Moody’s eleva perspectiva de resseguradoras globais para positiva

moodys resseguro

Fonte: Reuters

A Moody’s Ratings elevou sua perspectiva para as resseguradoras globais de estável para positiva, devido aos preços mais altos e políticas mais restritivas das resseguradoras, além de uma renda de investimentos saudável, afirmou a agência de classificação de risco em um comunicado na terça-feira.

As resseguradoras, que seguram as seguradoras, aumentaram suas taxas e excluíram alguns negócios nos últimos anos em resposta a perdas acentuadas causadas pela pandemia de COVID-19, guerras e catástrofes naturais. Taxas de juros mais altas também impulsionaram a renda de investimentos das resseguradoras.

“Esperamos que os preços do resseguro de propriedade permaneçam favoráveis”, disse Brandan Holmes, oficial de crédito sênior da Moody’s. “Balanços sólidos ajudarão as resseguradoras a resistir a possíveis perdas elevadas por catástrofes.”

No entanto, compradores de resseguro esperam que os aumentos de preços do resseguro de propriedade desacelerem no próximo ano, após anos de aumentos “significativos” nas taxas, de acordo com uma pesquisa anual da Moody’s com resseguradoras globais de propriedade e acidentes.

Paulo Dart assume como vice-presidente de benefícios da corretora de seguros Inter Risk

paulo Dart Inter Seguros

A corretora de seguros Inter Risk contratou Paulo Dart como vice-presidente da Inter Benefícios. O executivo atua há mais de 19 anos no setor de benefícios e capital humano, passando por operadoras, seguradoras e consultorias e vai liderar uma área que registrou avanço de 230% em seu número de colaboradores de 2020 até hoje.

Antes de se juntar à Inter, Paulo ocupou posição no board da D’Or Consultoria, contribuindo para a expansão e blindagem de carteira, bem como a alavancagem de resultados e posicionamento estratégico. “Estou honrado em me juntar à Inter Risk, uma referência no mercado de seguros, que está ampliando sua atuação com investimentos estratégicos e a chegada de executivos de alto nível. Na Inter Benefícios, temos uma carteira butique que entrega soluções sob medida, com um NPS de 92% e resultados comprovados na gestão de saúde. Nosso objetivo é enfrentar os desafios cada vez maiores do mercado de saúde, oferecendo soluções inovadoras para a gestão de sinistros e políticas de benefícios, com uma visão preditiva e assertiva que continue a gerar valor para nossos clientes. E, com grandes talentos se juntando a nós em breve, estaremos cada vez mais prontos para potencializar a Inter Benefícios a novos patamares”, afirmou Dart.

“Estamos extremamente entusiasmados com a chegada de Paulo Dart à Inter, somando seu talento e valores ao nosso brilhante time de executivos”, afirmou Fernando Coelho, CSO da Inter Risk, em comunicado.”Os investimentos que estamos realizando, que não param por aqui, refletem nossa confiança na estratégia de expansão e no potencial de Paulo para liderar esta jornada,” afirmou Fernando Coelho, CSO da Inter Risk. “Os resultados alcançados até agora pela nossa corretora são apenas o começo. Seguiremos crescendo com qualidade e comprometimento, sempre com o objetivo de entregar o melhor serviço e resultados para nossos clientes.”

Seguro para semeadoras protege contra acidentes usuais durante o plantio

Fonte: FF Seguros

Durante a entressafra, os trabalhos de campo não param. É preciso preparar o maquinário para a temporada seguinte, investindo em limpeza, lubrificação, manutenção preventiva e armazenagem adequada da frota. Embora só seja permitido iniciar a semeadura após o término do vazio sanitário da soja, é fundamental que os agricultores façam o preparo de solo e planejem a semeadura com antecedência para mitigar os riscos inerentes às operações.

Entre os meses de setembro a novembro, há uma intensificação do uso de semeadoras e tratores em razão da janela de semeadura da primeira safra de grãos. Com a aplicação do Sistema Plantio Direito (SPD), as semeadoras são as máquinas responsáveis por cortar a palhada presente na área, com a mínima mobilização possível de solo. Na mesma operação, a máquina abre o sulco de plantio afastando a cobertura vegetal e geralmente realiza a adubação no sulco antes de depositar a semente.

Deve-se realizar a adequada calibragem da semeadora para que as sementes sejam distribuídas com a profundidade e densidade ideais. Assim, é possível garantir uma boa emergência de estande, evitando o surgimento de falhas e duplas nas linhas de cultivo. Porém, mesmo com todos os cuidados habituais de manejo, existem riscos que fogem do controle do produtor e merecem atenção. “As máquinas podem ser danificadas por colisões ou tombamentos, furto ou roubo, incêndio, queda de raio e explosão, entre outros imprevistos”, afirma Roberto Zuardi, que é coordenador de sinistros agrícolas da FF Seguros.

De acordo com um levantamento de sinistros da FF Seguros, com base no estudo de uma amostra de 50 sinistros selecionada entre os anos de 2020 e 2024, o principal risco para esse tipo de máquina é o acidente de causa externa, principalmente colisões, representando mais de 80% dos casos de sinistros analisados pela pesquisa. Em segundo lugar no ranking ficou o risco de danos elétricos, com aproximadamente 10%. O levantamento revelou um aumento do índice de sinistralidade de semeadoras de 2%, em 2022, para 15% em 2023. Esse índice demonstra o crescimento dos casos de sinistros de semeadoras e pagamentos de indenizações pela seguradora.

Além dos prejuízos relacionados à perda total ou despesas para reparo da máquina, os acidentes são preocupantes porque podem interromper as operações de campo, prejudicando o cumprimento da janela de plantio. “Obstáculos na área representam o maior risco. A semeadora opera bem rente ao solo, então obstáculos como pedras e galhos podem danificar a trilha de plantio e componentes da máquina”, afirma Zuardi. Por isso, antes do plantio, recomenda-se monitorar a área e remover obstáculos visíveis como tocos de árvores e cupinzeiros.

Entre os exemplos de sinistros, a FF Seguros indenizou em R$ 148,5 mil um agricultor que teve a semeadora tombada em Arroio do Tigre, no Rio Grande do Sul. O acidente, ocorrido em dezembro de 2023, deixou a semeadora com linhas desalinhadas e deformidades nessa estrutura. Além disso, o tombamento causou deformidades no conjunto de cabeçalho e reservatório de sementes. Em outro caso atendido pela seguradora, em dezembro de 2023, houve uma colisão de semeadora com um obstáculo presente no solo. O acidente ocorreu em São Miguel das Mansões (RS) e a máquina teve perdas que resultaram em uma indenização de R$ 132 mil.

Durante as operações de plantio, os tratores, que são máquinas essenciais para rebocar as semeadoras e implementos, também ficam suscetíveis às perdas causadas por acidentes. Por isso, antes de iniciar o plantio, é recomendável que os bens sejam segurados.

Proteção de máquinas e implementos

A FF Seguros oferece o seguro patrimonial rural e de penhor rural para proteger uma ampla gama de máquinas e implementos agrícolas, como semeadoras, tratores, colheitadeiras, entre outros. Ambas as modalidades de seguro protegem máquinas contra acidentes (colisão ou tombamento), roubo e furto mediante arrombamento. Na análise geral de sinistros das modalidades patrimonial e de penhor rural para todas as máquinas e implementos, a seguradora observou avanço da demanda e valor segurado. “Tivemos um crescimento de aproximadamente 22% de prêmios de 2022 para 2023”, revela Diego Caputo, gerente comercial da FF Seguros.

Os produtos da FF Seguros oferecem condições especiais e flexibilidade. O produtor dispõe da opção de adicionar coberturas extras como furto simples, incêndio, raio, explosão e até lucros cessantes, para cobrir perdas em razão da interrupção das atividades agrícolas. A diferença entre as modalidades é que o seguro de penhor rural protege apenas ativos dados em garantia para bancos em operações de financiamento rural, apontando a instituição financeira como beneficiária da apólice.                      

A contratação pode ser anual ou plurianual, com vigência de até cinco anos. Como diferencial da modalidade patrimonial rural, é possível estabelecer cláusulas de rateio variáveis de acordo com as necessidades do produtor, que pode decidir o valor segurado entre 40% até 100% do valor total do bem.

De acordo com Caputo, os produtores que desejam segurar toda a frota de máquinas e outros bens encontram taxas diferenciadas. “O produtor consegue o melhor custo-benefício ao contratar o seguro patrimonial rural de porteira fechada, que permite segurar todas as benfeitorias existentes na fazenda no momento da contratação, podendo incluir máquinas e mercadorias de forma detalhada item a item na mesma apólice da propriedade rural”, diz Caputo.

Grupo HDI apresenta a primeira campanha de mídia da Yelum Seguradora

O Grupo HDI lançou oficialmente a primeira campanha publicitária da Yelum Seguradora, marca que veio para substituir a Liberty Seguros. A ação, desenvolvida em parceria com a agência anacouto, indica uma nova era para a empresa e consolida o posicionamento da marca como inovadora e flexível, capaz de oferecer a melhor experiência para seus clientes, corretores e distribuidores.

Sendo uma peça central desta estratégia, o vídeo de lançamento da campanha captura momentos cotidianos em que uma luz amarela – cor escolhida estrategicamente para o logo da Yelum – simboliza a confiança e a segurança que a marca pretende transmitir aos seus clientes. A narrativa se desenrola com cenas como a de uma mãe que, ao deixar a filha na escola, é envolvida por essa luz reconfortante; de um pai, prestes a entregar a chave do carro para o filho recém-habilitado, e de uma família momentos antes de partir em viagem, todos recebendo essa luz que inspira tranquilidade e segurança. A locução finaliza com a mensagem: “Quando você sente confiança, você sente que é dono da própria jornada. A Liberty Seguros agora é Yelum. Seguro para viver livre.”

Para amplificar o impacto da campanha, a nova marca adotou uma estratégia robusta de atuação em mídias de alto impacto e segmentadas. Dessa forma, o anúncio será veiculado em diversos canais, incluindo TV fechada, com inserções de 30 segundos em grandes redes do País. No digital, a seguradora estará presente no YouTube e nas redes sociais, incluindo LinkedIn, Facebook e Instagram, e em grandes portais, reforçando o alcance nacional. A ativação Out of Home (OOH) também é um componente chave do plano e contará com exibições em shoppings, edifícios comerciais e aeroportos de grandes capitais, somadas a uma estratégia de recorrência e exclusividade durante uma semana – a blast week – nas principais telas no Sul do país.

Além disso, a campanha da Yelum inclui uma presença significativa em rádios nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste, alcançando um público diverso e engajado. Com essa abordagem multicanal, o Grupo HDI reforça a credibilidade e relevância da nova marca, que chega ao mercado com a missão de dar continuidade ao legado da Liberty Seguros, combinando tradição e inovação. 

“O lançamento da Yelum para o público geral é um momento muito importante para o Grupo HDI. Estamos empenhados em garantir que a seguradora continue sendo reconhecida pela excelência da Liberty, além de estar sempre em sintonia com o novo e proporcionando liberdade com segurança. Acreditamos que nosso diferencial é oferecer uma experiência superior ao cliente e corretor, mas que é também acessível. Queremos manter a essência da Liberty enquanto abrimos novos caminhos para o futuro”, afirma André Truzzi, Vice-Presidente de Transformação do Grupo HDI.

Em formato inédito, “Allianz +Perto” recebe corretores para escuta ativa

Edward Folch ceo da allianz
Edward Folch ceo da allianz

Fonte: Allianz

Com o objetivo de ouvir atentamente os corretores, a Allianz Segurosrealizou, no dia 27 de agosto, a primeira edição do “Allianz +Perto” de 2024. Em um formato inédito, o evento foi promovido no escritório da companhia, em São Paulo, em que cerca de 20 profissionais da capital e da região metropolitana participaram de um almoço junto com os principais executivos da seguradora. Estiveram presentes o presidente, Eduard Folch; Nelson Veiga, diretor executivo Comercial; Flavio Rewa, diretor Comercial Regional São Paulo Capital, além dos demais membros do Comitê Executivo da Allianz: Andreas Kerl (CFO), David Beatham (diretor executivo de Automóvel e Massificados), Marcia Lourenço (diretora executiva de Recursos Humanos e Comunicação), Maria Clara Ramos (diretora executiva de Transformação, Estratégia e Marketing), Luciano Calheiros (diretor executivo de Negócios Corporativos), Renato Roperto (diretor executivo de Sinistros) e Rosely Boer (diretora executiva de Operações e TI).

O encontro foi voltado exclusivamente aos corretores Esmeralda do programa Alliadoz e, na visão de Eduard, contribuiu para que a Allianz entenda as demandas do dia a dia desses profissionais. “Foi uma experiência muito enriquecedora, pois os feedbacks são essenciais para aperfeiçoar ainda mais a companhia e fortalecer a proximidade com os corretores. A partir de uma troca valiosa de ideias, abordamos questões sobre produtos e operações, para aprimorar continuamente nossas ações. Nosso foco é flexibilizar e agilizar os processos, permitindo que nossos parceiros atendam os segurados com ainda mais assertividade”, pontuou.

Nelson Veiga informou que, das conversas realizadas juntos aos participantes, a Allianz extraiu insumos importantes para seguir como referência entre o canal de distribuição. “O nosso grande objetivo é ser a primeira seguradora dos nossos parceiros. Trabalharemos incansavelmente para isso”, disse. Flavio Rewa também reforçou a sua percepção sobre o evento. “Recebemos corretoras que falaram sobre os diferenciais de mercado, as virtudes da Allianz e compartilharam sugestões para continuarmos em nossa trajetória de crescimento.”

Os profissionais presentes ressaltaram a confiança e parceria depositada na companhia. “Hoje, a Allianz está exatamente em um ponto partindo para o primeiro lugar entre as corretoras pela sua qualidade, acolhimento e estreitamento de laços”, declarou Elaine Moreto, da Moreto Gouvea Corretora. Wanderlei Giménez, da Giménez Corretora, destacou o apoio fornecido pela Allianz aos seus corretores. “A companhia é uma das maiores parceiras da nossa corretora. Com essa conversa, trouxemos alguns pontos para que a seguradora possa fazer parte de uma etapa ainda maior da Giménez no futuro”, concluiu.

Promotiva tem potencial de 340 mil novos clientes no Rio Grande do Sul

Fonte: Wiz

O Banco do Brasil fechou um acordo com o governo do Rio Grande do Sul e abre as portas para a Rede Promotiva, unidade de negócios do Grupo Wiz Co (B3: WIZC3) e gestora da maior rede de correspondentes bancários do BB, a atuar na prospecção de 340 mil novos clientes.

Serão ofertados crédito em até 84 meses e taxa de convênio de 1,48%. “Oferecemos uma condição comercial muito competitiva. Para nós, esta parceria com o governo do Rio Grande do Sul significa uma grande chance de expandir nossas operações e alcançar resultados excepcionais. Aproveito para agradecer ao Banco do Brasil por esta oportunidade”, afirma Rodrigo Salim, diretor executivo da Promotiva.

A empresa, que já conta com mais de 690 Cobans em funcionamento distribuídos por todo o país, está empenhada na certificação dos correspondentes bancários e em fazer a estruturação de projetos e novos negócios, com objetivo de expandir a carteira de produtos a serem comercializados.

Correspondentes Promotiva estão bem classificados

O Banco do Brasil divulga, semestralmente, o Monitoramento de Parceiros no País (MPP), que é um acompanhamento dos correspondentes bancários. Este controle é feito para propiciar a manutenção dos critérios e requisitos de contratação, aderência regulatória, promoção de negócios sustentáveis e a mitigação de riscos legais e operacionais.

Todos os meses, a Promotiva recebe as notas dos seus Cobans parceiros, e a cada seis meses o resultado oficial do rating é divulgado. A classificação pode gerar consequências para os correspondentes que apresentam notas insatisfatórias.

Nos resultados do primeiro semestre de 2024, os Cobans da Promotiva atingiram um recorde de resultado para a empresa, ficando com rating AA e A, subindo a qualidade de 86,58% para 90,91%. “Esses resultados são extremamente importantes, pois indicam maior confiança em nossos parceiros e proporcionam mais segurança aos clientes, além de reduzir significativamente a possibilidade de não conformidades. Parceiros com melhores ratings operam com mais eficiência, resultando em um atendimento mais ágil e eficaz”, comemora Rodrigo Salim.

Atualmente, a Promotiva não tem nenhum Coban parceiro com rating D, o que afasta a possibilidade de sanções. Isto mostra o comprometimento da empresa em manter padrões de qualidade para atuação como correspondente bancário da Rede Mais BB.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, fala sobre aumento da taxa básica de juros

Daniela Gamboa SulAmérica

Fonte: SulAmérica

 A SulAmérica Investimentos esteve presente na 14ª edição da Expert XP, em São Paulo, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de agosto.  A economista-chefe da asset, Natalie Victal, falou sobre o possível aumento da taxa básica de juros (Selic) no Brasil e mostrou otimismo com a economia norte-americana, mas preocupação com a economia chinesa, durante sua participação no painel “Ciclos Econômicos: Onde estamos e para onde vamos?”.

“Mantidos os preços atuais, acredito que o Banco Central será levado a subir 0,25% O que me preocupa um pouco no debate sobre esse novo ciclo é que ele está sem parametrização. Eu ainda vejo um case sólido para manutenção da taxa básica. Se o BC parar no “meio do caminho” os ganhos da estratégia são discutíveis. Ela pode, pelo contrário, catalisar um debate de dominância fiscal”, afirmou Natalie.

A economista comentou também sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos. “O mercado de trabalho dos EUA está conseguindo encontrar equilíbrio. É um sinal de saúde, não de fraqueza. Dada a sinalização do Fed de que está focado no mandato de emprego, a assimetria é para cortar mais os juros por lá. A eleição nos EUA ensina sempre muita humildade. Vemos uma eleição aberta. Até mudança de candidato aconteceu. Do ponto de vista fiscal, ninguém está prometendo ajuste e sim expansão. O ex-presidente Trump é um case de dólar forte, como já vimos, o que acaba sendo ruim para países emergentes. Com a China, por outro lado, há uma preocupação maior, mas não vejo colapso no crescimento do país”, disse.

Já no painel “O Crédito Privado segue sendo a bola da vez?”, a Head de Crédito Privado e Imobiliário da SulAmérica Investimentos, Daniela Gamboa, destacou que esta é uma classe de ativo que deve ter espaço recorrente na carteira do investidor – em especial quando os juros estão elevados, como agora –, mas sem chamar de modismo. “Crédito privado já é uma estratégia antiga da casa. Temos uma grade bem completa de produtos. Vivemos agora em 2024 um ano de recorde de emissões. Hoje, temos um mercado mais maduro e estratégias ativas e bem diversificadas”, afirmou.

Tokio Marine é a primeira seguradora do País a emitir apólice de garantia com cláusula de step-in 

tokio marine seguro garantia

A Tokio Marine Seguradora tornou-se, oficialmente, a primeira Companhia do País a emitir uma apólice de Seguro Garantia com a cláusula de retomada prevista pela Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21). 

O anúncio foi feito hoje (2), em solenidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Mato Grosso (SINFRA-MT), com o intuito de celebrar a aprovação da construtora SEMEC (Serviços de Engenharia e Construções Ltda) para realização da obra de implantação e pavimentação da rodovia MT- 430. 

Realizado em Cuiabá (MT) nesta manhã, o evento contou com a presença do Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, autoridades locais, representantes da SEMEC e da Tokio Marine, como o presidente da Companhia, José Adalberto Ferrara; o Diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica, Felipe Smith; e o Gerente de Suporte a Projetos, Rogério Jacobsen. 

O projeto será o primeiro a contar com uma apólice, emitida pela Tokio Marine, que tem o objetivo de assegurar a conclusão do projeto em caso de imprevistos e que foi fundamental para a aprovação da SEMEC na licitação da SINFRA-MT, como enfatiza o Diretor de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine, Felipe Smith. 

“Este é, sem dúvidas, um marco na história do Seguro Garantia para a Companhia e, em especial, para o País. Estamos nos preparando para este momento desde 2016, quando as discussões sobre esse tema tiveram início. Desde então, desenvolvemos um produto capaz de atender às necessidades específicas de nossos segurados, sejam eles agentes públicos ou privados, e investimos na contratação de especialistas, como engenheiros para análise dos projetos, e colaboradores dedicados à avaliação de crédito”, comenta Smith.

De acordo com o Executivo, o principal diferencial da Tokio Marine nesta área é oferecer uma solução completa para obras, além da proteção do Seguro Garantia, com produtos como Riscos de Engenharia, RC Obras, Transportes e Riscos Nomeados/Operacionais, entre outros, o que permite assegurar todas as etapas de execução do contrato. “Isso tudo porque queremos, até 2026, ser a Seguradora Multiprodutos referência em Seguro Garantia no Brasil”, finaliza o Diretor. 

Lei nº 14.133/21

Sancionada em abril de 2021 e de aplicação obrigatória desde janeiro de 2024, a Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21), tem como um de seus objetivos assegurar a finalização de obras públicas. Isso porque há, hoje, no Brasil, mais de 8,6 mil obras paradas – número que representa 41% dos 21 mil contratos relacionados a projetos financiados com recursos federais por meio do orçamento geral do País, de acordo com dados de 2023 consolidados pelo TCU (Tribunal de Contas da União)[1].

Com a nova lei, o Seguro Garantia torna-se essencial para execução de uma obra pública, uma vez que a empresa vencedora da licitação precisa contratar o produto para iniciar o projeto. Além disso, agora a Seguradora passa a ser interveniente anuente em grandes contratos de construção e com um valor de apólice de até 30% do valor do projeto, poderá garantir a conclusão das obras assumindo a responsabilidade pela sua execução em caso de inadimplemento da construtora contratada.

Prudential do Brasil fomenta cultura de inovação com Hackathon

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil realizou na última semana a terceira edição do Hackathon Prudential para fomentar a cultura de inovação entre seus colaboradores. Durante dois dias, times multidisciplinares formado por mais de 80 colaboradores participaram de uma imersão para debater ideias e encontrar soluções para desafios e oportunidades relacionadas ao pilar estratégico de clientes.

Uma comissão formada por líderes das áreas de negócio da seguradora selecionou dez cases, dentre os mais de 80 inscritos, para serem solucionados. Os participantes tiveram 72 horas para construir equipes multifuncionais, incluindo representantes da área de tecnologia para fortalecer a entrega das soluções. O grupo contou ainda com o apoio de mentores internos, parceiros de tecnologia da Prudential e facilitadores da consultoria MJV que contribuíram com visão estratégica e metodologias transformando o Hackathon em uma grande experiência de criação, inovação e aprendizagem.

Os times apresentaram as ideias de solução para uma banca composta pela CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, e os vice-presidentes de TI, Marcio Pereira, de Estratégia, Bruno Ambar, e de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional, Gabriela Al-Cici. Os executivos avaliaram e selecionaram os três primeiros colocados. Os participantes receberam mais de R$ 84 mil em prêmios como reconhecimento pelo compromisso com a inovação na Prudential. 

“Participar de um hackathon proporciona uma experiência única de ser guiado para pensar com menos vieses e barreiras do dia a dia. Foi uma excelente oportunidade de reconhecermos ideias inovadoras com aplicabilidade no negócio, dando ênfase à colaboração. Essa edição foi um sucesso e não vemos a hora de colocar em prática tudo que foi apresentado”, afirma o vice-presidente de TI da Prudential do Brasil, Marcio Pereira.

Resseguro é pauta desta semana, com o evento Monte Carlo Rendez-Vous, em Mônaco

Setembro é o mês do resseguro. É o mês quando os principais playeres do mundo preparam estudos para aquecer os debates no tradicional Monte Carlo Rendez-Vous, que está em sua 66a. edição. É um evento anual do setor de resseguros realizado no Principado de Mônaco, que neste ano acontece entre 7 e 11 de setembro, no qual os participantes do mercado de resseguros se reúnem com seguradores e corretores para discutir o estado do mercado e iniciar as negociações para as importantes renovações de resseguros de fim de ano.

Não é um evento para todos. A começar pelo elevado custo de passar cinco dias em Mônaco. Poucos brasileiros participam. Mas o Brasil é um importante tópico dos debates promovidos pelos resseguradores. Tanto pelo potencial crescimento estimado para os próximos anos, como também por constar entre as principais perdas registradas no primeiro semestre deste ano.

Nesta semana, dois estudos traçam um cenário menos catastrófico para as renovações de contratos concentradas nos últimos dois meses do ano e também em janeiro de 2025. Semana passada, a AM Best divulgou suas impressões sobre o cenário deste segmento. Ambas ressaltam que os resseguradores globais estão demonstrando um apetite crescente por riscos de catástrofes naturais.

Já o estudo da S&P Global Ratings informa que durante as renovações de resseguros em janeiro de 2024, 19 dos maiores resseguradores globais classificados pela S&P aumentaram sua exposição a catástrofes naturais, com um aumento médio geral de 14% na exposição ao risco.

No entanto, um grupo menor de resseguradores optou por reduzir sua exposição. Essa mudança ocorre em meio a um ambiente de precificação favorável para resseguros e à melhora da receita líquida de investimentos em 2023 e 2024, o que proporcionou aos resseguradores oportunidades para alocar capital e expandir seus negócios de catástrofes patrimoniais.

O portal RE Insurance Business conta que a S&P Global Ratings observou que as estratégias dos resseguradores variaram nos últimos anos devido ao aumento dos custos associados às catástrofes naturais. Em 2023, o Instituto Swiss Re estimou as perdas seguradas globais devido a catástrofes naturais em US$ 108 bilhões, um valor acima da média de longo prazo da indústria de seguros.

Apesar disso, pontos de aderência mais altos e um padrão de eventos frequentes, mas de tamanho médio, em 2023 significaram que as seguradoras primárias arcaram com uma parte maior das perdas, especialmente com tempestades convectivas severas nos EUA. As perdas para o grupo de resseguradores globais classificados pela S&P ficaram dentro da carga de catástrofes naturais orçada.

A S&P também destacou vários desafios para a indústria, incluindo a inflação de sinistros, reivindicações de seguros nos EUA, aumento da variabilidade climática e volatilidade do mercado financeiro. No entanto, a análise da S&P sugere que a forte adequação de capital dos resseguradores globais e as margens aprimoradas fornecem um amortecedor contra choques significativos, como aqueles decorrentes de catástrofes naturais.

A capitalização do setor de resseguros provavelmente não será gravemente impactada por um evento catastrófico que possa causar perdas anuais em toda a indústria superiores a US$ 250 bilhões. A S&P calcula que o setor permaneceria capitalizado acima do nível de confiança de 99,99% mesmo após um evento desse porte.

Perdas patrimoniais e de acidentes para o setor de resseguros

As perdas por catástrofes patrimoniais superaram ou atingiram as expectativas orçamentárias entre 2017 e 2022, levando a correções necessárias de preços, segundo a S&P. Os aumentos significativos de preços em 2023, combinados com uma menor experiência de perdas naquele ano, fizeram do negócio de catástrofes patrimoniais um dos principais contribuintes para os fortes resultados do setor de resseguros e incentivaram os resseguradores a aumentar sua exposição.

Até meados de 2024, as perdas seguradas estão acompanhando acima da média histórica, com eventos notáveis incluindo tempestades severas nos EUA, um terremoto no Japão e inundações no Oriente Médio, China, Europa e Brasil. A Munich Re relatou perdas seguradas globais por catástrofes naturais de US$ 62 bilhões nos primeiros seis meses de 2024, em comparação com sua média de 10 anos de US$ 37 bilhões.

Apesar dessas perdas mais altas, a S&P Global Ratings prevê que o negócio de catástrofes patrimoniais contribuirá com aproximadamente três pontos percentuais ao retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em média para o grupo, caso as perdas com catástrofes naturais permaneçam dentro do orçamento.

O orçamento combinado para perdas de catástrofes naturais em 2024 para o grupo amostral de resseguradores globais da S&P é de aproximadamente US$ 19,2 bilhões, em comparação com US$ 17,1 bilhões em 2023 e US$ 15,5 bilhões em 2022. Esse orçamento sugere uma perda segurada em toda a indústria para o ano de cerca de US$ 95 bilhões, o que se alinha com a média histórica de 10 anos.

A S&P espera que os resseguradores permaneçam cautelosos, mesmo com a expansão de sua exposição. A tendência de manter pontos de aderência elevados provavelmente continuará em resposta à alta inflação e aos crescentes custos. Espera-se também que os resseguradores sejam seletivos em sua exposição a eventos de maior frequência e tamanho médio, enquanto reduzem as ofertas de cobertura de cota-parte e agregadas.

De acordo com a S&P, essa abordagem permitiu que os resseguradores reduzissem sua participação nas perdas abaixo da estimativa de longo prazo de 20% nos últimos anos.

O papel dos investimentos no resseguro

Os retornos dos investimentos também desempenharam um papel crucial no fortalecimento dos amortecedores dos resseguradores em 2024. A S&P Global Ratings projeta que os lucros combinados antes de impostos em seu grupo amostral cheguem a aproximadamente US$ 45 bilhões em 2024, em comparação com US$ 30 bilhões em 2023, assumindo que as margens de investimento permaneçam alinhadas com as suposições de base e que as perdas por catástrofes não excedam os US$ 19,2 bilhões orçados.

Essa projeção sugere um amortecedor combinado de cerca de US$ 64 bilhões antes que ocorra a redução de capital em um cenário de estresse severo. A S&P também espera que as empresas tomem medidas para proteger o capital em tais cenários, como a suspensão de recompra de ações.

A adequação de capital deve permanecer resiliente, mesmo diante de eventos de perda significativa, de acordo com a S&P. A maioria dos resseguradores no grupo amostral provavelmente enfrentaria um evento de ganhos em vez de um evento de capital em um cenário severo.

A S&P prevê que 17 dos 19 resseguradores em sua amostra manteriam sua adequação de capital se as perdas agregadas atingissem o nível de um evento de uma vez em 50 anos em 2024, em comparação com 15 em 2023. Essa resiliência é atribuída às fortes posições de capital dos resseguradores e à abordagem disciplinada de gestão de risco.

A S&P Global Ratings também observou que a maioria dos resseguradores aumentou sua exposição ao risco de catástrofes naturais em 2023 e 2024, impulsionada por correções recentes de preços e pontos de aderência mais altos. No entanto, alguns resseguradores optaram por reduzir sua exposição ou mantê-la nos níveis anteriores, muitas vezes guiados por estratégias de longo prazo voltadas à diversificação de linhas de negócios e à redução da volatilidade de subscrição.

O alto custo da retrocessão, juntamente com restrições na capacidade de retrocessão, levou alguns resseguradores a reduzir o uso de retrocessão para riscos extremos. No entanto, o capital alternativo continua a ser uma fonte essencial de capacidade, especialmente para as estratégias de retrocessão dos grandes resseguradores globais.

Embora a demanda por cobertura de catástrofes naturais permaneça alta, a S&P Global Ratings prevê que os resseguradores continuarão otimistas quanto às condições de precificação. No entanto, se os preços enfraquecerem, o apetite dos resseguradores por aumentar sua exposição a catástrofes naturais poderá diminuir.

Uma segunda metade de 2024 tranquila poderia levar a uma pressão sobre os resseguradores para alterar os termos, condições ou taxas, possivelmente levando-os a manter uma abordagem mais disciplinada.