Por Thais Ruco
O Congresso Norte de Corretores de Seguros – CongreNorte – reuniu na última semana, dias 28 e 29 de junho, mais de 800 profissionais da região e de todo o país. O evento idealizado e realizado pelos sindicatos de corretores de seguros da Região Norte, este ano aconteceu em Manaus, tendo o Sincor Amazonas-Roraima como anfitrião.
“Nosso objetivo é o de promover o melhor networking possível e ajudar os corretores de seguros, principalmente os da região Norte, a se desenvolverem cada vez mais, fazendo com que evoluam profissionalmente e cresçam seus negócios, aproveitando todas as oportunidades que a região possui e de forma sustentável”, declarou o presidente do Sincor AM/RR, Erico Parente, na abertura do evento. Ele esteve acompanhado dos colegas: Jair Conceição, presidente do Sincor Tocantins; Margarete Braga, presidente do Sincor Pará; e Tiago Sarturi, presidente do Sincor Rondônia e Acre.
Erico Parente destacou a importância dos eventos e cursos de qualificação para desenvolver ainda mais o mercado de seguros na região Norte. “No estado do Amazonas, temos 512 profissionais habilitados e apenas 370 empresas corretoras de seguros, para uma população de 3.941.175 habitantes, segundo o último Censo. O estado do Pará, por exemplo, tem 410 empresas corretoras de seguros para uma população de 8.116.132 habitantes. O total de corretoras de seguros para toda a região Norte é de apenas 1.198 empresas. São milhares as cidades mais afastadas dos centros onde existe demanda por produtos de seguros, e os consumidores acabam sem ter acesso às oportunidades que o mercado segurador oferece principalmente por falta de conhecimento e orientação, trabalho que deve ser realizado por um corretor habilitado. Para aqueles que já têm a habilitação, a formação deve ser constante também para se manterem fortes e atuantes”.
O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, ressaltou a importância de levar qualificação ao corretor, que é o grande distribuidor de seguros no Brasil. “90% de todos os contratos de seguros são feitos pelas mãos dos corretores. Somos hoje mais de 130 mil profissionais em todo o país, um pouco menos de 3 mil na região Norte. Essas 58 mil corretoras em atividade no Brasil empregam milhares de pessoas, a maioria está na ponta, nas vendas, por isso a qualificação é objeto de preocupação e de foco do setor”, disse.
Vergílio explicou o sucesso do corretor de seguros no mercado. “O corretor é um assessor, um consultor, outros países ficam encantados com nosso modelo de distribuição no Brasil, em que o distribuidor não custa nada para a seguradora, faz a prospecção do negócio, boa parte da subscrição, gestão do risco, e com parte do que a seguradora recebe do cliente ela vai remunerar. E não para aí, tem durante toda a vigência da apólice um trabalho de assessoramento ao cliente. É o melhor cobrador de parcelas em atraso da seguradora. E na hora do sinistro, é mais ‘sinistro’ para nós corretores do que para qualquer um, porque estamos sempre a postos, o corretor não deixa faltar proteção, amparo, atende o segurado”, defendeu.
Com esse perfil, o corretor não pode deixar de investir em tecnologia, precisa estar contextualizado com o tempo presente, com as ferramentas tecnológicas, “que não são ameaça, mas grande aliada do corretor de seguros”. “As insurtechs que não incluíram o corretor deram com os burros n’água, porque quem quer o corretor é o consumidor. Precisamos proteger as pessoas e as suas conquistas, entender que é uma responsabilidade muito grande, para que possamos cumprir nossa missão com qualificação, não deixar nunca de se se atualizar. Com tecnologia e aperfeiçoamento o corretor de seguros continuará sendo relevante na região Norte e em qualquer outra do país”.


















