Andreia Paterniani e Cristiane Martins da Silva são nomeadas diretoras na seguradora Sompo

Fonte: Sompo

Sompo acaba de anunciar que Andreia Paterniani e Cristiane Martins da Silva foram nomeadas como novas diretoras executivas. Andreia Paterniani assume o cargo de Diretora Executiva de Sinistro, enquanto Cristiane Martins da Silva será responsável pela Diretoria Executiva de Atuarial, Gestão de Riscos e Compliance. Esta é a primeira vez que mulheres ocupam cadeiras no board da companhia. A Sompo também anuncia a promoção de Roberta Caravieri ao cargo de Diretora de RH e Sustentabilidade e Isabel Candido Willig ao cargo de Diretora Jurídica.

Com isso, a seguradora conta agora com cinco mulheres em cargos de diretoria, uma vez que, em janeiro deste ano, já havia anunciado a contratação de Maria Cristina Bettencourt como diretora de Resseguros, Atuarial de Produtos, Produtos Corporativos e Precificação.

Os reconhecimentos que levaram à contratação ou promoção de mulheres em cargos de liderança em áreas estratégicas e complexas, que exigem alto grau de conhecimentos específicos, reflete o compromisso contínuo da Sompo em promover Diversidade, Equidade & Inclusão em todos os níveis, bem como um avanço nos esforços da companhia na promoção da equidade.

“A diversidade é um valor fundamental que impulsiona a empresa para um futuro mais equânime. A presença de mulheres em cargos de liderança é essencial para construir um ambiente de trabalho mais representativo e inclusivo”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo. “Quando assumi a Sompo, em 2021, havia apenas uma diretora. Agora são cinco, sendo que duas delas estão no board, contribuindo com as decisões e direcionamentos da companhia. Consideramos essencial buscar ferramentas e caminhos que garantam às pessoas a segurança de serem quem são, com a certeza de que poderão encontrar igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho”. 

A Sompo tem demonstrado um forte compromisso com a equidade de gênero e a promoção do papel feminino no setor. A empresa é patrocinadora da iniciativa “Sou Segura”, que busca fortalecer a importância e representatividade das mulheres no mercado segurador. Além disso, em 2023, a Sompo realizou a primeira edição do Programa Eles com Elas, um programa de mentoria feminina projetado para promover um ambiente de trabalho mais equitativo.

Vale lembrar que, desde 2019, a Sompo é signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs), uma iniciativa da ONU Mulheres junto ao Pacto Global que estabelece parâmetros para a igualdade de gênero por meio do empoderamento das mulheres. Esta iniciativa faz parte do esforço contínuo da Sompo por meio de seu squad de Diversidade, que promove ações, práticas e políticas para fomentar a igualdade de oportunidades e o respeito mútuo no ambiente corporativo.

MetLife inaugura um espaço de colaboração voltado para transformação e inovação

A MetLife Brasil realizou um evento interno com colaboradores para inaugurar um novo andar em seu prédio, no Brooklin, na capital Paulista, destinado a ser um hub de inovação da empresa. Com design integrativo e moderno, áreas de convivência e criatividade, o espaço, localizado no13º andar, marca uma nova jornada de transformação da companhia, o que contribuirá com mais agilidade no desenvolvimento de produtos e soluções, no estudo de possibilidades ao mercado e na resolução de processos internos, o que já se reflete no momento histórico da MetLife no País. Em 2023, ano que a área de transformação foi criada, a seguradora registrou o melhor ano de sua história no Brasil, com crescimento de 33% na emissão de prêmios em relação a 2022 e um lucro líquido cinco vezes superior ao ano anterior. 

Na ocasião, além de conhecerem os espaços e dialogarem com os líderes das áreas envolvidas na construção deste novo modelo de trabalho, os colaboradores fizeram visitas guiadas para entender a nova metodologia de trabalho, que começa a ser implementada agora em maio.

“Nos últimos anos, temos acelerado nossa trajetória de crescimento, e, não à toa, temos construído novas formas de distribuir nossos produtos para proteger e dar suporte a mais famílias. Temos a responsabilidade de continuar crescendo no nosso mercado, de aumentar nossa relevância nas discussões da indústria, de criar soluções que possam levar proteção e oportunidades de acesso a soluções de saúde e vida a mais pessoas. O espaço, não só une os times, como se configura em uma área que fará uso de metodologias ágeis e inteligência artificial para proporcionar o melhor aos nossos canais comerciais”, afirma Breno Gomes, CEO da MetLife Brasil. 

Para Fernando Trujillo, SVP Transformation da MetLife Brasil, a nova “Cultura Maker” que a MetLife está adotando, convida todos os colaboradores a dedicar mais tempo para experimentar novas ideias, tecnologias, novas formas de executar velhos processos com simplicidade e eficiência. “Estamos entusiasmados com o resultado de criar conexões mais rápidas entre as diversas áreas e com mais tecnologia e inovação, o que com certeza se configurará em na oferta de mais agilidade na resolução de processos e etapas cruciais da inovação”, comentou.

Para este ano, estão previstos investimentos de aproximadamente R$40 milhões de reais exclusivos exclusivamente nas áreas de tecnologia e inovação, com foco na experiência e na jornada de corretores e clientes. “A arquitetura tecnológica de portais de serviços será ampliada para sustentar a jornada do crescimento operacional, além de centralizar o uso de dados como pilar estratégico. Estamos olhando para frente, não só para a MetLife, mas como esse novo momento poderá ser um marco para impulsionar o setor como um todo e até a troca de experiências”, acrescenta a AVP de New Business & Innovation, Paula Toguchi.

Munich Re obtém receitas de € 15,1 bilhões no primeiro trimestre de 2024

Christoph Jurecka Munich Re

A resseguradora global Munich Re anunciou hoje um aumento nas receitas de seguros provenientes de contratos emitidos para € 15,1 bilhões no primeiro trimestre de 2024, impulsionado pelo crescimento orgânico no seu negócio de resseguros e também na ERGO International.

No mês passado, a Munich Re pré-anunciou um lucro líquido de € 2,1 bilhões para o primeiro trimestre de 2024 e um índice combinado de resseguro de 75,3% em seguros gerais (Property & Casualty -P&C) e um resultado técnico total em vida e saúde ( L&H) de € 586 milhões.

Hoje, a resseguradora divulgou os seus resultados completos para o primeiro trimestre do ano, que, juntamente com o aumento das receitas de seguros, incluem um resultado técnico total de € 2,8 bilhões, acima dos € 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2023, e um resultado operacional de quase € 3 bilhões, em comparação com € 1,8 bilhão no ano passado.

“A Munich Re iniciou o novo ano financeiro com grande impulso. Nosso resultado líquido do primeiro trimestre deste ano é quase 70% superior ao de 2023. Cada linha de negócios desempenhou um papel neste desempenho impressionante. Além disso, obtivemos um impulso com as renovações do tratado em 1 de Abril, onde aproveitámos oportunidades de crescimento atraentes num contexto de taxas elevadas contínuas. Ainda esperamos gerar um lucro de 5 mil milhões de euros em 2024. Na verdade, tornou-se mais provável que ultrapassemos essa meta”, afirmou Christoph Jurecka, Diretor Financeiro (CFO).

No primeiro trimestre de 2024, o segmento de resseguros contribuiu com € 1,888 bilhão para o resultado líquido, o que representa uma melhoria em relação aos 1,051 mil milhões de euros do primeiro trimestre de 2023. As receitas de seguros provenientes de contratos de seguros emitidos aumentaram de € 9,232 bilhões para € 9,858 bilhões. Ao mesmo tempo, o resultado técnico total aumentou 77% para € 2,2 bilhões, e o resultado operacional aumentou 77% para € 2,592 bilhões.

Dentro dos resseguros, o braço de P&C produziu um resultado líquido de € 1,336 bilhão no primeiro trimestre de 2024, em comparação com € 760 milhões no primeiro trimestre de 2023, uma vez que as receitas de seguros provenientes de contratos de seguro emitidos aumentaram ligeiramente para € 6,831 bilhões. O índice combinado de resseguros P&C melhorou de 86,5% para 75,3%, e o índice combinado normalizado foi de 79,5%.

Durante o trimestre, as principais perdas superiores a 30 milhões de euros cada, totalizaram 650 milhões de euros para a Munich Re, o que é inferior aos € 1,035 bilhão do ano passado, e inclui ganhos e perdas resultantes do resultado de grandes perdas de anos anteriores. As despesas com grandes sinistros corresponderam a 9,9% da receita líquida de seguros, valor inferior à média de 14%. As grandes perdas provocadas pelo homem aumentaram para € 418 milhões, contra € 165 milhões, sendo a maior perda individual o colapso da ponte Francis Scott Key, em Baltimore. As principais perdas resultantes de catástrofes naturais caíram para € 232 milhões, contra € 870 milhões.

No que diz respeito ao resseguro de vida e saúde, o segmento produziu um resultado técnico superior de € 586 milhões em comparação com € 320 milhões no primeiro trimestre de 2023. A contribuição para o resultado líquido da liberação da margem de serviço contratual ficou em linha com as expectativas, diz Munique Re. O resultado líquido do segmento aumentou para € 552 milhões, contra € 291 milhões, e as receitas de seguros provenientes de contratos de seguro emitidos aumentaram para € 3,027 bilhões, contra € 2,734 bilhões.

A Munich Re também comentou a sua experiência nas renovações de resseguros de 1 de abril de 2024, revelando que conseguiu aumentar o volume de negócios emitidos em 6,1%, para € 2,6 bilhões.

“A empresa explorou seletivamente as atuais condições de mercado favoráveis para expandir negócios atraentes, com oportunidades de crescimento sendo concretizadas especialmente na Índia, na América Latina e na Europa. Isso envolveu tanto o fortalecimento dos relacionamentos com os clientes existentes quanto o estabelecimento de novos”, afirma a empresa.

GLOBO: Bradesco Seguros recebe pedidos de indenização que ultrapassam R$ 100 milhões 

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Fonte: O Globo

Em menos de uma semana do início da segunda Operação Emergencial de Tratamento de Sinistros da Bradesco Seguros realizada este ano, no estado do Rio Grande do Sul, a seguradora recebeu mais de 400 chamados emergenciais, a maior parte deles de Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Caxias do Sul e Porto Alegre, e a estimativa de indenizações já ultrapassa os R$ 100 milhões. O valor é 20 vezes superior ao desembolsado na operação realizada em janeiro quando foram feitas mais de 600 indenizações, principalmente, em Porto Alegre, Gravataí e Canoas, cidades que voltaram a ser atingidas pelos fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

Essa é a 45ª operação emergencial da seguradora, que iniciou esse programa em 2015, quando houve um forte tornado no Sul do país. O ano passado, no entanto, o grupo estabeleceu um recorde devido a fenômenos naturais extremos, com um total de oito operações entre janeiro e dezembro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em 2022, havia sido realizada apenas uma.

No mesmo período, a seguradora observou um salto na utilização das coberturas relacionadas a riscos climáticos – como tempestades, vendavais e e enchentes – no Brasil. Houve crescimento de mais de 377% nos chamados, com cerca de 6,2 mil avisos de sinistros, em 2023, contra 1,3 mil no ano anterior . Em termos de indenizações, o aumento foi de 435%: passando de R$ 6,7 milhões em 2022 para quase R$ 30 milhões no ano passado.

Os desastres climáticos estão, de fato, mexendo com o mercado segurador. Pela primeira vez em cinco anos, Grupo Bradesco Seguros , que é líder do setor nacionalmente, identificou um crescimento acima da média nacional do já consolidado mercado do Rio de Janeiro: o estado cresceu 15,6% no primeiro bimestre deste ano contra 15,1% da média nacional. Nos anos anteriores, o mercado fluminense vinha ficando ao menos dois pontos percentuais abaixo da média de crescimento do país. Na avaliação de Saint’Clair Lima, diretor da Bradesco Seguros, pesa nesse resultado uma mudança na percepção da importância do seguro, principalmente, diante do aumento de fenômenos naturais extremos no estado.

Os dados comprovam isso ao apontar um crescimento expressivo da contratação de seguros que contam com coberturas para risco climáticos no estado. Segundo a Bradesco, a venda de seguros residenciais no mercado fluminense cresceu 19,5% contra 9,1% registrado no Brasil; no segmento de automóveis houve alta de 13,3% ante a uma média nacional de 1,9%.

VALOR: Setor de seguros pode ter perdas bilionárias com chuvas no RS 

Fonte: Valor

A persistência das enchentes e dos riscos de deslizamentos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul vai afetar todo o mercado de seguros e pode causar prejuízos semelhantes a outro evento catastrófico ocorrido no Estado, a seca de 2022. Na ocasião, segundo dados da Federação Nacional das Seguradoras (FenSeg), o mercado segurador registrou um desembolso de R$ 8,9 bilhões em indenizações ao setor agrícola, enquanto os cálculos de perdas totais apenas nas lavouras variaram de R$ 18,2 bilhões, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CMN), a R$ 31,7 bilhões, conforme a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

Dessa vez, segundo o vice-presidente da comissão de seguro rural da FenSeg, Daniel Nascimento, “os maiores prejuízos não estarão do seguro agrícola, como no caso da seca”. Na visão do especialista, “os impactos devem afetar o mercado segurador como um todo”. Especialistas citam coberturas tão variadas quanto auto, residencial, condomínio e vida, no caso das pessoas físicas, quanto lucro cessante, riscos operacionais, de máquinas agrícolas, compreensivo empresarial e seguros atrelados a concessões públicas, no caso empresarial.

O presidente da BMG Seguros, Jorge Sant’Anna, avalia haver meio bilhão em prejuízos já mapeados para o setor, mas diz que o volume total pode alcançar as dezenas de bilhões de reais. “Apesar de ser difícil mensurar as perdas, o mercado já fala em cerca de prejuízos de R$ 500 milhões até o momento, podendo ficar entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões. Deste total, as resseguradoras teriam que responder por cerca de R$ 10 bilhões.”

Para efeito de comparação, as enchentes ocorridas em setembro de 2023 também no Rio Grande do Sul causaram perdas da ordem de R$ 3 bilhões. No ano passado, esse evento climático durou apenas alguns dias, enquanto as previsões para a crise atual indicam que o nível dos rios que transbordaram pode levar semanas até se normalizar.

De acordo com Sant’Anna, as estimativas são aproximadas e vão depender da extensão dos problemas, já que apenas uma pequena parte de pessoas ou empresas acionaram os sinistros. Conforme Nascimento, da FenSeg, “os avisos de sinistros ainda estão em número limitado, porque as pessoas têm preocupações maiores neste momento”. Para o dirigente, “a tendência é de a quantidade de avisos subirem nos próximos meses, conforme o cenário se normalize”.

O sócio do escritório Machado Meyer, Cássio Amaral, afirma que o cenário no Rio Grande do Sul mostra que as perdas tendem a serem similares, “senão maiores”, do que as vistas na seca que afetou o setor agrícola em 2022. “No caso das empresas, o cenário é severo, porque se tem quebra de máquina, paralisações de atividade, lucro cessante e outros eventos, isso entra nas coberturas de riscos operacionais, de seguros compreensivos das indústrias e até de concessões.”

Na visão de Carlos Ximenes, sócio do escritório Castro Barros Advogados, “ainda que não é possível mensurar os danos neste momento, mas já se sabe que terão impactos por seguros de diversos ramos, de vida à garantia, passando inclusive por grandes eventos —- até os jogos de futebol serão adiados por algum tempo”. Para o especialista, “além de vidas, carros e casas perdidas, o Estado vai precisar de grandes obras para reconstruir rodovias e o patrimônio público”.

A especialista e sócia de seguros do Campos Mello, Marcella Hill, chama a atenção para o fato de que o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, tende a ficar várias semanas fechado. “O impacto será significativo nessa parte de aeroporto, aeronaves, companhias aéreas que vão ter de paralisar linhas, e no patrimônio das empresas, por isso, ainda é difícil de dimensionar os custos, porque há perdas que ainda vão ocorrer”, explica.

O CEO da Guy Carpenter, Pedro Farme, faz avaliação semelhante. “Os danos maiores serão em apólices de habitacional que incluem cobertura de alagamento no DFI [cobertura de danos físicos aos imóveis], apólices de automóvel, riscos pecuários dados os danos em regiões de criação de gado, e também em coberturas de lucros cessantes quando previstas em atividades industriais e comerciais”, afirma. “O ramo aeronáutico sofrerá também com possíveis perdas vindas do aeroporto central de Porto Alegre e outros impactos de aviação regional.”

Apesar das expectativas de parte do mercado, o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Carlos Queiroz, acredita que a situação está sob controle. “A Susep está tranquila e monitora a situação, tanto em relação ao atendimento aos segurados quanto aos aspectos financeiros das seguradoras”, diz. “O mercado trabalha com bons contratos de resseguros.”

Segundo Queiroz, mesmo as companhias sediadas no Rio Grande do Sul estão funcionando normalmente. “Por enquanto, não há nenhum sinal de alerta”, completa. O seguro rural deve ser afetado. Para este ano, a expectativa é que a sinistralidade volte a crescer, afetada pela crise no território gaúcho.

Farme, da Guy Carpenter, discorda da avaliação de que os prejuízos possam se assemelhar aos vistos em 2022, porque, em sua opinião, haverá mais contestações e eventuais exclusões de coberturas. “Não devemos chegar perto das cifras das perdas seguradas de safra de 21/22”, afirma. “Para o caso atual, apesar de destruição e impactos em enorme escala e em todas as classes econômicas e regionais, o debate será maior, pois, em geral, seguros de multirrisco patrimonial, condomínios e outros não oferecem automaticamente cobertura de alagamento, o que poderá levar a recuperações mais baixas.”

O especialista enxerga, no entanto, um maior potencial de volume de perdas financeiras entre os produtos voltados às empresas. O impacto será mais significativo, por exemplo, “nas coberturas de lucros cessantes, que são compradas por grandes industriais e atividades mais complexas”.

O CEO da HDI, Eduardo Dal Ri, também compartilha a visão de que as perdas serão mais limitadas. “Ao nosso ver, as perdas não são mensuráveis ou comparáveis [com as da seca de 2022]”, diz. “Algo que podemos discutir, entretanto, são os pontos de atenção levantados diante dessas catástrofes: estão se tornando cada vez mais frequentes — 70% das ocorrências devido a desastres naturais se deram entre 2020 e 2023, considerando a última década, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras”, avalia o executivo.

Apesar do potencial de perdas catastróficas, os especialistas veem impacto relativamente controlado para o setor devido à pulverização dos riscos subscritos. Analistas do Bank of American (BofA) avaliaram a exposição das seguradoras listadas em relação ao Rio Grande do Sul. Segundo relatório do banco, a diversificação geográfica e de produtos é fundamental para as seguradoras.

Os especialistas do BofA indicam que entre 5% a 9% dos prêmios das seguradoras listadas foram emitidos no Estado. O banco aponta que BB Seguridade é a mais exposta, com 9% do total de prêmios, seguida pela Caixa Seguridade, com 7% de exposição, Bradesco Seguro e Porto Seguro, com 5% cada. “É importante ressaltar que a diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3% do total de prêmios, considerando apenas linhas com potencial impacto (hipoteca residencial, comercial, imobiliário, automóvel, agrícola e penhor rural).”

Há ainda o risco de um efeito colateral no pós-crise. Conforme Sant’Anna, da BMG Seguros, a situação deve ter impacto sobre o mercado de resseguros no Brasil. “Desde 2022, a crise do agronegócio provocou uma perda enorme para os resseguradores no Brasil. O resseguro no país vai passar por uma reprecificação para cima, e justamente no momento em que precisamos para o PAC”, diz.

“Há uma tendência de o Rio Grande do Sul sofrer no pós-desastre em termos de custos de renovação de cobertura e aceitação de riscos”, afirma o sócio do Mattos Filho Thomaz Kastrup. “Os resseguradores internacionais vão olhar para o Brasil com muito mais cuidado. A região Sul toda vai ser impactada em termos de preço.”

Universal Assistance e Seguradora Zurich debatem avanços e melhorias para seguros viagem

mauricio Amaral universal seguros


A Universal Assistance, marca de seguro viagem na América Latina pertencente ao Grupo Zurich, recebeu em seu escritório em São Paulo executivos da Seguradora Zurich do Brasil para conversar sobre novas ações e avançar na integração das operações das duas companhias. 

Dentre os temas tratados estão o aprimoramento do aplicativo da Universal Assistance, que permite que viajantes ativem seu seguro sem necessidade de ligação telefônica, e sua integração com produtos digitais de saúde da Universal Assistance. Além disso, foram abordadas futuras parcerias estratégicas com outros players do setor do turismo e estratégias voltadas para agentes e agências de viagem. 

Maurício Amaral, CEO da Universal Assistance no Brasil, destacou a importância dessas reuniões para o fortalecimento da marca e a melhoria contínua dos serviços oferecidos aos clientes. “Estamos muito satisfeitos com os avanços discutidos e com a integração cada vez maior entre a Universal Assistance e a Zurich. Essa união nos permite oferecer soluções ainda mais completas e inovadoras no mercado de seguro viagem para proteger mais e melhor os viajantes brasileiros que confiam em nós”, afirma. 

Já Edson Franco, CEO da Seguradora Zurich no Brasil, afirmou: “há interesse de que todas as marcas do Grupo Zurich sejam reconhecidas como referência em suas respectivas áreas, e nosso trabalho é dar apoio, suporte técnico e dividir experiências para alcançarmos esse patamar coletivamente”.

A Universal Assistance, antiga Travel Ace, foi adquirida pelo Grupo Zurich em 2018. Desde então, passou pela mudança de nome e por uma restruturação que modernizou os produtos e o atendimento da marca, aproveitando a expertise e abrangência da Zurich. Hoje, a Universal Assistance oferece seguro viagem em 180 países em todos os continentes. No Brasil, são mais de 3 mil agências e operadoras de turismo espalhadas por 17 estados. O mercado de seguro viagem no Brasil cresceu 167% nos últimos anos, com arrecadação superior a R$ 901 milhões, segundo a CNSeg.

Mapfre lança seguro empresarial para público 60+

Mapfre seguros seguro 60+

É urgente buscar soluções para o cuidado dos idosos, ressalta Martin Henkel, SeniorLab Mercado & Consumo 60+.”Temos o Brasil mais sênior da história”, afirmou ele durante sua apresentação do lançamento do seguro empresarial para o público 60+ pela seguradora Mapfre. Projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, até 2100, a porcentagem de idosos no país subirá para 40,3% da população.

De olho em garantir a integração dos aspectos de sustentabilidade ao próprio negócio, a Mapfre foi aprender com Martin Henkel sobre como poderia agregar valor e proteção ao publico 60+. E o resultado é lançamento de um seguro empresarial desenvolvido especificamente para instituições de longa permanência. “Os consumidores seniores são uma força emergente no Brasil e o mercado de seguros precisa reconhecer a crescente importância, dedicando soluções para atender aos desafios do público 60+, à medida que essa população continua a se expandir no país. A Mapfre compreende o seu papel de prover mais segurança financeira, qualidade de vida e independência dos idosos, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e seguro”, afirma o CEO regional da Mapfre no Brasil, Felipe Nascimento.

A Mapfre selou uma parceria com a Terça da Serra, considerada a maior rede de franquias de residenciais para idosos do Brasil. A empresa pertence ao Grupo SMZTO, um dos principais grupos de investimentos em franquias do país. Os espaços da Terça da Serra contam com fisioterapia, nutricionista, enfermagem e cuidado 24h, atividade física adaptada, musicoterapia, estimulação cognitiva, salão de beleza, cinema, inserção social e outras ações planejadas individualmente para ampliar a qualidade e rotina dos seus hóspedes. Atualmente, a rede conta com mais de 150 unidades presentes em todo o país e prevê chegar a 200 até o final deste ano.

Além de estar alinhado com a estratégia de sustentabilidade da seguradora, esse projeto também atende à demanda de um segmento de mercado com grande potencial de crescimento no Brasil. O produto é o primeiro do projeto que a empresa chama de MAPFRE Sênior e inclui Serviços e Assistências com proteção à estrutura física, administrativa, legal e operacional. Por meio desses serviços, as ILPIs ou Senior Living estarão protegidas em caso de intercorrências e poderão contar com pacote de assistências emergenciais personalizadas para este perfil de cliente. Essas instituições abrigam diferentes perfis do público 60+, seja uma pessoa independente ou que precisam de cuidados especiais.

“A economia do envelhecimento é o conjunto de oportunidades decorrentes do impacto econômico e social das atividades desenvolvidas e exigidas pela população com mais de 60 anos. Podemos continuar pensando em linha com esse crescente movimento da demografia e de mercado. Por isso, estamos buscando cada vez mais introduzir em nosso modelo de negócio novas soluções em produtos e serviços que possam atender a demanda desse segmento tão importante da sociedade”, afirma Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade da Mapfre.

“O grupo buscou entender as reais necessidades do público 60+, assim como das instituições de longa permanência para idosos existentes no país e buscou esse público para conseguir, em um único produto, construir serviços e assistências adaptadas”, detalha a executiva. 

A seguradora disponibiliza cinco tipos diferentes de pacotes de contratação, proporcionando flexibilidade e personalização de acordo com as especificidades de cada instituição. Os pacotes variam em termos de extensão de cobertura, limites de indenização e serviços adicionais inclusos. O novo produto resolve ainda uma necessidade do segmento de ILPIs, que antes precisava contratar diversas coberturas de forma descentralizada e com proteções tradicionais do mercado.

Pedro Moraes, economista e CFO da Terça da Serra, ressaltou a importância da parceria com a seguradora ao poder oferecer aos franqueados um seguro que atende as necessidades deste tipo de instituição. “O seguro garante proteção tanto para a propriedade como também para os funcionários e hóspedes, além da assistência 24h, 7 dias por semana, em caso de imprevistos e manutenção. Esta iniciativa demonstra um compromisso genuíno com o bem-estar dos idosos em todo o Brasil”, afirmou em sua apresentação.

Ampliação do projeto

Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira com 60 anos ou mais subiu de 14,7% em 2021 para 15,1% em 2022. Há uma década, em 2012, esse percentual era de 11,3% e esse número tende a aumentar nos próximos anos. Projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, até 2100, a porcentagem de idosos no país subirá para 40,3% da população.

Pensando nisso, a Mapfre vai aumentar o portfólio para reforçar a estratégia voltada ao público 60+, dentro do projeto MAPFRE Sênior, com iniciativas e produtos voltados também às pessoas físicas e familiares de idosos. O objetivo é promover a independência e proporcionar mais bem-estar para o público sênior.

Porto é a segunda marca mais forte do país, de acordo com Brand Finance 2024

Fonte: Porto

Em novo estudo do Brand Finance, a Porto conquista o 2º lugar como marca mais forte do Brasil em 2024 (+0,7 se comparado com o ano anterior), considerando todos os segmentos de atuação. Como seguradora, a companhia mantém a liderança com crescimento consistente ano a ano e obtém avaliação de US$ 500 milhões em valor de marca. 

Entre as 100 empresas mais valiosas, a Porto subiu duas posições de 2023 para 2024, ocupando agora o 39º lugar. De acordo com Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing da Porto, o resultado é reflexo da força que a marca Porto criou nesses 79 anos de história, com o apoio dos corretores e clientes. “Ser a 2ª marca mais forte do Brasil, vem do trabalho que a Porto faz há 79 anos, em parceria com nossos corretores e clientes. Temos a missão de reforçar o nosso cuidado a todos que fazem parte do ecossistema Porto. Cada iniciativa é pensada e executada da melhor forma possível, para que possamos continuar oferecendo boas oportunidades e sendo cada vez mais um porto seguro para as pessoas e seus sonhos”, comenta. 

Criada há 28 anos, a Brand Finance é líder mundial e uma das maiores consultorias independentes em avaliação de marcas, com escritórios em mais de 20 países. Além de publicar o ranking anual dos 100 nomes mais valiosos do Brasil, também avalia e publica dezenas de rankings mundo afora. Todos os anos a consultoria analisa em torno de 5 mil redes dos mais diversos setores globalmente. “É uma honra estar entre as 100 empresas mais valiosas do Brasil, em posições de excelência. Com isso, temos a certeza de estarmos fazendo as escolhas certas e apostando no que é melhor para nossos colaboradores, clientes e corretores. Queremos estar ainda mais presentes na vida dos brasileiros”, finaliza Arruda.

Aon anuncia transição em sua liderança no Brasil

corretora de seguros ano

 A corretora de seguros Aon anunciou mudanças em sua equipe executiva no Brasil. Alexandre Jardim, então Head of Strategy & Broking, assume o cargo de Head of Commercial Risk Solutions, anteriormente ocupado por Maurício Masferrer. Com mais de 20 anos de atuação no mercado segurador e tendo ocupado posições de liderança estratégica e de produtos na companhia nos últimos 16 anos, Alexandre traz sua vasta experiência e conhecimento profundo do setor para sua nova posição.

Já na estrutura Comercial, João Arcoverde, então Diretor de Novos Negócios, será o novo CCO da companhia, sucedendo a Fernando Kolling, e continuará a impulsionar a excelência e o crescimento da Aon no mercado brasileiro. O executivo possui 17 anos de experiência em seguros corporativos e industriais e ingressou na Aon em 2009, tendo atuado nos segmentos de Health e Riscos Corporativos, sempre trazendo soluções a clientes nacionais e internacionais de grande porte.


João Arcoverde, novo CCO da Aon Brasil

“Mauricio e Fernando contribuíram ativamente para o crescimento e posicionamento da Aon no Brasil. Somos extremamente gratos por seu comprometimento e liderança, fundamentais para o sucesso da nossa companhia, dos nossos clientes e de todo o mercado de seguros no país”comentou José Luis Plana, CEO da Aon no Brasil. “Ao mesmo tempo, estamos entusiasmados em dar as boas-vindas ao Alexandre e ao João em suas novas funções. Sua experiência e visão são essenciais para continuarmos a apoiar nossos clientes com clareza e confiança para tomar as melhores decisões.”, complementou o executivo.

As novas nomeações são um reflexo do compromisso da empresa com a excelência e o desenvolvimento contínuo de talentos internos.

JP Morgan e BofA avaliam impactos da calamidade no Sul no setor de seguros

Diante da extensão do desastre humanitário provocado pela catástrofe climática, o banco JP Morgan decidiu reavaliar a exposição do setor financeiro brasileiro à tragédia. No setor de seguros, a empresa mais exposta é um ressegurador: o IRB (Re). O IRB é seguido pela Porto Seguro (PSSA3) e pela BB Seguridade (BBSE3), informa o portal Seu Dinheiro.

De acordo com o JP Morgan, o Rio Grande do Sul é responsável por aproximadamente 5% dos prêmios de automóveis segurados pela Porto Seguro. Em relação à BB Seguridade, 14% dos prêmios agrícolas cobertos pela subsidiária do Banco Brasil são de clientes no Rio Grande do Sul.

O IRB tem uma exposição parecida à da BB Seguridade no Estado. No entanto, segundo o JP Morgan, o potencial impacto sobre o lucro da resseguradora é bem maior. Enquanto o impacto sobre o lucro da BB Seguridade é inferior a 1%, a exposição dos ganhos do IRB pode alcançar 14%.

Procurado pelo Sonho Seguro, o IRB não pode comentar o assunto por estar em período de silêncio pela divulgação próxima do balanço do primeiro trimestre.

Já os analistas do Bank of America (BofA) não citam o IRB. Afirmam que de 5% a 9% dos prêmios das companhias listadas foram emitidos no Rio Grande do Sul. A BB Seguridade é a mais exposta, com 9%. É seguida por Caixa Seguridade, com 7%, e Bradesco e Porto Seguro, ambas com 5% cada.
“A diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3%, comentam em análise enviada a clientes.

“A diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3% do total de prêmios, considerando apenas linhas com potencial impacto”, afirmam. Não houve mudanças nas classificações do BofA para os papéis de bancos e seguradoras.