Famílias das vítimas do submarino podem processar OceanGate, apesar das renúncias de responsabilidade

Fonte: Reuters

Isenções de responsabilidade assinadas por passageiros de um submersível perdido no mar durante um mergulho nos destroços do Titanic podem não proteger o proprietário da embarcação de possíveis ações judiciais por parte das famílias das vítimas, disseram especialistas jurídicos.

O submersível Titan desapareceu no domingo com cerca de duas horas de mergulho e foi encontrado em pedaços no fundo do oceano depois do que a Guarda Costeira dos EUA disse na quinta-feira ter sido uma “implosão catastrófica” de sua câmara de pressão.

Acredita-se que os passageiros, que pagaram até US$ 250.000 cada para viajar a 12.500 pés abaixo da superfície, assinaram isenções de responsabilidade. Um repórter da CBS que fez a viagem com a OceanGate Expeditions em julho de 2022 relatou que o termo de responsabilidade que ele assinou mencionava a possibilidade de morte três vezes apenas na primeira página.

A Reuters não pôde confirmar de forma independente os termos das renúncias da OceanGate. A OceanGate não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários na quinta-feira.

As renúncias nem sempre são rígidas e não é incomum que os juízes as rejeitem se houver evidências de negligência grave ou perigos que não foram totalmente divulgados.

“Se houver aspectos do projeto ou construção desta embarcação que foram mantidos em sigilo pelos passageiros ou se ela foi operada conscientemente, apesar da informação de que não era adequada para este mergulho, isso iria absolutamente contra a validade da renúncia”, disse o advogado e especialista em direito marítimo Matthew D. Shaffer, que mora no Texas.

A OceanGate poderia argumentar que não foi grosseiramente negligente e que as renúncias se aplicam porque descreviam completamente os perigos inerentes ao sondar as profundezas do oceano em um submersível do tamanho de uma minivan. O grau de qualquer negligência potencial e como isso pode afetar a aplicabilidade das renúncias dependerá das causas do desastre, que ainda estão sob investigação.

“Existem tantos exemplos diferentes do que as famílias ainda podem reivindicar, apesar das renúncias, mas até que saibamos a causa, não podemos determinar se as renúncias se aplicam”, disse o advogado de danos pessoais Joseph Low, da Califórnia.

A OceanGate é uma pequena empresa sediada em Everett, Washington, e não está claro se ela possui ativos para pagar danos significativos, caso algum deles seja concedido, mas as famílias podem cobrar da apólice de seguro da empresa, se houver.

As famílias também podem buscar indenização de terceiros que projetaram, ajudaram a construir ou fabricaram componentes para o Titã se forem considerados negligentes e causadores da implosão.

A OceanGate poderia tentar se proteger de danos entrando com a chamada ação de limitação de responsabilidade sob a lei marítima, que permite que os proprietários de embarcações envolvidas em um acidente peçam a um tribunal federal que limite quaisquer danos ao valor atual da embarcação. Como o Titã foi destruído, isso seria zero.

Mas a OceanGate precisaria provar que não tinha conhecimento de possíveis defeitos com o submersível e carregaria o ônus da prova, que especialistas jurídicos disseram ser um ônus difícil de cumprir.

Se a OceanGate falhasse em tal caso, as famílias estariam livres para abrir processos por negligência ou homicídio culposo. As famílias não foram localizadas na quinta-feira. É possível que nenhum deles processe.

Outra lei marítima, a Lei da Morte em Alto Mar, permite que as pessoas que dependiam financeiramente de alguém que morreu em um acidente naval busquem apenas a parte dos ganhos futuros dessa pessoa que teriam recebido de outra forma. Os autores não podem recuperar perdas por danos morais nesses casos.

O que a OceanGate sabia sobre a segurança da embarcação e o que os passageiros ouviram sobre isso seriam as questões centrais durante a descoberta, um processo durante o qual as partes compartilham informações sobre um caso.

Prudential do Brasil: protegendo vidas há 25 anos

Fonte: Prudential

Durante duas décadas e meia, a Prudential do Brasil construiu uma sólida trajetória de crescimento, fundamentada em levar cobertura securitária e proteção familiar a cada vez mais brasileiros. Com um compromisso firme com seus valores e princípios, a maior seguradora independente do ramo de pessoas do país, liderou a transformação da indústria de seguros de vida no país, oferecendo soluções cada vez mais alinhadas às necessidades da população.

Recentemente, a Prudential superou a marca de 3,5 milhões de vidas seguradas e já devolveu para as famílias brasileiras mais de R$ 3 bilhões em benefícios pagos. Desde o início de sua história no Brasil, a empresa tem sido pioneira em lançar produtos inovadores, como o primeiro seguro de doenças graves para crianças e adolescentes com idades entre 2 e 13 anos. Em seu portfólio de produtos, a empresa conta com coberturas vitalícias e temporárias, que incluem proteções para acidentes pessoais, doenças graves, invalidez, cirurgias e quebra de ossos, fortalecendo o conceito de oferecer soluções para serem utilizadas em vida.

Ampliar o acesso ao seguro de vida no país é outra prioridade para a Prudential. Uma das iniciativas da seguradora para tornar o produto mais acessível a outras camadas da população, especialmente, profissionais autônomos, foi ingressar no mercado de seguro de vida massificado. A parceria firmada com o Mercado Pago leva uma proposta de valor baseada na necessidade do cliente e oferece produtos personalizados que podem ser contratados de forma 100% digital, desburocratizada e focada na agilidade do pagamento do benefício por meio de uma conta digital.

Todo os seus negócios são pautados pela ética, comprometimento e integridade. Pelo novo ano consecutivo, a companhia foi eleita uma das empresas mais éticas do mundo, certificação concedida pelo Ethisphere Institute, líder global na definição e avanço das melhores práticas de éticas empresariais. Com coragem e compromisso de proteger pessoas, famílias e patrimônios, a Prudential do Brasil foi a primeira seguradora a anunciar o pagamento de benefícios por Covid-19, mesmo diante de cláusulas que excluíam pandemias e epidemias dos contratos de seguros de vida. Essa iniciativa reforçou o compromisso da Prudential de estar ao lado de seus segurados nos momentos mais desafiadores.

Otimista com o futuro, a Prudential do Brasil aposta confiante em sua estratégia de crescimento para os próximos anos, diversificando e fortalecendo seus canais de distribuição, expandindo sua rede de franquias e investindo forte em inovação, tecnologia, novos produtos e serviços. Até 2015, prevê alcançar cinco milhões de vidas protegidas, e para atingir essa meta arrojada, irá acelerar a cultura centrada no cliente, liderando iniciativas que aprimorem a experiência de seus segurados, franqueados e parceiros.

MAG Seguros realiza primeira edição da Conexão MAG Mercado

Fonte: MAG

Buscando ampliar as oportunidades de comercialização do seguro de vida individual no mercado brasileiro, a MAG Seguros realiza pela primeira vez a Conexão MAG Mercado, iniciativa que reunirá semanalmente corretores independentes de todo o país. A ação, que vai até 30 de agosto, conta com a participação de mais de 600 profissionais e tem o objetivo de capacitar os corretores em diversas frentes, a fim de possibilitá-los atuar no setor que mais cresce no mercado segurador – 9,5% no seguro de pessoas e 17,1% no seguro de vida individual, no Q1 deste ano, de acordo com dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). 


“Nossa ideia é capacitar os corretores inscritos em diversas frentes. Fazê-lo, por exemplo, avaliar e entender o cenário econômico do país, ajudá-lo na abordagem junto ao cliente e aprimorar suas técnicas para comercialização do seguro de vida individual. Acredito que seja a primeira vez que uma iniciativa tão profunda e organizada é realizada a fim de capacitar os profissionais para este segmento, de tão alto potencial de mercado”, destaca Waldemir Fiorio, superintendente de Negócios e Mercado da MAG Seguros.


A abertura do Conexão MAG Mercado contou com uma palestra comandada por Cátia Tarabal, superintendente de Analytics, Pesquisa e Produtos. Como introdução à série de encontros, a convidada apresentou um pouco mais do contexto econômico do país, abordou sobre a demografia da sociedade brasileira e mostrou aos corretores de todos os ramos o potencial do mercado segurador, em especial do seguro de vida.


Conexão MAG Mercado é uma iniciativa 100% online e irá reconhecer os profissionais com a chancela da MAG Universidade, instituição que busca a formação continuada de colaboradores e corretores de seguros de vida e previdência parceiros, que têm à disposição um amplo portfólio de materiais e cursos voltados ao aprimoramento profissional.

Saiba quais são os primeiros painelistas confirmados

A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), entidade responsável pela organização da 38ª edição da FIDES, acaba de anunciar seis palestrantes confirmados para o encontro que reunirá entidades da indústria seguradora das Américas e Península Ibérica entre os dias 24 e 26 de setembro deste ano, no Centro de Convenções & Hotéis Windsor, no Rio de Janeiro.

“A Fides acontece a cada dois anos, porém, com a COVID-19, a última edição, que seria em 2021, não pode acontecer. O evento é uma oportunidade única para promover networking com grandes profissionais e, também, saber mais sobre tendências e perspectivas para o mercado segurador a médio e longo prazos”, explica Dyogo Oliveira, presidente da CNseg. 

Além dos keynotes Luis Alberto Moreno, ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia (2008), que já foram confirmados para a ocasião, confira abaixo os painelistas que marcarão presença no evento.

Painel: Transformação Digital

Roberto Santos – Presidente da Porto Seguro

Marcador com preenchimento sólidoBrasil

Homem com óculos de grauDescrição gerada automaticamente

Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense, Santos faz parte do Grupo Porto há 22 anos. Além de ocupar o cargo de presidente do Conselho Diretor da CNseg, o profissional também esteve na mesma cadeira no Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e, ainda, foi professor da Escola Nacional de Seguros. 

Painel: Insurance Global Trends

Daniel Castilho – Vice-presidente de Subscrição do IRB (Re)

Marcador com preenchimento sólido Brasil

Homem de camisa azul sorrindoDescrição gerada automaticamenteCom uma trajetória de quatro décadas dedicadas ao setor de resseguros, tendo atuado em áreas técnicas de sinistros e de subscrição, o vice-presidente de Subscrição do IRB (Re), Daniel Castillo, acumula posições de liderança nacional e regional em diversas partes do mundo. É graduado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e possui MBA da Queen’s University, do Canadá.

Painel: ASG 

Bárbara Buchner – Diretora-geral Global da Climate Policy Initiative – CPI

Marcador com preenchimento sólidoÁustria

Foto do perfil de Barbara BuchnerBarbara Buchner é diretora administrativa global da iniciativa de política climática. Nomeada uma das 20 mulheres mais influentes em mudanças climáticas e uma das 100 pessoas mais influentes na política climática, Barbara assessora líderes sobre investimentos em clima, energia e uso da terra em todo o mundo.

Kaspar Mueller – Presidente de resseguros para a América Latina da Swiss Re

Marcador com preenchimento sólidoSuíça

Foto do perfil de Kaspar MüllerCom mais de 20 anos no mercado, Kaspar Mueller é presidente de resseguros na América Latina da Swiss Re. Mueller iniciou sua carreira como analista financeiro para investimentos alternativos na mesma empresa. Posteriormente, trabalhou para uma empresa de consultoria de gestão com clientes de seguros e bancos. O profissional possui mestrado em finanças pela Universidade de Zurique.

Painel: Segurança Cibernética 

Gil Arazi – Fundador e sócio-gerente da insurtech FinTLV Venture Capital

Marcador com preenchimento sólidoIsrael

Foto do perfil de Gil AraziFundador e sócio-gerente da insurtech FinTLV Venture Capital, empresa de capital de risco de insurtech (tecnologia de seguros), líder global em fase avançada (Hippo, Next Insurance, Unqork, Corvus, wefox e muito mais), Arazi possui 20 anos de experiência como executivo sênior e membro do conselho das maiores seguradoras de Israel e é um empreendedor sazonal no ecossistema de startups de insurtech, além de ser um CPA (Israel).

Hank Watkins – Diretor regional e presidente para as Américas da Lloyd’s

Marcador com preenchimento sólidoEUA

Foto do perfil de Hank WatkinsHank é responsável pela implementação da estratégia do Lloyd’s nos Estados Unidos, Canadá, América Latina e Caribe. Formado pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, ele é membro do Conselho de Supervisores da Escola de Gerenciamento de Riscos da St. John’s University e faz parte dos conselhos da Insurance Industry Charitable Foundation e da Insurance Federation of New York.

INGRESSOS

Representantes de 39 países já garantiram ingressos para a maior conferência de seguros da América Latina, a FIDES Rio 2023, que será realizada na capital carioca, entre 24 e 26 de setembro de 2023. Além do Brasil, que lidera o ranking com 35,2% dos ingressos vendidos, aparecem na lista os Estados Unidos, com 13,6%; Reino Unido, com 6,6%; Argentina, com 5,6%; e México e Colômbia empatados com 4,5%. O ranking dos top 10 países é finalizado com Paraguai e Alemanha, com 3,1%; e Equador e Bolívia, com 2,9%.  

Participantes da Suíça, Barbados, Eslovênia, Índia, Singapura, Afeganistão, Israel e Bulgária também já estão confirmados. Com pouco mais de três meses restantes para a realização do evento, 72% dos ingressos disponíveis já foram vendidos.

Para saber mais sobre o evento e garantir seu ingresso acesse aqui.  

CNseg: 72 anos dedicados à democratização do seguro


Fonte: CNseg

Criada em 25 de junho de 1951, sob o nome Federação Nacional das Empresas de Seguros (Fenaseg), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) completa 72 anos. A entidade mantém firme seu propósito de contribuir para o desenvolvimento dos seguros, previdência privada e capitalização no país e, como consequência, da própria economia nacional. 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, que completou um ano de gestão à frente da entidade, ressalta que a Confederação tem cumprido com enorme sucesso seu papel e que há muitos avanços nas mais diferentes áreas. “A nossa grande meta é democratizar cada vez mais o seguro, e temos dado passos importantes nessa direção.”

Para alcançar esses objetivos, a entidade recentemente lançou duas iniciativas, que são o Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador e a Agenda Institucional do Setor.  Ambas visam ampliar o acesso de pessoas e empresas à proteção securitária e contribuir para o desenvolvimento da economia brasileira. 

Oliveira comenta que, além desses projetos, a Confederação tem promovido uma comunicação muito mais efetiva, em uma estratégia de popularização do seguro visitando vários estados, tendo maior engajamento com o poder público além de participar de eventos nacionais e internacionais relevantes, liderando pautas importantes e sendo reconhecida pelas autoridades.

“Hoje, o seguro representa 6,2% do PIB brasileiro. Nossa expectativa é avançar para 10% em 2030. Estamos trabalhando com o propósito de aumentar em 20% o número de consumidores protegidos com os produtos do mercado segurador”, concluiu Oliveira.

Embora a fundação da Confederação conte da data de sua oficialização, em 25 de junho de 1951, quando estavam presentes delegados dos Sindicatos de Seguradoras de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, o reconhecimento pelo Ministério do Trabalho ocorreu apenas em 30 de novembro de 1953, quando congregou também o Sindicato de Pernambuco, atingindo assim o número mínimo de sindicatos requerido pela legislação vigente.

Alper anuncia duas novas vice-presidências

A Alper Consultoria em Seguros anuncia a criação de duas novas vice-presidências. A estratégia faz parte do atual momento da companhia de forte crescimento de negócios, o que permite que a empresa continue investindo em novos talentos e executivos de ponta para suportar a expansão de longo prazo.

A vice-presidência de Cativas, Risk Management & Sinistros RE será comandada por Marcelo Elias. O executivo tem uma vasta experiência de mais de 29 anos na Marsh, outros 4 anos na Lockton, e uma enorme capacidade técnica para comandar novas funções e responsabilidades.

Já Alexandre Boccia será responsável por comandar a vice-presidência de Bancassurance, Massificados & Filiais. O executivo tem mais de 30 anos no mercado de seguros liderando negócios nessas áreas e a expansão de negócios e filiais em diversas seguradoras. Boccia foi CEO da Aon Affinity, da Conecta, da Zurich Life do BNP Cardif. Além disso, ele possui experiência nacional e internacional em seguradoras como ACE, Chubb e AIG.

Os executivos assumem as novas VPs a partir de hoje (23/06), e se reportam ao CEO da companhia, Marcos Couto. 

“Estou muito otimista com este novo momento, certo de que o Marcelo Elias e o Alexandre Boccia serão peças fundamentais no nosso projeto de longo prazo e expansão dos negócios em suas linhas de responsabilidade”, afirma Couto. 

Entenda como o seguro protege o produtor rural de fenômenos climáticos

Nos últimos dois anos, a safra brasileira sentiu os reflexos do fenômeno climático La Niña. Especialmente estados do Sul do país, como o Rio Grande do Sul, que chegou a registrar perda de mais de R$ 1 bilhão em 2022 devido à seca, impactando principalmente as lavouras de soja e milho. No Sudeste, não é incomum a ocorrência de eventos climáticos que podem prejudicar as lavouras, como a chuva de granizo.

No episódio desta quinta-feira (22) do videocast Tá Seguro? (disponível no canal do InfoMoney no Youtube e nas plataformas de podcast, como o Spotify) dois produtores de diferentes regiões do país contam suas experiências com safras em que enfrentaram problemas climáticos e como o seguro foi utilizado para amenizar as perdas financeiras.

Crescimento do setor de seguros no Brasil é destaque em estudo da Allianz

Allianz estudo

A Allianz publicou seu mais recente “Relatório Global de Seguros”, que analisa o desenvolvimento dos mercados de seguros em todo o mundo. De acordo com o relatório, a receita global de prêmios de seguros totalizou 5,6 trilhões de euros em 2022. Vida continua a ser o maior segmento (2,6 trilhões de euros), à frente de Ramos Elementares (P&C) (1,8 trilhão de euros) e de Saúde (1,1 trilhão de euros). Em 2022, o pool de prêmios globais cresceu 259 bilhões de euros ou 4,9% – tendo como cenário uma taxa de inflação global de 8,6%.

Os três segmentos, no entanto, tiveram desempenho muito diferente: enquanto Ramos Elementares (P&C) registrou crescimento robusto de 8,7%, Saúde expandiu de forma mais modesta, com aumento de 4,9%. O avanço do mercado de seguros de Vida foi de modestos 2,4%: a renda real reduzida das famílias afetou poupanças privadas. 

A alta nos prêmios de Ramos Elementares (P&C) foi impulsionada por todas as regiões ao redor do globo. No entanto, com 77,5 bilhões de euros (aumento de 9,9%), mais da metade do avanço global em 2022 veio apenas da América do Norte. Com uma receita em prêmios de 860 bilhões de euros, a região continua a ser, de longe, o maior mercado a nível mundial. A Ásia também registrou um crescimento saudável de 8,4% no ano passado, com 31 bilhões de euros). Com uma receita total de prêmios de quase 403 bilhões de euros, a região ultrapassou a Europa pela primeira vez (+4% ou 15 bilhões de euros, chegando a 397 bilhões de euros). 

Os mercados do seguro de Vida sofreram no ano passado, particularmente na Europa Ocidental: a receita de prêmios caiu 2,7% em 2022 (-21 bilhões de euros, chegando a 740 bilhões de euros). O crescimento na Ásia não atingiu o esperado, registrando um aumento modesto de +3,6% (+33 bilhões de euros, chegando a 952 bilhões de euros). Tal como em Ramos Elementares (P&C), a América do Norte foi o principal impulsionador de crescimento em 2022, com +7,8% ou 61 bilhões de euros, saltando para 840 bilhões de euros. O domínio dos Estados Unidos é ainda mais visível na área de Saúde, respondendo por cerca de dois terços de toda a receita de prêmios mundial. 

Crescimento de dois dígitos no Brasil 

O mercado de seguros do Brasil aumentou 6,9 bilhões de euros ou 19,9% em 2022, atingindo uma receita total de prêmios de 41,8 bilhões de euros. O aumento foi impulsionado pelo segmento de Ramos Elementares (+24,3%), que se manteve, naturalmente, como o maior, com 21,5 bilhões de euros em receitas de prêmios. Os outros dois segmentos, no entanto, também apresentaram crescimentos robustos: os prêmios de Vida aumentaram 14,8%, para 8,7 bilhões de euros; e os prêmios de Saúde com 15,9% a mais, chegaram a 11,6 bilhões de euros. 

Âncora em tempos turbulentos 

Em termos econômicos, navegar em um ambiente inflacionário será o maior desafio nos próximos anos. Cinco fatores estruturais determinarão a inflação, os “Cinco Ds”: demografia, “desglobalização”, descarbonização, digitalização e dívida. No geral, os cinco Ds podem elevar significativamente a inflação anual em até 1%.  “O seguro comprova seu valor em tempos turbulentos, de alta inflação e baixo crescimento”, disse Ludovic Subran, economista-chefe do Grupo Allianz. “O setor de seguros não pode atuar diretamente na inflação, mas pode suavizar o impacto ao longo do tempo, atuando como uma espécie de amortecedor.  De acordo com o Eurostat, por exemplo, a inflação em seguros Pessoais, como Automóvel e Residência, ficou atrás da inflação global por uma ampla margem no ano passado. O seguro é um amortecedor essencial, pois suaviza a curva do ciclo econômico para seus clientes.” 

Continuidade em primeiro plano 

Apesar do aumento na inflação – ou, talvez, precisamente por causa dele – os prêmios deverão aumentar 5,2% na próxima década, acrescentando 4,19 bilhão de euros ao resultado global de prêmios. Em 2033, os prêmios atingirão 4,3 trilhões de euros no seguro de Vida, 3,1 trilhões de euros em Ramos Elementares (P&C) e 2,3 trilhões de euros em Saúde. 

 Com 1,726 bilhão de euros, a maior parte do aumento será no segmento de Vida. Contudo, o crescimento anual (+4,7%), na próxima década, deverá ficar muito aquém do crescimento econômico geral (+5,2%). A penetração dos seguros cairá, dessa forma, três pontos percentuais, chegando a 2,8%. A Ásia (exceto Japão) continuará a ser o motor de crescimento dos negócios globais em seguro de Vida, com um aumento anual esperado de 7,5%. A região deverá responder por metade do crescimento absoluto dos prêmios (866 bilhões de euros), mais do que a América do Norte (377 bilhões de euros) e a Europa (276 bilhões de euros) juntas.

No segmento de Ramos Elementares (P&C), os prêmios adicionais chegarão a 1,282 bilhão de euros até 2033. Isso representa uma taxa de crescimento anual de 5%, em linha com a década anterior (5,1%) e o crescimento econômico geral (5,2%); dessa forma, a penetração dos seguros diminuirá apenas ligeiramente em 1 ponto percentual, para 2%. Como no segmento de Vida, a Ásia (exceto o Japão) é a campeã de crescimento entre as principais regiões, com uma taxa anual de +8,1%. Em termos absolutos, no entanto, a importância da região é menor que no segmento de Vida: “apenas” cerca de 35% do crescimento esperado (448 bilhões de euros) é atribuível à Ásia, contra 357 bilhões de euros na América do Norte e 168 bilhões de euros na Europa. 

No Brasil, os prêmios de seguros devem aumentar 9% ao ano. A dimensão total do mercado atingirá 108 bilhões de euros em 2033. Ramos Elementares (P&C) deve continuar a ser o segmento mais importante (51 bilhões de euros), seguido de Vida (29 bilhões de euros) e de Saúde (28 bilhões de euros).  

Transformação na sequência 

Levando em consideração as grandes transformações tecnológicas e os novos e crescentes riscos, esta previsão – que sugere, de certa forma, uma continuidade – pode surpreender. No entanto, isso se aplica apenas ao primeiro plano de crescimento dos prêmios. As mudanças subjacentes são dramáticas. 

A tecnologia vai mudar a forma como as seguradoras operam. Os ecossistemas, por exemplo, desempenharão um papel decisivo no acesso do cliente, oferecendo não apenas produtos individuais, mas soluções abrangentes para as suas necessidades, seja para mobilidade, moradia, viagens, renda ou saúde. A inteligência artificial abre possibilidades inimagináveis na análise de dados, revolucionando toda a cadeia de valor, desde a subscrição até o tratamento de sinistros. 

“Preservando sua relevância social, a indústria enfrenta uma mudança fundamental em seu modelo de negócios”, disse Michaela Grimm, coautora do Relatório. “A proposta de valor das seguradoras evoluirá de pura compensação financeira para gestão de riscos e ofertas holísticas de serviços, que previnam e mitiguem riscos. Isso segue uma lógica inescapável: para fechar as enormes lacunas de proteção – em catástrofes naturais, cyber, saúde ou previdência – mobilizar mais prêmios pode não ser suficiente. Evitar riscos, em primeiro lugar, torna-se cada vez mais importante.”

Aon, Lloyd’s e VIG vão apoiar na reconstrução da Ucrânia

Aon, o Lloyd’s e o Vienna Insurance Group (VIG) vão reunir esforços para fornecer coberturas de seguros à Ucrânia, a fim de apoiar a reconstrução do país afetado pelo conflito europeu, anunciou o Lloyd’s nesta quarta-feira.

O compromisso segue o anúncio do primeiro-ministro britânico Rishi Sunak sobre um novo quadro para o seguro de riscos de guerra. O Lloyd’s afirmou que as empresas se comprometem a “acelerar o acesso” aos seguros, tanto para as empresas internacionais como para as empresas nacionais ucranianas.

“Este compromisso único do Lloyd’s, da VIG e da Aon reúne a experiência comprovada da indústria seguradora em soluções inovadoras de gestão de riscos e de capital, pelo que, com urgência e energia, vamos ajudar a restaurar o bem-estar social dos cidadãos, das comunidades e das empresas na Ucrânia”, afirmou Dominic Christian, presidente global de soluções de resseguro da Aon, em comunicado.

O objetivo é proporcionar acesso rápido a uma capacidade de (re)seguro suplementar estrangeira para apoiar as empresas que operam na Ucrânia com exposição a riscos das indústrias transformadora e de construção, e excluindo as coberturas de guerra. A iniciativa faz parte da Parceria de Financiamento Privado entre o Reino Unido e a Ucrânia.

“A região da Europa Central e Oriental é o nosso mercado de origem e estamos presentes na Ucrânia desde 2004”, referiu Peter Höfinger, membro do conselho de administração da VIG. “Em conformidade com a nossa estratégia de longo prazo, claramente seguida nos nossos mercados, consideramos que é nosso compromisso moral apoiar as empresas ucranianas no processo de reconstrução. Com esta parceria, estamos satisfeitos por podermos utilizar as capacidades internacionais do Lloyd’s e da Aon e por disponibilizarmos a nossa experiência local no setor dos seguros ucraniano.”

O diretor executivo do Lloyd’s, John Neal, acrescentou: “ao garantir que o mercado de seguros do país dispõe do capital necessário para liderar soluções de seguros para os seus clientes, apoiados pelo poder financeiro da indústria internacional de (res)seguros, podemos ajudar a reforçar a capacidade de resistência económica da Ucrânia à medida que recupera e reconstrói.”

Renato Santos assume o cargo de Diretor Financeiro e Administrativo na Seguros SURA 

A Seguros SURA anuncia a chegada de Renato Santos na posição de Diretor Financeiro e Administrativo. O novo executivo dará sequência a estratégia de aprimoramento e sofisticação da área financeira da organização.

Renato Santos, acredita no potencial econômico da empresa, e está confiante na evolução do setor que irá comandar. “Estou muito feliz em assumir esse novo desafio na SURA, vejo que temos um grande potencial de negócios, pois cada vez mais a companhia investe em soluções de seguros capaz de proteger as necessidades atuais do consumidor. Com um robusto trabalho em equipe e com o apoio dos nossos parceiros, o objetivo é seguir alavancando as metas de crescimento e garantir a solidez financeira da seguradora”, comenta. 

Com MBA Executivo pelo Insper, e pós-graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o executivo possui 27 anos de atuação na indústria de seguros, tendo passado por algumas das maiores seguradoras do Brasil.