FIDES RIO 2023: Inovação e ESG são pilares fundamentais para aprimorar atendimento a corretores e clientes, enfatiza MAG Seguros

Embalado pelo tema do painel Transformação Digital e ESG, dois dos principais debates realizados na FIDES RIO 2023 nos dias 25 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro, Nuno David, diretor comercial e de marketing da MAG Seguros, conversou com o Sonho Seguro. Afinal, a empresa tem revolucionado a jornada do seguro de vida no Brasil. Tanto que foi a seguradora vencedora do Prêmio Inovação Brasil 2023 promovido pelo jornal Valor Econômico. 

“A inovação é um dos nossos pilares fundamentais e tem como objetivo oferecer a melhor e mais personalizada experiência possível aos nossos clientes, adaptando nossos produtos e serviços às suas necessidades específicas em diferentes fases da vida. Queremos causar um impacto positivo na vida de cada brasileiro que confia em nós e utiliza nossos produtos e serviços. Ao longo do último ano tivemos alguns projetos inovadores, como o “Formandos 4.0” e o “MAG Phygital”, conta o executivo.

Comente mais sobre estes projetos… 

No primeiro, embarcamos bastante inovação por meio do uso de inteligência artificial e people analytics, auxiliando no perfil e no processo de seleção e geração de leads como oportunidades para fomentar a carteira e as vendas dos novos profissionais, além de estar atrelado a nossa agenda ESG, por meio da geração de novas oportunidades de trabalho no país. Com o MAG Phygital, integramos digital, machine learning e atendimento humanizado à parte da operação de nossos negócios. Essa iniciativa beneficia toda a cadeia de stakeholders da MAG, de clientes aos colaboradores da nossa companhia, e tem impacto direto no mercado de seguros.

O que a MAG espera do uso da tecnologia no futuro?

Temos uma visão clara para os próximos anos, priorizando o uso das inovações tecnológicas como um pilar essencial para impulsionar o sucesso e a satisfação dos clientes. Nosso objetivo é aprimorar ainda mais nossa eficiência operacional, otimizando todos os processos relacionados aos nossos clientes. Por meio dessas inovações, não apenas almejamos melhorar a agilidade e a precisão das nossas operações, mas também proporcionar uma experiência mais humanizada e personalizada. A tecnologia é fundamental para o futuro do mercado de seguros. Isso porque, por exemplo, a digitalização e automação de processos reduzem custos e agilizam operações. Além disso, a análise de dados e inteligência artificial melhora a avaliação de riscos e personaliza políticas. Espera-se que a tecnologia continue a moldar e aprimorar a indústria, proporcionando soluções mais acessíveis e adaptadas às necessidades dos consumidores.

Pode comentar um pouco sobre blockchain, algo que ainda parece pequeno no mercado segurador mundial? Quais os desafios neste tema?

Apesar de ainda embrionário, o blockchain tem grande contribuição para o mercado segurador, em especial na automação de processos, na gestão de identidade, que poderá ajudar na verificação da identidade dos segurados de forma eficiente e segura, na redução de fraude e na implantação de contratos inteligentes que podem automatizar o processo de pagamento de sinistros, executando automaticamente o pagamento, acelerando o tempo de resposta e a satisfação dos clientes. 

E os desafios?

Sim, iremos enfrentar alguns desafios. Por ser um mercado altamente regulado, a implementação do blockchain irá exigir a criação de novos regulamentos e ajustes nos já existentes, além da educação e conscientização de toda a cadeia: as seguradoras, corretores parceiros e clientes, além do alto custo para implantação. Embora a tecnologia ofereça muitas oportunidades para o mercado, sua adoção enfrenta desafios importantes que devem ser avaliados pelas seguradoras.

Desafios vão além da tecnologia. Depois de mais de uma década no cenário de investimentos, o ESG está sendo posto à prova como nunca. Construir uma carteira de investimentos sustentáveis exige mais cuidado do que nos últimos anos para garantir uma renda futura ao cliente e também para que as seguradoras de vida tenham solvência em riscos assumidos no longo prazo. Como tem sido a estratégia da MAG em seus investimentos pensando tanto na escolha de ativos dentro do perfil ESG como também na rentabilidade para que seus clientes tenham um patrimônio corrigido ao longo do tempo?

A agenda ESG é muito valiosa para a companhia e, sabendo de sua importância, estamos sempre atentos às possibilidades de investimentos de forma equilibrada, visando reduzir riscos e promover a sustentabilidade. O Investimento Responsável é um dos elementos chave da nossa estratégia de negócio, pois é por meio das decisões de investimento que se cumprem os compromissos firmados com os clientes e que contribuímos para o crescimento econômico e sustentável do mercado de capitais brasileiro. Temos buscado alinhar nossa estratégia responsável de negócios com o nosso propósito principal ao focar na interseção das principais áreas relacionadas à segurança financeira, riscos e bem-estar. Sendo assim, priorizamos a preservação do patrimônio dos nossos clientes, mantendo um compromisso com a responsabilidade social e ambiental, sem renunciar à busca por retornos sólidos.  Além disso, desde 2009, nos associamos ao Grupo Aegon, um dos 20 maiores grupos de seguro de vida e previdência do mundo, além de líder global em investimento responsável, por meio da Aegon Asset Management. Diante de todo esse contexto, a agenda ESG é um elemento central da análise de investimento e processo de tomada de decisão, bem como das atividades de administração da companhia e acreditamos que práticas de investimento responsável podem gerar valor a longo prazo.

Como a agenda ESG impacta na competitividade e na eficiência da indústria de seguros?

A agenda ESG tem um impacto significativo na competitividade e eficiência da indústria de seguros. Empresas que incorporam esses princípios ganham a confiança dos consumidores, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços de seguros. Além disso, a gestão responsável dos riscos ajuda as seguradoras a reduzir perdas financeiras decorrentes de eventos ambientais extremos. O foco em boas práticas de governança também aumenta a transparência e a confiabilidade, fortalecendo a posição competitiva da empresa. No geral, a adoção da agenda ESG além de melhorar a reputação, reduz os riscos e aumenta a eficiência operacional da indústria de seguros como um todo.

FIDES RIO 2023: “Seguros é um negócio de pessoas para pessoas”, afirma David Colmenares

A América Latina é uma região com 665 milhões de pessoas, uma idade média de 30 anos, segundo dados de 2021, e na qual 63% da sua população tem entre 15 e 59 anos. “Sem dúvida, estes números mostram o enorme potencial de crescimento e consolidação que o setor segurador tem num ambiente variado e em que cada país tem a sua particularidade em termos macroeconômicos e de situação política”, afirma David Colmenares, diretor comercial para a América Latina da Allianz Commercial, que participou do painel Transformação Digital nesta tarde, durante a Fides Rio 2023.

Em conversa com o Sonho Seguro, ele afirmou que esses números revelam o grande desafio de ter planos que incluam uma abordagem estratégica ampla combinada com uma execução local de alto impacto, que aproveite as novas tecnologias, a mineração de dados, a inteligência artificial e a digitalização para oferecer melhores respostas em menos tempo, sem perder de vista uma máxima do nosso setor: somos um negócio de e para pessoas.

Em relação às tendências e oportunidades, o executivo acredita que é preciso continuar trabalhando para consolidar a cultura de seguros na região. “Ainda existem países em que o seguro é visto como uma despesa e não como um investimento, e isso é perceptivo, principalmente no mercado varejista. Por outro lado, na oferta de produtos que administramos na Allianz Commercial para nossos clientes corporativos ou empresariais, temos grande potencial para continuar a abordar o modelo insurtech, bem como seguros para a transição energética e para diretores e administradores mitigarem os riscos associados à alta administração”. 

O grupo aproveitou a Fides Rio 2023 para lançar as operações da Allianz Commercial em toda a América Latina. O anúncio é resultado da união de forças das empresas da Allianz na Argentina, Brasil, Colômbia e México com a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), com o objetivo de atender os clientes de seguros comerciais com uma abordagem unificada no mercado. 

Liderado na América Latina por David Colmenares, os negócios da Allianz na Argentina, Brasil, Colômbia e México atuam sob o nome comercial de Allianz Commercial para oferecer uma abordagem integrada para empresas de médio porte, grandes corporações e riscos especializados em toda a região. 

Globalmente, a Allianz Commercial está estruturada em onze regiões, cada uma liderada por um Diretor Comercial que gerencia o negócio integrado para clientes e corretores com uma abordagem comercial unificada e consistente, oferecendo um amplo conjunto de soluções. 

“A nova estrutura regional nos proporciona uma presença ideal em todos os principais mercados em todo o mundo – e agora na América Latina. Seremos capazes de atuar plenamente no mercado com uma abordagem consistente, oferecendo soluções de produtos avançadas, baseadas em conhecimentos globais da indústria e subscrição, e entregues com conhecimento do mercado local”, comenta O CEO da Allianz Commercial, Joachim Mueller.

Colmenares ressalta que a Allianz Commercial é a resposta para as necessidades de uma região que, como a América Latina, está repleta de oportunidades e grande potencial, aliado a um contexto único. “Graças à nossa proposta, que inclui a combinação do suporte global do grupo Allianz e o conhecimento técnico e específico de nossas equipes locais, iremos consolidar nossa posição no mercado com uma equipe talentosa focada no serviço.” 

Liberty promove série de ativações na Semana da Experiência do Cliente

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, promoveu uma série de ativações com seus públicos estratégicos durante a Semana da Experiência do Cliente, celebrada entre os dias 18 e 22 de setembro. A iniciativa, que teve como tema central “Empatia”, contou com ações remotas e presenciais, como palestras, rodas de conversa, jogos interativos, painéis, entre outros. 

A frente de experiência do cliente é uma das mais estratégicas para a seguradora há anos, que se empenha continuamente em oferecer jornadas fluidas e customizadas para os consumidores e demais públicos. Nesse contexto, as ações foram pensadas para que a companhia pudesse aprimorar e fomentar a comunicação com os segurados, a fim de continuar oferecendo um trabalho de excelência, personalizado para cada indivíduo.

“Tivemos trocas muito ricas durante a Semana da Experiência do Cliente, sempre com o objetivo de manter o nosso impulso de oferecer as melhores jornadas possíveis a todos os nossos públicos”, celebra a superintendente de Transformação, Experiência Digital e Clientes da Liberty, Etienne Gonçalves. “A empatia sempre foi uma prioridade para a Liberty e acreditamos que as pessoas devem estar no centro de tudo, por isso, nossas atividades durante essa semana foram voltadas justamente em fortalecermos este foco”, completa. 

Entre os destaques do primeiro dia, 18 de setembro, está a palestra de abertura com Simran Jeet Sigh, ativista que também abriu o SXSW 2023. Além disso, aconteceram painéis com os temas “Clientes Desafiadores”, “Como a empatia é aplicada no Ágil”, “Tecnologia sobre Web3” e “Acessibilidade digital”. A terça-feira, por sua vez, foi marcada por uma ação imersiva da Fácil Assist, empresa especializada em serviços de atendimento 24 horas parte do Grupo Liberty Brasil, nas atividades presenciais do dia, que também contou com uma série de painéis, como “Acessibilidade e design inclusivo”, “Empatia no atendimento ao cliente”, bem como algumas ações interativas com colaboradores.

A quarta-feira, dia 20 de setembro, foi dividida em dois momentos: ações para colaboradores e para corretores parceiros. Ambos os públicos acompanharam uma palestra com a atriz Denise Fraga sobre “Conexões humanas em tempos digitais”, além de participarem de uma ação interativa sobre a “Cultura WOW”. Para os corretores, especificamente, ainda aconteceu o painel “Jornadas com squads”, que abordou xxx.

O quarto dia da semana foi marcado por um workshop sobre personas e painéis que abordaram os temas “Tendências”, “Prototipação em 1 hora”, “Jeito + ágil de trabalhar” e “Praticando a empatia com dados”. Por fim, para fechar a série de iniciativas, a sexta-feira contou com a palestra “Empatia – O segredo é ter interesse”, tema central das ativações da Liberty durante a Semana da Experiência do Cliente.

FIDES RIO 2023: Mitigar riscos é tão prioritário quanto elevar as vendas, afirma CEO da Allianz

Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, patrocinadora platinum da FIDES RIO 2023, conversou com o Sonho Seguro sobre os desafios que o mercado segurador brasileiro tem à frente para saltar dos atuais 6,4% de participação no PIB para 10% até 2030, como sugere Programa de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), divulgado pela CNseg. 

Segundo o executivo, alguns desafios enfrentados pela indústria de seguros brasileira são semelhantes àqueles que o mercado global também tem de responder. “O setor vem passando por transformações em seu modelo de negócios, cumprindo, ainda assim, a sua função social. Daqui em diante, a mitigação de riscos se tornará tão crucial quanto o aumento do volume de prêmios, para suprir as lacunas de proteção que nossa sociedade enfrenta e manter a sustentabilidade financeira das empresas que operam na indústria”, afirma.  

Como exemplos, ele cita as catástrofes naturais menos previsíveis e, portanto, com padrões alterados. Aqui no Brasil isso pôde ser visto nos eventos ocorridos recentemente, em cidades do Rio Grande do Sul e no Litoral Norte de São Paulo. Outro aspecto importante foi revelado pelo ‘Relatório Global de Seguros Allianz’, de 2023, que analisa o desenvolvimento do mercado em todo o mundo. 

O estudo aponta que, em termos econômicos, atuar em um ambiente inflacionário será desafiante nos próximos anos. Ainda segundo o Relatório, a inflação pode aumentar 1% ao ano devido a cinco fatores estruturais: demografia, ‘desglobalização’, descarbonização, digitalização e dívida. “E mesmo que a indústria de seguros não possua capacidade de controlar diretamente a inflação, pode desempenhar um papel de reduzir os impactos dos ciclos econômicos, funcionando como uma espécie de amortecedor”, destaca Folch. 

Um fator também global, acrescenta, é o envelhecimento da população, com impactos diretos no seguro de vida e na previdência. O ‘Relatório Global Previdenciário’, da Allianz, deste ano, cita que o pacto intergeracional requer atenção. Isso quer dizer que as taxas de natalidade não estão evoluindo conforme o esperado e o índice global de dependência de idosos deve aumentar significativamente, passando dos atuais 15,1%, para 26,3% até 2050 – no Brasil, o último índice provavelmente alcançará os 34,7%. Estes dados demonstram o quanto as seguradoras precisam gerenciar o risco da longevidade. 

“Também considero que a capacidade de adaptação das companhias será cada vez mais posta à prova. Tanto a tecnologia quanto o capital humano das empresas precisarão se ajustar rapidamente às mudanças do mundo atual. Neste contexto, é fundamental estar atento à constante evolução das demandas dos clientes, diversificação das ferramentas de distribuição e crescente entrada das empresas ‘techs’ no mercado. A tecnologia, particularmente com a análise de dados, desempenha um outro papel em uma questão relevante: o de combate às fraudes”, enfatiza o CEO da Allianz. 

Para concluir, o executivo ressalta que a superação de muitos destes desafios pode ser alcançada identificando tendências e necessidades de distribuidores e consumidores conectadas à nova realidade social e econômica. “Estas demandas podem ser resolvidas por meio de soluções diferenciadas, principalmente em um ambiente altamente competitivo como o da nossa indústria. Aplicar inovações, que vão além de conformidades regulatórias, e que desburocratizem processos, promovam eficiência operacional, resultem em ganho de escala e, acima de tudo, atendam aos anseios de diferentes perfis de públicos, por meio de produtos e serviços, são formas de fortalecer a base de segurados, crescer nos mercados de atuação e diversificar os negócios”, informa.  

Folch afirma que o foco da Allianz está cada vez mais voltado para a experiência, para que as jornadas, da cotação ao possível sinistro, sejam simples e intuitivas, “com o corretor atuando como consultor especializado em riscos, já que estes últimos, inclusive, têm passado por transformações significativas”. 

FIDES RIO 2023: Brasil recupera o otimismo de grandes mercados, a confiança de parceiros estratégicos e a credibilidade de governos globais

“Seguros para um mundo mais sustentável”: essa é a diretriz que guiará a agenda da FIDES Rio 2023. O compromisso do setor de seguros com a pauta da sustentabilidade ganha visibilidade ainda maior com a realização desta Conferência. O Brasil vive uma nova realidade! O país recupera o otimismo de grandes mercados, a confiança de parceiros estratégicos e a credibilidade de governos e lideranças globais.”

Assim Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, iniciou seu discurso na abertura da Fides Rio 2023, que reúne cerca de 2 mil participantes no Rio de Janeiro entre 24 e 25 de setembro para debater temas que impactam o consumidor, como transformação digital, cibersegurança, longevidade e mudanças climáticas.

O executivo destacou que no plano internacional, resgata o seu protagonismo, retornando ao debate de grandes temas, onde, por vocação, tem enorme responsabilidade. “Estamos falando de aceleração do crescimento, estabilidade institucional e preservação do meio ambiente”, citou. Diante da atual conjuntura geopolítica, novas oportunidades de comércio e investimentos surgem para a América Latina. “É natural que o Brasil seja o catalizador dessa agenda, maximizando seus resultados, articulando o desenvolvimento da região, onde o setor de seguros tem uma função de central relevância”.  

Oliveira destacou que o país se prepara para sediar a COP30 (2025) e a responsabilidade com a entrega de resultados concretos fica ainda maior. “A transição climática produz efeitos dramáticos e danos irreparáveis, com tragédias naturais que penalizam a população. A agenda da sustentabilidade, sim, claro, passa pela urgência de boas práticas ambientais”, enfatizou. 

Em seguros, segundo ele, o desafio é pensar ferramentas e instrumentos para enfrentar os eventos naturais que sacrificam boa parte do planeta. “Neste cenário, a sociedade fica vulnerável, em condições de baixíssima dignidade e exposta a riscos de sobrevivência. É hora de aprofundar o debate sobre o seguro catástrofe! Precisamos pensar alternativas, que consolidem nossas contribuições e ofereçam maior previsibilidade e confiança para a sociedade”. 

Ao concluir, Oliveira fez uma convocação a todo ecossistema segurador, para comprometer o setor com entregas ainda mais modernas e inovadoras. “Eventos como a FIDES sugerem alinhamentos necessários. Criam possibilidades de cooperação. Abrem caminhos ainda não explorados. Espero que os debates realizados aqui caminhem na direção da visibilidade que o Brasil vai ganhar com o G20, no Rio, e a COP30, em Belém.”

Já o presidente da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES), Rodrigo Bedoya, pontuou alguns dos principais desafios que precisam ser enfrentados pelos agentes do setor segurador. Dentre eles, está a baixa penetração do seguro na América Latina, já que muitas pessoas e empresas não têm acesso ou não compreendem a importância do instrumento seguro. A falta de uma educação financeira e cultural sobre seguros na região reforça essa questão.

Os riscos associados à cibersegurança foi outro ponto lembrado pelo executivo. “A proteção de dados, a prevenção a fraudes digitais e a continuidade de operação são preocupações críticas do mercado segurador”, afirmou Bedoya. A digitalização é uma oportunidade para o crescimento e eficiência do mercado segurador, de acordo com Bedoya, mas a quantidade de caminhos para alcançá-la, custos e tempos para implementação, além de limitações de regulação setoriais, fazem dela um assunto significativo para as seguradoras. 

No Brasil, setor pode dobrar tamanho até 2030

Para o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergílio, o Brasil tem um potencial excelente de crescimento nos seguros. Os números da economia brasileira melhoraram e, aliados a vigorosos programas governamentais de desenvolvimento, como o novo PAC e a neoindustrialização, irão impulsionar e movimentar a economia. 

Vergílio comentou ainda que, ao observar alguns dos indicadores macroeconômicos, como o desemprego em queda, o PIB em crescimento (3,2% de alta nesse ano), ao lado do mercado potencial de alguns ramos e modalidades de seguros, é possível concluir que o setor está apto a dobrar o tamanho até 2030, alcançando uma participação média equivalente aos países membros da OCDE, de 10% do PIB. “Nós podemos, sim, e deveremos dobrar de tamanho nos próximos sete ou oito anos”, assinalou ele.

HDI Seguros anuncia parceria com a Tembici, empresa de mobilidade urbana que atua em Curitiba, no Paraná 

A HDI Seguros acaba de fechar parceria com a Tembici, empresa especializada em soluções de tecnologia para o uso de bicicletas como forma de transporte. Essa é mais uma ação da seguradora que visa oferecer produtos e serviços aderentes às necessidades das pessoas. O projeto é válido, por enquanto, para a cidade de Curitiba, no Paraná, e contempla desconto de 40% para segurados na adesão dos pacotes mensais e anuais da Tembici. 

“Conectada aos princípios ESG (Environment Social Governance), a HDI figura como uma empresa que se preocupa e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança e a parceria com a Tembici reforça ainda mais estes princípios. Além disso, mostra o quanto estamos empenhados em aprimorar constantemente nossos produtos e serviços para não só atender as necessidades das pessoas, mas também agregar valor no dia a dia delas”, explica Rafael Ramalho, vice-presidente de Automóvel na HDI.

Para contratar o serviço, o segurado da HDI deverá acessar o APP ou Portal do segurado e visualizar o código de desconto disponível no banner da parceria. Em seguida, deverá baixar o aplicativo da Tembici no seu celular, escolher o plano que mais se identifica, deslizar a tela para baixo e inserir o cupom de desconto no espaço indicado. Após a inserção de todos os dados de pagamento, a compra será efetivada no valor promocional. O app está disponível para download e conta com compatibilidade para os sistemas IOS e Android.

FIDES RIO 2023: Cenário mundial volátil exige muito mais dos corretores de resseguros

Se tem um profissional sob pressão, ele se chama corretor de resseguros. De um lado precisa dizer ao seu cliente, mesmo aquele que sequer usou o seguro, que vai pagar mais na renovação do contrato. Essa é a pior parte. Mas as notícias delicadas continuam. A franquia aumentou, o capital segurado é menor e as exigências de gerenciamento de riscos são mais rigorosas. Esse cenário é o mais comum para as renovações dos principais contratos do Brasil e do mundo que acontecem no final de 2023 e em janeiro de 2024. 

Os principais corretores de resseguros notaram uma recuperação da capacidade de capital no mercado este ano, embora não em um grau suficientemente significativo para suavizar as difíceis condições para as próximas renovações. Por isso, o esforço dos corretores se concentra em alcançar resultados mais individualizados, organizando road show de clientes num período mais longo para que eles contem suas histórias. 

“Realmente podemos perceber que o mercado ressegurador tem estado mais aberto a fornecer capacidade para alguns riscos complexos, mesmo nesse momento “ultra hard” que o mercado vem passando, em decorrência das grandes perdas sofridas nos últimos anos”, conta Eduardo Toledo, vice-presidente da corretora Alper Seguros, responsável pela área de resseguros.

Isso tem ocorrido muito em função do trabalho dos corretores de resseguros, que estão cada vez mais se aprofundando nas operações de seus clientes, buscando extrair o maior número de informações pertinentes e de qualidade do risco. Uma vez reunido todo arcabouço de informações relevantes aos subscritores, a estratégia da Alper Re tem sido agendar roadshows presenciais ou virtuais, sempre com a presença do cliente, para que todas as dúvidas sobre o risco em questão sejam sanadas e esclarecidas, levando aos mercados a tranquilidade e confiança esperada para aceitação e alocação de suas capacidades.

“Os roadshows, além de serem uma ferramenta estratégica para atrair os mercados e obter capacidade, são um ótimo momento para que o cliente conheça pessoalmente os resseguradores, que passarão a serem seus “sócios” no risco, objetivando criar uma parceria de longo prazo e uma relação de confiança entre as partes. Um bom negócio tem que ser bom para todas as partes envolvidas no processo, caso exista uma parte não satisfeita, não foi um bom negócio”, afirma.

Jeremy Goodman, presidente da Aon Re Solutions do Reino Unido, garante que todos estão atentos em buscar as melhores condições de renovação. Muitos de nossos clientes de seguros têm trabalhado em diversas opções para mitigar custos mais elevados de resseguro, incluindo o reforço de sua disciplina de subscrição na seleção de risco, gerenciamento de limites, ajuste de preços no front-end, retenção de mais risco e exploração de mecanismos alternativos de transferência de risco – como propriedade títulos de catástrofe – tudo o que lhes permite diferenciar-se dos resseguradores e alcançar resultados diferenciados a longo prazo”. 

Após cinco anos de retornos decepcionantes, as resseguradoras se beneficiaram de uma virada decisiva em perdas com catástrofes. Tanto por uma ocorrência menor de eventos como também por terem forçado que as seguradoras assumissem uma parte maior dos riscos. Apesar disso, o saldo ainda faz com que os preços continuem elevados para prevenir um colchão para eventos “surpresas” diante da instabilidade política, econômica, juros, inflação, conflitos sociais e outros temores na pauta do setor. 

“A crescente inflação, problemas logísticos relacionados a matérias-primas e insumos, bem como o aumento da sinistralidade devido a eventos climáticos extremos e conflitos tiveram um impacto em toda a cadeia, tornando mais desafiador o processo de colocação dos riscos. Isso exige mais de nós e nos motiva a buscar os melhores mercados e condições para nossos clientes”, comenta Thiago Tristão, Vice-presidente de Riscos Corporativos e CEO MDS RE.

Segundo ele, pela primeira vez, o Brasil é impactado pelo hard market mundial. “Esse cenário já estava presente em outras regiões com hubs de resseguro, mas, nos últimos anos, também estamos passando por essa transição no mercado local. O setor como um todo está ajustando os termos e condições de forma mais alinhada com os mercados globais, buscando mitigar as grandes perdas recentes e garantir a sustentabilidade das operações”, explica.

Dessa forma, Tristão reforça que se torna cada vez mais crucial adotar uma abordagem consultiva, exigindo um maior nível de complexidade, profundidade técnica e informações detalhadas. “Dadas as limitações de capacidade e as condições desfavoráveis de oferta, é essencial compreender detalhadamente aspectos como os prazos de reposição e o volume de peças sobressalentes, devido às dificuldades logísticas e aos prazos de produção de diversos materiais e insumos, bem como o detalhamento dos investimentos em suprimento dos riscos existentes, a aplicação de boas práticas em resposta a eventos específicos do setor e outros fatores importantes.”

“Há ainda pressões de restrição de oferta equilibrando a balança pela manutenção dos níveis de preço. As políticas monetárias ainda apertadas nas economias centrais que destacamos, movimentos de setembro de 2023 com o BCE subindo 0,25 ponto percentual, Bank of England subindo 0,25 ponto percentual e EUA mantendo a taxa estável em 5,5% e Suíça também em 1,75%. Pelo lado da demanda, além das pressões inflacionárias que comentei, vemos ainda revisão dos patamares de aceitabilidade de risco frente aos novos cenários climáticos e políticos substancialmente mais voláteis”, Pedro Farme, CEO da Guy Carpenter no Brasil, corretora de resseguros da Marsh McLennan. 

José Leão, CEO da BMS Re Brasil, destaca o peso da inflação e dos juros. Passamos por um ciclo de alta de juros mundial com intuito de controle de inflação, o que significa que o acesso a capital é encarecido e por outro lado os resultados de investimento das seguradoras e resseguradoras tendem a melhorar. Contudo, não próximo ainda de compensar as perdas técnicas de subscrição ocorridas recentemente. Estes fatores da alta de juros nos levam ao efeito de acesso a capital mais restrito. Taxa básica de juros mais elevadas significa custo de oportunidade mais elevado. Altos retornos em investimentos de renda fixa de baixo risco fazem que investimentos de maior risco, como por exemplo seguro e resseguro, sejam menos atrativos. Aliado a maus resultados mundiais do mercado ressegurador dos últimos anos, pressiona que os mercados busquem aumentar suas margens de lucro”. 

Farme ressalta que o risco SRCC (Strike, Riot e Civil Comotion) foi tópico de fala dos principais CEOs de resseguradores em Monte Carlo ao passo que já há extensiva evidência empírica das novas magnitudes de eventos naturais secundários e expansão da dispersão geográfica dos mesmos como o incêndio no Havaí, ciclones no Brasil, enchentes na Líbia entre outros. “Esses movimentos seguem puxando a tendência de demanda maior de resseguro mesmo nos níveis atuais de preço com expectativa do mercado crescer acima da inflação globalmente”, afirma o CEO da Guy Carpenter

Isabella Ximenez, diretora de Placement Resseguro na Lockton Brasil enxerga um ambiente de mercado continuamente conservador este ano, à medida que a incerteza relacionada com a inflação econômica e social, o aumento das perdas relacionadas ou não às catástrofes, as tensões globais e uma recuperação lenta da cadeia de abastecimento continuam. “As seguradoras continuarão seletivas, especialmente em relação a indústrias de alto risco. Os subscritores permanecerão focados na qualidade e nos controles de risco. O foco estará no lucro final. ESG continuará prevalecendo nas discussões de subscrição, com os subscritores questionando ativamente os clientes, governança e políticas.”

Em outros riscos, Isabella destaca tendências. “O mercado para riscos de D&O tem recebido bastante atenção das seguradoras e resseguradores que têm cada dia mais apetite, ocasionando concorrência e deixando os mercados altamente competitivos, o que beneficia as empresas que podem obter taxas mais favoráveis”, afirma. Já no mercado de property, Isabella conta que os aumentos das taxas continuam existindo em 2023. O mercado diverge bastante na seleção de riscos utilizando uma abordagem discriminatória pela qualidade dos riscos e na fixação de preços.

Rafael Caminha, responsável por linhas financeiras na corretora de resseguros Latin America, também separa o joio do trigo. “Temos realidades distintas para diferentes linhas de negócio”, diz. Ele cita como exemplo o seguro D&O. O nicho está num mercado soft, com queda de preços. e que terá como resultado uma retração de arrecadação de prêmios de 10%a 15% este ano. Foram cerca de cinco anos de mercado em condições difíceis em razão de carteiras deficitárias e alta sinistralidade concentrada nos contratos dos Estados Unidos e que afetou o mercado global. 

“Neste período, a relação desbalanceada entre demanda e oferta, com um pico de demanda em função dos diversos IPO ao redor do mundo pelas baixíssimas taxas de juros versus o short capacidade em função dos prejuízos operacionais, causaram aumentos sucessivos, alcançando 500% a 700% ao para um único segurado”, explica. 

A curva ascendente está em plena operação dada o aumento de capital no mercado gerado pelas taxas elevadas e uma retração nos novos negócios pelo aumento das taxas de juro global, causando uma relação inversa à primeira. “Minha expectativa é que as metas para 2024 sejam definidas com bastante equilíbrio pelas companhias. Caso contrário, em talvez um ano, teremos carteiras que provavelmente não conseguiriam suportar uma janela de severidade, com elevada sinistralidade causada por fatores externos.

Isabela, da Lockton, acrescenta que as ocupações desafiadoras, tais como plásticos, têxteis, químicos e alimentos e bebidas, bem como contas e riscos impulsionados por perdas grandes, continuam a registar aumentos de taxas significativas, também direcionados pela necessidade de compra de capacidade em mercados mais caros pela retração e endurecimento do IRB no mercado brasileiro. 

Rodrigo Protasio, CEO da operação de corretagem da Gallagher Brasil, vê o seguro garantia de contratos para as obras do PAC com uma grande oportunidade para este ano. Apesar de as companhias olharam pelo retrovisor para determinar a subscrição do risco futuro, o executivo garante que a tecnologia ajudará muito. “O produto garantia é foco da Gallagher no Brasil e estamos desenvolvendo internamente uma ferramenta inovadora que irá permitir o nosso cliente ter uma visão mais clara de suas necessidades, além de também mapear tendências, com isso vamos poder antecipar algumas demandas. O ramo de garantia continua forte e crescendo ainda impulsionado pelo judicial. Nossa expectativa com o PAC é que os produtos mais tradicionais como BID e performance possam trazer essa diversificação no portfólio de garantia”, conta. 

Diante deste cenário volátil, os corretores estão atentos aos balanços das seguradoras e das resseguradoras para garantir os pagamentos aos seus clientes que eventualmente tenham perdas. Os corretores entendem que o mercado deverá fazer frente aos níveis reforçados esperados por reguladores e agências de rating conforme a percepção de risco global ainda segue tendência de alta. 

“Com certeza a persistente volatilidade global tem trazido maior pressão sobre a verificação da adequação dos níveis de reserva em especial pela percepção de magnitude e dispersão maior de eventos catastróficos e aumento substancial do tamanho dos eventos secundários – aqui vemos também forte pressão para que as reservas subam acima da inflação para garantir que haja composição real positiva das mesmas enquanto custo de reconstrução e reparo sobem”, afirma Farme

O CEO da BMS concorda que as seguradoras em geral terão um desafio adicional de gestão de portfólio. “Devido aos reajustes de preço ocorridos no resseguro nos últimos tempos, uma das formas das seguradoras manterem seu nível de custos e capacidade de resseguro com pouca alteração, buscando manter sua competitividade e relevância de mercado, é a de aumento de sua retenção. Logo, um importante desafio será tal gestão de portfólio evitando volatilidade nos resultados retidos nos próximos 12 meses”. 

FIDES RIO 2023: Seguradora de vida Prudential avança na agenda ESG

David Legher, CEO da Prudential para a América Latina, que participa como painelista do debate “Desafios e perspectivas da agenda ESG no Brasil e na América Latina e o papel no setor de seguros, no segundo e último dia da Fides Rio 2023, conversou com o Sonho Seguro sobre a agenda ESG de uma das maiores seguradoras de vida do mundo. 

Ele contou que a Prudential refina suas capacidades para aumentar a habilidade de gerenciar riscos ESG em horizontes de curto, médio e longo prazo, considerando as especificidades dos ramos em que atua em cada mercado. A estrutura de gestão de risco da companhia contempla critérios ESG como, por exemplo, gestão de risco climático e riscos associados à governança. “O foco no investimento climático e no risco financeiro tem sido a identificação de ferramentas e modelos que ajudam a quantificar como os cenários de risco climático podem impactar o nosso portfólio ou a economia em geral, para complementar as nossas análises estratégicas qualitativas sobre vários riscos que compõe a agenda ESG”, disse. 

Ele frisa que há também a dimensão do cliente, que é central quando se fala de uma indústria de seguros cada vez mais competitiva. Citou pesquisas recentes que reforçam critérios ESG levados em conta pelos consumidores no momento da aquisição de produtos e serviços. Não apenas critérios ambientais e sociais, mas também de governança, que evidenciam solidez da empresa e capacidade de honrar os compromissos assumidos, sobretudo, em no segmento de seguro de vida, que trabalha com compromissos de longo prazo.

A existência de requerimentos regulatórios de ESG, como no caso do Brasil, também pode ser vista como um mecanismo que acelera o avanço desta agenda no setor. “Por estas razões, reconhecemos que a agenda ESG tem capacidade de apoiar a dar conta dos desafios ambientais que enfrentamos enquanto sociedade e ainda gerar diferenciais competitivos com potencial de aumentar eficiência do setor e reforçam seu nobre propósito social e econômico”.

Depois de mais de uma década no cenário de investimentos, o ESG está sendo posto à prova como nunca antes. Construir uma carteira de investimentos sustentáveis exige mais cuidado do que nos últimos anos para garantir uma renda futura ao cliente e para que as seguradoras de vida tenham solvência em riscos assumidos no longo prazo. Segundo Legher, a estratégia da Prudential em seus investimentos pensando tanto na escolha de ativos dentro do perfil ESG como também na rentabilidade para que seus clientes buscam a fazer frente aos riscos assumidos. 

“Em linha com as melhores práticas de Governança, a Prudential mantém uma gestão disciplinada de ativos e passivos que exige a construção de carteiras de investimentos de alta qualidade, compostas por ativos que suportam o perfil de passivos dos produtos e obrigações da empresa. Como parte disso, a Prudential adota uma visão de longo prazo dos riscos e oportunidades ao tomar decisões de investimentos”, afirma. 

Legher ressalta que a abordagem da Prudential à integração ESG e ao investimento responsável na Conta Geral é regida pela Política de Investimento Responsável do Chief Investment Office. A política define o Investimento Responsável (RI) como a integração de fatores ESG na tomada de decisões de investimento e nas práticas de propriedade, na crença de que estes fatores não financeiros podem ter um impacto no desempenho financeiro a longo prazo.

Alguns países, como o Brasil, já têm regulação específica que prevê, no médio prazo, que empresas reforcem a adoção de critérios ESG na política de investimentos. “Ainda com relação ao meio ambiente, nos orgulhamos que a Prudential Financial tenha se comprometido a se tornar neutra na rede até 2050 e neutra em carbono até 2040. Aqui na Prudential, buscamos uma visão equilibrada entre os pilares que compõe a estratégia ESG”, acrescenta. 

No pilar Social, a Prudential tem um compromisso com a diversidade. “No Brasil, por exemplo, temos uma política de diversidade e metas claras. Temos orgulho de como avançamos em equidade de gênero. Atualmente, 55% do nosso quadro geral de colaboradores é formado por mulheres. Na liderança, elas totalizam 43% e nossa meta é chegar a 50% de participação feminina até 2024. Ainda na parte Social, a Prudential apoia financeiramente e reconhece ações de empreendedorismo social realizadas por jovens de todo país, como o programa Jovens pro Futuro, lançado em 2021, que contou com investimento de US$ 1 milhão em projetos de inclusão social na cidade do Rio de Janeiro, onde a Prudential do Brasil está sediada”, conta. 

O executivo destaca o projeto Atuários do Futuro, que cria oportunidades para jovens ingressarem na universidade e no mercado de trabalho. O projeto colabora com o desenvolvimento profissional, formação e capacitação de jovens do ensino médio a seguirem carreira de ciências exatas, com foco em Ciências Atuariais. A promoção do voluntariado também é muito forte na Prudential. O Dia Internacional do Voluntariado é comemorado pela companhia no Brasil há 25 anos, desde que a empresa chegou ao país. Mais de 480 instituições e cerca de 100 mil pessoas foram beneficiadas por mais de R$ 1,8 milhão em doações.

FIDES RI0 2023: Brasil precisa implementar regras de transição energética e avançar em ILS

cassio amaral

No mundo se fala muito em um movimento litigioso anti-ESG e pró carbono zero. O tema é prioritário para o setor, mas ainda carece de um debate mais pacifico. Os conflitos fizeram com que 19 resseguradoras abandonassem o Net-Zero Insurance Alliance (NZIA). Trata-se de uma aliança convocada pelos Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI) da Iniciativa Financeira do PNUMA, na qual os membros se comprometeram a fazer a transição de suas carteiras de subscrição para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Apesar da saída em massa da NZIA, a meta de carbono zero de uma forma individual se mantém, afirmam os principais resseguradores que circulam pela Fides Rio 2023, evento organizado pela CNseg e que acontece de 24 a 26 de setembro no Rio de Janeiro. De acordo com entrevistados, temos de um lado manifestantes climáticos exigindo ações mais rápidas e mais duras para reduzir a capacidade das indústrias de combustíveis fósseis, e de outros legisladores ameaçando processos judiciais antitruste sobre ações coletivas para reduzir as emissões dos seguros. 

O Sonho Seguro conversou com Cassio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer Advogados, que participa da Fides 2023, para abordar o tema. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Como vê esse cenário mundial aplicado no Brasil neste momento de avanço dos investimentos previstos no PAC? Como este assunto deve ser conduzido, considerando-se o que a legislação local?

O Brasil tem um déficit de infraestrutura que, por um lado, vem gerando problemas para sua população, mas, por outro lado, cria um ambiente de oportunidades para o desenvolvimento econômico e social do país. Portanto, uma ação xiita carbono zero que gere restrições desarrazoadas, como financeiras, securitárias, energéticas entre outras, pode criar barreiras para o nosso avanço, gerando ou perpetuando pobreza, desigualdade e subdesenvolvimento. 

Dessa forma, a sociedade deve implementar regras de transição energética para uma mudança rápida, consistente e eficiente, em linha com o estágio de desenvolvimento de cada país e região, mas deve-se evitar ações abruptas que gerem consequências econômicas e sociais negativas. As seguradoras, nesse sentido, podem e devem apoiar a transição energética, criando modelos de precificação e cobertura com incentivo para aqueles que respeitem regras ESG e, aos poucos e de maneira criteriosa, criem desincentivos à proliferação desenfreada de fontes energéticas poluentes. 

O mercado financeiro e de seguros deve atuar incentivando boas práticas e desincentivando práticas que impactem negativamente o meio ambiente, mas sem deixar de ponderar a realidade de cada país. Seria irresponsável que o mercado de seguros, amanhã, começasse a negar indiscriminadamente riscos de petróleo, por exemplo. O mundo ainda precisa de combustíveis fósseis.

Você também defende o ILS como uma forma de mitigar riscos climáticos. Como abrir caminho para essa ferramenta financeira avançar no Brasil em termos regulatórios, divulgação do produto e como abrir o apetite dos investidores?

Sob o ILS, temos ciência de que três players relevantes já protocolaram pedido de abertura de Sociedade Seguradora de Propósito Específico – SSPE – no Brasil, para emissão de LRS – Letra de Risco de Seguros. O ILS é bastante disseminado no mundo, na modalidade chamada cat bond (títulos de catástrofes), mecanismo por meio do qual se atrair recursos do mercado de capitais para gerar capacidade de seguro e resseguro para fazer frente aos eventos catastróficos como furacões, inundações, terremotos, entre outros. Portanto, a LRS desponta como uma alternativa importante para preencher o gap de cobertura contra eventos climáticos no Brasil, o que inclui o agro.

Para desenvolvimento do mercado, duas barreiras precisam ser transpostas. Primeiro, as LRS deveriam ser isentas de IR a exemplo do CRI e do CRA. Deveria ser dado tratamento tributário privilegiado para as estruturas de securitização, seguros e resseguros que absorvem riscos climáticos.

Em segundo lugar, a alta taxa de juros dificulta a modelagem de emissões de LRS; espera-se que a redução prevista dos juros no Brasil possa encorajar investidores a investir em LRS. No mais, temos um ambiente regulatório e de requinte do nosso mercado de capitais propício para o desenvolvimento desse mercado que, no mundo, atinge cifra de US$ 100 bilhões.

FIDES RIO 2023: “Prioridade é buscar rentabilidade para manter o acionista no negócio”, afirma presidente da AON Re UK

Jeremy Goodman, presidente da Aon Re Solutions do Reino Unido, participará do painel Insurance Global Trends da Fides Rio 2023, na tarde desta segunda-feira, 25, ao lado de outros speakers. Ele trouxe uma visão sobre as tendências da indústria global de resseguros, com foco no desenvolvimento de produtos e serviços, com um viés da agenda ESG. Em conversa com o Sonho Seguro, ele contou um pouco mais sobre suas perspectivas para o resseguro no curto e médio prazo. 

Na sua opinião, quais são as principais prioridades do setor de resseguros?

Para as resseguradoras, a principal prioridade neste momento é entregar uma relação operacional/perda combinada que gere um retorno sobre o patrimônio que se alinhe com as expectativas dos investidores/acionistas e ganhar dinheiro após vários anos de lucros abaixo do valor nominal. Trata-se de reconstruir a confiança dos investidores e demonstrar que a nossa indústria de resseguros é capaz de avaliar o risco de forma adequada; que pode reter o capital existente e que pode atrair novo capital para apoiar a crescente procura de maiores exposições. Para a Aon, as principais prioridades são garantir os melhores resultados possíveis para os clientes nas próximas renovações, ajudando-os a gerar a sua própria visão de risco, diferenciando-os no mercado e otimizando as suas estratégias de capital. Para atingir estes objetivos, continuaremos a investir em dados e análises e a fornecer apoio multifacetado aos modelos de negócio das companhias de seguros e a ajudar a inovar em produtos e soluções para colmatar as muitas lacunas de proteção que existem em todo o mundo. Nosso objetivo é ajudar os clientes a navegar pela volatilidade e aumentar a resiliência dos negócios e, em última análise, tomar melhores decisões.

Quais tendências você apontaria para os próximos dois anos?

Do lado do seguro de property, parece provável que a atual frequência de fenômenos meteorológicos extremos em todo o mundo irá continuar. Terão de ser tomadas decisões sobre quem irá pagar pelo crescente fardo das perdas. Neste sentido, a indústria de resseguros tem um papel fundamental a desempenhar, em conjunto com os nossos clientes, companhias de seguros e governos, para garantir que, juntos, estamos a proporcionar um nível sustentável de transferência de risco que reduza o fardo de tais eventos para a sociedade. Em caso de acidente, a direção do mercado será determinada pelas tendências na inflação dos custos de perdas e pela extensão de qualquer desenvolvimento adverso de reservas relacionado com o último mercado fraco. Na ausência de perdas extremas de pico de risco, esperamos que as resseguradoras tenham um forte desempenho nos próximos dois anos, com taxas de juro mais elevadas aumentando progressivamente os retornos do investimento. Esta dinâmica resultará na captação de capital adicional para a indústria.

Diante dos altos preços dos resseguros, qual a melhor forma de os clientes conseguirem tarifas mais acessíveis?

Resultados diferenciados podem ser alcançados escolhendo um parceiro de corretagem que seja capaz de apoiar os clientes das seguradoras na otimização da composição da sua carteira de uma forma que se alinhe à sua estratégia e apetite. Isto é conseguido através da utilização de uma gama de modelos de capital, avaliação de risco e preços, bem como de estar totalmente equipado para executar com sucesso no atual mercado global. Muitos de nossos clientes de seguros têm trabalhado em diversas opções para mitigar custos mais elevados de resseguro, incluindo o reforço de sua disciplina de subscrição na seleção de risco, gerenciamento de limites, ajuste de preços no front-end, retenção de mais risco e exploração de mecanismos alternativos de transferência de risco – como propriedade títulos de catástrofe – tudo o que lhes permite diferenciar-se dos resseguradores e alcançar resultados diferenciados a longo prazo.