Yelum, HDI e Aliro apostam na Inteligência Artificial para revolucionar o trabalho dos corretores 

grupo HDI seguros

Nos últimos anos, o mercado de seguros tem acelerado cada vez mais sua transformação na frente de inovação, e o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do Brasil –, através de suas marcas Yelum, HDI e Aliro, tem se destacado como um dos protagonistas na adoção de tecnologias. No final de 2025 e início de 2026, a seguradora promoveu duas lives especiais no Canal Cresça Corretor, apresentando o uso da Inteligência Artificial (IA) como uma aliada estratégica e prática para os corretores de seguros.

Com os temas “Desbloqueando a IA para corretores” e “Planejamento de 2026 com o apoio da Inteligência Artificial”, as transmissões reforçaram que a IA não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma ferramenta capaz de impulsionar resultados, gerar insights precisos e otimizar processos do dia a dia, contribuindo para decisões mais ágeis e estratégicas. 
 

Para Marcos Machini, vice-presidente Comercial do Grupo HDI, “a Inteligência Artificial representa uma mudança de paradigma no mercado de seguros. Ela proporciona ao corretor um suporte inteligente, ajudando na análise de dados, na identificação de oportunidades e na organização de um planejamento mais eficiente. Nosso compromisso é capacitar nossos parceiros para que possam explorar todo o potencial desta tecnologia, que já se tornou indispensável no ambiente competitivo atual”.

A iniciativa integra o conjunto de ações do Grupo HDI, através do programa Cresça Corretor, voltadas à educação constante e à inovação, demonstrando que investir em tecnologia não é apenas uma escolha, mas uma estratégia para fortalecer o ecossistema dos corretores e promover um crescimento sustentável do mercado de seguros. 

Além das lives abertas no canal do YouTube, a companhia disponibiliza materiais exclusivos e personalizados para os participantes – incluindo as gravações completas dos vídeos, que ficam acessíveis na plataforma de treinamento do Grupo HDI –, de acordo com suas necessidades do dia a dia, para ampliar as oportunidades de aprendizado contínuo.

Oficinas referenciadas e jornada digital são tema de videocast da Bradesco Seguros

Já está no ar um novo episódio do videocast “Com Você Corretor”, iniciativa da Bradesco Seguros voltada ao relacionamento e à troca de conhecimento com os corretores. Nesta edição, o diretor Comercial, Leonardo Freitas, e o superintendente sênior de Sinistros, Marcio Jordão, abordam temas estratégicos relacionados às Oficinas Referenciadas e aos programas desenvolvidos pela companhia para fortalecer a parceria com seus canais de distribuição.

Durante a conversa, os executivos falaram sobre iniciativas como o Programa Bradesco Seguros Reconhece, que tem como objetivo valorizar parceiros estratégicos e elevar continuamente o padrão de qualidade da rede referenciada da seguradora.

No bate-papo, eles destacam as vantagens do uso de Oficinas Referenciadas tanto para clientes quanto para corretores, e ressaltam ainda a nova jornada de abertura de sinistros com apoio da tecnologia e foco na experiência. “Nosso objetivo é tornar a jornada cada vez mais simples, transparente e eficiente, fortalecendo a confiança do corretor e a experiência do cliente em cada etapa”, afirma Leonardo Freitas.

O episódio também abordou o programa Sinistro Sustentável, projeto promovido em parceria com a Ecoassist, que certifica oficinas comprometidas com o descarte correto de resíduos e o uso eficiente de recursos, fortalecendo toda a cadeia automotiva e impulsionando o setor a adotar práticas mais responsáveis. “A evolução dos processos de sinistro passa por tecnologia, sustentabilidade e parceria. É assim que geramos valor para todo o setor”, destaca Marcio Jordão.

Insurtech Lemonade lança seguro auto para Tesla em modo autônomo

com agências internacionais

Lemonade, insurtech reconhecida por sua atuação inovadora, anunciou o Autonomous Car Insurance, um novo seguro automotivo voltado a veículos Tesla equipados com a tecnologia Full Self-Driving (FSD). Trata-se de uma das primeiras apólices cujo preço varia de acordo com quem está efetivamente conduzindo o carro: o software ou o motorista humano.

Sempre que o FSD estiver ativo durante a condução, a Lemonade afirma que o valor do seguro pode ser reduzido em cerca de 50% para os quilômetros percorridos nesse modo. Para isso, a seguradora utiliza dados de telemetria compartilhados por meio de uma colaboração técnica com a Tesla, capazes de identificar quando o sistema de condução assistida está ligado e, assim, ajustar o risco — e o preço — de forma proporcional.

Com esse acordo, a Lemonade passa a ter acesso a informações detalhadas do veículo às quais, em geral, as seguradoras não têm acesso. Isso permite diferenciar com precisão os quilômetros rodados sob condução autônoma daqueles conduzidos por humanos, um avanço relevante para modelos de precificação baseados em risco real.

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A iniciativa representa, sem dúvida, um voto de confiança da seguradora na tecnologia de condução da Tesla. Ainda assim, é importante notar que, do ponto de vista legal, o FSD permanece classificado como um sistema que exige supervisão constante do condutor.

Por que a Lemonade decidiu reduzir os preços

Segundo o Relatório de Segurança de Veículos Autônomos da própria Tesla, quando o sistema FSD de assistência ao motorista está ativado, a taxa de colisões — tanto graves quanto leves — fica abaixo da média registrada nos Estados Unidos.

O documento também aponta que o FSD apresenta desempenho de segurança superior quando comparado a um Tesla operando apenas com o Autopilot básico ou sem qualquer sistema ativo de assistência ao condutor. De acordo com a montadora, o uso do FSD reduz para um sétimo o número de colisões graves ou leves e para um quinto as colisões fora de rodovias.

Ainda conforme as estatísticas divulgadas pela Tesla, a probabilidade de uma colisão grave ocorre a cada cinco milhões de milhas percorridas com o FSD ativado, enquanto a média norte-americana é de uma colisão grave a cada 699 mil milhas, considerando todos os veículos, elétricos ou convencionais.

Esses números, contudo, são alvo de questionamentos. Autoridades regulatórias dos Estados Unidos seguem investigando acidentes ocorridos enquanto sistemas de assistência ao condutor da Tesla estavam em funcionamento.

Às vésperas do Cybercab

O lançamento do novo seguro ocorre em um momento estratégico para a Tesla, que planeja iniciar entre 2026 e 2027 a produção de um veículo elétrico projetado para condução totalmente autônoma. O modelo, batizado de Cybercab, não terá volante nem pedais.

O Cybercab é a grande aposta da Tesla para um serviço de robotáxi — um táxi autônomo, sem condutor humano. Projetado desde o início sem controles manuais, o veículo terá capacidade para dois passageiros e deverá ser operado exclusivamente por software, reforçando o debate sobre novos modelos de risco, responsabilidade e seguro no setor automotivo.

HDI Seguros anuncia patrocínio inédito à Festa Nacional da Uva 2026

A HDI Seguros anuncia o patrocínio à 35ª edição da Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul (RS), um dos eventos culturais mais tradicionais e emblemáticos da região. A iniciativa marca o primeiro projeto incentivado da companhia em 2026 e reforça seu compromisso com a valorização da cultura local, o desenvolvimento regional e a geração de impacto positivo nas comunidades onde atua.

Realizada há mais de nove décadas, a Festa Nacional da Uva é reconhecida como um dos maiores eventos comunitários do Rio Grande do Sul e do país. A celebração exalta a herança da imigração italiana, a vitivinicultura, a gastronomia, a cultura e o trabalho dos colonos da Serra Gaúcha. Com o patrocínio inédito da HDI Seguros, o evento contará com uma presença institucional robusta da companhia, por meio de ações de visibilidade, ativações e experiências pensadas para fortalecer o relacionamento com segurados, corretores, parceiros e a comunidade local. A seguradora também terá um estande exclusivo para interação com o público ao longo da programação.

O patrocínio integra a estratégia de Sustentabilidade da HDI Seguros, com foco especial no eixo social e cultural, que orienta o apoio a iniciativas alinhadas aos valores e pilares da companhia. Ao associar sua marca à Festa Nacional da Uva, a seguradora reafirma seu posicionamento de proximidade com as pessoas, incentivo à cultura e presença ativa nos territórios onde está inserida, reconhecendo o papel transformador de projetos culturais de grande alcance e relevância histórica.

Em 2026, o evento celebra 95 anos de história, tornando a edição ainda mais simbólica. A programação será ampla e diversa, reunindo atrações culturais, artísticas, gastronômicas e de entretenimento para públicos de todas as idades.
 

Entre os destaques estão shows nacionais, apresentações de dança, música e teatro, além do tradicional Desfile Cênico, que transforma as ruas do centro de Caxias do Sul em um grande espetáculo a céu aberto. A programação inclui ainda os Jogos Coloniais, a exposição de uvas, experiências gastronômicas típicas da imigração italiana e o espetáculo Som e Luz, que retrata a história da colonização da região.

Valor contratado de seguros é insuficiente para cobrir danos da tragédia de Crans-Montana, na Suíça

As apólices padrão contratadas junto da AXA Suíça pelo bar Le Constellation e pela comuna de Crans-Montana não serão suficientes para cobrir os prejuízos causados pelo incêndio que matou 40 pessoas e deixou 116 feridos na noite de Ano-Novo, segundo a seguradora. Especialistas estimam que o valor total das indenizações possa alcançar centenas de milhões de euros.

A AXA Suíça informou que tanto o bar Le Constellation quanto a comuna de Crans-Montana contrataram seguros de responsabilidade civil “padrão, usuais no setor, com capital segurado limitado por contrato”, conforme noticiado pelo jornal Capital. A seguradora não divulgou o teto máximo dessas coberturas, informam as agências internacionais.

“Em função das responsabilidades, os montantes de seguro previstos nas apólices subscritas pela comuna e pelo bar provavelmente não serão suficientes para assumir todos os danos financeiros sofridos pelas pessoas feridas e pelas famílias dos falecidos”, declarou a filial suíça da seguradora.

Segundo uma fonte próxima ao caso ouvida pelo Capital, o contrato padrão de responsabilidade civil para o bar ou para a comuna varia entre 10 milhões e 20 milhões de francos suíços — o equivalente a aproximadamente 10,7 milhões a 21,4 milhões de euros.

AXA Suíça propõe articulação para buscar soluções

Diante da dimensão da tragédia, a AXA Suíça decidiu propor a criação de uma mesa redonda, reunindo representantes das vítimas, autoridades públicas e seguradoras de responsabilidade civil, acidentes e saúde. O objetivo é “definir soluções simples e viáveis a longo prazo, destinadas a cobrir os danos financeiros sofridos pelas pessoas feridas e pelas famílias dos falecidos”.

Custos de tratamento podem ultrapassar 130 milhões

Apenas os custos médicos dos 83 feridos que permanecem hospitalizados podem ultrapassar 130 milhões de francos suíços, segundo estimativas da Suva, a Caixa Nacional Suíça de Seguro contra Acidentes.

“Os custos de tratamento são muito elevados no primeiro ano. Os cuidados em unidades de terapia intensiva podem variar entre 540 mil e 1,08 milhão de euros”, explicou Nadia Gendre, responsável pela comunicação da Suva, em declaração ao jornal 20 minutes. A esses valores somam-se os custos de reabilitação hospitalar e de cuidados médicos de longo prazo, que podem alcançar entre 21,5 mil e 86 mil euros por ano — em alguns casos, por toda a vida, segundo o 24 heures.

Comuna pode enfrentar responsabilidade financeira

A comuna de Crans-Montana reconheceu falhas nos controles de proteção contra incêndio, uma vez que nenhuma inspeção de risco havia sido realizada desde 2019. Para Rainer Deecke, advogado especialista em responsabilidade civil, a comuna “assume juridicamente uma parte da responsabilidade pela catástrofe”.

Em entrevista ao jornal Watson, Deecke destacou que, diferentemente de particulares ou seguradoras, “não existe um limite financeiro para reivindicações baseadas na responsabilidade do Estado perante uma coletividade pública”.

Os recursos financeiros do casal responsável pela exploração do bar são considerados limitados. A apólice de seguro de responsabilidade civil profissional tem um teto máximo insuficiente, e o patrimônio privado não seria capaz de cobrir os danos. Assim, segundo o advogado, o município de Crans-Montana pode vir a ser responsabilizado pelo pagamento de indenizações por danos morais e materiais, em razão de controles inadequados e da não aplicação das normas de proteção contra incêndios.

Diante do cenário, o Conselho de Estado do cantão de Valais decidiu conceder apoio financeiro às vítimas e às suas famílias.

Alta nas exportações pressiona logística e impulsiona indenizações de seguro de carga em Minas Gerais

O avanço consistente das exportações mineiras em 2025 trouxe impactos diretos para a logística e para o mercado segurador do estado. Entre janeiro e outubro, Minas Gerais movimentou US$ 37,3 bilhões em vendas ao exterior, consolidando-se como o terceiro maior exportador do país e ampliando sua participação no comércio internacional. O resultado, baseado em dados oficiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, reflete uma pauta diversificada que inclui mineração, agropecuária e bens industrializados, setores que dependem fortemente de operações integradas de transporte.

Nesse contexto de maior intensidade logística, as indenizações de seguro de carga para embarcadores internacionais registraram um crescimento expressivo. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), os pagamentos alcançaram R$ 17,8 milhões entre janeiro e outubro de 2025, o que representa um aumento de 452,7% em relação ao período anterior. O movimento indica um descompasso entre o volume de sinistros e o ritmo de arrecadação de prêmios, que permanece estável ou abaixo do necessário para acompanhar a complexidade crescente das operações.

Para Alexandro Barbosa, diretor vice-presidente, do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, a combinação entre maior fluxo de cargas e maior valor agregado dos produtos exportados ajuda a explicar o resultado. “À medida que as cadeias sofrem pressão adicional, especialmente nos corredores rodoviários que conectam Minas aos portos do Sudeste, aumentam também as exigências por rastreabilidade, segurança e eficiência nos seguros contratados pelas empresas”.

Outro ponto observado por Alexandro é que o aumento das indenizações não ocorre de forma isolada: ele acompanha o dinamismo econômico do estado. O crescimento dos embarques amplia a exposição a riscos logísticos típicos, como avarias, furtos e perdas operacionais, o que exige ajustes contínuos nos modelos de precificação e nas políticas de prevenção adotadas pelas seguradoras e pelos embarcadores.

O Seguro do Embarcador Internacional é feito para proteger mercadorias transportadas para outros países, seja por navio, avião, caminhão ou trem. Ele cobre prejuízos como danos causados por acidentes, mercadorias extraviadas ou até perdas completas durante o trajeto.

MAG Seguros anuncia novidades no portfólio da linha INVIDA 

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência com 190 anos de atuação ininterrupta, anuncia a atualização do portfólio da linha INVIDA. A reestruturação tem como objetivo democratizar o acesso e levar ofertas de seguros de vida que atendam às reais necessidades das pessoas. 

Com essa atualização, a linha INVIDA passa a oferecer uma grade ainda mais completa de coberturas para Doenças Graves. Entre as novidades estão o DG Plus, que amplia a lista de diagnósticos cobertos, e o DG Multi, uma opção mais flexível e abrangente. Outro lançamento é o DG Vital, desenvolvido para oferecer proteção específica contra os tipos de câncer mais frequentes em homens e mulheres.

Para complementar, o Cirurgias + Amparo inclui novos procedimentos, enquanto o DIH (Diária de Internação Hospitalar) + Suporte apresenta novidades que reforçam o compromisso da companhia com cuidado e inovação. Vale lembrar que o DG Essencial, com proteção para diagnósticos de câncer, segue compondo a linha INVIDA. 

“Nessa reformulação, passamos a oferecer três produtos principais para diagnósticos de Doenças Graves: o DG Essencial, o DG Plus e o novo DG Multi, que traz uma estrutura modular com quatro grupos de diagnósticos.”, explica Rodrigo Cunha, gerente de produtos e inteligência de mercado da MAG Seguros. O DG Multi conta com coberturas voltadas para câncer e medula, doenças cardiovasculares, falência de órgãos, doenças neurológicas incapacitantes, entre outras condições. 

O portfólio da linha INVIDA também passa a contar com o DG Vital, que garante proteção adicional em casos de cânceres mais incidentes entre homens e mulheres. “A contratação deste produto está condicionada à contratação do DG convencional e funciona como um complemento a ele.”, explica Cunha. 

Outra novidade é a solução voltada ao público infantil: um pacote exclusivo com cobertura para 27 diagnósticos graves, desenvolvido para oferecer cuidado e proteção desde os primeiros anos de vida. 

Já a linha Cirurgias + Amparo conta com situações cirúrgicas segmentadas em cinco níveis de indenização, de acordo com o grau de complexidade e o custo de cada procedimento, enquanto a DIH + Suporte garante o pagamento de diárias por internação hospitalar para tratamentos clínicos ou operações decorrentes de doença ou acidente pessoal coberto. 

“Além das novas modalidades, entendemos que ampliar a flexibilidade da idade, tanto na inclusão como na exclusão dos planos, era essencial para seguirmos a nossa missão de ofertar seguros para as pessoas em todas as suas fases da vida. Por esse motivo, também fizemos ajustes no modelo de contratação que deve beneficiar ainda mais a população”, conclui Cunha. 

AXA no Brasil apresenta novidade no seguro garantia

axa no brasil

A AXA no Brasil lançou a Plataforma Digital do Seguro Garantia no segundo semestre do ano passado e, com o objetivo de evoluir sempre para entregar a melhor solução para os corretores e seus clientes, a companhia anuncia nova funcionalidade no produto. A seguradora integrou uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) proprietária ao seu Motor de Crédito, garantindo uma redução drástica no tempo de resposta para corretores e clientes.

O avanço do uso de IA na AXA do Brasil reflete um dos pilares estratégicos da companhia: a massificação. A AXA quer ampliar sua capilaridade no país, tornando produtos mais simples e processos mais ágeis por meio da tecnologia. A IA já está inserida no dia a dia da empresa e se consolida a cada dia como um importante vetor deste novo ciclo de crescimento.

A novidade chega para complementar a eficiência da plataforma que já oferecia cotação e emissão 100% digitais. Agora, ao realizar o upload dos demonstrativos financeiros na ferramenta, a nova IA realiza a leitura e o processamento dos dados de forma automatizada.

O principal diferencial desta atualização é a celeridade. Anteriormente, o processo de análise de crédito que dependia de ação humana podia levar até 3 dias úteis para ser concluído. Com a implementação da IA, essa validação passa a ser automática, liberando a capacidade de crédito quase instantaneamente.

“Optamos por implementar essa tecnologia agora, alguns meses após o lançamento da plataforma online , para garantir primeiramente a estabilidade da emissão  Enquanto isso, nossa ferramenta de IA passava por rigorosos testes internos. O resultado é uma solução robusta que elimina gargalos operacionais sem alterar o fluxo de trabalho do corretor”, explica Fábio Scatigno, Superintendente de Garantia da AXA, que lidera a fase final deste processo de digitalização.

A atualização não exige mudanças na forma como o corretor realiza a cotação. A melhoria ocorre nos bastidores, restrita ao primeiro passo da jornada: a definição da capacidade do cliente.

Essa novidade é aplicada tanto para pequenos quanto para grandes riscos, sempre que houver upload de demonstrações financeiras. Uma vez aprovado o limite automaticamente, o restante do fluxo de emissão segue inalterado, mantendo a agilidade de emissão de apólices em menos de 1 minuto, característica já consolidada da plataforma.

Tokio Marine cresce 7% no Norte

A Tokio Marine Seguradora registrou crescimento de 7% na Regional Norte, com produção de R$ 386 milhões em 2025. Ao longo do ano, os produtos que mais se destacaram foram de Linhas Financeiras, com Garantia, E&O e Cyber, além do Auto Frotas e Condomínio. 

De acordo com o Diretor Regional Comercial Norte, Cefas Rodrigues, o resultado reflete a forte atuação do time Comercial e a parceria consistente com Corretores e Assessorias. O executivo destaca, em especial, o desempenho de Garantia, impulsionado pelo Plano de Expansão iniciado em 2024 e continuado em 2025. “As melhorias no Portal do Garantia e o trabalho dedicado do Gerente Especialista foram determinantes para oferecer um atendimento diferenciado aos Corretores da Região Norte. Essa atuação fortaleceu o relacionamento com os Corretores Especialistas e acelerou a capacitação dos profissionais interessados em ampliar e diversificar sua produção”, explicou. 

Para 2026, a projeção é de um crescimento acima de dois dígitos, com foco nas carteiras de Vida e PJ, fortalecendo ainda mais a atuação dos Especialistas em PJ, Garantia, Transportes e Vida. “Queremos incentivar os Corretores a diversificarem sua produção neste ano e, como uma Seguradora Multiprodutos com mais de 90 produtos e 120 serviços, estamos totalmente à disposição para apoiá-los nessa jornada”, finaliza.

Capitalização avança em infraestrutura e crédito no Brasil

Por Denis Morais, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

A Capitalização entrou em 2026 impulsionada por duas agendas que reforçam seu papel como instrumento estratégico de políticas públicas: a modernização regulatória da Resolução Conjunta nº 12/2023, editada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelo Banco Central, voltada ao crédito, e a consolidação dos Títulos de Capitalização na modalidade de Instrumento de Garantia, para viabilizar obras públicas e concessões. Para a Federação Nacional de Capitalização, que em fevereiro completa 19 anos representando o setor, ambos os movimentos apontam para um objetivo comum, que é oferecer mais eficiência, segurança e previsibilidade a um país que precisa avançar em investimentos para infraestrutura. 
 

Esse processo ganhou destaque com o lançamento, na COP30, do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e PPPs. Resultado de uma cooperação entre Confederação Nacional das Seguradoras, Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos e Ministério de Portos e Aeroportos, com a colaboração da FenaCap e da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), o guia orienta gestores públicos e investidores sobre como utilizar, de forma adequada, instrumentos de Seguros e Capitalização na estruturação, execução e operação contratual. Sua elaboração demandou intenso alinhamento técnico entre entidades, especialistas e associadas, e reflete o compromisso do setor com o avanço da infraestrutura nacional. É o primeiro de muitos, pois cada setor tem suas especificidades.
 

O momento é oportuno para essa convergência. Uma nova onda de licitações deve gerar R$ 400,8 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). É o maior potencial dos últimos anos, impulsionado por projetos de transporte, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura social já contratados ou previstos para o próximo ciclo. Em um ambiente dessa dimensão, soluções de Garantia tornam-se decisivas para manter obras dentro do cronograma, reduzir riscos e atrair capital privado.
 

A Capitalização está preparada para contribuir. Desde a Lei nº 14.770/2023, que incluiu o Título de Capitalização entre as modalidades de Garantia admitidas em licitações públicas, o setor passou a oferecer uma alternativa moderna, segura e plenamente integrada ao conjunto de instrumentos do mercado segurador. Editais de grande porte, como o do túnel Santos-Guarujá, no Estado de São Paulo, já reconhecem essa possibilidade, demonstrando que o instrumento está incorporado às melhores práticas de governança contratual.
 

A expectativa é de expansão acelerada. Segundo o estudo “Estimativa de Potencial de Mercado”, desenvolvido pela FenaCap e atualizado em 2024, considerando propostas apresentadas no Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS) e a legislação que permite o uso de Títulos como garantia em obras públicas e licitações, o setor de Capitalização deve chegar a uma arrecadação de R$ 91 bilhões, em quatro anos, três vezes superior à atual. O interesse crescente dos gestores públicos, investidores e operadores confirma que o Instrumento de Garantia está alinhado às demandas de um país que precisa destravar projetos sem perder de vista responsabilidade fiscal e eficiência.
 

Por isso, os executivos da FenaCap têm participado ativamente de encontros e debates voltados à infraestrutura, reforçando o papel institucional da Federação nesse processo. Em 2026, lançaremos um guia técnico específico para orientar empresas e entes públicos sobre a participação da Capitalização em licitações. O material vai detalhar fluxos operacionais, requisitos contratuais e boas práticas, funcionando como referência para ampliar o uso consciente dos Títulos para este fim.
 

Paralelamente, a Resolução Conjunta 12, regulamentada em novembro, representa um novo avanço. Originada da Lei nº 14.652, ela permite a utilização de Títulos de Capitalização da modalidade Tradicional como garantia em operações financeiras, ampliando condições para taxas mais competitivas e limites mais favoráveis. Isso fortalece a concorrência no sistema financeiro e cria benefícios diretos para consumidores, especialmente em um contexto de juros elevados. Ao mesmo tempo, reforça a importância de um marco regulatório moderno, capaz de integrar soluções de poupança, garantias e crédito sob parâmetros claros e seguros.
 

O conjunto dessas transformações aponta para um novo capítulo na história da Capitalização, que está na lista de prioridades regulatórias da Susep para este ano e avança como solução eficaz para gestão de riscos, acesso ao crédito, proteção fiscal e continuidade de obras públicas. O resultado é um setor mais preparado para apoiar o país, que busca crescer com estabilidade, previsibilidade e responsabilidade.