e a escolha de seguros residenciais e proporcionar uma venda ágil e customizada às necessidades dos clientes. Com ela, os usuários têm três opções de pacotes diferentes, podendo pagar até menos de um real por dia e planos pré-selecionados pelos próprios corretores: o Conforto Essencial, Conforto Standard e Conforto Extra. 

Além disso, por meio da Meu Momento Residência, os segurados efetuam o pagamento parcelado no cartão de crédito de forma segura diretamente na ferramenta e têm direito a indenização sem depreciação e desconto de 5% para aqueles que já têm seguro auto contratado com a Liberty. 

A solução ainda traz oportunidades de negócios para os parceiros, que podem utilizá-la como canal de vendas. Cada corretor recebe um link para personalizar a sua loja, na qual podem customizar os pacotes de coberturas e assistências. Com a loja pronta, os profissionais podem compartilhar seus links com os potenciais clientes e disponibilizar todas as cotações e detalhes dos produtos por meio da plataforma.

Filiais Zurich de casa nova para receber corretores de seguros 

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

Nos últimos meses, algumas filiais da Seguradora Zurich passaram por mudança de endereço, com uma completa reestruturação e repaginação dos ambientes físicos da companhia, visando a melhor experiência para colaboradores, corretores e clientes em diversas regiões do Brasil.  

A mudança física de dez Filiais em diferentes regiões do país, encerra as operações em pontos comerciais de rua. Com isso, todas as filiais da seguradora estão, agora, localizadas em edifícios empresariais. Além disso, a nova identidade visual está aplicada nos espaços físicos, seguindo o mesmo conceito de rebrandingjá adotado para a matriz da seguradora em São Paulo. 

Até o momento, passaram pelas mudanças as filiais de Caxias do Sul, Piracicaba, São José do Rio Preto, Belo Horizonte, Divinópolis, Ipatinga, Bauru, Chapecó e Maringá – Joinville deve ficar pronta no início do segundo semestre, quando a companhia também planeja realizar eventos de inauguração em cada uma das filiais. 

O objetivo é deixar os espaços mais modernos, aconchegantes e adaptados ao perfil open space (espaço aberto, em português), um conceito arquitetônico em que os escritórios são formados por ambientes sem paredes internas ou grandes divisórias.  

A transformação das filiais busca refletir os valores da companhia e estimular a colaboração, criatividade e a prática dos três comportamentos-chave que espelham os valores e visão de futuro da companhia de “criar juntos um futuro melhor”: clientecentrismo, autonomia e agilidade.  

“Os espaços foram concebidos para oferecer tudo o que os colaboradores precisam. A ideia é proporcionar maior interação entre os profissionais e permitir uma comunicação mais eficiente, contribuindo para maior produtividade.”, comenta Carlos Toledo, diretor executivo de Pessoas & Cultura da Zurich. 

Já Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich, afirma que além de proporcionar mais conforto e qualidade de vida aos colaboradores da seguradora em diferentes partes do país, as mudanças também visam reforçar o foco na expansão geográfica da companhia, aproximando ainda mais a Zurich dos corretores nesse novo ciclo de crescimento da empresa. 

“A Zurich está investindo em suas instalações físicas porque também quer estar presente no dia a dia dos nossos parceiros. Queremos que os corretores de todo o país contem com espaços modernos, que proporcionam interações humanizadas e próximas com o nosso time. Queremos que desenvolvam seus negócios e aprofundem o relacionamento junto às nossas equipes com excelência, sempre que desejarem”, complementa o executivo. 

Nova parceria da Baeta Assessoria mira seguro auto nas classes C e D

A Baeta Assossoria fez parceria com a Oceânica Seguros, uma MGA da Split Risk Seguradora, ainda no Sandbox autorizada pela Susep e abrange automóveis e motocicletas, para acelerar a venda de seguros auto nas classes C e D. Somente corretores de seguros devidamente cadastrados com a Oceânica poderão comercializar o produto.

Nessa modelagem, a Oceânica recebe autorização da seguradora para subscrever riscos em seu nome, atuando também como intermediário entre seguradoras e corretores ou segurados. “A Oceânica Seguros é uma distribuidora de seguros personalizados, sob responsabilidade de uma seguradora autorizada pela Susep. O nosso objetivo é democratizar o acesso ao mercado de seguros para clientes da classe C e D, através da popularização dos preços dos seguros automotivos pelo ajuste de coberturas”, explica João Arthur Baeta Neves, diretor da Baeta Assessoria.

Outra característica do produto é dar flexibilidade na contratação do seguro auto, onde o cliente paga mensalmente apenas pelo que precisa. As coberturas abrangem desde o tradicional roubo, furto, colisão parcial ou total, passando por Responsabilidade Civil de R$ 100 mil para terceiros, entre outros. Oferece também três opções de franquia (obrigatória, reduzida e super reduzida). Entre os destaques citados por Baeta estão comercialização 100% através de corretores de seguros; cotação simples e objetiva; contratação facilitada e campanhas de remuneração adicional.

Neves afirma que já há boa demanda por parte dos corretores. “Sinal de que a medida foi um acerto e promete alavancar ainda mais essa carteira que é comercializada em larga escala pela assessoria. Essa nova frente de negócios, reforça também o DNA de inovação da Baeta Assessoria e amplia o leque oportunidades para os corretores de seguros”.

O cadastramento é necessário, basta entrar no site cadastro.baeta.com.br/oceanica e se credenciar para vender o produto.

Qual é o seguro ideal para proteger armazéns e silos?

Fonte: FF Seguros

O Brasil enfrenta desafios para armazenar a produção agropecuária. Atualmente, há um déficit de cerca de 115 milhões de toneladas em capacidade de armazenamento, de acordo com estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o que pode causar muitos prejuízos aos produtores.

Para se ter noção do déficit, basta comparar o Brasil com outros países. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nas fazendas americanas, canadenses e argentinas, os produtores detém capacidade instalada de armazenagem de cerca de 65%, 85% e 40%, respectivamente. Enquanto isso, no Brasil, o índice fica em torno de apenas 14%.

A falta de estrutura adequada para armazenar grãos e outros produtos agrícolas pode resultar em perdas significativas relacionadas com o acondicionamento inadequado, com danos causados por fatores como umidade, temperatura inadequada e incidência de microrganismos.

Riscos do segmento

Mesmo aqueles que investem em infraestrutura e conseguem armazenar suas produções corretamente também enfrentam riscos. A ocorrência de intempéries, como chuvas excessivas, vendavais e queda de raios, pode prejudicar a estrutura de silos e armazéns, o que torna a contratação de um seguro uma medida essencial para proteger o patrimônio.

“O silo ou armazém representam o ‘cofre’ do dinheiro do produtor. Tudo que ele produziu depende disso. Então é importante contratar um seguro para manter a estabilidade e a integridade desse ‘cofre’ que é a benfeitoria para armazenagem”, afirma Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da FF Seguros.

Estruturas de armazenagem

Há diferentes tipos de benfeitorias que desempenham função de armazenagem, construídas com materiais como concreto, metal, alvenaria e madeira. A opção mais popular é o silo metálico, uma estrutura cilíndrica fabricada geralmente com aço galvanizado e uma base de concreto. O silo metálico é uma benfeitoria resistente e durável que pode armazenar grãos por longos períodos.

No interior desse silo, há sistemas com sensores que monitoram e coletam dados de temperatura e umidade, além de mecanismos para promover a ventilação no ambiente, com o objetivo de manter os grãos com qualidade e segurança, evitando a proliferação de fungos e bactérias. “Cada produto agrícola requer diferentes cuidados durante a armazenagem. A soja, por exemplo, precisa de secagem e manejo para manter o índice de umidade do grão em torno de 11%”, diz Damasceno.

Qualquer silo metálico, com no máximo 30 anos de operação, pode ser assegurado por uma apólice patrimonial rural para benfeitorias. No entanto, se o silo for um bem dado em garantia de financiamento, deverá ser protegido por outra modalidade: o seguro de penhor rural.

A entrada e a retirada de produtos do silo geralmente ocorre por meio de esteira transportadora, elevadores de caneca e outros equipamentos que também precisam ser protegidos. Os elevadores de caneca e outros itens podem ser acrescentados na mesma apólice, sendo incluídos na modalidade “máquinas e equipamentos”. Além disso, o produtor pode optar ainda por incluir os produtos agropecuários na apólice, por meio da inclusão da modalidade “mercadorias”.

Segundo Damasceno, o mais temido risco que compromete as estruturas de armazenagem é o incêndio. “Durante um incêndio, as altas temperaturas podem provocar o derretimento das chapas de metal e danificar sensores. Pode ocorrer a perda total do silo ou deformidade na estrutura que compromete a sua capacidade de vedação”, explica Damasceno.

Outro risco frequente é o tombamento de elevadores de caneca provocado por vendaval. No caso dos elevadores de caneca, é comum a ocorrência de explosão por acúmulo de poeira no equipamento. Há ainda o temor da queda de raio, que geralmente pode entortar placas do silo ou danificar o sistema elétrico.

Os armazéns de alvenaria também são muito tradicionais no campo, construídos com materiais como tijolos, blocos de concreto ou pedras e que podem ser personalizados para atender às necessidades específicas do agricultor, com a inclusão de sistemas de ventilação ou revestimentos internos para proteção adicional. Essas estruturas podem sofrer danos por incêndio e outros riscos, sendo cabível o seguro para benfeitorias com as mesmas condições.

Seguro patrimonial rural e de penhor rural

Independentemente de qual seja a estrutura de armazenagem na fazenda, os bens podem ser assegurados. Os seguros patrimonial rural e de penhor rural para benfeitorias oferecem coberturas básicas contra incêndio, queda de raio e explosão. O produtor pode optar por acrescentar coberturas adicionais como alagamento, inundação, vendaval, danos elétricos, roubo e furto mediante arrombamento, entre outras.

No entanto, para que as coberturas sejam válidas, é essencial que o bem seja utilizado respeitando normas de segurança. O produtor deve realizar a adequada limpeza e manutenção das benfeitorias porque, quando fica comprovado um erro de manejo, o sinistro não tem cobertura. “Observamos um caso em que o agricultor não respeitou a capacidade do seu armazém. Foi armazenado um volume de milho muito acima da capacidade instalada do armazém de alvenaria e, por isso, a estrutura cedeu e uma parede caiu. Nesse caso, a perícia técnica concluiu que o dano foi causado por um erro de manejo, indeferindo dessa forma a indenização”, exemplifica Damasceno.

A apólice patrimonial rural ou de penhor rural pode incluir a opção de máquinas e equipamentos. Além disso, o seguro pode contemplar as mercadorias atreladas às benfeitorias, proporcionando a proteção da produção de soja, milho, trigo, feijão, arroz, amendoim, café ou da criação de aves, suínos e bovinos.

Outra opção, com o melhor custo-benefício, seria a contratação de um seguro patrimonial rural “porteira fechada”, que permite assegurar todas as benfeitorias presentes no interior da fazenda no momento da contratação, sendo ainda possível assegurar máquinas e equipamentos e mercadorias com a inclusão item a item. Entre os diferenciais da FF Seguros, a seguradora permite que o seguro patrimonial rural tenha negociação flexível para que o produtor possa decidir o valor segurado (variando de 40% a 100% do valor total dos bens). No caso do seguro de penhor rural, por estar atrelado a uma operação de crédito, deve considerar 100% do valor do risco. Em ambos o casos, a duração da apólice pode ser anual ou plurianual, com até cinco anos de vigência.

Mercadorias em silo-bolsa

Embora a FF Seguros não ofereça seguro para silo-bolsa, excepcionalmente os grãos armazenados nesse tipo de silo podem ser protegidos pela apólice patrimonial rural para mercadorias. O silo-bolsa, que é indicado em situações emergenciais para o armazenamento temporário de grãos, é confeccionado com um plástico flexível, geralmente de polietileno. Nesse caso, para exigibilidade da apólice, deve haver uma distância superior a 1,5 metro entre os silos, sendo que eles devem ser mantidos sempre em terreno firme, plano e limpo.

ANS anuncia 9,3% como teto de reajuste dos planos de saúde individuais; FenaSaúde argumenta

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Fonte: Fenasaúde

Nesta segunda-feira, 12/06, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o índice máximo de 9,63% de reajuste para os planos individuais e familiares. O teto se aplica a planos regulamentados e adaptados à Lei nº 9.656/98 e tem vigência de maio/2023 a abril/2024. Diante da publicação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representativa de operadoras de planos de saúde, aponta a inflação da saúde, representada pela evolução do custo de assistência; a insegurança e a instabilidade regulatória; o aumento da judicialização; e o aumento expressivo da ocorrência de fraudes contra os planos de saúde como sendo os principais fatores que influenciam no cálculo do reajuste.

“Vivemos uma crise sistêmica, que está atemorizando toda a cadeia de prestação de serviços de saúde privada. Além dos fatores estruturais, temos ainda fatores conjunturais importantes que afetam a sustentabilidade do setor, como mudanças institucionais, regulatórias e legislativas profundas nas regras que regem o setor de saúde suplementar nos últimos dois anos”, analisa diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente. A entidade ressalta que o reajuste anual é fundamental para recompor os custos e, consequentemente, manter o equilíbrio financeiro do setor, que fechou o ano de 2022 com R$ 10,7 bilhões de prejuízo operacional.

A saúde suplementar vem sofrendo efeitos diretos do aumento da inflação na saúde e dos custos dos tratamentos, medicamentos, procedimentos hospitalares e terapias. Já no âmbito regulatório, os últimos anos foram marcados por mudanças legislativas e regulatórias que impactaram diretamente na sustentabilidade do setor, como exemplo da Lei 14.454/2022, que modificou o caráter taxativo do rol, criando condicionantes frágeis e muito subjetivas para obrigar planos a cobrir itens fora da lista. Isso também está relacionado com outro fator bastante conhecido, a judicialização, que é prejudicial a todo o sistema de saúde. E, por fim, o aumento expressivo das fraudes contra os planos é outro ponto de alerta e que igualmente recai sobre o aumento dos custos na saúde.

Em 2020, o reajuste de planos individuais e familiares foi negativo, de – 8,19%, e, em 2021, teve teto de 15,5%. Com o reajuste de 9,63%, anunciado nesta segunda-feira (12/06), a média considerando os últimos três anos foi de 5,64%. No mesmo período, a média de aumento do IPCA foi de 6,79%. Atualmente, os planos individuais respondem por 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica, cerca de 9 milhões de usuários. Na avaliação da FenaSaúde, essa oferta poderia ser aumentada com a revisão da atual fórmula de reajuste. 

“Hoje, a forma de reajuste dos planos individuais não considera parâmetros importantes como a sinistralidade das carteiras, a diferença entre modalidades de negócios, a regionalização de produtos, o fim da limitação de terapias e a velocidade da incorporação de procedimentos e medicamentos na lista de coberturas obrigatórias. Portanto, o índice acaba ficando descolado do avanço real de custos verificado no setor”, analisa Vera Valente. A diretora ressalta, ainda, a necessidade de revisão do atual marco legal do setor, que data de 1998, de forma a ilustrar as mudanças pelas quais a sociedade brasileira passou nos últimos 25 anos, promovendo, assim, a ampliação da oferta de planos individuais no mercado. 

Em 2022, os planos de saúde responderam por 83% das receitas dos principais hospitais privados do país, segundo a Anahp, e mais de 50% das receitas dos laboratórios de medicina diagnóstica, de acordo com a Abramed. A saúde suplementar movimenta cerca de 3% do PIB e emprega quase 5 milhões de pessoas, que atuam em 165 mil estabelecimentos de saúde. Só em 2021, dado mais recente disponibilizado pela ANS, os planos de saúde cobriram mais de 1,6 bilhão de procedimentos, entre consultas, exames, internações, terapias e cirurgias.

Porto avança no descarte inteligente de bens no seguro residencial

Jarbas Medeiros Fenseg

O que fazer com aquele eletrodoméstico que depois de uma tempestade que causou aquele vai e volta de energia queimou seu computador e o custo das peças e mão de obra do técnico não compensa o conserto?  Se for cliente Porto Seguro, o problema será resolvido de forma sustentável. Basta ligar na central do cliente ou mandar uma mensagem, que uma equipe irá retirar e encaminhar o bem para um descarte inteligente.

“As pessoas estão cada dia mais conscientes sobre as coberturas, serviços e benefícios do seguro residencial. A Porto Seguro descartou entre novembro de 2022 e maio deste ano, de forma ecologicamente correta, mais de 2,9 toneladas de resíduos eletrônicos, totalizando 537 itens, evitando que esses produtos fossem despejados em terrenos, rios, represas, esquinas”, conta Jarbas Medeiros, diretor de ramos elementares e transportes da Porto Seguro.

Trata-se de um serviço contratado pela Porto da empresa GM&C, de São Jose dos Campos (SP), como objetivo de recolher bens danificados que são retirados pela Porto na casa de segurados e levados para um galpão. Após a coleta e avaliação, o material é separado e é dado o encaminhamento adequado para o seu descarte ou reciclagem com um destino correto pela prestadora de serviços. 

Segundo Medeiros, este é só o começo do projeto que começou em novembro do ano passado e que ainda está concentrado apenas na capital e grande São Paulo, região que representa 56% dos processos de indenizações na carteira de seguro residencial e, paulatinamente será estendido para clientes de todo o Brasil. “O pootencial estimado é de 50 mil itens e 275 mil toneladas com Programa de Coleta de Resíduos em Sinistros”, informa. 

Líder de mercado em vendas de seguro residencial no Brasil, com 23% de market share, a Porto Seguro já acumula números relevantes com o refino da sua atuação levando em consideração aspectos sociais, ambientais e de governança, resumidos nas letras ESG, em inglês, ou ASG em português. “Temos muito espaço para crescer neste tema específico, pois o volume de residências seguradas no Brasil é de apenas 17% e o de veículos atinge menos de 30% da frota circulante. Os consumidores estão mais sensíveis aos riscos que podem afetar o planeta e, consequentemente, mais propensos a adquirir seguros de empresas nesta mesma sintonia”, citou.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicou em 27 de junho de 2022, a Circular Nº 666, que obriga a adoção de instrumentos para a gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos pelas seguradoras. Um dos trechos cita que as seguradoras devem criar critérios de precificação que levem em conta o histórico de comprometimento do cliente no gerenciamento dos riscos de sustentabilidade, além de sua capacidade e disposição de mitigar tais riscos. Desta forma, os seguros passam a atuar como indutores de mitigação de riscos.

Mas bem antes disso, a Porto já acumulava diversas ações para contribuir como uma sociedade mais equilibrada. O descarte inteligente de equipamentos eletrônicos e de automóveis é apenas uma parte da agenda ESG da Porto, que desde 2013, é signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês), compostos por quatro princípios voltados à inserção de questões ambientais, sociais e de governança na tomada de decisão, na relação com clientes e governo, além de transparência na divulgação de práticas e resultados. 

São mais de 26 ações detalhadas no portal de Sustentabilidade voltadas ao social, ambiental e governança, que resultam em mais de 20 mil toneladas de peças automotivas com destinação correta por meio da Renova Ecopeças, desde 2014, 31 ml inscritos no programa de educação do Instituto Porto desde 2005, R$ 57 milhoes doados por meio de investimento privado para instituições parceiras, desde 2015, e mais de 600 mil atendimentos por meio de mutirão em saúde para crianças e adolescentes atendidos pelo Porto Educa, desde 2017.

Medeiros acredita que o setor segurador contribuirá para a difusão de práticas sustentáveis para outros setores da economia, tendo em vista os papeis que desempenha enquanto gestor e tomador de riscos e investidor institucional.

Sabemi promove segundo evento do ciclo de palestras “Olhar Futuro” 

Fonte: Sabemi

O ciclo de palestras “Olhar Futuro”, que comemora o cinquentenário da Sabemi, já tem seu segundo evento confirmado. No dia 22 de junho, a partir das 18h30, o cardiologista Dr. Cláudio Domênico falará sobre o tema “Viva mais e melhor: renúncias conscientes, escolhas transformadoras”. Com entrada gratuita, a palestra acontece no Teatro do CIEE, em Porto Alegre. “É uma grande alegria, para a Sabemi, receber convidados tão renomados e levar um conteúdo de tamanha qualidade para os nossos colaboradores, parceiros, convidados e público em geral. Dr. Claudio nos trará histórias que vivencia no seu cotidiano médico, identificando hábitos prejudiciais e, sobretudo, escolhas e ferramentas fundamentais para alcançar o bem-estar duradouro”, afirma o diretor-presidente da Sabemi, Antonio Tulio Lima Severo. 

Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Cláudio Domênico é fellow das sociedades americana e europeia da especialidade. Fez residência em clínica médica e cardiologia no Hospital Pedro Ernesto (UERJ), mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e MBA em Saúde no COPPEAD/UFRJ. É cardiologista clínico e coordenador do setor de Cardio-oncologia do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. Domênico também é autor de livros que abordam a prática de um estilo de vida mais equilibrado, como “Te cuida! Guia prático para uma vida saudável” e “Em suas mãos: escolhas e renúncias para viver melhor e com mais saúde” – este último será o tema da palestra em Porto Alegre.  

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://bit.ly/OlharFuturoClaudioDomenico.  

Olhar Futuro – “Viva mais e melhor: renúncias conscientes, escolhas transformadoras” 

Palestrante: Dr. Cláudio Domênico 

Data: 22 de junho de 2023 

Horário: das 18h30 às 20h30 

Local: Teatro do CIEE | R. Dom Pedro II, 861 – São João, Porto Alegre – RS  

Inscrições gratuitas (vagas limitadas): Sympla – https://bit.ly/OlharFuturoClaudioDomenico 

Austral Seguradora corre para conquistar seguros relevantes em grandes riscos

A Austral Seguradora aposta suas fichas para crescer diante de tantas oportunidades que vislumbra para o crescimento do setor de seguros de grandes riscos e de garantia nos próximos anos, depois de quase uma década de poucos negócios em grandes riscos diante da paralisação dos investimentos em setores como petróleo e gás, por exemplo.

“Apostamos muito no segmento de petróleo, que tem muitas frentes para crescer nos próximos anos”, afirma Carlos Frederico Ferreira, CEO da Austral Seguradora, controlada pelo fundo Vinci Partners, que também é acionista da Austral Resseguradora. Juntas, faturaram R$ 3 bilhões em 2022. A seguradora faturou 1,2 bilhão, sendo o seguro garantia responsável por 50% do resultado e 30% das vendas.

Ferreira acrescenta que em setores como o de petróleo, há um ciclo relevante de investimentos à frente, com infraestruturas de exploração e produção que exigirão seguros. “Temos um horizonte de quatro, cinco anos de investimentos que devem continuar a acontecer no Brasil. Antes tínhamos só a Petrobras e agora temos vários nomes investindo neste segmento em que o Brasil é um competidor importante. Do ponto de vista de seguros, sermos um país fora da rota de catástrofes naturais como furacões, por exemplo, é uma grande vantagem”, comentou em entrevista ao Sonho Seguro.

Serão mais de R$ 50 bilhões de investimentos até 2028 em operações de descomissionamento (desativação) de instalações de exploração e produção de petróleo e gás natural previsto na Resolução ANP nº 854/2021. E os contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural determinam, além da própria obrigação de conduzir o abandono e a desativação das instalações, a obrigação apresentar garantias financeiras para assegurar os recursos necessários para este fim.

Em termos de regulamentações, que podem atrasar os projetos neste e em outros segmentos em stand by há tempos, como de geração de energia, Ferreira afirma que muitos clientes sinalizam interesse de investimentos parrudos e que certamente a demanda impõe um tom de urgência. O tema está na pauta no governo, mas ainda sem uma sinalização muito clara como foi o caso envolvendo a Petrobras com exploração de petróleo na Amazônia.

Ferreira cita também o potencial em seguro garantia judicial, com o julgamento do voto de qualidade do Cade (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) estima que existam 93 mil processos do gênero no Carf. Destes, 162 representam receita de R$ 453 bilhões, de mais de R$ 1 trilhão que aguardam julgamento. À medida em que se tem o voto de qualidade, ou seja, a favor da União, é esperado um aumento de judicialização, pois as empresas vão buscar resolver a questão na Justiça e isso pode elevar a procura do seguro garantia judicial.

Sem falar na entrada em vigor da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) em substituição à Lei nº 8.666/93, que deveria começar em abril deste ano, mas foi postergada para janeiro de 2024 pela falta de tempo dos gestores públicos na adaptação aos novos termos. Para as seguradoras, a principal mudança será a a obrigatoriedade de garantias nos contratos públicos do atual patamar de 5% para até 30% em obras com valores acima de R$ 200 milhões, além do step in, ferramenta introduzida na nova lei, pela qual a seguradora se torna interveniente anuente, ou seja, passa a fazer parte do contrato principal.

“O governo vem acertando vários pontos da politica e da economia. Tenho certeza de que será um ano mais estável e previsível, o que é bom para os negócios pois trás um cenário mais propicio aos investimentos que estão represados”, aposta. Enquanto a situação macroeconômica do país se arranja, a Austral se prepara. Em maio, Ferreira e Bruno Freire, CEO da Austral Resseguradora, comemoraram a avaliação A- (excelente), concedida para o grupo Austral pela agência global de avaliação de riscos AM Best, especializada no setor de seguros e resseguros.

Também vem desenvolvendo iniciativas de tecnologia e inovação para melhorar a experiência de seus parceiros comerciais e clientes. Depois de lançar a primeira apólice interativa do mercado segurador, com aprimoramento da arquitetura de informações em um menu navegável criado a partir das estratégias de Legal Design e Visual Law, a companhia agora está conectada aos sistemas de corretoras para simplificar o processo de contratação de Seguro Garantia – um dos produtos “carro-chefe” da empresa. 

O projeto Plug-in permite a otimização de processos e a contratação de apólices de forma cada vez mais simplificada, em poucos minutos. Dados da empresa mostram que, somente no primeiro quadrimestre, a Austral registrou um aumento significativo nas emissões de apólices do seguro garantia judicial que, a partir do projeto, já ultrapassam com 1,7 mil emissões. O mesmo levantamento mostra que, observando apenas o mês de maio, houve um crescimento de 31% nas contratações.

“A implementação do projeto Plug-in veio para facilitar ainda mais o dia a dia dos nossos atuais clientes. Produtos com grande volume de emissões, que anteriormente demandavam um alto esforço operacional de Subscrição, atualmente são processados de forma muito ágil com todos os parâmetros de aceitação de risco e controles da companhia”, explica a gerente de Subscrição Garantia, Camila Jarlicht Chut.

Segundo ela, as ações estruturadas estão alinhadas com a estratégia de digitalização da Austral Seguradora. “Há um avanço significativo já que essa solução traz grandes benefícios a todas as partes, gerando ainda mais valor no processo de emissão usual, favorecendo não só celeridade e ganho de escala, como maior contato com nossos parceiros”, complementa Camila.

O Seguro Garantia é um dos produtos que tem maior volume de emissões diárias. Para avaliar a qualidade das APIs e aprimorar o relacionamento, a Austral também promove reuniões semanais com as corretoras parceiras, quando há um intercâmbio de informações sobre possíveis melhorias, impressões de uso do sistema e demandas dos tomadores. “Nós somos especialistas nas áreas que atuamos e esse contato próximo com o cliente sempre foi um diferencial de mercado, que agora também traz um ganho em agilidade, já que a redução no tempo de fechamento do negócio foi exponencial”, exemplifica o gerente de Produtos, Kevin Holtz, que também faz parte do projeto.

A expectativa é de que a carteira esteja completamente plugada até o fim do ano e que a Austral avance para outras linhas de negócios, alavancando as vendas e criando mais facilidades aos clientes e corretores. As ações acontecerão por meio da tecnologia, possibilitando novos negócios e abrindo portas para outras emissões de produtos que ainda não são disponibilizados no formato digital.

FF>>Seguros realiza encontro para debater questões sobre Diversidade e Inclusão

bruno Camargo fairfax

Fairfax Brasil (FF>>Seguros) realizará na próxima quinta-feira (16/06) o primeiro de uma série de encontros que fazem parte da programação do recém-criado Comitê de Diversidade. Denominado “Rumo Ao Território Do Nós”, o evento tem por objetivo debater questões de diversidade e inclusão e o combate permanente de preconceitos, desigualdades e exclusões. 

O Comitê de Diversidade da FF Seguros tem a missão de contribuir para a mudança de atitude dos nossos colaboradores, tornando as pessoas mais respeitosas. A proposta é que o grupo assuma uma posição contrária a toda e qualquer forma de discriminação, intolerância e preconceito. A estruturação do Comitê de Diversidade foi liderada pelo CEO da FF Seguros, Bruno Camargo, e pela Chief Human  Resource Officer (CHRO), Isabel Alves Azevedo, com o propósito de engajar os colaboradores e abrir espaço para que temas relacionados a questões como raça/etnia, LGBTQIA+, participação das mulheres, etarismo, deficientes, entre outros possam gerar discussões relevantes, contribuindo para promover a transformação cultural corporativa da companhia. 

Para o CEO da FF Seguros, investir na diversidade e na inclusão “é um fator primordial para o nosso negócio. Não é só sobre posicionamento, mas sobre responsabilidade e atitudes reais de como liderar e lidar com diversidade e inclusão que é, para além de um evento e sim uma mudança cultural exigindo novos repertórios de todas as pessoas envolvidas”, ressalta Bruno Camargo.

Segundo Isabel Azevedo, o encontro contará com as presenças de executivos do mercado de seguros, consultores e líderes nas áreas de gestão e ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance), como Eduardo Takahashi, CEO da Willis Towers Watson, Thais Blanco, sócia-fundadora  da Evolure Consultoria, Solange Guimarães, da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros, Andréia Roma, CEO da editora Leader e coordenadora da série de livros sobre “Mulheres no Seguro”, Maria do Carmo Esteves da Cunha, especialista em RH e fundadora do projeto “Envelhecer com Estilo”, entre outras personalidades.

Agenda

O encontro prevê a realização de seis painéis de debates na seguinte ordem:

09:30: Abertura 

10:00: Painel CEOs

Bruno Camargo, Isabel Azevedo, Denise Bueno, Eduardo Takahashi, Thais Blanco

10:30: Painel Raça e Etnia 

Solange Guimarães, Idalcelmo Vieira, Wellington Teixeira, Natalia Cunha, Edson Tada

11:00: Painel Gênero

Paula Lopes, Andreia Roma, Thais Rosa, Juliana Menezes, Thais Mathias

11:30: Painel LGBTQI+ 

Fernanda Chilotti, Henrique Manoel, Rodrigo Nogueira, Pâmela Costa , Gustavo Mercadante

12:00: Almoço 

13:30: Painel Etarismo 

Maria do Carmo, Maria Cristina, Stella Santos, Lilian Menini, Eduardo Silvestre

14:00: Painel Pessoa com Deficiência

Incluir, Ricardo Squillaci, Aline Alves, Andressa Santos, Sheila Garcia

14:30: Encerramento | Isabel Azevedo