FIDES RIO 2023: Munich RE quer reduzir lacuna de proteção no Brasil

Karsten Steinmetz Munich Re Brasil

A Munich Re recebeu convidados neste domingo, 24, em um jantar de boas vindas para a abertura da Fides Rio 2023, que acontece entre 24 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro. Karsten Steinmetz, CEO da Munich RE do Brasil, e Clarisse Kopff, membro do Conselho de Administração da maior resseguradora do mundo, expressaram seu interesse em contribuir para reduzir as lacunas de proteção da sociedade brasileira com a oferta de expertise e capital para as seguradoras alavancarem suas vendas.

O grupo alemão está no Brasil há mais de 25 anos e cresceu significativamente nos últimos anos por ter acesso à tecnologia e pela expertise mundial do grupo. “Investimos no mercado brasileiro porque vemos claras oportunidades de crescimento. Agimos de forma previsível e consistente com os nossos parceiros e isso traz segurança num ambiente de mercado cada vez mais incerto aos nossos parceiros”, comenta , uma das principais patrocinadoras da Fides Rio 2023, em conversa com o Sonho Seguro.

O setor foi duramente afetado pela COVID-19, com um impacto sem precedentes na economia global, pela guerra da Rússia contra a Ucrânia e pelas catástrofes naturais como o furacão Ian – um dos furacões mais dispendiosos de todos os tempos. “Esses são apenas alguns exemplos de desafios extraordinários com os quais o mercado teve de lidar”, comenta.

O cenário está melhor, com a recuperação das perdas. Karsten afirma que o ambiente de mercado continua promissor para as resseguradoras, mas enfrenta incertezas causadas pela inflação, taxas de juros, pelos potenciais impactos dos riscos geopolíticos, pela desglobalização e por riscos dinâmicos, como as alterações climáticas, inteligência artificial e a cibersegurança.

O impacto da inflação e das taxas de juros também preocupam o setor. Continua a ser particularmente importante que as seguradoras e resseguradoras sejam precisas nas suas estimativas sobre a evolução da inflação. A inflação média dos preços no consumidor deverá ainda estar acima das metas dos bancos centrais nos próximos anos. “A incerteza envolvida é considerável – taxas de inflação sensivelmente mais elevadas são um cenário de risco muito mais provável do que aumentos de preços mais baixos e menos pronunciados”, afirma.

“Para os resseguradores, esses desafios significam melhorar a modelização do NatCat e dos riscos fora dos picos e ajustar os parâmetros de preços para permitir pressupostos de inflação adequados. É igualmente importante melhorar a transparência na redação dos contratos para esclarecer o que é segurável e o que não é segurável”, pontua.

Oportunidades são mais factíveis no Brasil

Assim como seus colegas do mundo de resseguros, ele afirma que há oportunidades significativas de levar proteção à sociedade brasileira. “Ainda lutamos para reduzir a lacuna de seguros em mercados como o Brasil, como em agronegócios e no risco cibernético. Com uma equipe focada no cliente, construímos juntos novos negócios com nossos clientes. As áreas de foco são o agronegócio, o ciberespaço e as oportunidades da transição para uma economia com impacto neutro no clima. Responderemos às novas oportunidades de forma ágil e flexível, o que no Brasil é fundamental para o sucesso do setor”, diz.

Em tempos de incertezas crescentes, o executivo afirma que os clientes adaptam os seus programas de resseguros de forma mais ativa. “O resseguro é uma ferramenta poderosa para gerir o capital e as soluções estruturadas podem ajudar a melhorar a eficiência do capital e apoiar o crescimento. Temos histórico dessas soluções e capacidade comprovada de estruturação e execução no Brasil. Existem muitas oportunidades no Brasil com seguros agrícolas, soluções de seguros para a transição energética ou seguros cibernéticos, apenas para citar alguns”.

Para o presidente da Munich Re Brasil, a chave do sucesso está na excelência da jornada do clientes, que segundo ele vai muito além do preço. “Redações, estruturas e alinhamento de interesses são exemplos que muitas vezes desempenham um papel mais importante do que apenas preços. Nossos clientes podem esperar de nós foco em suas necessidades, profundo conhecimento técnico em subscrição e sinistros e compromisso com parcerias de longo prazo”, finaliza.

Principais riscos mundiais que exigem cuidado extra na subscrição

Stefan Golling, membro do Conselho de Administração responsável por Clientes Globais e América do Norte, cita fornece quatro exemplos que demonstram quão fundamentalmente importante é o conhecimento em risco e subscrição para a Munich Re:

Catástrofes naturais: As catástrofes naturais são um dos maiores cenários de perdas no radar da Munich Re. Uma compreensão profunda do cenário de risco e de como está em mudança – por exemplo, o aumento dos valores de exposição e os efeitos das alterações climáticas – é fundamental para oferecer uma ampla capacidade de subscrição. Apesar das perdas de mercado muito elevadas, o índice de sinistralidade da Munich Re tem estado exatamente dentro da meta nos últimos cinco anos, informa.

Inflação social nos EUA: Nos EUA em particular, o montante das indemnizações concedidas em decisões nos tribunais aumentou significativamente. De acordo com dados da empresa de consultoria Marathon Strategies, a soma dos chamados “vereditos nucleares empresariais” com prêmios do júri superiores a US$ 10 milhões foi de cerca de US$ 18,3 bilhões em 2022. Após um declínio considerável em 2020 e 2021, é agora superior a que o triplo do valor de 2015. Isto representa um enorme desafio para as coberturas de responsabilidade civil de cauda longa. A gestão de limites, a gestão proativa de perdas e o investimento em dados e capacidades analíticas para identificar tendências de perdas numa fase inicial ajudarão a superar este desafio.

Riscos políticos: Os desequilíbrios sociais, as tendências populistas e nacionalistas e as perturbações econômicas causadas pela pandemia da COVID-19 levaram a um aumento significativo da agitação em muitas partes do mundo. Especialmente nos países industrializados, as perdas resultantes são muitas vezes cobertas pelas seguradoras de property. A formulação transparente da política, os sublimites apropriados e os eventos de perda claramente definidos são a chave para que esses eventos locais continuem a ser seguráveis – em contraste com as acumulações não seguráveis resultantes da guerra, de atos bélicos ou de ataques terroristas nucleares.

Cyber: Estima-se que as perdas econômicas resultantes de ataques cibernéticos tripliquem para US$ 24 trilhões até 2027, em comparação com a base de referência de 2022. Para as empresas, ter a opção de fechar contratos contra riscos cibernéticos e aumentar a sua proteção é cada vez mais relevante. Espera-se que o mercado de seguros cibernéticos cresça duas vezes e meia até 2027, altura em que os prêmios deverão atingir cerca de US$ 33 bilhões. A Munich Re é fornecedora líder de (res)seguros cibernéticos e está firmemente comprometida em facilitar um mercado de seguros cibernéticos sustentável e lucrativo. Os riscos não seguráveis, como ataques a infraestruturas críticas e guerra cibernética, continuarão a ser explicitamente excluídos da cobertura que a Munich Re oferece.

FIDES 2023: IRB vê cenário duro de resseguro mundial, com impacto de alta de preço no Brasil

Em um disputado coquetel realizado ontem no Rio de Janeiro para convidados presentes na Fides Rio 2023, Daniel Castillovice-presidente de Resseguros do IRB(Re) comenta que o mercado de resseguros brasileiro, por natureza, segue tendências internacionais. “Estamos vivendo um ciclo de “hard market” e acredito que esse cenário deve permanecer pelos próximos dois anos. O ano 2023 é um ano, até agora, com frequência de eventos catastróficos”, comentou com o Sonho Seguro.

“Não precisamos ir tão longe. Recentemente, vimos tufões na Coreia do Sul, degelo nos Alpes Suíços, queimadas no Canadá e redemoinhos de fogo na Califórnia (EUA). No Havaí (EUA), o número de mortos nos incêndios florestais chegou a 93. Foi o incêndio florestal mais letal dos EUA em mais de um século. Há duas semanas, um ciclone no Rio Grande do Sul, acompanhado de intensas chuvas e consequentes inundações, provocou a morte de 27 pessoas e muita destruição. Ainda neste mês, ocorreu grande terremoto em Marrocos e inundações em Hong Kong, Grécia, Turquia e Bulgária. Estes eventos explicam, por si sós, os fatores que afetaram e continuam afetando o mercado. Com isso, o mercado continuará vendo tanto nos contratos como nos facultativos um aumento de preços e, em alguns casos, a redução de capacidade ofertada pelo próprio mercado”, afirma. 

IRB reportou lucro líquido de R$ 22,3 milhões referentes a julho. A resseguradora reverteu o prejuízo de R$ 58,9 milhões contabilizados no mesmo mês do ano passado e, no pregão da última sexta, 22, suas ações estavam na liderança das maiores altas do dia. O IRB destaca que uma operação de LPT (Loss Portfolio Transfer), no mês de julho agravou a linha de Prêmios Retrocedidos em R$ 189,2 milhões e aliviou a linha de Sinistros Retidos em R$ 175 milhões. “Excluindo-se estes efeitos, o índice de sinistralidade seria de 58,6%, o índice de comissionamento de 21% e o de despesas administrativas de 8,4%, que resultaria em um índice combinado de 95,3%”.

FIDES RIO 2023: Gallagher quer estar entre as 3 maiores corretoras de seguros até 2027

fides rio 2023

A Gallagher tem tido um ritmo acelerado de aquisições e investimento na contratação de talentos em todo o mundo nos últimos anos. No Brasil, um dos países alvos para o grupo com receitas de US$ 7 bilhões nos mais de 150 países onde está presente, o ritmo é o mesmo. Tanto que o grupo investiu para ser uma das patrocinadoras da FIDES RIO 2023, evento organizado pela CNseg, e é uma ativa geradora de estudos que traçam a tendência da indústria de seguros mundial, um segmento da economia responsável por receitas anuais de mais de US$ 7 trilhões. 

Diante da relevância da companhia, o Sonho Seguro conversou com dois porta-vozes locais, Luiz Araripe, CEO da Gallagher RE, e CEO do Grupo Gallagher no Brasil, e com Rodrigo Protasio, CEO da operação de corretagem da Gallagher Brasil, durante o coquetel que recebeu convidados neste domingo, 24, em um hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Leia os principais trechos da entrevista: 

O ritmo de compras de concorrentes fora e dentro do Brasil se mantém ou agora terá uma pausa para a integração? Comente as principais aquisições e seus benefícios e como está formada a corretora hoje. 

Araripe: O ritmo de crescimento através de aquisições faz parte do core business da Gallagher, portanto, devemos continuar observando oportunidades ao longo de 2024. A integração com a Interbrok está 100% realizada e os times já estão trabalhando em sinergia buscando oportunidades como um único time Gallagher. Importante ressaltar que este crescimento inorgânico nos permite um “rump up” mais acelerado para as ambições da Gallagher no Brasil. Nossos objetivos são claros, ou seja, estar entre as três maiores corretoras do país sendo uma alternativa técnica aos clientes. Além disso, pretendemos estar entre as melhores empresas para se trabalhar, sempre seguindo o nosso The Gallagher Way, além de focar na rentabilidade e trabalhando com eficiência em nossos processos. Estamos certos de que atingiremos essas metas até 2027.

Quais os segmentos prioritários para o crescimento orgânico da corretora? 

Protasio: Temos cinco áreas prioritárias. Speciality, onde segmentamos nossa atuação por setores da economia que tem relevância no PIB brasileiro, e necessidade de atuação especializada, tais como: Agronegócio, Mineração, Energia, Infraestrutura, Marine, Indústria Farmacêutica, Telecom, entre outras. Personal Lines onde temos uma carteira sólida com cerca de 10.000 clientes ativos e cerca de 90% de renovação com foco em atendimento ao cliente pessoa física.  Benefícios, buscando entender as necessidades e os desafios das empresas e seus RHs não gestão de riscos em pessoas, que são o seu maior asset, isto é sua força de trabalho. Além de Resseguro Facultativo e de contratos, bem como de seguros para pequenas e médias empresas em Property and Casualty. 

A Gallagher quer manter o crescimento em 2023, com administração de prêmios de R$ 300 milhões. Como atingir esta meta neste cenário desafiador do Brasil neste ano e com uma concorrência acirrada como a que vemos no nicho de corretores de grandes riscos? 

Araripe: Em 2023 vamos ultrapassar R$ 1,5 bilhão em prêmios como grupo. O cenário é sim desafiador, mas acreditamos na resiliência do mercado e da necessidade cada vez maior de uma proposta de valor diferenciada e técnica. Com base nisso, estamos construindo nosso sucesso. Investimos e trouxemos profissionais experientes do mercado, e temos um time hoje de primeira linha que alinhado ao espírito empreendedor e inovador da Gallagher mundialmente, uma empresa formada e liderada por “brokers”, vamos fazer a diferença no mercado.

Como vê o seguro garantia de contratos para as obras do PAC, quando boa parte das resseguradoras e seguradoras ainda olham no retrovisor para determinar a subscrição do risco futuro? 

Protasio: O produto garantia é foco da Gallagher no Brasil e estamos desenvolvendo internamente uma ferramenta inovadora que irá permitir o nosso cliente ter uma visão mais clara de suas necessidades, além de também mapear tendências, com isso vamos poder antecipar algumas demandas. O ramo de garantia continua forte e crescendo ainda impulsionado pelo judicial. Nossa expectativa com o PAC é que os produtos mais tradicionais como BID e performance possam trazer essa diversificação no portfólio de garantia.

Energia é um tema importante para a Gallagher. Como a corretora avalia o segmento do ponto de vista do potencial de negócios e dos desafios de conseguir capital de resseguro para tantos projetos no país? 

Protásio: Nosso maior crescimento em 2023 foi neste setor e temos a visão que vai continuar a ser uma das nossas principais indústrias. O tema ESG é bastante importante neste setor e estamos acompanhando os movimentos de mercado. Em nossa visão e com o apoio de nossa estrutura – Gallagher UK Specialty e Gallagher USA é que tenhamos capacidade para suportar a demanda, com um approach extremamente técnico e de vasto entendimento do risco para termos sucesso dado ao mercado duro no resseguro.

Atuar em riscos cibernéticos é um dos alvos da corretora. Pelos comentários em Monte Carlo, no evento realizado em setembro, as resseguradoras afirmam ser um segmento com oportunidades e muitos desafios. Como vocês se diferenciam na oferta deste seguro? 

Araripe: Nos diferenciamos através de uma equipe extremamente técnica e experiente no Brasil, e no exterior temos uma equipe com mais de 50 pessoas dedicadas no desenvolvimento do setor.  Estamos crescendo no Brasil desenvolvendo facilities para as seguradoras com nosso apoio técnico na subscrição.

FIDES RIO 2023: Evento traz debates relevantes sobre as tendências de seguros em 2023 e 2024

sonho seguro na Fides Rio 2023

A próxima semana promete fortes emoções em seguros. O Fides Rio 2023 começa no domingo, 24, com um torneio de golfe, e termina com um baile de gala no dia 26. Entre eles, debates relevantes sobre tendências da indústria mundial, da América Latina e do Brasil. A maior conferência de seguros da América Latina chama a atenção do mundo de seguros. Apesar de uma certa instabilidade política econômica na região, o Brasil brilha nos olhos estrangeiros com o novo PAC e seus investimentos previstos em R$ 1,7 trilhão e com um PIB de agronegócio que poderá alcançar R$ 2,6 trilhões neste ano.

Não é à toa que 60% das 1,5 mil inscrições são de estrangeiros, informou a CNseg, uma das fundadoras da Federação Interamericana de Empresas de Seguros, entidade sem fins lucrativos que agrega atualmente as associações de seguros privados de 20 países membros, e responsável por organizar a 38o edição do evento, que acontece a cada dois anos.

Desde cedo, participantes, patrocinadores e speakers estarão em encontros oficiais e paralelos. Sim, um evento deste porte tem a característica de gerar negócios. O primeiro evento da programação oficial é o tradicional jogo de golfe, que muito se tentou trocar para algo mais brasileiro como o beach tennis. Mas não rolou. Golfe, segundo relatam alguns dos praticantes do setor, ativa mais o cérebro neste período de renovação dos principais contratos de resseguro, principal fonte de capital para as seguradoras cumprirem suas promessas de crescer dois dígitos mesmo numa economia ainda em compasso de espera.

Este é período que antecede as principais negociações de contratos de resseguros no mundo. Num cenário tão complexo como o que vivemos atualmente, detectar tendências exige uma intuição pra lá de aguçada. E é essa a proposta da Fides Rio 2023, que acontece na sequência do principal evento de resseguros do mundo realizado em Monte Carlo de 9 a 13 de setembro. Um resumo das notícias sobre os debates em Mônaco é de que embora as condições de mercado estejam muito mais calmas do que a turbulência que eclodiu no quarto trimestre de 2022 até as renovações de janeiro de 2023, o equilíbrio do mercado de resseguros ainda está vulnerável a qualquer choque adicional.

Por isso, o foco está na troca densa de informações. Há dois mundos. Os salões de debates públicos do Windsor Hotel e as reuniões privadas para poucos convidados. Nos eventos oficiais, debatedores do porte do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, Luis Alberto Moreno, ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Paul Krugman, prêmio nobel de economia (2008), além de todos os porta-vozes locais de governos, órgãos reguladores, seguradoras, resseguradoras, corretores, associações, advogados entre outros.

Os eventos privados serão realizados em rooftops e restaurantes reservados nos melhores cartões postais da cidade considerada maravilhosa. O tom, no entanto, é bem “pé no chão”, com conversas francas com os parceiros comerciais. Os investidores buscam informações para diversas questões e parcerias de longo prazo.

Entre elas: quais os riscos das obras do novo PAC ? O que o governo tem feito para garantir a transparência desses financiamentos e conclusão das obras nos prazos e valores acordados em contratos? A taxa de juros realmente entra num ciclo de queda? Quais os riscos da inflação sair do controle nos próximos dois anos? Como o Brasil se prepara para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas? Há novos casos como Americanas? Os contratos de seguros estão claros sobre o que está coberto ou não? Qual a perspectiva das eleições em 2024? E em 2026? Como se comporta a segurança jurídica neste governo? Quais são, de fato, os melhores negócios para manter a rentabilidade? O novo titular da Susep tem aparatos para fazer as mudanças que deseja no arcabouço regulatório?

As respostas podem ou não conquistar os resseguradores. Bom que conquiste, pois eles são essenciais para o crescimento do mercado de seguros brasileiro. Se não há capacidade de resseguro, as seguradoras têm três opções: correm o risco sem amparo do resseguro, cobram muito caro pelo seguro ou simplesmente não ofertam. Um exemplo disso é o risco cibernético. As resseguradoras mundiais restringiram capacidade e raríssimas seguradoras vendem o seguro cyber, mergulhado em profundas discussões sobre como atuar neste risco com elevada demanda sem levar as companhias à falência. 

A boa notícia é que os investimentos em tecnologia tem aprimorado a subscrição de riscos, o gerenciamento de perdas, a redução das fraudes e potencializado a capilaridade dos canais de distribuição. E o resultado desta combinação é o lucro, exatamente o que todos querem garantir. Depois de quase cinco anos de perdas com pandemia, guerra entre Ucrânia e Rússia e catástrofes naturais, as resseguradoras conseguiram recuperar resultados, mas ainda não têm reservas suficientes para novas perdas catastróficas como temos visto com o terremoto em Marrocos e as inundações na Líbia.

E mais uma vez o Brasil se mostra uma oportunidade. Apesar da devastação no litoral norte em fevereiro e o ciclone tropical no Sul neste mês, o país ainda é considerado fora da zona de catástrofes naturais como outras regiões com perdas relevantes como os EUA com furacões ou o Chile com os terremotos.

Ao longo de 2022, as perdas econômicas decorrentes de desastres naturais na América Latina atingiram cerca de US$ 18 bilhões. No entanto, destes, aproximadamente US$ 4,8 bilhões foram cobertos por seguros, o que continua a reforçar a importância de reduzir a lacuna de proteção em toda a região. Também em 2022, os prêmios cedidos de resseguro na América Latina totalizaram US$ 19,2 bilhões, um aumento sólido de 9,9% em comparação com US$ 17,4 bilhões de 2021. Os três países que registraram os maiores aumentos nos prêmios cedidos foram o Brasil, que registrou avanço de 27,5%; Nicarágua, de 12,5%; e Costa Rica de 11,4%.

Segundo estudo da Fitch, os lucros das resseguradoras da América Latina serão apoiados no segundo semestre de 2023 e em 2024 por aumento de taxas, ganhos financeiros e forte demanda por proteção de resseguros. O desempenho do setor de resseguros da América Latina foi muito forte em 2022, favorecido por menores perdas relacionadas à pandemia e melhores preços de resseguros globais.

De acordo com a agência de classificação, os ventos contrários relacionados à alta inflação e às taxas de juros devem começar a diminuir, enquanto se espera que os efeitos das mudanças climáticas nas reivindicações de catástrofes naturais sejam avaliados de forma adequada. A aposta é que as resseguradoras da América Latina se beneficiem das condições globais de resseguro, priorizando preços, gestão de risco de catástrofe natural e crescimento orgânico de prêmios.

A agência também estima que o retorno do capital no curto prazo do setor excederá 8% a 10% do seu custo de capital. Além disso, é provável que os ratings da maioria das resseguradoras da América Latina permaneçam inalterados ao longo do horizonte de rating devido à melhoria das perspectivas para o setor de resseguros global.

Segundo a Fitch, o cenário base para os próximos 12 a 18 meses sinaliza que a maioria das resseguradoras da América Latina manterá capitalização e desempenho financeiro adequados, apesar dos riscos macroeconômicos conhecidos e do aumento das perdas por catástrofes alimentadas pelas mudanças climáticas. Com isso, o cenário mais otimista prevê que os prêmios cedidos continuem a ganhar impulso durante os próximos 12 a 18 meses, considerando o crescimento orgânico dos mercados de seguros da América Latina, a maior frequência de eventos de catástrofe natural e a crescente conscientização dos consumidores de seguros.

Que comecem os debates. Desejo que os corretores de re/seguro consigam boas negociações para que o seguro siga num ritmo de crescimento de dois dígitos e exerça seu papel social de apoiar o crescimento econômico do Brasil.  

CVG-RJ entrega ‘Oscar do Seguro’ aos destaques do setor

Diante dos mais destacados representantes do setor de seguros brasileiro, foram anunciados na noite desta quinta-feira (21) os contemplados com o tradicional prêmio “Destaques do Ano” de 2022/23, considerado o “Oscar do Seguro”. Realizado no Clube da Aeronáutica, no centro do Rio de Janeiro, e organizado pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), a premiação chegou a sua 47ª edição do evento, com o lema de democratização do acesso ao seguro no país e teve a condução do cerimonial por Simone Julião.

O evento também foi marcado pela posse do novo presidente do CVG-RJ, Edson Calheiros, para um mandato que será cumprido nos próximos dois anos. Minutos antes da premiação, Calheiros, em seu discurso, prometeu dar continuidade às ações da gestão anterior, cujo comando era de Octávio Perrisé, que agora assumiu a presidência do conselho consultivo do CVG-RJ, empregando como lemas inovação e modernização das instalações da entidade, bem como implementando cursos e palestras na sede e promovendo grandes eventos, sobretudo os já consagrados como o “Oscar do Seguro”, que permitam reunir todo o mercado securitário.

Outra importante frente de trabalho de sua gestão será o fomento da cultura de seguros nas camadas mais populares e vulneráveis da sociedade. “O nosso CVG-RJ, ao longo dos seus 57 anos de história, contribuiu na formação de vários profissionais do mercado e continua contribuindo, não só para formação, mas, também, para a disseminação da cultura do seguro para toda a população brasileira”, declarou Calheiros, que complementou: “Através dos nossos corretores parceiros, seguradores, do esporte e da cultura o conceito de inclusão social através dos seguros inclusivos e da certeza de que tenho, que: seguro é essencial! e o essencial é estar seguro.”

Nova diretoria — Além do novo presidente do CVG-RJ, Edson Calheiros, a nova diretoria da entidade também foi empossada. Dela farão parte, o gerente regional da MAG Seguradora, Vinicius Brandão (vice-presidente); Andrea Ramos (gerente regional da Porto) e Marcio Coutinho (CEO da Capemisa Capitalização), como assessores da Presidência, além do Assessor de Assuntos Internacionais, César García González. A superintendente comercial da SulAmérica Seguradora, Esther Teixeira, como diretora de Seguros, tendo como diretoras-adjuntas Sonia Marra (sócia da Marra Corretora) e Jacqueline Sorensen (diretora comercial da Forza Assessoria); Ênio Miraglia, sócio da Millenium Assessoria, como diretor Social, que terá como diretoras-adjuntas Tatiana Antoniazzi (gerente regional da MBM Seguradora) e Leila Nogueira (Gerente Regional da HDI Seguradora) e Paulo Galindo, sócio da Unimédica Saúde, como diretor Financeiro, e seus diretores-adjuntos Gilberto Vilella (sócio da Plataforma Assessoria) e Wellington Costa (administrador de empresas e consultor de Seguros e Capitalização). 

O conselho consultivo do CVG-RJ, que agora será presidido por Octávio Perissé, terá como secretário-executivo Ademir Marins. Já o conselho fiscal terá como presidente Ronaldo Marques (diretor da Icatu Seguradora) e também será composto por Lauro Barros (SulAmérica Seguradora) e Emanuel Paiva (Bradesco Seguros).

Coube à Perrisé a apresentação da premiação “Destaques do Ano”. Em seu discurso que antecedeu a entrega dos troféus aos vencedores, ele agradeceu ao apoio das beneméritas do CVG-RJ, dos cerca de 1200 associados e dos patrocinadores.

“Driblando as dificuldades naturais do período pandêmico, nada deixou de ser realizado: a festa dos destaques, pela primeira vez realizada online; a assinatura de convênio internacional com a Apromes (Associação Profissional de Mediadores de Seguros em Portugal), que abriu as portas dos profissionais do segmento de vida aos cobiçados mercados europeus, em especial, Portugal e Espanha; o ingresso de dez novas beneméritas, totalizando 21 empresas parceiras do CVG-RJ; a comemoração dos 60 anos de mercado do nosso estimado e ilustre ex-presidente do conselho, que nos deixou recente, Lucio Marques; as inúmeras palestras e vídeos técnicos com especialistas, entre outras”, listou Perrisé, para, em seguida, passar a palavra para a cerimonialista Simone Julião revelar os ganhadores do “Oscar do Seguro” 2022/23.

Estamos a três anos de completar 50 edições dos “Destaques do Ano”, a mais antiga e reconhecida honraria prestada aos profissionais e empresas do setor de seguros. De forma ininterrupta, a premiação homenageia personalidades e empresas que, ao longo do período em questão — ou seja, a edição de 2022/23 —, destacaram-se nas áreas de seguros de pessoas, saúde, previdência e capitalização. Não por acaso, o prêmio ficou conhecido como o “Oscar do Seguro” por traduzir um momento em que o mercado se reúne para celebrar e ser prestigiado por lideranças, executivos, profissionais das mais diversas categorias e a imprensa especializada, entre outros.

Os premiados — Os vencedores das treze categorias do “Oscar do Seguro” 2022/23 em cada categoria foram os seguintes: Baeta (Assessoria do Ano); MDS (Corretora do Ano); Ully (Corretora de Seguros Saúde do Ano); Escola de Negócios e Seguros (Instituição do Ano); Leonardo Freitas, da Bradesco Auto/RE (Profissional do Ano); Viviane da Cruz, da Prudential (Profissional do Ano); Bradesco Seguros (Campanha de Marketing do Ano); Capemisa (Seguradora de Capitalização do Ano); SulAmérica (Seguradora Saúde do Ano); MBM Seguradora (Seguradora Vida do Ano); Dyogo Oliveira, diretor-presidente da CNseg (Homem de Seguro do Ano); Erika Medici, CEO da Axa no Brasil (Mulher de Seguro do Ano) e HDI (Seguradora do Ano).

Homenagens – Além dos vencedores nas treze categorias do “Oscar do Seguro”, a 47ª edição do “Destaques do Ano” também reverenciou dois importantes nomes do setor. O primeiro deles é Lucio Marques, que, infelizmente, morreu recentemente. No evento estiveram seu filho Fabrício e Glória, esposa de Lucio. Ambos fizeram discursos emocionados. 

Mineiro, de Belo Horizonte, Marques presidiu a diretoria-executiva e o conselho consultivo do CVG-RJ. Formou-se em história e administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com 13 anos ingressou numa empresa de representação de seguradoras de um amigo de seu pai. Com 16 anos, tornou-se sócio e gerente geral da empresa, passou por várias companhias e, em 1983, desembarcou no Rio de Janeiro para dirigir a Seguros da Bahia e, posteriormente, a Previdência do Sul. Em 1992, Marques presidiu a Banerj Seguros a convite do governador do estado e foi vice-presidente do Sindicato das Seguradoras dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Sindseg RJ/ES). Foi também diretor da ANSP, no Rio de Janeiro, e exerceu cargos de diretoria e conselho na Fenaseg, hoje CNseg, e na Escola de Negócios de Seguros (ENS). Ao todo, foram mais de 60 anos dedicados ao seguro. Além do legado técnico que Lucio Marques deixa ao mercado de seguros, ele publicou um livro de poesias, “Tsunami”, em 2000, e outro de contos, “Lagoa Santa”, em 2004. Deixa um livro, que será editado in memoriam.

Outro importante nome do setor na atualidade homenageado durante o evento foi Roberto Santos, CEO da Porto, onde atua há 15 anos, e presidente do conselho diretor da CNseg. Ele, entretanto, não compareceu ao evento e foi representado por Bruno Rocha, que leu, no palco, uma mensagem do homenageado. Nela, Santos agradece ao CVG-RJ e exalta a premiação “Destaques do Ano”. Segundo ele, é um orgulho ser homenageado aos 43 anos de carreira durante um evento tão prestigiado como o “Oscar do Seguro”. “Agradeço a toda diretoria e em especial ao Edson (Calheiros), o atual presidente. E para finalizar, gostaria de dedicar esse prêmio ao grande amigo Lucio Marques, que nos deixou recentemente, grande baluarte do mercado e que sempre foi muito ativo aqui, nesse clube.”

O diretor social Ênio Miraglia destacou que “a iniciativa pioneira de contar a história do CVG-RJ através de painéis com fotos alusivas aos fatos e personalidades marcantes da entidade, como o seu fundador Minas Mardirossian, para receber os convidados foi muito apreciado e emocionou os presentes”. 

Show e samba no final — A 47ª edição da premiação “Destaques do Ano” terminou em meio a muita musicalidade, com a apresentação do Grêmio Cultural, Esportivo, Recreativo Escola de Samba Protegidos da Princesa, de Santa Catarina, cujo presidente da agremiação, Marcelo Domingos Pereira, revelou, em primeira mão, o samba enredo da escola de samba para o carnaval de 2024: “A celebração da princesa no palácio seguro do samba”, que conta a história do seguro no Brasil., enredo que partiu do novo presidente do CVJ-RJ, Edson Calheiros. Também no palco esteve a cantora Luana Vaz, que encerrou o evento cantando inúmeros sucessos da MPB.

HDI Seguros conquista o prêmio “Oscar do Seguro”, na categoria Seguradora do Ano 

A HDI Seguros conquistou o prêmio “Oscar do Seguro”, na categoria “Seguradora do Ano”, concedido pelo Clube Vida em Grupo – Rio de Janeiro (CVG – RJ), em evento realizado no Clube da Aeronáutica, no centro da capital fluminense. A homenagem reflete o momento que a companhia atravessa, de crescimento no ramo Vida e de maior capilaridade nacional, incluindo expansão do Rio de Janeiro. As recentes aquisições da Sompo Consumer e da Liberty Seguros alavancaram de forma significativo este movimento, que já vinha ocorrendo de forma orgânica.

A cerimônia de premiação, que aconteceu na noite de ontem (21/09), contou com a participação do CEO da HDI Seguros, Eduardo Dal Ri. Ele ressaltou a importância de vencer um prêmio organizado por uma das instituições mais importantes do mercado de seguros no país. “Estamos muito felizes e honrados pelo reconhecimento. A HDI vive uma fase de grande expansão, com maior diversificação de portfólio de produtos e serviços, que irá resultar em um crescimento ainda mais acentuado nos próximos anos em diferentes segmentos do setor. A HDI existe para proteger o que é mais importante para as pessoas, o mundo delas”, destaca.

O executivo ainda ressaltou que a visão da companhia é de fortalecer cada vez mais a relação com os corretores, que desempenham um papel fundamental como consultores para os clientes. “Trabalhamos todos os dias para oferecer uma experiência mais completa e conectada para o corretor. Nossa estratégia está em nos tornarmos o melhor parceiro do corretor e, para isso, apostamos no desenvolvimento de processos mais intuitivos e ágeis”, completa. 

Crescimento do PIB Global deve desacelerar 2,5% em 2023, projetam economistas da Allianz Trade

Fonte: Allianz

A projeção do crescimento do PIB global deve desacelerar em +2,5% em 2023, atingindo níveis tão baixos quanto em 2019. É o que aponta o relatório global, “Atlas Setorial”, divulgado na última semana pela Allianz Trade, líder global em seguro de crédito comercial, onde foram analisados os riscos de não pagamento de empresas em 18 setores da economia, em 70 países. 

Os setores analisados foram: Agroalimentar, Automotivo, Construção, Eletrônicos, Energia, Equipamentos Domésticos, Equipamentos e Maquinários, Equipamentos de Transporte, Farmacêutico, Químicos, Metais,  Papel, Serviços de TI, Varejo, Telecomunicações, Têxtil e Transportes.  

Os economistas que desenvolveram o estudo, apontam que a temporada de lucros do 2T revelou um declínio nas receitas globais de -1,9% em relação ao ano anterior, marcando a primeira contração em todas as regiões desde 2020.

Diminuição nos lucros globais

As receitas dos EUA caíram -0,3%, enquanto isso, após um primeiro trimestre forte, as empresas europeias estão caminhando para uma queda de -6,0% nas vendas, principalmente devido ao setor de energia (excluindo energia, projeta-se um aumento de +0,6%). Já os lucros globais diminuíram -1,2% em relação ao ano anterior, com contrações significativas nos setores de transporte marítimo, papel, produtos químicos e metais e mineração. 

Mesmo assim, os especialistas reforçam que a economia dos EUA continua robusta, apesar de um ambiente monetário desafiador, enquanto a zona do euro enfrenta um crescimento mínimo e problemas persistentes de inflação. “Como os bancos centrais continuam determinados a se livrar da inflação, as taxas de juros devem permanecer mais altas por mais tempo, o que prejudicará os setores altamente alavancados e também acabará por reduzir o capex”, afirma o Felipe Tanus, Diretor de Crédito na Allianz Trade do Brasil. 

Já a perspectiva de crescimento da China diminuiu devido a vários desafios, que vão desde problemas no setor imobiliário até a baixa confiança do consumidor, e os mercados emergentes também devem registrar um crescimento menor.

Impacto das taxas de juros

Segundo o relatório, o impacto iminente do aumento das taxas de juros pode levar ao rebaixamento das classificações, aumentando os custos de financiamento. Embora as empresas mantenham uma capacidade de cobertura de juros maior do que a pré-pandemia, o índice está diminuindo. 

“Diante desse cenário, observamos um panorama de risco equilibrado do ponto de vista do setor. A maior parte das nossas avaliações setoriais está classificada como ‘Médio risco’ ou ‘Risco Sensível’ (um total combinado de 85% de todas as avaliações) em todas as regiões. No entanto, existe uma considerável dispersão de riscos entre as regiões, com a Ásia parecendo estar do lado mais seguro, enquanto a América Latina está do lado mais arriscado”, explica Felipe Tanus

O relatório aponta ainda que, em termos de setores, as indústrias farmacêuticas ou de software e serviços de TI são aquelas com avaliações globais melhores, enquanto construção, têxteis e metais são frequentemente considerados mais arriscados.

Metodologia

A Classificação de Risco Setorial da Allianz Trade Economic Research avalia o risco de não pagamento por empresas de 18 setores em 70 países em todo o mundo. 

Ele é medido em uma escala de quatro níveis, de Baixo a Alto. As avaliações de risco do setor são baseadas na avaliação prospectiva de quatro determinantes principais – demanda, lucratividade, liquidez e ambiente de negócios – usando dados internos da Allianz Trade e julgamentos de especialistas, bem como dados concretos de fontes secundárias.

Governador do Sul reforça a importância de honrar o pagamento do seguro para danos do ciclone

O governador Eduardo Leite participou nesta quinta-feira (21/9) de reunião com o conselho diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), em São Paulo, para falar sobre o processo de recuperação econômica das empresas afetadas pelas inundações do início do mês no Vale do Taquari. Durante o encontro, Leite reforçou a importância de que sejam honradas as apólices de seguro das companhias que tiveram perdas durante a enchente.

“Tenho repetido que não podemos aceitar que as pessoas sejam vítimas duas vezes. Elas já foram vítimas da tragédia, que causou danos muito grandes, e não podem também ser vítimas de desassistência. Por isso, o governo está em diálogo com as seguradoras, que têm se mostrado sensíveis a essa situação”, afirma o governador.

Leite apresentou aos executivos um balanço dos estragos causados pelas inundações e as principais ações do governo para mitigar os danos sociais e econômicos para a população. O governador também reforçou o ineditismo e a extensão do evento climático nas instalações de algumas empresas. Um dos pedidos do governo é de que seja dada agilidade aos processos dessas empresas por meio do fast track, mecanismo de resposta mais rápida por parte das seguradoras após a entrega de documentações dos sinistros.

“Algumas indústrias já tinham enfrentado outros alagamentos ao longo do tempo e já havia uma certa rotina a ser seguida em situações como essa, com remanejo de equipamentos, por exemplo. Mas a intensidade da chuva superou em muito qualquer outra inundação. A água chegou onde nunca tinha chegado antes e tapou linhas de produção inteiras”, contou Leite.

Ao longo da reunião, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, e o presidente do Conselho Diretor, Roberto Santos, apresentaram ao governador os detalhes de um projeto de lei que pode auxiliar as vítimas de desastres naturais. A proposta, em tramitação no Congresso, prevê o pagamento obrigatório de seguro por parte dos proprietários de imóveis residenciais em todo o território nacional. O seguro cobriria danos de até R$ 20 mil a partir de inundações, alagamentos ou desmoronamentos.

A CNseg apresentou o substitutivo ao Projeto de Lei 1.410 que visa oferecer, para todas as regiões do país, acesso a seguro social contra desastres naturais. O PL busca oferecer direito a cobertura de bens e auxílio funeral decorrentes de eventos naturais relacionados às catástrofes como chuvas, enxurradas e deslizamentos, sendo essas reconhecidas como calamidade pública pela autoridade competente do estado afetado. 

O presidente da CNseg ressalta que a proposta visa impactar todas as camadas sociais do País. Por isso, mesmo sendo obrigatório, a proposta de preço para tal produto, estimado pelo setor, pode variar entre R$ 2 e R$ 5 mensais, valor que poderia ser descontado diretamente na conta de energia elétrica. A indenização prevista seria de R$ 15 a R$ 20 mil por residência e transferida via PIX de maneira automática para o segurado, mesmo que o segurado esteja inadimplente. O recurso vai garantir necessidades emergenciais, como fogão, colchão, produtos de limpeza, alimentos, água e outros itens, conforme necessidade de cada família, explica Dyogo. 

“A indústria seguradora brasileira tem potencializado seus esforços para desenvolver produtos e soluções levem mais conforto e dignidade às vítimas e seus familiares. Por isso, reunimos grandes seguradoras e nos unimos em debate com o governador Eduardo Leite que, infelizmente, teve uma experiência recente com impacto climático e pode compartilhar desafios, aprendizados e, claro estratégias para mitigar tais danos no presente e futuro”, explica Oliveira.

Uma das missões da CNseg é justamente ampliar a adesão aos seguros pelos brasileiros, tendo em vista que, quanto mais pessoas adquirirem os produtos deste mercado, mais acessíveis serão e, eventualmente, maiores serão as indenizações. Os contratos firmados com as seguradoras ficariam sob responsabilidade das concessionárias de energia elétrica e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que caberá a fiscalização e regulamentação da modalidade de seguro. 

“O setor de seguros tem dado contribuição importante em outras áreas. Apenas no Rio Grande do Sul, por exemplo, o setor segurador pagou cerca de R$ 6 bilhões em indenizações em 2022. Contamos com o apoio do governador Eduardo Leite tanto na discussão das necessidades quanto na articulação política para que, nosso projeto seja publicado o mais breve possível e, a partir dessa data, em doze meses, a população possa ter esse suporte”, conclui o presidente da CNseg.

Além do governador, participaram do encontro o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans.

Empatia é o tema central da campanha da Liberty na “Semana do Cliente”

A Liberty Seguros, que aguarda a aprovação da Susep (Superintendência de Seguros Privados) da oferta de aquisição pela HDI Seguros divulgada em julho deste ano, escolheu o tema “empatia” para comemorar a Semana do Cliente deste ano.  Uma conversa com jornalistas fez parte das mais de 20 ações divididas em palestras, painéis e sessões interativas para engajamentos de seus principais públicos estratégicos.

“Queremos explorar temas que são fundamentais para sempre oferecer o melhor serviço e assistência aos nossos clientes”, afirmou a superintendente de Transformação, Experiência Digital e Clientes, Etienne Gonçalves, em coletiva de imprensa. “Queremos sensibilizar todos os nossos colaboradores, parceiros de negócios e prestadores sobre a importância da empatia, pois é por meio dela que conseguiremos um atendimento ao cliente cada dia mais humano, mesmo por meio do digital”, acrescenta Helen Eles, superintendente de Marketing de Produtos e Canais.

O tema empatia permeou todas as ações. “É um tema que abraçamos há muitos anos, mas ele precisa ser relembrado sempre para aprimorarmos a nós mesmos. E a consequência disto, além dos benefícios próprios para cada pessoa, está num melhor atendimento da equipe Liberty aos clientes”, afirmam as executivas. Ambas ressaltam o comprometimento da alta liderança da empresa, na pessoa da CEO Patrícia Chacon, que apoia de todas as formas ações dentro do escopo de ter o cliente no centro da estratégia da seguradora.

Ainda sem ter números sobre os atendimentos prestados, um dos exemplos recentes que podem ilustrar na prática o valor da empatia foi o socorro à população do Sul do país atingida pelos efeitos do ciclone tropical da semana passada, pelosprestadores da Fácil Assist, empresa do grupo especializada em serviços de atendimento 24 horas. “A primeira ação da nossa equipe foi atender as pessoas, clientes e não clientes. Feito isso, nossos colaboradores e prestadores iniciaram o cuidado com os bens e deram andamento a abertura do processo de pagamento da indenização”, relatou Etienne.

As executivas contaram que foi renovado o Conselho de Corretores, que faz parte do Programa Cresça com a Liberty e que busca criar soluções, ferramentas e conhecimento para alavancar o crescimento dos corretores, principal canal de distribuição da companhia.  São 120 no total, sendo que 20 novos profissionais ingressaram neste ano. “Construímos jornadas inteiras em parcerias com os corretores, desde aprimorar o atendimento da assistência 24 horas ao cliente até detalhes das jornadas no Portal do Corretor. Isso porque queremos facilitar o dia a dia do corretor para que ele ofereça ao cliente o melhor atendimento possível”, afirmam as executivas. 

Também nesta semana começa a Jornada Digital, com treinamentos sobre todas as facilidades tecnológicas implementadas pela seguradora para facilitar a vida do corretor e do cliente. Até mesmo um jogo de tabuleiro foi criado para mostrar os benefícios da jornada digital, com uma grande pitada de empatia nas regras. Ana Claudia Freitas, gerente de Estratégia Digital da Liberty, uma das criadoras do jogo, apresentou a brincadeira aos jornalistas. 

“Toda a jornada do seguro desde a cotação até a renovação mostra que as decisões interferem no resultado final do atendimento e nos conscientizam sobre como podemos melhorar nossas escolhas aguçando mais nossa empatia ao ver as consequências de cada etapa da jornada do cliente”, explicou. Os jogadores sentem na pele os prós de optar pelo atendimento digital, como avançar casas na trilha do jogo, e os contras de escolher o atendimento humano, perdendo uma ou mais rodadas da jogada de dados. 

Além do tema principal da semana, as iniciativas abordam a jornada do seguro, a metodologia ágil, User Experience (UX), acessibilidade digital, Cultura WOW, personas e tendências, novas tecnologias, entre outros. Os corretores tiveram a oportunidade de assistirem ontem pela manhã, uma palestra da atriz Denise Fraga, que falou sobre conexões humanas na Era Digital para um grupo de corretores presentes na matriz do grupo, em São Paulo. 

Santander lança serviço de assistência à saúde para correntistas com custo mensal de R$ 19

O Santander Brasil fez um movimento inédito para dar a seus clientes acesso à rede privada de saúde. O Banco lança nesta semana um pacote de assistências único no mercado com foco principal nos correntistas de baixa renda e que não possuam plano de saúde. Pelo valor R$ 19,90 por mês, o contratante e mais três pessoas indicadas por ele têm acesso a atendimentos ilimitados por telemedicina, com triagem e consulta por médicos de 12 especialidades. Ginecologia, cardiologia e pediatria são algumas delas.

Os três beneficiários indicados não precisam ter qualquer vínculo familiar com o titular, nem ser clientes do Santander. É possível incluir, por exemplo, um amigo, um trabalhador doméstico, um familiar do cônjuge. Outro diferencial do pacote é não impor limite de idade, o que torna o serviço ainda mais inclusivo e vantajoso, considerando os custos elevados da saúde privada para a população idosa.

O serviço garante ainda descontos de até 80% no valor de consultas agendadas, por meio de uma rede nacional de profissionais de todas as especialidades. Para isso, o Santander criou um aplicativo e uma central de atendimento que localiza os médicos conforme o endereço do beneficiário. Na consulta, o cliente já fica sabendo o valor do atendimento e do abatimento, podendo escolher o profissional da sua preferência.

Além disso, contratante e beneficiários também têm abatimento ilimitado de 80% na compra de qualquer medicamento. “Só este benefício isoladamente já compensa o custo de 19,90 por mês”, avalia Paula Akemi Kajihara, head de Canais e Inovação do Santander.

A executiva explica que a decisão do Banco por uma oferta de valor acessível a qualquer pessoa é atender a uma parcela significativa da população que só tem acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o IBGE, apenas 25% dos brasileiros têm acesso a planos de saúde privados. Sendo que o custo médio de um seguro saúde é R$ 800 mensais por pessoa.

O produto helpS Saúde é um complemento da plataforma de assistências 24 horas do Santander, lançada em 2022, com soluções para diferentes tipos de emergência. O serviço inclui ainda assistência carro e moto no helpS Mobilidade, e até serviços domésticos, como encanador, chaveiro, eletricista e para pets como consultas veterinárias entre outros no helpS Casa+Pet. “O foco é estar presente no dia a dia dos nossos clientes, entregando serviços aderentes às suas necessidades”, explica a executiva do Santander.

Vale destacar que o Santander é o único banco a oferecer um produto de assistência sem ter uma apólice de seguro vinculada.

O modelo da plataforma helpS é inédito porque o contrato fica atrelado ao CPF do cliente, mas o serviço pode ser prestado a qualquer pessoa que ele desejar. Ou seja, cabe ao cliente decidir como usar os serviços. A inovação do Banco no mercado de assistências é exatamente o conceito de usar onde, quando e pra quem o cliente quiser, isso traz flexibilidade e garante que o cliente utilize os benefícios para terceiros.

Trata-se de uma alternativa competitiva em relação às assistências que possuem valores elevados quando contratadas de forma avulsa, quando um imprevisto acontece. “A ideia é ofertar uma comodidade de custo mensal relativamente baixo, principalmente quando comparada aos valores das seguradoras e planos de saúde”, finaliza a head de Produtos do Santander helpS.

No caso do helps Saúde, a contratação para correntistas pode ser feita pelo aplicativo do Banco, na Rede de Agências ou até mesmo pela Central de Atendimento. Não tem período de carência. O cliente paga a primeira mensalidade e já tem direito utilizar os serviços.