MDRT anuncia agenda de 2026 com foco em desenvolvimento global e estímulo a novos membros

por Thais Ruco

A Million Dollar Round Table (MDRT), associação global que reúne os principais profissionais de seguros e planejamento financeiro do mundo, inicia 2026 com uma agenda renovada e foco ampliado na formação de novos talentos, no fortalecimento das conexões internacionais e na ampliação da diversidade geográfica de seus membros, com destaque para mercados emergentes como o Brasil.

Entre as principais novidades para o próximo ciclo está a posse do novo Comitê Executivo da MDRT, que terá como presidente John F. Nichols, profissional com atuação reconhecida em seguros de vida, coberturas por invalidez e proteção de renda. A nova liderança reforça o compromisso da entidade com educação contínua, ética profissional, troca de experiências globais e desenvolvimento sustentável da carreira dos associados.

“A MDRT entra em 2026 reafirmando sua essência: ser uma plataforma global de aprendizado, inspiração e evolução profissional. Nosso objetivo é ampliar o acesso, fortalecer comunidades locais e preparar profissionais para os desafios de um mercado cada vez mais complexo”, afirma Felipe Sousa, Zone Chair da MDRT na América Latina.

Outro destaque é o MDRT Annual Meeting 2026, programado para acontecer entre 7 e 10 de junho, em Anaheim, na Califórnia (EUA). O encontro anual é considerado o principal evento da associação e reúne profissionais de diferentes países para uma programação que combina conteúdo técnico, inspiração, networking internacional e reconhecimento de performance.

Além do encontro anual, o calendário de 2026 inclui também a MDRT Global Conference, prevista para agosto, em Sydney, na Austrália, com foco em tendências globais, inovação comercial e desenvolvimento de liderança em mercados diversos.

Estímulo à entrada de novos participantes

Para 2026, a MDRT reforça sua estratégia de estímulo à entrada de novos membros, com atenção especial a profissionais em fase de crescimento e a mercados fora do eixo tradicional da associação. Programas como a MDRT Academy, voltada a corretores e consultores financeiros em processo de qualificação, passam por ajustes de critérios e fortalecimento do modelo de mentoria, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento técnico, comercial e consultivo dos participantes.

“A MDRT não é apenas um reconhecimento de desempenho, mas um ambiente de formação contínua. Queremos que mais profissionais da América Latina, especialmente do Brasil, enxerguem a MDRT como um caminho possível e estratégico para o crescimento de longo prazo”, destaca Felipe Sousa.

A entidade também mantém iniciativas como o Whole Person Self-Assessment, ferramenta que avalia não apenas resultados financeiros, mas aspectos relacionados a equilíbrio profissional, ética, propósito e sustentabilidade da carreira – pilares centrais da filosofia da MDRT.

O Brasil segue como um dos mercados prioritários para a expansão da MDRT na América Latina. Nos últimos anos, seguradoras, entidades de classe e lideranças do setor têm intensificado ações de incentivo à qualificação internacional de corretores e consultores financeiros, reconhecendo a MDRT como uma referência global em boas práticas, governança comercial e excelência profissional.

“Existe um enorme potencial no mercado brasileiro. Temos profissionais cada vez mais preparados para atuar de forma consultiva, com foco em proteção financeira, planejamento de longo prazo e relacionamento. A MDRT pode acelerar esse desenvolvimento, conectando o Brasil às melhores práticas globais”, afirma o Zone Chair.

Com uma agenda robusta, liderança renovada e foco claro na formação de novos talentos, a MDRT inicia 2026 reforçando seu papel como uma das principais plataformas globais de desenvolvimento para profissionais do mercado de seguros e planejamento financeiro, ampliando o convite para que mais brasileiros façam parte desse ecossistema internacional.

Setor de seguros no Brasil enfrenta pressão com tecnologia, clima extremo e nova Lei do Seguro

Por Marco Antônio Gonçalves, diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros.

O mercado de seguros vive um momento ímpar, impulsionado pelo avanço da tecnologia e pelo Open Insurance, que proporciona o compartilhamento de dados entre as instituições do setor. Esse movimento deve estar alinhado ao desenvolvimento de produtos e coberturas que atendam às necessidades da sociedade — pessoas físicas e jurídicas —, cada vez mais expostas a riscos, especialmente, diante das mudanças climáticas.

Nesse contexto, a inteligência artificial destaca-se como uma importante ferramenta de apoio à análise de riscos, à personalização de ofertas e ao atendimento ao cliente na contratação de seguros. Contudo, de forma alguma substitui o ser humano no que diz respeito à ética e ao relacionamento. Muito menos substitui o corretor de seguros, que ocupa uma posição cada vez mais estratégica frente às demandas dos consumidores.

O corretor que assessora o cliente, explica cenários e orienta decisões tende a ser cada vez mais valorizado, atuando como um agente de transformação do mercado ao disseminar a cultura do seguro e tornar os produtos mais claros. Observa-se que o consumidor passou a ver o seguro como parte do planeamento financeiro e patrimonial, e não apenas como resposta a emergências. Soma-se a isso os riscos cada vez mais presentes na sociedade. Eventos climáticos extremos, riscos cibernéticos, instabilidades econômicas e riscos patrimoniais reforçam o papel do seguro como instrumento de proteção coletiva e de estabilidade social.

No âmbito das mudanças climáticas, espera-se que haja avanços no Seguro Social de Catástrofe para residências, com o objetivo de indenizar de forma rápida e emergencial as populações mais vulneráveis no caso de ocorrência de eventos extremos. No Brasil, uma parcela muito pequena das perdas provocadas por eventos climáticos está coberta pelo mercado de seguros, o que evidencia uma lacuna significativa justamente para quem mais precisa.

Espera-se também uma solução para o substituto do DPVAT. Havia uma grande expectativa quanto à entrada em vigor, em 2025, do novo Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), o que não se concretizou. Além de milhares de vítimas e familiares que ficaram desassistidas com o fim do seguro obrigatório. A ausência desse seguro social sobrecarrega o INSS e o SUS, em razão das despesas decorrentes dos acidentes de trânsito.

Neste ano, acompanharemos os avanços da nova Lei do Seguro no campo regulatório. Em vigor desde dezembro do ano passado, a expectativa é de que essa legislação passe a produzir efeitos mais positivos no dia a dia das operações. Contratos, processos, comunicação e relacionamento com o segurado deverão refletir, na prática, os princípios de transparência e equilíbrio exigidos pela lei e já assimilados pelo mercado, o que exigirá atenção redobrada e ajustes contínuos.

Da nossa parte, nós, do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros, continuaremos atentos a todos os movimentos do setor, participando ativamente do seu desenvolvimento, por meio dos nossos grupos de trabalho, contribuindo e propondo soluções em prol de uma sociedade mais protegida.

MetLife anuncia Claudionir Fontana como head nacional de assessorias de corretores de seguros

claudionir fontana metlife

Fonte: MetLife

A MetLife anunciou Claudionir Fontana como novo Head Nacional de Assessorias, um canal de distribuição considerado prioritário dentro do plano de crescimento da seguradora no Brasil. Com 28 anos de experiência no mercado de seguros, Claudionir Fontana construiu carreira em posições de liderança em grandes seguradoras. Destaca-se sua atuação como Head do Canal Broker na CNP Seguradora, onde gerenciou mais de 8.500 corretores, 20 assessorias e uma equipe de 15 profissionais, alcançando 98% das metas em 2024 e 100% no acumulado de 2025.

O executivo também passou pela Previsul Seguradora, onde liderou uma expansão de 230% do market share em São Paulo, além de ter comandado a operação de Vida da Chubb e participado das operações iniciais da MetLife no Brasil, contribuindo para a formatação de produtos e a abertura de oito filiais na região Sul.

De acordo com nota da seguradora, a chegada do novo head marca um movimento de estruturação de uma vertical de negócios dedicada exclusivamente às assessorias, com atendimento especializado e foco no desenvolvimento sustentável do canal. A nomeação está alinhada à estratégia comercial da seguradora de ampliar sua presença no mercado brasileiro, apostando na profissionalização dos canais e no relacionamento de longo prazo com parceiros.

Hero Seguros firma parceria com a Conlife para oferta de seguro-viagem dentro do aplicativo

Claudia Pinheiro Hero Seguros

Fonte: Hero

A Hero Seguros anuncia uma nova parceria estratégica com a Conlife, fintech do Grupo Conde, especializada em benefícios e soluções financeiras. A partir do acordo, o seguro-viagem da Hero passa a ser ofertado diretamente no aplicativo da Conlife, proporcionando ao usuário uma jornada simples, fluida e totalmente integrada.

A iniciativa representa mais um avanço na estratégia da Hero de expandir sua atuação no modelo B2B, levando soluções de proteção para dentro de ecossistemas digitais de parceiros de forma escalável, eficiente e alinhada às necessidades de cada plataforma.

Para a Conlife, a parceria amplia o portfólio de serviços oferecidos aos seus usuários, agregando uma camada essencial de proteção para quem viaja, com contratação rápida e experiência digital completa.

“Essa parceria com a Conlife reforça o nosso papel como uma insurtech preparada para atuar junto a parceiros estratégicos, integrando proteção de forma inteligente à jornada do usuário”, afirma Claudia Pinheiro, diretora de Novos Negócios da Hero Seguros. “Temos uma estrutura que nos permite customizar produtos, tecnologia e experiência de acordo com cada parceiro, tornando o seguro simples de oferecer, fácil de contratar e relevante para quem utiliza.”

A solução de seguro-viagem da Hero é reconhecida pela flexibilidade de coberturas, assistência própria 24/7, acesso à telemedicina do Hospital Albert Einstein, desconto nas lojas Dufry nos principais aeroportos, entre outros benefícios, além de forte integração tecnológica, o que garante uma operação eficiente tanto para o parceiro quanto para o usuário final.

“Na Hero, a distribuição inteligente e a presença em ecossistemas que já fazem parte da rotina das pessoas são pilares da nossa estratégia. A parceria com a Conlife materializa esse posicionamento ao integrar proteção, tecnologia e conveniência em um único fluxo”, complementa Claudia.

Com o novo acordo, a Hero Seguros segue fortalecendo sua atuação como MGA e hub de distribuição, consolidando parcerias com empresas de diferentes segmentos e ampliando o acesso a soluções de proteção em ambientes digitais de alto engajamento.

Ecoassist amplia gestão de resíduos em parceria com a Porto

Fonte: Ecoassist

A Ecoassist, empresa de gestão de resíduos e logística reversa, ampliou sua atuação no setor de seguros por meio da parceria com a Porto. A iniciativa acompanha o avanço da seguradora em sua estratégia de sustentabilidade, com a expansão de serviços integrados às apólices e o fortalecimento de práticas voltadas à economia circular. Como resultado da atuação conjunta, mais de 50 toneladas de resíduos foram recolhidas ao longo de 2025, por meio de soluções incorporadas aos produtos da companhia.

A parceria permite que o seguro ultrapasse a lógica tradicional de proteção contra imprevistos e passe a contribuir diretamente para a redução de impactos ambientais relacionados ao descarte inadequado de resíduos, especialmente eletroeletrônicos e bens oriundos de sinistros.

“Nosso objetivo é tornar a sustentabilidade parte da experiência do cliente, com soluções que facilitem escolhas mais responsáveis no dia a dia. Ao integrar esses serviços às apólices, ampliamos o impacto positivo das nossas operações e reforçamos nosso compromisso com uma agenda ambiental consistente e de longo prazo”, afirma Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto.

Entre as soluções desenvolvidas está o serviço de Descarte Sustentável, que permite ao segurado agendar o recolhimento de itens como móveis, eletrônicos e eletrodomésticos sem uso diretamente pelos canais da Porto. Após a coleta, os materiais passam por processos técnicos de descaracterização, triagem e separação por tipologia, garantindo conformidade legal, segurança da informação e destinação ambientalmente adequada.

Atualmente, o serviço está disponível nas apólices de Seguro Auto e nos planos Conforto e Exclusive do Seguro Residencial, além de integrar os fluxos de coleta e destinação de salvados. Nesses processos, a Ecoassist é responsável por toda a operação, desde a retirada no endereço do segurado até a destinação final, assegurando rastreabilidade completa. A empresa utiliza tecnologia própria para direcionar os resíduos a recicladores homologados e parceiros da cadeia circular.

Após a descaracterização segura, os materiais seguem para reciclagem e reaproveitamento, retornando ao mercado como matéria-prima secundária. O processo contribui para a redução da extração de novos recursos naturais e das emissões associadas à produção industrial, sem comprometer critérios ambientais, sociais ou de segurança da informação.

“A expansão dos serviços sustentáveis nos seguros reflete nossa visão de futuro: soluções que combinam experiência, conveniência e impacto positivo. A parceria com a Porto nos permite elevar o padrão de responsabilidade ambiental no setor e oferecer serviços que fazem diferença na vida das pessoas e no planeta”, afirma Eber Souza, diretor-geral da Ecoassist.

Zurich propõe comprar Beazley por 7,67 bi de libras, com prêmio de 56% por ação

aquisição

O Zurich Insurance Group informou ter apresentado uma proposta para adquirir a seguradora Beazley, listada em Londres, por 7,67 bilhões de libras. Segundo a Zurich, a oferta – divulgada nesta segunda-feira – prevê o pagamento de 1.280 pence por ação, o que representa um prêmio de 56% sobre o preço de fechamento de 820 pence na sexta-feira.

O Zurich Insurance Group informou ter apresentado uma proposta para adquirir a seguradora Beazley, listada em Londres, por 7,67 bilhões de libras. Segundo a Zurich, a oferta – divulgada nesta segunda-feira – prevê o pagamento de 1.280 pence por ação, o que representa um prêmio de 56% sobre o preço de fechamento de 820 pence na sexta-feira.

A companhia afirmou que a proposta sucede uma abordagem anterior, feita em 4 de janeiro, que avaliava a Beazley em 1.230 pence por ação.

A Zurich acrescentou que uma eventual combinação dos negócios daria origem a uma seguradora especializada com cerca de US$ 15 bilhões em prêmios brutos emitidos.

Pelas regras do Painel de Aquisições do Reino Unido, a Zurich tem até 16 de fevereiro para formalizar a oferta de compra pela Beazley ou se retirar do processo.

Relatório da Allianz revela as maiores preocupações pessoais de 2025

 O que mantém as pessoas acordadas à noite em 2025? Embora as preocupações individuais variem de país para país, pessoas ao redor do mundo se preocupam principalmente com a saúde (49% dos entrevistados globais), finanças (45%) e segurança (35%).

Essas são as principais conclusões de um estudo global do Grupo Allianz intitulado “Relatório Allianz 3h da manhã 2025 – As preocupações que tiram o nosso sono”, no qual 8 mil pessoas do Brasil, Alemanha, Austrália, França, Indonésia, Itália, Reino Unido e Turquia foram questionadas sobre as suas preocupações pessoais no final de agosto de 2025.

Preocupações pessoais: saúde, finanças e segurança

Globalmente, a saúde tornou-se o principal motivo de noites sem dormir, recentemente ultrapassando as finanças, que agora ocupam o segundo lugar entre as maiores preocupações no mundo. Essa tendência também se reflete nos diferentes países: a saúde é a principal preocupação em cinco dos oito mercados, enquanto as finanças continuam sendo a maior preocupação em dois (Austrália e Indonésia). A Turquia é o único país em que a incerteza em relação ao futuro ocupa o primeiro lugar entre as preocupações. Apesar do consenso quanto à principal preocupação, as diferenças específicas entre países são claras — como o forte foco em mudanças políticas e sociais na Alemanha, moradia e condições de vida na Austrália, e vida profissional na Indonésia. 

“O bem-estar econômico, a satisfação social e a confiança no futuro muitas vezes caminham juntos, mas estamos vendo um aumento da incerteza, do pessimismo e da polarização globalmente. O nosso estudo mostra que muitas pessoas estão preocupadas com o seu futuro pessoal. É fundamental abordar as causas profundas para promover a compreensão e ajudar as pessoas a se sentirem mais seguras, que é o propósito da Allianz”, afirmou Bernd Heinemann, head de Estratégia, Marketing e Distribuição do Grupo Allianz.  

As finanças pessoais e a segurança são grandes fontes de ansiedade. Contas não pagas, aumento das dívidas, questões previdenciárias e a tomada de decisões financeiras representam o segundo maior medo no mundo, em um contexto em que muitas pessoas enfrentam um custo de vida mais alto. Na Indonésia (59%) e na Austrália (47%), esse é o tema que mais preocupa as pessoas. A segurança pessoal é a terceira maior preocupação em todos os países pesquisados. Em especial, a sensação de insegurança fora de casa e as preocupações com cibersegurança e proteção de dados afligem pessoas de todas as idades ao redor do mundo. 

Diferentes gerações também têm preocupações distintas: as gerações mais velhas (Baby Boomers e Geração X) estão mais preocupadas com a saúde e com questões sociais mais amplas, enquanto as gerações mais jovens priorizam as finanças como seu principal problema. Millennials e Geração Z se preocupam mais com temas diretamente ligados à sua vida pessoal e profissional, como educação, carreira, relacionamentos e mudanças tecnológicas. Esse contraste geracional também se estende à consciência ambiental. Os Baby Boomers são a geração mais consciente ambientalmente, pelo menos sete pontos percentuais mais preocupados do que qualquer outro grupo, e até doze pontos a mais do que a geração Z.

Saúde: gerações e países têm medos diferentes

Quando se trata de saúde, as pessoas se preocupam principalmente com o próprio bem-estar físico (47%), a saúde dos familiares (44%) e o acesso a cuidados médicos e tratamentos (43%) em todos os países. Diferentemente das preocupações gerais, os medos relacionados à saúde variam de forma mais acentuada entre os países. Os alemães são o único grupo particularmente preocupado com condições de longo prazo e doenças crônicas, enquanto as pessoas na Turquia têm mais medo de doenças graves.

Os brasileiros estão especialmente preocupados com a saúde mental (classificada em 2º lugar no geral), que também aparece entre as cinco principais preocupações na Austrália, no Reino Unido, na Indonésia e na Turquia. Australianos e indonésios se mostram particularmente preocupados com o custo dos cuidados de saúde, enquanto, na França, o acesso à saúde é a questão mais urgente. A saúde dos familiares também é uma grande preocupação na França, no Reino Unido, na Indonésia e na Itália. 

Em termos de diferenças geracionais, os Baby Boomers focam mais na saúde física e no acesso ao tratamento (+14 p.p. em relação à Geração Z), enquanto as gerações mais jovens priorizam a saúde mental, sendo os Millennials a geração mais orientada à saúde mental (42%). Millennials, Geração Z e Geração X estão quase duas vezes mais preocupados com estresse e gestão do estresse do que os Baby Boomers, enquanto a Geração X também aparece consistentemente no topo das preocupações com a saúde da família, refletindo as suas responsabilidades de cuidado na meia-idade.

Com este relatório, a Allianz busca obter uma compreensão mais profunda das preocupações de seus segurados, para atendê-los melhor. A realização regular do estudo, com análises aprofundadas e relatórios específicos por país, reforça o papel da Allianz como parceira confiável na compreensão do sentimento global, das preocupações individuais e de seus impactos na economia e na sociedade. E o compromisso vai além da pesquisa: a Allianz atua ativamente para enfrentar esses receios por meio de iniciativas de educação financeira e impacto social, bem como por meio de parcerias em esportes e programas de saúde. A sua mais recente iniciativa global, The Power of Unity, busca promover o diálogo construtivo e soluções de longo prazo que fortaleçam a confiança e a estabilidade no mundo atual, uma das formas pelas quais a Allianz trabalha para ajudar as pessoas a se sentirem mais seguras. 

As empresas estão preparadas para as mudanças no setor de seguros?

Por Stephanie Zalcman, sócia da Wiz Corporate

Segurança jurídica, transparência e equilíbrio contratual são os três pilares do novo Marco Legal de Seguros, que entrou em vigor em 11 de dezembro. Em um país onde o seguro é parte essencial da estratégia de gestão de riscos das empresas, compreender e incorporar estas mudanças deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. Trata-se de uma transformação estrutural que impacta diretamente a forma como os seguros são contratados, comunicados e geridos.

Atualmente, o setor de seguros representa mais de 6% do PIB nacional e tem crescido 2 dígitos ano após ano. A promulgação da Lei nº 15.040/2024, impõe a necessidade de uma profunda revisão e adaptação de processos, produtos e contratos, visando maior clareza, previsibilidade e redução de assimetrias entre as partes. 

Para as seguradoras, isso significa a obrigação de eliminar cláusulas obscuras ou contraditórias, ajustando a descrição de riscos cobertos e excluídos, a necessidade de revisar prazos e condições de renovação, especialmente em apólices coletivas, além da vedação ao cancelamento unilateral de apólices, salvo em hipóteses expressamente previstas em lei. Soma-se a isso a definição de prazos máximos para análise de propostas e pagamento de indenizações, com responsabilização direta em caso de descumprimento

No curto prazo, é natural que haja aumento temporário de custos operacionais decorrentes da revisão de contratos, adequação de sistemas, ajustes de modelos de precificação e fortalecimento das políticas internas e de compliance. Além disso, também é possível que surjam litígios judiciais mais complexos e danos reputacionais, para quem não se adequar às novas regras de transparência e prazos. Ainda assim, este movimento tende a abrir espaço para o desenvolvimento de novas oportunidades e produtos mais modernos, aderentes às necessidades das companhias que, muitas vezes, dependem do seguro como instrumento essencial para a natureza de sua atividade. 


Para as empresas que contratam seguros de grande porte, entre eles seguro cyber, agro, financeiros, responsabilidade civil, riscos operacionais, entre outros, a nova lei reduz ambiguidades que historicamente geravam disputas judiciais e fortalece o papel do seguro como instrumento de planejamento financeiro e continuidade de negócios. 

Este novo ambiente regulatório faz parte de uma agenda de reformas que visa fortalecer a economia, criando um ambiente mais sólido para o desenvolvimento de seguros que são essenciais para a resiliência nacional, assim como algumas modalidades de seguros que, por si só, são indispensáveis atualmente. 

Uma delas, que se tornou uma necessidade de compliance e continuidade de negócios, são os seguros voltados para consequências diretas das mudanças climáticas. O cenário atual aponta que, para as grandes empresas, a contratação de coberturas climáticas deixou de ser apenas um diferencial. 

Desastres climáticos causaram prejuízos estimados de cerca de R$ 184 bilhões ao Brasil em apenas dois anos. Deste total, estima-se que apenas 9% destas perdas, contavam com algum tipo de cobertura securitária. A lacuna de proteção contra catástrofes naturais, próxima de 93%, evidencia o tamanho do desafio e, ao mesmo tempo, a oportunidade que o novo Marco Legal de Seguros pode trazer para ampliarmos a cobertura que garantirá a segurança das empresas e da população diante de mudanças climáticas.

Para além da modernização dos produtos, a nova lei exige das companhias seguradas uma reavaliação interna dos processos de contratação e manutenção dos seguros, especialmente para garantir a transparência na comunicação de riscos. Também é fundamental que setores, como RH, atuem com mais transparência e cuidado no caso de seguros coletivos, para evitar nulidade dos contratos. 

É preciso atenção, pois embora o Marco Legal de Seguros regulamente o dever de boa-fé objetiva de forma simétrica (para seguradoras e segurados), ele flexibiliza determinados aspectos do dever de informação. É crucial que as empresas, como seguradas das apólices, mantenham o rigor no preenchimento de questionários prévios e na comunicação de agravamentos relevantes de risco ao longo da vigência da apólice.


Neste contexto, o papel do corretor de seguros se torna ainda mais consultivo e estratégico para auxiliar as empresas a navegarem pela nova complexidade regulatória e a mapear corretamente os seus riscos, exigindo, destes parceiros, capacidade plena para interpretar a legislação, averiguar riscos, revisar clausulados e estruturar programas de seguros aderentes ao novo padrão legal.

A nova Lei do Contrato de Seguro nº 15.040/2024, representa mais do que uma atualização normativa, ela inaugura um ciclo de profissionalização, previsibilidade e maturidade institucional do mercado. Seu sucesso dependerá da capacidade de seguradoras, corretores e empresas de transformar a exigência regulatória em vantagem competitiva, elevando padrões de governança, comunicação e gestão de riscos. O desafio está posto e a adaptação será determinante para quem pretende operar de forma sustentável neste novo cenário.

Indenizações do Seguro Fiança Locatícia cresceram 40,5% no Mato Grosso do Sul até outubro

Alugar um imóvel sem fiador, com segurança jurídica e proteção financeira, deixou de ser exceção e passou a integrar a rotina de proprietários e imobiliárias. No Mato Grosso do Sul, esse movimento aparece de forma clara nos números do Seguro Fiança Locatícia: as indenizações pagas pelo produto cresceram 40,5% nos primeiros dez meses de 2025, refletindo a expansão de uma solução regulada que garante o recebimento dos aluguéis e pode incluir coberturas adicionais, como condomínio, IPTU, danos ao imóvel e contas de consumo.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as indenizações do Seguro Fiança Locatícia no estado alcançaram R$ 7,4 milhões entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A arrecadação também apresentou crescimento, totalizando R$ 13,92 milhões — alta de 13,4% no período.

Previsto na Lei do Inquilinato, o Seguro Fiança Locatícia é uma das garantias legalmente aceitas nos contratos de locação e foi desenvolvido para proteger proprietários de imóveis e imobiliárias contra prejuízos decorrentes da inadimplência do locatário. Segundo o Glossário do Seguro da CNseg, sua cobertura básica assegura o pagamento dos aluguéis em atraso, podendo ser complementada por garantias que cobrem outras obrigações contratuais.

Para Edvaldo Floresta, integrante da Comissão de Fiança Locatícia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o crescimento das indenizações demonstra a efetividade e a solidez do produto. “O seguro vem cumprindo seu papel ao indenizar o proprietário quando há inadimplência, com regras claras, fiscalização da Susep e exigência de reservas técnicas pelas seguradoras, o que garante segurança financeira e o pagamento das indenizações conforme contratado”, afirma.

O Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) alerta que a contratação do produto seja sempre feita em uma seguradora especializada, pois há empresas não regulamentadas, denominadas de “garantidoras”, que não são fiscalizadas e não possuem reservas técnicas, trazendo insegurança aos envolvidos.

“A fiança locatícia sendo contratada com uma seguradora de fato traz garantia e agilidade para operação. Ocorrendo o inadimplemento de algum aluguel, saída antecipada do inquilino sem o pagamento da multa, ou algum prejuízo coberto, geralmente o locatário recebe a indenização assim que aciona o seguro, ou em no máximo 30 dias corridos, contados a partir da entrega de toda a documentação, conforme a nova lei nº 15.040/2024”, explica o diretor executivo do Sindseg PR/MS Ramiro Dias.

Além dos aluguéis, podem ser contratadas coberturas para taxas de condomínio, IPTU, danos ao imóvel, contas de energia, água e gás canalizado, bem como multa por rescisão contratual. O seguro também pode incluir assistências ao inquilino, como serviços de chaveiro, eletricista e apoio jurídico, agregando conveniência à relação locatícia.

O prazo de vigência da apólice acompanha o contrato de locação, e o valor do prêmio é proporcional a esse período. Em caso de encerramento antecipado, quando houver pagamento superior ao valor devido, o consumidor tem direito à devolução proporcional, conforme as regras do mercado segurador.

Como serviço ao consumidor, a FenSeg disponibiliza gratuitamente o guia “Fiança Locatícia: como usar”, que reúne informações práticas sobre funcionamento, coberturas e direitos de locadores e locatários. A publicação pode ser acessada em: https://fenseg.org.br/publicacoes/fianca-locaticia-como-usar

Junto Seguros atinge R$ 1 bilhão em prêmio direto de apólices de garantia

A Junto Seguros alcançou em 2025 um marco inédito em sua trajetória: ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em prêmio direto de Seguro Garantia, representando um crescimento de 26% em relação ao ano anterior. O resultado consolida a posição da companhia como referência de mercado no segmento e reforça o papel estratégico das soluções de garantia no desenvolvimento econômico brasileiro.

O desempenho da seguradora acompanha o momento positivo do setor, que segue em trajetória de crescimento sustentado. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado de Seguro Garantia movimentou cifras expressivas em 2025, demonstrando a relevância crescente do produto para a economia nacional.

Além da marca bilionária, a Junto Seguros também atingiu outro marco histórico em 2025: ultrapassou 2 milhões de apólices emitidas ao longo de sua história, atendendo mais de 80 mil empresas de diversos portes e segmentos. Os números refletem a capilaridade da operação e a capacidade da companhia de atender desde pequenos negócios até grandes corporações.

“Atingir R$ 1 bilhão em prêmio direto é o reconhecimento da confiança que conquistamos junto ao mercado, aos nossos parceiros e clientes. Esse resultado só foi possível graças à dedicação dos nossos colaboradores e ao investimento constante em tecnologia, inovação e relacionamento. Estamos construindo uma história de crescimento sustentável e contribuindo ativamente para o desenvolvimento do país”, afirma Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros.

O executivo destaca, ainda, que o marco histórico acontece no mesmo ano em que a companhia completa três décadas desde a emissão de sua primeira apólice de Seguro Garantia. “São 30 anos de pioneirismo, evolução e compromisso com o mercado. Ao longo desse trajetória, tivemos a capacidade de se transformar, mantendo a simplicidade e segurança,  e nos tornamos referência nacional, sempre mantendo os valores de ética, transparência e inovação que nos guiaram desde o início.”

Com a solidez dos resultados conquistados no ano passado, a Junto Seguros projeta um 2026 de continuidade no crescimento e de novas iniciativas para ampliar sua atuação. A estratégia contempla expansão geográfica, fortalecimento das parcerias com corretores e assessorias, além de novos produtos. 

Com mais de 30 anos de experiência, a Junto Seguros se consolida como referência em soluções de garantia para empresas de diversos tamanhos e segmentos. Especialista em Seguro Garantia e Fiança Locatícia, a Companhia já atendeu mais de 80 mil empresas e acumula mais de 2 milhões de apólices emitidas no período.

Pioneira no Brasil ao emitir a primeira apólice digital de Seguro Garantia, a Junto Seguros é reconhecida por sua governança corporativa alinhada aos mais elevados padrões de ética e transparência. Aliando sua atuação à valorização de pessoas e à inovação, recentemente, a seguradora alcançou a 10ª posição entre as 100 empresas Mais Inovadoras no Uso de TI, do IT Fórum, marcando o terceiro ano consecutivo na lista. No ano anterior, foi reconhecida entre as cinco líderes em inovação no setor de saúde e seguros pelo Prêmio Valor Inovação.

Comprometida com diversidade, inclusão e equidade de gênero, a empresa conquistou, pela sétima vez, o selo Great Place To Work® e integra o Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Instituições Financeiras Seguradoras, eleita a 3ª melhor seguradora para se trabalhar no Brasil em 2025.

A empresa reforça o seu comprometimento contínuo de transformação e crescimento de diferentes setores empresariais, garantindo negócios que movem o país.