RIMS 2024: Mudança climática traz à tona o debate sobre danos às fundações, edificações e estruturas de prédios

Depois de quatro dias em San Diego, com o coração no Rio Grande do Sul, Felipe Smith, diretor executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine Seguradora, volta ao Brasil ainda mais preparado para atender às demandas dos gestores de riscos com as incertezas do futuro. Ele participou do RISKWORLD, maior evento do mundo promovido pela RIMS, associação de gestores de riscos dos Estados Unidos, que aconteceu entre 5 e 8 de maio, reunindo mais de 10 mil participantes.

Uma das palestras que mais gostou tem a ver com o momento que o Brasil vive nesta semana, com a calamidade que assola o Rio Grande do Sul, com 90 mortes 155 ml pessoas fora de suas casas, com centenas de bloqueios em rodovias que dão acesso aos municípios gaúchos. Assim, o tema mudança climática permeou todas as conversas com gestores de riscos, preocupados com as incertezas do futuro.

Uma das questões que mais têm sido debatida diz respeito às mudanças climáticas. Smith cita a palestra de Dennis Artese, acionista da Anderson Kill P.C, sobre coberturas de seguro patrimonial para riscos emergentes causados pelas mudanças climáticas no ‘underground’, ou seja, abaixo do solo. “Hoje, ainda estamos focados em avaliar os riscos que podem ser causados por vendavais, tornados, chuvas torrenciais, alagamento entre outros, em bens que estão acima do solo. Mas esses eventos também podem causar danos enormes às fundações, edificações e estruturas de prédios, o que deve suscitar muitas discussões quanto ao seguro de grandes riscos. Este é um assunto que pode vir a ser discutido no Brasil”, citou.

Segundo Smith, no mercado de seguros corporativos, atualmente, identificar, analisar e saber resolver os mais variados tipos de incidentes é o que realmente faz a diferença. É por meio desse serviço que o cliente recebe a orientação necessária sobre os riscos e como se proteger da melhor forma.  

“A ideia é evitar um problema, que pode ser tão grave a ponto de tirar o Segurado de seu nicho de atuação”, afirma. Diante disso, a Tokio Marine oferece uma série de serviços e consultorias, desde inspeções de aceitação até melhorias na operação, na maioria das vezes sem custo ao cliente, para tornar a operação do segurado mais efetiva. 

O executivo participou, a convite da MDS, de uma reunião com corretores integrantes do Brokerslink, onde teve a oportunidade de destacar os produtos e serviços da Tokio Marine, entre os quais o de gerenciamento de risco.  

Esta é a terceira vez que ele participa do Riskworld. “Estou aqui em San Diego com o diretor Comercial Corporate da Tokio, José Luís Franco, que já participa há cinco anos desse encontro. Em minha avaliação, considerando que o mercado americano de seguros é o maior do mundo e que este também é o maior evento do setor em nível global, a Tokio Marine não poderia ficar de fora das discussões pautadas por grandes especialistas do nosso setor. Afinal, somos, hoje, a quinta maior seguradora do Brasil. Aqui estão reunidas cerca de 10 mil pessoas, entre corretores, seguradoras e resseguradores, entre outros players, avaliando os novos rumos da indústria securitária diante das demandas dos consumidores e da sociedade em geral”, finaliza.

Clientes da TEM Saúde no RS terão consultas de telemedicina gratuita

A TEM Saúde, empresa que opera serviços de acesso à saúde e atenção primária em todo Brasil, liberou o serviço de telemedicina 24h com clínico geral para atendimento gratuito aos seus usuários do estado do Rio Grande do Sul até dia 22/05.

O objetivo é que o serviço, que pode ser acionado via WhatsApp, sirva como suporte em um momento em que os equipamentos hospitalares estão comprometidos e a exposição a doenças aumenta de forma sensível.

“Imaginamos que, dada a situação, é certo que as pessoas vão precisar de atendimento médico e terão dificuldade para encontrar. O socorro é a ponta do iceberg, mas em seguida novos problemas começam a aparecer”, diz Igor Pinheiro, CEO da companhia.

A dificuldade de acesso ao serviço também foi uma preocupação, explica o CEO. “As pessoas estão sem energia, sem acesso a internet e provavelmente sem equipamentos pessoais. Pensamos que incluir um número de WhatsApp, que pode ser acionado de qualquer aparelho, seria um fluxo bem desburocratizado nesse momento”, conclui.

Com os alagamentos, é esperado um aumento em casos de doenças como diarreias, tétano, hepatites, leptospirose e outras causadas pela falta de saneamento. O atendimento médico remoto pode ajudar a população na classificação de gravidade dos casos e oferecer orientações para o tratamento ou a necessidade de atendimento presencial imediato.

Atlântica Hospitais e Rede D’Or se unem para criar uma nova rede hospitalar: “Atlântica D’Or”

ivan gontijo bradesco seguros

A Atlântica Hospitais e Participações, empresa controlada da Bradseg Participações e parte do Grupo Bradesco Seguros, juntamente com o Grupo D’Or, uma das principais redes hospitalares do país, anunciam uma nova parceria com foco no crescimento e aprimoramento do setor privado de saúde no País.

A parceria societária se constitui em um Acordo de Investimento entre os grupos, visando a criação e atuação conjunta em uma nova rede hospitalar. Inicialmente serão três hospitais gerais, que já estão em construção pelo Grupo D’Or, com previsão de conclusão até o final de 2024: São Luiz Guarulhos (SP), São Luiz Alphaville (SP) e Macaé D’Or (RJ), os quais receberão investimentos de Atlântica e serão integrados à nova rede hospitalar fruto da parceria entre os grupos, sendo também analisado o potencial desenvolvimento conjunto de futuros novos hospitais em outras praças, em particular em Taubaté e Ribeirão Preto, ambos no Estado de São Paulo.

A nova rede de hospitais terá a sua operação totalmente independente das instituições investidoras. A Atlântica Participações será investidora com 49,99% de participação e Rede D’Or, a qual será a gestora operacional e responsável pelo corpo técnico de profissionais de saúde, terá indiretamente 50,01%. A parceria está alinhada com a estratégia da Atlântica de investir na cadeia de valor do setor de saúde por meio de parcerias com players estabelecidos na operação de hospitais.

Carlos Marinelli, diretor geral da Atlântica Hospitais e Participações, ressalta a importância e os objetivos da parceria: “Com contribuições diferentes, cada qual dentro da sua expertise, essa parceria com a Rede D’Or visa constituir novas soluções que sejam de grande valor para o setor da saúde”.

“Essa nova rede de hospitais reforça nosso compromisso, através da Atlântica Hospitais e Participações, em estimular a capilaridade de ativos médicos privados e independentes, proporcionando o acesso a serviços de referência em saúde para uma parcela cada vez maior da sociedade”, destaca Ivan Gontijo (foto), presidente da Bradseg.

“Esta é uma parceria que tem como principal motivação e crença o crescimento e desenvolvimento da saúde suplementar no Brasil. A criação de uma nova rede de hospitais entre grupos tão relevantes amplia a possibilidade de acesso a serviços de qualidade, reforçando a evolução do Grupo Bradesco Seguros com o crescimento e sustentabilidade do setor de saúde”, comenta Luiz Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, em nota.

“É um momento marcante para o setor de saúde brasileiro, visto que duas empresas com longa tradição na área estão unindo forças para suprir uma demanda crescente por hospitais modernos, tecnológicos e eficientes”, afirma Paulo Moll, presidente da Rede D’Or.

“A Atlântica D’Or é o resultado da combinação estratégica entre a solidez do Grupo Bradesco Seguros e a experiência em gestão hospitalar da Rede D’Or, trazendo uma nova empresa ao cenário da saúde suplementar no país. Essa colaboração histórica amplia a oferta de serviços de alta qualidade assistencial para mais cidades e reforça o nosso compromisso inabalável com a excelência em saúde para a população brasileira”, destaca Jorge Moll, presidente do Conselho de Administração do Grupo Rede D’Or.

A consumação da transação está sujeita ao cumprimento de certas condições usuais em operações desta natureza, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE.

DPVAT volta como SPVAT, ao custo de até R$ 60 por ano

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), por 41 votos a 28, o projeto de lei complementar (PLP) que recria o seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT), para cobrir vítimas de acidentes graves de trânsito, e libera R$ 15,7 bilhões em despesas para o governo. A matéria vai à sanção presidencial.

O DPVAT será reformulado e substituído pelo Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). O texto aprovado não estabelece o valor das taxas e das indenizações pagas. O governo alega que o montante deve ficar entre R$ 50 e R$ 60 por ano. O senador Jaques Wagner prometeu que o presidente Lula vetará o trecho que prevê multa de R$ 193,25 para quem atrasar o pagamento, além da perda de cinco pontos na carteira.

Criado pela Lei número 6.194 de 1974, o seguro ampara motoristas, passageiros e até pedestres, não importando de quem seja a culpa do ocorrido. Pode ser solicitado individualmente pelas vítimas do acidente de trânsito ou por seus beneficiários em caso de morte. Menores ou incapazes também podem acessar o DPVAT, desde que a solicitação seja realizada pelo respectivo representante legal ou por seu procurador.

De acordo com o PLP 233/23, a quantia correspondente ao prêmio do seguro será de abrangência nacional e poderá ser diferenciada por categoria tarifária do veículo, conforme definido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Devido aos pagamentos suspensos do DPVAT por falta de dinheiro desde novembro de 2023, os novos prêmios também poderão ser temporariamente cobrados em valor maior para quitar os acidentes ocorridos até a vigência do SPVAT.

O texto indica ainda que as unidades federativas e o agente operador do fundo poderão firmar convênio para que a cobrança do prêmio do seguro SPVAT seja realizada em conjunto com a taxa de licenciamento anual do veículo automotor.

AXA no Brasil se mobiliza pelo RS

Fonte: AXA

A AXA no Brasil tem acompanhado de perto os tristes acontecimentos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Desde o primeiro momento, seus times comerciais e de atendimento se mobilizaram e se colocaram à disposição de corretores e vítimas nas regiões afetadas. 

Para contribuir, a seguradora tomou algumas medidas: 

  • As equipes de atendimento para serviços emergenciais foram deslocadas para prestar toda a assistência possível aos clientes de perto;
  • Para que se tenha uma liberação de indenizações mais célere, reforçou-se a possibilidade de  vistoria remota para regulação dos sinistros nas regiões atingidas;  
  • Prorrogação de 15 dias adicionais para boletos de parcelas com vencimento entre 1 e 15 de maio para os residentes nas regiões afetadas;
  • Prorrogação de 10 dias adicionais a cobertura das apólices com final de vigência entre 1 e 10 maio para os residentes nas regiões afetadas;

Em parceria com a Cruz Vermelha, a AXA está motivando os seus colaboradores a contribuírem com doações para as vítimas na região.

A área de experiência do cliente da AXA também tem acompanhado a situação e buscando outras medidas que possam contribuir para o auxílio às vítimas, garantindo o melhor atendimento aos segurados.

A empresa lembra também que emergências durante esse período devem ser comunicadas pelos seguintes canais de atendimento:

  • Para acionar o seguro: 0800 292 4357
  • Assistência 24h empresarial e condomínio: 0800 777 9144
  • Assistência 24h funeral e demais seguros: 0800 778 9125
  • Deficientes Auditivos: 0800 292 1900

Enchentes no RS: imóveis com financiamento têm cobertura para reconstrução

Por Rossana Costa, fundadora e diretora da GEO

Estamos vivendo a maior enchente da história do Rio Grande do Sul, onde os estragos já atingiram 80% do estado. Em uma situação onde centenas de pessoas perderam a vida e milhares suas casas, fica a dúvida de como será a reconstrução, após a tragédia. 

Uma notícia que pode acalentar quem adquiriu ou construiu imóveis por meio de financiamento imobiliário são as coberturas presentes no seguro Habitacional. Este seguro é obrigatório em todos os financiamentos imobiliários, contratados em quaisquer bancos, bem como para as  incorporadoras ou construtoras que fazem a venda parcelada do imóvel. “O seguro Habitacional é uma proteção para todo o ecossistema do crédito imobiliário, e neste momento é essencial para as familias”, afirma Rossana Costa, diretora da GEO, companhia especializada em tecnologia para seguros de linhas financeiras.

Cobertura de Danos Físicos ao Imóvel (DFI)

A cobertura de DFI tem como objetivo garantir a integridade do imóvel financiado. Além de oferecer proteção contra danos causados por incêndio, raio e explosão, estão ainda cobertos os prejuízos por eventos de causa externa, decorrentes de: inundação ou alagamento, ainda que decorrente de chuva, entre outros. Se houver necessidade de desocupação do imóvel devido à ocorrência de sinistro coberto, deverá ser prevista indenização, correspondente aos encargos mensais do financiamento.

Cobertura de Morte e Invalidez Permanente (MIP)

Além do DFI, o seguro habitacional também inclui cobertura MIP. Esta cobertura garante a quitação da dívida imobiliária e por conseguinte a permanência do imóvel com a família, em caso de falecimento do(s) contratante(s) do financiamento imobiliário. Além da quitação da dívida em caso de falecimento, também assegura a liquidação da dívida do devedor em caso de Invalidez Permanente Total por Acidente ou Doença

Como acionar o seguro

O movimento mais indicado é solicitar o acionamento do seu seguro Habitacional diretamente com o banco financiador, incorporadora ou construtora onde o crédito imobiliário foi contratado.

Seguro Solidário: Sincor-SP e entidades se unem para prestar auxílio ao Rio Grande do Sul

Através do Comitê Corretor de Seguros Agente do Bem-Estar Social, o Sincor-SP e as entidades do Estado de São Paulo se unem ao movimento #todospeloriogrande para ajudar os profissionais de seguros que sofrem com a calamidade no Rio Grande do Sul.

É possível ajudar com doações diretamente para o SindsegRS (Sindicato das Empresas de Seguros do RS), através da chave Pix CNPJ 92947241/0001-60ou por depósito na conta Bradesco, agência 0491-0 e conta corrente 0555464-0.

“O nosso Estado está passando pela maior calamidade climática de todos os tempos. São mais de 380 municípios afetados, 16 mil pessoas morando em abrigos e nós, do sindicato, junto a todas as entidades do mercado de seguros nos unimos neste momento para ajudar quem mais precisa”, explica o presidente do SindsegRS, Guilherme Bini.

“Iniciamos agora a fase se reconstrução da vida de muitas pessoas e precisamos da colaboração de todos. Criamos uma chave Pix única, do SindsegRS, para receber as doações”, completa o presidente do Sincor-RS, André Thozeski.

Bini esclarece que os recursos arrecadados serão administrados com transparência. “Faremos a prestação de contas de como iremos utilizar os recursos e toda a ajuda será bem-vinda. Nós faremos juntos a mudança e a transformação na vida de milhares de famílias”, garante o presidente do SindsegRS.

No Estado de São Paulo, o Sincor-SP está engajado neste movimento e, junto a entidades do setor, vai atuar tanto na divulgação quanto na doação de recursos. “Estamos enviando recursos para lá e estimulando os corretores a fazerem o mesmo. Para ganhar mais força e alcançar mais pessoas, reunimos ainda as entidades para nos ajudar neste esforço coletivo”, aponta o presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

A ação organizada pelo Sincor-SP conta com o apoio da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS), da Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Camaracor), dos Clubes dos Corretores de Seguros do ABC, de Osasco, de São Paulo e de Sorocaba, do Clube Vida em Grupo SP (CVG-SP), do Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros (SindsegSP) e da União dos Corretores de Seguros (UCS).

RIMS 2024: Gestores são desafiados com incertezas inerentes aos eventos futuros, afirma Marsh

rims 2024, corretora de seguros marsh,

Priscilla Rosa, líder de contratos multinacional da Marsh no Brasil, destaca o potencial do Brasil no evento RISKWORLD, promovido pela RIMS, a associação de gestores de riscos dos EUA, durante os dias 5 a 8 de maio, em San Diego. “Entretanto, entendo que este ano segue como transição para retomada dos negócios a partir de 2025, tendo em vista que a retomada do segmento de grandes riscos, em 2024, depende de vários fatores, incluindo a recuperação econômica, as tendências do mercado de seguros e as condições específicas de cada setor”, diz.

As expectativas para o Brasil (PIB na casa dos 2%), ficam abaixo do realizado em 2023 (PIB 2,9%), muito por conta do agronegócio que teve um ano de 2023 espetacular. “Por outro lado, ainda há incertezas quanto às outras indústrias. A produção industrial, por exemplo, teve uma performance muito baixa e a tendencia não é de melhoria ainda neste ano”, comenta. “Apesar da tendência de queda de inflação, taxa de desemprego e Selic, haverá grandes desafios, não só internos, como também de políticas internacionais que afetam nosso país.

Além de questões macroeconômicas, como inflação, PIB, cenário das indústrias, taxa de desemprego, entre outros, o Fórum Econômico Mundial, em colaboração com a Marsh, divulgou em janeiro seu relatório Global de Riscos. Esse relatório aborda cenários geopolíticos, econômicos e sociais que poderão afetar todas as empresas em breve, além de uma análise mais a longo prazo. Dentre os possíveis riscos, com foco especificamente no Brasil, os mais comentados, com certeza, serão inflação, Dívida Pública, catástrofes naturais e desigualdade social. Outros temas que certamente estarão no top of mind serão: desinformação, energia renovável, hidrogênio verde, wind offshore e Inteligência Artificial.

Para a executiva, o atual momento dos gestores de risco nunca foi tão desafiador estar nesse papel, e que é atualmente umas das profissões mais importantes do mercado. No atual cenário macroeconômico de 2024, com mais de 70 países enfrentando eleições, crises políticas, crescimento global do PIB abaixo dos últimos três anos, impactos de condições climáticas extremas sem precedentes, conflitos armados e outros riscos, é de extrema importância que os gestores de riscos possam contar com um consultor especializado.

“Esse consultor deve ser capaz de analisar não apenas os riscos transferíveis, mas também de tratar e minimizar aqueles que não podem ser transferidos”, afirma. “Empresas que não gerenciarem seus riscos enfrentarão impactos graves em suas operações. Para tomar decisões assertivas, é essencial ter um entendimento profundo de diversos temas. E é para isso que estamos aqui, para estar junto aos nossos clientes, nos momentos que importam”.

Entre os principais desafios e oportunidades da profissão de gestor de riscos, Priscila Rosa entende que os gestores de risco enfrentam desafios complexos, mas também têm a oportunidade de fornecer informações valiosas, que podem impulsionar e melhorar a vantagem competitiva da organização. “Dentre os diversos desafios, vejo as incertezas inerentes aos eventos futuros e suas consequências. É de suma importância avaliar e quantificar os riscos potenciais, mas normalmente as informações disponíveis são limitadas.”

Segundo ela, os riscos para as organizações estão em constante transformação e tendem a ficar cada vez mais complexos, devido à globalização, mudanças climáticas, mudanças regulatórias e avanços tecnológicos. Outro desafio importante é a conexão que os profissionais desse ramo precisam ter com outras áreas dentro das empresas, como operações, finanças, comercial, compliance, entre outros. Estar alinhado com os objetivos estratégicos da companhia é essencial. 

O ambiente está em constante mudança e os gestores de risco devem ser capazes de se adaptar rapidamente a novas ameaças e oportunidades. Isso porque quando bem-preparados e informados, também é possível encontrar grandes oportunidades. Através do conhecimento de seus riscos, os gestores podem fornecer informações valiosas e isso pode ajudar a organização a aproveitar oportunidades e evitar ameaças, acrescenta.

Como estamos em constante evolução, a executiva enfatiza que a gestão de risco deve ser um processo contínuo, aprimorando práticas e processos, para levar a organização a um caminho mais resiliente e eficiente. Outra oportunidade ao tratar os riscos é a inovação, que pode ajudar a impulsionar transformações importantes, o que pode refletir em uma vantagem competitiva. “Ao identificar e gerenciar os riscos de forma proativa, os gestores de risco têm condições de ajudar a organização a se destacar no mercado, conseguem evitar danos e prejuízos que poderiam impactar a saúde financeira de uma maneira irreversível”.

Dentro deste cenário, Priscila Rosa destaca o valor que seguradoras e corretores podem agregar ao gestor de risco. Ao utilizar dados, análises e tecnologia, como os disponibilizados pela Marsh, os executivos têm a oportunidade de adotar uma abordagem abrangente e proativa em relação aos riscos, resultando em decisões estratégicas alinhadas aos objetivos corporativos.

“O acesso a ferramentas analíticas e tecnológicas, que avaliam a exposição e o impacto dos riscos, simplifica o processo de gerenciamento de riscos, fornecendo recursos essenciais para monitorar, mitigar e gerenciar os riscos nas empresas. A Marsh, por exemplo, possui a capacidade de oferecer suporte às organizações, permitindo que os gestores de risco reduzam e transfiram os riscos para seguradoras, quando apropriado. Dessa forma, estarão mais bem preparados para lidar com processos em constante mudança, regulamentações em evolução e condições econômicas voláteis, além de poder implementar estratégias focadas em alcançar as metas e resultados desejados em seus respectivos negócios.”

Segundo ela, estar no RIMS, atualmente uma das maiores feiras com foco em gerenciamento de riscos e seguros, é uma chance de conexão com colegas da indústria e clientes, trocar ideias, compartilhar experiências e estabelecer relações importantes para desenvolvimento de negócios. “Somado a isto, temos também oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional, com diversas palestras e workshops sobre tendências e práticas mais recentes que serão ministradas por profissionais altamente qualificados neste setor”.

Como nos anos anteriores, os especialistas da Marsh fizeram apresentações sobre uma variedade de tópicos, incluindo ambientais, sociais e de governança (ESG), cibernéticos, fusões e aquisições (M&A), e muito mais. Havia também o Marsh Café, para facilitar reuniões com clientes e clientes potenciais. Especialistas também participaram de seções para demonstrar com profundidade e amplitude os recursos e soluções mais recentes de que o grupo dispõe.

RIMS 2024: Prestação de serviços aos clientes é o diferencial da Brokerslink num cenário competitivo

Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink, afirma que há um consenso no mercado internacional que o efeito “hardening” ficou para trás, o que não significa que as taxas começaram, imediatamente a cair.  “A combinação região e atividade segue norteando o apetite do mercado segurador e ressegurador.  Riscos mais sujeitos às catástrofes naturais seguem enfrentando resistência do mercado no processo de renovação”, diz ele durante sua participação no RISKWORLD, evento promovido pela RIMS, associação de gestores de riscos dos EUA, que acontece entre 5 e 8 de maio em San Diego, Califórnia.

A Brokerslink, mais uma vez é a única rede de corretores com stand no evento, que conta com uma delegação de aproximadamente 80 executivos, representando cerca de 40 países. Sendo a delegação mais internacional do RIMS, a Brokerslink procura passar ao mercado a mensagem de que é a solução global para todas as necessidades relacionadas à contratação de seguros, resseguros e serviços ligados ao segmento.

Segundo Couto, a atratividade de um determinado risco para o mercado é função de alguns aspectos como a sinistralidade histórica, sua atividade, características físicas, processos de governança – incluindo planos de manutenção, contingência e recuperação, bem como a saúde financeira da empresa. “Um risco bem gerenciado é tratado de forma diferente no mercado, que passará, em breve, a considerar também os critérios de sustentabilidade no processo de subscrição”, diz.

Ter uma politica ESG já se tornou uma exigência para obter um programa de seguros com mais facilidade e em condições mais acessíveis, segundo ele. “Com a publicação da Circular Susep 666 as seguradoras que operam no Brasil deverão, de acordo com um cronograma definido, passar a considerar as políticas ESG na aceitação e precificação dos riscos.  Ao firmarem compromissos relacionados ao meio-ambiente, alguns resseguradores e algumas seguradoras internacionais já possuem políticas mais restritas para aceitação de riscos relacionados a atividades mais poluentes, por exemplo’, cita.

Para o executivo, se diferenciar num cenário de acirrada concorrência no mundo dos corretores, a palavra chave é a prestação de um serviço diferenciado, que engloba contar com uma equipe altamente qualificada, com amplo conhecimento técnico, bom relacionamento com os mercados, alcance global e o uso da tecnologia a favor dos clientes, promovendo experiências cada vez mais completas, seguras e amigáveis.

Além de contar com um stand no evento, a Brokerslink promoveu um café da manhã na segunda-feira, dia 6, para todos os membros presentes, além de oferecer, no mesmo dia, em conjunto com a corretora norte-americana Alliant, membro da rede nos Estados Unidos, uma recepção para todo o mercado, que contou com cerca de 1000 participantes.  Os corretores da Brokerslink presentes ao evento se dividiram entre as inúmeras reuniões com clientes, seguradores e os muitos eventos promovidos no período.

RIMS 2024: Greenberg fala sobre reforma jurídica, inflação, mudança climática e transição energética

Com agências internacionais

“A inflação dificilmente voltará à meta de 2% do Fed (banco central americano). Vamos viver de forma mais permanente em um mundo com inflação mais alta”, disse Evan Greenberg, CEO da Chubb, durante a sessão de abertura desta terça-feira do RISKWORLD, a conferência anual da Risk & Insurance Management Society Inc. (RIMS).

Seguradoras e segurados devem se adaptar a níveis mais altos sustentados de inflação econômica e “inflação social”. As pressões inflacionárias na economia dos EUA não devem diminuir, e os aumentos em veredictos e acordos judiciais continuarão devido a mudanças nos valores sociais e financiamento de litígios, afirmou ele.

Segundo ele, as corporações devem se preparar para financiar, com apoio das seguradoras, uma campanha de reforma jurídica de longo prazo para deter a tendência. Mudanças climáticas e a transição para energia renovável, aumento do protecionismo, mudanças nas cadeias de suprimentos e gastos baseados em déficit contribuem para a inflação mais alta, afirmou ele.

Ressaltou que a inflação social também aumenta os custos. “Este é o problema que, para dizer o óbvio, é duradouro. Não é episódico. Não está indo embora e está piorando”, disse ele. Mais vereditos individuais, ações coletivas e novas teorias de responsabilidade estão aumentando o custo de acordos e vereditos, acrescentou.

“Além disso, a advocacia de litígio se tornou uma “indústria lucrativa” com novas fontes de financiamento, e a sociedade está se tornando mais “anti-corporação”, afirmou. “Não vamos resolver isso simplesmente como uma indústria de seguros. Mas podemos fazer muito para apoiá-lo”, disse Greenberg.

“As corporações devem desenvolver um plano de longo prazo para apoiar a reforma jurídica. Isso vai custar dinheiro. Vai exigir talento. Terá que ser abordado como uma campanha política de longo prazo”, afirmou Greenberg.