Clima no mercado de resseguros muda para capitalizar os preços do hard market, avalia AM Best

Fonte: Artemis

O clima no mercado de resseguros mudou um pouco, com as quatro principais resseguradoras europeias agora focando em aproveitar os preços elevados enquanto durarem, acredita a agência de classificação AM Best.

Em um novo relatório focado nos quatro gigantes europeus do resseguro, Hannover Re, Munich Re, SCOR e Swiss Re, a AM Best explica que, desde o reajuste dos preços e termos do resseguro, essas grandes empresas têm assumido mais riscos, especialmente em catástrofes naturais.

Ao mesmo tempo, há evidências claras de crescimento nos segmentos de resseguros especializados.

As condições de mercado rígido no resseguro continuam em 2024, com um leve afrouxamento em áreas e programas seletivos no meio do ano, mas um ambiente geral de estabilidade.

Embora os preços tenham moderado e se estabilizado, os termos e condições, bem como os pontos de anexo (attachment points) cruciais, permanecem estáveis até agora.

A AM Best comenta sobre as condições atuais e o fato de que o reajuste provou ser persistente até o momento.

“Com as condições rígidas do mercado de resseguros continuando em 2024, as quatro grandes resseguradoras europeias têm apetite para riscos de catástrofes naturais.”

“Isto segue um período de ajuste dos portfólios, aumento nos pontos de anexo e um afastamento das coberturas agregadas e das camadas de trabalho”, disse a agência de classificação.

Como resultado disso, “as quatro maiores resseguradoras da Europa relataram fortes resultados em 2023 e no primeiro semestre de 2024 para seus segmentos de resseguros não-vida, beneficiando-se de preços e termos favoráveis contínuos”.

Enquanto a lucratividade e o crescimento aceleraram desde o reajuste do resseguro em 2022 até as renovações de 2023, a questão sempre presente é sobre a sustentabilidade dessas condições e se o apetite dessas grandes resseguradoras pode levá-las a devolver parte dos ganhos obtidos.

A AM Best acredita que o clima mudou, de uma determinação em manter o mercado rígido atual para um sentimento de necessidade de capitalizar enquanto ele dura.

A agência de classificação disse: “Embora não haja sinais ainda de que essa disciplina esteja desaparecendo, o clima mudou um pouco, focando em aproveitar os bons preços enquanto eles durarem.”

Já vimos isso antes, claro.

As taxas de resseguro, especialmente para catástrofes naturais, subiram consideravelmente após o ano de perdas impactantes em 2005, e, embora tenham moderado rapidamente, a crise financeira de 2008 e a atividade de perdas em torno de 2011 ajudaram a sustentar um ambiente mais firme.

Mas de 2012 a 2017, as grandes resseguradoras globais buscaram aproveitar os preços e também aumentar suas participações de mercado, o que coincidiu com a expansão dos títulos de seguros ligados ao mercado (ILS) e do resseguro colateralizado, resultando em uma queda das taxas e em termos e condições consideravelmente ampliados.

Por trás disso, novamente, estava a sensação de não querer perder a oportunidade, e que capitalizar no preço, mesmo enquanto ele amolecia, era melhor do que chegar à parte mais branda do ciclo, enquanto havia o medo de que não veríamos picos semelhantes novamente (lembre-se de que naquela época muitos diziam que o ILS mataria o ciclo do mercado por completo).

O que provou estar errado, mas aqui estamos novamente em uma fase em que os preços e termos do resseguro estão em alta e parecem estáveis, mas os grandes players tradicionais agora buscam aproveitar ao máximo enquanto isso durar.

Tudo isso pode te trazer uma sensação de déjà vu. Mas é um pouco cedo para dizer que as coisas não serão diferentes desta vez.

Aqueles que experimentaram e até foram fundamentais no amolecimento de 2012 a 2017 já viram isso antes e não têm desejo de voltar aos preços super brandos e termos de cobertura super esticados que vimos naquela época.

Ao mesmo tempo, pouco mudou significativamente em termos de eficiência da estrutura do mercado de resseguros ou de suas operações e forma de transação.

A única mudança contínua é o amadurecimento da relação com o capital alternativo e os ILS no resseguro, o que poderia ser um efeito moderador no futuro, mas acreditamos que é mais provável que seja um estimulador de crescimento do que qualquer outra coisa no início.

Isso significa que o apetite e o medo de perder a oportunidade podem ser os principais motores do próximo amolecimento do ciclo, se e quando ocorrer.

Também estamos ouvindo corretores pressionando resseguradoras a serem mais abertas para fornecer coberturas mais baixas nas renovações de final de ano, enquanto alguns dizem que o acesso às camadas superiores das torres pode estar mais livremente disponível para aqueles que considerarem também fornecer proteção mais baixa, agregados e coberturas laterais.

Sentimento e medo são drivers críticos dos ciclos de resseguro, tanto em termos de perdas, ameaças percebidas, quanto de falhar em capitalizar no pico atual.

O lado positivo que estamos vendo desta vez, que pode significar que o pico atual seja sustentado por mais tempo, é o fato de que muitas resseguradoras estão buscando crescimento e expansão, em vez de apenas arrecadar parte dos riscos de catástrofes naturais nos EUA antes que eles amoleçam (o que vimos claramente de 2012 a 2017).

Seguros SURA Brasil apoia a Bienal do Livro de São Paulo

Fonte: Sura

A Seguros SURA Brasil anuncia o seu apoio à 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 6 a 15 de setembro e tem como país homenageado a Colômbia, país sede da seguradora. Com 80 anos de atuação na América Latina e há oito no Brasil, este marco representa também a primeira vez que uma seguradora se torna parceira da Bienal, e reflete o compromisso da SURA com a cultura e a literatura como motores de transformação social.

Para celebrar esse apoio e fomentar com seus colaboradores e comunidades a importância da cultura, a SURA promoverá uma edição da iniciativa “Aprendendo Juntxs” um encontro entre colaboradores e 40 alunos Colégio Integrado Itaquera, de Itaquera, proporcionando uma rica troca de conhecimentos e experiências.

No dia 5 de setembro, o professor de literatura Dante Gallian visitará o escritório da SURA em São Paulo para explicar a origem dos nomes das salas de reunião – todos homenageando grandes escritores brasileiros como Adélia Prado, Jorge Amado, Mário Quintana, Cora Coralina, entre outros.

“Estamos na Bienal Internacional do Livro porque compartilhamos a ideia de que só por meio do desenvolvimento da cultura e da educação podemos ter sociedades mais equitativas, plurais e desenvolvidas”, diz o vice-presidente de Talento Humano da Seguros SURA, Juan Guerra.

Queimadas em São Paulo devem impactar pouco seguro rural, prevê FenSeg

Damasceno Mapfre

As recentes queimadas que devastaram o interior de São Paulo, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 1 bilhão, devem ter um impacto relativamente baixo sobre o mercado de seguro rural. De acordo com o membro da comissão de seguro rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Fábio Damasceno, as queimadas poderiam ter causado danos mais severos se tivessem afetado a colheita de inverno, já concluída.

No estado, a maior exposição para quem tem seguro agrícola, considerando dados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) – o benefício concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária aos produtores por meio das seguradoras cadastradas no programa – deverá ser com propriedades de cana-de-açúcar, que detêm 556 apólices contratadas, seguida pelo seguro pecuário, com 216, e o seguro florestal, com 90. 

O fogo deve impactar também bens patrimoniais como garagens, colheitadeiras e plantadeiras. Embora ainda não seja possível contabilizar números exatos, pode-se dizer que a maioria dos sinistros acionados pelos segurados desde o fim de semana ocorreu na região central e noroeste de São Paulo, a partir de Ribeirão Preto. Apesar de os valores de indenização ainda não serem alarmantes, a quantidade de sinistros é considerada alta pelas seguradoras para o período de tempo – os primeiros focos de incêndio foram registrados na sexta-feira 23 de agosto. Segundo a FenSeg, a expectativa é de que os acionamentos aumentem nos próximos dias.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que 99,9% dos incêndios no interior de São Paulo foram causados por ação humana, com pelo menos seis pessoas presas por envolvimento nos crimes. A quantidade de focos de incêndio registrados em agosto é a mais alta desde 1998, afetando mais de 3.800 propriedades rurais em 144 municípios e resultando em duas mortes e mais de 800 deslocamentos forçados.

Mas o incêndio que atingiu proporções nacionais nos últimos dias, se espalhando pela Amazônia e Pantanal e estados como Goiás e Minas Gerias (além de SP), também reforça a percepção do mercado segurador de que está na hora de redimensionar a exposição ao risco do seguro agrícola, que protege plantações de fenômenos meteorológicos. Como destaca o representante da FenSeg, o incêndio vinha se mostrando mais danoso no seguro de equipamentos agrícolas e no seguro florestal, e menos no seguro agrícola. “O principal causador de perdas agrícolas, nos últimos 10 anos, não é o incêndio. A seca sempre foi o maior risco. Incêndio nessas proporções foi a primeira vez”, conta Damasceno.

De acordo com o executivo, a avaliação e gestão de risco do seguro agrícola tem sido um desafio crescente, considerando que as mudanças climáticas estão provocando eventos extremos com frequência cada vez maior. “Estamos vivendo uma nova realidade climática que exige uma adaptação rápida e eficaz por parte das seguradoras para garantir a viabilidade das carteiras e proteger os produtores rurais. As mudanças estão impactando não apenas o perfil de risco, mas também a aptidão agrícola das regiões”, afirma.

Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em todo país o seguro agrícola arrecadou, no primeiro semestre de 2024, R$ 2,2 bilhões (queda de 16,3%), e as indenizações somaram R$ 1,8 bilhão (alta de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado). No estado de São Paulo, a arrecadação atingiu R$ 338 milhões, queda de 1,1%, e as indenizações, R$ 712,3 milhões, com alta de 146,3% sobre igual período de 2023.

O executivo informa que a FenSeg está comprometida em monitorar a situação atual e coordenar esforços para garantir uma resposta eficaz aos sinistros, além de trabalhar na atualização dos modelos de risco e precificação para melhor atender às necessidades do setor agropecuário.

Aon contrata Beatriz Protasio como CEO de resseguros

beatriz protasio

A corretora AON anunciou a contratação de Beatriz Protasio como CEO de Reinsurance Solutions no Brasil, sucedendo Isabel Blazquez Solano. Com mais de 15 anos de experiência na indústria de seguros, Beatriz irá liderar a equipe de resseguros para o país, apoiando os clientes em um ambiente cada vez mais complexo e impulsionando nossa estratégia de crescimento na região. As mudanças entram em vigor em de 16 de setembro.

“Agradecemos à Isabel Blazquez Solano por seu comprometimento e dedicação durante o período em que esteve à frente desta operação. Isabel assume uma nova função na Aon, como Global Head of Alternative Distribution, na Espanha”, comentou a corretora em sua página no Linkedin.

Este é um momento importante para a contratação de Bia Protasio, uma vez que os principais contratos de resseguros são renovados de setembro a janeiro. Bia deixa o grupo Lliberty, onde atuou de 2019 a 2024. O mercado de resseguros e de corretores está muito concorrido e a contratação de Bia, uma executiva muito querida por todos, é uma grande vantagem para a Aon.

“Isabel desempenhou um papel crucial no fortalecimento de nossa operação de resseguros no Brasil, promovendo uma cultura de crescimento e colaboração focada em apoiar os clientes em um ambiente cada vez mais complexo. Somos extremamente gratos por sua contribuição e desejamos sucesso em sua nova função” disse Paula Ferreira. “Estamos também muito entusiasmados com a chegada de Beatriz e confiantes de que sua experiência será inestimável para continuar impulsionando nosso negócio na região e no Brasil, um mercado extremamente importante para a Aon, onde investimos continuamente em capacidades que ajudem nossos clientes a navegar pela volatilidade,” acrescentou.

Future Climate e Aon lançam seguro de créditos de carbono inédito no Brasil

Natalia Moudrak, Aon

A Future Climate, que incorporou recentemente a Future Carbon, acaba de anunciar o lançamento de um seguro inédito e inovador para proteger investidores e participantes do mercado de créditos de carbono. A novidade é o resultado de uma parceria da Future Climate com a corretora britânica e gigante global de seguros Aon, reconhecida por sua expertise em riscos ambientais e de sustentabilidade. O objetivo desse novo seguro é impulsionar o financiamento para a conservação de 6,5 milhões de hectares da floresta amazônica. Com isso, investidores e participantes do mercado estarão protegidos contra riscos como falhas na entrega de créditos de carbono, mudanças regulatórias inesperadas, e outras incertezas que podem impactar o valor e a validade dos créditos de carbono.

Inicialmente, o seguro vai abranger cinco projetos, todos localizados nos estados da Amazônia Legal brasileira, mas não limitados a eles. À medida que novos projetos forem sendo avaliados, o seguro também será ampliado. A soma desses cinco projetos deve girar em torno de um milhão de toneladas de crédito por ano.

“A colaboração entre a Aon e a Future Climate vem para fortalecer todo esse trabalho e reforçar o mercado voluntário de carbono 2.0 com integridade e transparência, criando produtos sofisticados que conectam os mercados de carbono, financeiro e de seguros. Isso acelera a transição para uma economia de baixo carbono, visando um mundo com emissões líquidas zero até 2050”, diz Fábio Galindo, CEO da Future Climate.

O novo seguro desempenha um papel fundamental no fortalecimento da confiança dos compradores no Mercado Voluntário de Carbono (MVC), especialmente para projetos de carbono baseados na natureza. E a expertise da Aon em gestão de riscos atrai investidores institucionais, ao esclarecer riscos e medidas de mitigação. 

A parceria entre as duas companhias surgiu da necessidade de maior segurança e previsibilidade no mercado de carbono. O novo produto chega para atender às necessidades específicas do setor. “As conversas iniciais com a Aon começaram em março do ano passado. Trabalhamos intensamente para desenvolver um produto que ofereça proteção e valor ao mercado de carbono”, conta Galindo.

O novo seguro aborda diversas preocupações do mercado, incluindo riscos associados à entrega de créditos e à volatilidade do mercado de carbono. Ao fornecer uma camada adicional de segurança, visa aumentar a confiança nas transações de créditos de carbono, promovendo a estabilidade e o crescimento do setor. Focado principalmente no comprador final, cobre o valor total da transação,ou seja, caso um projeto entregue menos créditos do que o prometido, o seguro cobre a diferença, garantindo que o comprador não sofra perdas financeiras significativas.

Na opinião de Natalia Moudrak, diretora executiva da Aon Climate Risk Advisory, sem a infraestrutura adequada e mecanismos de mitigação de riscos em vigor, é quase impossível atrair o capital de investidores institucionais na escala que o Mercado Voluntário de Carbono (MVC) requer para um progresso significativo em direção ao zero líquido. “Estamos trabalhando com a Future Climate para ajudar a moldar melhores decisões nessa área, enquanto exploramos soluções que diminuem a potencial volatilidade e aumentam a resiliência. Ao integrar considerações de risco e seguro no ciclo de desenvolvimento do projeto desde o seu início, a Future Climate está ajudando a garantir a melhor possibilidade de sucesso para iniciativas nesse setor”, afirma.

Impacto Ambiental e Econômico

Investir na natureza oferece múltiplos benefícios em termos de mitigação e resiliência climática. Aproximadamente metade das emissões humanas atuais são absorvidas por terras e oceanos, e a floresta amazônica desempenha um papel crítico ao absorver um quarto do CO2 absorvido por todas as terras do planeta. As florestas da região amazônica armazenam mais de 500 toneladas de CO2 por hectare, o que significa que mais de 3,5 bilhões de toneladas de carbono serão protegidas pelos projetos desenvolvidos para conservar essas áreas. No entanto, a natureza e, em particular, as florestas tropicais, estão em declínio global, com 420 milhões de hectares de florestas convertidos para outros usos entre 1990 e 2020.

O Papel do Brasil no Mercado de Carbono

Em 2023, o Brasil alcançou uma redução extraordinária de 50% no desmatamento na Amazônia Legal, em comparação com 2022. Apesar deste progresso, mais financiamento é necessário para proteger e manter as florestas tropicais do país. O Mercado Voluntário de Carbono é uma ferramenta crucial para atrair financiamento do setor privado para projetos de conservação e restauração da natureza. O Brasil está assumindo um papel de liderança na promoção de projetos de carbono em terras públicas, priorizando integridade, escalabilidade e qualidade.

Thiago Lang, Diretor de Industry Specialties, M&A e Soluções em ESG da Aon Brasil, destaca: “O Brasil tem muito a ganhar com o financiamento público e privado em projetos de MVC de alta qualidade. Esses projetos têm o potencial não apenas de ajudar a sequestrar carbono, mas também de gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos adicionais para as comunidades locais. O suporte de seguros será fundamental para gerar confiança de que os resultados dos projetos serão alcançados e para ajudar a abordar uma série de riscos com os quais desenvolvedores de projetos, compradores de créditos de carbono, investidores e credores possam estar preocupados”, afirma ainda Lang.

Critérios para emissão do seguro

O desenvolvimento de Soluções Baseadas na Natureza (NBS) robustas, que aderem aos mais altos padrões de qualidade e integridade, é crucial para atrair compradores globais estratégicos e investidores climáticos no Mercado Voluntário de Carbono. A Future Climate está comprometida em elevar o padrão para projetos de carbono florestal, visando estabelecer um novo parâmetro de qualidade de projetos e liderar a implementação de propostas que estejam alinhadas às expectativas em evolução do MVC 2.0. Isso inclui a implementação das melhores práticas desde o início do desenvolvimento do projeto, incluindo:

●      Certificação de classe mundial: Todos os projetos serão certificados sob o Verified Carbon Standard (VCS) e o Climate Community and Biodiversity (CCB) Standard, e aplicarão a metodologia REDD+ mais recente (VM0048).

●   Alto impacto ambiental: Todos os projetos se concentrarão na conservação de grandes áreas de florestas primárias e no direcionamento de fundos para pesquisa científica e restauração florestal.

●   Potencial elegibilidade sob o Artigo 6: O governo está alinhado ao MVC global, e a agenda do Artigo 6 está em discussão pelas autoridades brasileiras.

●   Benefícios sociais: Até 85% das receitas serão destinadas à promoção do desenvolvimento sustentável, com 50% do total sendo direcionado aos beneficiários das comunidades locais.

● Classificação independente de qualidade: A Future Climate está trabalhando com a Sylvera, uma agência de classificação de créditos de carbono, para avaliar os riscos dos projetos e desenvolver classificações pré-emissão para os projetos; e

● Gestão de riscos e seguros: Incorporar seguros em projetos do MVC reduzirá o risco para compradores e investidores; a corretora de seguros global Aon fornecerá acesso a capital de risco para ampliar a disponibilidade de seguros no mercado.

Democratizar o seguro estimula a MAG Seguros participar, há 10 anos, da Expert XP

Pelo décimo ano consecutivo, as empresas do grupo MAG Seguros participam da Expert XP evento promovido pela XP, e que tem se consagrado como referência mundial em feiras de investimento, reunindo especialistas e líderes do mercado global para compartilhar ideias que dão origem a novos produtos e soluções.

O evento aborda temas relevantes para o mercado de seguros, como a taxa de juros. Em um painel sobre política monetária, mercados financeiros e regulação digital, o atual presidente do Banco Central, Campos Neto, afirmou que possíveis ajustes futuros na taxa de juros dependerão do comportamento da inflação em relação à meta. Segundo o presidente do BC, o “ciclo de ajuste da Selic, se e quando acontecer, será gradual”.

Para os participantes do painel “Desafios para a Política Fiscal, no Brasil e no Mundo”, a política fiscal expansionista pode pressionar ainda mais a inflação por meio de um impulso à atividade econômica. No contexto brasileiro, segundo eles, a falta de um esforço fiscal consistente levanta questões sobre a credibilidade do novo arcabouço, que está apenas no seu primeiro ano de vigência.

Mohamed El-Erian, presidente da Queen’s College e conselheiro econômico-chefe da Allianz, Rachel de Sá, estrategista de investimentos do Research XP, e Artur Wichmann, CIO da XP Inc., discutiram a posição atual da economia global, tanto em termos do ciclo econômico quanto o papel das atuais revoluções tecnológicas em sua evolução de longo prazo.

Neste contexto, quais as tendências para os ramos em que a MAG Seguros atua, que vai desde proteções financeiras desenhadas para moradores de favelas até milionários que investem com a XP? O Sonho Seguro conversou com Larissa Althoff, diretora de Parcerias Financeiras da MAG Seguros, sobre como democratizar os seguros e o quanto as parcerias comerciais são essenciais para este propósito, com um portfólio de produtos maior e que atende diversas camadas da sociedade.

Comente sobre a sua área, como quantos parceiros tem, qual o perfil dos produtos, qual a participação nas vendas totais do grupo

Nossa área tem experimentado um crescimento robusto, atualmente contando com mais de 500 parceiros. Oferecemos uma ampla gama de produtos, que inclui coberturas como invalidez, diagnóstico de doenças, renda temporária, whole life e term life, além de soluções em previdência. Esses produtos são projetados para alinhar planejamento financeiro, sucessório e proteção contra eventos inesperados. Essa vertical representa 30% das vendas totais do grupo, evidenciando a importância das nossas soluções no mercado.

O setor está muito competitivo para parcerias. Muitas têm renovação neste semestre. Diante disso, quais os principais diferenciais da MAG a seus parceiros?

Os principais diferenciais da MAG incluem nossa sólida presença em todas as principais plataformas do mercado financeiro, a personalização das soluções oferecidas e o suporte contínuo que proporcionamos aos nossos parceiros. Nossa abordagem consultiva, que foca nas necessidades específicas de cada cliente, e a agilidade na adaptação das ofertas, nos destacam em um ambiente competitivo.

Qual a penetração do seguro de vida no canal parcerias, em média?

Embora a penetração do seguro de vida ainda tenha espaço para crescimento, nossa missão principal é apoiar nossos parceiros no desenvolvimento dessa área, garantindo que consigam atender plenamente às necessidades de seus clientes.

Qual o perfil de público que mais adere às proteções?

A MAG possui um portfólio de soluções diversificado, permitindo atender a uma ampla gama de perfis. Nossos produtos são acessíveis para clientes de 16 a 85 anos, com capitais que podem chegar até R$ 35 milhões. Oferecemos coberturas que garantem liquidez em eventos inesperados e também estratégias complexas de sucessão familiar e empresarial. Estamos atentos às novas demandas e prontamente adaptamos nossas ofertas para incorporar soluções modernas.

O que tem sido feito para explicar ao público a importância do seguro de vida e previdência?

Estamos investindo fortemente em campanhas de educação financeira, além de webinars e workshops, para ressaltar a importância do seguro de vida e da previdência. Nossas mídias sociais têm se destacado no setor, e o nosso videocast “Zona Segura” se tornou o mais assistido do mercado, proporcionando conteúdo relevante, inovação e ferramentas úteis tanto para clientes quanto para parceiros.

Qual o papel da educação financeira na democratização do seguro e da previdência e como ela permeia as ações do grupo MAG?

A educação financeira é um pilar essencial para a democratização do seguro e da previdência, pois capacita as pessoas a tomarem decisões melhores. No grupo MAG, promovemos continuamente iniciativas de capacitação e conscientização, integrando a educação financeira em todas as nossas ações e materiais. Nosso objetivo é garantir que tanto parceiros quanto clientes reconheçam a importância e os benefícios de se proteger financeiramente, contribuindo para um futuro mais seguro.

Capitalização arrecada R$ 15,07 bilhões no primeiro semestre de 2024

denis morais fenacap

Fonte: Fenacap

Às vésperas de completar 95 anos, em setembro, a Capitalização tem motivos para celebrar. Consolidada no mercado como um segmento versátil, capaz de se reinventar ao longo de décadas, a Capitalização registra bons resultados no primeiro semestre de 2024. Confirmando a tendência de crescimento registrada mês a mês neste ano, a arrecadação no setor somou R$ 15,07 bilhões de janeiro a junho, um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2023, como mostram os dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). 

Ao verificarmos os resgates, foram pagos à sociedade R$ 12,03 bilhões, uma evolução de 13,4%, comparada ao mesmo período do ano anterior. Sobre sorteios, foram destinados R$ 900 milhões, incremento de 21,6%. Isso significa que quase R$ 13 bilhões foram incorporados na economia brasileira, um recurso considerável para o consumo das famílias e empresas. Em reservas técnicas, o setor já acumula R$ 40 bilhões. 

Para os clientes, pessoas físicas ou jurídicas, os títulos funcionam como instrumento de disciplina financeira, estimulando a possibilidade de guardar dinheiro com segurança, tendo ainda a chance de concorrer a prêmios. Levados em consideração por quem faz planos ou opta por ter uma reserva para realizar sonhos e resolver imprevistos, os títulos de Capitalização da modalidade Tradicional seguem tendência de alta: nos seis primeiros meses do ano, registrou R$ 10,94 bilhões em arrecadação, seguida pela Filantropia Premiável, com R$ 1,94 bilhão. A confiança da população nesta modalidade permitiu o repasse de R$ 934 milhões a entidades filantrópicas no período, aumento de 26,5%, se comparado a 2023. Com o envio desses recursos a instituições de todo o país, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social podem receber atendimento em áreas como saúde e educação.

O Instrumento de Garantia é outra modalidade que se destacou nos meses de janeiro a junho, com resultado de R$ 1,6 bilhão. Esta é uma opção para clientes que buscam, por exemplo, uma alternativa à figura do fiador ao negociar o aluguel de um imóvel ou até na contratação de serviços de toda ordem, como uma pintura em casa, por exemplo, servindo como uma garantia para sua execução. 

O balanço de janeiro a junho também apresenta um panorama do desempenho da Capitalização por região do país. O Sudeste totalizou receita de R$ 8,63 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 2,80 bilhões; Nordeste, com R$ 1,63 bilhão; Centro-Oeste, com R$ 1,38 bilhão, e Norte, com R$ 640 milhões. 

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, o desempenho crescente da Capitalização é reflexo da confiança dos clientes em um setor com credibilidade e que oferece produtos que atendem a vários perfis de consumidores:

“A Capitalização se apresenta como um segmento sólido, com todas as regulamentações necessárias e que se reinventa ao longo de mais de nove décadas, trazendo soluções viáveis e seguras para toda a sociedade. Essa diversidade de produtos e a robustez dos títulos contribuem para que a Capitalização alcance resultados consistentes mês a mês, conquistando cada vez mais novos consumidores e contribuindo com a economia do país”, analisa Morais.

Icatu Seguros reforça a importância de se pensar em proteção durante o planejamento financeiro

icatu seguros na XP Expert

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros, patrocinadora Ouro da Expert XP 2024, considerado o maior festival de investimentos do mundo, reforça a importância da complementaridade do seguro de vida e da previdência privada para a construção de um futuro seguro e longevo. Além de proporcionar que os participantes do evento conheçam o seu “eu” do futuro em uma experiência lúdica e imersiva, a seguradora apresentará aos assessores presentes a A.V.I., assistente virtual da Icatu projetada para revolucionar a gestão de carteira e cotação de seguros na palma da mão, via WhatsApp.

A tecnologia, que poderá ser testada no estande da companhia no evento, foi desenvolvida por meio de avançados modelos de automação e Inteligência Artificial (IA) generativa e reduz em 85% o tempo médio para cotação da modalidade de seguro de vida individual – de 5 minutos para cerca de 40 segundos.

A IA também marca presença na “Cápsula do Amanhã”, ativação que convida o público a refletir sobre proteção e planejamento financeiro na longevidade. No estande de 64 m² a marca traz ainda um espaço especial dedicado à Icatu Vanguarda – braço de investimentos da companhia – para promover debates, trocas e interações com o público ao longo do evento.

“Um bom planejamento financeiro não pode mais desconsiderar mecanismos de proteção financeira, como o seguro de vida e a previdência privada. Os diversos desafios recentes que temos enfrentado, a exemplo da pandemia, tem deixado claro que um dos mandamentos de uma boa gestão de recursos na atualidade é se preparar melhor para o inesperado da vida. É um pouco desse debate que queremos provocar na Expert XP deste ano”, afirma Guilherme Hinrichsen, Vice-Presidente Comercial da Icatu Seguros. “Durante o evento, mostraremos como uma estratégia de proteção completa e abrangente pode ser aplicada na criação das carteiras ideais para os clientes”, completa.

Na Expert, a companhia participa ainda de painel que discute alavancas para maximizar seguros em diferentes estruturas de negócios, marcado para o dia 29 de agosto, na Pop Up Onde investir. O debate contará com a participação de Camila Galdino, Gerente Comercial da Icatu Seguros, que abordará a importância de considerar ferramentas de proteção – como Seguro de Vida e Previdência Privada – na estratégia financeira dos clientes.

A Expert XP – O maior festival de investimentos do mundo chega a sua 14ª edição em formato híbrido, durante os dias 30 e 31 de agosto. A cada edição, a Expert XP se torna maior e mais relevante, ocupando mais de 54 mil m² da maior casa de eventos da América Latina, o São Paulo Expo. Durante os dias de evento aberto ao público, haverá cinco palcos de conteúdo com os melhores experts de investimentos e personalidades de destaque do Brasil e do mundo.

AXA no Brasil apresenta novo site que reflete o crescimento e evolução da companhia

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A AXA no Brasil continua ampliando sua presença no mercado nacional e evoluindo em processos e produtos. Esses avanços se refletem na reformulação do seu site, pensado para atender às necessidades de segurados e parceiros comerciais. Agora, a página institucional traz uma experiência de navegação mais simples, acessível e intuitiva, com recursos que destacam a agilidade e a facilidade de uso.

Danielle Titton Fagaraz, Diretora Comercial Digital e Marketing da AXA no Brasil, comenta que a empresa está num processo de transformação, em linha com os planos traçados na estratégia 2023-2027 de crescimento, e o site é ferramenta importante na jornada dos clientes. “O site é a porta de entrada para o nosso universo. Além de interagir com a marca e seus atributos, os usuários terão uma visão ampla da nossa oferta e como ela é distribuída entre corretores e parceiros. Para isso, adotamos uma linguagem mais simples e acessível, facilitando a compreensão. Essa é a materialização do nosso valor: colocar o cliente em 1º lugar”, aponta.

A reformulação do site também incorpora recursos de acessibilidade como traduções de textos ou imagens para libras, aumento de fontes e outras funções importantes para facilitar a leitura das informações. As funcionalidades foram pensadas para atender a uma ampla gama de necessidades, incluindo idosos, pessoas com dislexia, baixa visão, TDAH, e outras deficiências visuais. 

Além de promover a inclusão, os mecanismos reforçam o comprometimento da empresa com a meta de fomentar um ambiente digital acolhedor para todos os usuários. A transformação digital é um pilar da companhia, que visa estar no Top 5 das linhas em que atua até 2027, com foco em inovação, tecnologia e, sobretudo, na experiência do cliente.

Cada detalhe do novo site foi pensado para simplificar e dinamizar a interação, desde a busca por informações até o suporte oferecido pelas ferramentas digitais. “O cliente é sempre o ponto de partida dos nossos projetos. Para isso, realizamos dinâmicas de workshops, pesquisas, entrevistas e testes de conceitos, abrangendo corretores e clientes para garantir que estamos oferecendo soluções relevantes”, reforça Danielle.

Uma das novidades é a página exclusiva para corretores, que oferece informações detalhadas sobre a proposta de valor, atualizações recentes, calendário de eventos, depoimentos e perguntas frequentes. Além disso, a funcionalidade de indicação de corretores permite que clientes busquem profissionais com base na localidade e no tipo de produto, facilitando a conexão entre eles e os clientes.

Com o novo site, a AXA reforça sua trajetória de excelência, sempre em sintonia com as necessidades daqueles que confiam na companhia para proteger o que mais importa.

Seguro para agentes autônomos de investimentos é destaque da Akad na Expert XP

Fonte: Akad

Em sua estreia na Expert XP, o maior festival de investimentos do mundo, a Akad Seguros promete destacar vantagens e anunciar novidades sobre seu seguro direcionado a agentes autônomos de investimentos. A seguradora, que terá um estande próprio no evento, é a única do País a oferecer o serviço com exclusividade para os profissionais da XP. A Expert XP acontece sexta-feira (30/08) e sábado (31/08), em São Paulo.

“O seguro foi pensado para dar tranquilidade e autonomia a estes profissionais, que atuam expostos a uma variedade de riscos e vinham sendo esquecidos pelo mercado segurador”, destaca Mariana Miranda, head de Marketing e Vendas da Akad. De acordo com a executiva, a apólice de Erros e Omissões protege os agentes autônomos contra reclamações em órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mitigando prejuízos financeiros e de reputação.

Com quase 20% de participação de mercado, a Akad é a principal referência no Brasil em seguro de Responsabilidade Civil, segmento que já vinha ganhando espaço entre profissionais liberais como médicos, advogados e arquitetos. Para os agentes de investimento, as coberturas incluem contratação facilitada pela internet com apenas cinco respostas, rede especializada de atendimento de sinistro sem limitação, plantão de dúvidas e lucros cessantes decorrentes de riscos cobertos.

Ainda de acordo com Miranda, Akad e XP podem trabalhar em conjunto para desenvolver novos produtos customizados, alinhados às transformações do mercado e ao perfil de risco dos segurados. “Estamos empenhados em diversificar a cultura do seguro, seja na proteção a bens físicos, seja como ferramenta que faz parte do planejamento financeiro”, afirma a executiva. “Viemos dialogar com investidores, profissionais liberais e pequenos empresários que até então não tinham acesso a soluções de proteção do patrimônio”, explica.