Governo divulga lista de carros com descontos de até R$ 8 mil; veja modelos e valores

Com agências de notícias

Para a alegria dos corretores de seguros e das seguradoras especializadas na venda de seguro de carro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgou nesta quarta-feira (14) a lista de carros que farão parte de programa do governo federal que concederá descontos de até R$ 8 mil.

Aproximadamente 85% das vendas de seguro de carro são originadas por carros zero quilômetro. No entanto, com o anúncio do governo sobre subsídios para o carro popular em 26 de maio, as vendas caíram, à espera da medida divulgada hoje. Agora, a expectativa é de um boom de vendas de carros e de seguros, pois ninguém, nos grandes centros urbanos, sai da concessionária sem seguro.

As nove montadoras de carros que aderiram ao programa são Renault, Volks, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, GM, Fiat e Peugeot, totalizando 31 modelos e 233 versões de carros. A lista é dinâmica, ou seja, as montadoras podem a qualquer momento incluir outros modelos, desde que comuniquem o Mdic.

Segundo a pasta, todas as montadoras solicitaram inicialmente o máximo de recursos permitidos no momento de adesão ao programa, R$ 10 milhões. Seis delas (Volks, Hyundai, GM, Fiat, Peugeot e Renault) já pediram crédito adicional de mais R$ 10 milhões.

A soma destes recursos (R$ 150 milhões) representa 30% do teto de R$ 500 milhões que poderão ser usados pelas empresas como crédito tributário para venda de carros mais baratos.

Na medida em que usarem os montantes solicitados, as montadoras podem pedir créditos adicionais. Essa possibilidade se esgota quando o teto de R$ 500 milhões for atingido.

Os descontos patrocinados pelo governo para os carros vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil, podendo alcançar valores maiores a critério de fábricas e concessionárias.

A definição das faixas de desconto levou em conta três critérios: menor preço, eficiência energética e conteúdo nacional. Quanto maior a pontuação nesses critérios, maior o desconto.

Ônibus e caminhões

Já o crédito para renovação da frota de caminhões teve adesão de 10 montadoras (Volkswagen Truck, Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Peugeot Citroen, Volvo, Ford, Iveco, Mercedes-Benz Cars & Vans e Daf Caminhões).

O volume total de créditos alcançou R$ 100 milhões — o que representa 14% do teto de R$ 700 milhões para estes veículos.

No caso dos ônibus, houve adesão de nove montadoras (Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Mercedes-Benz Cars & Vans, Comil, Ciferal, Marcopolo, Volare e Iveco).

Considerado o volume total de R$ 90 milhões, foram utilizados 30% do teto disponível, que é de R$ 300 milhões.

Entidades do setor de alimentos alertam para aumentos no seguro transporte

Fonte: Canal Rural

MP 1153/2022, que trata do seguro no transporte rodoviário de cargas, tem gerado preocupação entre as entidades representativas do agronegócio nacional.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (13), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) expressam sua inquietação em relação à proposta, argumentando que ela resultará em um aumento significativo nos custos logísticos de várias cadeias produtivas, afetando principalmente os preços dos alimentos.

As entidades defendem o veto presidencial do dispositivo e fazem um cálculo alarmante: estima-se que os custos com seguros poderão aumentar em até 1.800%, gerando impactos no preço final dos produtos destinados aos consumidores.

Para chegar a essa estimativa, levou-se em consideração a Receita Operacional Bruta das empresas dos setores produtivos no ano fiscal de 2022, que reflete o volume transportado no período e serve como base para o cálculo da apólice de Transporte Nacional.

Foram comparadas a diferença entre a média da taxa de seguro cobrada antes da MP 1153/2022 e a estimativa da nova taxa de seguro, levando em conta as novas regras.

A MP, aguardando sanção presidencial, introduz dois novos seguros obrigatórios e determina que o seguro contra perdas e danos causados à carga seja feito obrigatoriamente pelos transportadores, em vez dos proprietários da mercadoria, como ocorria anteriormente.

Antes da medida, as grandes empresas costumavam preferir contratar o seguro por conta própria devido aos benefícios de escala.

No entanto, as associações ressaltam que a contratação exclusiva do seguro pelos transportadores resultará em apólices com preços individualizados, descentralizando a responsabilidade.

Esses custos adicionais serão repassados aos produtos, o que pode gerar um efeito cascata nos custos produtivos e, consequentemente, uma pressão inflacionária maior.

As associações destacam ainda que, quanto mais operações de transporte forem necessárias e quanto mais longa for a cadeia produtiva, maiores serão os custos envolvidos.

No setor de proteína animal, por exemplo, há mais de cinco cadeias envolvidas, desde a produção de grãos para ração até a chegada dos produtos aos supermercados.

Cada etapa desse processo possui suas próprias operações logísticas, o que contribui para o aumento dos custos.

Diante desse cenário, as entidades pedem uma revisão da MP, visando mitigar os potenciais impactos negativos sobre o agronegócio e garantir a manutenção da competitividade do setor, além de evitar aumentos excessivos nos preços dos alimentos para os consumidores.

Câmara aprova projeto que amplia garantias de operações de crédito

Fonte: com Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) projeto de lei que permite aos participantes de planos de previdência complementar aberta usarem os valores depositados como garantia para empréstimos bancários. A proposta será enviada ao Senado.

“Nota-se o mérito da proposição, que prevê legalmente mais um instrumento de garantia, aumentando as possibilidades de acesso ao crédito, em condições mais vantajosas para o tomador, o que contribui para a retomada da atividade econômica”, argumentou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao propor a medida, que foi relatada pelo deputado petista Carlos Veras (PE).

“Com a consequente diminuição de risco de inadimplência proporcionado por essa garantia, estimula-se a oferta de crédito com taxas de juros mais baixas. A contratação de operações de crédito com garantia, em condições mais favoráveis, com menores taxas de juros e prazos mais alongados contribuem para melhorar a capacidade de pagamento dos tomadores e reduzir a inadimplência”, disse o ministro, na justificativa do projeto.

Segundo o Projeto de Lei 2250/23, do Poder Executivo, a regra valerá ainda para segurados de seguros de pessoas, cotistas de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) e para portadores de títulos de capitalização.

O texto foi aprovado pelo Plenário sem mudanças, conforme parecer favorável do relator, deputado Carlos Veras (PT-PE). Para ele “o projeto permite a quem não tem um imóvel para dar como garantia em um empréstimo usar os valores de sua aposentadoria como essa garantia”.

O argumento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para o projeto é evitar que os participantes façam resgates antecipados de seus planos de previdência em condições desfavoráveis, ampliando ainda o acesso a juros mais baixos em razão da garantia real.

De acordo com o projeto, contratantes de seguro de vida em regime de capitalização ou participantes de planos de previdência complementar aberta poderão dar como garantia a provisão matemática elegível para resgate, ou seja, todo o dinheiro disponível em sua conta individual após o desconto de taxas administrativas e taxas de carregamento.

O prazo de quitação da dívida contraída não poderá ser maior que o prazo previsto para começar a receber os valores como aposentado. Se houver cobertura de risco (morte, por exemplo), o prazo final será o período de vigência. Regras semelhantes se aplicam aos portadores de títulos de capitalização.

No caso de cotistas do Fapi, o prazo é o período de vigência do contrato; e o valor se limita às cotas elegíveis para resgate.

O mecanismo poderá ser utilizado apenas nos empréstimos concedidos por instituições financeiras, que poderão ser vinculadas ou não à entidade operadora do plano de previdência, do seguro, título de capitalização ou instituição administradora do Fapi.

Deverão ser observados os regulamentos e as características técnicas desses instrumentos de poupança e as normas específicas sobre os resgates, assim como a legislação tributária.

Restrições
Enquanto os valores estiverem em garantia, o participante/tomador do empréstimo não poderá resgatar os aportes realizados por ele até a quitação da dívida ou substituição dessa garantia por outra, em comum acordo entre as partes.

Já a portabilidade, que ocorre quando o consumidor decide mudar de entidade administradora de planos de previdência, dependerá da anuência da instituição que conceder o crédito.

Essas vedações se estendem aos beneficiários listados no plano, geralmente para os casos de morte.

Contrato
A oferta da garantia nos moldes do projeto dependerá de contrato assinado pelo tomador do crédito, pela instituição financeira concedente do empréstimo e pela entidade administradora do plano de previdência, pela seguradora, pela instituição administradora do Fapi ou pela sociedade de capitalização, conforme o caso.

Esse contrato será vinculado ao documento que formaliza a contratação ou a adesão do participante a esses instrumentos de poupança.

Com a cessão em garantia do direito de resgate, o valor ficará disponível para resgate em favor da instituição que conceder o crédito a fim de quitar débitos vencidos e não pagos.

Por seu lado, as entidades abertas de previdência complementar, as sociedades seguradoras, as instituições administradoras de Fapi e as sociedades de capitalização não poderão impor restrições ou obstáculos à decisão do participante de usar seus aportes como garantia, mesmo que o crédito seja concedido por instituição não vinculada.

Regulamentação
O PL 2250/23 remete ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a regulamentação da norma.

Senado aprova MP que recria o Minha Casa, Minha Vida

Minha Casa Minha Vida
Minha Casa Minha Vida

Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou a medida provisória que recria o Minha Casa, Minha Vida Medida Provisória (MP 1.162/2023). Entre as mudanças do programa, estão a reforma de imóveis abandonados nos centros urbanos e a construção de moradias em bairros próximos do centro.

O relator, senador Efraim Filho (União-PB), destacou investimentos de R$ 10 bilhões para a primeira faixa das famílias com renda bruta mensal de R$ 2.640. Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), anunciou que o presidente Lula vai vetar a exigência do seguro da obra pago pelas construtoras. O projeto segue para a sanção presidencial.

Porto informa que ainda não é possível mensurar o impacto da decisão do STF

A Porto Seguro comunicou que ainda não é possível mensurar os reflexos do recurso extraordinário finalizado ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Processo Judicial proposto pela sua controlada AXA Seguros Brasil, atualmente denominada como Azul Companhia de Seguro Gerais (“Azul”).

Segundo a Porto, o respectivo Acórdão com a decisão do Recurso ainda não foi publicado, contudo, diante da divulgação dos votos depositados, ficou consignada a perda da tese discutida, com a maioria dos votos desfavoráveis às seguradoras. “Ainda não é possível mensurar seus reflexos, motivo pelo qual a companhia aguardará a sua publicação, de forma que possa avaliar seus reais impactos”, informou em nota.

Adicionalmente, a companhia informa que, diante da similaridade dos tributos, COFINS e PIS, nos termos da Nota Explicativa disponível em suas Demonstrações Financeiras, os valores discutidos que abrangem processos envolvendo a incidência tanto de COFINS, quanto de PIS sobre as receitas operacionais das empresas seguradoras do grupo Porto, estão depositados judicialmente e com provisão integral e perfazem o montante total de R$ 786 milhões.

O impacto com a cobrança retroativa dos tributos desde 2006 de todo o setor pode alcançar R$ 42 bilhões, nas contas do chefe da área tributária do escritório Marcos Martins Advogados, Angelo Ambrizzi. Segundo o especialista, a cifra representa uma atualização pela taxa Selic da estimativa realizada em 2016, que projetava um rombo financeiro de R$ 26 bilhões para o setor, informa o Valor. Para se ter uma ideia do problema, em 2022 todas as seguradoras lucraram R$ 18 bilhões.

A CNseg, Confederação Nacional das Seguradoras, informou ao Sonho Seguro que só irá se pronunciar sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal, que discute a incidência de PIS/Cofins sobre receitas financeiras, após publicação do acórdão referente ao seguro.

Segundo advogados consultados, outras seguradoras devem seguir o exemplo da Porto e divulgar se há provisão dos tributos, se não há e se assim for, qual o impacto no resultado da companhia. Os principais bancos se anteciparam e já divulgaram o provisionamento dos tributos. “Em nossa análise, há espaço para tentar aprofundar o debate sobre as receitas das seguradoras distintas dos prêmios, mas o caminho definitivamente não é fazer isso nesse processo. A orientação é deixar para se discutir caso a caso no momento de aplicar a decisão”, comentou um advogado especializado em seguros que pediu anonimato.

O CASO

Amanda Barbieri Estancioni, advogada em Santos Bevilaqua Advogados, explica que o tema 372 de Repercussão Geral do STF trata do PIS/COFINS sobre receitas financeiras das instituições financeiras, tendo como leading case o RE nº 609.096, cujo julgamento foi concluído em 12/06/2023.

Em paralelo, na mesma data, deu-se o julgamento dos processos REs (recursos extraordinários) nºs 1.250.200, 880.143 e 400.479. Nesses processos discute-se o conceito de faturamento para incidência do PIS e da COFINS, considerando-se as atividades exercidas, respectivamente por instituição financeira, sociedade corretora de câmbio e valores mobiliários e seguradora.

No RE nº 400.479, que trata de seguradoras, o Ministro Relator Cezar Peluso proferiu seu voto e entendeu que faturamento é, para as seguradoras, “não só as receitas decorrentes de vendas de mercadorias e serviços (que é exatamente o conceito restritivo de faturamento), mas também aquelas que, não decorrendo de tais negócios, provenham de outra ou outras atividades que integrem o objeto social da empresa, noutras palavras, das demais que façam parte de seu escopo de atuação”.

Seguindo no julgamento do processo referente às seguradoras, o Ministro Dias Tofolli apresentou voto vista concluindo que a receita decorrente do prêmio consiste em faturamento; mas não consistem em faturamento as receitas financeiras oriundas das “aplicações financeiras das reservas técnicas”.

O Ministro Luís Roberto Barroso concordou com o Ministro Dias Toffoli, no sentido de que as atividades empresariais próprias e típicas das seguradoras não incluiriam as receitas financeiras oriundas das aplicações financeiras das reservas técnicas das sociedades seguradoras. Por sua vez, o Ministro Fachin divergiu do Ministro Dias Toffoli quanto à não incidência dos tributos sobre as receitas oriundas das aplicações financeiras das reservas técnicas obrigatórias das seguradoras, pois esse ponto sequer teria sido objeto de análise no processo.

Ao final, quanto às seguradoras, o Tribunal, por maioria, fixou o entendimento de que incide PIS/COFINS sobre o que cada empresa aufere em razão do exercício das atividades que lhe são próprias e típicas, nos termos do voto do Ministro Relator Cezar Peluso. Embora não tenha sido reconhecida repercussão geral nesse processo, trata-se de um precedente importante que poderá ser aplicado nos demais casos versando sobre a matéria.

Especificamente sobre a tributação das aplicações financeiras das reservas técnicas, o tema não restou decidido pelo STF. A seguradora, na petição inicial, não segregou seus pedidos por tipo de receita financeira (sobre ativos garantidores e sobre os demais ativos, chamados de “ativos livres”), e o voto do Relator, que prevaleceu por maioria, também não abordou o tema.

“O interessante é que o tema também não é pacífico no âmbito administrativo. A Receita Federal e o CARF adotam posições curiosamente opostas: a Receita Federal entende que especialmente as receitas financeiras auferidas a partir dos investimentos compulsórios efetuados com vistas à formação das reservas técnicas (“ativos garantidores”) compõem a base de cálculo do PIS/COFINS”, ressalta. Já o CARF reconheceu a possibilidade de exclusão dos rendimentos oriundos de ativos garantidores atrelados à reserva técnica das bases de cálculo do PIS/COFINS.

Ou seja, este tema ainda deverá render muitas conversas.

Americanas confirma fraude. Como ficam os seguros de crédito, de garantia e de D&O?

A Americanas divulgou nesta manhã fato relevante sobre o desligamento da diretoria afastada após o relatório demonstrar fraude nas demonstrações financeiras. Pela primeira vez a varejista admitiu que ocorreu sim fraude contábil, comentada muita vezes em reportagens da grande mídia por especialistas em diversos segmentos.

No comunicado, a Americanas assume que o erro que culminou no rombo de R$ 20 bilhões, foi fruto da antiga administração da empresa, que incluía o ex-CEO, Miguel Gutierrez e três ex-diretores. De acordo com a Americanas, o conselho de administração e os conselheiros jurídicos apresentaram um relatório contendo achados preliminares acerca dos fatos narrados, no fato relevante anunciado em 11 de janeiro.

E agora, como ficam os seguros de crédito, de garantia e de responsabilidade civil dos executivos, apólice conhecida como Directors & Officer (D&O)? Vamos começar pela pior situação do ponto de vista do segurado, do cliente.

Segundo a mídia, a apólice de D&O tem cobertura de R$ 50 milhões liderada pela seguradora Zurich, de acordo com informações arquivadas na CVM. Como a fraude é um fato citado com veemência em todo o processo, a empresa perde a cobertura. Até que seja julgado, no entanto, as despesas e serviços prestados aos executivos eventualmente acionados por acionistas, devem ser pagos.

De acordo com advogados entrevistados pelo Sonho Seguro, a cobertura do D&O precisa ser avaliada pela conduta individual de cada segurado, isto é, cada executivo cujo ato de gestão está sendo objeto de questionamento pelas autoridades competentes. Um senso comum é que cabe somente ao Judiciário avaliar a natureza jurídica da conduta do executivo, ou seja, se foi um ato fraudulento ou uma conduta dolosa.

“Qualquer avaliação das seguradoras antes de o Judiciário analisar em definitivo a questão é precipitada e, a meu ver, não pode amparar uma negativa de cobertura. Seguradora não tem jurisdição”, explicou um advogado que pediu anonimato. Outro advogado já é bem mais categórico em relação ao D&O: “É bem provável que as seguradoras não paguem e declararem perda de direito”.

Em relação ao seguro garantia e de crédito as seguradoras podem continuar contabilizando as perdas, pois os pedidos de indenização seguem amparados. “No garantia, o segurado não pode ser prejudicado pelo tomador. E, no crédito, Americanas é devedora. Não pode prejudicar o segurado”, afirmou.

Estimativas do setor indicam que deverão ser pagas de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões em indenizações aos fornecedores da companhia que haviam contratado seguro de crédito. É um valor significativo, uma vez que o ramo arrecadou cerca de R$ 800 milhões no ano passado, conta o InfoMoney.

O segundo mais afetado é o seguro garantia judicial, mas só perde se a Americanas falir. O que não é algo previsto para acontecer, diante de todo o trabalho de recuperação que vem sendo feito pelos acionistas. Segundo fontes do setor, a Americanas, era complicada no quesito “pagadora de impostos”. Questionam tudo e judicializam tudo, o que fez deles grandes usuários do seguro garantia judicial fiscal. A exposição é altíssima. Estimada entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. “Se a empresa falir, será uma ‘hecatombe’ (massacre, matança, carnificina) no seguro garantia.

Darwin Seguros anuncia Alex Frederico Dias, ex-MAPFRE, como novo sócio

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Fonte: Darwin

A Darwin Seguros, seguradora digital que utiliza tecnologia, dados e inteligência artificial para oferecer um seguro auto simples, personalizado e acessível, anuncia a chegada de Alex Frederico Dias como novo sócio. Com vasta experiência e 25 anos de atuação no mercado segurador, Dias junta-se à empresa com uma trajetória de sucesso nas áreas técnica e comercial, tendo desempenhado nos últimos 12 anos o papel de Diretor Executivo Comercial da MAPFRE. 

Na seguradora espanhola, foi responsável por equipes em todo o território nacional e liderou todos os Canais Estratégicos da companhia, dentre eles: Canal Corretor, Canal Brokers, Canais Affinities, Canais Automotivo e Especialidades, além dos Canais Bancassurance e Cooperativas.

Para Alex, o mercado segurador não se preocupa na democratização dos produtos de seguro para a população que não consegue acessá-lo. Uma prova disso é o crescimento das APV (Associações de Proteção Veiculares) que são instituições ilegais e simulam uma seguradora. Elas só estão crescendo porque hoje, não existe tecnologia para trazer ao mercado formal, estes futuros clientes. Segundo ele, a solução da Darwin Seguros, habilitada na SUSEP, inverte uma lógica antiga, pois oferece um produto por assinatura, e a empresa só precisa de CEP, CPF e placa para cotar. “Tem muito bom motorista bônus zero, mas o mercado não sabe identificá-los com os longos questionários atuais, e assim acaba cobrando caro de quem não precisava”, comenta.

“Venho com a missão de aumentar a penetração de seguro auto no mercado brasileiro, que está cada vez mais concentrado. A Darwin traz ao mercado um produto flexível, digital, e que abre as portas, através de tecnologia, para milhões de pessoas que hoje estão sem proteção ou nas mãos das associações ilegais”, finaliza Alex. 

O Co-CEO da Darwin, Carlos Alberto Souza Barros, expressou sua satisfação com a chegada do novo sócio. “A Darwin sempre trouxe grandes talentos do mercado segurador, e isso tem sido determinante para o nosso sucesso. A chegada de um profissional do calibre do Alex nos enche de orgulho e ânimo para seguir crescendo”, explica.

CCS-SP promove bate-papo com associados sobre momento de mudanças no mercado de seguros

Por Márcia Alves

As recentes mudanças no mercado de seguros foram um dos assuntos em pauta no tradicional almoço mensal do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), realizado no dia 6 de junho, no Terraço Itália, com a participação exclusiva de associados. O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, explicou a importância do encontro. “Esta é a essência do Clube, analisar e debater as questões que impactam a categoria e que definem os rumos do desenvolvimento do setor”, disse.

Presente no encontro, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, participou do bate-papo, abordando, dentre outros temas, a aquisição da Liberty pela HDI, o desarquivamento pelo Senado do PLC 29, que cria uma nova lei de seguro, o aumento de fraudes nos seguros, especialmente no saúde, riscos declináveis, seguro automóvel etc. “O momento atual é de muitas expectativas. Estão ocorrendo transformações estruturais que nos preocupam. Mas, já passamos por situações parecidas”, disse.

Boris Ber ponderou que as mudanças atuais no setor podem ser uma das consequências da pandemia, que intensificou o digital e modificou o comportamento do consumidor. “Hoje, existem clientes que renovam seguro empresarial por WhatsApp, algo que jamais poderíamos imaginar”, disse. Das mudanças que estão em curso no mercado segurador, como fusões, aquisições, fechamento de filiais etc., ele considera que um dos efeitos é a dificuldade dos corretores no acesso às seguradoras para a resolução de problemas.

Nesse aspecto, o presidente do Sincor-SP enalteceu o papel de assessorias, que surgiram para dar suporte aos corretores. “As boas assessorias já estão na era digital e podem oferecer instrumentos aos corretores”, disse. O presidente da Aconseg-SP, Hélio Opipari Junior, concordou e afirmou que o momento é bom para o segmento. “As assessorias se especializaram e se estruturaram para atender aos corretores não apenas no seguro automóvel, que era o seu core, mas também em outros ramos, como o saúde”, disse.

O ex-presidente e um dos fundadores do CCS-SP, Henrique Elias, trouxe ao debate a questão dos riscos declináveis. Boris Ber respondeu que o tema nunca saiu de sua agenda, tanto que, recentemente, se reuniu com a associação das resseguradoras. Ele reconheceu que a solução é difícil e que, no momento, está havendo redução de opções para a colocação de riscos. Sobre as fraudes no seguro saúde, principalmente, nos reembolsos, o presidente do Sincor-SP manifestou preocupação. “Temos reforçado o papel do corretor junto às companhias”, disse. 

No encerramento, o mentor Álvaro Fonseca destacou a importância de os corretores discutirem questões que fazem parte do futuro da categoria, mas solicitou aos associados que atuassem como multiplicadores do conteúdo apresentado. Em uma conta rápida, ele calculou que 30% dos associados são lideranças da categoria e outros 30% já ocuparam essas posições. “Somos um grupo seleto e temos a responsabilidade de multiplicar as informações para outros corretores de seguros”, disse.

Ao dar voz aos corretores, Bradesco Seguros constrói uma ponte sólida que os conecta com consumidores

Leonardo de Freitas Bradesco

Uma seguradora de banco que investe no corretor consultivo. Foi sobre isso a conversa entre o Sonho Seguro e Leonardo de Freitas, diretor comercial da Bradesco Auto/RE, seguradora de bens patrimoniais e financeiros do grupo Bradesco Seguros, que conta ainda com a vertical de previdência e vida, saúde e de capitalização. “Os corretores representam toda a força da nossa distribuição. Eles se tornaram os principais mediadores de um processo de transformação de necessidades e hábitos de consumo. E agora, mais do que nunca, desempenham uma função ainda mais ampla de consultores”, ressalta.

Ter o corretor como parceiro – são mais de 28 mil — é uma das estratégias que faz o braço de seguridade ter o maior percentual de resultado em banco. Em média, o braço de seguros tem representado 30% do resultado do segundo maior banco privado do Brasil, enquanto em seus pares a contribuição não passa de 25%. E boa parte deste feito está em ouvir o corretor de seguros e saber o que ele e seus clientes esperam da Bradesco. “O corretor é quem tem a missão de compreender e difundir o valor do seguro, levando à sociedade a proteção adequada para as pessoas, empresas e famílias”.

Freitas, um executivo que definitivamente gosta de pessoas, sedimenta a ponte que liga a instituição bancária aos corretores de seguros nos segmentos de seguros patrimoniais, pessoais e empresariais, bem como ligados ao maior peso no PIB do país, o agronegócio.  Se podemos dar um nome a esta ponte, ele é BARE, apelido da Bradesco Auto/RECompanhia de Seguros, que concentra as operações de seguros de bens e riscos financeiros do grupo Bradesco, e que tem como sócia a gigante suíça Swiss Re. 

Neste ano, depois de quase dois anos de pesquisas e conversas com corretores de seguros, o grupo Bradesco Seguros criou uma estrutura comercial que está valendo desde janeiro de 2023. “De generalistas, passamos para diretorias especialistas para entregar ao corretor o melhor do nosso grupo”, conta Freitas, que era responsável comercial da organização por todas as vendas fora do banco. Agora o executivo comanda a área comercial da BARE, que tem Ney Dias como diretor-presidente. Flávio Bitter é diretor-gerente das áreas técnicas e de produtos da Bradesco Saúde e da Mediservice, comandada por Manoel Peres. E José Pires é o diretor comercial da Bradesco Vida e Previdência e Capitalização, liderada por Jorge Nasser. 

Freitas entende que o corretor de seguros é o principal protagonista neste ciclo de maior conscientização do consumidor sobre os riscos do atual momento, desde usar a casa como homeoffice como a probabilidade de sofrer ataques cibernéticos, um dos principais riscos temidos em todo o mundo e no Brasil, diante da explosão de uso dos smartphones.  

“Um acidente na residência, no trânsito ou mesmo no celular pode afetar o patrimônio das famílias. Atentas à isso, as seguradoras criam produtos e assistências que dão apoio ao consumidor diante de uma situação difícil. O corretor é quem alerta o cliente sobre os produtos e serviços disponíveis, de acordo com os ciclos de vida e necessidades de cada pessoa. E é por isso que investimos tempo e recursos no corretor de seguros. Para que ele leve a oferta assertiva aos seus clientes e assim apoie a saúde financeira das famílias ao longo do tempo”, diz. 

Enquanto o papel do corretor é se manter próximo aos clientes, mesmo à distância, o da seguradora é ouvir os profissionais de vendas sobre o que eles necessitam para ajudá-los a levar proteção à sociedade.  O “Portal de Negócios do Corretor” e o aplicativo “BS Corretor”, plataformas online desenvolvidas para facilitar o processo de vendas e a rotina desses profissionais, foram construídos com base em diversas reuniões, presenciais e virtuais, com os corretores. “Esses encontros geram um banco de pautas sobre o que podemos aprimorar em nossos sistemas. Temos exemplos de ações muito simples e que trazem ganhos relevantes para o dia a dia de todos, como, por exemplo, mudar o nome de um dos processos e que ajudou a agilizar a jornada dos corretores e a entrega para o cliente”, cita Freitas. 

Além de diversos canais de atendimento disponíveis com os especialistas de cada área, os corretores têm acesso a todos os executivos do grupo nos diversos eventos promovidos dentro e fora da organização.  A agenda de Freitas comprova que o discurso é coerente com a realidade e não apenas um mantra. Em março passado, aconteceu a “BARE com você”, evento que reuniu executivos do grupo segurador com dezenas de profissionais de diversas regiões do Brasil. 

O objetivo foi reforçar investimentos na estratégia da companhia na construção desta “ponte”, que muitas vezes são detalhes simples e ao mesmo tempo cruciais.  “Alguns corretores não conheciam nossa sede, no Rio de Janeiro, e os profissionais com quem se relacionam no dia a dia, desde a cotação da apólice até o esclarecimento de um protocolo do processo de indenização. Este contato é extremamente importante para facilitar o dia a dia do negócio”, afirma. 

Em junho último, cerca de 800 corretores se reuniram em Comandatuba (BA), na 19ª edição do tradicional evento Talento de Seguros, considerada uma das campanhas mais disputadas do setor. Neste ano, o tema foi “Novo momento, uma nova história”. A base de cálculo da premiação é a performance dos comerciais, o que traz diversidade e inclusão ao considerar a diferente realidade entre pequenas e grandes empresas.  

“Pudemos perceber habilidades inerentes a todos eles nos discursos que davam ao abraçar o troféu, que é guardado por eles em uma redoma em seus escritórios. Entre elas destaco a empatia, a resiliência em momentos difíceis e os investimentos realizados na capacitação e na consultoria de negócios. Uma estrutura dedicada para que o cliente possa ser atendido em suas necessidades. Isso nos mantém unidos, rumo a grandes conquistas”. 

Neste estilo Bradesco de ser, o Grupo construiu plataformas digitais que se tornaram uma poderosa aliada do corretor para a realização de vendas mais ágeis, qualificadas e consultivas para os corretores e clientes, desde o primeiro para cotação e contratação do produto, até o momento do pagamento da indenização. Apesar das plataformas estarem no ar já há algum tempo, as mudanças são constantes e por isso a parceria de aprendizado entre os especialistas da Bradesco com os corretores é dinâmica. 

A disposição em ajudar a construir uma sociedade mais resiliente não tem folga. “Eu e minha equipe estamos presentes nas principais redes sociais. Aprendemos todos os dias ao ouvir nosso time. É uma construção de fora para dentro e é muito mais legítima porque temos a humildade de olhar e saber que podemos melhorar a cada dia. Estarmos acessíveis nos torna conhecedores de situações que podem ser aprimoradas para que um problema que acabou vindo até nós seja resolvido sem causar danos a toda uma cadeia de stakeholders”, explica. 

Não à toa, Freitas foi convidado para fazer parte do time de LinkedIn for Creators Brasil.  A iniciativa faz parte de um projeto global e que visa evidenciar perfis que produzem conteúdos na maior rede social corporativa do mundo. O conteúdo produzido pelo executivo é focado nos corretores de seguros, sobre tendências que são importantes para todos que atuam na área comercial e no ramo de seguros. “Sigo com meu objetivo de continuar produzindo materiais que, de alguma forma, auxiliem os profissionais, com dicas, insights e novos pontos de vista”, explicou. 

Há também educação disponível para corretores dispostos a aprimorar seus conhecimentos, por meio das plataformas. São cursos online por meio da Universeg (Universo do conhecimento do Seguro). Com conteúdos exclusivos, os parceiros comerciais podem aprimorar o conhecimento para seus negócios, desde os produtos até a regulamentação do setor. 

Os encontros com corretores impulsionam os benefícios ao consumidor, que quanto mais satisfeito está, mais fiel se torna a marca e ao corretor. Um dos exemplos é o uso de IA que dá suporte nas análises de danos e detecção de perda total de automóveis. Os corretores ganham muitos pontos com o cliente satisfeito com a rapidez da liberação da indenização de um veículo com perda total ou aprovação do orçamento na oficina se o caso for perda parcial. 

Outro exemplo é o seguro Auto Light, que pode custar até 30% menos que o seguro tradicional. Num período de orçamento mais apertados das famílias, a solução se mostrou valiosa. No primeiro trimestre deste ano, o Auto Light registrou crescimento de 30% nas vendas, comparado ao mesmo período do ano anterior.  

A colheita de tanta dedicação da equipe já aparece nos resultados. O faturamento do grupo Bradesco Seguros registrou expansão de 13% no primeiro trimestre de 2023, frente ao mesmo período de 2022, totalizando R$ 25 bilhões. A evolução do faturamento, a melhora do índice de comercialização e a boa performance da margem financeira contribuíram para o avanço do resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, que alcançou R$ 3,7 bilhões no trimestre, crescimento de 11,7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, superando o guidance do grupo segurador estabelecido para o ano, de 6% a 10%. 

Em seguros, é sabido que por mais que se invista em tecnologia, nada é mais vitorioso do que uma estratégia que tem funcionários e corretores de bem com a vida para encantar o cliente.  “Tenho certeza de que os resultados serão impactados por nossas estratégias em criar uma jornada de fora para dentro, ouvindo nosso principal canal de vendas”, acredita Leonardo de Freitas. 

PIS/Cofins deve incidir sobre toda a atividade empresarial, incluindo bancos e seguradoras

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos na noite de segunda-feira (12) a favor da União para dizer que o PIS/Cofins deve incidir sobre toda a atividade empresarial. Isso porque a seguridade social é financiada não só pelo faturamento, mas também pela receita das empresas, de acordo com a tese vitoriosa na madrugada desta terça-feira, informa o Valor.

De acordo com o Ministério da Fazenda, as perdas, em caso de derrota, seriam de R$ 115 bilhões em arrecadação. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) discorda dos cálculos do Ministério da Fazenda e afirma ter feito levantamento que estima perdas de R$ 12 bilhões. O caso chegou ao Supremo em 2010 e começou a ser julgado em dezembro do ano passado. Como tem a chamada repercussão geral, o entendimento da Corte valerá para todas ações semelhantes em trâmite no Judiciário. 

A expectativa é de grande impacto em seguros, uma vez que o voto do ministro Dias Toffoli no processo que discute se há cobrança de PIS e Cofins sobre os prêmios que recebem dos clientes que contratam as apólices. Toffoli votou a favor da tributação, mas fez uma ressalva importante: rendimentos decorrentes dos “ativos garantidores” ficam de fora.

A reportagem do Sonho Seguro solicitou às seguradoras qual o impacto das medidas. Assim que o pedido de entrevista for respondido, será publicado. Por enquanto, a CNseg, Confederação Nacional das Seguradoras, informou ao Sonho Seguro que só irá se pronunciar sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal, que discute a incidência de PIS/Cofins sobre receitas financeiras, após publicação do acórdão referente ao seguro.

O processo que está em análise no STF envolve a Axa Seguros e, apesar de não ter repercussão geral, é relevante por ser leading case para as seguradoras. Considerando somente o ano de 2016 – quando o julgamento foi interrompido nas últimas vezes – o impacto seria de R$ 26,9 bilhões, segundo o Valor.

As perdas dos bancos foram divulgadas pelo Valor. Segundo o levantamento da Febraban, os maiores impactados serão Santander (R$ 4,2 bilhões), que no primeiro trimestre havia revertido essa provisão; Bradesco (R$ 2,906 bilhões), que diz que o valor está totalmente provisionado; Mercantil (R$ 1,2 bilhão); BTG (R$ 1,1 bilhão), que diz que esse passivo está integralmente depositado; Daycoval (R$ 851 milhões), que diz estar integralmente provisionado; Itaú (R$ 672 milhões), que nesse caso tem saldo do depósito judicial de R$ 667 milhões; Banco GM (R$ 537 milhões), integralmente provisionado; BNP (R$ 451 milhões), totalmente provisionado; e BofA (R$ 133 milhões), integralmente provisionado. No caso do Mercantil, o processo não aparece no balanço, pois a chance de perda era classificada como remota, mas a Febraban diz que o banco mantém contingente de R$ 1,2 bilhão.