A HDI Seguros acaba de fechar parceria com a Tembici, empresa especializada em soluções de tecnologia para o uso de bicicletas como forma de transporte. Essa é mais uma ação da seguradora que visa oferecer produtos e serviços aderentes às necessidades das pessoas. O projeto é válido, por enquanto, para a cidade de Curitiba, no Paraná, e contempla desconto de 40% para segurados na adesão dos pacotes mensais e anuais da Tembici.
“Conectada aos princípios ESG (Environment Social Governance), a HDI figura como uma empresa que se preocupa e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança e a parceria com a Tembici reforça ainda mais estes princípios. Além disso, mostra o quanto estamos empenhados em aprimorar constantemente nossos produtos e serviços para não só atender as necessidades das pessoas, mas também agregar valor no dia a dia delas”, explica Rafael Ramalho, vice-presidente de Automóvel na HDI.
Para contratar o serviço, o segurado da HDI deverá acessar o APP ou Portal do segurado e visualizar o código de desconto disponível no banner da parceria. Em seguida, deverá baixar o aplicativo da Tembici no seu celular, escolher o plano que mais se identifica, deslizar a tela para baixo e inserir o cupom de desconto no espaço indicado. Após a inserção de todos os dados de pagamento, a compra será efetivada no valor promocional. O app está disponível para download e conta com compatibilidade para os sistemas IOS e Android.
Se tem um profissional sob pressão, ele se chama corretor de resseguros. De um lado precisa dizer ao seu cliente, mesmo aquele que sequer usou o seguro, que vai pagar mais na renovação do contrato. Essa é a pior parte. Mas as notícias delicadas continuam. A franquia aumentou, o capital segurado é menor e as exigências de gerenciamento de riscos são mais rigorosas. Esse cenário é o mais comum para as renovações dos principais contratos do Brasil e do mundo que acontecem no final de 2023 e em janeiro de 2024.
Os principais corretores de resseguros notaram uma recuperação da capacidade de capital no mercado este ano, embora não em um grau suficientemente significativo para suavizar as difíceis condições para as próximas renovações. Por isso, o esforço dos corretores se concentra em alcançar resultados mais individualizados, organizando road show de clientes num período mais longo para que eles contem suas histórias.
“Realmente podemos perceber que o mercado ressegurador tem estado mais aberto a fornecer capacidade para alguns riscos complexos, mesmo nesse momento “ultra hard” que o mercado vem passando, em decorrência das grandes perdas sofridas nos últimos anos”, conta Eduardo Toledo, vice-presidente da corretora Alper Seguros, responsável pela área de resseguros.
Isso tem ocorrido muito em função do trabalho dos corretores de resseguros, que estão cada vez mais se aprofundando nas operações de seus clientes, buscando extrair o maior número de informações pertinentes e de qualidade do risco. Uma vez reunido todo arcabouço de informações relevantes aos subscritores, a estratégia da Alper Re tem sido agendar roadshows presenciais ou virtuais, sempre com a presença do cliente, para que todas as dúvidas sobre o risco em questão sejam sanadas e esclarecidas, levando aos mercados a tranquilidade e confiança esperada para aceitação e alocação de suas capacidades.
“Os roadshows, além de serem uma ferramenta estratégica para atrair os mercados e obter capacidade, são um ótimo momento para que o cliente conheça pessoalmente os resseguradores, que passarão a serem seus “sócios” no risco, objetivando criar uma parceria de longo prazo e uma relação de confiança entre as partes. Um bom negócio tem que ser bom para todas as partes envolvidas no processo, caso exista uma parte não satisfeita, não foi um bom negócio”, afirma.
Jeremy Goodman, presidente da Aon Re Solutions do Reino Unido, garante que todos estão atentos em buscar as melhores condições de renovação. “Muitos de nossos clientes de seguros têm trabalhado em diversas opções para mitigar custos mais elevados de resseguro, incluindo o reforço de sua disciplina de subscrição na seleção de risco, gerenciamento de limites, ajuste de preços no front-end, retenção de mais risco e exploração de mecanismos alternativos de transferência de risco – como propriedade títulos de catástrofe – tudo o que lhes permite diferenciar-se dos resseguradores e alcançar resultados diferenciados a longo prazo”.
Após cinco anos de retornos decepcionantes, as resseguradoras se beneficiaram de uma virada decisiva em perdas com catástrofes. Tanto por uma ocorrência menor de eventos como também por terem forçado que as seguradoras assumissem uma parte maior dos riscos. Apesar disso, o saldo ainda faz com que os preços continuem elevados para prevenir um colchão para eventos “surpresas” diante da instabilidade política, econômica, juros, inflação, conflitos sociais e outros temores na pauta do setor.
“A crescente inflação, problemas logísticos relacionados a matérias-primas e insumos, bem como o aumento da sinistralidade devido a eventos climáticos extremos e conflitos tiveram um impacto em toda a cadeia, tornando mais desafiador o processo de colocação dos riscos. Isso exige mais de nós e nos motiva a buscar os melhores mercados e condições para nossos clientes”, comenta Thiago Tristão, Vice-presidente de Riscos Corporativos e CEO MDS RE.
Segundo ele, pela primeira vez, o Brasil é impactado pelo hard market mundial. “Esse cenário já estava presente em outras regiões com hubs de resseguro, mas, nos últimos anos, também estamos passando por essa transição no mercado local. O setor como um todo está ajustando os termos e condições de forma mais alinhada com os mercados globais, buscando mitigar as grandes perdas recentes e garantir a sustentabilidade das operações”, explica.
Dessa forma, Tristão reforça que se torna cada vez mais crucial adotar uma abordagem consultiva, exigindo um maior nível de complexidade, profundidade técnica e informações detalhadas. “Dadas as limitações de capacidade e as condições desfavoráveis de oferta, é essencial compreender detalhadamente aspectos como os prazos de reposição e o volume de peças sobressalentes, devido às dificuldades logísticas e aos prazos de produção de diversos materiais e insumos, bem como o detalhamento dos investimentos em suprimento dos riscos existentes, a aplicação de boas práticas em resposta a eventos específicos do setor e outros fatores importantes.”
“Há ainda pressões de restrição de oferta equilibrando a balança pela manutenção dos níveis de preço. As políticas monetárias ainda apertadas nas economias centrais que destacamos, movimentos de setembro de 2023 com o BCE subindo 0,25 ponto percentual, Bank of England subindo 0,25 ponto percentual e EUA mantendo a taxa estável em 5,5% e Suíça também em 1,75%. Pelo lado da demanda, além das pressões inflacionárias que comentei, vemos ainda revisão dos patamares de aceitabilidade de risco frente aos novos cenários climáticos e políticos substancialmente mais voláteis”, Pedro Farme, CEO da Guy Carpenter no Brasil, corretora de resseguros da Marsh McLennan.
José Leão, CEO da BMS Re Brasil, destaca o peso da inflação e dos juros. “Passamos por um ciclo de alta de juros mundial com intuito de controle de inflação, o que significa que o acesso a capital é encarecido e por outro lado os resultados de investimento das seguradoras e resseguradoras tendem a melhorar. Contudo, não próximo ainda de compensar as perdas técnicas de subscrição ocorridas recentemente. Estes fatores da alta de juros nos levam ao efeito de acesso a capital mais restrito. Taxa básica de juros mais elevadas significa custo de oportunidade mais elevado. Altos retornos em investimentos de renda fixa de baixo risco fazem que investimentos de maior risco, como por exemplo seguro e resseguro, sejam menos atrativos. Aliado a maus resultados mundiais do mercado ressegurador dos últimos anos, pressiona que os mercados busquem aumentar suas margens de lucro”.
Farme ressalta que o risco SRCC (Strike, Riot e Civil Comotion) foi tópico de fala dos principais CEOs de resseguradores em Monte Carlo ao passo que já há extensiva evidência empírica das novas magnitudes de eventos naturais secundários e expansão da dispersão geográfica dos mesmos como o incêndio no Havaí, ciclones no Brasil, enchentes na Líbia entre outros. “Esses movimentos seguem puxando a tendência de demanda maior de resseguro mesmo nos níveis atuais de preço com expectativa do mercado crescer acima da inflação globalmente”, afirma o CEO da Guy Carpenter.
Isabella Ximenez, diretora de Placement Resseguro na Lockton Brasil enxerga um ambiente de mercado continuamente conservador este ano, à medida que a incerteza relacionada com a inflação econômica e social, o aumento das perdas relacionadas ou não às catástrofes, as tensões globais e uma recuperação lenta da cadeia de abastecimento continuam. “As seguradoras continuarão seletivas, especialmente em relação a indústrias de alto risco. Os subscritores permanecerão focados na qualidade e nos controles de risco. O foco estará no lucro final. ESG continuará prevalecendo nas discussões de subscrição, com os subscritores questionando ativamente os clientes, governança e políticas.”
Em outros riscos, Isabella destaca tendências. “O mercado para riscos de D&O tem recebido bastante atenção das seguradoras e resseguradores que têm cada dia mais apetite, ocasionando concorrência e deixando os mercados altamente competitivos, o que beneficia as empresas que podem obter taxas mais favoráveis”, afirma. Já no mercado de property, Isabella conta que os aumentos das taxas continuam existindo em 2023. O mercado diverge bastante na seleção de riscos utilizando uma abordagem discriminatória pela qualidade dos riscos e na fixação de preços.
Rafael Caminha, responsável por linhas financeiras na corretora de resseguros Latin America, também separa o joio do trigo. “Temos realidades distintas para diferentes linhas de negócio”, diz. Ele cita como exemplo o seguro D&O. O nicho está num mercado soft, com queda de preços. e que terá como resultado uma retração de arrecadação de prêmios de 10%a 15% este ano. Foram cerca de cinco anos de mercado em condições difíceis em razão de carteiras deficitárias e alta sinistralidade concentrada nos contratos dos Estados Unidos e que afetou o mercado global.
“Neste período, a relação desbalanceada entre demanda e oferta, com um pico de demanda em função dos diversos IPO ao redor do mundo pelas baixíssimas taxas de juros versus o short capacidade em função dos prejuízos operacionais, causaram aumentos sucessivos, alcançando 500% a 700% ao para um único segurado”, explica.
A curva ascendente está em plena operação dada o aumento de capital no mercado gerado pelas taxas elevadas e uma retração nos novos negócios pelo aumento das taxas de juro global, causando uma relação inversa à primeira. “Minha expectativa é que as metas para 2024 sejam definidas com bastante equilíbrio pelas companhias. Caso contrário, em talvez um ano, teremos carteiras que provavelmente não conseguiriam suportar uma janela de severidade, com elevada sinistralidade causada por fatores externos.
Isabela, da Lockton, acrescenta que as ocupações desafiadoras, tais como plásticos, têxteis, químicos e alimentos e bebidas, bem como contas e riscos impulsionados por perdas grandes, continuam a registar aumentos de taxas significativas, também direcionados pela necessidade de compra de capacidade em mercados mais caros pela retração e endurecimento do IRB no mercado brasileiro.
Rodrigo Protasio, CEO da operação de corretagem da Gallagher Brasil, vê o seguro garantia de contratos para as obras do PAC com uma grande oportunidade para este ano. Apesar de as companhias olharam pelo retrovisor para determinar a subscrição do risco futuro, o executivo garante que a tecnologia ajudará muito. “O produto garantia é foco da Gallagher no Brasil e estamos desenvolvendo internamente uma ferramenta inovadora que irá permitir o nosso cliente ter uma visão mais clara de suas necessidades, além de também mapear tendências, com isso vamos poder antecipar algumas demandas. O ramo de garantia continua forte e crescendo ainda impulsionado pelo judicial. Nossa expectativa com o PAC é que os produtos mais tradicionais como BID e performance possam trazer essa diversificação no portfólio de garantia”, conta.
Diante deste cenário volátil, os corretores estão atentos aos balanços das seguradoras e das resseguradoras para garantir os pagamentos aos seus clientes que eventualmente tenham perdas. Os corretores entendem que o mercado deverá fazer frente aos níveis reforçados esperados por reguladores e agências de rating conforme a percepção de risco global ainda segue tendência de alta.
“Com certeza a persistente volatilidade global tem trazido maior pressão sobre a verificação da adequação dos níveis de reserva em especial pela percepção de magnitude e dispersão maior de eventos catastróficos e aumento substancial do tamanho dos eventos secundários – aqui vemos também forte pressão para que as reservas subam acima da inflação para garantir que haja composição real positiva das mesmas enquanto custo de reconstrução e reparo sobem”, afirma Farme.
O CEO da BMS concorda que as seguradoras em geral terão um desafio adicional de gestão de portfólio. “Devido aos reajustes de preço ocorridos no resseguro nos últimos tempos, uma das formas das seguradoras manterem seu nível de custos e capacidade de resseguro com pouca alteração, buscando manter sua competitividade e relevância de mercado, é a de aumento de sua retenção. Logo, um importante desafio será tal gestão de portfólio evitando volatilidade nos resultados retidos nos próximos 12 meses”.
David Legher, CEO da Prudential para a América Latina, que participa como painelista do debate “Desafios e perspectivas da agenda ESG no Brasil e na América Latina e o papel no setor de seguros, no segundo e último dia da Fides Rio 2023, conversou com o Sonho Seguro sobre a agenda ESG de uma das maiores seguradoras de vida do mundo.
Ele contou que a Prudential refina suas capacidades para aumentar a habilidade de gerenciar riscos ESG em horizontes de curto, médio e longo prazo, considerando as especificidades dos ramos em que atua em cada mercado. A estrutura de gestão de risco da companhia contempla critérios ESG como, por exemplo, gestão de risco climático e riscos associados à governança. “O foco no investimento climático e no risco financeiro tem sido a identificação de ferramentas e modelos que ajudam a quantificar como os cenários de risco climático podem impactar o nosso portfólio ou a economia em geral, para complementar as nossas análises estratégicas qualitativas sobre vários riscos que compõe a agenda ESG”, disse.
Ele frisa que há também a dimensão do cliente, que é central quando se fala de uma indústria de seguros cada vez mais competitiva. Citou pesquisas recentes que reforçam critérios ESG levados em conta pelos consumidores no momento da aquisição de produtos e serviços. Não apenas critérios ambientais e sociais, mas também de governança, que evidenciam solidez da empresa e capacidade de honrar os compromissos assumidos, sobretudo, em no segmento de seguro de vida, que trabalha com compromissos de longo prazo.
A existência de requerimentos regulatórios de ESG, como no caso do Brasil, também pode ser vista como um mecanismo que acelera o avanço desta agenda no setor. “Por estas razões, reconhecemos que a agenda ESG tem capacidade de apoiar a dar conta dos desafios ambientais que enfrentamos enquanto sociedade e ainda gerar diferenciais competitivos com potencial de aumentar eficiência do setor e reforçam seu nobre propósito social e econômico”.
Depois de mais de uma década no cenário de investimentos, o ESG está sendo posto à prova como nunca antes. Construir uma carteira de investimentos sustentáveis exige mais cuidado do que nos últimos anos para garantir uma renda futura ao cliente e para que as seguradoras de vida tenham solvência em riscos assumidos no longo prazo. Segundo Legher, a estratégia da Prudential em seus investimentos pensando tanto na escolha de ativos dentro do perfil ESG como também na rentabilidade para que seus clientes buscam a fazer frente aos riscos assumidos.
“Em linha com as melhores práticas de Governança, a Prudential mantém uma gestão disciplinada de ativos e passivos que exige a construção de carteiras de investimentos de alta qualidade, compostas por ativos que suportam o perfil de passivos dos produtos e obrigações da empresa. Como parte disso, a Prudential adota uma visão de longo prazo dos riscos e oportunidades ao tomar decisões de investimentos”, afirma.
Legher ressalta que a abordagem da Prudential à integração ESG e ao investimento responsável na Conta Geral é regida pela Política de Investimento Responsável do Chief Investment Office. A política define o Investimento Responsável (RI) como a integração de fatores ESG na tomada de decisões de investimento e nas práticas de propriedade, na crença de que estes fatores não financeiros podem ter um impacto no desempenho financeiro a longo prazo.
Alguns países, como o Brasil, já têm regulação específica que prevê, no médio prazo, que empresas reforcem a adoção de critérios ESG na política de investimentos. “Ainda com relação ao meio ambiente, nos orgulhamos que a Prudential Financial tenha se comprometido a se tornar neutra na rede até 2050 e neutra em carbono até 2040. Aqui na Prudential, buscamos uma visão equilibrada entre os pilares que compõe a estratégia ESG”, acrescenta.
No pilar Social, a Prudential tem um compromisso com a diversidade. “No Brasil, por exemplo, temos uma política de diversidade e metas claras. Temos orgulho de como avançamos em equidade de gênero. Atualmente, 55% do nosso quadro geral de colaboradores é formado por mulheres. Na liderança, elas totalizam 43% e nossa meta é chegar a 50% de participação feminina até 2024. Ainda na parte Social, a Prudential apoia financeiramente e reconhece ações de empreendedorismo social realizadas por jovens de todo país, como o programa Jovens pro Futuro, lançado em 2021, que contou com investimento de US$ 1 milhão em projetos de inclusão social na cidade do Rio de Janeiro, onde a Prudential do Brasil está sediada”, conta.
O executivo destaca o projeto Atuários do Futuro, que cria oportunidades para jovens ingressarem na universidade e no mercado de trabalho. O projeto colabora com o desenvolvimento profissional, formação e capacitação de jovens do ensino médio a seguirem carreira de ciências exatas, com foco em Ciências Atuariais. A promoção do voluntariado também é muito forte na Prudential. O Dia Internacional do Voluntariado é comemorado pela companhia no Brasil há 25 anos, desde que a empresa chegou ao país. Mais de 480 instituições e cerca de 100 mil pessoas foram beneficiadas por mais de R$ 1,8 milhão em doações.
No mundo se fala muito em um movimento litigioso anti-ESG e pró carbono zero. O tema é prioritário para o setor, mas ainda carece de um debate mais pacifico. Os conflitos fizeram com que 19 resseguradoras abandonassem o Net-Zero Insurance Alliance (NZIA). Trata-se de uma aliança convocada pelos Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI) da Iniciativa Financeira do PNUMA, na qual os membros se comprometeram a fazer a transição de suas carteiras de subscrição para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.
Apesar da saída em massa da NZIA, a meta de carbono zero de uma forma individual se mantém, afirmam os principais resseguradores que circulam pela Fides Rio 2023, evento organizado pela CNseg e que acontece de 24 a 26 de setembro no Rio de Janeiro. De acordo com entrevistados, temos de um lado manifestantes climáticos exigindo ações mais rápidas e mais duras para reduzir a capacidade das indústrias de combustíveis fósseis, e de outros legisladores ameaçando processos judiciais antitruste sobre ações coletivas para reduzir as emissões dos seguros.
O Sonho Seguro conversou com Cassio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer Advogados, que participa da Fides 2023, para abordar o tema. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
Como vê esse cenário mundial aplicado no Brasil neste momento de avanço dos investimentos previstos no PAC? Como este assunto deve ser conduzido, considerando-se o que a legislação local?
O Brasil tem um déficit de infraestrutura que, por um lado, vem gerando problemas para sua população, mas, por outro lado, cria um ambiente de oportunidades para o desenvolvimento econômico e social do país. Portanto, uma ação xiita carbono zero que gere restrições desarrazoadas, como financeiras, securitárias, energéticas entre outras, pode criar barreiras para o nosso avanço, gerando ou perpetuando pobreza, desigualdade e subdesenvolvimento.
Dessa forma, a sociedade deve implementar regras de transição energética para uma mudança rápida, consistente e eficiente, em linha com o estágio de desenvolvimento de cada país e região, mas deve-se evitar ações abruptas que gerem consequências econômicas e sociais negativas. As seguradoras, nesse sentido, podem e devem apoiar a transição energética, criando modelos de precificação e cobertura com incentivo para aqueles que respeitem regras ESG e, aos poucos e de maneira criteriosa, criem desincentivos à proliferação desenfreada de fontes energéticas poluentes.
O mercado financeiro e de seguros deve atuar incentivando boas práticas e desincentivando práticas que impactem negativamente o meio ambiente, mas sem deixar de ponderar a realidade de cada país. Seria irresponsável que o mercado de seguros, amanhã, começasse a negar indiscriminadamente riscos de petróleo, por exemplo. O mundo ainda precisa de combustíveis fósseis.
Você também defende o ILS como uma forma de mitigar riscos climáticos. Como abrir caminho para essa ferramenta financeira avançar no Brasil em termos regulatórios, divulgação do produto e como abrir o apetite dos investidores?
Sob o ILS, temos ciência de que três players relevantes já protocolaram pedido de abertura de Sociedade Seguradora de Propósito Específico – SSPE – no Brasil, para emissão de LRS – Letra de Risco de Seguros. O ILS é bastante disseminado no mundo, na modalidade chamada cat bond (títulos de catástrofes), mecanismo por meio do qual se atrair recursos do mercado de capitais para gerar capacidade de seguro e resseguro para fazer frente aos eventos catastróficos como furacões, inundações, terremotos, entre outros. Portanto, a LRS desponta como uma alternativa importante para preencher o gap de cobertura contra eventos climáticos no Brasil, o que inclui o agro.
Para desenvolvimento do mercado, duas barreiras precisam ser transpostas. Primeiro, as LRS deveriam ser isentas de IR a exemplo do CRI e do CRA. Deveria ser dado tratamento tributário privilegiado para as estruturas de securitização, seguros e resseguros que absorvem riscos climáticos.
Em segundo lugar, a alta taxa de juros dificulta a modelagem de emissões de LRS; espera-se que a redução prevista dos juros no Brasil possa encorajar investidores a investir em LRS. No mais, temos um ambiente regulatório e de requinte do nosso mercado de capitais propício para o desenvolvimento desse mercado que, no mundo, atinge cifra de US$ 100 bilhões.
Jeremy Goodman, presidente da Aon Re Solutions do Reino Unido, participará do painel Insurance Global Trends da Fides Rio 2023, na tarde desta segunda-feira, 25, ao lado de outros speakers. Ele trouxe uma visão sobre as tendências da indústria global de resseguros, com foco no desenvolvimento de produtos e serviços, com um viés da agenda ESG. Em conversa com o Sonho Seguro, ele contou um pouco mais sobre suas perspectivas para o resseguro no curto e médio prazo.
Na sua opinião, quais são as principais prioridades do setor de resseguros?
Para as resseguradoras, a principal prioridade neste momento é entregar uma relação operacional/perda combinada que gere um retorno sobre o patrimônio que se alinhe com as expectativas dos investidores/acionistas e ganhar dinheiro após vários anos de lucros abaixo do valor nominal. Trata-se de reconstruir a confiança dos investidores e demonstrar que a nossa indústria de resseguros é capaz de avaliar o risco de forma adequada; que pode reter o capital existente e que pode atrair novo capital para apoiar a crescente procura de maiores exposições. Para a Aon, as principais prioridades são garantir os melhores resultados possíveis para os clientes nas próximas renovações, ajudando-os a gerar a sua própria visão de risco, diferenciando-os no mercado e otimizando as suas estratégias de capital. Para atingir estes objetivos, continuaremos a investir em dados e análises e a fornecer apoio multifacetado aos modelos de negócio das companhias de seguros e a ajudar a inovar em produtos e soluções para colmatar as muitas lacunas de proteção que existem em todo o mundo. Nosso objetivo é ajudar os clientes a navegar pela volatilidade e aumentar a resiliência dos negócios e, em última análise, tomar melhores decisões.
Quais tendências você apontaria para os próximos dois anos?
Do lado do seguro de property, parece provável que a atual frequência de fenômenos meteorológicos extremos em todo o mundo irá continuar. Terão de ser tomadas decisões sobre quem irá pagar pelo crescente fardo das perdas. Neste sentido, a indústria de resseguros tem um papel fundamental a desempenhar, em conjunto com os nossos clientes, companhias de seguros e governos, para garantir que, juntos, estamos a proporcionar um nível sustentável de transferência de risco que reduza o fardo de tais eventos para a sociedade. Em caso de acidente, a direção do mercado será determinada pelas tendências na inflação dos custos de perdas e pela extensão de qualquer desenvolvimento adverso de reservas relacionado com o último mercado fraco. Na ausência de perdas extremas de pico de risco, esperamos que as resseguradoras tenham um forte desempenho nos próximos dois anos, com taxas de juro mais elevadas aumentando progressivamente os retornos do investimento. Esta dinâmica resultará na captação de capital adicional para a indústria.
Diante dos altos preços dos resseguros, qual a melhor forma de os clientes conseguirem tarifas mais acessíveis?
Resultados diferenciados podem ser alcançados escolhendo um parceiro de corretagem que seja capaz de apoiar os clientes das seguradoras na otimização da composição da sua carteira de uma forma que se alinhe à sua estratégia e apetite. Isto é conseguido através da utilização de uma gama de modelos de capital, avaliação de risco e preços, bem como de estar totalmente equipado para executar com sucesso no atual mercado global. Muitos de nossos clientes de seguros têm trabalhado em diversas opções para mitigar custos mais elevados de resseguro, incluindo o reforço de sua disciplina de subscrição na seleção de risco, gerenciamento de limites, ajuste de preços no front-end, retenção de mais risco e exploração de mecanismos alternativos de transferência de risco – como propriedade títulos de catástrofe – tudo o que lhes permite diferenciar-se dos resseguradores e alcançar resultados diferenciados a longo prazo.
A Munich Re recebeu convidados neste domingo, 24, em um jantar de boas vindas para a abertura da Fides Rio 2023, que acontece entre 24 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro. Karsten Steinmetz, CEO da Munich RE do Brasil, e Clarisse Kopff, membro do Conselho de Administração da maior resseguradora do mundo, expressaram seu interesse em contribuir para reduzir as lacunas de proteção da sociedade brasileira com a oferta de expertise e capital para as seguradoras alavancarem suas vendas.
O grupo alemão está no Brasil há mais de 25 anos e cresceu significativamente nos últimos anos por ter acesso à tecnologia e pela expertise mundial do grupo. “Investimos no mercado brasileiro porque vemos claras oportunidades de crescimento. Agimos de forma previsível e consistente com os nossos parceiros e isso traz segurança num ambiente de mercado cada vez mais incerto aos nossos parceiros”, comenta , uma das principais patrocinadoras da Fides Rio 2023, em conversa com o Sonho Seguro.
O setor foi duramente afetado pela COVID-19, com um impacto sem precedentes na economia global, pela guerra da Rússia contra a Ucrânia e pelas catástrofes naturais como o furacão Ian – um dos furacões mais dispendiosos de todos os tempos. “Esses são apenas alguns exemplos de desafios extraordinários com os quais o mercado teve de lidar”, comenta.
O cenário está melhor, com a recuperação das perdas. Karsten afirma que o ambiente de mercado continua promissor para as resseguradoras, mas enfrenta incertezas causadas pela inflação, taxas de juros, pelos potenciais impactos dos riscos geopolíticos, pela desglobalização e por riscos dinâmicos, como as alterações climáticas, inteligência artificial e a cibersegurança.
O impacto da inflação e das taxas de juros também preocupam o setor. Continua a ser particularmente importante que as seguradoras e resseguradoras sejam precisas nas suas estimativas sobre a evolução da inflação. A inflação média dos preços no consumidor deverá ainda estar acima das metas dos bancos centrais nos próximos anos. “A incerteza envolvida é considerável – taxas de inflação sensivelmente mais elevadas são um cenário de risco muito mais provável do que aumentos de preços mais baixos e menos pronunciados”, afirma.
“Para os resseguradores, esses desafios significam melhorar a modelização do NatCat e dos riscos fora dos picos e ajustar os parâmetros de preços para permitir pressupostos de inflação adequados. É igualmente importante melhorar a transparência na redação dos contratos para esclarecer o que é segurável e o que não é segurável”, pontua.
Oportunidades são mais factíveis no Brasil
Assim como seus colegas do mundo de resseguros, ele afirma que há oportunidades significativas de levar proteção à sociedade brasileira. “Ainda lutamos para reduzir a lacuna de seguros em mercados como o Brasil, como em agronegócios e no risco cibernético. Com uma equipe focada no cliente, construímos juntos novos negócios com nossos clientes. As áreas de foco são o agronegócio, o ciberespaço e as oportunidades da transição para uma economia com impacto neutro no clima. Responderemos às novas oportunidades de forma ágil e flexível, o que no Brasil é fundamental para o sucesso do setor”, diz.
Em tempos de incertezas crescentes, o executivo afirma que os clientes adaptam os seus programas de resseguros de forma mais ativa. “O resseguro é uma ferramenta poderosa para gerir o capital e as soluções estruturadas podem ajudar a melhorar a eficiência do capital e apoiar o crescimento. Temos histórico dessas soluções e capacidade comprovada de estruturação e execução no Brasil. Existem muitas oportunidades no Brasil com seguros agrícolas, soluções de seguros para a transição energética ou seguros cibernéticos, apenas para citar alguns”.
Para o presidente da Munich Re Brasil, a chave do sucesso está na excelência da jornada do clientes, que segundo ele vai muito além do preço. “Redações, estruturas e alinhamento de interesses são exemplos que muitas vezes desempenham um papel mais importante do que apenas preços. Nossos clientes podem esperar de nós foco em suas necessidades, profundo conhecimento técnico em subscrição e sinistros e compromisso com parcerias de longo prazo”, finaliza.
Principais riscos mundiais que exigem cuidado extra na subscrição
Stefan Golling, membro do Conselho de Administração responsável por Clientes Globais e América do Norte, cita fornece quatro exemplos que demonstram quão fundamentalmente importante é o conhecimento em risco e subscrição para a Munich Re:
Catástrofes naturais: As catástrofes naturais são um dos maiores cenários de perdas no radar da Munich Re. Uma compreensão profunda do cenário de risco e de como está em mudança – por exemplo, o aumento dos valores de exposição e os efeitos das alterações climáticas – é fundamental para oferecer uma ampla capacidade de subscrição. Apesar das perdas de mercado muito elevadas, o índice de sinistralidade da Munich Re tem estado exatamente dentro da meta nos últimos cinco anos, informa.
Inflação social nos EUA: Nos EUA em particular, o montante das indemnizações concedidas em decisões nos tribunais aumentou significativamente. De acordo com dados da empresa de consultoria Marathon Strategies, a soma dos chamados “vereditos nucleares empresariais” com prêmios do júri superiores a US$ 10 milhões foi de cerca de US$ 18,3 bilhões em 2022. Após um declínio considerável em 2020 e 2021, é agora superior a que o triplo do valor de 2015. Isto representa um enorme desafio para as coberturas de responsabilidade civil de cauda longa. A gestão de limites, a gestão proativa de perdas e o investimento em dados e capacidades analíticas para identificar tendências de perdas numa fase inicial ajudarão a superar este desafio.
Riscos políticos: Os desequilíbrios sociais, as tendências populistas e nacionalistas e as perturbações econômicas causadas pela pandemia da COVID-19 levaram a um aumento significativo da agitação em muitas partes do mundo. Especialmente nos países industrializados, as perdas resultantes são muitas vezes cobertas pelas seguradoras de property. A formulação transparente da política, os sublimites apropriados e os eventos de perda claramente definidos são a chave para que esses eventos locais continuem a ser seguráveis – em contraste com as acumulações não seguráveis resultantes da guerra, de atos bélicos ou de ataques terroristas nucleares.
Cyber: Estima-se que as perdas econômicas resultantes de ataques cibernéticos tripliquem para US$ 24 trilhões até 2027, em comparação com a base de referência de 2022. Para as empresas, ter a opção de fechar contratos contra riscos cibernéticos e aumentar a sua proteção é cada vez mais relevante. Espera-se que o mercado de seguros cibernéticos cresça duas vezes e meia até 2027, altura em que os prêmios deverão atingir cerca de US$ 33 bilhões. A Munich Re é fornecedora líder de (res)seguros cibernéticos e está firmemente comprometida em facilitar um mercado de seguros cibernéticos sustentável e lucrativo. Os riscos não seguráveis, como ataques a infraestruturas críticas e guerra cibernética, continuarão a ser explicitamente excluídos da cobertura que a Munich Re oferece.
Em um disputado coquetel realizado ontem no Rio de Janeiro para convidados presentes na Fides Rio 2023, Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re) comenta que o mercado de resseguros brasileiro, por natureza, segue tendências internacionais. “Estamos vivendo um ciclo de “hard market” e acredito que esse cenário deve permanecer pelos próximos dois anos. O ano 2023 é um ano, até agora, com frequência de eventos catastróficos”, comentou com o Sonho Seguro.
“Não precisamos ir tão longe. Recentemente, vimos tufões na Coreia do Sul, degelo nos Alpes Suíços, queimadas no Canadá e redemoinhos de fogo na Califórnia (EUA). No Havaí (EUA), o número de mortos nos incêndios florestais chegou a 93. Foi o incêndio florestal mais letal dos EUA em mais de um século. Há duas semanas, um ciclone no Rio Grande do Sul, acompanhado de intensas chuvas e consequentes inundações, provocou a morte de 27 pessoas e muita destruição. Ainda neste mês, ocorreu grande terremoto em Marrocos e inundações em Hong Kong, Grécia, Turquia e Bulgária. Estes eventos explicam, por si sós, os fatores que afetaram e continuam afetando o mercado. Com isso, o mercado continuará vendo tanto nos contratos como nos facultativos um aumento de preços e, em alguns casos, a redução de capacidade ofertada pelo próprio mercado”, afirma.
O IRB reportou lucro líquido de R$ 22,3 milhões referentes a julho. A resseguradora reverteu o prejuízo de R$ 58,9 milhões contabilizados no mesmo mês do ano passado e, no pregão da última sexta, 22, suas ações estavam na liderança das maiores altas do dia. O IRB destaca que uma operação de LPT (Loss Portfolio Transfer), no mês de julho agravou a linha de Prêmios Retrocedidos em R$ 189,2 milhões e aliviou a linha de Sinistros Retidos em R$ 175 milhões. “Excluindo-se estes efeitos, o índice de sinistralidade seria de 58,6%, o índice de comissionamento de 21% e o de despesas administrativas de 8,4%, que resultaria em um índice combinado de 95,3%”.
A Gallagher tem tido um ritmo acelerado de aquisições e investimento na contratação de talentos em todo o mundo nos últimos anos. No Brasil, um dos países alvos para o grupo com receitas de US$ 7 bilhões nos mais de 150 países onde está presente, o ritmo é o mesmo. Tanto que o grupo investiu para ser uma das patrocinadoras da FIDES RIO 2023, evento organizado pela CNseg, e é uma ativa geradora de estudos que traçam a tendência da indústria de seguros mundial, um segmento da economia responsável por receitas anuais de mais de US$ 7 trilhões.
Diante da relevância da companhia, o Sonho Seguro conversou com dois porta-vozes locais, Luiz Araripe, CEO da Gallagher RE, e CEO do Grupo Gallagher no Brasil, e com Rodrigo Protasio, CEO da operação de corretagem da Gallagher Brasil, durante o coquetel que recebeu convidados neste domingo, 24, em um hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Leia os principais trechos da entrevista:
O ritmo de compras de concorrentes fora e dentro do Brasil se mantém ou agora terá uma pausa para a integração? Comente as principais aquisições e seus benefícios e como está formada a corretora hoje.
Araripe: O ritmo de crescimento através de aquisições faz parte do core business da Gallagher, portanto, devemos continuar observando oportunidades ao longo de 2024. A integração com a Interbrok está 100% realizada e os times já estão trabalhando em sinergia buscando oportunidades como um único time Gallagher. Importante ressaltar que este crescimento inorgânico nos permite um “rump up” mais acelerado para as ambições da Gallagher no Brasil. Nossos objetivos são claros, ou seja, estar entre as três maiores corretoras do país sendo uma alternativa técnica aos clientes. Além disso, pretendemos estar entre as melhores empresas para se trabalhar, sempre seguindo o nosso The Gallagher Way, além de focar na rentabilidade e trabalhando com eficiência em nossos processos. Estamos certos de que atingiremos essas metas até 2027. Quais os segmentos prioritários para o crescimento orgânico da corretora?
Protasio: Temos cinco áreas prioritárias. Speciality, onde segmentamos nossa atuação por setores da economia que tem relevância no PIB brasileiro, e necessidade de atuação especializada, tais como: Agronegócio, Mineração, Energia, Infraestrutura, Marine, Indústria Farmacêutica, Telecom, entre outras. Personal Lines onde temos uma carteira sólida com cerca de 10.000 clientes ativos e cerca de 90% de renovação com foco em atendimento ao cliente pessoa física. Benefícios, buscando entender as necessidades e os desafios das empresas e seus RHs não gestão de riscos em pessoas, que são o seu maior asset, isto é sua força de trabalho. Além de Resseguro Facultativo e de contratos, bem como de seguros para pequenas e médias empresas em Property and Casualty.
A Gallagher quer manter o crescimento em 2023, com administração de prêmios de R$ 300 milhões. Como atingir esta meta neste cenário desafiador do Brasil neste ano e com uma concorrência acirrada como a que vemos no nicho de corretores de grandes riscos?
Araripe: Em 2023 vamos ultrapassar R$ 1,5 bilhão em prêmios como grupo. O cenário é sim desafiador, mas acreditamos na resiliência do mercado e da necessidade cada vez maior de uma proposta de valor diferenciada e técnica. Com base nisso, estamos construindo nosso sucesso. Investimos e trouxemos profissionais experientes do mercado, e temos um time hoje de primeira linha que alinhado ao espírito empreendedor e inovador da Gallagher mundialmente, uma empresa formada e liderada por “brokers”, vamos fazer a diferença no mercado.
Como vê o seguro garantia de contratos para as obras do PAC, quando boa parte das resseguradoras e seguradoras ainda olham no retrovisor para determinar a subscrição do risco futuro?
Protasio: O produto garantia é foco da Gallagher no Brasil e estamos desenvolvendo internamente uma ferramenta inovadora que irá permitir o nosso cliente ter uma visão mais clara de suas necessidades, além de também mapear tendências, com isso vamos poder antecipar algumas demandas. O ramo de garantia continua forte e crescendo ainda impulsionado pelo judicial. Nossa expectativa com o PAC é que os produtos mais tradicionais como BID e performance possam trazer essa diversificação no portfólio de garantia.
Energia é um tema importante para a Gallagher. Como a corretora avalia o segmento do ponto de vista do potencial de negócios e dos desafios de conseguir capital de resseguro para tantos projetos no país?
Protásio: Nosso maior crescimento em 2023 foi neste setor e temos a visão que vai continuar a ser uma das nossas principais indústrias. O tema ESG é bastante importante neste setor e estamos acompanhando os movimentos de mercado. Em nossa visão e com o apoio de nossa estrutura – Gallagher UK Specialty e Gallagher USA é que tenhamos capacidade para suportar a demanda, com um approach extremamente técnico e de vasto entendimento do risco para termos sucesso dado ao mercado duro no resseguro.
Atuar em riscos cibernéticos é um dos alvos da corretora. Pelos comentários em Monte Carlo, no evento realizado em setembro, as resseguradoras afirmam ser um segmento com oportunidades e muitos desafios. Como vocês se diferenciam na oferta deste seguro?
Araripe: Nos diferenciamos através de uma equipe extremamente técnica e experiente no Brasil, e no exterior temos uma equipe com mais de 50 pessoas dedicadas no desenvolvimento do setor. Estamos crescendo no Brasil desenvolvendo facilities para as seguradoras com nosso apoio técnico na subscrição.
A próxima semana promete fortes emoções em seguros. O Fides Rio 2023 começa no domingo, 24, com um torneio de golfe, e termina com um baile de gala no dia 26. Entre eles, debates relevantes sobre tendências da indústria mundial, da América Latina e do Brasil. A maior conferência de seguros da América Latina chama a atenção do mundo de seguros. Apesar de uma certa instabilidade política econômica na região, o Brasil brilha nos olhos estrangeiros com o novo PAC e seus investimentos previstos em R$ 1,7 trilhão e com um PIB de agronegócio que poderá alcançar R$ 2,6 trilhões neste ano.
Não é à toa que 60% das 1,5 mil inscrições são de estrangeiros, informou a CNseg, uma das fundadoras da Federação Interamericana de Empresas de Seguros, entidade sem fins lucrativos que agrega atualmente as associações de seguros privados de 20 países membros, e responsável por organizar a 38o edição do evento, que acontece a cada dois anos.
Desde cedo, participantes, patrocinadores e speakers estarão em encontros oficiais e paralelos. Sim, um evento deste porte tem a característica de gerar negócios. O primeiro evento da programação oficial é o tradicional jogo de golfe, que muito se tentou trocar para algo mais brasileiro como o beach tennis. Mas não rolou. Golfe, segundo relatam alguns dos praticantes do setor, ativa mais o cérebro neste período de renovação dos principais contratos de resseguro, principal fonte de capital para as seguradoras cumprirem suas promessas de crescer dois dígitos mesmo numa economia ainda em compasso de espera.
Este é período que antecede as principais negociações de contratos de resseguros no mundo. Num cenário tão complexo como o que vivemos atualmente, detectar tendências exige uma intuição pra lá de aguçada. E é essa a proposta da Fides Rio 2023, que acontece na sequência do principal evento de resseguros do mundo realizado em Monte Carlo de 9 a 13 de setembro. Um resumo das notícias sobre os debates em Mônaco é de que embora as condições de mercado estejam muito mais calmas do que a turbulência que eclodiu no quarto trimestre de 2022 até as renovações de janeiro de 2023, o equilíbrio do mercado de resseguros ainda está vulnerável a qualquer choque adicional.
Por isso, o foco está na troca densa de informações. Há dois mundos. Os salões de debates públicos do Windsor Hotel e as reuniões privadas para poucos convidados. Nos eventos oficiais, debatedores do porte do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, Luis Alberto Moreno, ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Paul Krugman, prêmio nobel de economia (2008), além de todos os porta-vozes locais de governos, órgãos reguladores, seguradoras, resseguradoras, corretores, associações, advogados entre outros.
Os eventos privados serão realizados em rooftops e restaurantes reservados nos melhores cartões postais da cidade considerada maravilhosa. O tom, no entanto, é bem “pé no chão”, com conversas francas com os parceiros comerciais. Os investidores buscam informações para diversas questões e parcerias de longo prazo.
Entre elas: quais os riscos das obras do novo PAC ? O que o governo tem feito para garantir a transparência desses financiamentos e conclusão das obras nos prazos e valores acordados em contratos? A taxa de juros realmente entra num ciclo de queda? Quais os riscos da inflação sair do controle nos próximos dois anos? Como o Brasil se prepara para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas? Há novos casos como Americanas? Os contratos de seguros estão claros sobre o que está coberto ou não? Qual a perspectiva das eleições em 2024? E em 2026? Como se comporta a segurança jurídica neste governo? Quais são, de fato, os melhores negócios para manter a rentabilidade? O novo titular da Susep tem aparatos para fazer as mudanças que deseja no arcabouço regulatório?
As respostas podem ou não conquistar os resseguradores. Bom que conquiste, pois eles são essenciais para o crescimento do mercado de seguros brasileiro. Se não há capacidade de resseguro, as seguradoras têm três opções: correm o risco sem amparo do resseguro, cobram muito caro pelo seguro ou simplesmente não ofertam. Um exemplo disso é o risco cibernético. As resseguradoras mundiais restringiram capacidade e raríssimas seguradoras vendem o seguro cyber, mergulhado em profundas discussões sobre como atuar neste risco com elevada demanda sem levar as companhias à falência.
A boa notícia é que os investimentos em tecnologia tem aprimorado a subscrição de riscos, o gerenciamento de perdas, a redução das fraudes e potencializado a capilaridade dos canais de distribuição. E o resultado desta combinação é o lucro, exatamente o que todos querem garantir. Depois de quase cinco anos de perdas com pandemia, guerra entre Ucrânia e Rússia e catástrofes naturais, as resseguradoras conseguiram recuperar resultados, mas ainda não têm reservas suficientes para novas perdas catastróficas como temos visto com o terremoto em Marrocos e as inundações na Líbia.
E mais uma vez o Brasil se mostra uma oportunidade. Apesar da devastação no litoral norte em fevereiro e o ciclone tropical no Sul neste mês, o país ainda é considerado fora da zona de catástrofes naturais como outras regiões com perdas relevantes como os EUA com furacões ou o Chile com os terremotos.
Ao longo de 2022, as perdas econômicas decorrentes de desastres naturais na América Latina atingiram cerca de US$ 18 bilhões. No entanto, destes, aproximadamente US$ 4,8 bilhões foram cobertos por seguros, o que continua a reforçar a importância de reduzir a lacuna de proteção em toda a região. Também em 2022, os prêmios cedidos de resseguro na América Latina totalizaram US$ 19,2 bilhões, um aumento sólido de 9,9% em comparação com US$ 17,4 bilhões de 2021. Os três países que registraram os maiores aumentos nos prêmios cedidos foram o Brasil, que registrou avanço de 27,5%; Nicarágua, de 12,5%; e Costa Rica de 11,4%.
Segundo estudo da Fitch, os lucros das resseguradoras da América Latina serão apoiados no segundo semestre de 2023 e em 2024 por aumento de taxas, ganhos financeiros e forte demanda por proteção de resseguros. O desempenho do setor de resseguros da América Latina foi muito forte em 2022, favorecido por menores perdas relacionadas à pandemia e melhores preços de resseguros globais.
De acordo com a agência de classificação, os ventos contrários relacionados à alta inflação e às taxas de juros devem começar a diminuir, enquanto se espera que os efeitos das mudanças climáticas nas reivindicações de catástrofes naturais sejam avaliados de forma adequada. A aposta é que as resseguradoras da América Latina se beneficiem das condições globais de resseguro, priorizando preços, gestão de risco de catástrofe natural e crescimento orgânico de prêmios.
A agência também estima que o retorno do capital no curto prazo do setor excederá 8% a 10% do seu custo de capital. Além disso, é provável que os ratings da maioria das resseguradoras da América Latina permaneçam inalterados ao longo do horizonte de rating devido à melhoria das perspectivas para o setor de resseguros global.
Segundo a Fitch, o cenário base para os próximos 12 a 18 meses sinaliza que a maioria das resseguradoras da América Latina manterá capitalização e desempenho financeiro adequados, apesar dos riscos macroeconômicos conhecidos e do aumento das perdas por catástrofes alimentadas pelas mudanças climáticas. Com isso, o cenário mais otimista prevê que os prêmios cedidos continuem a ganhar impulso durante os próximos 12 a 18 meses, considerando o crescimento orgânico dos mercados de seguros da América Latina, a maior frequência de eventos de catástrofe natural e a crescente conscientização dos consumidores de seguros.
Que comecem os debates. Desejo que os corretores de re/seguro consigam boas negociações para que o seguro siga num ritmo de crescimento de dois dígitos e exerça seu papel social de apoiar o crescimento econômico do Brasil.
Diante dos mais destacados representantes do setor de seguros brasileiro, foram anunciados na noite desta quinta-feira (21) os contemplados com o tradicional prêmio “Destaques do Ano” de 2022/23, considerado o “Oscar do Seguro”. Realizado no Clube da Aeronáutica, no centro do Rio de Janeiro, e organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), a premiação chegou a sua 47ª edição do evento, com o lema de democratização do acesso ao seguro no país e teve a condução do cerimonial por Simone Julião.
O evento também foi marcado pela posse do novo presidente do CVG-RJ, Edson Calheiros, para um mandato que será cumprido nos próximos dois anos. Minutos antes da premiação, Calheiros, em seu discurso, prometeu dar continuidade às ações da gestão anterior, cujo comando era de Octávio Perrisé, que agora assumiu a presidência do conselho consultivo do CVG-RJ, empregando como lemas inovação e modernização das instalações da entidade, bem como implementando cursos e palestras na sede e promovendo grandes eventos, sobretudo os já consagrados como o “Oscar do Seguro”, que permitam reunir todo o mercado securitário.
Outra importante frente de trabalho de sua gestão será o fomento da cultura de seguros nas camadas mais populares e vulneráveis da sociedade. “O nosso CVG-RJ, ao longo dos seus 57 anos de história, contribuiu na formação de vários profissionais do mercado e continua contribuindo, não só para formação, mas, também, para a disseminação da cultura do seguro para toda a população brasileira”, declarou Calheiros, que complementou: “Através dos nossos corretores parceiros, seguradores, do esporte e da cultura o conceito de inclusão social através dos seguros inclusivos e da certeza de que tenho, que: seguro é essencial! e o essencial é estar seguro.”
Nova diretoria — Além do novo presidente do CVG-RJ, Edson Calheiros, a nova diretoria da entidade também foi empossada. Dela farão parte, o gerente regional da MAG Seguradora, Vinicius Brandão (vice-presidente); Andrea Ramos (gerente regional da Porto) e Marcio Coutinho (CEO da Capemisa Capitalização), como assessores da Presidência, além do Assessor de Assuntos Internacionais, César García González. A superintendente comercial da SulAmérica Seguradora, Esther Teixeira, como diretora de Seguros, tendo como diretoras-adjuntas Sonia Marra (sócia da Marra Corretora) e Jacqueline Sorensen (diretora comercial da Forza Assessoria); Ênio Miraglia, sócio da Millenium Assessoria, como diretor Social, que terá como diretoras-adjuntas Tatiana Antoniazzi (gerente regional da MBM Seguradora) e Leila Nogueira (Gerente Regional da HDI Seguradora) e Paulo Galindo, sócio da Unimédica Saúde, como diretor Financeiro, e seus diretores-adjuntos Gilberto Vilella (sócio da Plataforma Assessoria) e Wellington Costa (administrador de empresas e consultor de Seguros e Capitalização).
O conselho consultivo do CVG-RJ, que agora será presidido por Octávio Perissé, terá como secretário-executivo Ademir Marins. Já o conselho fiscal terá como presidente Ronaldo Marques (diretor da Icatu Seguradora) e também será composto por Lauro Barros (SulAmérica Seguradora) e Emanuel Paiva (Bradesco Seguros).
Coube à Perrisé a apresentação da premiação “Destaques do Ano”. Em seu discurso que antecedeu a entrega dos troféus aos vencedores, ele agradeceu ao apoio das beneméritas do CVG-RJ, dos cerca de 1200 associados e dos patrocinadores.
“Driblando as dificuldades naturais do período pandêmico, nada deixou de ser realizado: a festa dos destaques, pela primeira vez realizada online; a assinatura de convênio internacional com a Apromes (Associação Profissional de Mediadores de Seguros em Portugal), que abriu as portas dos profissionais do segmento de vida aos cobiçados mercados europeus, em especial, Portugal e Espanha; o ingresso de dez novas beneméritas, totalizando 21 empresas parceiras do CVG-RJ; a comemoração dos 60 anos de mercado do nosso estimado e ilustre ex-presidente do conselho, que nos deixou recente, Lucio Marques; as inúmeras palestras e vídeos técnicos com especialistas, entre outras”, listou Perrisé, para, em seguida, passar a palavra para a cerimonialista Simone Julião revelar os ganhadores do “Oscar do Seguro” 2022/23.
Estamos a três anos de completar 50 edições dos “Destaques do Ano”, a mais antiga e reconhecida honraria prestada aos profissionais e empresas do setor de seguros. De forma ininterrupta, a premiação homenageia personalidades e empresas que, ao longo do período em questão — ou seja, a edição de 2022/23 —, destacaram-se nas áreas de seguros de pessoas, saúde, previdência e capitalização. Não por acaso, o prêmio ficou conhecido como o “Oscar do Seguro” por traduzir um momento em que o mercado se reúne para celebrar e ser prestigiado por lideranças, executivos, profissionais das mais diversas categorias e a imprensa especializada, entre outros.
Os premiados — Os vencedores das treze categorias do “Oscar do Seguro” 2022/23 em cada categoria foram os seguintes: Baeta (Assessoria do Ano); MDS (Corretora do Ano); Ully (Corretora de Seguros Saúde do Ano); Escola de Negócios e Seguros (Instituição do Ano); Leonardo Freitas, da Bradesco Auto/RE (Profissional do Ano); Viviane da Cruz, da Prudential (Profissional do Ano); Bradesco Seguros (Campanha de Marketing do Ano); Capemisa (Seguradora de Capitalização do Ano); SulAmérica (Seguradora Saúde do Ano); MBM Seguradora (Seguradora Vida do Ano); Dyogo Oliveira, diretor-presidente da CNseg (Homem de Seguro do Ano); Erika Medici, CEO da Axa no Brasil (Mulher de Seguro do Ano) e HDI (Seguradora do Ano).
Homenagens – Além dos vencedores nas treze categorias do “Oscar do Seguro”, a 47ª edição do “Destaques do Ano” também reverenciou dois importantes nomes do setor. O primeiro deles é Lucio Marques, que, infelizmente, morreu recentemente. No evento estiveram seu filho Fabrício e Glória, esposa de Lucio. Ambos fizeram discursos emocionados.
Mineiro, de Belo Horizonte, Marques presidiu a diretoria-executiva e o conselho consultivo do CVG-RJ. Formou-se em história e administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com 13 anos ingressou numa empresa de representação de seguradoras de um amigo de seu pai. Com 16 anos, tornou-se sócio e gerente geral da empresa, passou por várias companhias e, em 1983, desembarcou no Rio de Janeiro para dirigir a Seguros da Bahia e, posteriormente, a Previdência do Sul. Em 1992, Marques presidiu a Banerj Seguros a convite do governador do estado e foi vice-presidente do Sindicato das Seguradoras dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Sindseg RJ/ES). Foi também diretor da ANSP, no Rio de Janeiro, e exerceu cargos de diretoria e conselho na Fenaseg, hoje CNseg, e na Escola de Negócios de Seguros (ENS). Ao todo, foram mais de 60 anos dedicados ao seguro. Além do legado técnico que Lucio Marques deixa ao mercado de seguros, ele publicou um livro de poesias, “Tsunami”, em 2000, e outro de contos, “Lagoa Santa”, em 2004. Deixa um livro, que será editado in memoriam.
Outro importante nome do setor na atualidade homenageado durante o evento foi Roberto Santos, CEO da Porto, onde atua há 15 anos, e presidente do conselho diretor da CNseg. Ele, entretanto, não compareceu ao evento e foi representado por Bruno Rocha, que leu, no palco, uma mensagem do homenageado. Nela, Santos agradece ao CVG-RJ e exalta a premiação “Destaques do Ano”. Segundo ele, é um orgulho ser homenageado aos 43 anos de carreira durante um evento tão prestigiado como o “Oscar do Seguro”. “Agradeço a toda diretoria e em especial ao Edson (Calheiros), o atual presidente. E para finalizar, gostaria de dedicar esse prêmio ao grande amigo Lucio Marques, que nos deixou recentemente, grande baluarte do mercado e que sempre foi muito ativo aqui, nesse clube.”
O diretor social Ênio Miraglia destacou que “a iniciativa pioneira de contar a história do CVG-RJ através de painéis com fotos alusivas aos fatos e personalidades marcantes da entidade, como o seu fundador Minas Mardirossian, para receber os convidados foi muito apreciado e emocionou os presentes”.
Show e samba no final — A 47ª edição da premiação “Destaques do Ano” terminou em meio a muita musicalidade, com a apresentação do Grêmio Cultural, Esportivo, Recreativo Escola de Samba Protegidos da Princesa, de Santa Catarina, cujo presidente da agremiação, Marcelo Domingos Pereira, revelou, em primeira mão, o samba enredo da escola de samba para o carnaval de 2024: “A celebração da princesa no palácio seguro do samba”, que conta a história do seguro no Brasil., enredo que partiu do novo presidente do CVJ-RJ, Edson Calheiros. Também no palco esteve a cantora Luana Vaz, que encerrou o evento cantando inúmeros sucessos da MPB.
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