Icatu amplia cobertura de doenças graves no Seguro de Vida

Luciana Bastos Icatu Seguros

Fonte: Icatu

A Icatu constatou aumento na procura por coberturas que podem ser utilizadas em vida no portfólio de seguros ofertado pela companhia. Só no primeiro semestre de 2023, houve crescimento de 113% na busca por coberturas como Invalidez, Doenças Graves e Diárias de Incapacidade Temporária e Internação Hospitalar. Atenta a este cenário, a Icatu ampliou sua cobertura e agora conta com 24 doenças graves nos seguros de vida individual Essencial e Horizonte. As novas atualizações já estão disponíveis no portfólio da seguradora.

“Gostamos sempre de reforçar que o seguro de vida é sobre a vida e, mais do que isso, que é uma proteção para todas as fases e momentos dela. É uma satisfação observar uma crescente busca e conscientização por parte da população em relação ao seguro e às diversas possibilidades de cobertura oferecidas, pois essa é uma tangibilização do nosso compromisso social. A chegada destas novas coberturas – que incluem também doenças como Alzheimer, Parkinson e ELA – é resultado de um processo constante de escuta das necessidades dos nossos clientes, parceiros e corretores. Temos orgulho de dizer que as decisões da Icatu estão sempre em linha com as demandas do mercado e da sociedade”, afirma Luciana Bastos, diretora de Produtos de Vida da Icatu.

Evolução na categoria – Nos últimos cinco anos, a evolução total da companhia na carteira geral de seguro de vida foi de 90%, sendo hoje líder entre as seguradoras independentes, considerando os prêmios ganhos. Só no primeiro semestre de 2023, a Icatu observou aumento de cerca de 40% no Vida Individual.

Os investimentos da Icatu em inovação têm impulsionado o seu crescimento. Foram mais de R$ 1 bilhão considerando os últimos cinco anos. Para 2023, a estimativa é o investimento de mais de R$400 milhões em iniciativas de tecnologia, inovação, transformação e experiência digital.

Magalu e BNP Paribas Cardif lançam produto com cobertura de saúde a partir de R$ 22,80 mensais

1-Sheynna Hakim

Fonte BNP

O Magalu e a BNP Paribas Cardif acabam de lançar o Proteção Saúde Magalu. Com abrangência nacional e valor acessível, o seguro tem cobertura de 10 mil reais para diagnósticos de doenças graves como câncer, AVC e infarto para o titular do plano. O produto também oferece uma ampla rede de profissionais e serviços credenciados que atendem desde a medicina tradicional à complementar, além de uma plataforma personalizada de agendamento, que pode ser feito por meio da geolocalização do segurado, garantindo ainda mais praticidade.

“Precisamos nos atentar para a saúde das pessoas. Ao cuidar dos clientes, promovemos uma relação mais humana”, afirma Carlos Mauad, CEO da Fintech Magalu. “O Proteção Saúde Magalu traz mais segurança aos nossos consumidores, com preços acessíveis, o que segue a missão da nossa companhia e os objetivos da nossa parceria com a Cardif”.

O seguro está disponível no plano individual, que custa 22,80 reais por mês, e familiar (até três dependentes) por 32,40 reais mensais. Nas redes credenciadas, estão disponíveis serviços de telepsicologia e telemedicina com clínico geral sem custo adicional, além de especialidades como cardiologia, pediatria, neurologia, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, entre outros, com coparticipação.

Os planos também contam com uma ampla oferta de descontos em consultas presenciais, exames laboratoriais clínicos e de imagem (ressonância magnética, raio-x, ultrassonografia etc.), atendimentos complementares como massagem, acupuntura, peeling e Reeducação Postural Global (RPG) e um clube de benefícios com ofertas especiais em educação, lazer, compras e parcerias exclusivas do Magalu. O Proteção Saúde é vendido na loja e, em breve no site do Magalu, de forma individual, ou seja, não é necessário comprar outro produto para adquiri-lo.

“Esse seguro é a realização de um sonho antigo da BNP Paribas Cardif. Nosso propósito é o de tornar os seguros acessíveis e a ideia desse produto é dar acessibilidade à saúde online, além de benefícios em medicamentos e telepsicologia. Por isso, combinamos a nossa experiência e conhecimento em seguros, com o alcance e a confiança do Magalu para trazer uma nova opção para a população se cuidar. Um seguro diverso, acessível em custo, aberto para toda a família e inovador em termos de oferta”, diz Sheynna Hakim, CEO da Cardif Brasil.

Atendimento de qualidade e preço acessível

Com esse lançamento, a BNP Paribas Cardif amplia seu portfólio e reforça seu propósito de oferecer seguros mais acessíveis, com serviços de qualidade, atendimento ágil, tecnologia e preços justos. Além de, também, seguir o propósito do Magalu de democratizar o acesso dos clientes aos mais diversos produtos e serviços. Essa parceria tem um grande papel na promoção da responsabilidade social no mercado brasileiro. 

Prudential do Brasil lança seguro de vida com cobertura vitalícia para doenças graves

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil lança o seguro Prudential Vida e Saúde, com cobertura vitalícia para doenças graves. O produto pode ser adquirido por pessoas com idades entre 14 e 70 anos e possibilita utilizar até 50% do capital segurado total contratado para morte em uma indenização em vida. O valor da cobertura é o maior já oferecido pela modalidade no país e pode chegar a R$ 5 milhões.

Este adiantamento poderá ser feito após a quitação da apólice e em casos de diagnóstico de 13 tipos de doenças graves e procedimentos médicos cobertos, como câncer, AVC, insuficiência renal terminal, esclerose múltipla, queimaduras graves, transplante de órgãos, cirurgia para troca de válvulas cardíacas, entre outros. Ao adquirir essa cobertura, o cliente passará a contar também com assistências como telemedicina para especialidades médicas, psicoterapia, segunda opinião médica, entre outros. O Prudential Vida e Saúde é um seguro de vida e não tem relação com seguro ou plano de saúde.

De acordo com o vice-presidente de Marketing, Produtos e Digital da Prudential, Carlos Cortez, o novo produto foi pensado para todas as fases da vida da pessoa, oferecendo tranquilidade financeira em um momento de necessidade. “O novo Prudential Vida e Saúde é inovador porque acompanha a evolução do cliente combinando saúde e longevidade. Temos orgulho de manter a vocação pioneira da Prudential e inovar oferecendo produtos e coberturas exclusivas para doenças graves no Brasil”, afirma.

A demanda por proteções que podem ser usadas em vida vem crescendo ano a ano no Brasil. Essa tendência já havia sido observada pela Prudential em um estudo que apontou que mais de 40% dos clientes buscaram a proteção em vida como motivação para a contratação do seguro. Somente no primeiro semestre, a Prudential registrou R$ 195 milhões em prêmios emitidos no ramo de Doenças Graves Individual, o que representa um crescimento de 22%, acima da média do mercado. Atualmente, a Prudential é líder de mercado em Doenças Graves, com cerca de 50% de participação de mercado.

Europ Assistance amplia parceria com a Prudential no Brasil

Aua Prudential passará a contar com assistências especializadas da Europ Assistance (EA) em Funeral, produtos voltados para empresa e viagem. Outra novidade é que a EA abrigará também uma célula exclusiva para atendimento dos clientes da seguradora. O espaço contará com 15 profissionais, que atuarão 24 horas, todos os dias da semana. Atualmente a carteira da Prudential tem 3,7 milhões de vidas seguradas.

“Nós somos obcecados pelo cliente e essa célula exclusiva vai proporcionar a excelência nos atendimentos com informações claras e transparentes, com alto padrão de qualidade e acolhimento. Uma operação construída por pessoas, para proteger pessoas”, disse Anderson Vicente, coordenador de Assistência e Sinistro da Prudential.

“Para nós é uma grande satisfação ampliar a parceria que temos com uma marca tão significativa como a Prudential. A oferta de novos produtos e a inauguração dessa nova célula exclusiva de atendimento são dois marcos importantes no histórico de relacionamento entre essas duas grandes multinacionais”, destacou Rogerio Guandalini, diretor Comercial e Marketing da Europ Assistance no Brasil.

Efetividade da ouvidoria do setor segurador supera 98%, afirma CNseg

Fonte: CNseg

Quase a totalidade dos registros de ouvidoria do mercado segurador foi tratada sem que houvesse a aplicação de multas pelo Procon e disputas legais, conforme aponta o novo Relatório de Atividades das Ouvidorias do Setor Segurador. O documento, desenvolvido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), revela que o Índice de Efetividade das Ouvidorias (IEO) das empresas no ano de 2022 atingiu o marco significativo de 98,4% no que diz respeito a demandas de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização. O resultado representa o crescimento de 0,3 p.p. em comparação com 2021, quando a taxa de resolução estava na casa dos 98,1%. 

O elevado percentual de tratamento das demandas reflete o empenho das ouvidorias em dar respostas claras aos consumidores e das seguradoras em prestar informações adequadas aos consumidores no momento da contratação dos seguros. Além disso, contribui o esforço da CNseg e das Federações em democratizar o conhecimento sobre a atividade securitária. De acordo com o relatório, desconsiderando a Saúde Suplementar, das 157.882 demandas registradas nas Ouvidorias do setor segurador, apenas 1,4%, o equivalente a 2.264 casos, evoluíram para processos formais, enquanto os órgãos de defesa do consumidor aplicaram multas em apenas 0,2% dos casos, totalizando 280 ocorrências. 

Outro critério considerado na elaboração do relatório consistiu na análise dos cadastros registrados no Sistema Coletor de Dados das Ouvidorias. Em 2022, esse sistema reuniu um total de 213.182 registros provenientes das 114 empresas associadas à CNseg, as quais representam 91,2% da arrecadação do mercado segurador. Desse total, 5.713 estavam relacionados ao DPVAT e foram direcionados à seguradora Líder, uma redução de 58% em relação ao ano anterior com uma taxa de solução de 87% no portal Consumidor. gov. br e o prazo médio de respostas de 5,2 dias. 

Na lista de ramos mais demandados, o documento mostra que, em Danos e Responsabilidades, o seguro Automóveis se destacou com 52,7% das citações, as quais estavam relacionadas ao processo de regulação de sinistros, pagamento de indenizações, riscos excluídos, cancelamento indevido da apólice e fornecimento de peças. Na Cobertura de Pessoas, o Prestamista liderou com 54,6% das menções que abordavam temas como não reconhecimento da compra, cancelamento da apólice, problemas com documentos obrigatórios e questões relacionadas à venda ou cobrança indevida. Em adição, 71,7% das menções da Saúde Suplementar estavam vinculadas aos planos coletivo-empresarial. As principais razões para os cadastros incluíam reanálise de negativa, discordância com o valor e negativa de reembolso, além de dificuldades no agendamento e cancelamento.

No que diz respeito à Capitalização, a modalidade tradicional foi mencionada pela grande maioria dos consumidores, alcançando a marca de 91,5%, trazendo questões como valor do resgate e/ou restituição, bem como informações gerais sobre produtos e serviços. Por outro lado, na Previdência, o destaque recaiu sobre o Plano Individual de Risco, representando 45,8% do total de registros. Os principais motivos abordados foram o pagamento de resgate, o cancelamento do plano e questões relacionadas à documentação. 

O relatório mostrou ainda que, pela primeira vez, a plataforma Consumidor.gov.br, canal de atendimento obrigatório para o setor, foi o maior canal de entrada de demandas das ouvidorias de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização, com 32,3%, seguido pelo telefone, 25,8%, Este último ainda usado de forma expressiva, segundo o estudo, por 66,5% dos consumidores de planos de saúde. Entre as diferentes regiões do país, o Sudeste teve destaque com 60,1% do total de demandas dirigidas às ouvidorias. Os estados de São Paulo, com 82.056 registros, e Rio de Janeiro, com 27.431, se sobressaem, contribuindo, juntos, com mais da metade, ou seja, 52% do total de registros em nível nacional.

O Sul segue em segundo lugar, com 30.817 cadastros, impulsionado pelo Rio Grande do Sul, que contribuiu com 15.009 registros, correspondendo a 48,7% do total da região e ocupando a terceira posição no ranking nacional de demandas. Completam a lista o Nordeste, com 30.661 registros; o Centro-Oeste, com 15.357 casos; e o Norte, com 6.779 cadastros, região esta que concentra os três estados com menor registros de ouvidoria: Amapá (189) Roraima (213) e Acre (363).

Na esteira da implantação do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), em que o setor projeta seus objetivos e caminhos para os próximos anos, Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, acredita que os ouvidores têm se mostrado fundamentais para que o setor mantenha seu maior trunfo: “a confiança do consumidor”. “Como nos anos anteriores, as ouvidorias do setor de seguros se mostraram aptas a prestar o atendimento de nível mais qualificado aos consumidores, reforçando sua importância como meio alternativo de solução de conflitos de consumo e como ferramenta estratégica de melhoria de processos”, ressaltou. 

O presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg, Silas Rivelle, informou que no ano de referência do relatório também ocorreu a revisão do marco regulatório das Ouvidorias, quando foi editada a Resolução CNSP nº 445/22, que dispõe sobre a instituição de ouvidoria pelas sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização. “As poucas e pontuais alterações em relação ao normativo anterior reforçam a percepção do setor de que foi um sucesso optar pelas Ouvidorias como meio eficaz de solução de conflitos de consumo e como ferramenta estratégica de melhoria de processos”, ressalta. 

O Relatório é composto pelas ações da Comissão de Ouvidoria da CNseg, análise das demandas tratadas pelas ouvidorias, em que são abordados o Índice de Efetividade das Ouvidorias, números e informações referentes às demandas tratadas no ano, além da análise específica das demandas do Seguro DPVAT. As demandas tramitadas nas ouvidorias são monitoradas pela Comissão de Ouvidoria da CNseg desde 2006, possibilitando a identificação de pontos de atenção e tendências do setor ao longo dos anos.

Titular da Susep pontua mudanças acordadas no PL de seguros

Alessandro Octaviani Susep

Hoje, as 14 horas, o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, e o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, darão uma coletiva de imprensa para falar sobre o PL 29/2017, que muda os contratos de seguros no Brasil. Para quem está muito curioso, o Valor desta segunda-feira antecipa algumas mudanças.

Em entrevista ao Valor, Octaviano comentou que as regras que determinam a relação entre as seguradoras e os consumidores estão no Código Civil, onde ficam “perdidas” em meio a outros tantos assuntos. Com o PL 29, o Brasil ficaria alinhado com os principais mercados no mundo, onde o mercado é regulado dessa forma: uma lei específica para contratos e uma autoridade – no caso, a Susep.

INDENIZAÇÃO

Entre as principais mudanças ele cita a forma como se regula o pagamento da indenização. Hoje, comentou Octaviani ao Valor, praticamente não há punição para uma seguradora que demora a pagar e também não há obrigação de transparência no cálculo. Com o acordo, foi fechado um conjunto de prazos “curtos, mas factíveis” e a obrigação de as seguradoras compartilharem com os segurados como foi fixada a indenização.

QUESTIONÁRIO DE RISCOS

Havia também resistência nas novas normas para a prestação de informações. No modelo atual, explicou o superintendente, a seguradora espera do segurado os dados relevantes para avaliar riscos. “Se algo for omitido, mesmo que sem culpa, a seguradora depois pode se desvincular do contrato”, disse. O projeto de lei determina a aplicação de um questionário obrigatório e vinculante, no qual a seguradora deve perguntar tudo o que considere relevante. “O que não foi perguntado, depois não poderá ser usado para afastar o direito à indenização do segurado”.

RESSEGUROS

Na Política Nacional de Acesso a Seguros, um conjunto mais amplo para elevar a penetração de seguros no Brasil, existe, por exemplo, uma proposta para modificar a tributação do setor de resseguros, tornando as condições brasileiras equilibradas em relação às dos demais países. No PLC 29/2017, existe apenas um ponto que trata dos resseguros. Diz que, quando a resseguradora atuar como seguradora, precisará seguir as normas vigentes no Brasil para esse produto. Esse ponto despertou algumas críticas pontuais, admitiu Octaviani. Porém, não foi objeto de divergência com a CNSeg.

Corretora Solutions escolhe Zurich para o seguro da NetZero Brasil

Com investimentos de R$ 20 milhões, a fábrica da NetZero situada na cidade Lajinha, em Minas Gerais, inaugurada em setembro, contratou o corretor Sergio Frade, sócio da Solutions Gestão de Seguros, que atua no mercado há 22 anos, para fazer a colocação do programa de seguros de Riscos Patrimoniais e de Responsabilidade Civil.

Frade conta que a colocação deste seguro foi extremante desafiadora, considerando o momento atual de endurecimento das condições de resseguros no mercado mundial e a inexperiência das seguradoras com o tipo de processo produtivo. “A Zurich foi a única seguradora no Brasil que apresentou condições técnicas para subscrever e garantir os riscos relacionados à operação industrial da NetZero”, informa o corretor, sem citar dados do contrato, em razão da confidencialidade do mesmo.

A NetZero é a 1ª planta de produção de Biochar em alta escala da América Latina. Com investimentos de R$ 20 milhões, a fábrica situada na cidade Lajinha, em Minas Gerais, inaugurada em setembro, uma aposta da startup francesa NetZero, é a primeira unidade industrial da América do Sul inteiramente voltada para a produção do biochar; e a maior do mundo que utiliza apenas resíduos agrícolas.

“O sucesso na colocação do seguro somente foi obtido a partir do correto entendimento dos riscos relacionados ao nosso negócio e correta abordagem do mercado segurador, realizada através da corretora de seguros que contratamos. Fizemos apresentações detalhadas para apresentar o risco, nossos investimentos em protecionais, manutenção e operação. Como resultado, o seguro levou em consideração a iniciativa potencialmente benéfica da NetZero à meta de remoção de carbono da atmosfera a longo prazo”, comenta Pedro de Figueiredo, CEO da NetZero.

Na terra, o biochar age como uma esponja de carbono que retém água e nutrientes no nível das raízes das plantas. Ele também ajuda a equilibrar o pH do solo e ampliar sua aeração. Todos esses benefícios podem melhorar a saúde dos campos enquanto reduzem o uso de irrigação e de fertilizante. A matéria prima — casca de café — é fornecida com ajuda de uma cooperativa local que conta com cerca de dez mil produtores. O biochar resultante é vendido aos agricultores da cooperativa para ajudá-los a reduzir o uso de fertilizantes enquanto aumentam suas safras e a saúde de seus solos.

O seguro abrange cobertura para incêndio, raio, explosão, danos elétricos, danos de quebra máquina, vendaval, lucros cessantes, responsabilidade civil e outros conforme avaliação da corretora Solutions Gestão de Seguros. “O processo de subscrição e aceitação do risco na Zurich envolveu seus profissionais técnicos de seguros e de sustentabilidade e levou em consideração a iniciativa potencialmente benéfica da empresa à meta de remoção de carbono da atmosfera a longo prazo”, acrescenta Frade.

“Apoiar os nossos clientes na transição climática é um dos principais objetivos da Zurich, e estamos contando com a parceira dos corretores nessa jornada. O trabalho desenvolvido pela NetZero está alinhado com nossa estratégia de sustentabilidade, e esse foi um aspecto decisivo para aceitarmos subscrever esse risco. Dessa forma, apoiamos nossos clientes e corretores e colocamos em prática nossa ambição em ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto no mundo”, afirma Jose Bailone, diretor executivo de Subscrição de P&C e Commercial Insurance da Zurich.

Conec 2023: Otimismo e inovação selam as relações entre corretores, seguradoras e entidades

A 19ª edição do CONEC (Congresso de Corretores de Seguros), promovida pelo SINCOR-SP mostrou um novo momento do mercado de seguros. Diferente de outras edições onde falar em venda digital era quase um atentado ao pudor, o clima nos três dias do evento era verdadeiramente de “superação”, o tema desta edição escolhido pelo organizador.

Assim como o tema diversidade e inclusão entrou na pauta do setor nos vieses de gênero, raça e escolha sexual, também permeia os canais de distribuição, sendo 130 mil corretores de seguros cadastrados na Susep. Cada corretor tem e opção de ser o que quer ou o que pode neste momento. Em cada entrevista era possível identificar a união de todos para consolidar o corretor de seguros como um dos principais distribuidores de seguros do Brasil, em suas diferentes versões: individuais presenciais, individuais digitais, pequenos, médios, grandes, cooperativas, assessorias, MGA, consultores financeiros, plataformas digitais para comparar preços ou para fazer a venda de ponta a ponta.

“É preciso capacidade e resiliência para que, juntos, possamos desenvolver, ainda mais, a nossa profissão. Neste novo cenário de mudanças de hábitos de consumo, internet das coisas e inteligência artificial, o corretor tem que informatizar a sua corretora, tem que aprender a lidar com funil de vendas, tem que usar as ferramentas que as seguradoras oferecem para ajudar o corretor iniciar, sem nenhum investimento, a digitalização e o marketing. As mudanças vão ser ainda maiores e nós não podemos ficar numa distância cada vez maior do consumidor”, afirmou o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), Boris Ber. 

Dito isso, a organização do evento se debruçou em trazer conteúdo e conhecimento para cerca de 10 mil corretores de seguros presentes de 5 a 7 de outubro no Transamérica Expo Center, na zona sul de São Paulo. Os profissionais tiveram oportunidades diversas, desde ouvir do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que precisa do apoio das seguradoras, especialistas em gerenciar riscos, para melhorar a administração da maior cidade do país, passando por discursos rápidos de entidades como Fenacor, Susep e CNseg, bem como dos principais porta-vozes de companhias de seguros.

E claro, descontração nas mais divertidas atrações preparadas pelos expositores para intensificar o networking com os profissionais de vendas. As modelos profissionais que distribuíam brindes nas edições anteriores deram lugar a especialistas em cuidar da saúde integral, enfatizando a importância da prevenção de riscos e do cuidado com a qualidade da saúde física mental e financeira desde o nascimento até a morte.

Já numa pegada mais digital, para levar o brinde era exigido alguma ação lidada a tecnologia com seguir o perfil da companhia, numa clara amostra da importância dada para a qualidade de seus seguidores nas redes sociais. Assim como o “Segures não”, o setor entra na fase “Robô não”, o que remete a um imenso movimento de superação, com ganho de eficiência para conquistar clientes de verdade, com corretores de verdade, com produtos que protegem de verdade. 

Unidos pela democratização do seguro

A palestra de abertura, no formato talk show, contou o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o talk show teve ainda um debate com o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, com o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, e com o presidente do Sindseg-SP, Rivaldo Leite. 

Segundo informa o portal Sincor-SP, Octaviani iniciou a conversa destacando como construir um futuro guiado em três pilares. “O primeiro pilar é melhorar a qualidade da regulação, um desafio para a autoridade reguladora que pensa as leis de seguros com responsabilidade. O segundo é olhar para a qualidade do seguro ofertado; e o terceiro é a poupança popular e como conectar esse patrimônio aos grandes projetos de desenvolvimento nacional.” Segundo o xerife do setor, com ajustes, é possível fazer com que mais pessoas tenham acesso ao seguro e ampliar o mercado interno. “Para os clientes entrantes, devemos fornecer produtos com qualidade. Um cliente satisfeito em um dia, retorna no outro. O mercado precisa inspirar confiança. Para isso, precisamos da ajuda do corretor, o principal indutor de seguro e agente para alcançar os novos nichos.”

Nesta mesma linha, o presidente da CNseg destacou a urgência das seguradoras desenvolverem produtos para todos os públicos. “Cerca de 67% da população brasileira ganha cerca de dois salários-mínimos e precisamos fornecer seguros para esta camada. A projeção de crescimento do mercado é de 9,4% para este ano. O setor é sólido e atravessa a modernização e digitalização. Estamos preparados para o futuro e temos muito o que crescer. Trabalhamos com pessoas, e o cerne do negócio sempre será a proteção. Precisamos nos unir e achar o melhor caminho”, afirmou Oliveira.

Rivaldo Leite enfatizou a união em torno da inovação do setor. “É extremamente importante para o mercado que as lideranças olhem para frente e se unam como agora. O caminho está alinhado e temos muito trabalho pela frente. O mercado está inovando e se modernizando cada vez mais. Tenho certeza de que o futuro será próspero”, projetou.

Vergílio destacou que o Conec traz propostas e decisões que criarão as bases para sustentar um futuro melhor, não apenas para o corretor de seguros, mas para a sociedade brasileira. “Uma projeção de 10% de representatividade no PIB brasileiro até 2030 não é uma pretensão absurda. As possibilidades de ampliar os negócios são infinitas. No Brasil, há uma rede de distribuição de seguros muito forte. Uma vasta e capilar força de vendas chamada corretor de seguros. Uma força de mais de 130 mil profissionais responsáveis por mais de 90% da venda de seguros.”

Tecnologia como aliada

No painel de abertura do segundo dia do evento, CEOs de seguradoras foram convidados para falar sobre os desafios dos corretores. Única mulher do painel, Patricia Chacon, presidente da Liberty Seguros, seguradoras em processo de ser incorporada pela HDI Seguros, disse que o papel de líderes do setor é reinventar o negócio no ritmo das mudanças sociais. “Nosso mercado está em constante transformação, e em momentos de mudança é prioritário ter clareza sobre qual é a nossa essência”. Ela citou o Conselho de Corretores, onde os parceiros têm apoiado a Liberty em sua transformação.  “Por meio da co-criação, nós lançamos juntos a Aliro, um produto mais acessível para o momento de aperto no bolso do cliente, criamos o novo Portal de Corretores (MEC) e desenvolvemos uma plataforma inovadora de venda de seguros de Vida, Meu Momento de Vida”. 

O aniversariante do dia, Eduardo Dal Ri, CEO da HDI, falou sobre as recentes compras da Sompo e da Liberty, uma vez que do ponto de vista do corretor reduz as opções aos clientes.” Estou ficando especialista em aquisições”, comentou fazendo referência a outras negociações nas quais já esteve à frente. “Teremos uma nova marca para operar com os produtos e serviços da Liberty. Não poderemos usar a marca Liberty, por isso estamos nos dedicando agora a criar uma marca e contamos com a parceria dos corretores para escolher o novo nome. O apoio dos corretores é a chave para o sucesso”, contou. 

Para Edson Franco, CEO da Zurich, discutir o futuro do corretor é coisa do passado. ” Há 25 anos escuto que o corretor ia acabar. Não existe ameaça ao papel do corretor, pois ele é parte da cultura do nosso setor, e nada irá substituir sua força na distribuição de seguros no Brasil, que ainda tem um potencial imenso para todos. Menos de 25% da frota de veículos no Brasil é segurada, apenas 17% das residências contam com uma apólice e 7% dos brasileiros contrataram o seguro de vida”, citou.  Segundo Franco, a tecnologia veio para agregar valor tanto na maior capilaridade de vendas como na redução do custo final do seguro. 

Ivan Gontijo, presidente do grupo Bradesco Seguros, destacou a profissionalização do corretor. “Temos de começar a olhar para o corretor como um consultor que tem o conhecimento técnico e sabe o momento adequado para apresentar o produto para seus clientes, sejam pessoas ou empresas. Ninguém conhece melhor o cliente do que o corretor e somente ele pode nos ajudar a criar produtos personalizados para cada consumidor em seu momento da vida”. 

Tão importante como a digitalização, a humanização é condição si ne qua non para o sucesso da operação de seguros, segundo disse o diretor executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da Tokio Marine, Adilson Lavrador. “E isso quem melhor pode oferecer é o corretor. É o corretor que tem o cliente na mão, ele é quem constrói o elo entre o segurado e a seguradora. Temos um banco de informações imenso, alimentado também por esses parceiros, com o qual estamos criando coberturas mais aderentes e personalizadas para atrair consumidores para o setor”. 

Felipe Nascimento, CEO de seguros da Mapfre no Brasil, seguiu o mesmo tom na valorização do profissional.  ” Temos a missão de atrair novos consumidores com ações que facilitem o entendimento da sociedade sobre a importância de estar protegida. “Efetuamos uma série de mudanças com o robusto investimento que o grupo tem aportado em tecnologia e estamos colhendo bons resultados. Temos diversos exemplos, desde facilidades e benefícios para conquistar o corretor de seguros até triplicar as vendas apenas por alterar a ordem da oferta durante a jornada do cliente”.

Seguro de vida conquista o pequeno corretor

Até pouco tempo atrás, o seguro de vida era um produto vendido exclusivamente por bancos. Hoje, as instituições ainda são as principais distribuidoras dos produtos de pessoas, como previdência, vida, seguro prestamistas, de acidentes pessoais ou invalidez. Mas aos poucos, as seguradoras vêm conquistando os corretores com um leque de produtos e benefícios para todos os bolsos de consumidores. E, claro, com um pacote de remuneração que compensa o tempo que o profissional de vendas precisa dedicar para conquistar o cliente. Enquanto no seguro de carro e cliente demanda o produto, no seguro de vida é preciso ainda criar a cultura da importância da proteção financeira. 

Luciano Soares, CEO da Icatu Seguros, contou que a mudança trazida pela pandemia ao conceito da importância de todos para o seguro de vida elevou consideravelmente a demanda pelos treinamentos de corretores antes dedicados apenas à venda do seguro de automóvel. “Os profissionais começam a ter mais curiosidade e quererem entender mais sobre as técnicas de venda de seguro de vida. Então eu acredito que o desafio está nas seguradoras, em criar programas de treinamentos eficientes para esses profissionais que estão próximos dos consumidores finais e que podem orientá-los em suas mais diversas necessidades de proteção financeira”. 

“A pandemia mostrou o valor do seguro para as pessoas e para as empresas. E isso chamou a atenção do corretor de seguros, que passa assume um papel de agente social, levando à sociedade a proteção financeira para situações que não se resumem apenas a morte, mas também a uma invalidez, uma doença grave, um acidente em uma viagem”, afirmou Ramon Gomez, vice-presidente da MetLife, uma das patrocinadoras do Conec 2023.  

O executivo afirmou que os corretores tem sido verdadeiros conselheiros no desenho dos produtos pela seguradoras. “Eles nos trazem suas percepções e juntos criamos produtos e serviços sob medida com olhos para conquistarmos uma parcela maior da população. Uma parceria importante e que tem sido a responsável por elevar as vendas de seguros de pessoas no Brasil”.

Ramon afirma que o portfolio existente no mercado segurador é tão amplo e tão diverso que se encaixa em qualquer necessidade de que o cliente venha a ter. “Temos programas de seguros flexíveis para que o corretor desenhe o produto sob medida para a Gig Economy, que abrange os trabalhadores que deixaram o ambiente estável dos escritórios para conduzir sua própria carreira, até às empresas tradicionais que compram a cobertura para atrair e reter talentos contratados pela tradicional CLT”. 

Como afirmou Boris Ber, munidos de qualificação e relacionamento os corretores continuarão com um papel fundamental na distribuição de seguros no Brasil. Que no próximo Conec tenha um painel formado apenas por corretores e outro por consumidores, dando “dicas” para os seguradores na plateia sobre como tornar os produtos e serviços do setor ainda mais atraente para os consumidores.

Novo marco das garantias amplia apetite das seguradoras

Fonte: CNseg

O aumento da oferta do seguro Garantia a custos menores está entre as  prováveis consequências do novo marco das Garantias (PL 4188/2021), aprovado pela Câmara dos Deputados (3/10). Isso porque o novo marco prevê que o contrato de contragarantia, previsto no seguro Garantia, agora passa a ser um título executivo extrajudicial.  Anteriormente, justamente por falta dessa previsão legal, as seguradoras tinham de provar, em juízo, seu direito de ressarcimento da indenização, em razão da chamada sub-rogação, para então, após reconhecido esse direito por sentença, iniciar a fase de execução, destaca a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal.

“O resultado disso era um processo demorado e custoso para a seguradora  contra o tomador causador do dano indenizado. Os custos das seguradoras e dos resseguradores se tornavam maiores e influenciavam o preço (prêmio) pago pelo seguro, além de desencorajá-los a assumir determinados riscos, o que terminava por inviabilizar o investimento em obras e concessões, prejudicando o crescimento da economia”, explicou a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal.

O presidente da Comissão de Crédito e Garantia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Roque Mello, afirma que a aprovação do PL 4188/2021 representa “um grande avanço para o mercado de seguro Garantia no Brasil”. Como Glauce Carvalhal, ele destaca a relevância do Contrato de Contragarantia como Título Executivo Extrajudicial, que, além de estar em perfeita harmonia com demais dispositivos legais, a exemplo do capítulo destinado à sub-rogação no Código Civil (artigos 346 e seguintes), “trará mais agilidade na recuperação de valores indenizados.”

Agora dependendo apenas da sanção do presidente da República, o novo marco trará benefícios a todos os envolvidos, incluindo tomadores e segurados, pois, aliado à agilidade, a medida também representa maior segurança jurídica no tocante à recuperação de valores, “refletindo positivamente no apetite do mercado ressegurador e melhor precificação do produto”, conclui Roque Mello.

O novo marco traz, na verdade,  benefícios para toda a sociedade. Além da maior oferta de crédito e redução do spread bancário, algo que beneficia indiretamente a linha de seguros massificados, como o de automóveis,  os mecanismo de recuperação de crédito foram aperfeiçoados e vão tornar a disputa por tipos de caução mais acirrada. “São todas medidas em favor da expansão da oferta de empréstimos, tendo em vista a utilização de medidas extrajudiciais para recuperação do crédito, via cartórios,  por meio de proposta de descontos em relação a créditos e intimação quanto a dívidas, inclusive por WhatsApp. Há novos incentivos a medidas de renegociação de dívidas, possibilidade de os cartórios emitirem declarações como prova de vida, execução extrajudicial para a recuperação de dívidas ligadas a veículos automotores alienados fiduciariamente, possibilidade de garantia de uma segunda dívida em imóvel que está sendo comprado com utilização de alienação fiduciária. Enfim, mecanismos  inovadores de recuperação de dívidas, com repercussão quer dos prêmios, quer  das taxas dos empréstimos das cauções bancárias”, opina Glauce Carvalhal. 

O novo marco é mais uma contribuição para ampliar o poder de fogo do Seguro Garantia entre os tipos de caução previstos nas contratações públicas de obras, serviços e compras, despontando como uma das ferramentas preferenciais para a proteção dos riscos provenientes de tomadores de recursos em favor de investimentos em infraestrutura e concessões.

No acumulado do ano até julho,  as sete modalidades do ramo Garantia arrecadaram R$ 1 bilhão, expansão de 80% sobre os R$ 586,6 milhões do mesmo período de 2022. Nos últimos 12 meses encerrados em julho, a alta é ainda mais vistosa: a receita avançou 179%, para R$ 1,9 bilhão (contra os R$ 694 milhões do período imediatamente anterior). Entre as vantagens e razões da expansão, o seguro Garantia é menos oneroso para a empresa, se comparado à fiança bancária ou à caução em dinheiro. Apresenta melhor custo-benefício, porque não interfere na linha de crédito bancária do contratado, é menos burocrático e pode ser contratado on-line, além de oferecer maior abrangência de cobertura, destacam executivos do mercado segurador.

Sobre o Seguro Garantia

O seguro garantia visa assegurar o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador no contrato principal, firmado com o segurado, conforme os termos do contrato de seguro (apólice). Há três participantes nessa modalidade de seguros: o tomador, que é devedor das obrigações por ele assumidas perante o segurado (o concessionário, por exemplo); o segurado, que é credor das obrigações assumidas pelo tomador no contrato principal (o poder concedente, por exemplo); e a sociedade seguradora, que é garante, nos termos da apólice, do cumprimento das obrigações assumidas pelo tomador.

No seguro garantia, o risco consiste no inadimplemento das obrigações do tomador, o qual, por exemplo, em uma obra pública federal coberta com seguro garantia, corresponde à empreiteira vencedora da licitação, sendo a União, neste caso, segurada.

Na relação da seguradora para com o segurado, em caso de inadimplemento das obrigações pelo tomador garantido, haverá o acionamento da apólice e o cumprimento das obrigações ali previstas, seja o pagamento pela seguradora dos prejuízos sofridos pelo segurado, ou a contratação de uma empresa terceira para assumir diretamente o escopo inadimplido.

Já na relação constituída entre tomador e seguradora, ocorre a emissão da apólice e a celebração do contrato de contragarantia, que visa mitigar o risco assumido pela seguradora para a emissão de garantias de cumprimento de obrigações, pois a contragarantia estipula diversos deveres e obrigações do tomador perante a seguradora, tais como a apresentação de garantias colaterais, adiantamento de valores da indenização securitária diretamente ao segurado, aplicação de multas e juros para eventuais valores devidos e indicação de fiadores para eventual ação de ressarcimento.

Em outras palavras, o contrato de contragarantia representa o direito de regresso da seguradora contra o tomador em um eventual sinistro, sendo o instrumento legal que permite à seguradora obter ressarcimento junto ao tomador e seus fiadores dos valores por ela pagos ao segurado, sem interferir no direito do segurado.

Conec 2023: “Vivemos um momento de muito impulso”, diz Patricia Chacon, CEO da seguradora Liberty

Patricia Chacon, CEO da Liberty Seguros no Brasil, única mulher no painel “Desafios da corretagem de seguros”, que reuniu 10 executivos no Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece entre 5 e 7 de outubro, em São Paulo, conversou com o Sonho Seguro sobre o atual momento da seguradora e sobre os desafios do setor.

“A consolidação com a HDI, é muito positiva. A Liberty está vivendo o melhor momento da nossa história, com crescimento, lucro e considerada uma das melhores empresas para se trabalhar. E tudo isso foi conquistado com a parceria dos corretores”, disse numa plateia com mais de 2,3 mil corretores de seguros.

“Tenho de reconhecer. A Liberty é a melhor seguradora do Brasil”, disse Eduardo Dal Ri, CEO da HDI, também no palco. E Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros, acrescentou: “Patricia Chacon, gostaria de registrar aqui que você é um ícone no setor de seguros”.

A Liberty vive um momento de espera, com a venda para a HDI anunciada em junho, o que gera ansiedade no corretor. Como a Liberty tem lidado com isso?

Ao longo da última década na Liberty, vivemos uma verdadeira transformação do nosso negócio, que é pautada pelo propósito de entregar experiências fluidas aos clientes e corretores. Esse movimento resultou em índices recorde de vendas e rentabilidade para a companhia e fortes parcerias, construídas com muito respeito e confiança. 

Com o anúncio da venda das operações da Liberty este ano, nosso propósito e comprometimento com cada cliente e corretor se mantêm firmes. Vivemos um momento de muito impulso, dando continuidade aos investimentos em tecnologia, modelo e pessoas, além de uma intensa agenda de encontros com os parceiros em todo o país a fim de discutir, juntos, os planos da companhia para o futuro e as expectativas do novo ciclo de negócios.

Em cada oportunidade, temos reforçado nosso compromisso com os corretores, ressaltando a sua importância na construção do modelo Liberty como ele é hoje, e na sua evolução neste próximo capítulo. E é assim, próximos dos nossos corretores, que seguiremos juntos atingindo resultados espetaculares e mantemos a expectativa de fechar o ano com um desempenho histórico. 

Como é estar no Conec?

Valorizamos cada oportunidade de fortalecer nossa parceria com os corretores de todo o Brasil, e a presença da Liberty na Conec 2023 é parte disso. No congresso, reforçamos o nosso compromisso com o crescimento dos parceiros, explorando os desafios que cercam a atuação no setor e apresentando estratégias para que possam garantir ainda mais fidelização, personalização e novas oportunidades de negócios.

Nossa participação no evento está alinhada a esse objetivo e visa demonstrar a importância que a companhia dá para a co-criação de projetos com os corretores – pilar que molda o nosso modelo de negócios.

Tive a honra de participar de uma plenária ao lado de outros CEOs do setor, onde exploramos o tema “Desafios da corretagem de seguros”. A conversa é essencial para apoiar a atuação do corretor no mercado. Os profissionais tem muitas oportunidades para explorar as mudanças no comportamento do consumidor e tecnologia, para que continuem gerando novos negócios. Sempre temos trocas muito positivas com os corretores e no Conec não poderia ser diferente. 

Os profissionais de vendas estão num momento de transformação e de muita concorrência. Como a Liberty tem os apoiado?

Nosso mercado está em transformação, e acredito que o sucesso está diretamente relacionado ao fato de termos navegado cada mudança em sintonia com nossos corretores, com mútuo apoio. É uma relação de muito respeito e confiança que nos permite apoiar os parceiros com investimentos em desenvolvimento e tecnologia e, ao mesmo tempo, fortalecer nosso modelo de negócios a partir do feedback que recebemos a cada dia.

Por meio do programa Cresça com a Liberty, que completa cinco anos neste mês, incentivamos o progresso da carreira e dos negócios dos corretores. Disponibilizamos ferramentas, treinamentos, campanhas de incentivo e outras ações de reconhecimento para evoluírem seus negócios e crescerem junto à companhia. Além disso, investimos fortemente em soluções e trilhas de conhecimento para que possam agregar ainda mais valor às suas vendas e criar novas oportunidades de negócios.

Um exemplo recente é o lançamento das plataformas Oportunidade de Negócios Vida e Oportunidade de Negócios Residência, que visam potencializar a atuação do corretor no mercado. Mais recentemente, também lançamos a Jornada Digital, uma trilha gamificada de treinamento para corretores que visa capacitá-los e fazer uma imersão nas ferramentas oferecidas pela companhia atualmente. 

No entanto, como comentei, essa é uma parceria de duas vias: por meio do Conselho de Corretores, por exemplo, os parceiros têm apoiado a Liberty em sua transformação.  Por meio da co-criação, nós lançamos juntos a Aliro, criamos o novo Portal de Corretores (MEC) e desenvolvemos uma plataforma inovadora de venda de seguros de Vida, Meu Momento de Vida. 

Nosso mercado está em constante transformação, e em momentos de mudança ter clareza sobre qual é a nossa essência é fundamental. E ela está nessa relação de confiança e respeito que criamos com nossos clientes e parceiros – e isso, assim como nosso apoio, não muda.