CongreNorte potencializa qualificação e relacionamentos do mercado de seguros na região Norte

Por Thais Ruco

 O Congresso Norte de Corretores de Seguros – CongreNorte – reuniu na última semana, dias 28 e 29 de junho, mais de 800 profissionais da região e de todo o país. O evento idealizado e realizado pelos sindicatos de corretores de seguros da Região Norte, este ano aconteceu em Manaus, tendo o Sincor Amazonas-Roraima como anfitrião.

“Nosso objetivo é o de promover o melhor networking possível e ajudar os corretores de seguros, principalmente os da região Norte, a se desenvolverem cada vez mais, fazendo com que evoluam profissionalmente e cresçam seus negócios, aproveitando todas as oportunidades que a região possui e de forma sustentável”, declarou o presidente do Sincor AM/RR, Erico Parente, na abertura do evento. Ele esteve acompanhado dos colegas: Jair Conceição, presidente do Sincor Tocantins; Margarete Braga, presidente do Sincor Pará; e Tiago Sarturi, presidente do Sincor Rondônia e Acre.

Erico Parente destacou a importância dos eventos e cursos de qualificação para desenvolver ainda mais o mercado de seguros na região Norte. “No estado do Amazonas, temos 512 profissionais habilitados e apenas 370 empresas corretoras de seguros, para uma população de 3.941.175 habitantes, segundo o último Censo. O estado do Pará, por exemplo, tem 410 empresas corretoras de seguros para uma população de 8.116.132 habitantes. O total de corretoras de seguros para toda a região Norte é de apenas 1.198 empresas. São milhares as cidades mais afastadas dos centros onde existe demanda por produtos de seguros, e os consumidores acabam sem ter acesso às oportunidades que o mercado segurador oferece principalmente por falta de conhecimento e orientação, trabalho que deve ser realizado por um corretor habilitado. Para aqueles que já têm a habilitação, a formação deve ser constante também para se manterem fortes e atuantes”.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, ressaltou a importância de levar qualificação ao corretor, que é o grande distribuidor de seguros no Brasil. “90% de todos os contratos de seguros são feitos pelas mãos dos corretores. Somos hoje mais de 130 mil profissionais em todo o país, um pouco menos de 3 mil na região Norte. Essas 58 mil corretoras em atividade no Brasil empregam milhares de pessoas, a maioria está na ponta, nas vendas, por isso a qualificação é objeto de preocupação e de foco do setor”, disse.

Vergílio explicou o sucesso do corretor de seguros no mercado. “O corretor é um assessor, um consultor, outros países ficam encantados com nosso modelo de distribuição no Brasil, em que o distribuidor não custa nada para a seguradora, faz a prospecção do negócio, boa parte da subscrição, gestão do risco, e com parte do que a seguradora recebe do cliente ela vai remunerar. E não para aí, tem durante toda a vigência da apólice um trabalho de assessoramento ao cliente. É o melhor cobrador de parcelas em atraso da seguradora. E na hora do sinistro, é mais ‘sinistro’ para nós corretores do que para qualquer um, porque estamos sempre a postos, o corretor não deixa faltar proteção, amparo, atende o segurado”, defendeu.

Com esse perfil, o corretor não pode deixar de investir em tecnologia, precisa estar contextualizado com o tempo presente, com as ferramentas tecnológicas, “que não são ameaça, mas grande aliada do corretor de seguros”. “As insurtechs que não incluíram o corretor deram com os burros n’água, porque quem quer o corretor é o consumidor. Precisamos proteger as pessoas e as suas conquistas, entender que é uma responsabilidade muito grande, para que possamos cumprir nossa missão com qualificação, não deixar nunca de se se atualizar. Com tecnologia e aperfeiçoamento o corretor de seguros continuará sendo relevante na região Norte e em qualquer outra do país”.

Correios vão vender seguros da Previsul nas agências em 2024 

Fonte: Agência Brasil

Em busca da diversificação de serviços e como estratégia de recuperação financeira, os Correios passam a oferecer produtos de seguros nas agências e nos canais digitais. O serviço será ofertado em parceria com a vencedora do processo licitatório, a Previsul, que propôs a aplicação de R$ 150 milhões em investimentos na empresa pública.

O início das operações está previsto para janeiro de 2024, quando as mais de 10 mil agências distribuídas em todos os municípios brasileiros passarão a vender seguros de vida, residencial, funeral e de riscos variados, para atender a clientes tanto na área profissional, quanto na pessoal.

Em nota, a instituição informou que com o investimento, os Correios poderão colocar em funcionamento uma nova divisão, que será responsável exclusivamente pela oferta do serviço.

Segundo o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, esta é a primeira de uma série de ações que a empresa deve anunciar nos próximos meses, dentro da estratégia de recuperação de receita. Após uma crise que teve início antes da pandemia e o próprio impacto causado na economia pela covid-19, a empresa foi retirada do Programa Nacional de Desestatização e aposta na extensão da rede de agências e na longa experiência de atendimento ao público para alcançar a recuperação econômica. “Nossa estratégia é diversificar e ampliar os serviços dos Correios, de forma a aumentar a relevância da estatal no mercado e atender às necessidades da população, proporcionando aos consumidores opção confiável e acessível no segmento de seguros”, explica Fabiano.

A Previsul é uma empresa com 110 anos de experiência no setor, que integra a empresa francesa CNP Assurance. Como vencedora da licitação, ela poderá oferecer o serviço de seguros nos Correios por dez anos, podendo depois renovar o contrato pelo mesmo período.

Artigo: Franquia nos planos de saúde. Por que não utilizar?

custo da saude

Roberto Parenzi, diretor do Grupo Capitolio

Até onde sei e já tive a oportunidade de presenciar, os seguros de saúde nos Estados Unidos da América, aplicam, de forma generalizada, uma espécie de franquia.

Em geral, é preciso pagar uma quantia extra para consultas médicas, exames, tratamentos e outros serviços não incluídos. Quanto mais cara for a mensalidade fixa, menos o usuário do plano terá de pagar a cada vez que utilizar o convênio, o que equivaleria à nossa coparticipação.

Além disso, no modelo americano, é preciso pagar uma espécie de franquia, chamada “deductible”, na hora de contratar o plano. Por exemplo, se você contratar um seguro cujo “deductible” é US$ 3 mil, significa que a seguradora só começará a cobrir os gastos depois que esses US$ 3 mil iniciais forem gastos. Por outro lado, há o “Out of Pocket Maximum”, que coloca um limite no quanto o usuário pode tirar do próprio bolso por ano. Se o valor estabelecido for US$7 mil e ele precisar de um tratamento complexo, que custe muito mais caro, a seguradora se encarregará de pagar a diferença.

Estamos assistindo, no Brasil, a resultados operacionais negativos dos Planos e Seguros de Saúde, com anos de discussão sobre alterar o modelo, porém sem que nada tenha sido feito de concreto, até aqui.

Sabemos que a Resolução Consu n° 08/98, permite aos planos adotar mecanismos de “regulação financeira”, como coparticipação e franquia, mas só vemos o uso da coparticipação e em assim mesmo em alguns planos.

Se o sistema de saúde suplementar vive um momento turbulento, pergunto, porque não adotar, daqui para frente, em todos os novos planos vendidos, a COPARTICIPAÇÃO e a FRANQUIA, em conjunto? Previsto na regulamentação está!

Já seria um passo rumo a alteração do modelo atual, copiando, em parte, o modelo americano, levando a um uso mais consciente dos planos uma vez que os usuários teriam participação mais elevada nos custos das despesas médicas.

HDI reforça parceria com corretores em nova rodada de road shows 

Fonte: HDI

Em sequência ao plano de negócios estratégicos da HDI Seguros, Eduardo Dal Ri, CEO da empresa, realiza mais uma reunião com corretores de seguros, desta vez na capital gaúcha, em Porto Alegre. Para Dal Ri essa aproximação é mais do que necessária para que as informações estejam alinhadas e laços fortalecidos.

“Conversar sobre negócios, ouvir, discutir novas ações e reafirmar o trabalho em equipe junto aos corretores é fundamental.” comenta Eduardo Dal Ri. 

Os demais encontros irão acontecer em Curitiba (Paraná), em Florianópolis e Blumenau (Santa Catarina) durante toda a primeira semana de julho.

Mudanças no IRB (RE)

Fonte: Lauro Jardim

O IRB(Re) tem a partir de hoje quatro novos diretores estatutários. O conselho de administração aprovou hoje os nomes de Bernardo Arruda, diretor Jurídico; Carlos Eduardo Teixeira, diretor Atuarial; Daniel Volpe, diretor Técnico de Subscrição; e Rodrigo Botti, diretor Técnico e de Operações. 

O colegiado renovou ainda, por dois anos, os mandatos do atual CEO, Marcos Falcão, que acumulará as funções de diretor Financeiro e diretor de Relações com Investidores; do vice-presidente de Subscrição, Daniel Castillo, e da diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade, Thaís Peters.

Compliance

Ainda no Globo, a informação de que o setor de compliance do IRB Re manifestou ser contrário à indicação de Lessa para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração da resseguradora, atualmente ocupado por Antônio Cássio dos Santos.

Lessa, que foi ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil do governo de Michel Temer, foi investigado, em 2015, no âmbito da Operação Gabiru, acusado de participar de um esquema de desvio de recursos da merenda escolar em Alagoas. Quintella nega as acusações e recorreu da decisão.

VALOR: Bradesco Seguros quer faturar R$ 100 bi

Fonte: Valor

O jornalista Sergio Tauhata, do Valor, conta que alcançar R$ 100 bilhões em arrecadação em 2023 é uma “esperança”, afirma o presidente do grupo, Ivan Gontijo. O executivo frisa não se tratar de uma meta, afinal, o número não faz parte do “guidance” oficial da companhia. Trata-se, segundo o CEO, de uma ambição. Alcançar a marca psicológica seria uma realização inédita ou, pelo menos, jamais atingida ao longo dos últimos 20 anos pelo maior conglomerado de seguros, saúde, previdência privada e capitalização do país.

Ainda que classifique o resultado de 12 dígitos como uma esperança, a marca tem grande chance de se concretizar neste ano. Os números da companhia e o próprio guidance oficial sinalizam fortemente essa possibilidade. As receitas totais da Bradesco Seguros atingiram R$ 95,4 bilhões em 2022. Isso significa que o caminho aos R$ 100 bilhões será percorrido com avanço de 5%.

Se a companhia se mantiver no piso do guidance de 2023, a cifra será alcançada. A projeção oficial deste ano, segundo a seguradora do Bradesco, prevê um crescimento entre 6% e 10%. No primeiro trimestre, a Bradesco Seguros apresentou expansão de faturamento acima da meta, com alta anual de 13%, para R$ 25 bilhões.

Para falar sobre o momento atual do grupo e as estratégias de crescimento futuro, Gontijo reuniu a cúpula da holding Bradesco Seguros para uma conversa exclusiva com o Valor. Segundo o presidente da seguradora, trata-se da primeira vez que todos os CEOs conversaram com m veículo de mídia juntos, grupo que incluiu os diretores-presidentes da Bradesco Vida e Previdência, Jorge Nasser; da Bradesco Saúde e Mediservice, Manoel Peres; da Bradesco Auto/RE (Bare), Ney Dias; e o diretor-geral da holding, Roberto Chamberlain.

O executivo afirma que o grupo vai investir até R$ 1 bilhão em capacitação de funcionários, colaboradores e corretores. “Nosso canal de rede [de agências do Bradesco] é relevante, como uma seguradora vinculada a um banco, mas temos uma visão de que o canal corretor vai ter papel cada vez maior como verdadeiros consultores de seguros”, diz. A base de corretores do grupo alcança 40 mil profissionais.

Leia a íntegra da matéria no portal do Valor Econômico. Aberta apenas para assinantes.

Ebix fornece plataformas para seguradora Excelsior aprimorar relacionamento com corretores

Maria Cristina Bittencourt, diretora técnica da Excelsior Seguros, tem estado radiante. Um dos motivos é que tem mais tempo para criar produtos e fazer networking com os mais de 10 mil corretores espalhados pelo Brasil. “Investir em plataformas tornou nosso dia a dia muito mais produtivo, o que nos apoia em nossa meta de crescimento. Completamos 80 anos com vendas de R$ 315 milhões em 2022 e repaginados. Estamos comprometidos em avançar em projetos inovadores que agreguem valor aos nossos colaboradores, corretores, parceiros e clientes”, comentou em entrevista ao Sonho Seguro. 

Há seis anos o grupo com sede em Pernambuco, mas com negócios concentrados nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, vem construindo um novo posicionamento do mercado, antes concentrado em seguros habitacionais. Em 2022, a seguradora comemora a diversificação da carteira, com 50% proveniente de outros segmentos como seguro empresarial, riscos financeiros, responsabilidade civil profissional, vida e aeronáuticos. 

Investir em tecnologia foi um dos principais caminhos para conseguir atingir o objetivo. Nessa linha, a Excelsior encontrou na Ebix o parceiro ideal ao eleger a Plataforma Ebix para Novos Negócios, o que agilizou a cotação e contratação de seguros empresariais, equipamentos e penhor rural de forma online e totalmente digital. “Eles toparam o desafio dessa implantação, o que virou um sucesso e, na sequência, a Ebix agregou também uma plataforma para vistorias de risco. Pretendemos ainda incluir o seguro de vida neste pacote, de tão satisfeitos que estamos com o desempenho dos nossos negócios e com o ganho que obtivemos na agilidade e na qualidade do relacionamento com nossos corretores”, contou Maria Cristina. 

Thaisa Braguim, vice-presidente de vendas e marketing da Ebix Latin America, explica que apesar de parecer complexa, a comercialização de seguros P&C pode ser mais tranquila e fácil de gerenciar. “As nossas soluções, que visam a facilidade na experiencia do usuário, foram personalizadas para as necessidades da Excelsior”, diz. Segundo ela, a plataforma dispõe de uma jornada única, ou seja, as informações precisam ser inseridas uma única vez e todos os elementos relacionados à política de aceitação de risco da seguradora como detalhes do segurado, características dos itens, dados de risco, entre outros, são vinculados para agilizar o acesso e a gestão em todo o sistema.

Maria Cristina destaca, como um grande ganho para a seguradora, a atuação de ponta a ponta no processo de emissão de apólice, seja um seguro novo, renovação ou endosso, proporcionando um fluxo de trabalho mais lógico e amigável, ajudando o usuário a identificar a informação correta, enquanto o sistema avalia automaticamente as regras configuradas para cada oferta.  

“Fazemos em minutos uma cotação e ainda agilizamos as abordagens do corretor com o cliente. E nos próximos meses teremos uma versão onde o corretor já consegue agendar a vistoria, sem ter de marcar um outro horário com seu cliente”, comenta a diretora da Excelsior. “A plataforma para vistoria permite que a seguradora configure os parâmetros, definindo os tipos de dados que devem ser coletados, os critérios de avaliação e os documentos que devem ser carregados para obter informações adicionais”, acrescenta. 

Thaisa, da Ebix, cita que o processo de autovistoria é uma funcionalidade especialmente interessante, pois permite que o próprio usuário realize a inspeção do objeto em questão. “Isso pode ser feito por meio de um aplicativo móvel e garante que todas as informações necessárias sejam coletadas de maneira correta”. 

Maria Cristina afirma que a seguradora vem consolidando a sua proposta de atender seus parceiros comerciais e clientes com produtos e serviços aderentes às suas necessidades. “Entregar valor é o que vai diferenciar as seguradoras num mundo cada dia mais digital e com pessoas buscando tempo para viverem seus sonhos”.

BB Seguros anuncia o 1º Prêmio BB Seguros de Inovação

Fonte: BB Seguros

Seguindo suas diversas iniciativas voltadas ao fomento da inovação no mercado brasileiro de seguros, a BB Seguros anuncia a primeira edição do Prêmio BB Seguros de Inovação. A premiação tem como objetivo reconhecer as três startups que melhor impulsionaram o mercado de seguros do país com a criação de soluções estratégicas para o setor. A cerimônia do 1º Prêmio BB Seguros de Inovação acontecerá dentro do CQCS Insurtech & Innovation 2023, o maior evento de inovação em Seguros da América Latina, nos dias 25 e 26 de julho, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo (SP). As inscrições podem ser feitas a partir deste dia 3 até o dia 16/7.

“A Tese de Inovação da BB Seguros foi estruturada em total alinhamento com a estratégia da empresa para os próximos anos. Por isso, os desafios envolvem a apresentação de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de produtos e serviços, customer care e ASG”, diz o diretor de Estratégia e Tecnologia da BB Seguros, Bruno Alves.

Podem participar do 1º Prêmio BB Seguros de Inovação todas as startups desenvolvedoras de projetos ligados ao mercado de seguros no Brasil desde que seja pessoa jurídica constituída e sediada no país ou possua representante comercial operando de acordo com as leis brasileiras. As participantes deverão ter solução ou produto sendo utilizado por clientes, com receita mínima anual projetada para 2023 de R$ 300 mil. As soluções tecnológicas para o mercado de seguros a serem apresentadas para o Prêmio devem se inserir nas áreas de “produtos e serviços”; “customer care”; e “soluções ASG”. São desejáveis a aplicação de inteligência artificial e uso de dados.

Os autores do projeto vencedor terão a oportunidade de participar o Maior Evento de Inovação em Seguros do mundo em Las Vegas – o ITC Insuretech Connect, além de receberem uma mentoria especial da BB Seguros. Os projetos que ficarem em 2º e 3º lugares também terão direito à mentoria. 

A íntegra do Regulamento e passo a passo das inscrições, gratuitas, estão no site do prêmio.

O CQCS Insurtech & Innovation 2023 deve contar com mais de 2000 participantes, recorde absoluto da história do evento, de acordo com os organizadores. Nas palestras o protagonismo feminino será destaque com a participação de um grande contingente de mulheres. Para garantir a presença feminina, que aumenta a cada ano, as mães de bebês poderão usufruir de uma área para amamentação. Todos os recepcionistas do evento são da APAE ou tem mais de 60 anos. Um espaço Pet do Recanto Bicho Feliz, que possui mais de 300 pets para adoção, estará presente e quem desejar adotar um, pode começar o processo no próprio evento. 

Do ponto de vista de conteúdo técnico, mais de 40 CEOs de grandes empresas farão parte da programação; serão 144 palestrantes (seis palestras simultâneas); 48 painéis; mais de 70 exibidores e cerca de 90 patrocinadores, além de muitos investidores, Insurtechs e Startups.

Os painéis e palestras serão compostos por executivos como Ivan Gontijo (presidente da Bradesco Seguros); Alessandro Octaviano (Superintendente da Susep); John Wilson e Larissa Berk (UCom); Jayme Silvela & Irene Sirela; Woody Mo (um dos maiores especialistas do Embebed Insurance); Piet Hein van Dann (Criador da Clear. bio: nutrição de precisão para reverter e prevenir o diabetes tipo 2); Phil Hobson, entre inúmeros outros especialistas de renome nacional e internacional. O evento contará também com um espaço dedicado a aproximar pessoas e viabilizar negócios. 

SulAmérica é copatrocinadora da Orquestra Sinfônica Brasileira

Com o objetivo de promover acesso à saúde emocional também por meio da cultura e da arte, a SulAmérica torna-se copatrocinadora da temporada 2023 da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O calendário de concertos vai até dezembro e inclui apresentações em três locais da cidade do Rio de Janeiro: Theatro Municipal, Cidade das Artes e Sala Cecília Meireles.

Fundada em 1940 pelo Maestro José Siqueira, a Orquestra Sinfônica Brasileira é o mais tradicional conjunto sinfônico do país, reconhecida por realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Durante mais de 80 anos de trajetória ininterrupta, foram mais de 5 mil concertos realizados.

“A Orquestra Sinfônica Brasileira traz a universalidade da música como sua proposta de valor. E, para a SulAmérica, como gestora de saúde, faz parte do seu propósito cuidar do que faz bem, do que inspira e faz a vida melhor. Por isso promovemos atrações como esta, conectando cultura e entretenimento, que têm relação direta com o bem-estar”, comenta Simone Cesena, diretora de Marketing da companhia.

Melhorar experiência do consumidor exige maior controle contra fraude

Abaixo, o artigo publico no InfoMoney.

Controlar a fraude em empresas é uma árdua tarefa. Em seguros, o tema tem sido alvo de debates constantes, diante do esforço do setor em tornar a venda de seguros simples e ágil por meio de aplicativos. Isso faz com que o processo de contratação de seguros elimine algumas exigências, que podem abrir brechas aos fraudadores.

Os bancos digitais, por exemplo, passaram por uma grave crise no início de suas operações, com fraudadores se aproveitando das facilidades de abertura de contas para criar um “laranjal” que viabilizavam operações ilegais. O tema foi tratado com rigor pelo Banco Central e contornado com investimentos em tecnologia embarcada para conter brechas encontradas pelos fraudadores.

Em seguros, a rotina é a mesma. As seguradoras enfrentam dois pontos importantes e antagônicos. A venda é virtual, o que amplia a capilaridade para conquistar clientes – mas o fraudador também se beneficiou: agora ele faz vítimas virtuais. Por outro lado, as seguradoras contam com avançados programas de inteligência artificial, com um volume expressivo de dados, o que facilita detectar padrões fora da curva.

“Não que fosse fácil quando o processo de venda era todo feito por meio analógico, com contratos em papel. Mas a venda de modo online amplia a atuação do fraudador para localidades que antes não alcançava”, afirma Marcia Takakura, vice-presidente Jurídico & Compliance da Ezze Seguros.

Historicamente, há um emblemático número: aproximadamente 20% do que se paga em indenizações de seguros mundialmente são fraudes. As fraudes relacionadas a seguros na América Latina resultam em perdas anuais de aproximadamente US$ 50 bilhões, sendo a Argentina o país com maior incidência. Segundo a Fides (Federação Interamericana de Empresas e Seguros), cerca de 45% das contratações no nosso país vizinho apresentam irregularidades.

Em 2022, segundo levantamento da CNseg, os pedidos de indenização suspeitos totalizaram 12% dos R$ 25,7 bilhões pagos aos clientes. E, desses R$ 460 milhões, apenas 15% efetivamente ficaram comprovados como fraude. “Pouco é comprovado, pois são valores de baixo valor e que não justificariam os elevados custos de investigação”. afirma Marcia.

Mas agora, com as facilidades para ter uma venda ágil, a conclusão das seguradoras é de que apertar o cerco virou prioridade. “Se os fraudadores percebem uma brecha, a notícia se espalha rapidamente entre eles. As consequências para as seguradoras e para a sociedade são desastrosas”, diz Marcia.

Dois exemplos emblemáticos de alvos dos fraudadores no setor são o seguro DPVAT, que atualmente é gerido pelo governo, e o seguro saúde, com escassez de oferta em seguro individual.

Por ano, estima-se que o mercado tenha um impacto de R$ 28 bilhões com fraudes e desperdícios, conforme aponta o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Mas este cenário, já crítico, se intensificou durante a pandemia. Em decorrência disto, nos últimos meses, diversas empresas demitiram funcionários por fraudar o plano de saúde. Os planos familiares, embalados com uma tarja de “empresarial”, também sofreram baixas. Os beneficiários receberam cartas de cancelamento do plano pelas operadoras de saúde, alegando uso excessivo, o que levantou um certo pânico entre os consumidores.

O pano de fundo para isso são os robôs, que estão cada dia mais inteligentes e detectam padrões de dados suspeitos, como um cliente ter quatro pedidos de reembolsos para uma única consulta ou um paciente que nunca mostrou sinais de saúde precária fazer oito consultas por ano em consultório de dermatologia com histórico de aplicações de botox, sem nunca ter aproveitado os descontos em medicamentos oferecidos no clube de benefícios do plano.

Alguns nichos de seguros são mais bem controlados, como grandes riscos, com contratos desenhados sob medida e que já contam com um grau de governança nas empresas mais bem desenvolvido. O que ajudou muito o crescimento de seguros como o de transporte de mercadorias, por exemplo. O “calcanhar de Aquiles” do setor em todo o mundo segue sendo o seguro massificado. Automóveis, vida, pequenas empresas, rural, celular, equipamentos eletrônicos e, mais recentemente, de transações financeiras como o Pix, estão cada dia mais na mira das seguradoras, o que, segundo especialistas, tem ajudado na redução de fraudes.

A diretoria comercial e a de subscrição, antes em relações conflitantes, estão alinhadas com o aumento das fraudes. A primeira quer vender e, para isso, quer que tudo seja facilitado. Nada de pedir declaração de saúde, que atrapalha a experiencia do cliente. Documentos podem ser aceitos por PDF. A segunda quer manter a rentabilidade e relutava para atender tais pleitos.

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Isso tem gerado muitas discussões no setor: “Vou ser burocrata ou vou facilitar tudo pelo portal? Adoto uma linha mais rápida para sinistros de baixo valor e assumo o risco de fraudes?”. Debates como esses têm estimulado a busca de soluções para mitigar fraudes. Algumas das facilidades para venda, como envio de fotos de vistoria do carro por celular, muitas vezes com qualidade ruim, passam a ter parâmetros mais elevados para aceitação. Documentação por arquivos de PDF também recebem uma triagem mais rigorosa pelos robôs, que sinalizam situações posteriormente analisadas por uma equipe de checagem.

E haja sofisticação. Os fraudadores usam inclusive o portal Reclame Aqui e o site Consumidor.gov para pressionar as seguradoras a pagarem indenização, mesmo em casos em que a fraude está comprovada, conta a executiva da Ezze Seguros, que há mais de 20 anos trabalha com este tema. “O controle de fraudes é muito importante para que as seguradoras não deixem de atuar em nichos importantes para a sociedade”, afirma Marcia.

Henrique Volpi, CEO da Kakau, que recentemente teve autorização da Susep para atuar como seguradora digital dentro do sandbox, conta que as companhias de seguros procuram métodos para identificar possíveis fraudes e talvez a mais importante delas seja realizada durante a fase de contratação da cobertura.

“Na Kakau, a vistoria digital ajuda a avaliar e agilizar a análise de um futuro sinistro. De maneira simples, ela serve para comprovar o valor do bem e o estado de conservação dele no momento da contratação. Prova disso é a nossa estimativa de 6% de fraude dos seguros, no período de janeiro a maio de 2023, o que representa quase 30% do valor que seria pago em indenizações neste período. Isso porque, em sua grande maioria, os bens dos potenciais fraudadores, são os de maior valor”, afirma Volpi.

Assim como no segmento de saúde – com elevada demanda –, as seguradoras querem melhorar os controles de fraudes no seguro Pix para que ele não siga o mesmo caminho de saúde, em que a oferta do seguro individual praticamente ficou restrita a duas ou três empresas.

“A perda com fraude entra na sinistralidade, o que faz aumentar o preço do seguro. A consequência é que outras pessoas não conseguem contratar, pois o custo da proteção fica inviável. Perde toda a sociedade”, finaliza Márcia.