Seguradoras fazem parcerias com startups imobiliárias para atrair consumidor ao seguro residencial

Fonte: Infomoney

O mercado segurador tem buscado formas de ampliar a participação no dia a dia do brasileiro, principalmente em seguros ainda pouco consumidos no país. É o caso do seguro residencial, que apesar de ter crescido nos últimos anos, protege apenas 17% dos lares. Uma das apostas das empresas do setor para avançar no segmento são as parcerias com startups do ramo imobiliário. Só neste mês duas novidades neste sentido foram anunciadas.

Uma delas é da 180 Seguros, que na sua estreia como seguradora, fechou uma parceria com a CredPago, plataforma imobiliária do Grupo Loft, uma das líderes em emissões de fianças locatícias no Brasil, que conta com mais de 20 mil imobiliárias.

Com contratação 100% digital, o seguro disponibilizado na ferramenta da CredPago para as imobiliárias propõe uma compra personalizável conforme a necessidade de proteção e o bolso do cliente, que só paga pelo que adquirir. Ou seja, além da cobertura obrigatória contra incêndio, explosão, queda de aeronave, raio ou fumaça (conforme define a Lei do Inquilinato), o consumidor pode obter proteções adicionais contra danos elétricos, perda ou pagamento de aluguel, responsabilidade civil familiar e vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, além de pacotes de serviços que podem incluir desde dedetização à limpeza de ar-condicionado. A expectativa para o negócio é encerrar o ano de 2023 com mais de oito mil itens emitidos.

“Nosso grande diferencial em relação às seguradoras tradicionais é a tecnologia e inovação com preços mais competitivos. O produto final fica a critério do cliente, que poderá modular o seguro com as proteções conforme as necessidades dele”, comenta o CEO e cofundador da 180 Seguros, Mauro Levi D’Ancona.

Pelo lado da imobiliária, os corretores terão acesso a comissões configuráveis e visualizadas de forma instantânea. “É uma evolução em relação ao nosso antigo seguro residencial. Nós escolhemos a 180, em primeiro lugar, pelo NPS alto no atendimento a clientes e porque o processo sempre foi muito transparente, com um time disponível em entender as necessidades da CredPago, propor soluções viáveis e que agreguem valor para os nossos clientes”, comenta o diretor de Estratégia da CredPago, Eduardo Quiza.

A Wiz Concept, unidade de negócio da corretora Wiz Co, é outra companhia do mercado segurador a celebrar a primeira parceria comercial com o ramo imobiliário. Neste caso, é com a startup Aluga Mais, que oferece solução digital para o aluguel de imóveis para imobiliárias, corretores e inquilinos – esses últimos poderão escolher e contratar um seguro residencial para os imóveis locados por meio da plataforma SmartInsure. São diversos pacotes de coberturas, adaptados a cada perfil de cliente, que oferecem desde coberturas básicas de danos físicos até coberturas de conteúdo e assistências.

“Com a SmartInsure é possível acelerar e potencializar as operações dos nossos clientes. É uma solução completa para o mercado segurador, pois automatiza os processos, deixando sua execução fácil, rápida e intuitiva”, afirma o coordenador de estruturação da Wiz Concept, Carlos Campelo.

Depois de passar por testes em outubro, a plataforma já está operacional e, em dezembro, estará disponível a todos clientes. Ela funciona integrada ao sistema da Aluga Mais, permitindo a gestão integrada de toda a cadeia que envolve a venda dos seguros, desde o relacionamento inicial com o cliente até o pós-venda e sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro). A promessa é de proporcionar mais rapidez e agilidade na jornada de venda e gestão dos seguros. Inicialmente devem ser impactados cerca de 25 mil clientes.

“Trabalhamos para que o processo de locação seja cada vez mais suave e estamos sempre pensando em como atender melhor às necessidades dos nossos clientes. Poder contratar um seguro residencial, por exemplo, de forma simples e rápida, aumenta a segurança de nossos clientes. É algo que vai melhorar muito a experiência dos usuários da nossa plataforma”, comenta Danielle Miranda, sócia da Aluga Mais. A proposta da startup é a de fornecer uma solução tecnológica para imobiliárias e corretores autônomos oferecerem a seus clientes uma experiência de locação totalmente digital e sem burocracia.

Marcos Couto, CEO da Alper, é tido como um executivo que sabe agir entre razão e intuição na hora certa

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Não foram poucos os desafios enfrentados por Marcos Couto, atual CEO da Alper, desde que assumiu o comando em dezembro de 2017, depois de 12 anos na Tempo. Em ambas as companhias, o que mais instigou o executivo foi o desafio de trabalhar num projeto de reestruturação. Ano a ano, a corretora, que tem ações em bolsa, vem resolvendo problemas de uma ideia inovadora implementada num momento ainda imaturo do mercado de seguros. 

Criada em 2010 como BR Insurance, a empresa cresceu baseada em aquisições de corretores pelo país. Cerca de 50. No entanto, o modelo adotado criou problemas, uma vez que cada corretora era mantida como uma empresa independente e os donos continuavam sócios de suas corretoras, além de acionistas da BR Insurance. A companhia tinha múltiplas marcas e modelos de aquisição, gerando grande desconforto entre todos os sócios. 

Negociar com cada um deles exigiu um espírito empreendedor e os acionistas chamaram Couto no ápice da crise. O executivo transformou a BR Insurance em Alper, num novo modelo de negócios. A Alper comprou todas as corretoras com foco em donos de perfil executivo que estavam dispostos a acelerar o negócio nos próximos cinco a dez anos. E conseguiu, numa batalha diária, provar que este modelo de negócio adotado há anos já era uma tendência do mercado de corretores de seguros, extremamente fragmentado, diante da transformação digital trazida pela tecnologia. 

Em 2018, um ano após assumir o comando, a Alper voltou a ser compradora no mercado. Entre os requisitos para a aquisição, corretoras bem-posicionadas, rentáveis e que agreguem uma nova linha de negócio ou nova “praça”, como áreas em que pouco atuava, como agronegócio, transporte e crédito interno e à exportação. Em novembro deste ano, as aquisições chegam a 60, reunindo os principais executivos do setor nas áreas de atuação. 

A consequência da dedicação e networking que Couto veio à tona na semana passada, quando o fundo de private equity Warburg Pincus, assessorado por BTG Pactual e Trindade Advogados, enviou uma carta com a oferta de uma OPA pelo controle da Alper. A tese da Warburg, que já era próxima de Couto no passado, é que ainda há muito espaço para a consolidação do setor, que ainda é extremamente fragmentado. Segundo a Susep, são mais de 120 corretores de seguros no Brasil. 

A gestora de private equity ofereceu R$ 43,50 por ação para ficar com 50% mais uma ação do capital da corretora. O preço embute um prêmio de 19,18% em relação ao fechamento de ontem, de R$ 36,50; e de 32,19% em relação à média dos últimos 30 pregões e 39% em relação à média dos últimos 90 pregões. A oferta avalia a Alper em R$ 850 milhões e já sai com a aprovação de 37% dos acionistas da base, entre eles a FIT Partners, o family office dos ex-banqueiros Tom Freitas Valle e Fernando Prado, que tem 13% do capital; fundos geridos pelo Pátria Investimentos, com 9%; e Cesár Augusto Antunes, o empreendedor que vendeu a Admix para a Aon em 2017, com 15,4%. Todos já assinaram cartas de manifestação de venda.  

A expectativa é de que a negociação com a Warburg será concluída com sucesso para a Alper seguir avançando num mercado de seguros que passa por uma revolução iniciada há uns cinco anos e que vive seu ápice neste momento com mudanças significativas na regulamentação do setor, que vai desde a mudança da lei dos contratos de seguros, em tramite no Senado, até mesmo o Open Finance, que traz mais competição aos seguros massificados. 

Num momento tão relevante de transformação, o feito de Couto tem sido destaque nas conversas entre executivos, que não economizam elogios. “Couto é o cara mais dedicado e mais diligente com quem já trabalhei. Não deixa nada, absolutamente nada, para depois. Além disso tem uma capacidade incrível de contagiar positivamente todos que o rodeiam. Acho que essas características fazem dele um executivo realmente muito diferenciado. As entregas que ele fez por onde passou dizem muito sobre ele. Para mim é um exemplo a ser seguido”, Gibran Marona, CEO da Tempo

Murilo Setti Riedel, sócio da Santander Seguros, afirma que Couto tem uma carreira impecável como segurador. “Técnica e inquieto, é um dos grandes empreendedores do nosso mercado. Ajudou a transformar a Tempo como a maior empresa Assistência do país e, agora, frente a Alper, tem o desafio de transformar o grupo em dos grandes consolidadores de corretoras do país”. 

Desenvolver líderes também é algo que Couto gosta de fazer. O CEO da Swiss Re, Frederico Knapp, trabalhou com o CEO da Alper na ACE. “Marcos Couto é dos profissionais mais completos do mercado securitário brasileiro. Sua visão empreendedora, aliada com a execução impar o diferenciam. Extremamente acolhedor, sabe fazer gestão de pessoas e tem um estilo pragmático focado no desenvolvimento humano e na entrega de resultados. Foi um dos melhores gestores que tive na carreira”, afirma Knapp.

Thomas Batt, presidente AIG, segue o mesmo tom. “O Marcos Couto é um executivo e empreendedor com visão estratégica, focado em uma execução disciplinada e com forte ritmo de transformação. Com vasta experiência no mundo corporativo entende as diferentes dinâmicas e coloca em prática. Tem um veio de inovação pragmática”. 

Claudia Papa Scarpa, vice-presidente para a América Latina da Starr, conta que conheceu Couto há muitos anos. “Tenho grande admiração por ele. O Marcos é um dos gênios do mercado de seguros! É um grande estrategista, extremamente rápido e inteligente. Uma das grandes referencias de um profissional completo, que atuou nas mais diversas áreas e segmentos do setor.”

Paulo Alves, diretor de seguros transportes da EZZE Seguros, afirma que Couto é super carismático, empreendedor, super respeitado e durante muitos anos foi referência no seguro de transportes quando estava à frente da carteira do lado do segurador. Agora como corretor, continua a gerar talentos acreditando o quanto a indústria de seguros entrega benefícios a sociedade através das indenizações, formando talentos. Um líder nato!”, resume. 

Vamos aguardar os próximos capítulos desta negociação liderada por Couto, que até hoje tem uma máquina de somar mecânica, na qual tecla os números sem olhar, num ritmo que lembra o processamento de dados por robôs. Concluída ou não oferta pela compra do controle da Alper, certamente a operação já se provou ser um caminho para mais consolidações no mercado de corretores de seguros, uma realidade que já vem unindo forças em todo o mundo nos últimos quatro anos. 

Bradesco Vida e Previdência promove o 1º Encontro de Assessorias

Fonte: Bradesco

Com o objetivo de promover um relacionamento cada vez mais próximo às assessorias de seguros, a Bradesco Vida e Previdência realizou, nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, o 1º Encontro de Assessorias. O evento contou com a presença de cerca de 40 profissionais de todo o país, além de executivos da companhia, para debater temas referentes a produtos, processos e investimentos, visando melhorar as jornadas de venda de seguros de vida e previdência privada.

Durante o encontro, os profissionais tiveram a oportunidade de compartilhar os desafios enfrentados no dia a dia e conhecer os esforços da empresa para endereçar as demandas identificadas e oferecer uma melhor experiência para assessorias, corretores e clientes. A companhia aproveitou a ocasião para reconhecer as assessorias que se destacaram ao longo do ano e iniciar uma nova campanha de incentivo.

Desde o começo do ano, quando a estrutura comercial da Bradesco Vida e Previdência passou a contar com equipes dedicadas, a empresa vem intensificando as ações junto aos parceiros de negócios. A companhia mantém parceria com assessorias de todas as regiões, que, somadas, compõem uma força de venda de mais de dez mil corretores em todo o Brasil.

HDI Seguros disponibiliza 0800 exclusivo para corretores 

Fonte: HDI

Em um ano marcado por tantos eventos climáticos extremos, desde a seca histórica atípica na região Norte do país até as tempestades, as enchentes e os vendavais no Sul e no Sudeste, nunca foi tão importante que os corretores tivessem a possibilidade de canais de comunicação em tempo real com as seguradoras, a fim de acionar coberturas, disponibilizar serviços e assistências para seus clientes. 

Atenta a essa crescente demanda, a HDI Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, tem disponibilizado cada vez mais opções de canais de relacionamento com clientes, corretores e funcionários. Recentemente, a empresa lançou o 0800 728 9090, telefone exclusivo para o atendimento de corretores. No canal, além do contato direto com equipe especializada no atendimento 24 horas por dia, o corretor pode tirar dúvidas e obter a solução imediata para sua questão ou a do segurado. 

“Os corretores estão no centro de nossa estratégia. Eles são extremamente valiosos para nós. Por isso buscamos constantemente melhorar nossos processos e ferramentas com a intenção de oferecer ainda mais oportunidades de negócios para eles. E tudo isso passa por desenvolver uma relação mais próxima, com mais agilidade e fluidez no atendimento para que eles também possam atender assim ao consumidor final. No nosso 0800 exclusivo, o corretor tem acesso direto a um atendente e pode, em poucos minutos, ir direto ao ponto e resolver a questão”, explica Paulo Ricardo Costa, vice-presidente das áreas Comercial e de Marketing da HDI Seguros. 

Com o canal 0800 exclusivo, a HDI Seguros qualifica o atendimento aos corretores e facilita o acesso dos profissionais a solicitações de assistências e serviços, situação das apólices, coberturas extras, entre tantas outras opções. 

Além do telefone, como forma de fortalecer ainda mais a relação com os corretores, a HDI Seguros disponibiliza também outras formas de contato com a empresa, como o WhatsApp e o Portal do Corretor, que pode ser feito via site, HDI Digital, ou por meio de aplicativo, com versão para  Android ou IOS. Para ter acesso ao canal no WhatsApp, basta adicionar o número (11) 99524-8188 à agenda do celular e iniciar a conversa.

B3 auxilia Susep e seguradoras na implementação da nova plataforma de consulta de seguros

icaro leite B3 seguros

Fonte: B3

Nesta segunda-feira (13), a Susep (Superintendência de Seguros Privados) lançou o Sistema de Consulta de Seguros, plataforma que permitirá que qualquer pessoa pesquise as suas apólices de seguro por meio do “gov. br”, ferramenta do governo federal que reúne diferentes serviços para os cidadãos brasileiros.

Essa consulta, que dará ao consumidor de seguros total transparência e visibilidade das condições dos contratos que estão em seu nome, faz parte do aprimoramento do SRO (Sistema de Registro de Operações), um projeto de modernização do envio de dados à Susep pelas empresas participantes do mercado supervisionado pela entidade. 

A B3, bolsa do Brasil, é uma das seis provedoras da infraestrutura para os registros das operações de seguro pelas empresas participantes e, para o funcionamento deste novo serviço, desenvolveu uma API (Interface de Programação de Aplicação, na sigla em inglês) para a Susep e o “gov. br”. Na prática, será por meio dessa tela que o consumidor poderá checar os seus dados e avaliar se existe alguma cobrança em aberto, um contrato indevido em seu nome ou se os seus contratos estão ativos, por exemplo.

A B3 é a maior entre as registradoras de operações de seguros, com cerca de 80% de participação no mercado. A bolsa prestou suporte tecnológico para que a Susep e as seguradoras pudessem criar os ambientes virtuais necessários para a operação e inserissem os dados em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

“Essa entrega está conectada com o propósito da B3 de contribuir para que o mercado financeiro e o mercado de seguros estejam alinhados com o que há de mais avançado em termos de transparência, modernização de processos e sustentabilidade. Ao todo, foram mais de duas décadas em que o setor se debruçou sobre esse tema, com o objetivo de levar benefícios concretos para o consumidor”, comenta Ícaro Demarchi Araujo Leite, superintendente de Produtos de Seguros da B3.

Esse é mais um passo para a implementação do Open Insurance, iniciativa da Susep que integra o mercado segurador e possibilita que o consumidor compartilhe suas informações entre diferentes empresas credenciadas pela autarquia, a fim de obter maior controle dos seus próprios dados, além de acesso a produtos personalizados e ofertas mais adequadas ao seu perfil.

Com o Sistema de Consulta de Seguros, a previsão é que 800 milhões de apólices estejam disponíveis para pesquisa. Esse número, porém, será ainda maior, uma vez que algumas categorias, como previdência e capitalização, deverão entrar na plataforma em um momento posterior.

Brasil deve ter política para gerenciar riscos climáticos – e os seguros podem ajudar

Bruna Timbo Gallangher mudanças climáticas seguros

Eis a mais recente coluna no Infomoney

A primeira coisa que a maioria dos americanos, japoneses e europeus fazem quando acordam é ouvir a previsão do tempo. Não é à toa. As perdas geradas pelos vários problemas decorrentes de desastres naturais são imensas e governos, empresas e população em geral já aprenderam a gerenciar o risco de várias formas. Desde exigir políticas sociais que mitiguem os riscos das intempéries do clima até contratar um seguro para restabelecer a normalidade do caos pós-tragédia.

As perdas globais seguradas por catástrofes naturais atingiram US$ 50 bilhões no primeiro semestre de 2023, o segundo maior valor desde 2011. No segundo semestre, até o início de novembro, os executivos de seguros respiravam aliviados com a temporada de furacões mais fraca nos Estados Unidos.

A Verisk, líder global de análise de dados e tecnologia, estima que as perdas seguradas pela indústria em propriedades provavelmente ficarão entre US$ 3 bilhões e US$ 6 bilhões, sendo a maior parte da perda atribuível ao vento.

O Brasil, livre de furacões e tsunamis, sofre com fenômenos como seca, enchentes e ondas de calor. O setor de agronegócios sofre com mais intensidade. Mas a população em geral tem enfrentado situações extremas. Somente neste ano, vimos várias tragédias, como no litoral Norte de São Paulo, em fevereiro deste ano, e nas cidades do Sul do país, totalmente alagadas em setembro. Mais recentemente, ventos deixaram uma parte da população de São Paulo, a maior cidade do Brasil, sem energia por até cinco dias.

Os ventos superiores a 100 km/h durante o temporal do dia 3 de novembro foram os maiores já registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo desde 1995, quando esses dados começaram a ser computados na capital. No dia seguinte, aconteceu um triste levantamento. A força dos ventos derrubou centenas de árvores, afetando a rede elétrica. Cerca de 1 milhão de endereços ficaram sem luz em São Paulo, de um total de 1,4 milhão de atingidos na capital.

São muitas as ações que podem ser tomadas, como relata matéria da Folha de S. Paulo. Em outra matéria, o mesmo jornal traz entrevista sobre a urgência do debate: “É inescapável: mais cedo ou mais tarde, todos os jornalistas cobrirão a crise do clima, diz Kyle Pope, editor-executivo e publisher do Columbia Journalism Review (CJR), a mais respeitada publicação do mundo sobre jornalismo. O próprio Pope está deixando o CJR para se dedicar em tempo integral a um coletivo chamado Covering Climate Now, que se propõe a treinar jornalistas ao redor do mundo para cobrir as causas e consequências do aquecimento global”.

Concordamos. É preciso falar sobre mudanças climáticas. A coluna do Infomoney conversou com Bruna Timbó, head de Energy da corretora de seguros e de resseguros Gallagher Brasil, para trazer um olhar mais detalhado sobre como o mercado de seguros pode ajudar mais a sociedade. “Infelizmente a transferência dos riscos climáticos, a nível de sociedade, para o mercado segurador e ressegurador ainda não é uma medida tomada no Brasil, porém seguimos acreditando que o Estado conseguirá vislumbrar essa solução em médio prazo”, conta. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Há seguro que proteja estabelecimentos comerciais industriais e residências das perdas com o apagão?

Atualmente somente os seguros individualmente contratados por estabelecimento ou residência tem o condão de proteger o consumidor contra este tipo de evento e mesmo assim não contra o apagão em si, mas contra as suas consequências como, por exemplo, equipamentos danificados em virtude da queda de energia ou mesmo lucros cessantes decorrentes deste evento. Lembrando que, independentemente da existência e/ou utilização destes seguros individuais, permanece a responsabilidade da concessionária de serviços públicos de indenizar o cidadão em todos os seus prejuízos.

Os riscos são enormes, desde uma caldeira de uma usina explodir na retomada da energia até os remédios que precisam ser refrigerados perdidos nas residências da população das mais diversas classes sociais. Como atua o setor de seguros com perdas atreladas a eventos da natureza?

Os eventos da natureza sempre foram objeto de análise crítica tanto pelo mercado segurador como ressegurador e, até algum tempo atrás, o Brasil tinha a sorte de ser um lugar pouco atingido por eventos extremos, o que resguardava minimamente as nossas taxas para as coberturas de seguro contratadas para a cobertura destes riscos e mesmo o apetite destes mercados. Com a intensificação das mudanças climáticas passamos a perceber que não estamos mais a salvo – alagamentos e inundações, secas, ciclones, dentre outros são eventos que já ocorrem ordinariamente no nosso País.

E agora, como fica? O preço do seguro vai aumentar, teremos franquias elevadas ou até mesmo a negativa da seguradora para os riscos?

O mercado segurador e ressegurador sempre acompanhou os nossos riscos apresentando, para a maioria das atividades, capacidade para todas as linhas de negócio, porém com o endurecimento do mercado global (hard market) agregado às perdas decorrentes dos eventos da natureza (tanto no mercado global como nacional), vimos cair o apetite de risco, as capacidades aportadas e, em paralelo, vemos um agravo nas taxas especialmente dos seguros de propriedade. Seguros de riscos operacionais para determinadas atividades em determinados locais se tornaram a exceção, com uma colocação árdua que envolve taxas e franquias muito elevadas. Os mapas de catástrofes naturais disponibilizados por sites específicos estão sendo cada vez mais utilizados e viram justificativa para a não aceitação do risco ou o agravamento dos termos e condições.

Isso atinge todos?

Por outro lado, e talvez justamente por conta deste enrijecimento do mercado, vemos consumidores (ainda em pouca frequência, infelizmente) se profissionalizando quando o assunto é seguros, investindo em medidas de proteção e mudando o mindset para uma compreensão de que a indústria securitária é uma indústria de parceria entre os players. É preciso compreender que o seguro é uma indústria de colaboração e que um risco bem analisado (o que só é possível com a ajuda indispensável do segurado) com uma apólice de seguros bem subscrita, bem dimensionada e estruturada tem como consequencia uma garantia efetiva tanto do segurador quanto do ressegurador. A tendência é que permaneçamos num mercado de taxas, termos e condições mais agravados, inclusive um estudo elaborador pela Gallagher Re UK e publicado em janeiro de 2023, nos mostra alguns percentuais de tendência de agravo referindo a percentuais de até 45% de aumento de taxa para riscos relativos à Catástrofes Naturais.

Qual a saída para uma situação como esta?

Várias saídas paralelas podem ser pensadas para o enfrentamento de sinistros causados por eventos climáticos. Primeiramente seria interessante fomentar o aumento do percentual de contratação de seguros – no geral – pelo mercado consumidor brasileiro, transferindo o risco dos eventos climáticos para as seguradoras e resseguradores. Aumentando a base do mutualismo teremos um mercado de seguros mais saudável e iniciaremos um ciclo positivo mesmo que mais sinistros sejam cobertos e pagos.

E o Estado?

Em segundo lugar é impensável imaginar uma solução para catástrofes naturais que não envolva o Estado. Uma segunda saída seria o incremento de políticas públicas de seguros e gestão de riscos em setores essenciais, como é o caso da energia elétrica por exemplo. Seria interessante que o Estado passasse a exigir, aplicando as penalidades adequadas em caso de descumprimento, a implementação de procedimentos de gestão de risco com parâmetros mínimos já considerando cenários de catástrofe previamente estabelecidos. Isso certamente reduziria bastante as chances de um evento climático causar um determinado prejuízo ou mesmo que tal prejuízo fosse sanado e o serviço essencial fosse reestabelecido contendo os danos.

Também temos a responsabilidade das concessionárias…

Também seria interessante que o Estado determinasse a contratação, pelas concessionárias de serviços públicos (no geral), de seguros obrigatórios que tivessem como objetivo indenizar pequenos e médios prejuízos ocorridos com os consumidores destes serviços mirando, obviamente, um evento catastrófico (caracterizando a severidade do sinistro e eliminando a frequencia) com triggers específicos e previamente determinados. Desta forma, a responsabilidade das concessionárias de serviços públicos, ainda que subsistisse, seria dividida com o mercado segurador tornando mais fácil o reestabelecimento do patrimônio do consumidor afetado.

Acha que o Brasil já tem espaço para os bônus de catástrofes negociados por países com perdas elevadas?

Seria esta uma outra saída, ainda em termos de política pública já que estamos falando de eventos climáticos e as suas consequencias sobre uma grande quantidade de pessoas. A utilização do mercado de seguros e mercado financeiro para a criação, no Brasil, das chamadas Catastrophe (Cat) Bonds. Os títulos desta natureza são aqueles que remuneram os emissores quando um risco de catástrofe predefinido se concretiza, transformando um evento catastrófico em uma oportunidade de obtenção de retorno atraente junto ao mercado financeiro. As primeiras bonds deste tipo foram emitidas nos Estados Unidos em 1997 após as consequências do furacão Andrew e até hoje são um importante mercado que além de gerar retorno de alto valor, viabiliza a socialização dos prejuízos.

Também é preciso uma política pública enderaçada as mudanças climáticas, não acha?

Por fim, uma outra possibilidade seria o Estado criar, como parte de uma política pública que naturalmente envolveria outras medidas, a obrigação de contratação de um seguro paramétrico – a nível de Prefeitura – para os locais com a maior possibilidade de ocorrência de eventos climáticos. Este seguro teria parâmetros pré estabelecidos fruto de uma consultoria especializada contratada previamente e que definiria não apenas os contornos do seguro a ser contratado, mas também as bases da indenização a ser recebida considerando o histórico de perdas daquele município para os riscos e eventos decorrentes de catástrofes climáticas. Desta forma, ao menos para fins de emergência, a indenização do seguro (tradicionalmente paga de forma rápida para este tipo de produto) serviria para mitigar os danos e as perdas sofridas pela população e pelo patrimônio público. Infelizmente a transferência dos riscos climáticos, a nível de sociedade, para o mercado segurador e ressegurador ainda não é uma medida tomada no Brasil, porém seguimos acreditando que o Estado conseguirá vislumbrar essa solução em médio prazo.

Liberty registra crescimento recorde com R$ 506 milhões de lucro líquido até o 3ºtrimestre de 2023

Patricia Chacon CEO da Liberty Seguros

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, empresa que trabalha fortemente nas frentes de experiência dos clientes e corretores, anunciou que faturou R$ 4,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, com R$ 506 milhões de lucro líquido, e um índice combinado de 88%. O resultado corresponde a 654% de expansão em relação aos nove primeiros meses de 2022 e é superior ao de todos os anos anteriores completos individualmente. 

Um dos principais destaques do ano é o desempenho no segmento de seguros para automóveis, que até setembro de 2023 registrou R$ 3,9 bilhões em prêmios emitidos, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, a companhia manteve a 4ª posição no ranking das principais seguradoras do segmento de automóveis do Brasil e a 8ª entre as fornecedoras de ramos elementares, segundo a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

O balanço mostra ainda que, neste mesmo período, a Liberty devolveu à sociedade R$ 2,9 bilhões em sinistros pagos. A companhia tem se dedicado intensamente para levar fluidez ao processo de sinistros e estar cada vez mais próxima das pessoas nas regiões onde atua. Recentemente, a seguradora anunciou a doação de R$ 1 milhão para auxiliar na recuperação das cidades no Sul do Brasil afetadas pelas chuvas intensas, iniciativa que complementa o programa anual de apoio à comunidade. 

Nos últimos dez anos, a Liberty triplicou de tamanho, ganhou rentabilidade e conquistou reputação entre clientes, corretores e colaboradores pelas experiências que proporciona em cada interação. Para isso, a companhia investe mais de R$ 100 milhões por ano na evolução das jornadas, que são baseadas na co-criação com corretores e em um forte olhar de processos e tecnologia – viabilizando maior objetividade nas soluções e aumentando a velocidade, para agregar valor ao mercado.

Além disso, recentemente, a Liberty foi reconhecida pela consultoria Great Place to Work (GPTW), que avalia organizações com os melhores ambientes de trabalho em todo o mundo, como a 5ª melhor empresa para se trabalhar no Brasil, no ranking de Grandes Empresas, subindo cinco posições em relação a 2022. 

“Estamos vivendo o melhor ano da nossa história”, celebra a CEO do Grupo Liberty Brasil, Patricia Chacon. “Esses resultados foram conquistados por meio de uma estratégia clara sobre onde queremos chegar, com um propósito de excelência na experiência e consistência na execução. Nossa empresa foi desenhada com os corretores e colaboradores. Tenho um orgulho imenso de tudo o que conquistamos até agora e de poder dizer que nossos 3 mil colaboradores e mais de 20 mil parceiros são co-autores da história da Liberty Seguros no Brasil”, completa a executiva.

Denise Bueno é a mais votada e vence novamente o Prêmio Especialistas no segmento de seguros

prêmio jornalistas especialistas seguros

Pelo quinto ano consecutivo, a jornalista Denise Bueno recebe o Prêmio Especialistas na categoria Seguros. Em sua 9ª edição, o Prêmio é uma iniciativa da Plataforma Negócios da Comunicação, cuja pesquisa elege os melhores jornalistas especializados, em 26 setores da economia e negócios, de todo o Brasil. Entre as três indicadas por votação do público — Denise, Carol Rodrigues da Revista Cobertura, e Kelly Lubiatto, da Revista Apólice, novamente a fundadora do blog Sonho Seguro foi a mais votada para a categoria destaque em Seguros.

O Prêmio Especialistas, organizado anualmente pelo Cecom – Centro de Estudos da Comunicação  e pela Plataforma Negócios da Comunicação, ao premiar os profissionais que se dedicam a fornecer informações precisas, aprofundadas e de qualidade ao público, o prêmio contribui para a valorização do jornalismo especializado e para o fortalecimento de uma imprensa mais plural e democrática.

É um reconhecimento que traz um quentinho no coração numa profissão que tem enfrentado grandes desafios. Até robôs escrevem matérias agora. O celular deu poder a qualquer pessoas de relatar histórias em tempo real. No entanto, ser especialista em um setor da economia tem suas vantagens. Dificilmente alguém engana um jornalista especializado, que atualiza o público a respeito de fatos relevantes e contribui no acesso à informação. Notícias com um conteúdo diferenciado e que pauta até mesmo as grandes mídias.

Obrigada a todos que prestigiam os jornalistas especializados. Eles realmente investem um tempo absurdo das suas vidas para levarem notícias que contribuam para o crescimento de seus leitores que buscam informações diferenciadas.

Como o seguro protege até quem não tem ‘perfil digital’ de ataque hacker?

Fonte: Infomoney

Quais são os riscos cibernéticos aos quais pessoas físicas e jurídicas estão expostas? Segundo especialistas, até quem não é digital corre risco — direto ou indireto. Por exemplo: um aposentado que utiliza o celular apenas para fazer ligações e não tem aplicativos de mensagens instalados, ou sequer acessa e-mail, pode ir ao banco para sacar o dinheiro da aposentadoria e não conseguir. O motivo? A instituição financeira ter travado as operações por estar sob ataque cibernético. Outro exemplo: uma usina hidrelétrica abrir as comportas e as águas invadirem alguma comunidade indígena próxima também devido a uma invasão hacker maliciosa.

Os dois casos hipotéticos citados por Claudio Macedo, fundador da Bluecyber, focada em seguros e assistências para proteção digital pessoal e familiar, iniciam a conversa do episódio desta semana do “Tá Seguro?”, videocast disponível no canal do YouTube do InfoMoney e nas principais plataformas de áudio.

Passando das hipóteses para situações reais, Macedo relembra também casos notórios de ataques virtuais que viraram notícia mundo afora, como o resort e cassino MGM, em Las Vegas, que há poucos meses teve suas operações afetadas após invasão em seus sistemas. Houve interrupção no check-in do hotel e nas máquinas caça-níqueis, apenas para citar alguns dos problemas relatados.

Outro caso aconteceu há alguns anos com a rede varejista norte-americana Target. “A Target quase quebrou porque vazaram os dados de aproximadamente 40 milhões de cartões de crédito e houve uma fuga de clientes (…). Eles tinham uma apólice de seguro, pelo que eu li, de 150 milhões de dólares e não deu. Tiveram que botar dinheiro do bolso. Só de reemissão de cartão de crédito, ou seja, para reemitir 47 milhões de plásticos foram 19 milhões de dólares”, ressalta Macedo.

Como os ataques acontecem?

De acordo com João Brasio, diretor executivo da consultoria Elytron Security, existem basicamente duas formas de sofrer um ataque cibernético:

  1. Por meio de engenharia social, que concentra a maioria dos casos e faz uso de uma espécie de “guerra psicológica”: alguém entra em contato com você, pelo WhatsApp ou por e-mail, tentando se passar por alguém ou por uma empresa fazendo pressão, muitas vezes com viés financeiro (tomar uma multa, por exemplo) para você baixar um arquivo ou instalar um software. “Todos nós já recebemos um e-mail dizendo que o token do banco tal tá desatualizado, sendo que muitas vezes a gente nem tem conta naquele banco”, exemplifica Brasio. Esses e-mails são disparados para milhões de pessoas e a expectativa é que 1% execute essa ação e seja atingido.
  2. Por meio de vulnerabilidades: falhas tecnológicas que “deixam portas abertas”, seja por falha do fabricante ou porque os dispositivos não foram atualizados pelo usuário. “A gente não gosta muito da hora que vê aquela telinha de atualizar o sistema operacional do computador ou celular porque vai apagar tudo, vai reiniciar, vai demorar, só que a gente tem que fazer. Muitas vezes essas atualizações não estão trazendo benefícios que a gente consegue ver, um design novo, uma funcionalidade nova, o que de fato esses fabricantes estão trazendo são ferramentas para que essas portas sejam fechadas”, complementa Brasio.

Quem é responsável pela proteção?

O diretor da Elytron ressalta que é importante entender quem é o detentor da informação para identificar quem é o responsável por assegurar a integridade e a confidencialidade de que o dado não será alterado ou vazado. No caso de informações bancárias e financeiras, por exemplo, cabe aos membros da família seguir boas práticas (por meio de boas senhas) para evitar vazamentos ou uso por criminosos.

“Porém a gente está na mão de outras empresas, redes sociais, servidores, de sites de ingresso que a gente compra pra ir ao cinema. Nesses casos, são essas empresas que estão sob a responsabilidade de ter a guarda e a preservação da informação. Há um limite sobre até quando nós podemos assegurar para que não sejamos vítimas de um ataque cibernético e tem um momento onde a fronteira não tá mais nas nossas mãos”, observa.

O advogado Rony Vainzof, sócio do VLK Advogados e especialista em segurança cibernética, destaca o crescimento da conscientização a respeito do conceito de “julgamento cibernético”. Traduzindo: da mesma forma que no ambiente físico fomos ensinados pelos nossos pais a sempre ter cuidado ao andar na rua, não falar com estranhos, guardar bem a chave de casa, é importante desenvolver cuidados semelhantes com a segurança de dispositivos como o celular, prestar atenção “por onde caminha” no ambiente virtual.

“Ter certeza de que aquele site é o site daquela empresa mesmo, para não ser fraudado; avaliar onde vai disponibilizar seus dados pessoais e que tipo de dado pessoal você vai disponibilizar; se aquilo tem uma coleta excessiva de dado pessoal mesmo ou não. Temos que substituir aquele ‘não li e concordo’”, comenta Vainzof. Ele faz referência à prática de muitos usuários de aderirem aos contratos disponibilizados por serviços e ferramentas sem ler, confiando que não haverá nenhum problema – já que todo mundo aderiu dessa mesma forma.

Segundo o advogado, a tendência é cada vez mais as empresas de fornecedoras de serviços e aplicativos trabalharem com o consumidor o “letramento digital”, ensinando-o a entender todas as funcionalidades, além de aderirem ao conceito de “security by design”: quando hardwares e softwares têm seus próprios mecanismos de segurança. Dessa forma, conseguem automaticamente alertar o usuário quando o antivírus está desatualizado – e já fornecem a atualização em um só clique, ou informam quando o arquivo baixado não é lícito, só para citar alguns exemplos.

Como se proteger?

Os especialistas citam várias formas de os cidadãos e as empresas se protegerem de ataques cibernéticos. Uma delas é por meio do seguro. Macedo explica que essa solução pode atender os clientes de diferentes formas, uma vez que as necessidades variam conforme o perfil:

  • Pessoa Física e PMEs: o foco principal é fornecer serviços de help desk, uma vez que esse público está mais preocupado em resolver situações simples relacionados à tecnologia, como problemas para acessar o e-mail ou para acessar jogos online no Xbox ou no PlayStation. “Uma empresa grande não precisa, porque já tem lá a sua equipe de segurança para ajudar os funcionários. Só que as pequenas e médias empresas e as famílias não têm isso: quem vai ajudar é o cara do bairro que, às vezes, não pode atender de madrugada”, observa Macedo. Outra necessidade é por sistemas e antivírus mais “robustos” que podem ser fornecidos pela seguradora, além de auxílio para responder a incidentes e a eventuais coberturas para indenizações – como roubo de identidade em rede social, por exemplo, no qual o seguro cobre os custos com a recuperação do perfil.
  • Grandes Empresas: o foco principal é no prejuízo financeiro, seja por conta de lucros cessantes (o faturamento que a empresa não terá por paralização na operação devido a algum ataque) ou por responsabilidade civil por danos a terceiros, geralmente causados por vazamento de dados sensíveis de clientes. O auxílio na resposta aos incidentes também é uma necessidade que pode ser suprida com o fornecimento, pela seguradora, de especialistas.

De acordo com Vainzof, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que define regras justamente para o tratamento de dados sensíveis dos indivíduos, contribuiu para as empresas reforçarem a segurança cibernética e melhorarem a sua maturidade para lidar com problemas do tipo – incluindo a transparência com os consumidores afetados por algum ataque.

Segundo os especialistas, em um mundo onde a inteligência artificial avança a cada dia, vale redobrar a atenção para não expor acidentalmente dados sensíveis na internet – como o número do celular em postagens, além de manter em dia todas as ferramentas de segurança disponíveis. Eles também recomendam cursos e cartilhas como as do Comitê Gestor da Internet no Brasil e do CERT.br.

GFIA: Executiva da CNseg é nomeada líder global em diversidade e inclusão

Fonte: CNseg

A superintendente de Relações de Consumo e Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Luciana Dall’Agnol, foi nomeada copresidente do Grupo de Trabalho (GT) Diversidade, Equidade & Inclusão (DEI) da Global Federation of Insurance Associations (GFIA). A nomeação ocorreu durante a Assembleia Geral da GFIA realizada em Tóquio, Japão, na madrugada da última quarta-feira, 08, para o período de janeiro a novembro de 2024, quando ocorrerá a próxima eleição.

Dall’ Agnol ressalta que essa será a primeira vez que o Brasil assumirá a liderança de um grupo de trabalho da GFIA, “trazendo o pioneirismo do Brasil na agenda de DEI e a importância que a gestão da Confederação confere ao tema”. A executiva da CNseg liderará o grupo em parceria com Kylie Macfarlane, diretora de Operações do Insurance Council da Austrália. Ambas assumirão as responsabilidades anteriormente ocupadas por Francisco Astelarra, secretário-geral da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides), que se aposentará no final deste ano, deixando o cargo de presidente do GT.

Ambas as representantes tiveram a oportunidade de se apresentar durante o encontro, compartilhando suas visões sobre as tarefas a serem realizadas pelo grupo. Dall’Agnol enfatizou, entre outros pontos, sua liderança como presidente do grupo de regulação da Fides desde 2020, e ressaltou que, além das questões regulatórias, a agenda de DEI foi integrada às discussões ao longo das reuniões de 2023. Além disso, destacou o papel proeminente desempenhado pela Confederação Nacional das Seguradoras, que anualmente publica um relatório setorial contendo indicadores de Diversidade, Equidade e Inclusão.

Na ocasião, a executiva citou, ainda, trabalho em colaboração com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a declaração da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS em inglês) sobre diversidade e inclusão, destacando como essa pauta está sendo priorizada pelos reguladores internacionais. Ela também ressaltou o comprometimento global das associações de seguros e resseguros para promover uma transformação na indústria, visando torná-la mais diversa. “Estou muito confiante de que todos estes esforços, certamente, criarão produtos de seguros mais inclusivos”, mencionou Dall’Agnol.

Conforme estipulado nos estatutos da Global Federation of Insurance Associations, as associações membros foram convocadas a indicar um representante de suas respectivas organizações e submeter seus nomes ao secretariado. A convite direto da GFIA, a CNseg designou Dall’Agnol, enquanto o Conselho de Seguros da Austrália selecionou Macfarlane. Durante a Assembleia Geral, os membros concordaram que as indicadas poderiam compartilhar a posição de presidência do DEI no próximo ano.