Porto Saúde apresenta Blue Run em São Paulo com foco em bem-estar e qualidade de vida

A Porto Saúde apresenta Blue Run, evento esportivo que une a prática da corrida ao conceito de bem-estar integral, na cidade de São Paulo, no dia 19 de julho, com largada no Parque da Independência. Com o objetivo de proporcionar saúde em movimento, oferecendo aos corredores a leveza da liberdade em cada quilômetro percorrido, a prova contará com percursos de 5k e 10k. Mais do que uma corrida, é um convite ao autocuidado. Inspirada na cor azul, símbolo de equilíbrio, serenidade e saúde, a prova reforça a importância de cuidar do corpo e da mente, transformando cada quilômetro em um passo rumo a uma vida mais saudável e plena.   

Os atletas serão alocados em diferentes pelotões de largada, de acordo com seu ritmo de corrida (histórico dos últimos 12 meses). Os inscritos em sua primeira participação nos eventos O2 serão alocados no pelotão Branco. Conheça os pelotões: 

Quênia: Ritmo abaixo de 05’00” min/km 
Azul: Ritmo de 05’01” até 06’10” min/km 
Verde: Ritmo de 06’11” até 07’55” min/km 
Branco: Ritmo acima de 07’56” min/km 

Com infraestrutura profissional, postos de hidratação, ambulâncias, kits exclusivos e percursos cuidadosamente planejados, o evento oferece uma experiência completa e segura aos participantes. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no site https://www.circuitobluerun.com.br/ipiranga-sao-paulo/unica O kit da prova conta com camiseta, sacola, número de peito e medalha (pós-prova). 

Serviço: 
Porto Saúde apresenta Blue Run São Paulo
Data: 19/07/2026 
Local:  Parque da Independência 
Distâncias: 5km e 10km 
Horário da largada: Em breve no site 

Valor do Kit: consulte as opções de kits no site do evento 
Retirada do Kit: em breve no site 
Patrocinadores: Porto Saúde 
Apoio: Rehidrat 
Organizador: Associação Caminhando Juntos para o Amanhã Melhor  
Comercializadora: Norte Marketing Esportivo 
Site oficial: https://www.circuitobluerun.com.br/ipiranga-sao-paulo/unica

Seguradoras arrecadam R$ 139,6 bilhões no quadrimestre, aponta Susep

seguros

O mercado supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) arrecadou R$ 139,59 bilhões entre janeiro e abril de 2026. O volume representa uma redução nominal de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo principalmente da desaceleração dos produtos de acumulação e da capitalização. Apesar disso, os segmentos de seguros de danos e pessoas mantiveram trajetória de crescimento e seguem sustentando a expansão do setor.

Segundo o Boletim Susep de abril, os seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, somaram R$ 74,8 bilhões em prêmios no acumulado do ano, alta nominal de 6,13% e crescimento real de 1,85% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. O segmento já responde por 55% de toda a arrecadação do mercado supervisionado.

Entre os seguros de pessoas, o principal destaque continua sendo o seguro de vida, que arrecadou R$ 13,17 bilhões até abril, crescimento nominal de 10,69%. O ramo representa quase metade de todo o mercado de pessoas. Também apresentaram forte desempenho o seguro prestamista, com expansão de 14,15%, e a categoria de outros seguros de pessoas, que avançou 13,86%. O segmento como um todo movimentou R$ 27,17 bilhões, crescimento nominal de 10,39% sobre igual período do ano passado.

Screenshot

Nos seguros de danos, o automóvel permaneceu como principal motor de arrecadação do mercado. Os prêmios atingiram R$ 20,26 bilhões, crescimento nominal de 6,55%, respondendo por 42% de todo o segmento. Além do auto, os maiores avanços foram observados nos seguros financeiros, que cresceram 25,3%, na fiança locatícia, com alta de 35%, nos seguros patrimoniais diversos, com expansão de 14,24%, e no habitacional, que avançou 11,37%.

Por outro lado, alguns ramos registraram retração relevante. O seguro rural recuou 3,62%, refletindo desafios enfrentados pelo agronegócio em determinadas regiões. Também apresentaram queda os seguros de transporte (-12,05%), responsabilidade civil (-3,6%) e riscos especiais patrimoniais (-9,3%). Entre os recuos mais expressivos aparecem os seguros ligados ao setor de energia (-36,96%) e os microsseguros (-53,89%), embora estes representem volumes menores de arrecadação.

A principal pressão sobre o resultado consolidado do setor continua vindo dos produtos de acumulação. As contribuições para VGBL, PGBL e previdência tradicional somaram R$ 54,32 bilhões até abril, queda nominal de 8,29%. O VGBL, que concentra a maior parte desse mercado, registrou retração de 10,1%, evidenciando o impacto da concorrência dos investimentos de renda fixa em um ambiente ainda marcado por juros elevados. Ainda assim, as contribuições superaram os resgates e benefícios em R$ 5,22 bilhões no período.

Já a capitalização arrecadou R$ 10,47 bilhões, redução de 4,91% na comparação anual. O destaque positivo ficou para os títulos de instrumento de garantia, que avançaram 12,99%, reforçando a utilização crescente do produto em contratos e operações empresariais.

Pelo lado dos pagamentos à sociedade, o setor desembolsou R$ 84,31 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios nos quatro primeiros meses do ano. No mesmo período, R$ 9,79 bilhões dos prêmios emitidos pelas seguradoras foram cedidos ao mercado ressegurador. O boletim também passou a divulgar dados sobre aceitação de riscos provenientes do exterior pelas resseguradoras locais, que alcançaram R$ 478,35 milhões até março, sinalizando o avanço gradual da atuação internacional do mercado brasileiro de resseguros.

Outro indicador relevante é o estoque de provisões técnicas, que alcançou R$ 2,136 trilhões em abril, equivalente a 16,44% do Produto Interno Bruto (PIB). O volume reforça a importância crescente do setor segurador como formador de poupança de longo prazo e financiador indireto da economia brasileira.

Bradesco Seguros faz workshop sobre assistências no RS

A Bradesco Seguros recebeu, recentemente, corretores de seguros e assessorias do Rio Grande do Sul em sua sucursal em Porto Alegre para o Workshop Assistências Sul. Realizado no final de maio, o evento contou com a participação da Europ Assistance, parceira da Seguradora, para um dia de apresentações e trocas.

Na parte da manhã, a sucursal reuniu o time de superintendentes, gerentes comerciais e assessorias do estado do Rio Grande do Sul. Na parte da tarde, a unidade recebeu dezenas de corretores locais.

O workshop foi comandado pelo Superintendente Regional Sul da Bradesco Seguros, Cleverson Veroneze, que destacou o objetivo do encontro. “Buscamos demonstrar para o mercado de corretores e segurados o quão preocupados estamos com a melhoria contínua e escuta ativa, para cada vez mais entregarmos um serviço de qualidade”, afirmou o superintendente.

O Superintendente de Serviços e Operações da Bradesco Seguros, Fábio Frasson, também participou do evento ao lado do time da Europ Assistance. “Nós apresentamos todas as melhorias que já foram implementadas e as que ainda estão por vir. Tudo isso pode servir de argumentos para os corretores produzirem,” explicou Frasson. O evento também foi um momento em que os corretores e as assessorias puderam compartilhar suas percepções e sugestões.

João Bueno assume presidência da seguradora Essor

A Essor inicia um novo capítulo de sua trajetória com a chegada de João Bueno à presidência da companhia. Com ampla experiência no mercado segurador e uma carreira construída em áreas como estratégia, distribuição, operações e tecnologia, o executivo assume o comando da empresa com o compromisso de impulsionar o crescimento sustentável dos negócios, fortalecer relacionamentos estratégicos e ampliar a geração de valor para clientes, corretores e parceiros.

Engenheiro de formação e mestre em Administração de Empresas, João Bueno acumula mais de 25 anos de atuação no setor de seguros. Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolveu uma visão abrangente do mercado, sempre pautada pela ética, pela busca de resultados consistentes e pelo impacto positivo para empresas e clientes.

O executivo pretende consolidar a posição da companhia em segmentos estratégicos, apoiado em uma gestão orientada para resultados e excelência operacional. “Minha expectativa é liderar a companhia em uma trajetória de crescimento sustentável, valorizando os talentos da empresa e fortalecendo a aliança com nossos parceiros de negócios”, afirma.

O fortalecimento da relação com parceiros e corretores comerciais será uma das prioridades da nova administração. Segundo João Bueno, pois eles desempenham papel fundamental na história e no desenvolvimento da Essor. “Parceiros e corretores são parte essencial do que a Essor é hoje. Essa relação continuará se fortalecendo nos próximos anos, acompanhando nossa jornada de crescimento e evolução”, destaca.

Desafios – Na avaliação do novo presidente, o mercado segurador brasileiro continuará crescendo de forma robusta, mas terá de enfrentar alguns desafios. Entre eles estão a ampliação e especialização da distribuição em um país de dimensões continentais, os impactos das mudanças climáticas sobre os riscos seguráveis e a necessidade de ampliar a penetração do seguro em determinados segmentos da economia.

Ao mesmo tempo, ele enxerga oportunidades significativas para o desenvolvimento do setor. O avanço tecnológico, por exemplo, tende a desempenhar papel cada vez mais relevante na melhoria da eficiência operacional, na experiência dos clientes e parceiros e na criação de soluções inovadoras. “O Brasil ainda possui um amplo espaço para expansão da cultura do seguro. Além disso, a tecnologia vem se consolidando como um importante vetor de transformação, contribuindo para a inovação e para a evolução dos serviços prestados pela indústria”, observa.

Perspectivas – Para João Bueno, o desempenho consistente do mercado segurador ao longo das últimas duas décadas demonstra a relevância crescente do setor para a economia brasileira. Segundo ele, a compreensão do seguro como instrumento fundamental de proteção e gestão de riscos tem se fortalecido entre pessoas físicas e empresas, criando bases sólidas para a continuidade do crescimento. Nesse cenário, a Essor pretende seguir atuando em estreita colaboração com seus parceiros comerciais e de subscrição, acompanhando as demandas dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o mercado brasileiro.

Pilares – A nova administração será sustentada por três pilares estratégicos: Valorização e desenvolvimento dos talentos da Essor; Crescimento sustentável baseado em resultados técnicos positivos e disciplina de subscrição; Excelência operacional e de serviços para parceiros de subscrição, corretores e clientes. Com essa visão, João Bueno inicia sua trajetória na presidência da Essor reforçando o compromisso da companhia com a inovação, a eficiência e a construção de relacionamentos duradouros, elementos que considera fundamentais para sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos.

MDRT Annual Meeting 2026 reúne milhares de profissionais do mercado financeiro e de seguros em Anaheim

por Thais Ruco

A Million Dollar Round Table (MDRT) realiza, entre os dias 7 e 10 de junho de 2026, em Anaheim, Califórnia (EUA), mais uma edição do MDRT Annual Meeting, considerado um dos principais encontros globais voltados aos segmentos de seguros de vida, planejamento financeiro, gestão patrimonial e desenvolvimento profissional.

O evento reúne cerca de 6 mil participantes de dezenas de países, entre membros da MDRT, executivos, consultores financeiros e especialistas do setor, em uma programação voltada ao compartilhamento de conhecimento, networking internacional e troca de experiências sobre tendências, inovação, liderança e alta performance.

Promovido anualmente pela MDRT – associação internacional fundada em 1927 e reconhecida por reunir profissionais de excelência do setor financeiro e de seguros – o encontro busca promover aprendizado contínuo, desenvolvimento profissional e fortalecimento das conexões globais entre seus membros.

A programação da edição de 2026 inclui palestras com nomes de destaque do cenário internacional, como o cofundador e ex-CEO da Netflix, além de especialistas reconhecidos do setor, como Sanjay Tolani, referência global em seguros de vida e alta performance comercial. Os conteúdos abrangem técnicas de vendas, boas práticas de relacionamento, liderança, inteligência artificial, utilização estratégica das redes sociais, desenvolvimento integral (whole person) e demonstrações práticas ao vivo.

Segundo Felipe Sousa, Zone Chair da MDRT na América Latina, o encontro representa uma oportunidade única de atualização e conexão entre profissionais de diferentes mercados. “O MDRT Annual Meeting é um ambiente de troca genuína de experiências, aprendizado e desenvolvimento profissional. Reunimos membros de diferentes partes do mundo para discutir tendências, fortalecer relacionamentos e compartilhar práticas que contribuem para a evolução da atividade consultiva e da proteção financeira em escala global”, afirma.

Para Josusmar Sousa, CEO da Mister Líber Corretora de Seguros, membro do Past President Council da MDRT (Million Dollar Round Table) e Company Chair Porto na MDRT, o encontro também reforça a importância do aprendizado contínuo diante das transformações do mercado. “O MDRT Annual Meeting nos permite acompanhar de perto as principais mudanças do setor e compreender como profissionais de alta performance, em diferentes países, estão se adaptando às novas demandas dos clientes. É um espaço de inspiração, relacionamento e compartilhamento de experiências que fortalece toda a comunidade de seguros e planejamento financeiro”, destaca.

Inteligência artificial aplicada à atividade consultiva

Um dos destaques desta edição foi o lançamento do Chat MDRT, ferramenta exclusiva de inteligência artificial desenvolvida para membros da associação. A solução foi criada para apoiar a comercialização de seguros de vida, planejamento financeiro, gestão de carteira de clientes e equipes, além de outras atividades relacionadas à rotina dos profissionais do setor.

Disponível em mais de 130 idiomas, a plataforma é de acesso exclusivo aos membros da MDRT e busca ampliar a produtividade, o suporte técnico e o acesso a conhecimento especializado.

Comunicação, produtividade e relacionamento

Entre os principais temas da edição de 2026 estão estratégias de comunicação, construção de relacionamentos de longo prazo e fortalecimento da confiança junto aos clientes. As sessões abordam técnicas consultivas, posicionamento profissional e novas formas de gerar valor em um ambiente cada vez mais orientado à personalização do atendimento.

A agenda do MDRT Annual Meeting também contempla discussões sobre alta performance, produtividade e expansão de negócios. Especialistas internacionais compartilham experiências sobre gestão do tempo, crescimento sustentável, organização de carteira, prospecção e retenção de clientes.

Outro destaque da programação são os conteúdos voltados ao desenvolvimento de liderança e à continuidade dos negócios. Os debates incluem gestão de equipes, cultura organizacional, sucessão empresarial e estratégias para fortalecimento das relações profissionais no longo prazo.

Além do conteúdo técnico, o MDRT Annual Meeting é reconhecido como um dos mais importantes espaços de networking internacional do setor. O evento reúne profissionais de diferentes países em sessões colaborativas, fóruns de discussão e ambientes voltados à troca de experiências e ao compartilhamento de melhores práticas.

Corte no orçamento do seguro rural reforça preocupação com falta de previsibilidade, alerta FenSeg

seguro rural MAPA

O novo bloqueio de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), anunciado pelo governo federal, reforçou a preocupação do setor segurador com a falta de previsibilidade orçamentária para uma das principais políticas de gestão de risco da agropecuária brasileira. Para a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a instabilidade na destinação dos recursos compromete o planejamento de produtores rurais, seguradoras e do próprio governo, dificultando a ampliação da proteção no campo.


O bloqueio atingiu R$ 461,7 milhões do orçamento do PSR para 2026. Com a medida, dos R$ 1,1 bilhão inicialmente previstos para o programa, restam cerca de R$ 638 milhões disponíveis — dos quais R$ 100 milhões já foram utilizados — para apoiar a contratação de seguros pelos produtores rurais.


O cenário ganha ainda mais relevância em um contexto de crescente exposição da agropecuária brasileira aos eventos climáticos extremos. Nesse ambiente de maior incerteza, a FenSeg defende o fortalecimento dos instrumentos de proteção da atividade agropecuária e a construção de uma política pública de longo prazo para o seguro rural.


Segundo o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, mais preocupante do que a ocorrência de um evento climático extremo é a falta de previsibilidade dos recursos destinados à subvenção do seguro rural.


“Mais preocupante do que a ocorrência de um evento climático, que hoje pode ser monitorado e antecipado, é a incerteza em relação à disponibilidade dos recursos destinados à subvenção. O novo bloqueio de recursos do PSR evidencia um problema que há anos compromete a expansão da proteção no campo: a falta de previsibilidade orçamentária. O seguro rural é um instrumento de gestão de risco que depende de planejamento de longo prazo por parte de produtores, seguradoras e do próprio governo”, defende.


Na avaliação de Nascimento, o momento é especialmente sensível porque os alertas para a formação de um novo ciclo de El Niño indicam a possibilidade de eventos climáticos severos, com potencial impacto sobre diferentes regiões produtoras do País. “Os fenômenos climáticos extremos já fazem parte da realidade da agricultura brasileira e, por isso, precisam ser incorporados ao planejamento das políticas públicas”.


Segundo o representante da FenSeg, sem previsibilidade, perde-se capacidade de ampliar a cobertura securitária justamente quando o produtor mais precisa de proteção.


Os efeitos dessa instabilidade já podem ser observados na evolução da área protegida pelo programa. Após atingir cerca de 13,7 milhões de hectares em 2021, a área segurada com apoio do PSR recuou para aproximadamente 3,2 milhões de hectares em 2025. Para a FenSeg, a redução da cobertura evidencia a necessidade de garantir maior previsibilidade à política pública, permitindo que mais produtores tenham acesso a instrumentos de gestão de risco em um cenário de crescente exposição a eventos climáticos extremos.


“O Brasil já protege uma parcela reduzida de sua área agrícola, e a continuidade dos bloqueios dificulta o avanço de uma política pública essencial para a segurança alimentar, a estabilidade da renda no campo e a resiliência do agronegócio brasileiro”, conclui Nascimento.


Na avaliação da FenSeg, o novo corte do PSR torna ainda mais relevante o avanço da agenda legislativa voltada ao aperfeiçoamento do seguro rural. A entidade acompanha com expectativa a tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei nº 2.951/2024, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados. A proposta busca modernizar o marco legal do setor, ampliar a segurança jurídica e criar condições para maior estabilidade e previsibilidade da política de seguro rural no País.

CNseg e UNICEF lançam trilhas em apoio à transição de estudantes para o mundo do trabalho

Em um movimento estratégico para ampliar o acesso à educação financeira de jovens brasileiros, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Escola de Negócios e Seguros (ENS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram, nesta terça-feira (9), as Trilhas Formativas em Educação Financeira e Securitária. A iniciativa inédita integra a parceria firmada entre as entidades desde o ano passado e que segue até o final de 2027.

A cooperação técnica une a expertise do setor de seguros ao alcance social do UNICEF para implementar a educação financeira e securitária em currículos escolares. O foco é garantir a permanência de crianças e adolescentes na sala de aula, desenvolvendo a autonomia, o consumo consciente e a segurança econômica para a vida adulta, e apresentar o tema de seguros como iniciativa de proteção financeira das cidadãs e dos cidadãos.

“Não se trata apenas de assegurar a permanência de meninas e meninos em sala de aula, mas de equipá-los com as habilidades e competências essenciais para a vida adulta. Nosso foco é a Educação Financeira, com a formação também dos professores. Queremos que esses estudantes consigam, de fato, conectar seus projetos de vida a um futuro financeiramente mais seguro, evitando que caiam em ofertas de crédito e outros ‘milagres’ financeiros, como jogos de aposta, por exemplo, destaca Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.

Para Joaquin González-Aleman, representante do UNICEF no Brasil, o investimento conjunto ataca diretamente a vulnerabilidade social. Para ele, o investimento nesta iniciativa, em parceria com um ator-chave como a CNseg é uma sinergia poderosa que permite oferecer aos estudantes as ferramentas reais para a transição para o mundo do trabalho. “O Brasil oferece o melhor para se desenvolver que é o capital humano das crianças e jovens do país. Temos que fomentar isso e ampliar para que possamos aprimorar ainda mais dentro das políticas de desenvolvimento socioeconômico para as famílias”, destacou.

Impacto para os jovens

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – especificamente o ODS 4 (Educação Inclusiva e Equitativa) e o ODS 8 (Emprego de Qualidade e Crescimento Econômico) –, o projeto foi desenhado de forma participativa, ouvindo gestores, professores e os próprios alunos para garantir aplicabilidade prática.

As trilhas formativas foram estruturadas em total conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assegurando que o aprendizado sobre finanças ande lado a lado com o desenvolvimento da cidadania e dos projetos de vida da juventude brasileira.

Segundo o diretor de Assuntos Corporativos da CNseg, André Nunes, a iniciativa inédita firmada entre as duas entidades, tem o intuito principal de desenvolver autonomia econômica para o futuro de jovens que estão estudando e em busca de colocação no mundo do trabalho, além de apresentar o tema de seguros como iniciativa de proteção financeira das cidadãs e cidadãos. 

“Na prática, estamos apoiando a capacitação de milhares de professores, os quais formarão outros milhares de jovens, especialmente aqueles que estão reconstruindo suas trajetórias escolares e de vida. Nesse sentido, estamos somando esforços com a superação da cultura do fracasso escolar e para além disso, a transição positiva para o mundo do trabalho”, reforçou. 

O projeto será viabilizado por meio de duas plataformas consolidadas do UNICEF. Ua delas é a Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE), focada no apoio técnico a estados e municípios para enfrentar a cultura do fracasso escolar e reduzir a distorção idade-série. E a outra chamada Um Milhão de Oportunidades (1MiO), que conecta empresas, governos e sociedade civil para gerar oportunidades de emprego, formação e inclusão produtiva para as novas gerações.

Metas e alcance

Com o apoio pedagógico da Escola de Negócios e Seguros (ENS), o projeto promoverá uma transformação educacional sistêmica com metas expressivas de alcance nacional, prevendo impactar, num primeiro momento, dois mil municípios e capacitar 10 mil professores com um curso de 40 horas para atuarem como multiplicadores de Educação Financeira.

Além disso, a iniciativa visa formar 39 mil estudantes do Ensino Fundamental e Médio em uma jornada de 10 horas e engajar 200 mil jovens por meio de novos cadastros na plataforma 1MiO. Essas ações prioritárias cobrem o Distrito Federal e mais sete estados brasileiros — Acre, Amapá, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins —, sendo que os municípios que atingirem os objetivos propostos serão reconhecidos com o Selo UNICEF.

Seguradora AXA leva cooperativa Cresol ao Insurance 4 ALL Day 

A AXA no Brasil convidou a cooperativa parceira Cresol para participar do Insurance 4 ALL Day, seminário internacional dedicado ao debate sobre seguros inclusivos e sua contribuição para a construção da resiliência e da saúde financeira de populações de menor renda. O encontro foi promovido pela AXA EssentiALL, unidade de negócios de seguros inclusivos do Grupo AXA, em parceria com o CGap do Banco Mundial, organização global focada em inclusão e saúde financeira.

A Cresol, instituição financeira cooperativa que oferece soluções para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais, participou do painel “Desenvolvendo soluções de seguros para todos”, representada por Jaap van Doorn, gerente de Relações Internacionais da cooperativa. Jaap dividiu o debate com José Miguel Moreno, diretor de Estratégia, Sustentabilidade e Marca dos Correios, em conversa mediada por Laura Elena Rosado, chefe de Estratégia, Gestão de Desempenho e Medição de Impacto da AXA EssentiALL.

O evento reuniu especialistas, empresas e instituições financeiras para discutir o papel do seguro inclusivo na ampliação do acesso à proteção e no fortalecimento da resiliência financeira de populações historicamente desassistidas.

“A AXA já trabalha com seguros inclusivos ao redor do mundo há cerca de dez anos. No Brasil, esse é um dos pilares estratégicos para o crescimento da companhia. Ter a Cresol presente no evento, trazendo a visão do cooperativismo de crédito — um importante aliado para ampliar o acesso ao seguro e alcançar públicos tradicionalmente distantes desse mercado — reforça nossa convicção sobre a importância desse canal”, afirma Matheus Fontanelli, diretor Comercial de Cooperativas da AXA no Brasil.

“Ficamos muito honrados com convite da AXA para a Cresol estar presente nesse evento. Quando existe esse olhar social, ele se conecta diretamente com a nossa essência. Compartilhar iniciativas voltadas à inclusão financeira por meio de soluções em seguros reforça o alinhamento entre cooperativismo, proximidade com o cliente e desenvolvimento social”, afirma Adriano Michelon, executivo da Cresol.

Valor: STJ julga disputa bilionária sobre cobertura de seguro habitacional 

Fonte: Valor

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve começar a julgar, hoje, se os danos decorrentes de vícios construtivos (defeitos) em imóveis financiados no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e vinculados ao Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) estão cobertos pela apólice pública do sistema – uma espécie de seguro. O impacto pode chegar a R$ 31 bilhões, segundo estimativa do Tesouro que consta em documento a que o Valor teve acesso.

Como o assunto será julgado em recurso repetitivo, a decisão servirá de orientação para as instâncias inferiores do Judiciário do país. Por isso, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e do FCVS foram até o Superior Tribunal de Justiça (STJ), nas últimas semanas, para despachar com ministros da Corte sobre o caso (Tema 1301).

O assunto não é estranho no STJ. Existe um outro processo que lá tramita sobre o direito à indenização do FCVS por problemas nas construções. O Tema 1039 até já começou a ser julgado, mas o ponto central nele é processual. O julgamento definirá o momento em que deve começar a contagem do prazo de prescrição dos pedidos de indenização – se durante o contrato ou a partir da identificação do dano, mesmo que depois de encerrado o financiamento.

O seguro habitacional, que é chamado de apólice pública nos processos, foi criado nos anos 60. Desde então, tinha o objetivo de proteger o patrimônio do SFH e era de contratação obrigatória. As coberturas eram restritas à quitação do saldo devedor em casos de morte e invalidez permanente, prejuízos decorrentes de danos materiais nos imóveis e prejuízos causados a terceiros por responsabilidade civil do construtor, de acordo com nota técnica da Secretaria do Tesouro.

Portanto, não havia cobertura decorrente de vício construtivo. Isso surgiu apenas no ano de 1975, a partir de uma circular do Banco Nacional da Habitação (BNH), extinto em 1986. A União alega, porém, que havia a exigência de que fosse atestado, por instrumento judicial, a causa do sinistro e ação de ressarcimento contra o construtor. Em 1995, a partir de uma circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), esse instrumento passou a ser o Laudo de Vistoria Especial.

Para a União, se não for identificado o responsável técnico pelo laudo não deve haver cobertura. O governo argumenta ainda que a apólice pública foi extinta no ano de 2009 e, com base na resolução em vigor, o vício construtivo não é mais indenizável. Na prática, a responsabilidade seria do empreiteiro, por cinco anos após a obra, conforme o Código Civil.

No caso pendente de julgamento, a União alega também que o objetivo do seguro habitacional era o pagamento das parcelas de dívida do segurado ou a reposição do imóvel financiado na ocorrência de sinistro coberto, sem previsão ampla de cobertura por vício construtivo.

Um dos casos mais emblemáticos de vícios construtivos é o dos “edifícios caixão”, construídos entre as décadas de 1970 e 1980, em cidades da grande Recife. Logo depois da inauguração os prédios começaram a apresentar problemas por causa da técnica usada na construção e de peculiaridades do solo da região.

Para este caso, foi adotada uma solução consensual após anos de disputa judicial. A União tem explicado aos ministros que o acordo envolveu a AGU, o Ministério da Fazenda, a Caixa Econômica Federal, o Estado de Pernambuco e a Confederação Nacional das Seguradoras e que o alargamento da cobertura, se necessário, deve ser tratado como medida excepcional e delimitada pelos recursos existentes.

A União alega que a interpretação extensiva da cobertura securitária representaria impacto direto sobre os cofres públicos federais. Apesar da estimativa do Tesouro ser de R$ 31 bilhões, o total provisionado em 31 de dezembro de 2024 era de R$ 17,8 bilhões. Há ao menos 71 mil ações judiciais ativas sobre o tema.

As apólices públicas do SFH são vinculadas ao FCVS. Esse fundo é administrado pela Caixa e em última instância pela União. Nesse tipo de apólice, conforme explicou o advogado Henrique Arake, sócio do Arake, Tomazette, Borges & Glicério Advogados, as seguradoras privadas apenas administram o sinistro, pagam e são reembolsadas pelo fundo. “Se o STJ decidir que os vícios de construção estão cobertos, a conta, em última instância, é pública. Ao contrário do que ocorre, por exemplo, no caso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é mantido pelos bancos”, diz.

Arake acredita que o STJ deve reconhecer a cobertura pela via do meio-termo, não do risco integral. “A cláusula de exclusão de cobertura tem que ser interpretada restritivamente, porque o que dá sentido ao seguro é a garantia do interesse do segurado, e não a literalidade da apólice”, afirma. O advogado ainda considera que vícios estruturais de construção, que produzem situações anormais sobre a edificação, estão cobertos, até porque se trata de um seguro obrigatório.

“O que se pode legitimamente excluir é apenas o que decorre de ato do próprio segurado ou do desgaste natural do imóvel”, afirma Arake. Para ele, isso não significa que a seguradora vai garantir eternamente a qualidade da obra, deve haver o limite prescricional e também a possibilidade de regresso contra a construtora.

Procurada pelo Valor, a PGFN informou que o tema é acompanhado pela AGU. Em nota, a AGU diferenciou o tema do repetitivo que já começou a ser julgado (Tema 1039). O órgão enfatizou que o Tema 1301 analisa se os danos decorrentes de vícios construtivos em imóveis financiados no âmbito do SFH e vinculados ao FCVS estão cobertos pela apólice pública do SFH. Procurada, a Caixa não comentou o caso.

Jornada Valor de Jornalismo em Seguros abre inscrições

Screenshot

Estão abertas até 17 de julho as inscrições para a Jornada Valor de Jornalismo em Seguros, programa gratuito voltado a jornalistas e produtores de conteúdo interessados em aprofundar sua compreensão sobre um dos setores mais relevantes da economia brasileira. A iniciativa é uma parceria entre Editora Globo e CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), segundo informa o Valor.

Serão selecionados 25 participantes de diferentes regiões do país para uma imersão presencial entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, na sede da Editora Globo, em São Paulo. A Jornada tem o patrocínio de Bradesco Seguros, MetLife, Seguros Unimed, Tokio Marine e Zurich.

O programa integra a série de treinamentos Jornadas Valor, que já teve edições dedicadas a temas como saúde, agronegócio e inteligência artificial. Ao longo de cinco dias, os participantes terão contato com especialistas, executivos, reguladores e jornalistas para compreender como o mercado de seguros ajuda a interpretar transformações econômicas, sociais e tecnológicas em curso. A proposta segue a lógica das demais Jornadas Valor, voltadas à formação de jovens talentos editoriais e à ampliação da diversidade no jornalismo especializado.

A programação começa com uma visão geral do mercado, sua estrutura, regulação e funcionamento. Em seguida, avança para temas ligados à análise de dados, indicadores, balanços e cobertura especializada. O terceiro dia é dedicado aos grandes riscos que desafiam o setor, incluindo mudanças climáticas, eventos extremos, geopolítica e os impactos do chamado Custo Brasil.

A agenda também aborda o avanço da tecnologia sobre os seguros, com discussões sobre inteligência artificial, automação, precificação algorítmica, combate a fraudes e novos modelos de negócio. No encerramento, os participantes discutem longevidade, a importância da previdência complementar, planejamento patrimonial, resseguros e tendências que devem moldar o futuro da proteção e da educação financeira.

Além das aulas, a jornada inclui encontros com executivos e especialistas dos patrocinadores, estudos de caso, oficinas práticas e atividades de networking. O objetivo é ampliar o repertório dos participantes e contribuir para uma cobertura mais qualificada de temas que afetam empresas, governos e consumidores.

A seleção dará prioridade à diversidade regional e à pluralidade de trajetórias profissionais. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 17 de julho no site do programa.

Como se inscrever

Inscrições: 9 de junho a 17 de julho

Realização: 31 de agosto a 4 de setembro de 2026

Local: Sede da Editora Globo, São Paulo (SP)

Vagas: 25 – seleção nacional com foco em diversidade regional

Carga horária: 30 horas

Gratuito

Para participar, preencha o formulário de inscrição, envie seu currículo e um breve texto de apresentação. A seleção considerará perfil e motivação.

Mais informações e formulário de inscrição