Bradesco Seguros lança ferramenta para corretor ampliar presença no digital

Giuliano Generali Bradesco

Fonte: Bradesco

Em um cenário no qual consumidores estão cada vez mais exigentes e conectados, o Grupo Bradesco Seguros reforça sua estratégia digital e disponibiliza uma nova ferramenta que permite aos corretores de seguros criarem sites de venda, como um e-commerce.

Página de Vendas viabiliza o fortalecimento da presença digital do corretor de maneira fácil, possibilitando uma nova forma de prospecção de clientes e diversificação das vendas. Sem a necessidade de investimentos e conhecimentos técnicos, o profissional consegue criar seu próprio site de vendas com jornadas digitais em apenas 4 passos simples.

Para Giuliano Generali, Superintendente Sênior de Canais Digitais e Experiência do Cliente no Grupo Bradesco Seguros, a adoção de jornadas digitais pelos corretores é uma grande oportunidade para aprimorar a relação com o cliente e complementar os resultados. “As novas tecnologias têm criado muitas possibilidades para levar soluções de proteção cada vez mais personalizadas e onde o cliente estiver, como essa nova ferramenta que possibilita aos nossos parceiros comerciais mais opções para a oferta de produtos aos seus clientes. Essa é mais uma entrega alinhada à nossa estratégia de apoiar os nossos corretores com ferramental, tecnologia, dados e capacitação, para que eles tenham condições de operar nesse modelo digital e dinâmico, complementando a oferta e o trabalho consultivo que eles realizam para produtos de maior complexidade” afirma o executivo.

Nesse primeiro momento, a Página de Vendas permite a oferta de planos odontológicos, mas, até o fim do ano, a previsão é disponibilizar outros produtos, como o Seguro Viagem e Residencial.

O Grupo Bradesco Seguros trabalha para que as relações entre clientes, corretores e a marca possam ocorrer em múltiplas ocasiões e formatos. Acreditamos que o digital e o físico se complementam, e, ao oferecer soluções como a Página de Vendas, que se somam ao atendimento humanizado dos corretores, contribuímos para essa integração e uma melhor experiência dos clientes.

Indenizações por catástrofes avançam para US$ 62 bilhões no  1º  semestre de 2024, segundo Munich Re

mudanças climáticas

Perdas globais no primeiro semestre de 2024, de US$ 120 bilhões, foram menores do que no ano anterior (US$ 140 bilhões). No entanto, 2023 foi afetado por perdas extremamente altas em conexão com o terremoto severo na Turquia e na Síria. Em uma comparação de longo prazo, as perdas totais no primeiro semestre de 2024 superaram claramente os valores médios tanto dos últimos dez anos quanto dos 30 anos anteriores, detalha o estudo divulgado hoje pela resseguradora Munich Re.

As inundações catastróficas, tempestades extremas e dois terremotos resultaram em perdas totais de aproximadamente US$ 120 bilhões. As perdas seguradas globais, de US$ 62 bilhões, são significativamente maiores do que a média de dez anos, que é de US$ 37 bilhões. O número de fatalidades relacionadas a desastres naturais diminuiu em comparação com anos anteriores. 68% das perdas totais e 76% das perdas seguradas são atribuíveis a tempestades severas, inundações e incêndios florestais.

As perdas seguradas aumentaram ligeiramente em relação ao ano anterior, de US$ 60 bilhões para US$ 62 bilhões – e significativamente acima dos valores médios dos últimos 10/30 anos (ajustados pela inflação: US$ 37 bilhões/24 bilhões). Notavelmente, a participação de reivindicações por “riscos não máximos” – que incluem tempestades severas, inundações e incêndios florestais – foi novamente alta: 68% do total de perdas e 76% das perdas seguradas foram causadas por esses desastres naturais.

Desastres naturais mais custosos no primeiro semestre de 2024

O desastre natural mais custoso no primeiro semestre do ano foi um terremoto no Japão no Dia de Ano Novo. Com uma magnitude de 7,5, abalou a costa oeste do Japão, perto da Península de Noto. Numerosos edifícios desabaram e milhares de pessoas ficaram sem energia ou água potável por semanas. Mais de 200 pessoas morreram. As perdas totais estimadas foram de cerca de US$ 10 bilhões, incluindo perdas seguradas de aproximadamente US$ 2 bilhões. O país é considerado bem preparado para desastres naturais: quando ocorrem, medidas preventivas como métodos de construção resistentes a terremotos, sistemas avançados de alerta precoce e uma estratégia robusta de resposta emergencial podem salvar muitas vidas.

“Desastres naturais relacionados ao clima, especialmente na América do Norte, são novamente proeminentes nas estatísticas de perdas do primeiro semestre. Além disso, houve inundações em regiões onde são extremamente raras, como Dubai. Considera-se altamente provável que as mudanças climáticas desempenhem um papel nessa tendência. As mudanças climáticas implicam em riscos em evolução que todos – sociedade, economia e setor de seguros – terão que se adaptar, para mitigar as perdas crescentes de eventos relacionados ao clima”, comentou Thomas Blunck, Membro do Conselho de Administração da Munich Re, em nota sobre o estudo.

Generali GC&C anuncia parceria estratégica com a SRS Altitude

Fonte: Generali

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) anuncia uma parceria estratégica com a SRS Altitude, a primeira Managing General Underwriter (MGU) europeia especializada em Transferência Alternativa de Risco (ART). O acordo marca a entrada da GC&C no segmento de soluções de (Res)seguro Estruturado dentro do mercado de ART, alinhando-se com a ambição da GC&C de aprimorar sua proposta de valor neste segmento.

Por meio desta colaboração, GC&C irá aprimorar suas ofertas de ART & Captive e expandir sua base de clientes em várias linhas de negócios, além de permitir que GC&C aproveite inúmeras oportunidades de venda cruzada, fortalecendo assim sua proposta de valor.

Christian Kanu, CEO da Generali Global Corporate & Commercial, afirmou: “Estou orgulhoso desta parceria com a SRS Altitude e estou convencido de que ela representa uma oportunidade única para fortalecer ainda mais nossa oferta de Transferência Alternativa de Risco. Este acordo aumentará as oportunidades de venda e fortalecerá nossa proposta de valor geral. Graças a esta colaboração e ao nosso alcance global e expertise, seremos capazes de fornecer os melhores serviços da categoria aos nossos clientes”.

Loredana Mazzoleni Neglén, CEO da SRS Altitude, comentou: “A SRS Altitude aproveitará a capacidade de resseguro dedicada, o alcance global e a excelência técnica da Generali Global Corporate & Commercial para fornecer soluções de ART personalizadas para clientes corporativos. Nossas forças combinadas fornecerão expertise e capital excepcionais, atendendo às necessidades únicas dos clientes”.

Seguro rural: recursos incertos para enfrentar riscos crescentes

Brasilseg Seguro rural

Fonte: Valor Econômico, Revista Agronegócio

Previsibilidade. Esta é a palavra mais repetida quando o assunto é o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que visa proteger a safra, especialmente de riscos climáticos. Mas de previsível nem o tempo, nem os recursos disponibilizados pelo governo federal aos produtores. “Temos as adversidades do clima com a ocorrência do El Niño na safra atual e previsão de La Niña em 2024/2025. Precisamos de previsibilidade para elevar a área segurada e mitigar riscos dos produtores com custos cada dia mais elevados”, afirma Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Desafios não faltam para o seguro rural avançar no Brasil. O governo tem relegado esse tipo de seguro a segundo plano, sem novos recursos incluídos no anúncio do Plano Safra 2024/2025, assim como foi em 2023, acentuando a instabilidade orçamentária, o que, segundo os entrevistados, destrói o planejamento das seguradoras e dos produtores, que acabam recorrendo ao refinanciamento da dívida em caso de perdas.

Como o seguro rural segue o ano civil, e não o ano safra, os recursos só são definidos junto com o Orçamento da União. De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o pleito de seguro rural em torno de R$ 3 bilhões será trabalhado na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. A CNA luta para conseguir R$ 4 bilhões diante das incertezas climáticas. As contratações do PSR estão concentradas em seis atividades, que representaram aproximadamente 85% do orçamento aplicado no ano de 2023, como soja, milho, trigo, maçã, café e uva.

Mesmo anunciando os recursos pretendidos, o governo não cumpriu ou atrasou os valores disponibilizados no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional nos últimos três anos. No primeiro semestre deste ano, foram liberados apenas R$ 346,5 milhões para a subvenção ao prêmio do seguro rural do orçamento de R$ 947,5 milhões de 2024. Ao todo, foram subvencionadas 31,9 mil apólices, com área coberta de 1,6 milhão de hectares e valor assegurado de R$ 8,8 bilhões. Em 2021, R$ 1,15 bilhão, suficiente para segurar 17% da área plantada no Brasil. Em 2022, pouco mais de R$ 1 bilhão. Em 2023, o pedido era de R$ 2 bilhões, mas só vieram R$ 933 milhões, o que cobriu apenas 8% da área plantada.

O Plano Safra 2024/2025 trouxe apenas um aporte de R$ 500 milhões destinado ao Rio Grande do Sul, que sofreu com enchentes e inundações. “Um evento semelhante teria proporções catastróficas para o agro se tivesse ocorrido três ou quatro semanas antes no Sul, antes da colheita da safra”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de resseguros do IRB(Re).

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) monitora a atuação das seguradoras habilitadas no PSR no Sul do Brasil. Do total de aproximadamente 16 mil apólices comercializadas para as principais culturas de verão (arroz, milho e soja), cerca de três mil estavam com aviso de sinistro até junho. De acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o seguro rural acumula 2.215 pedidos de indenizações, estimadas em R$ 181 milhões até 16 de junho.

A tragédia no Sul colocou novamente na pauta do setor a criação de um fundo catástrofe para fazer frente a perdas acima da série histórica, como a registrada em 2022. “Apenas entre os anos de 2020 e 2022, as seguradoras pagaram aos produtores rurais cerca de R$ 16 bilhões em indenizações”, comenta Jônatas Pulquério, diretor do departamento de gestão de risco na Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa).

De acordo com Rios, da CNA, com o maior volume de perdas, o fundo se torna urgente para manter as seguradoras no ramo e preços mais estáveis para os produtores. O fundo seria acionado para recompor as perdas das seguradoras em caso de eventos climáticos severos acima da série histórica, evitando assim a instabilidade da oferta do seguro. A CNA também quer blindar os recursos, por meio da transferência dos recursos para Operações Oficiais de Crédito (OOC).

Os executivos de seguros afirmam que a demanda dos produtores é grande e há frustração com os valores liberados. “A insuficiência de recursos destinados à subvenção do prêmio do seguro rural coloca em risco a segurança financeira dos produtores, que precisam recorrer a renegociações de dívidas, o que é um ônus maior para o governo do que reservar recursos para o subsídio”, argumenta Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

A Brasilseg, líder do segmento, manteve-se presente em todas as regiões de atuação, por ter um contrato de resseguro adequado. “É fundamental que se criem mecanismos que viabilizem a universalização do seguro em todo o país, para reforçar o conceito do mutualismo e dar sustentabilidade diante das perdas que certamente serão registradas em virtude dos fenômenos climáticos cada vez mais frequentes e impactantes”, comenta Amauri Vasconcelos, CEO da Brasilseg, uma empresa da BB Seguros.

No ano passado, a Brasilseg ampliou em 44% o volume de negócios com parceiros agro para além do balcão do Banco do Brasil, em especial com revendas agrícolas, cooperativas e correspondentes bancários, e a expectativa é continuar fortalecendo essas relações em 2024.

Fabio Damasceno, diretor técnico de seguro rural da Mapfre, segunda maior seguradora do segmento, acredita que a discussão no seguro rural, principalmente com a tragédia do Rio Grande do Sul, deve incluir todo o setor atingido, governo e sociedade para mudar esse cenário de incertezas. “O cerne da questão são as mudanças climáticas, que se anteciparam em muitos anos, e as ofertas atuais de seguro precisam ser revistas. Embora os modelos de precificação tenham evoluído, o clima e a conjuntura econômica são dinâmicos e podem alterar completamente a estratégia e a percepção de risco de todos os envolvidos. A imprevisibilidade de recursos, calendário e contingências relacionadas aos subsídios adicionam mais complexidade.”

Imprevisibilidade no seguro rural suscita debates sobre clima, produto e tecnologia

Apesar da grande importância do subsídio para ampliar o uso do seguro rural no agronegócio no Brasil, a imprevisibilidade tem incentivado a criação de novas estruturas de oferta de seguros para o segmento. Como alternativa, as empresas da cadeia de valor do agro, tais como, cooperativas, fornecedoras de insumos, instituições financeiras e revendas agrícolas, começaram a buscar por soluções estruturadas, visando oferecer solução para todo o seu portfólio de produtos, afirma Paulo Vitor Rodrigues, diretor regional de Food & Agribusiness na corretora Aon LATAM.

Nesta semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liberou R$ 210 milhões de recursos adicionais exclusivos para contratação de seguro rural no Rio Grande do Sul no 2º semestre deste ano, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O auxílio financeiro do governo federal que apoia a contratação de seguro rural irá beneficiar cerca de 22 mil produtores gaúchos, com aproximadamente 31 mil apólices. O ministério também prevê que a área rural segurada deve alcançar 1 milhão de hectares e o valor total dos bens segurados pode alcançar R$ 9,5 bilhões.

A liberação do valor extra foi possível após a pasta alterar a distribuição do orçamento total de R$ 1,15 bilhão do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2024, conforme a Resolução 101, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, publicada nesta segunda-feira (29). E ocorre após as fortes chuvas que atingiram o estado nos meses de abril e maio.

Em nota, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, afirmou que o governo federal está atento aos problemas enfrentados pelos produtores das regiões do estado atingidas pela catástrofe climática de maio.

De acordo com a CNseg entre 2013 e 2023, desastres naturais causaram R$ 639,4 bilhões de prejuízos em todo o Brasil, sendo 56% dos prejuízos no setor agropecuário. Na última safra, apenas 7% das lavouras cultivadas no Brasil estavam seguradas. Segundo o presidente da Confederação, é importante que seja ampliados os recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além de outros mecanismos, junto à União, para que se possa mitigar os riscos das operações do Seguro Rural em um contexto de mudanças climáticas. “Não dá para ter mais esse modelo com restrição orçamentária tão severa do PSR, não é mais sustentável. Podemos ter sérios problemas na agricultura brasileira nos próximos anos, se não tivermos uma expansão dos mecanismos de cobertura de risco”, destacou.

Devido ao cenário de perdas das safras de 2021 e 2022, onde somente de janeiro a junho de 2022 foram indenizados mais de R$ 7,7 bilhões, segundo dados da Susep, 352% acima do mesmo período do ano anterior, as seguradoras enfrentaram mais dificuldades na negociação de seus contratos de resseguros, tornando as condições mais restritivas e a capacidade mais limitada. Isso impactou o acesso ao seguro para pequenos e médios produtores de maneira individual.

Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re), afirma que no ramo agrícola, o efeito da tragédia do Sul foi relativamente pequeno, pois boa parte da safra já estava colhida. Além disso, o estado já vinha de quatro quebras de safra nos últimos cinco anos, o que já estava refletido na precificação e tinha reduzido as contratações na região pois os produtores se encontravam sufocados com o baixo preço das commodities e alta de custos de produção. Para o setor de máquinas e equipamentos, a perda poderá ser maior. “Estamos em processo de avaliação do prejuízo total com as seguradoras”, informou.

Segundo Castillo, disseminar a gestão de riscos é uma missão séria. “Estamos cientes de que existe uma grande lacuna de proteção no mundo e, em especial, no Brasil. Eventos como esse mostram claramente a diferença entre a perda segurada e as perdas econômicas. Acreditamos em um amplo debate entre o mercado de seguros, o poder público e os agentes do setor agrícola (empresas de tecnologia, cooperativas, bancos etc). Entendemos que o setor precisa de proteção, pois eventos catastróficos como o do Rio Grande do Sul têm o potencial de destruir toda a cadeia produtiva e a economia de diversas cidades. Um evento semelhante teria proporções catastróficas para o agro se tivesse ocorrido três ou quatro semanas antes”.

O debate deveria envolver temas como o crédito ao produtor, o seguro agrícola e a subvenção federal se espelhando em modelos que deram certo em outros países. Desta forma, os bancos seguiriam atuando na captação e financiamento, as cooperativas na tecnificação do produtor, as empresas de tecnologia seriam demandadas para apresentar soluções para modernizar o programa, o mercado segurador no zelo pelo resultado e de suas margens de lucro e o governo nas políticas públicas de auxílio ao produtor, vinculados ao crédito e ao seguro.

Felipe Alves, CEO da Essor Seguros, segue na mesma linha de “união” de todos. ‘A frequência e severidade dos acontecimentos recentes realçam a necessidade de implementar ferramentas adicionais para prevenção e mitigação de riscos e um modelo de seguro catastrófico, onde haja colaboração entre os setores público e privado, com responsabilidade compartilhada entre estes”, cita.

No caso do seguro para catástrofes, há vários exemplos na América Latina. Especificamente para o setor agrícola, um exemplo é o modelo mexicano, onde existem seguros adquiridos pelo governo federal em colaboração com os governos estaduais, conseguindo potencializar os recursos disponíveis, que, através do pagamento do prêmio do seguro, conseguiram proteger os produtores do país (com respectivas regras de distribuição).

“A gestão conjunta de questões relevantes de governança por todos os atores na cadeia do agronegócio é crucial. Além disso, gostaríamos de reforçar a necessidade de criar um modelo de seguro para catástrofes, envolvendo a colaboração de entidades públicas e privadas. É inegável que continuaremos a enfrentar eventos imprevistos com mais frequência, portanto, precisamos estar preparados e seguros para enfrentá-los”, destaca o CEO da Essor.

Outra saída tem sido o seguro paramétrico, com ou sem subvenção. “Sem previsibilidade fica difícil”, afirma Rodrigo Motroni, vice-presidente da Newe Seguros. “Estamos testando e funciona”, conta, citando o case do Sul da Bahia para o pequeno produtor. O seguro paramétrico é baseado na definição de índices verificáveis por meio do uso de tecnologia, sem a necessidade de vistoria presencial de peritos como no seguro rural tradicional, o que reduz os custos e amplia a possibilidade de acesso por pequenos produtores. A modalidade permite a adoção de condições customizadas conforme cada atividade.

Em fevereiro deste ano foi paga a primeira indenização ao produtor baiano devido à falta de chuvas entre agosto e novembro. Na elaboração e contratação da apólice, foi apurada a média de precipitação na região desde 1981 e foram definidos os “gatilhos” para que a indenização fosse acionada e interrompida. Ou seja, se durante aqueles meses chovesse menos do que o “combinado” pelas partes, o cacauicultor teria direito à indenização. O seguro foi feito para uma área de três hectares onde Edmundo Almeida planta cacau no sistema cabruca. A apólice custou R$ 400, já que ele teve subsídio de 40%.

Além do subsídio

Rodrigues, da AON, afirma que a compra do seguro rural não está limitada ao acesso ao programa de subvenção do governo, porém, ele é um grande impulsionador para as vendas. “Quando analisamos os recursos disponibilizados nos últimos 10 anos, é possível observar que a variação de apólices contratadas acompanha a variação do programa. Nos anos em que foram disponibilizados maiores volumes, o número de apólices também subiu e vice-versa”, diz.

Há casos dos seguros de grandes produtores e dos seguros florestais, em que devido ao tamanho das áreas, o programa de subvenção acaba não sendo o maior diferencial e há a contratação do seguro por parte do produtor. Segundo Rodrigues, algumas empresas da cadeia de valor do Agro, visando promover uma proteção ao seu produtor, garantindo a perenidade de suas operações, estão oferecendo subsídios privados para seus clientes, viabilizando assim a contratação do seguro rural, mesmo com a falta de recursos da subvenção federal.

Atualmente, o grupo HDI, composto pelas marcas HDI e Yelum, oferece seguros para Equipamentos Agrícolas em duas modalidades. A primeira é a de Benfeitorias, que é voltada para equipamentos não financiados por crédito rural. A segunda é a de Penhor Rural, que é indicada para equipamentos financiados por crédito rural. Entre os itens cobertos estão tratores, colheitadeiras e implementos, ou seja, qualquer material relacionado às atividades agrícolas, pecuárias, aquícolas e florestais. “Em breve, lançaremos o produto Cultivo no estado do Paraná”, conta Marcos Siqueira, diretor de Transportes e Equipamentos Rurais do Grupo HDI Seguros.

Tecnologia agrega valor à cadeia

As plataformas digitais podem melhorar significativamente as vendas e a distribuição de seguros agrícolas de várias maneiras, afirma Luiz Leonardo Leite Filho, gerente de inovação em agro da Munich Re. Com base na análise de dados capturados, por meio destas plataformas, as seguradoras podem viabilizar a oferta de produtos personalizados, adaptados às necessidades específicas de cada agricultor, com base nos tipos de cultivo, localização geográfica e perfis de risco.

A Munich RE embarcou numa jornada de desenvolvimentos e hoje oferece um conjunto de ferramentas que chamamos de Agro Digital Suite (ADS). Em linhas gerais conta com uma plataforma que viabiliza a distribuição, pela seguradora, do seguro; uma sistemática de análise de risco a nível de talhão; e um módulo de gestão ativa das carteiras.

“Além de alavancarem as vendas, podem contribuir significativamente para uma melhor experiência do agricultor na etapa pós venda, seja enviando notificações sobre os processos de emissão das apólices, suporte a abertura e andamento de sinistros e viabilizando o compartilhamento de informações sobre o risco do produtor com a seguradora”, comenta. Podem ainda ser via de conexão com outros serviços, tais como ferramentas de gestão agrícola, serviços financeiros e acesso ao mercado, oferecendo uma solução abrangente e que agregue valor à cadeia produtiva, aumentando assim a percepção de valor no seguro agrícola pelos agricultores e retroalimentando as seguradoras”, acrescenta.

André Lins, corretora Alper Seguros, aposta na tecnologia como aliada do crescimento do seguro rural, mesmo sem subsídios. “Lançamos a plataforma Agrobiz, 100% digital, para descomplicar a administração e distribuição de serviços agrícolas, entre eles os seguros para diferentes tipos de culturas. Apostamos no potencial deste segmento e nossa meta é plugar inúmeras utilidades além da contratação e gestão dos seguros”. 

Para o executivo da Aon, as plataformas digitais são ferramentas fundamentais na estratégia de distribuição do seguro agrícola. Elas permitem levar autonomia e agilidade para quem está na ponta da operação, podendo ser o corretor, a cooperativa, instituição financeira ou o próprio produtor diretamente. Através das plataformas digitais, é possível escalar a operação, sem que haja um grande aumento no custo. “Um dos principais desafios dessas plataformas está na conexão com os sistemas das seguradoras, geralmente feitas através de uma API (Application Programming Interface), que nem todas as seguradoras possuem ou oferecem para se conectar a uma plataforma terceira”.

Alves, da Essor, concorda, mas faz ressalvas. As plataformas digitais podem ajudar na distribuição e são extremamente importantes na obtenção e controle de informações, contribuindo para tornar a contratação do seguro mais simples e transparente. “Porém ainda é de extrema importância a consultoria no momento da contratação do seguro agrícola, onde o produtor terá a possibilidade de escolher a opção de seguro que melhor se adapta ao seu risco e acima de tudo, entender com clareza sobre as condições de cobertura e os diferenciais de cada seguradora. Ainda estamos em um processo de conscientização da necessidade do produtor rural adquirir um seguro para proteger seu cultivo e seu patrimônio. Trata-se de um produto com uma contratação altamente consultiva, que envolve diversos aspectos relacionados ao local do risco, datas de semeadura, início de cobertura, índice de produtividade garantido, entre outros”.

Felipe Prado Ribeiro, diretor técnico responsável pelas áreas de RD Equipamentos, Produto Financial Lines & Responsabilidade Civil e Produto Agricultura da Sompo, conta que incrementou parcerias com hubs de inovação e agtechs com objetivo de desenvolver serviços de valor agregado que devem contribuir com todo o processo desde a subscrição, gerenciamento de riscos e indenização de sinistros. Entre eles, o uso de monitoramento de colheitas via satélite, drones para vistorias entre outras possibilidades de serviços. Desde 2023 a seguradora tem uma parceria com a Agtech Innovation, hub de inovação especializado no agronegócio que faz parte do network PwC. A parceria foi estabelecida como objetivo fomentar a inovação aberta para o desenvolvimento de soluções que agreguem valor aos seguros voltados ao agronegócio, segmento em que a companhia tem expressiva atuação.

Lucro da Chubb avança 18,7% no semestre, para US$ 4,3 bilhões

A Chubb Limited reportou lucro líquido de US$ 2,23 bilhões, ou US$ 5,46 por ação, para o trimestre encerrado em 30 de junho de 2024, e um lucro operacional de US$ 2,20 bilhões, ou US$ 5,38 por ação. Nos primeiros seis meses do ano, o lucro líquido foi de US$ 4,37 bilhões, com um avanço de 18,7%, e o lucro operacional foi um recorde de US$ 4,41 bilhões, um aumento de 13,5%.

Os prêmios retidos globais de P&C, excluindo agricultura, evoluíram 11,2%, com seguros comerciais subindo 9,6% e seguros de consumo subindo 15,2%. Na América do Norte, houve um aumento de 8,0%, incluindo um crescimento de 12,3% em seguros pessoais e 6,7% em seguros comerciais, com linhas de P&C avançando 8,7% e linhas financeiras caindo 2,9%. Nas operações internacionais, houve um aumento de 15,6%, com um crescimento de 19,1% em seguros de consumo e 13,3% em seguros comerciais; Ásia-Pacífico, América Latina e Europa Continental cresceram 32,9%, 13,7% e 10,8%, respectivamente.

O lucro de P&C foi de US$ 1,42 bilhão. A lucratividade do ano de subscrição em P&C, excluindo perdas por catástrofes, foi um recorde de US$ 1,81 bilhão, crescimento de 11,1%, com índice combinado recorde de 83,2%. Nos seis primeiros meses do ano, o lucro de P&C foi de US$ 2,82 bilhões, com um aumento de 6,8%, e, excluindo perdas por catástrofes, de US$ 3,43 bilhões, um aumento de 10,7%. Ambos foram recordes.

As perdas por catástrofes antes de impostos foram de US$ 580 milhões, em comparação com US$ 400 milhões no ano passado. Nos primeiros seis meses deste ano, as perdas por catástrofes foram de US$ 1,02 bilhão, em comparação com US$ 858 milhões no ano passado.

Os prêmios retidos de Seguros de Vida foram de US$ 1,58 bilhão, um aumento de 24,5%, ou 27,6% em dólares constantes, e o lucro do segmento foi de US$ 276 milhões, um aumento de 8,7%, ou 11,4% em dólares constantes. Os prêmios retidos de Seguros de Vida foram de US$ 2,13 bilhões, um aumento de 27,4%, ou 31,1% em dólares constantes.

O lucro de investimentos antes de impostos foi de US$ 1,47 bilhão, um aumento de 28,2%, o lucro ajustado de investimentos foi de US$ 1,56 bilhão, com crescimento de 25,9%. Ambos foram recordes.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado foi de 14,7%. O lucro operacional sobre o patrimônio tangível (ROTE) anualizado foi de 21,1% e o ROE operacional anualizado foi de 13,3%.

Evan G. Greenberg, Presidente e CEO da Chubb Limited, comentou: “Tivemos mais um excelente trimestre, que contribuiu para resultados recordes no semestre. O lucro operacional por ação no trimestre cresceu 9,3%, enquanto o lucro operacional recorde no acumulado do ano avançou 15,7%. Nossos resultados de subscrição de P&C no trimestre foram simplesmente excelentes, apesar de um nível mais alto de perdas por catástrofes, com um índice combinado de 86,8%, e suportados por uma lucratividade do ano de subscrição ex-CAT de US$ 1,8 bilhão e um índice combinado de 83,2%. O lucro ajustado de investimentos superou US$ 1,5 bilhão, com aumento de quase 26%, um recorde, e ampliamos os ganhos do segmento de vida em cerca de 11,5% em dólares constantes, com o seguro de vida crescendo mais de 15% nas operações internacionais. Produzimos crescimento de dois dígitos na receita de prêmios em todo o mundo, com resultados fortes nas divisões de P&C da América do Norte, P&C Internacional e Seguro de Vida.”

“As condições de subscrição de P&C comercial são favoráveis, com o segmento de seguros de propriedades naturalmente mais competitivo e os preços de responsabilidade civil mantendo-se onde precisamos. Observamos que essa tendência em responsabilidade civil é duradoura. A inflação dos custos de sinistros em seguros de calda curta e longa permaneceu estável. As condições de subscrição e o crescimento de linhas de consumo são bastante atraentes, e estamos crescendo a uma taxa de dois dígitos em nosso negócio de linhas pessoais para alta renda na América do Norte, enquanto buscamos um amplo conjunto de oportunidades em A&H e linhas pessoais em todo o mundo.

“Os prêmios retidos totais da empresa aumentaram 11,8%, com P&C Global subindo 11,2% e Seguro de Vida aumentando 24,5%. Os prêmios na América do Norte cresceram 8%, resultado de um avanço de 12,3% em seguros pessoais de alta renda e 6,7% em seguros comerciais, com linhas de P&C subindo 8,7% e linhas financeiras caindo cerca de 3%. No mercado internacional, nossos prêmios aumentaram mais de 15,5%, com seguros comerciais evoluindo 13,3% e seguros de consumo subindo mais de 19%. Ásia-Pacífico, América Latina e o Continente Europeu subiram 32,9%, 13,7% e 10,8%, respectivamente.”

“Em resumo, tivemos um excelente trimestre e, mais uma vez, nossos resultados refletem a força, abrangência e profundidade global da empresa. Estamos confiantes em nossa capacidade de continuar aumentando nossos lucros operacionais a uma taxa superior por meio do crescimento da receita de P&C e margens de subscrição, lucro de investimentos e receita de seguro de vida.”

MetLife supera a marca de 2 milhões de novos clientes em 2024 através da plataforma Xcelerator 

O canal Parcerias da MetLife Brasil tem mostrado resultados consistentes e expressivos de crescimento, através do desenvolvimento de programas de seguros exclusivos e customizados para a realidade dos parceiros em segmentos como bancos, plataformas de investimentos, fintechs, corretores, redes de varejo e veículos. Através da MetLife Xcelerator, de janeiro a junho deste ano, a companhia superou a marca de 2 milhões de novos clientes em parceiros como C6, Eventim, TicketMaster e Yamaha. 

A solução digital, que é um marco na estratégia da MetLife Brasil, foi desenvolvida e lançada em outubro de 2023, em conjunto com a Klimber, insurtech líder da América Latina que reinventou a distribuição digital de seguros. Ela permite que os parceiros comerciais integrem uma ampla oferta de soluções em todos em todo o ciclo de vida dos seus clientes, de forma simples, ágil e customizada. Por meio dela, a MetLife oferece uma nova forma de geração de valor para os clientes, o que auxilia na retenção, ao mesmo tempo em que gera um novo fluxo de receitas e a melhoria das ofertas dentro do ecossistema dos parceiros. Ao integrar o seguro na sua oferta principal, os parceiros podem fornecer aos seus clientes uma solução holística, que se adapta ao seu estilo de vida e satisfaz as suas necessidades financeiras e de proteção através de uma experiência de compra personalizada e 100% digital. 

Segundo Marcelo Tomei, VP Comercial da MetLife Brasil, o produto é essencial na jornada de seguros da companhia, proporcionando uma experiência digital inovadora, tanto para vendas, quanto para o pós-vendas. “A MetLife Xcelerator é um dos pilares estratégicos de inovação da companhia, destacando-se por sua integração ágil e flexível ao ecossistema dos parceiros e pela flexibilidade em oferecer produtos personalizados de seguros de acordo com as necessidades dos clientes”, destaca.

Segundo ele a implementação rápida, que leva apenas poucas semanas e é muito menor do que os sistemas anteriores, simplifica a gestão completa do programa de seguros e nos posiciona de forma diferenciada no mercado, pois amplia o acesso das pessoas aos produtos e soluções e agrega valor aos nossos parceiros, desempenhando um papel crucial na estratégia de embedded insurance. “A oferta de seguros é apresentada no contexto da experiência de compra e da jornada dos clientes, o que proporciona uma maior conversão, justamente pelo momento certo da oferta e da capacidade de personalização”, adiciona.  

Para 2024, a MetLife tem como objetivo democratizar ainda mais o acesso aos seguros e utilizar a MetLife Xcelerator para impulsionar a inovação e a transformação digital, não só no Brasil, como em outros mercados. Atualmente, ela já está disponível no Chile, México e Colômbia e a expectativa é que o case de sucesso seja explorado em outros mercados. “O investimento em tecnologia, inovação e na melhor experiência aos nossos clientes e parceiros é fundamental para atingirmos o objetivo de crescimento de 30% das vendas do Canal Parcerias em 2024”, adiciona Tomei.

Setor de seguros paga R$ 100 bilhões em indenizações até maio

dyogo oliveira cnseg

Fonte: Cnseg

Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostrou que os pagamentos de indenizações do mercado segurador, excluindo a Saúde Suplementar, aos consumidores e empresas somou quase R$ 100 bilhões nos cinco primeiros meses de 2024, avanço de 2% em relação ao ano passado. Somente em maio, impulsionados pelos pagamentos feitos aos segurados do Rio Grande do Sul em decorrência das enchentes que impactaram a região, foram indenizados o total de R$ 22,6 bilhões, o maior valor nominal da série histórica mensal, representando crescimento de 14,5% sobre 2023. Apenas no estado gaúcho, em maio, foram pagos aproximadamente R$ 2 bilhões, valor 175,2% superior ao do ano passado. 

Os principais responsáveis para resultado, no comparativo com maio de 2023, foram: o Seguro Automóvel, que pagou 416,5% a mais em indenizações no mês, totalizando R$ 925,7 milhões; os seguros Patrimoniais, que congregam o Residencial, Condomínio, Empresarial, Grandes Riscos, Riscos de Engenharia, dentre outros, pagaram R$ 314,8 milhões, crescimento de 1.234,0%; o Seguro Rural com mais de R$ 194 milhões retornados aos produtores, avanço de 112,7%; e o Seguro Habitacional com R$ 86,9 milhões pagos, alta de 1.713,9%. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explica que “somados, esses produtos foram responsáveis por quase 90% do montante desembolsado pelo setor de seguros para o Rio Grande do Sul no mês”.

Arrecadação
Ainda desconsiderando a Saúde Suplementar, em termos de demanda, o setor continua a observar aumento na procura por produtos que protegem os bens, a vida e a renda dos consumidores e das empresas. Segundo a CNseg, nos cinco primeiros meses de 2024 foram arrecadados R$ 174,6 bilhões, crescimento de 17,2% sobre 2023. Tal avanço tem sido impulsionado, principalmente, pelo aumento na procura por planos de Previdência Aberta, que, no ano, já acumulam quase R$ 80 bilhões em contribuições, 26,7% a mais que em 2023. 
 

Apenas em maio, o setor segurador arrecadou R$ 35,8 bilhões em prêmios de seguros, contribuições em planos de previdência e faturamento com títulos de capitalização, montante 13,8% superior àquele de maio de 2023. Para o presidente da Confederação, a alta contínua é reflexo de um ambiente em que a segurança financeira e a proteção contra riscos são cada vez mais valorizadas pelos consumidores.
 

Um dos produtos que tem se beneficiado das percepções do consumidor em relação à segurança financeira familiar é o Seguro Funeral. Nos primeiros cinco meses de 2024, o produto arrecadou R$ 710 milhões, avanço de 27,7% sobre o mesmo período de 2023, e pagou mais de R$ 105 milhões em indenizações aos beneficiários, na forma de reembolso de despesas ou de prestação de serviços, desde que relacionados à realização do funeral. 
 

O Seguro Funeral desempenha um papel crucial em garantir que os familiares possam lidar com os aspectos práticos e financeiros de um funeral de maneira adequada e digna, permitindo que o foco seja mantido no apoio emocional e na despedida do ente querido. As coberturas podem compreender: transporte do corpo até o município de residência do segurado, no caso de o falecimento ter ocorrido em outro município; tratamento das formalidades para liberação do corpo; registro de óbito em cartório; atendimento e organização do funeral; sepultamento; cremação; locação e aquisição de jazigo; e outros serviços que estejam diretamente relacionados ao funeral.

Tokio Marine investe na digitalização da integração da assistência 24h  

Fonte: Tokio

Com o objetivo de aprimorar a Jornada do Cliente, a Tokio Marine lança a integração da Assistência 24h dos Seguros Automóvel e Patrimonial para todo território nacional. Em um movimento que faz parte do processo de transformação digital da Companhia, o cliente consegue, por meio de uma nova aplicação – que conecta desde o WhatsApp, Superapp, Chat, Instagram, Messenger, entre outros canais de atendimento – abrir, acompanhar e cancelar uma assistência 24 horas – seja a solicitação de um guincho, eletricista, encanador, entre outras – de maneira totalmente digital, apenas com seu CPF ou CNPJ.

Anteriormente, existiam dois links distintos para abertura de chamados de assistência para seguros auto e patrimonial e, tanto para acompanhamento quanto para cancelamento da solicitação, era necessário que esse processo fosse realizado via 0800. 

Essa solução foi pensada em otimizar a eficiência operacional e gerar agilidade e facilidade para os segurados. É o que destaca Adilson Lavrador, Diretor Executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia. “Hoje mais de 40% das assistências são abertas de forma 100% digital. A iniciativa faz parte de uma série de ações que temos implementado para tornar a Companhia plenamente omnicanal, de modo que o cliente nos acesse de onde quiser e da forma que faça mais sentido para suas necessidades, otimizando também o trabalho da nossa equipe.”, explica.

De acordo com o Executivo, essa integração tem sido bem aceita entre os Segurados, que valorizam a transparência e o posicionamento a respeito de seu chamado, sendo constantemente atualizado. “Além disso, agora, nós conseguimos aprovar orçamentos de forma digital, trazendo mais celeridade também ao processo de reembolso dos nossos Clientes. Nós queremos, cada vez mais, aprimorar e ampliar essas iniciativas por meio do melhor uso da Inteligência Artificial Generativa – então, podem esperar novidades neste sentido nos próximos meses”, finaliza.

Olimpíadas de Paris: os cuidados prévios para garantir a segurança do maior evento esportivo do planeta

Ilan Alper Seguros


Fonte: Alper

 Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais grandiosos e complexos do mundo, reunindo atletas, comissões técnicas e espectadores de todos os cantos do planeta. No entanto, essa magnitude também os torna suscetíveis a uma série de riscos: ameaças terroristas, ciberataques, vandalismos, acidentes e outras situações. A mitigação desses riscos é crucial para garantir a segurança e o sucesso do evento, e é aí que entram as diversas modalidades de proteção, como seguros focados em algumas categorias.
 

Poucas horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, ocorrida no dia 26 de julho, ocorreu um ataque às linhas de trem de alta velocidade da capital francesa, afetando mais de 800 mil pessoas. Em um comunicado oficial, a SNCF, empresa responsável pela administração do transporte ferroviário local, declarou que o evento foi uma ‘sabotagem coordenada e simultânea’.
 

Essa não é a primeira vez que um ataque acontece durante os jogos. Ameaças e atentados terroristas são preocupações constantes em eventos de grande porte. O ataque durante os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, onde 11 atletas israelenses foram mortos, é um exemplo trágico que evidenciou a necessidade de seguros contra terrorismo. Esse tipo de cobertura pode ajudar a proteger contra danos físicos, interrupção de negócios e perdas financeiras resultantes de atos terroristas.
 

Com a digitalização crescente, a segurança cibernética se tornou uma prioridade. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul, houve um ataque cibernético que derrubou a internet e o sistema de emissão de ingressos. Durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, uma série de tentativas de phishing foram direcionadas a organizações ligadas ao evento, além de tentativas de intrusão em sistemas de TI. Hackers tentaram roubar informações confidenciais e comprometer sistemas críticos. Esses ciberataques destacam a importância de seguros cibernéticos para cobrir violações de dados e interrupções de sistemas.
 

“A complexidade e a escala dos Jogos Olímpicos exigem uma abordagem robusta e integrada de gestão de riscos”, afirma Ilan Kajan, vice-presidente de Riscos Corporativos da Alper Seguros. “Os seguros desempenham um papel crucial na proteção contra uma ampla gama de ameaças, desde ataques terroristas até interrupções operacionais”, destaca o executivo.

A infraestrutura geral do evento e os equipamentos dos atletas também são vulneráveis a danos, seja por incêndios, vandalismo e outras causas. Seguros patrimoniais cobrem esses riscos, garantindo a reposição e reparo necessários para a continuidade do evento. Pouco antes do início dos jogos deste ano, um grupo de atletas australianos, que competiriam na categoria BMX, foram assaltados na Bélgica, e tiveram suas malas, carteiras e bicicletas roubadas.
 

Kajan lembra que fatos ocorridos em edições passadas são lições que ajudam a melhorar a estratégia de segurança na edição Paris 2024 dos jogos olímpicos. “Em eventos anteriores, como os atentados em Munique e Atlanta, vimos como a falta de preparação adequada pode ter consequências devastadoras. Aprender com esses incidentes e adotar medidas de proteção robustas, além de ter coberturas de seguro personalizadas, é fundamental para minimizar as consequências e garantir o sucesso de futuras edições”, comenta.
 

Geralmente, a organização dos eventos de grande porte como as Olimpíadas ou a Copa do Mundo contrata o chamado Seguro de Evento. Esta modalidade cobre desde equipamentos específicos até interrupções que inviabilizam a realização do evento, como condições climáticas extremas ou problemas logísticos. Já os seguros de proteção aos atletas podem cobrir desde lesões, acidentes até situações de sequestro.Isso inclui cobertura para despesas médicas, compensações por invalidez ou morte, e assistência em casos de emergência. Todos cenários reais suscetíveis a ocorrer durante o evento em Paris.
 

A logística de transporte de equipamentos e infraestrutura também é crítica. Seguros de transporte cobrem danos ou perdas durante o transporte, como vandalismo ou acidentes que comprometam o uso dos equipamentos.
 

Garantir a segurança e o sucesso dos Jogos Olímpicos requer uma gestão de riscos abrangente e bem planejada. Com a evolução das ameaças e dos desafios, a proteção oferecida pelos seguros se torna cada vez mais indispensável. Como destaca Ilan Kajan: “os seguros não apenas protegem contra perdas financeiras, mas também proporcionam a confiança necessária para que atletas, organizadores e espectadores desfrutem do evento com tranquilidade”.
 

Os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris certamente terão suas próprias complexidades e riscos, mas com uma estratégia de seguros bem delineada, é possível minimizar os prejuízos causados por possíveis riscos, e assegurar que o espírito esportivo prevaleça.