Inflação contribui para aumento de preços do resseguro, afirma Munich Re

Fonte: Reuters e Munich Re

A Munich Re planeja aumentar as taxas de resseguro devido ao rápido aumento nos custos de danos segurados, que estão superando a taxa geral de inflação. O membro do conselho de administração, Thomas Blunck, destacou a situação durante o encontro da indústria ‘Rendez-Vous de Septembre’ em Monte Carlo, enfatizando que a inflação dos danos está superando significativamente a inflação dos preços ao consumidor em muitos segmentos de resseguro.

Blunck apontou vários fatores que contribuem para o aumento nos custos de danos, incluindo o aumento de reivindicações legais por danos nos EUA, tratamentos médicos novos e caros, e a escassez de materiais de construção e trabalhadores qualificados. Esses elementos estão coletivamente impulsionando a inflação dos danos segurados, necessitando uma resposta da resseguradora para manter a estabilidade financeira.

Em linha com esse desenvolvimento, a Munich Re declarou seu compromisso em garantir que as taxas de resseguro e os termos contratuais permaneçam adequados diante desses custos crescentes. A decisão da empresa de ajustar as taxas é uma medida estratégica para abordar a disparidade entre a inflação dos danos e o índice de preços ao consumidor (IPC), garantindo que seus preços reflitam o ambiente de custos real.

Este ajuste pela Munich Re demonstra a postura proativa da empresa na gestão dos desafios impostos pelo atual clima econômico, onde custos específicos relacionados à indústria estão escalando mais rapidamente do que os indicadores mais amplos do mercado.

O foco da empresa em manter taxas de resseguro apropriadas é indicativo da necessidade da indústria de se adaptar às estruturas de custos em mudança para sustentar operações e lucratividade.

Estadão: ANS lançará audiência pública para tentar baratear planos de saúde

Por Cristiane Barbieri e Cynthia Decloedt

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pretende levar a audiência pública este mês alterações nos planos de saúde coletivos e individuais, com o objetivo de reduzir os preços cobrados pelas operadoras e acomodar algumas angústias da indústria e dos usuários de saúde suplementar. O “combo preço” a ser apresentado envolve três pilares do setor: a transparência dos reajustes e o agrupamento de contratos de planos de saúde coletivos, bem como a possibilidade de revisão técnica nos reajustes dos planos individuais. A expectativa é que novas normas estejam concluídas até o fim do ano, quando termina o mandato do atual presidente da agência, Paulo Rebello.

O tema tem pressionado o governo e o Congresso. Em maio, o líder da Câmara, Arthur Lira, chegou a fechar um acordo com as operadoras para que interrompessem cancelamentos unilaterais de planos e fossem buscadas alternativas para mitigar os desequilíbrios no setor. Usuários dos planos de saúde, por outro lado, tem exigido a convocação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os cancelamentos.

As propostas a serem levadas a debate público, porém, acontecem na ANS há alguns anos. “A partir de agora, é como se fosse a ponta do iceberg, mas já passamos por um processo muito longo”, diz Rebello. “A minuta para essa reta final já está praticamente pronta, com a avaliação de impacto regulatório aprovado.” Com isso, ele afirma, a ideia é que, após apreciadas as contribuições das consultas públicas, as mudanças sejam publicadas e implementadas já a partir do próximo ano.

O primeiro item do “combo” diz respeito à diluição dos riscos nos planos de saúde coletivos, o que, para a ANS, deve acarretar na redução no valor cobrado. A ideia é fazer com que planos coletivos com menos de 29 vidas se juntem num mesmo contrato e os reajustes estabelecidos valham para todos. “Isso dá uma proteção maior ao sistema porque, se houver um beneficiário puxando os custos para cima, esse reajuste é diluído entre mais participantes”, afirma Rebello. “Nas simulações feitas até agora, os planos menores perdem a discrepância nos reajustes e passam a ter um comportamento similar aos outros.”

Ainda em relação aos planos coletivos, outro objetivo das mudanças é dar mais transparência aos contratos, principalmente em relação a reajustes. Com isso, diz Rebello, os consumidores poderão ter mais clareza ao tomar decisões. Poderão comparar os reajustes aplicados, avaliar uma eventual portabilidade para planos com condições melhores, sabendo o porcentual de reajuste e o valor final do plano.

Além dos preços, esta maior transparência envolve itens como descredenciamento de prestadores de serviços. A ANS promete o estabelecimento de regras claras, bem como a necessidade de oferecer ao beneficiário outro serviço equivalente. “Vai haver um olhar mais rígido, por parte da agência, para a questão da qualidade da assistência prestada, como na troca de hospitais”, diz ele.

Estímulo aos individuais

Dentro do “combo preço”, há ainda a expectativa de avançar na revisão técnica dos reajustes nos planos de saúde individuais. Ao buscar equilibrar contratos hoje deficitários para as operadoras, a agência espera gerar incentivo para a retomada da venda de planos individuais e familiares. “Essa retomada poderia gerar aumento de concorrência e redução de preços, o que ampliaria o acesso e a oferta de planos, principalmente para aqueles que não possuem elegibilidade para coletivo”, afirma Rebello. “É uma medida que colabora para a sustentabilidade do setor.”

A ideia é que as operadoras submetam contratos deficitários à agência, que decidirá se poderá ser feita – ou não – essa revisão. Hoje, as operadoras não podem rescindir contratos de planos de saúde individuais (a menos em casos de inadimplência ou fraudes), nem praticar ajustes acima dos autorizados pela ANS. “Em algumas situações, há contratos que podem não ter captado a necessidade de reajuste e a revisão técnica vem exatamente nesse sentido”, afirma Rebello.

Nesta discussão há a hipótese de que, para submeter contratos à revisão técnica, a operadora seja obrigada a retomar a venda do plano individual. “É uma hipótese bastante simpática, até porque essa renovação poderia oxigenar a carteira, com pessoas mais jovens”, diz ele.

Além disso, caso sejam aprovados reajustes superiores ao porcentual de aumento já autorizado pela ANS ao setor nos planos individuais, a diferença terá de ser diluída ao longo de anos para não impactar demais o usuário. De acordo com Rebello, estão sendo feitos estudos internos e simulações para se chegar à melhor hipótese a ser adotada.

Simultaneamente, também está sendo avaliada se a fórmula de reajuste geral dos planos de saúde, aprovada em 2018, atende ao proposto. Essa revisão seria feita para avaliar se novas tecnologias, o envelhecimento da população e custos inesperados estão sendo captados. Até agora, a indicação é que não haveria mudança na regra.

Philippe Donnet, da Generali, é confirmado como melhor CEO no setor de seguros

Philippe Donnet CEO Generali

Fonte: Generali

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, foi eleito pela Extel (ex-Institutional Investor) como “Melhor CEO” do ano no setor de seguros da Europa. A revista independente é especializada em finanças internacionais e a premiação reflete o feedback combinado de investidores e analistas.

A Generali foi destaque em diversas categorias importantes: o CFO, Cristiano Borean, foi premiado como “Melhor CFO” no setor de seguros; a equipe de Relações com Investidores e Agências de Classificação também ficou em primeiro lugar nas categorias “Equipe de RI”, “Profissional de RI” (Fabio Cleva, chefe do setor), “Programa de RI” e “Dia do Investidor/Analista”. Além disso, a Generali foi premiada com a primeira colocação na categoria “Programa de ESG”.

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, afirmou: “Estamos orgulhosos de que a comunidade financeira tenha mais uma vez reconhecido o nosso compromisso em promover melhor engajamento e comunicação com o mercado. Esses elementos são ainda mais essenciais hoje, à medida em que estamos prestes a atingir totalmente as metas de nosso plano ‘Lifetime Partner 24: Driving Growth’ e a embarcar em um novo ciclo estratégico. Gostaria de agradecer a todos os colegas pelo trabalho excepcional contínuo e pelo compromisso em sempre fornecer informações claras, confiáveis e em tempo hábil, o que nos permitiu receber mais uma vez esses importantes reconhecimentos da indústria este ano”.

O ranking da Extel reflete as avaliações de cerca de 1,8 mil profissionais, investidores institucionais e analistas financeiros. Os CEOs foram avaliados com base nos critérios de credibilidade, liderança e comunicação, enquanto os CFOs tiveram como base a alocação de capital, gestão financeira e comunicação. Além disso, foram analisadas a qualidade do conselho de administração e as métricas de ESG.

Vários fatores foram examinados para avaliar as atividades de Relações com Investidores, incluindo roadshows, qualidade das informações financeiras, conhecimento de negócios e mercado e a capacidade de resposta e posição da empresa.

Caixa Residencial patrocina Casa Sambabook, no Rio, com homenagem a Beth Carvalho

As seguradoras têm atuado como patrocinadoras de eventos culturais e artísticos. Entre os eventos apoiados em 2024, nesta semana temos o patrocínio da Caixa Residencial, uma parceria entre a Caixa Holding Securitária e a Tokio Marine Seguradora, para a Casa Sambabook, evento que acontece de 6 a 8 e de 13 a 15 de setembro no Rio de Janeiro. Segundo Joaquim Cruz, CEO da Caixa Residencial, o apoio faz parte da estratégia de preservação da cultura brasileira.

“Estamos construindo um propósito para a companhia que é o de tornar a proteção e o cuidado preventivo acessíveis para todos os lares brasileiros. Estamos falando de inclusão e brasilidade, e nada mais brasileiro e inclusivo que um projeto que aborda a riqueza da musicalidade que o samba nos traz”, comenta o executivo ao falar sobre o patrocínio da Caixa em projetos culturais, como a Casa Sambabook, idealizada pela Musickeria e liderada por Afonso Carvalho. O espaço será inaugurado nesta sexta-feira, 6 de setembro.

Com cinco edições lançadas em formatos multiplataforma, o Sambabook já homenageou grandes ícones do samba. O Bethquim, parte da sexta edição, celebrará a vida e obra de Beth Carvalho, com músicos que tocaram com a artista. A programação inclui uma roda de samba com Mosquito, Prettos, Lu Carvalho, Ana Costa e Marina Iris. “O lar é um espaço de segurança, dignidade e bem-estar, e lares protegidos promovem o desenvolvimento social e a cidadania. O samba é uma das expressões mais genuínas da cultura brasileira e um forte elemento de cidadania”, afirma Cruz.

A Caixa Residencial, que iniciou operações em 2021, começou a investir em projetos incentivados a partir de 2023, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, apoiando iniciativas como um festival audiovisual voltado à preservação da cultura. Em 2024, deu continuidade ao patrocínio da Orquestra Rio Villarmônica, com talentos oriundos de projetos sociais, e de um circuito de corridas em São Paulo e Belo Horizonte, focado em saúde e bem-estar, com o apoio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Além disso, a Caixa Residencial patrocina “Peter Pan – O Musical da Broadway”, que será apresentado em novembro, marcando a última temporada do espetáculo no Teatro Liberdade, em São Paulo. A seguradora também expandiu sua atuação para outras regiões do país e ampliou o apoio a projetos com foco em sustentabilidade, saúde e alinhados ao seu negócio, como a construção de casas sustentáveis.

Joaquim Cruz conclui que a Caixa Residencial continuará investindo em projetos que promovam a brasilidade, o bem-estar social e que estejam presentes em diferentes regiões do país, reforçando a atuação nacional e a conexão com o perfil de negócios da companhia.

Susep aprova a segunda SPOC, dentro do ambiente Open Insurance

priscila figueiredo

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) credenciou a segunda sociedade processadora de ordem do cliente (SPOC), para atuar no Open Insurance, que posteriormente se juntará com o Open Banking, criando o Open Finance. Trata-se da Open Power Corretora de Seguros, que tem à frente Priscila Figueiredo, da Via Internet Insurance Consulting.

No início de agosto, Priscila ministrou a palestra “Open Insurance e o papel das SPOCs” durante o “Diálogo Seguro – I Encontro de Seguros: Transformação e Diálogo no Ceará”, promovido pelo Sincor-CE, a ENS e a Fenacor. O evento recebeu cerca de 300 participantes. “Se o mercado de seguros não se posicionar, o Open Finance vai acabar comercializando os produtos de seguros”, disse a integrante do Comitê de Open Insurance da camara-e.net e uma das responsáveis do programa OpenCor da Via Internet Insurance Consulting, Priscila Figueiredo, alertou os corretores de seguros sobre a necessidade da categoria se posicionar neste novo ambiente que surge no setor.

A portaria foi publicada pela Susep no dia 18 de agosto. Em março, a Susep aprovou a  Guru Spoc, que atuará como uma espécie de provedor de utilidades, no modelo B2BC, apoiando assim a transformação digital da indústria de seguro, no âmbito do Open Insurance no Brasil, tendo como sócios Cassio Amaral, que fundou a empresa em parceria com Antonio Cássio dos Santos, que atuou como CEO da Mapfre e Zurich e hoje tem diversos investimentos no mercado de seguros.

As Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente são entidades que, uma vez credenciadas pela Susep, podem atuar provendo serviços ao consumidor de agregação de dados, painéis de informação e controle ou, ainda, mediante o consentimento do cliente, representá-lo, prestando serviços relacionados à iniciação de movimentação financeira. 

No entanto, as apostas gerais dos especialistas sobre o Open Insurance ainda são tímidas. Muitos ainda buscam entender os custos associados aos clientes dentro do ambiente Open, que em algumas simulações se mostraram iguais aos custos de venda tradicional. Apesar deste momento ainda de avaliação temerária sobre quando o Open Insurance vai deslanchar, muitos investidores estudam a viabilidade de se investir no open insurance, com a captação do cliente num ambiente bancário, onde a comissão da venda está nas mãos das corretoras dos bancos.

Levando-se em conta que um dos principais problemas para a penetração do seguro no Brasil ser o custo, a comissão de venda é um dos pontos estratégicos para a democratização do seguro. A conferir o desenrolar desta antiga discussão. O custo do pagamento, antigamente via boleto, já foi solucionado com o PIX.

AM Best coloca IRB (RE) em perspectiva estável

A agência de classificação de risco AM Best revisou a perspectiva do IRB(RE)de negativa para estável e manteve sua nota de força financeira em A- e a classificação de crédito de emissor de longo prazo em “a-“. A decisão reflete a solidez do balanço da empresa, desempenho operacional considerado adequado e melhorias na gestão de riscos corporativos.

A AM Best destacou que as preocupações com a adequação de capital da companhia foram parcialmente mitigadas após a conclusão de uma oferta de capitalização e a melhoria dos níveis de capital ajustado ao risco. A empresa também registrou crescimento de superávit nos últimos anos e conta com proteção por meio de um programa de retrocessão com resseguradoras bem avaliadas, o que limita suas exposições.

O IRB manteve uma participação de quase 33% no mercado de resseguros no Brasil até dezembro de 2023 e ocupou a 11ª posição no ranking global de resseguros da AM Best. A agência reconhece que a companhia implementou medidas para fortalecer sua gestão de riscos e governança, o que contribuiu para estabilizar suas operações.

Entre os fatores que poderiam impactar negativamente a avaliação estão as condições macroeconômicas do Brasil, que poderiam prejudicar o desempenho operacional do IRB e dificultar a captação de capital, caso necessário.

Analistas recomendam a ação

O Infomoney conta que a ação do IRB foi o grande destaque do mês de agosto, com disparada de 65,06%, maior avanço entre os ativos que compõem o Ibovespa e mantendo a sua trajetória de recuperação após a fraude revelada em 2020 que levou a uma derrocada das ações. No ano, os papéis avançam 14%.

A divulgação de resultados do segundo trimestre de 2024 do IRB no último dia 14 foi o catalisador para a disparada das ações do ressegurador. A companhia teve lucro líquido de R$ 65,2 milhões no segundo trimestre, um salto de 225% na comparação ano a ano e acima das previsões de analistas.

Na teleconferência sobre o resultado, o IRB(Re) compartilhou uma mensagem otimista para os próximos trimestres, segundo destacaram os analistas do Citi. “Eles (IRB) acreditam que a maioria das reivindicações sobre Rio Grande do Sul será concentrada no segundo trimestre e que o ‘buffer’ de capital atual permite que eles acelerem (o crescimento) – desde que encontrem demanda a preços certos”, acrescentaram os analistas do Citi em relatório a clientes, reiterando recomendação de “compra” para as ações.

Daycoval adquire divisão de seguros do banco BMG

Fonte: Estadão

O banco Daycoval anunciou nesta quinta-feira, 5, a aquisição da BMG Seguros por meio de sua controlada direta, a seguradora Dayprev Vida e Previdência S.A. O valor da transação não foi divulgado, mas a aquisição tem por base um valor equivalente a 1,47 vezes o patrimônio líquido da BMG Seguros na data de contratação.

Por meio de nota, o Daycoval afirmou que a aquisição está em linha com a estratégia de diversificação de produtos e amplia o foco do banco em seguro garantia e seguro de ramo patrimonial para pessoas jurídicas.

A iniciativa fortalece a oferta de produtos complementares no segmento empresas, cuja carteira de crédito atingiu R$ 40,2 bilhões no segundo trimestre de 2024. No mesmo período, a carteira de crédito total do Banco alcançou R$ 58,4 bilhões, enquanto o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido foi de 24%.

O Daycoval também ressaltou que a operação “reafirma a estratégia de longo prazo do banco, orientada para a sustentabilidade dos negócios e buscando sempre garantir resultados robustos”.

Administração

A BMG Seguros foi fundada em 2016 pelo Grupo BMG e pelos executivos Jorge Sant´Anna e Renata Oliver, que permanecerão no comando da seguradora após a conclusão da operação.

A estrutura administrativa também se manterá inalterada, e deverá operar de forma autônoma e independente, desenvolvendo produtos e soluções no setor.

“Por meio desta transação, o Daycoval une a experiência de mais de 55 anos alinhada à forte estrutura de capital e sólido planejamento estratégico, com foco na expansão de produtos e serviços pautados na diversificação, oportunidade e manutenção do relacionamento de longo prazo com os seus clientes”, afirmou o banco no comunicado.

“Temos observado há algum tempo o crescimento da procura de produtos de seguro por nossos clientes, em especial de produtos de seguro garantia, e acreditamos que os negócios atualmente desenvolvidos pela BMG Seguros possuem complementariedade com aqueles desenvolvidos pelo Banco Daycoval e por outras empresas do grupo. Nos próximos meses, assim que o fechamento da operação ocorrer e a BMG Seguros puder ser definitivamente integrada ao grupo Daycoval, já teremos uma plataforma preparada e capaz de atender a esta demanda”, destaca o diretor executivo Morris Dayan.

O Banco Daycoval ressalta que a conclusão da aquisição está sujeita a determinadas condições precedentes comuns em situações de mesma natureza, incluindo a obtenção das aprovações prévias do Banco Central, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Marsh McLennan e seguradora Zurich defendem ações público-privadas na proteção cibernética

mario greco zurich
divulgação

Um novo relatório do Zurich Insurance Group, grupo segurador multilinha líder global e fornecedor de serviços de resiliência, e Marsh McLennan, empresa líder nas áreas de risco, estratégia e pessoas, destaca a necessidade crítica de um maior envolvimento do setor público para fortalecer a resiliência social no caso de ocorrer um evento cibernético catastrófico.

O documento, intitulado “Fechando a lacuna de proteção contra riscos cibernéticos”, ressalta que é preciso criar soluções inovadoras para resolver as lacunas dos sistemas de proteção – principalmente em relação às pequenas e médias empresas – que devem receber atenção especial, pois, muitas vezes, não possuem seguro adequado para novas ameaças cibernéticas em constante evolução. Malwares em larga escala e interrupções na nuvem são alguns dos exemplos de incidentes cibernéticos que são atualmente considerados seguráveis até um certo nível de perda financeira, e eventos como falhas em infraestruturas críticas, são geralmente considerados não seguráveis. 

Mario Greco, CEO do Zurich Insurance Group, ressalta que a ameaça de ataques cibernéticos representa um risco significativo para a estabilidade social e econômica. “Como seguradora, podemos oferecer algum grau de proteção, mas temos de reconhecer que eventos cibernéticos catastróficos em grande escala apresentam riscos de acumulação substanciais que não podem ser suportados apenas pelo setor privado. Por conseguinte, aumentar a resiliência cibernética é vital para fechar esta lacuna de proteção. Alcançar isto requer fortes parcerias público-privadas para desenvolver estratégias abrangentes que garantam o nosso futuro digital”.

John Doyle, CEO da Marsh McLennan (foto abaixo), enfatiza: “A ameaça dos riscos cibernéticos requer uma ação conjunta para garantir que as organizações estejam protegidas. A indústria de seguros e o setor público devem compreender plenamente a ampla gama de riscos cibernéticos seguráveis e não seguráveis. Portanto, a colaboração é a chave para desenvolver soluções inovadoras, informar os compradores de seguros, melhorar o mercado de seguros cibernéticos e estabelecer parcerias público-privadas robustas que protejam a nossa sociedade e economia destes riscos potencialmente catastróficos”.

De acordo com o relatório, é necessário estabelecer um marco comum para reforçar o compartilhamento de dados, uma maior e mais significativa colaboração e inovação entre a indústria de seguros e o setor público, para ajudar a fechar esta lacuna de proteção, reforçar a resiliência e salvaguardar a sociedade e as economias das crescentes ameaças cibernéticas. Isso não inclui apenas ataques de ransomware e ameaças de agentes maliciosos, mas também interrupções globais de tecnologia da informação e outros incidentes cada vez mais interligados.   

O marco incluiria incentivos robustos como alternativa a uma maior regulamentação, métodos para mensurar o risco cibernético catastrófico quantificável, e estratégias para gerenciar o risco cibernético não quantificável através de parcerias público-privadas. O relatório destaca que estas medidas poderiam ajudar a sustentar a economia em geral, e criar capacidade para o mercado de seguros apoiar a sociedade num contexto de graves riscos de acumulação financeira.

“A adoção de seguros cibernéticos na América Latina e no Caribe permanece extremamente baixa, e destaca o valor de colaborações como essa considerando as diferentes exposições a riscos cibernéticos, e o valor da transferência dos riscos por meio de seguros como proteção financeira”, acrescenta Holly Medforth, Líder de Prática de Cyber para Marsh Specialty na América Latina e Caribe.

Já Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras e Cyber da Zurich no Brasil, reforça que o seguro é uma ferramenta essencial para mitigar os riscos associados às ameaças cibernéticas, fornecendo suporte financeiro e operacional para ajudar na rápida recuperação das empresas, minimizando os impactos dos ataques. Porém, são a última camada de proteção contra os riscos cibernéticos. 

“O custo global dos ciberataques está projetado para aumentar para quase US$ 24 trilhões até 2027, em comparação com os cerca de US$ 8,5 trilhões em 2022. Mesmo com estimativas de os prêmios em seguros dobrarem nesse período, passando dos atuais US$ 14 bilhões para mais de US$ 29 bilhões, empresas de todos os portes precisam ter em mente a importância da implementação de planos robustos de gerenciamento de risco e segurança da informação para aumentar a resiliência cibernética, para além do seguro. O mercado segurador pode ajudar nessa construção, mas são necessárias medidas mais amplas e integrativas para lidar com os riscos crescentes de exposição, que estão entre os principais riscos globais de curto prazo”, conclui.

Alba Seguradora faz parceria com assessoria de corretores C6 Seg

solon Barreto alba seguradora

A Alba Seguradora (ex-Companhia de Seguros Aliança da Bahia) fechou uma parceria estratégica com a C6 Seg, braço de assessoria de corretores de seguros do banco digital C6. “As assessorias são um pilar importante no nosso plano estratégico de crescimento no mercado de seguros. Temos presença física principalmente em Salvador e São Paulo, e, por meio desta união, ampliamos nossa capilaridade de forma sustentável, alcançando mais de 600 municípios, considerando as 14 filiais e os 5,3 mil corretores atendidos pelos 82 funcionários da C6 Seg”, afirmou Solon Barreto, vice-presidente comercial da Alba Seguradora.

Iniciada em julho, a parceria foca na oferta de seguros de riscos patrimoniais e pessoais da Alba. Solon comemora os resultados obtidos em apenas um mês: “Dobramos o número de corretores. Desde o início da nossa operação, conquistamos 200 profissionais de vendas, e agora ampliamos para mais 200 corretores por meio da C6 Seg, que já se cadastraram na seguradora para distribuir nossos produtos”, informou.

Para apoiar as assessorias, a Alba Seguradora contratou este ano Miriam Perra. Segundo Solon, dentro da estratégia de capilarização da distribuição, cinco contratos com assessorias já estão em implementação, e mais três em negociações adiantadas. “Nosso plano é alcançar 1 mil corretores em um curto período, diante dos benefícios que oferecemos, como o portal do corretor, que conta com cotadores que dão autonomia na ponta, além de produtos competitivos”, destacou.

Augusto Brum, diretor comercial da C6 Seg, também celebrou a parceria com a Alba Seguradora: “É a seguradora mais antiga do país, com capital 100% nacional, trazendo uma expertise única e respeitada no mercado. Oferece diferenciais importantes para nossos 5,3 mil corretores, como agilidade, preços competitivos e produtos modernos. Certamente, esta será uma parceria de sucesso para todos e que contribuirá para elevar o consumo per capita de seguros pela sociedade brasileira”, afirmou.

Atualmente, menos de 15% das pequenas e médias empresas possuem seguros patrimoniais, o que torna esse nicho um grande potencial de expansão para os negócios de corretores e seguradoras.

Prudential do Brasil garante o seguro de vida no Rock in Rio 2024

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil, patrocinadora do Rock in Rio 2024 e seguradora de vida oficial do evento desde 2019 e segue como seguradora de vida oficial do festival, com o compromisso de proteger todas as pessoas que estarão presentes no evento – público, artistas, bandas e staff – por meio de um seguro de vida em grupo com coberturas de morte acidental, invalidez por acidente e despesas médicas hospitalares e odontológicas em decorrência de acidente. A estimativa é que mais de 700 mil pessoas estarão protegidas pelo seguro de vida da Prudential durante os sete dias de festival.

A seguradora também apresenta a Escalada Prudential Rock, que se tornou uma das ativações mais disputadas do evento com mais de 10 mil participantes nas últimas duas edições. A atração tem nove metros de altura e ficará instalada próxima ao Palco Favela, oferecendo uma vista panorâmica e privilegiada da Cidade do Rock.

O objetivo da empresa no festival é se conectar ainda mais com o público por meio de ativações já consagradas, como a Escalada Prudential Rock, além de outras novidades como a Casa Prudential – uma área de relacionamento destinada para convidados da seguradora.

“A Escalada Prudential Rock mescla aventura e emoção e já é uma marca registrada do Rock in Rio, trazendo um sentimento de superação para quem chega ao topo. Mais uma vez, estamos orgulhos em trazer essa ativação para o festival e apresentar outras novidades como a Casa Prudential. Acredito que será mais uma experiência única para o público e os nossos stakeholders nesta edição emblemática de 40 anos do festival. Nosso objetivo é proteger vidas e conseguiremos conectar com pessoas que estarão reunidas celebrando a vida entre amigos e família”, afirma a diretora de Marketing e Insights da Prudential do Brasil, Fernanda Riezemberg.

Escalada Rock e ativações em 2024

A Escalada Prudential Rock é uma parede de nove metros de altura e três vias de subida com diferentes graus de dificuldade. A atração tem capacidade para receber 700 participantes por dia, aproximadamente cinco mil ao longo dos sete dias de evento. Para participar, basta comparecer ao local que ficará próximo ao Palco Favela. Não é necessário reservar.

Quem chegar ao topo ainda curte a aventura de escorregar por um poste que termina em uma piscina de bolas. Aqueles que participarem ganharão uma bolsa inflável que vira uma almofada. O mimo fez sucesso com o público nas últimas edições e foi bastante usado para descansar entre uma atividade e outra ou esperar seu show preferido.

Além disso, nesta edição, a seguradora lançará a Casa Prudential, um ponto de encontro para seus convidados com uma excelente localização, na lateral do Palco Mundo. O local servirá para descanso, interação e relacionamento, e contará com um espaço instagramável com lambe-lambe para quem quiser registrar esse momento especial. Com uma estrutura moderna e inovadora, a Casa terá uma fachada interativa que exibirá mensagens em led enviadas pelo público. Para participar, basta ler o QR Code disponível no local e responder a pergunta: “Que fã da vida é você?”.

Na área VIP do festival, espaço exclusivo para um público restrito, a Prudential também terá uma ativação com uma roleta que apresentará, de forma lúdica e divertida, os atributos da companhia. Quem participar da dinâmica terá a chance de concorrer a diversos brindes.