São Paulo, 08 de setembro de 2023 – A AXA no Brasil anuncia a chegada de Paulo Lisboa como superintendente de Property e Construction. O executivo tem 25 anos de experiência em seguros, com passagens pela Bradesco Seguros, Itaú e Chubb, onde atuou nos últimos oito anos com foco na subscrição de grandes riscos e atendimento a mega brokers, SME e varejo. Ele traz essa experiência para a AXA, com o objetivo de seguir fomentando o crescimento da empresa no segmento.
Paulo Lisboa é engenheiro civil com especialização em engenharia de segurança do trabalho. Na AXA no Brasil, reporta-se para Carla Almeida, Diretora de P&C, e para Ana Carolina Mello, vice-presidente de Subscrição.
“A carteira de Property é uma grande fortaleza da AXA e o ritmo de crescimento segue acelerado. Chego trazendo minha experiência nesse mercado, com forte atuação em grandes riscos, para contribuir com o meu conhecimento técnico e somar no relacionamento com corretores”, afirma Paulo Lisboa.
As transações realizadas via Pix se tornaram comuns no dia a dia. Para proporcionar mais segurança às pessoas em suas movimentações e evitar possíveis fraudes, o “Seguro Pix” é uma boa alternativa oferecida pelas seguradoras.
Nesse contexto, a Generali – uma das maiores seguradoras do mundo -, comenta que o Seguro para transações eletrônicas “Pix” é um produto completo, que contempla situações de roubo, subtração com evidência ou sob coação em transferências de dinheiro não-autorizadas.
“As situações de riscos podem acontecer a qualquer momento, principalmente com a facilidade de ter os aplicativos das contas bancárias no celular. Pensando nisso, desenvolvemos um produto que dá mais segurança aos clientes”, explica Claudia Lopes, Diretora Comercial & Marketing.
Uma importante vantagem do Seguro é que ele pode ser incluído em outros contratos, como, por exemplo, o Seguro Bolsa Protegida, Seguro Perda e Roubo de Cartão.
O mais atrativo do Seguro Pix é o seu valor mensal: os preços começam a partir de R$9,99. “É possível escolher o produto que mais atende às suas necessidades, tanto pelas coberturas quanto pelos valores. E o segurado também concorre a sorteios mensais ou semanais pela Loteria Federal”, complementa Claudia.
Popularização de pagamentos instantâneos Desde o lançamento do Pix, os pagamentos instantâneos se popularizaram no país. Levantamento da ACI WorldWide mostra que o Brasil é o segundo com maior número de transações em tempo real no mundo. Em 2022, foram mais de 29 bilhões de transações desse tipo no país, cerca de 15% do total no mundo.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), esse tipo de ataque mais do que dobrou – cresceu 165% – entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro de 2021.
Claudia acredita que, além de boas informações e atenção para não cair em golpes, o Seguro Pix ou produtos semelhantes, como o Bolsa Protegida, podem auxiliar os consumidores no dia a dia. “Isso porque, infelizmente, roubos e furtos também se tornaram comuns, principalmente em grandes centros urbanos. Quando você tem um seguro, fica mais tranquilo em saber que será ressarcido nestes casos”, finaliza a executiva.
E quando tudo parecia estar indo bem, surge um obstáculo no caminho. Foi exatamente isso que aconteceu com as boas perspectivas do seguro de responsabilidade civil de administradores, conhecido internacionalmente como Directors & Officers (D&O).
De 2014 a 2022, esse setor enfrentou uma crise desencadeada pelas investigações da Lava Jato. Parecia que tudo tinha sido superado, com vendas em alta e condições contratuais mais flexíveis para os segurados, até que a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), lançou uma sombra sobre o setor, que já estava preocupado com o risco de imagem desencadeado pelo caso Americanas.
O magistrado anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht na Lava Jato. Segundo a decisão, essa anulação se aplica a todos os processos, administrativos ou judiciais, relacionados a essas provas. Ainda não sabemos completamente quais serão as consequências dessa decisão de Toffoli, mas o assunto deixou os executivos que atuam com D&O apreensivos durante o feriado de 7 de Setembro. “Vou pensar nisso só na segunda-feira. Estou em férias agora e vou aproveitar para voltar cheio de energia para estudar este assunto com clareza”, respondeu um deles.
O seguro D&O é contratado pelas empresas para proteger seus executivos e conselheiros em casos de reclamações e ações judiciais decorrentes de má gestão. No primeiro semestre deste ano, as vendas registraram uma queda de 12,5%, passando de R$ 586 milhões para R$ 512 milhões, respectivamente. Em termos de indenizações, as seguradoras pagaram R$ 138,7 milhões de janeiro a junho deste ano, uma queda de 75% em relação aos R$ 564,4 milhões do mesmo período de 2022.
O seguro D&O cobre os custos legais de defesa desde o início do processo e se responsabiliza, até o limite da apólice, pelas perdas causadas pelo administrador. Após a conclusão do processo, a seguradora paga a indenização antes que os bens do executivo sejam confiscados pela Justiça. Se o valor da apólice não for suficiente, a Justiça toma medidas para confiscar os bens do réu a fim de cobrir os valores determinados no processo judicial.
No caso da Lava Jato, as seguradoras cobriram os custos legais, mas os segurados que foram considerados culpados ou que fizeram delação premiada foram obrigados a devolver os valores adiantados pelo seguro. O primeiro grande caso de uso do seguro D&O foi o da Petrobras em 2015, com uma apólice que cobria até US$ 250 milhões. Na época, esse valor foi considerado insuficiente diante das reivindicações de indenização de investidores locais e internacionais relacionadas à Lava Jato.
Entre 2014, ano do início das investigações da Lava Jato, e 2021, as indenizações totalizaram R$ 3 bilhões, de acordo com a Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg). Cerca de 80% desses valores se referem ao pagamento de custos com advogados. No mesmo período, as vendas do seguro D&O aumentaram 436% no Brasil, passando de uma arrecadação de R$ 227,6 milhões para R$ 1,2 bilhão, devido à maior conscientização sobre o produto proporcionada pela Lava Jato, às multas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que passou a fiscalizar mais o mercado de capitais e aos processos relacionados a danos ambientais e trabalhistas.
A questão que se coloca agora é: as seguradoras terão que reembolsar os segurados devido à decisão de Toffoli?
“Sob a óptica civil-securitária, as seguradoras podem continuar a sustentar a legitimidade da negativa, com base na assunção pelos segurados de atos dolosos. A nulidade penal das provas não gera automaticamente nulidade em matéria civil. Os executivos confessaram crimes dolosos. Ponto. Por outro lado, é forte o argumento de que as confissões “não atos”, forjadas sobre coação do Estado. A partir deste argumento, as empresas podem cobrar das seguradoras novamente todas as custas e despesas que tiveram na defesa e foram reembolsadas em razão da condenação”, explicou um advogado que preferiu não ser identificado.
Outro especialista importante preferiu não arriscar um palpite neste momento. “A decisão, político-ideológica em minha opinião, traz muitas consequências, sequer todas calculadas ainda. No tocante ao seguro D&O, se pagamentos foram feitos a título de ‘despesas com a defesa do segurado’, não haveria nenhuma razão para eventual estorno, mesmo porque é da essência desse tipo de cobertura defender o segurado, não importando o resultado da decisão judicial”, comentou, também sob condição de anonimato.
No caso de um segurado ter sido condenado criminalmente, acrescentou ele, as despesas já teriam sido reembolsadas às seguradoras. Agora, se o segurado foi condenado de forma culposa em tese, e a indenização foi paga pela seguradora, considerando a decisão do STF anulando todos os processos, isso cria um problema jurídico complicado, de difícil solução prática. Todas as situações específicas terão que ser minuciosamente analisadas, e neste momento é impossível estabelecer padrões de resultados.
Além da preocupação com o reembolso aos réus agora inocentados por Toffoli, há outra preocupação: a decisão, que por enquanto está limitada à Odebrecht, pode abrir precedentes para várias outras empresas, como OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, UTC Engenharia, Engevix, IESA Óleo e Gás, entre outras. “É possível que abra caminho para todos os acordos de leniência que foram feitos”, avaliou Stephanie Zalcman, diretora técnica de operações e estruturação da corretora Wiz Corporate.
Se isso se confirmar, há um certo receio de uma reversão do cenário de maior competitividade que começou a se desenhar em 2023, após um período conturbado. Em 2010, o setor enfrentou perdas devido à Sadia e Aracruz, em um caso relacionado a derivativos da crise financeira de 2008. Em 2015, as perdas ocorreram devido ao envolvimento de grandes empreiteiras acusadas de pagar propinas a executivos da Petrobras e também devido ao colapso das empresas de Eike Batista, o que pressionou especialmente as empresas do setor de petróleo e gás.
Em junho deste ano, o caso Americanas gerou grande incerteza sobre os balanços financeiros de grandes empresas. A cada susto, a reação das seguradoras e resseguradoras, que respondem por mais de 50% dos riscos, é restringir coberturas, aumentar preços e franquias, além de serem mais rigorosas na obtenção de informações financeiras sobre a capacidade de gestão dos sócios e empresas, a fim de realizar uma melhor avaliação do risco.
Estima-se que cerca de 100 apólices de D&O estejam relacionadas à Lava Jato, com as principais seguradoras envolvidas sendo a AIG e a Chubb, as maiores no mercado mundial desse seguro. No primeiro semestre deste ano, as cinco maiores seguradoras em termos de receita foram Chubb (R$ 158 milhões), AIG (R$ 97 milhões), Zurich (R$ 54 milhões), Tokio Marine (R$ 47 milhões) e Akad (R$ 27 milhões), em um mercado com cerca de 30 seguradoras autorizadas a operar nesse segmento.
A FenSeg foi contatada, mas informou que “em respeito ao compliance das seguradoras associadas, no momento não se manifestará sobre o caso em questão”. A reportagem solicitou entrevistas com as principais seguradoras envolvidas nas indenizações da Lava Jato, AIG e Chubb, mas até o fechamento desta edição, não obteve respostas.
A semana começa com fortes emoções em resseguros, com o Rendez-Vous de Septembre, um dos maiores encontros mundiais do setor, realizado anualmente em Mônaco. Manifestantes do Greenpeace “Insure our Future e Urgeworld” bloquearam a entrada do Fairmont Hotel em Monte Carlo nesta manhã de segunda-feira, na mais recente ação apelando ao setor para parar de subscrever riscos de carvão, petróleo e gás e, em vez disso, apoiar a transição para as energias renováveis. Antes disso, diversos relatórios sobre tendências foram divulgados por resseguradoras e consultorias.
Os participantes que chegaram ao local esta manhã foram confrontados com um pequeno número de manifestantes segurando faixas com os dizeres “Garantir o nosso futuro, não os combustíveis fósseis” e “Não garantir a destruição da floresta tropical”, conta o portal inglês Insider, especializado em seguros.
Um relatório publicado pela Greenpeace na semana passada destacou que os campos petrolíferos na RDC estão se tornando “não seguráveis”, uma vez que as resseguradoras, incluindo a Munich Re, a Hannover Re, a Swiss Re e a Scor, retiraram a sua capacidade de resseguro.
Se as principais companhias de seguros e resseguros seguirem os seus compromissos e as suas políticas ESG, as empresas petrolíferas terão dificuldades em encontrar cobertura para os seus planos de negócios ambiental e socialmente destrutivos, ou serão significativamente mais caros, afirmaram os grupos climáticos numa declaração conjunta.
“Qualquer companhia de seguros e resseguros que opte pelo lucro a curto prazo à custa do clima mundial, da sua biodiversidade e das comunidades que habitam a floresta tropical, incluindo em zonas de guerra, seria cúmplice do crime com as empresas que fazem licitações para o petróleo”, disse Lindsay Keenan, Coordenador Europeu da campanha Segurem o Nosso Futuro.
“Embora as exclusões das principais (res)seguradoras globais no seguro de novos projetos de petróleo e gás apontem o setor na direção certa, mesmo estas ainda não estão totalmente alinhadas com o Acordo de Paris e com as normas básicas de direitos humanos. Todas as empresas de (res)seguros precisam atualizar significativa e urgentemente as suas apólices.”
O relatório mostrou que as empresas de (res)seguros excluíram explicitamente da sua cobertura a exploração e extração de petróleo na RDC ou que esta se enquadra nas suas restrições gerais.
Entre elas estão sete das 20 maiores companhias de seguros não-vida de combustíveis fósseis a nível mundial, incluindo quatro das cinco principais seguradoras de riscos corporativos e de acidentes: Allianz, Axa, Chubb, Generali, Munich Re, Talanx Primary Insurance Group e Zurich.
Durante coletiva de imprensa antes do início do evento Rendez-Vous em Monte Carlo, Ali Karakuyu, diretor e analista-chefe de classificações de seguros da S&P, explicou que as mudanças estruturais na subscrição de resseguros vistas durante as renovações de 2023 deverão fornecer um “longo prazo e vento favorável” duradouro para o setor, informa o portal Insider.
Com o mercado difícil em linhas de cauda curta e termos e condições mais restritivos devolvendo o poder de fixação de preços às resseguradoras, outros resultados positivos observados no setor incluem pontos de ligação mais elevados, menos coberturas agregadas e rendimentos de investimento mais fortes.
“Esperamos que os aumentos das taxas continuem este ano e no próximo, à medida que as resseguradoras manterão a guarda ao defender os aumentos de preços mais severos que alcançaram. Refletindo sobre isso, revisamos a nossa perspectiva para o setor de resseguros de negativa para estável”, disse Karakuyu.
“Por extensão, o que isso significa é que esperamos que os pontos de pressão que vimos sejam aliviados e que as resseguradoras ganhem com o seu custo de capital, tanto neste ano como no próximo.”
Além de aumentarem as taxas, os resseguradores também pressionaram as empresas primárias a reter mais nos seus próprios balanços. “Como o conflito Rússia-Ucrânia não se tornou um grande evento – pelo menos até agora – os resseguradores tiveram muitos motivos para ir à mesa de discussão com os mercados primários para justificar a continuação dos aumentos das taxas, ou pelo menos manter aumentos de taxas que alcançaram”, explicou Karakuyu.
“Em geral, no que diz respeito aos preços, esperamos que o setor, no mínimo, defenda os aumentos das taxas que conseguiu, ou mesmo promova mais aumentos das taxas em 2024.”
Desempenho operacional: previsão de RC do setor de 92-96% para 2023 e 2024
A visão estável reflete a expectativa da agência de classificação quanto às tendências de crédito nos próximos 12 meses, incluindo a distribuição das perspectivas de classificação. Em 28 de agosto, 90% das 20 principais resseguradoras globais receberam perspectivas de classificação estáveis, com positivas e negativas ambas em 5%.
Em termos de desempenho operacional, a S&P prevê um índice líquido combinado para o setor global de resseguros entre 92% e 96% no final de 2023 e 2024. Isto marca uma melhoria em relação aos 96% registrados em 2022, sendo por si só um ganho em relação aos cinco, com média anual de 99,7%.
Espera-se que o impacto das perdas nacionais no índice combinado se situe entre 8 e 10 pontos percentuais, em linha com o impacto de 9,2 pontos registado no setor global de resseguros em 2022. “Esperamos níveis melhores, ainda melhores do que 2022, para este ano e para o próximo”, disse Karakuyu.
Os resultados mais sólidos e a melhoria das perspectivas do setor refletem-se nas avaliações de crédito dos principais players no setor. No mês passado, a perspectiva da Munich Re foi elevada de estável para positiva, enquanto a Swiss Re foi revista de negativa para estável. “Essa é a demonstração tangível de como estamos vendo essa positividade se manifestar”, comentou Simon Ashworth, chefe de análise e pesquisa de seguros da S&P.
“Temos visto as perspectivas positivas ou negativas serem muito mais específicas e idiossincráticas do emissor, potencialmente relacionadas a fusões e aquisições ou transacionais, enquanto antes eram um pouco mais abrangentes ao setor.”
Apetite por capital alternativo impulsionando aumentos retroativos de preços
Com a emissão total acumulada de títulos de dívida superior a US$ 8,6 bilhões, 2023 parece destinado a ser outro ano recorde para capital alternativo.
“Indo para a área de mercado forte como se esperava em 2023, os investidores estavam bastante conscientes do fato de que os aumentos das taxas nos últimos tempos eram realmente necessários, em oposição a uma súbita grande escassez de capacidade, o que significava que se poderia vir entrar e ter um alto retorno sobre o capital”, explicou Karakuyu. “Tenha em mente que quando os investidores decidem investir dinheiro no setor, eles também o avaliam em relação ao que mais existe por aí.”
Os analistas acrescentaram que ainda é muito cedo para determinar o impacto no setor do recente escândalo Vesttoo relativo a cartas de crédito alegadamente fraudulentas. Embora ainda se encontrem na fase de apuração dos fatos, os analistas acrescentaram que a situação representa um “bom teste para o mercado” em termos dos princípios que estão por detrás das transações de resseguro, e espera-se que fortaleça o apetite por capital alternativo.
O aumento já observado no apetite por capital alternativo é resultado dos benefícios da diversificação numa perspectiva de investimento. Karakuyu acrescentou que o aumento do capital alternativo pode ter contribuído em parte para os aumentos observados nos preços retroativos, o que levou algumas empresas a considerar “bastante desafiador” encontrar capacidade retroativa.
“O aumento dos preços retro é uma combinação do apetite por capital alternativo e do comportamento dos resseguradores em relação às empresas primárias – esse comportamento e a lógica também se replicam no lado retro”, disse Karakuyu. E concluiu: “Em termos de números, [o mercado forte] já fez a diferença e continuará a ser pelo menos em 2023 e 2024.
“O interessante sobre isso é que, como vimos no passado, as resseguradoras se tornaram vítimas de seu próprio sucesso, porque à medida que os resultados melhorarem, a história mudará em termos de novos provedores de capital entrando na área. Mais dois anos, será que isso mudará o comportamento dos potenciais investidores e voltará a pressionar as taxas? Isso ainda está para ser visto, mas acontece, e aconteceu.”
O ambiente de mercado para as resseguradoras continua promissor, mas enfrenta uma incerteza. No período 2023-2025, espera-se que o mercado global de resseguros registre um ligeiro aumento no crescimento médio anual real, um pouco abaixo dos níveis de 2020-2022. Segundo a Munich Re, o crescimento futuro deverá ser mais elevado na Ásia-Pacífico e na América Latina.
De acordo com dados da AM Best e Guy Carpenter, prevê-se que o capital de resseguro, depois de ter diminuído no ano passado, aumente novamente para US$ 461 bilhões em 2023 (2022: US$ 434 bilhões, ajustados aos efeitos de capital decorrentes de taxas de juro mais elevadas). O capital de resseguro é um indicador da capacidade de resseguro disponível. O mercado de transferência alternativa de risco manteve-se praticamente inalterado, com o volume de capital investido totalizando cerca de US$ 100 bilhões. Neste mercado, houve uma nova mudança clara em direção aos títulos, informa o comunicado.
O estudo afirma que continua a ser particularmente importante que as seguradoras e resseguradoras sejam precisas nas suas estimativas sobre a evolução da inflação. No caso de 2021 e 2022, a inflação foi quase o dobro do esperado. A inflação começou agora a cair novamente. Contudo, é provável que a inflação média dos preços no consumidor nos países industrializados continue acima das metas dos bancos centrais de cerca de 2% nos próximos anos, mesmo no cenário de base, e, portanto, muito acima das taxas de inflação observadas em anos anteriores. A incerteza envolvida é considerável – taxas de inflação sensivelmente mais elevadas são um cenário de risco muito mais provável do que aumentos de preços mais baixos e menos pronunciados.
Ao mesmo tempo, muitos riscos mudam, sendo um exemplo disso os perigos naturais. Fortes tempestades com tornados e granizo nos EUA causaram perdas no valor de US$ 35 bilhões no primeiro semestre de 2023, dos quais US$ 25 bilhões foram segurados. Estas ordens de grandeza são semelhantes às esperadas de um grande furacão e tornaram-se praticamente a norma e não a excepção, afirma a resseguradora.
Um grande conjunto de investigação científica indica que as alterações climáticas aumentam a frequência de tempestades severas. Os dados sobre perdas de mercado mostram uma tendência ascendente nas perdas resultantes de tais eventos, incluindo na Europa, e de outros perigos fora dos picos, como incêndios florestais e inundações repentinas em muitas regiões do mundo.
“Dado o desenvolvimento dinâmico do ambiente de mercado e a forma como o cenário de risco evolui, precisaremos aumentar os nossos investimentos para garantir e expandir a (res)segurabilidade”, explica Thomas Blunck.
As áreas de investimento incluem:
Expandir a modelagem de riscos e os modelos de alta definição para melhor refletir os riscos crescentes de desastres naturais.
Reforçar os recursos e os conhecimentos especializados em coberturas inovadoras e complexas para todos os tipos de tecnologias energéticas respeitadoras do clima. As principais áreas de crescimento aqui são a construção clássica e as coberturas operacionais para redes e energias renováveis.
A maior utilização de dados e tecnologia é uma tendência futura tanto para seguradoras como para resseguradoras.
Stefan Golling, membro do Conselho de Administração responsável por Clientes Globais e América do Norte, fornece quatro exemplos que demonstram quão fundamentalmente importante é o conhecimento em risco e subscrição para a Munich Re:
Catástrofes naturais: As catástrofes naturais são um dos maiores cenários de perdas da Munich Re. Uma compreensão profunda do cenário de risco e de como este está a mudar – por exemplo, o aumento dos valores de exposição e os efeitos das alterações climáticas – é fundamental para oferecer uma ampla capacidade de subscrição. Apesar das perdas de mercado muito elevadas, o índice de sinistralidade da Munich Re tem estado exatamente dentro da meta nos últimos cinco anos – a realização de negócios de catástrofes naturais agregou, portanto, valor para a Munich Re em geral.
Inflação social nos EUA: Nos EUA em particular, o montante das indemnizações concedidas em tribunal aumentou significativamente. De acordo com dados da empresa de consultoria Marathon Strategies, a soma dos chamados “vereditos nucleares empresariais” com prêmios do júri superiores a US$ 10 milhões foi de cerca de US$ 18,3 bilhões em 2022. Após um declínio considerável em 2020 e 2021, é agora superior a que o triplo do valor de 2015. Isto representa um enorme desafio para as coberturas de responsabilidade civil de cauda longa. A gestão de limites, a gestão proativa de perdas e o investimento em dados e capacidades analíticas para identificar tendências de perdas numa fase inicial ajudarão a superar este desafio.
Riscos políticos: Os desequilíbrios sociais, as tendências populistas e nacionalistas e as perturbações econômicas causadas pela pandemia da COVID-19 levaram a um aumento significativo da agitação em muitas partes do mundo. Especialmente nos países industrializados, as perdas resultantes são muitas vezes cobertas pelas seguradoras de propriedade. A formulação transparente da política, os sublimites apropriados e os eventos de perda claramente definidos são a chave para que esses eventos locais continuem a ser seguráveis – em contraste com as acumulações não seguráveis resultantes da guerra, de atos bélicos ou de ataques terroristas nucleares.
Cyber: Estima-se que as perdas econômicas resultantes de ataques cibernéticos tripliquem para US$ 24 trilhões até 2027, em comparação com a base de referência de 2022. Para as empresas, ter a opção de se assegurarem contra riscos cibernéticos e aumentar a sua proteção é cada vez mais relevante. Espera-se que o mercado de seguros cibernéticos cresça duas vezes e meia até 2027, altura em que os prêmios deverão atingir cerca de US$ 33 bilhões. A Munich Re é fornecedora líder de (res)seguros cibernéticos e está firmemente comprometida em facilitar um mercado de seguros cibernéticos sustentável e lucrativo. Os riscos não seguráveis, como ataques a infraestruturas críticas e guerra cibernética, continuarão a ser explicitamente excluídos da cobertura que a Munich Re oferece.
“A subscrição especializada e altamente disciplinada é a espinha dorsal da identidade da Munich Re. Adaptamos rotineiramente as nossas taxas e condições ao ambiente em mudança, excluímos riscos sistémicos e desenvolvemos soluções para novos desafios. Esta abordagem garante que podemos manter – e sempre que possível até reforçar – a nossa posição como portadores de risco, ao mesmo tempo que sustentamos um crescimento rentável. Os clientes podem contar conosco, especialmente em tempos de incerteza”, disse Golling.
Robert Mazzuoli, chefe de resseguros da Fitch Ratings para EMEA, afirmou que os ventos contrários no setor enfraqueceram à medida que os ventos favoráveis ganharam força este ano, inclinando o equilíbrio a favor do setor dos resseguros, durante coletiva de imprensa antes da conferência Rendez-Vous de Septembre, que começou em Monte Carlo neste fim de semana e termina no dia 13, informa o portal Insider.
Entre os pontos positivos do setor, o analista destacou aumentos de preços “significativos” – variando entre linhas de negócio – bem como melhores termos e condições para os resseguradores em detrimento dos cedentes. “Os termos e condições são mais rígidos e é difícil para os resseguradores alterá-los ou melhorá-los, pelo que o fato de terem conseguido aplicá-los é realmente positivo para o setor”, explicou.
O aumento dos rendimentos de reinvestimento foi um segundo fator que explica a melhoria das perspectivas. Mazzuoli sugeriu que, tendo a carteira média uma duração entre quatro a cinco anos, isso significava que 20 a 25% da carteira estava a ser reinvestida com um rendimento mais elevado, alimentando gradualmente rendimentos de investimento mais elevados. Além disso, a procura de resseguros continuou elevada, enquanto a capacidade em muitos ramos de negócio permaneceu limitada.
Entre os fatores adversos, o analista sugeriu que a forte recuperação da inflação no ano passado apanhou o setor de surpresa, mas a aceleração dos preços apresentava agora uma tendência descendente e, mais importante, as resseguradoras tiveram tempo para reagir a ela. “Enquanto não tivermos grandes surpresas negativas este ano, a inflação não deverá mais ser um tema importante para o setor”, disse Mazzuoli.
O analista sugeriu também que este ano, aumentos incrementais menores nas taxas de juro e um mercado acionista mais forte aliviaram as pressões relacionadas com perdas não realizadas, que se tornaram “uma dor de cabeça menor para a indústria”. Isto contrasta fortemente com o grande aumento das taxas de juro no ano passado, que provocou perdas não realizadas significativas nas carteiras de investimento num contexto de mercados acionistas fracos.
Entre outros ventos contrários, Mazzuoli concentrou-se nas catástrofes naturais que, segundo ele, não tinham sido devidamente avaliadas no passado. No entanto, destacou que os resseguradores conseguiram agora transferir uma maior carga para os cedentes em comparação com há dois anos, como resultado de melhores termos e condições e retenções mais elevadas, bem como de um afastamento das coberturas agregadas.
A perspectiva de “melhoria” do setor da Fitch reflecte a expectativa positiva da agência de classificação relativamente às futuras tendências de crédito, incluindo a distribuição das perspectivas de classificação entre 20 entidades de resseguros classificadas.
Até agosto, não houve elevações ou rebaixamentos entre as resseguradoras avaliadas pela Fitch, em comparação com cinco rebaixamentos e duas elevações no ano passado. Entretanto, a agência de classificação mantém perspectivas positivas sobre duas resseguradoras, estando uma delas ligada à perspectiva positiva para o soberano correspondente, e a outra correspondendo a uma avaliação mais favorável do perfil da empresa e do desempenho operacional da resseguradora.
“Quando olhamos para a distribuição e vemos que temos 10% de perspectiva positiva e nada negativo, isso dá uma indicação da direção que estamos tomando”, disse Mazzuoli. “É possível que a parcela destas perspectivas de crédito positivas aumente nos próximos trimestres”, acrescentou.
Em termos da previsão para o ano inteiro e 2024, a Fitch disse que espera que o crescimento dos prêmios continue, embora a uma taxa reduzida, com as perdas de gatos provavelmente sendo “mais normais, e provavelmente menos para as taxas de impacto do que têm sido nos últimos anos”. .”
Entretanto, o desenvolvimento das reservas continuará a ser favorável, em cerca de 2%, levando a uma previsão do índice combinado do ano civil de 93,8% para 2023 e 94% para 2024, abaixo dos 97,2% em 2022. “Resultados muito sólidos, assumindo catástrofes naturais mais normais”, disse o diretor sênior Brian Schneider.
Espera-se que o setor mantenha uma adequação de capital muito forte, prevendo-se que o capital próprio aumente cerca de 12%. Entretanto, prevê-se que o retorno do rendimento líquido sobre o capital próprio aumente para 13,9% em 2023 e 13,6% em 2024, acima dos 3,5% do ano passado. “Esta seria a primeira vez numa década que vemos retornos acima do custo de capital”, disse Schneider.
As discussões de Monte Carlo do ano passado foram definidas por resseguradores que se mantiveram firmes e retiraram capacidade de determinadas áreas. No entanto, os analistas da Fitch afirmaram presumir que a maior parte dos ajustes da carteira já tinham sido feitos, pelo que não esperavam quaisquer grandes mudanças adicionais na estrutura das exposições a gatos imobiliários na carteira.
“Certamente, os ajustes de preços permanecerão no centro da discussão, então esperaríamos novos aumentos de preços, embora em um nível mais baixo, mas não esperaríamos quaisquer retiradas adicionais de tipos de cobertura ou camadas”, disse Mazzuoli.
O analista destacou que, com as taxas de inflação ainda elevadas a nível global, seria necessário algum “ajuste” dos pontos de ligação e limites, mas que o “trabalho pesado” já tinha sido feito ao longo do último ciclo.
Entretanto, Schneider sugeriu que um certo equilíbrio já tinha sido alcançado, “e uma grande parte disso é o espaço alternativo, que também impulsionou taxas e retornos mais elevados”.
“Será necessário um aumento de novo capital para que isso queira mudar e, embora você esteja vendo parte disso na margem por empresas individuais que procuram tirar vantagem, realmente não vimos uma grande onda de novo capital entrando.”
Sinalizando que um mercado em expansão está à frente, a Swiss Re disse esta manhã no evento de Monte Carlo que o setor de resseguros não vida deverá crescer a um ritmo mais rápido do que o PIB durante a próxima década e que os preços sustentáveis devem persistir nas renovações de janeiro de 2024.
As notícias da Swiss Re apelam à sustentação de retornos adequados em todo o resseguro, uma vez que, para manter uma capacidade de resseguro suficiente para satisfazer a procura crescente, os preços devem compensar os riscos que estão a ser subscritos.
A Swiss Re destacou “a importância de melhores dados de subscrição, modelagem aprimorada e reequilíbrio da cadeia de valor do seguro para um mercado de resseguro sustentável”.
À medida que a consciência do risco e a procura por resseguros aumentam, a Swiss Re destaca a importância de dados de subscrição melhorados, de uma modelização melhorada e do reequilíbrio da cadeia de valor do seguro para um mercado de resseguros sustentável. A Swiss Re continua empenhada em colaborar com as seguradoras primárias para antecipar e gerir riscos, responder a eventos catastróficos e ajudá-las a crescer num mundo incerto.
Antes do início das discussões de renovação de janeiro de 2024 entre seguradoras e resseguradoras no Rendez-Vous de Septembre, a Swiss Re compartilha sua visão sobre o estado atual da indústria e destaca as principais tendências do mercado. A Swiss Re espera que os temas centrais sejam a crescente procura de proteção de resseguros/resseguros num ambiente marcado por uma volatilidade elevada e pela necessidade contínua de retornos adequados ao risco.
Neste contexto, espera-se que o mercado de resseguros não vida cresça acima do PIB, impulsionado principalmente pela inflação e pela urbanização. A perspectiva de 10 anos para o mercado em dólares mostra um crescimento nominal de aproximadamente 5,4% ao ano, ou cerca de 3% se ajustado pela inflação.
Após anos de fraco desempenho e atividade de catástrofe natural acima da média, o mercado de resseguros está a regressar a um nível mais sustentável de preços ajustados ao risco. Espera-se que esta tendência continue nas próximas renovações de janeiro de 2024.
Urs Baertschi, CEO da Property & Casualty Reinsurance da Swiss Re, disse: “Fortes parcerias entre seguradoras e resseguradoras, melhores dados de subscrição e, até certo ponto, um reequilíbrio da partilha de risco entre seguradoras e resseguradoras serão necessários para uma indústria sustentável e para garantir que o resseguro possa cumprir a sua função principal como amortecedor de picos de risco.”
A evolução dos riscos de catástrofes naturais exige adaptações na subscrição
O aumento das perdas decorrentes de catástrofes naturais está impactando fortemente o mercado de res/seguros imobiliários. Tal como demonstrado pelos muitos acontecimentos em todo o mundo em 2023, os perfis de risco continuam a evoluir e prevê-se que ocorram perdas seguradas superiores a 100 mil milhões de dólares por ano. A procura de resseguros de propriedade contra catástrofes naturais deverá permanecer elevada à medida que as exposições continuam a aumentar. Ao mesmo tempo, os principais fatores de risco permanecem inalterados: fenómenos meteorológicos extremos, urbanização, valores imobiliários mais elevados e inflação.
Um importante ponto de discussão será o equilíbrio entre a capacidade de resseguro e o aumento da procura. As seguradoras primárias são as mais adequadas para absorver perdas de frequência e atritos, enquanto as resseguradoras estão a regressar à sua função principal, que é apoiar as seguradoras na recuperação de eventos de grandes perdas, como o terramoto na Turquia no início deste ano. Espera-se que esta tendência para um equilíbrio mais sustentável na partilha de riscos continue.
Os perigos secundários, como incêndios florestais, inundações e granizo, também serão um tema, uma vez que a modelização de tais perigos continua a ser um desafio e os efeitos das alterações climáticas estão a tornar-se mais evidentes como resultado de fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos. Para alcançar resultados mais previsíveis, são necessários maior transparência de dados e investimento em capacidades preditivas. A Swiss Re está monitorando cuidadosamente essas exposições e tomou medidas para gerenciar o cenário de risco em evolução.
Gianfranco Lot, diretor de subscrição de resseguros de propriedades e acidentes da Swiss Re, disse: “Para a indústria é importante que os riscos permaneçam seguráveis. É por isso que a Swiss Re vem falando sobre mudanças climáticas há tanto tempo e tomamos uma posição tão forte sobre isso. Continuamos a investir significativamente em nossos próprios modelos de risco e estamos prontos para apoiar e crescer com nossos clientes no negócio de catástrofes naturais.”
Desafiando o mercado de vítimas – O mercado de sinistros será outro tema de relevância, pois enfrenta uma série de questões. As pressões inflacionistas sociais e económicas estão a aumentar os custos dos sinistros. O financiamento de litígios cresceu 42% entre 2019 e 2022, e uma análise da Swiss Re mostra que entre 2014 e 2021, o número de sentenças superiores a 5 milhões de dólares nos tribunais dos EUA cresceu 54%. Espera-se que esta tendência continue e, embora seja predominantemente um fenómeno dos EUA, há sinais de que está a emergir noutras partes do mundo. Num tal ambiente, será necessária uma maior transparência dos dados para compreender a exposição subjacente associada aos riscos emergentes e para enfrentar eficazmente os desafios futuros.
A indústria de seguros não-vida busca se adaptar rapidamente à nova era de taxas de juro mais elevadas, iniciada pelo mais intenso aperto da política monetária desde a década de 1980. O Swiss Re Institute acredita que 2023 seja um ano de transição – com uma melhoria da rentabilidade dos seguros não vida a nível mundial, à medida que a indústria continua a adaptar os preços a um cenário de risco elevado, enquanto os rendimentos mais elevados da carteira impulsionam o rendimento líquido do investimento.
De acordo com o estudo sigma “Seguros não-vida num mundo de maior risco e maior retorno”, apesar das perspetivas de rentabilidade mais fortes, espera-se que a rentabilidade das seguradoras não-vida permaneça inferior ao aumento do seu custo de capital em 2023. Isto sugere que é provável que continuem o endurecimento das taxas e as restrições à capacidade ao longo de 2024.
“Nossa análise mostra que a lucratividade das seguradoras não-vida deverá melhorar fortemente nos próximos anos, à medida que as taxas de juros mais altas e o endurecimento das taxas mais do que compensam os custos mais elevados com sinistros decorrentes da inflação persistente. será vital para permitir que os recursos da indústria cresçam a uma taxa que corresponda à demanda global por proteção de seguros”, comentou Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, no estudo divulgado.
Apesar das perspectivas de rentabilidade mais fortes, o Swiss Re Institute espera que o desequilíbrio na procura e na oferta de seguros não-vida persista e, portanto, uma continuação das atuais difíceis condições de mercado, especialmente nas linhas de catástrofes de bens. A procura de proteção de seguros aumentou desde 2017, impulsionada pelo aumento da atividade de catástrofes naturais, bem como pela inflação, o que resulta em valores de substituição mais elevados.
É necessário um maior crescimento do capital industrial para reduzir as grandes lacunas de proteção em todo o mundo. O Swiss Re Institute estima que, por exemplo, nos EUA, o capital da indústria de seguros de propriedades e acidentes cresceu 5% anualmente, em média, nos últimos 10 anos. Durante o mesmo período, a necessidade de proteção contra catástrofes naturais cresceu em média cerca de 7% ao ano.
Globalmente, o valor da exposição ao risco desprotegida aumentou de forma constante nos últimos cinco anos. O Swiss Re Institute estima as lacunas de proteção global para catástrofes naturais, rural, vida e seguros de saúde em U$ 1,8 bilhão em termos de prêmio equivalente para 2022.
Tanto o setor dos seguros primários como o dos resseguros contribuem para aumentar as lacunas de proteção. Num ambiente onde prevalece uma maior consciência do risco, o papel do resseguro no fornecimento de capacidade máxima para o setor dos seguros primários se torna cada vez mais relevante. Isto também se reflete no fato de o res/seguro patrimonial – a linha que cobre a maior parte das catástrofes naturais – ter registado um crescimento no volume de prêmios de 4,3% no seguro primário e de 5,9% no resseguro ao longo da última década.
Dada a maior procura, os riscos elevados e a capacidade limitada, a utilização mais eficiente do capital torna-se fundamental para as seguradoras primárias não-vida. As resseguradoras podem oferecer às seguradoras primárias acesso ao seu balanço a custos inferiores aos custos de capital das seguradoras, uma vez que a sua carteira é diversificada numa gama mais ampla de geografias e riscos.
Gianfranco Lot, diretor de subscrição de resseguros de P&C da Swiss Re, disse: “No atual ambiente de demanda de capital, o resseguro pode permitir que as seguradoras primárias subscrevam novos negócios com mais eficiência, forneçam certeza para passivos legados e apoiem o crescimento de novos negócios. O cenário exige ajustes mais frequentes nas práticas de subscrição. O foco na qualidade e nas margens da carteira, bem como na clareza contratual em todo o setor, será fundamental neste aspecto.”
A indústria seguradora é sensível às taxas de juro através da alavancagem e duração dos ativos incorporadas no modelo de negócio. Tanto as baixas taxas de juro na década pré-COVID e durante a pandemia, como o atual ambiente de taxas de juro mais elevadas, têm efeitos fundamentais na rentabilidade e na gestão de risco das seguradoras. As seguradoras investem fluxos de caixa de subscrição numa vasta gama de títulos, especialmente investimentos de rendimento fixo de longo prazo, antes de efetuarem pagamentos de sinistros. Portanto, taxas de juros mais altas melhoram a rentabilidade do setor.
A Mitsui Sumitomo Seguros realiza força-tarefa para atender seus segurados que foram afetados pelo ciclone extratropical no sul do Brasil. A seguradora monitora a situação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e organiza uma força-tarefa para atender o aumento no volume de aberturas de sinistros e acionamento de assistências 24h.
A prioridade de atendimento é para os segurados afetados pelo ciclone, com maior agilidade na regulação de sinistro, com canais de comunicação dedicados para que as pessoas possam obter o suporte necessário.
“Em situações de desastres naturais como ciclones extratropical, os segurados podem enfrentar uma série de desafios, desde danos à propriedade até perdas pessoais. O rápido atendimento e apoio podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas afetadas, ajudando na recuperação e minimizando o impacto financeiro. Essa iniciativa reforça nosso compromisso de proteger os segurados em situações emergenciais. Espero que esse esforço ajude a aliviar as dificuldades enfrentadas pelas pessoas afetadas pelo ciclone no sul do Brasil e contribua para a reconstrução da região.” diz Koichi Kawasaki, presidente da Mitsui Sumitomo Seguros.
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