Grupo MAG completa 191 anos reforçando estratégia de inovação, solidez e evolução do portfólio

O Grupo MAG, especializado em vida e previdência, completa 191 anos de atuação ininterrupta no Brasil, consolidando-se como uma das três empresas mais longevas do país. Ao longo de quase dois séculos, a companhia construiu uma trajetória marcada pela solidez institucional, pela capacidade de adaptação às transformações do mercado e pelo compromisso com a proteção financeira das pessoas em diferentes fases da vida. 

Entre os principais movimentos recentes está o lançamento da nova linha INVIDA, que amplia e reorganiza as soluções de seguros de vida da MAG. A reformulação trouxe maior flexibilidade, novas coberturas, com destaque para Doenças Graves, e produtos com valores mais acessíveis, reforçando o objetivo de democratizar o acesso à proteção financeira. 

Nos últimos 12 meses, a empresa avançou de forma consistente em sua estratégia de modernização, com destaque para a atualização do portfólio de produtos, o fortalecimento da governança e o aumento do uso de tecnologia e inteligência artificial em seus processos. Essas iniciativas refletem a visão da companhia de combinar tradição e inovação para responder às novas demandas da sociedade e do mercado segurador.

Entre os marcos relevantes da companhia, destaca-se a inauguração da Matriz em São Paulo, concebida como um hub de negócios e relacionamento. No campo da tecnologia, o Grupo MAG intensificou o uso de dados, automação e inteligência artificial para aprimorar a jornada de clientes, corretores e parceiros, além de aumentar a eficiência operacional e apoiar decisões estratégicas. O movimento acompanha a visão de futuro da companhia, que aposta na inovação como pilar para crescimento sustentável e longevidade. 

A companhia também reforçou seu quadro de governança e liderança com a entrada da neurocientista Carla Tieppo, que recebeu a missão de transformar conceitos neurocientíficos em conhecimento, experiências e iniciativas mais inovadoras para colaboradores, corretores, clientes e parceiros da empresa, reforçando o compromisso da companhia em colocar o capital humano no centro das estratégias. 

Trazendo um olhar estratégico para 2026, o Grupo MAG anuncia uma nova estrutura, com a criação de uma vice-presidência para auxiliar o CEO e Chairman Helder Molina na coordenação dos diferentes braços da companhia, que reúne empresas como MAG Seguros, MAG Investimentos, MAG Fundos de Pensão, MAG Finanças e o Instituto de Longevidade MAG. A posição será ocupada pelo executivo Leonardo Lourenço, que soma 26 anos de atuação no setor, sendo 20 deles no Grupo MAG, com foco na ampliação e no crescimento da companhia. Ao longo de sua trajetória, Lourenço presenciou e protagonizou a transformação de uma seguradora de médio porte em um conglomerado robusto, com atuação ampla em soluções de proteção financeira para públicos diversos. 

Por fim, o tradicional Galo de Ouro e Destaques de Venda, uma das mais longevas e reconhecidas iniciativas de valorização comercial da seguradora, também segue no centro da estratégia, agora em um novo formato. A premiação passa a integrar diferentes momentos ao longo do ano, incluindo cerimônia nacional, viagem de reconhecimento e roadshows regionais, reforçando o reconhecimento aos corretores e a valorização das bases locais, em linha com o espírito da chamada Nova Era MAG. 

Ao completar 191 anos, o Grupo MAG lança a campanha “O Futuro é MAG” e inaugura uma nova era, reforçando seu compromisso com a evolução contínua, mantendo a solidez que marca sua história e investindo em inovação, governança, tecnologia e soluções que respondam aos desafios atuais e futuros do mercado de seguros e previdência no Brasil. 

Empresas globais enfrentam o desafio de uma nova e acelerada era de competição

Jose Bailone

As lideranças empresariais globais entram em 2026 diante de um ambiente de risco mais complexo e interconectado, marcado pelo aprofundamento das divisões geopolíticas, pela polarização social e pela rápida evolução tecnológica. Esse é o diagnóstico do Relatório de Riscos Globais 2026, do Fórum Econômico Mundial, comentado por executivos da Marsh do Zurich Insurance Group, parceiros estratégicos da instituição.

No horizonte de curto prazo, tensões geoeconômicas, conflitos armados entre Estados, eventos climáticos extremos, polarização social e desinformação aparecem como os principais riscos para os negócios. Em uma perspectiva de dois anos, os riscos sociais ganham ainda mais relevância: a polarização e a desinformação avançam para a segunda e terceira posições no ranking global, refletindo impactos diretos sobre a estabilidade política, a confiança institucional e o ambiente econômico.

“As divisões cada vez mais profundas estão no centro dos riscos sociais que enfrentamos atualmente — da fragmentação social e da desigualdade à deterioração da saúde e do bem-estar”, afirma Andrew George, presidente da área de Specialty da Marsh Risk. Segundo ele, o enfraquecimento de estruturas de cooperação internacional amplia a vulnerabilidade das sociedades e aumenta a probabilidade de instabilidade social e conflitos.

O relatório aponta que, no longo prazo, o mundo caminha para uma nova era de competição global. Dos 33 riscos avaliados, praticamente todos — com exceção das tensões geoeconômicas — tendem a se agravar nos próximos dez anos. Para 57% dos entrevistados, o cenário da próxima década será turbulento ou tempestuoso, dominado por riscos ambientais e tecnológicos.

Na avaliação da Zurich, questões sociais críticas seguem subestimadas nas análises de longo prazo, apesar de seus efeitos já serem visíveis. “Os líderes empresariais nas principais economias estão profundamente preocupados com previdência e saúde pública. Essas lacunas ameaçam tanto o bem-estar da força de trabalho quanto a estabilidade social”, afirma Alison Martin, CEO de Life, Health and Bank Distribution do grupo. Para ela, chama a atenção o fato de riscos como o declínio da saúde, a falta de infraestrutura pública e de proteção social quase não aparecerem na perspectiva de dez anos, embora já estejam remodelando economias e sociedades.

A aceleração da inteligência artificial e o avanço da computação quântica surgem como vetores centrais de transformação, com impactos diretos sobre mercados de trabalho, cadeias produtivas, infraestrutura e geopolítica. O estudo alerta que essas tecnologias podem ampliar desigualdades econômicas e criar novos pontos de fragilidade sistêmica, exigindo coordenação entre governos e empresas.

Outro ponto de atenção é a infraestrutura crítica, considerada vulnerável e subfinanciada diante de ameaças crescentes, que vão de eventos climáticos extremos a ataques cibernéticos e falhas em sistemas estratégicos. “Apesar de o clima extremo, os ciberataques e os conflitos geopolíticos representarem ameaças crescentes, as interrupções na infraestrutura crítica aparecem apenas na 23ª posição entre os riscos globais para a próxima década. Essa lacuna é extremamente preocupante”, afirma Peter Giger, diretor de riscos do grupo Zurich. Segundo ele, redes elétricas sobrecarregadas, cidades costeiras ameaçadas pela elevação do nível do mar e sistemas digitais frágeis expõem economias inteiras a choques severos.

Na leitura regional, a América Latina enfrenta desafios adicionais. Para Gerardo Herrera Perdomo, diretor da Marsh Advisory para a América Latina e Caribe, o contexto global de desigualdades e tensões geoeconômicas exige que a região desenvolva estratégias próprias de crescimento sustentável e inclusivo, fortaleça a resiliência climática e acelere a adoção de novas tecnologias. “É fundamental que esses avanços não se tornem novos cenários de competição estratégica nem fatores de aprofundamento da fragmentação econômica e da polarização política”, afirma.

No Brasil, os riscos estruturais ganham peso específico. “Temas como infraestrutura crítica, acesso a serviços essenciais e bem-estar social influenciam diretamente a capacidade de resposta da sociedade e das empresas diante de choques econômicos, climáticos ou tecnológicos”, diz José Bailone (foto), diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich no país. Para ele, investir em resiliência estrutural e social é um caminho estratégico para reduzir vulnerabilidades e sustentar o desenvolvimento no médio e longo prazo.

Os executivos reforçam que o estudo — baseado na 21ª edição do Relatório de Riscos Globais, que reuniu a percepção de cerca de 1.300 especialistas e 11 mil líderes empresariais — reforça a mensagem de que os riscos estão cada vez mais interligados. Em um ambiente de competição acelerada, a capacidade de antecipar ameaças e investir de forma coordenada em resiliência passa a ser um diferencial central para empresas e economias.

IA supera crime cibernético e lidera ranking de riscos do setor de seguros no Brasil

Fonte: O Globo

A inteligência artificial assumiu, pela primeira vez, o posto de principal risco emergente para o setor de seguros no Brasil, segundo o relatório Insurance Banana Skins 2025, da PwC em parceria com a London Foundation for Banking & Finance. 

O estudo mostra uma mudança relevante na percepção das seguradoras: o crime cibernético, que liderava o ranking nas edições anteriores, caiu para a segunda posição, dando lugar às preocupações com o uso indevido, a má governança da IA e o aumento de fraudes impulsionadas por tecnologias generativas.

No Brasil, os riscos estruturais ganharam peso. O capital humano saltou da 10ª para a 5ª posição no ranking, refletindo a escassez de profissionais qualificados, enquanto as mudanças climáticas apareceram pela primeira vez entre os dez principais riscos, ocupando a 6ª colocação — avanço expressivo em relação à edição de 2023, quando sequer eram citadas.

O relatório também destaca as dificuldades das seguradoras em atualizar sistemas legados de TI, fator que compromete a inovação e amplia ineficiências operacionais em um mercado cada vez mais competitivo, pressionado pela atuação de insurtechs e plataformas digitais. 

Apesar do alto nível de ansiedade identificado, a PwC avalia que o setor de seguros brasileiro apresenta um grau de prontidão para responder aos riscos acima da média global.

Grupo Exalt atinge a marca de 93 corretoras e cresce 67% em prêmios por adesão em 2025

por Karem Soares

O Grupo Exalt encerra o ano de 2025 celebrando um ciclo de transformação profunda e crescimento robusto. Após o lançamento de seu plano de expansão nacional em agosto, a holding atingiu a marca de 93 corretoras associadas, um salto significativo em relação às 70 registradas anteriormente. O sucesso da estratégia reflete diretamente nos indicadores financeiros, onde a empresa alcançou um crescimento de 67% no volume de prêmios emitidos por adesão e um aumento de 11% na comparação com os resultados de 2024.

O movimento é fruto de um reposicionamento de marca que transcende a identidade visual, consolidando o Grupo Exalt como uma aceleradora de negócios. Sob os pilares de inovação, qualificação e desenvolvimento, o grupo tem atuado como um agente de mudança, oferecendo suporte comercial, para que o corretor deixe de ser apenas um operador e passe a gerir sua operação como uma empresa de alto desempenho.

O sucesso do modelo de negócio reside no Ciclo Exalt, que disponibiliza 12 benefícios e frentes de suporte que visam a excelência operacional. Entre os diferenciais que atraíram novos parceiros em 2025, destaca-se o suporte de Recursos Humanos, onde o grupo assume integralmente os processos de recrutamento e seleção para as corretoras associadas. 

“Não somos apenas uma rede, somos uma aceleradora. Hoje, entregamos ao corretor uma visão clara de como escalar sua operação. Ao assumirmos braços operacionais, como o RH, devolvemos ao corretor o tempo necessário para focar no que realmente gera valor: a prospecção e o relacionamento estratégico. Nosso objetivo é transformar associados em profissionais engajados com uma cultura de crescimento que supera os índices médios do mercado”, afirma Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt. 

A nova proposta de valor da Exalt também fortaleceu a relação com as seguradoras parceiras. Ao se posicionar como uma consolidadora com diretrizes e estratégias alinhadas, o grupo implementou mais de 20 iniciativas que integram as companhias ao dia a dia dos corretores. Essa conexão de ponta a ponta facilita os canais de distribuição e potencializa a rentabilidade na comercialização de apólices, gerando um cenário de benefício mútuo.

Para esse ano, o Grupo Exalt projeta a continuidade de sua jornada de expansão. O plano estratégico inclui o lançamento de um inédito programa de aceleração e benefícios, que vai proporcionar entregas customizadas, conforme o perfil e a maturidade de cada operação associada. “Em 2026, daremos um passo ainda mais ambicioso para consolidar a Exalt como uma das operações mais maduras e estruturadas do setor. Queremos garantir que cada corretor da nossa rede tenha acesso a ferramentas que garantam resultados extraordinários e um crescimento sustentável a longo prazo”, concluiu Federman.

Bradesco Capitalização lança dois produtos

A Bradesco Capitalização anuncia seus dois novos produtos: o “Meu Primeiro Milhão” e o “Max Prêmios Torcida”. As novidades reforçam a estratégia da empresa em ampliar o acesso ao planejamento financeiro por meio de soluções simples e acessíveis aos clientes.

O “Meu Primeiro Milhão” é um produto inovador, que traz a ideia de que conquistar R$ 1 milhão pode estar mais perto do que se imagina. Trata-se de um produto por assinatura com valor mensal de R$ 20. Ao realizar os pagamentos, o cliente participa do sorteio milionário. Já com o “Max Prêmios Torcida”, é possível unir o hábito de guardar dinheiro à paixão nacional pelo futebol. Disponível nas modalidades de pagamento único ou pagamento mensal, o produto permite ao cliente se planejar. Com valores a partir de R$ 50, o “Max Prêmios Torcida” oferece 100% de resgate ao fim da vigência, além de sorteios mensais que podem chegar a até R$ 100 mil, de acordo com o produto escolhido.

Para José Pires, diretor-presidente da Bradesco Capitalização, os lançamentos refletem o novo momento de crescimento do setor e compromisso do Grupo Bradesco Seguros com soluções alinhadas aos diferentes perfis de clientes. “Queremos mostrar que guardar dinheiro é algo possível, sem renunciar aos benefícios e oportunidades. O Meu Primeiro Milhão e o Max Prêmios Torcida traduzem esse propósito ao unir disciplina com o dia a dia das pessoas”, comenta o executivo.

Além dos sorteios, ambos os títulos oferecem acesso ao Max Club, plataforma com cupons de desconto, ofertas especiais e cashback em diversas lojas on-line, e já estão disponíveis para contratação pelos canais digitais e físicos do Bradesco.

Seguro rural: setor vai buscar apoio do Congresso para derrubar veto de Lula

Entidades do agronegócio e o setor segurador já se mobilizam para tentar reverter, no Congresso Nacional, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que blindava os recursos do seguro rural. A decisão retirou a proteção que impedia cortes, bloqueios e condicionamentos nas despesas de subvenção ao prêmio, reacendendo a insegurança orçamentária em um momento em que a produção cresce, mas a proteção financeira no campo encolhe.
 

Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o agronegócio brasileiro vive um paradoxo: enquanto a área plantada avançou para 97 milhões de hectares, apenas cerca de 3% desse total conta hoje com cobertura de seguro rural — o menor índice da série histórica, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Em 2015, o país cultivava 78,1 milhões de hectares e segurava 2,6 milhões; em 2025, mesmo com a expansão da produção para mais de 100 mil hectares, a área segurada somou apenas 3,2 milhões de hectares, evidenciando um descompasso estrutural entre produtividade e mitigação de riscos.
 

Na avaliação de Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, o veto à LDO aprofunda um quadro que já vinha se deteriorando ao longo dos últimos cinco anos em termos de orçamento destinado ao seguro rural. “A retirada da blindagem orçamentária devolve ao setor do agronegócio e do mercado de seguros rurais a falta de previsibilidade e de tranquilidade para o planejamento de seguradoras, produtores e resseguradores, dificultando a oferta de produtos com custos compatíveis com a realidade de margens apertadas no campo”, destacou.
 

Toyama ressalta que o seguro rural, especialmente o agrícola, é uma ferramenta essencial para a estabilidade da atividade, funcionando como uma rede de proteção que assegura a continuidade da produção diante de choques climáticos. Em anos de rentabilidade comprimida, o produtor precisa ainda mais do seguro, mas tem menor capacidade de arcar com seu custo, o que torna a subvenção pública um elemento central da política agrícola.

Desafio brasileiro

O contraste com outras potências agrícolas evidencia a dimensão do desafio brasileiro. Nos Estados Unidos, o programa federal de seguro agrícola cobre cerca de 90% da área plantada das principais culturas, o equivalente a mais de 200 milhões de hectares segurados em 2024. Trata-se de um modelo estável de subsídio, no qual o governo arca, em média, com 60% do valor do prêmio. No Brasil, a instabilidade orçamentária e a imprevisibilidade de recursos mantêm a subvenção em torno de R$ 1 bilhão por ano, quando estimativas da CNA indicam a necessidade mínima de R$ 4 bilhões para atender adequadamente à demanda nacional.
 

Entre janeiro e outubro de 2025, o seguro rural registrou queda de 9,3% na arrecadação, totalizando R$ 11,1 bilhões, e retração de 3,9% nas indenizações, que somaram R$ 3,6 bilhões. Os números sinalizam o enfraquecimento do produto e seu impacto direto sobre a renda e a estabilidade financeira dos produtores. Soma-se a esse cenário a escassez de crédito rural, com recuo estimado entre 20 e 30 pontos percentuais na liberação de financiamentos em relação ao ano anterior, além do encarecimento do custo do dinheiro, comprimindo ainda mais as margens e dificultando a contratação do seguro.
 

Diante desse contexto, a derrubada do veto à LDO é vista por entidades do agro e pelo mercado segurador como um passo estratégico para estancar a perda de cobertura e reconstruir um ambiente mínimo de previsibilidade para o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). A avaliação de Toyama é que, sem uma política de seguro rural robusta e estável, o país entra em um ciclo vicioso: o produtor quebra, o poder público é forçado a criar programas emergenciais de renegociação de dívidas, aumenta-se a pressão sobre o orçamento e, no longo prazo, cresce o desestímulo à permanência das novas gerações no campo.
 

“Recompor as verbas do PSR e fortalecer o seguro rural é condição básica para garantir renda, crédito e continuidade da produção. A agenda de 2026 passa, necessariamente, pela derrubada do veto presidencial no Congresso Nacional”, concluiu Toyama.

Setor de seguros mantém resiliência até novembro, mas acumulação segue pressionada

As seguradoras encerraram os onze primeiros meses de 2025 com receitas totais de R$ 376,17 bilhões, desempenho 4,67% inferior, em termos nominais, ao registrado no mesmo período de 2024. Em valores reais, descontada a inflação medida pelo IPCA, a retração foi de 9,25%, movimento explicado principalmente pela forte queda dos produtos de acumulação. Ainda assim, o segmento de seguros de danos e pessoas (excluindo VGBL) manteve trajetória positiva, com crescimento nominal de 7,28% no acumulado até novembro e alta real de 2,08%, enquanto o estoque de provisões técnicas alcançou R$ 2,04 trilhões em novembro, equivalente a 16,1% do PIB, informa a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No mês de novembro, o setor arrecadou R$ 29,85 bilhões, queda de 10,2% em relação a outubro e recuo de 10,89% na comparação com novembro de 2024. A fotografia do acumulado do ano até novembro revela comportamentos distintos entre os três grandes blocos acompanhados pelo regulador.

Em seguros (danos e pessoas, exceto VGBL), a receita acumulada atingiu R$ 202,28 bilhões, com avanço de 7,28% em termos nominais e crescimento real de 2,08%. Já os produtos de acumulação — VGBL, PGBL e previdência tradicional — somaram R$ 142,58 bilhões em contribuições, queda expressiva de 19,42% nominal e 23,24% real, confirmando a pressão sobre esse segmento ao longo de 2025.

A capitalização, por sua vez, arrecadou R$ 31,32 bilhões, crescimento de 7,66% nominal e 2,46% real, mantendo expansão moderada. Pela distribuição das receitas acumuladas no ano, seguros responderam por 59% do total, acumulação por 32% e capitalização por 9%, o que evidencia o peso do risco puro na composição do mercado supervisionado.

Do lado das devoluções à sociedade, as indenizações, resgates, benefícios e sorteios totalizaram R$ 243,01 bilhões de janeiro a novembro, alta nominal de 9,68% e aumento real de 4,29% na comparação com o mesmo período de 2024. Em novembro, o fluxo mensal foi de R$ 21,05 bilhões, com crescimento de 7,17% frente a novembro do ano passado. Nos seguros, as indenizações somaram R$ 72,87 bilhões no acumulado, e apenas em novembro foram R$ 6,53 bilhões, aumento nominal de 13,74% em relação ao mesmo mês de 2024.

Nos produtos de acumulação, os resgates e benefícios chegaram a R$ 144,67 bilhões no acumulado do ano, com crescimento real de 7,99%, reforçando o ritmo de saídas nesse mercado. Na capitalização, resgates e sorteios somaram R$ 25,47 bilhões de janeiro a novembro, com variação real de 0,45%. A comparação entre receitas e retornos também chama atenção para a dinâmica recente da previdência aberta: no mês de referência, benefícios e resgates superaram contribuições em R$ 2,09 bilhões, sinalizando saída líquida no período.

O avanço das provisões técnicas, por sua vez, segue como um dos pilares do setor. Em novembro, o estoque total atingiu R$ 2.035,81 bilhões, alta de 12,03% nominal e 7,14% real em relação a novembro de 2024. A maior parcela permanece concentrada em acumulação, com R$ 1.740,15 bilhões, enquanto seguros somaram R$ 251,35 bilhões e capitalização, R$ 44,31 bilhões. Na distribuição percentual, acumulação representa 86% do estoque, seguros 12% e capitalização 2%, refletindo o peso dos produtos de longo prazo na formação de reservas e no papel do setor como poupador institucional.

Dentro dos seguros, o comportamento por linhas de negócio reforça o quadro de crescimento seletivo. Os seguros de danos acumularam R$ 131,49 bilhões em prêmios até novembro, com crescimento nominal de 6,53% e real de 1,37%. O seguro auto manteve a liderança, com R$ 55,64 bilhões no período, alta de 6,39% nominal e 1,22% real, respondendo por 42% dos prêmios de danos.

Também avançaram, acima da inflação, os seguros compreensivos (residencial, condominial e empresarial), com crescimento real de 7,85%, e os ramos financeiros, com alta real de 12,21%, além de fiança locatícia, que cresceu 12,51% em termos reais. Em sentido contrário, o seguro rural somou R$ 11,94 bilhões e registrou retração real de 14,47%, enquanto riscos especiais – energia (-15,27% real) e microsseguros (-13,88% real) também recuaram, sugerindo ajustes de apetite, condições de subscrição e efeitos conjunturais em linhas específicas.

Nos seguros de pessoas, o segmento arrecadou R$ 70,79 bilhões de janeiro a novembro, com crescimento nominal de 8,69% e real de 3,41% frente a 2024. O seguro de vida foi novamente o motor, com R$ 34,91 bilhões em prêmios, alta de 12,35% nominal e 6,87% real, representando 49,31% do total do segmento. Prestamista somou R$ 19,94 bilhões, com variação real ligeiramente negativa (-0,13%), e acidentes pessoais acumulou R$ 8,78 bilhões, com queda real de 2,93%, enquanto outras linhas avançaram acima da inflação.

A principal pressão do ano segue concentrada nos produtos de acumulação. No detalhamento, o VGBL acumulou R$ 128,74 bilhões em contribuições, queda real de 24,63%, enquanto o PGBL somou R$ 11,11 bilhões (-7,17% real) e a previdência tradicional, R$ 2,73 bilhões (-8,01% real). No agregado, as contribuições totalizaram R$ 142,58 bilhões, contra resgates de R$ 140,29 bilhões e benefícios de R$ 4,38 bilhões, resultando em contribuição líquida negativa de R$ 2,09 bilhões no mês, um indicativo relevante sobre o comportamento do investidor e a dinâmica de liquidez nesse mercado.

Na capitalização, o desempenho permaneceu positivo, com receitas de R$ 31,32 bilhões no acumulado até novembro, crescimento real de 2,46%. A modalidade tradicional concentrou R$ 22,40 bilhões, enquanto a filantropia premiável somou R$ 3,75 bilhões e o instrumento de garantia, R$ 3,69 bilhões, com destaque para este último pela alta real de 16,24%, sinalizando maior uso do produto como alternativa de garantia em contratos, especialmente em ambientes de maior seletividade de crédito e busca por instrumentos de mitigação de risco.

O fechamento de 2025 tende a consolidar esse desenho: expansão mais nítida em proteção e serviços de gestão de risco, enquanto a previdência aberta atravessa uma fase de reprecificação e reorganização do fluxo de captação.

Zurich fecha seguro do Maracanã em parceria com a corretora de seguros e resseguros Inter Risk 

O Maracanã, um dos mais emblemáticos complexos esportivos e culturais do país, passa agora a contar com o seguro patrimonial da Zurich para riscos operacionais, em colaboração com a corretora Inter Risk. 

A conquista, liderada pela diretoria comercial regional RJ/ES/N/NE da seguradora, reforça o posicionamento da Zurich na condução de grandes negócios e na estruturação de soluções voltadas a grandes riscos. O acordo também fortalece o relacionamento da companhia com parceiros estratégicos e amplia sua atuação em seguros patrimoniais ao redor do país. 

“Essa parceria é resultado de um trabalho conjunto, baseado em relacionamento, confiança e experiência na colocação de grandes riscos. Atuar na proteção patrimonial de um ativo como o Maracanã, ao lado da Inter Risk, reforça a forma como a Zurich se posiciona em operações de grande porte no mercado brasileiro”, afirma Thales Amaral, diretor regional do RJ/ES/N/NE da Zurich Seguros. 

O seguro contratado é voltado à proteção do ativo físico do estádio, independentemente da realização de jogos, shows ou outros eventos. A apólice está relacionada aos riscos operacionais associados ao funcionamento do complexo e contempla a infraestrutura do Maracanã. 

“A operação foi estruturada a partir de uma parceria comercial entre a Inter Risk e a Zurich, combinando relacionamento, experiência técnica e conhecimento na colocação de riscos de grande porte e elevada complexidade”, reforça Fernando Coelho, Chief Strategy Officer da Inter Risk. 

Com esse movimento, a Zurich reforça sua estratégia de crescimento sustentável, diversificação do portfólio e ampliação de sua presença em projetos emblemáticos no Brasil, consolidando sua atuação em ativos de grande relevância nacional.

Galo de Ouro anuncia seus vencedores e leva campeões para viagem ao Japão 

O Galo de Ouro, uma das principais premiações do mercado segurador brasileiro, anunciou no último sábado, dia 10, no aniversário do Grupo MAG, os vencedores da edição 2025. Os nomes foram divulgados em uma transmissão ao vivo no canal oficial da companhia no YouTube, realizada na sede do Grupo, no Rio de Janeiro.

O evento contou com a participação do Chairman e CEO do Grupo, Helder Molina, de Leonardo Lourenço, vice-presidente do Grupo, e de Carolina Vieira, diretora de Parcerias Estratégicas, além de líderes e parceiros convidados. No mesmo dia, os executivos também participaram de uma gravação especial realizada aos pés do Cristo Redentor, como parte das ações comemorativas do aniversário da companhia.  

Os responsáveis pelo anúncio dos vencedores do Galo e dos destaques de venda da edição foram o diretor Comercial de Varejo, Marcio Batistuti, e a diretora Comercial Corporate, Carice Weber. Foram apresentados 16 galistas e 68 destaques de venda, distribuídos em 16 categorias selecionadas nesta edição. Os galistas foram contemplados com uma viagem com acompanhante ao Japão e uma premiação em dinheiro de R$ 20 mil. 

“Iniciamos nosso aniversário aos pés do Cristo Redentor, agradecendo o último ano e pedindo que o novo ciclo da MAG, que se inicia, seja ainda mais promissor. Anunciar nossos galistas neste mesmo dia me deixa extremamente orgulhoso do que estamos construindo juntos, aqui na MAG. O Galo de Ouro é uma premiação que valoriza e reconhece quem faz a diferença e está preparando as famílias brasileiras para os desafios do amanhã, por meio da proteção financeira”, destaca Helder Molina, Chairman e CEO do Grupo.  

A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para o dia 24, na Sala São Paulo, na matriz paulistana do Grupo e contará com a presença dos campeões e seus acompanhantes. O embarque para o Japão está programado para o dia seguinte (25) e contará com a presença do Chairman e CEO do Grupo, Helder Molina, que vivenciará toda a programação desenhada exclusivamente para os galistas, que combina lazer, alta gastronomia e experiências diferenciadas.  

Criado em 1974 por Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG, o Galo de Ouro, que conta com 51 anos de história, foi inspirado pela trajetória vitoriosa do pugilista brasileiro peso-galo Éder Jofre, considerado o melhor de todos os tempos em sua categoria, de acordo com a Confederação Mundial de Boxe. 

Galistas da edição:

Mônica Aguiar, Gerente Comercial, que passa a ser oficialmente reconhecida como vencedora da categoria Amazonita

Caroline Alievi 

Leandro Pretto 

Prado de Moura Shield Corretora 

Gislaine Gondim 

Mirella Moura 

Fabiane Fernandes 

Tatiane Diaz 

STOA 

Rafael Andrade 

Luciana Machado 

Henrique Fraguas 

Fernanda Onófrio 

Alex Prudêncio 

Ana Brez 
Lariana Silveira 

Ezze Seguros renova patrocínio com o Corinthians

A Ezze Seguros e o Corinthians anunciam a prorrogação do contrato de patrocínio por mais seis meses para o time profissional de futebol. A parceria entre a companhia e o clube vem desde 2024. A marca da seguradora estará presente na parte superior das costas da camisa corintiana do time profissional masculino até a parada dos campeonatos no Brasil para a Copa do Mundo de futebol no meio do ano.

“Este novo acordo mostra a força entre essa parceria que já vem desde 2024, em todos os momentos. Intensifica ainda mais a relação entre as duas marcas, além de proporcionar novos ativos para o patrocinador e reforçar a valorização do Corinthians com a plataforma de patrocínio”, afirma Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros. 

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, também mostra satisfação com a renovação do patrocínio. “A parceria com a EZZE Seguros vai muito além da exposição de marca. É uma relação construída com confiança e muito profissionalismo. A renovação nos dá ainda mais segurança no trabalho que vem sendo feito”.

No ato da renovação, o Vice-Presidente Executivo da companhia, Ivo Machado, também destaca a força da marca Corinthians e todo o trabalho da EZZE Seguros que vem garantindo o desenvolvimento do esporte e do futebol, garantindo conquistas importantes. “Todo o nosso apoio ao clube. Renovada essa parceria… que venham mais títulos neste ano”, disse.