Murilo Riedel deixa Santander Seguros

Murilo Reidel

Depois de 3 anos bem vividos no banco Santander, Murilo Riedel parte para novos desafios. “Foi uma jornada incrível no banco. Entreguei os três melhores anos de seguros do banco”, comentou o executivo que parte para um período mais próximo da família na Espanha. Denis Ferro assume o comando.

Antes do Santander, Riedel passou 21 anos no grupo alemão HDI Seguros. Esteve à frente da construção da Santander Seguros, empresa que gera receitas de comissão próximas da casa dos R$ 3,8 bilhões ao ano e R$ 10 bilhões de prêmios líquidos. “Um grande time e um dos maiores ecossistemas de seguros do mercado brasileiro com as melhores soluções de proteção de vida e patrimonial. Um grande projeto construído com muitas mãos, muito trabalho e amigos. E também ainda muitas lições de casa a fazer”, diz.

Susep faz estudo e conclui que Brasil tem segundo pior índice de cobertura entre 14 países

Alessandro Octaviano SUsep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de divulgar o estudo “Lacuna de Proteção para Catástrofes Naturais: estudo de caso sobre os eventos no Rio Grande do Sul durante o outono de 2024”. 

Elaborado pela Coordenação-Geral de Estudos Econômicos da Susep, o estudo busca estimar a lacuna de proteção para catástrofes naturais no Brasil, com base no caso das chuvas torrenciais que assolaram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e início de maio de 2024.

A lacuna de proteção é uma medida que busca estimar a diferença entre o total de perdas econômicas e as indenizações pagas pelos seguros em relação a determinados riscos. Segundo Gabriel Porto, que coordenou os trabalhos de elaboração, alguns dos principais usos dessa métrica estão associados às catástrofes naturais. “No atual contexto de acirramento da crise climática, em que se observam eventos extremos cada vez mais frequentes e destrutivos, o tema tem sido discutido internacionalmente”, destaca Gabriel.

De acordo com o documento, estimativas de fontes externas apontam para efeitos de até aproximadamente R$ 89 bilhões por conta das chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul, enquanto os sinistros avisados por conta dessa catástrofe alcançaram R$ 6 bilhões até setembro de 2024, segundo dados do setor de seguros. 

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O resultado é uma lacuna de proteção que pode chegar até 93% para o caso da catástrofe no Rio Grande do Sul, um valor que aponta para a existência de um amplo campo para se estudar formas de aumentar a proteção oferecida pelos seguros privados no país, sem perder de vista a sua resiliência e capacidade de gerenciar riscos.

Como comparação, o estudo apresenta que as perdas seguradas em um evento semelhante ao furacão Katrina, ocorrido nos Estados Unidos em 2005, totalizariam US$ 60 bilhões contra US$ 175 bilhões de perdas econômicas – uma lacuna de proteção por seguros privados de nada menos que 65%.

Em outro estudo sobre o tema, a Swiss Re estimou que, em 2023, as catástrofes naturais causaram perdas econômicas de US$ 280 bilhões em escala global, dos quais US$ 108 bilhões foram indenizados por seguros, resultando em uma lacuna de proteção de aproximadamente 61,4%.

Para o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o estudo vai subsidiar a Autarquia em discussões que já estão em andamento, a exemplo dos diálogos no âmbito do Grupo de Trabalho que discute a Política Nacional de Acesso ao Seguro. “O Brasil tem um enorme potencial de crescimento para o mercado de seguros. O seguro precisa ser conhecido e, portanto, acessado pela população, reduzindo essa lacuna de proteção identificada pelo estudo. Precisamos de estratégias para alcançar e mobilizar esta grande capacidade de mercado que nós temos”, comentou em nota divulgada.

Sincor-SP anuncia perspectivas para 2025 com foco em inovação e reforça a importância do Conec

boris ber Sincor sp balanco 2024

O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Boris Ber, apresentou as principais perspectivas para 2025 em uma entrevista que destacou os serviços prestados pela entidade, os avanços tecnológicos com a introdução de uma inteligência artificial (IA) inédita e o aguardado Conec 2025, um dos maiores eventos do setor de seguros.

O Conec, que será realizado no novo Distrito Anhembi, promete superar expectativas tanto pelo espaço reformado quanto pelo conteúdo oferecido. “Estamos preparando um evento com qualidade e cuidado para oferecer uma experiência enriquecedora para os corretores. É um desafio organizar algo dessa magnitude, mas estamos confiantes nos resultados”, afirmou Boris. Ele também destacou a importância do evento como um ponto de encontro para discutir tendências e fortalecer a relação entre corretores e seguradoras.

Uma das principais inovações para 2025 será a implementação da nova inteligência artificial, batizada de “Sinc.AI”. A tecnologia está sendo desenvolvida para otimizar o atendimento aos corretores e facilitar processos operacionais, como consulta de benefícios, emissão de boletos e inscrição em eventos. A IA será integrada ao novo site do Sincor-SP e contará com funcionalidades avançadas, como consultas automatizadas de condições gerais de apólices de várias seguradoras.

Segundo Boris, a ferramenta tem como objetivo tornar o Sincor-SP mais tecnológico sem perder a proximidade humana. “Estamos construindo um sistema robusto, que será um exemplo de como a tecnologia pode agregar valor ao corretor de seguros. Além disso, o atendimento direto por IA permitirá maior agilidade e eficiência”, explicou.

A IA foi concebida para ser uma personagem interativa, adaptando sua aparência de acordo com o ambiente virtual em que está inserida, seja um evento corporativo ou um ambiente mais informal. Além disso, contará com integração via WhatsApp, permitindo que os corretores tenham um atendimento personalizado e direcionado para suas regionais de origem.

Boris Ber também pontuou a importância de acompanhar de perto as mudanças legislativas que afetam o setor de seguros, como a nova lei de seguros e questões relacionadas às associações de proteção veicular (APVs). “Precisamos estar atentos às mudanças e preparar os corretores para entenderem as implicações jurídicas e práticas dessas transformações. Estamos planejando eventos e debates para tratar desses temas em profundidade, com a participação de especialistas e da imprensa.”

O lançamento da IA, a modernização do site e as melhorias no atendimento fazem parte dessa estratégia, que visa colocar o corretor de seguros em uma posição de destaque no mercado em constante transformação. “Nosso trabalho é proporcionar ferramentas e informações de qualidade para que o corretor esteja sempre à frente no mercado”, destacou Boris.

O Conec 2025 marcará o início de uma nova jornada para o Sincor-SP e seus associados, reforçando o compromisso com a inovação tecnológica e a excelência no atendimento. Boris finalizou a entrevista reafirmando que o Sincor-SP está pronto para um ano extraordinário. “Queremos que todos os corretores e parceiros se sintam parte dessa evolução, porque juntos somos mais fortes.”

Generali Global Corporate & Commercial anuncia nomeações na região do Mediterrâneo e AL

Fonte: Generali

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) anuncia duas novas nomeações na região do Mediterrâneo e América Latina, sob a liderança de Patricia Puerta. Criada em 1º de novembro, a unidade de Transformação de Negócios e Excelência Técnica passa a ser liderada por José Maria Romero de Tejada, que se reportará diretamente à Puerta. Essa estrutura visa apoiar o desenvolvimento de iniciativas estratégicas em todos os países de cobertura da companhia. Por sua vez, Mikel Bermejo foi nomeado Chefe de Subscrição, também se reportando diretamente à Puerta. Mikel ingressa no Grupo com experiência significativa no setor de seguros corporativos.

“Gostaria de dar as boas-vindas a Mikel Bermejo à nossa equipe e parabenizar José Maria Romero de Tejada por sua nova função”, diz Patricia Puerta. “Essas nomeações visam fortalecer e impulsionar nossa visão estratégica e o crescimento da companhia na nossa região de atuação. A liderança de José Maria na transformação de negócios impulsionará nossas iniciativas estratégicas, enquanto a vasta experiência de Mikel em subscrição elevará nossas capacidades e ofertas de serviços. Sua expertise técnica e estilos de gestão de pessoas vão desempenhar um papel fundamental na ampliação de nossa excelência operacional e na entrega de valor aos nossos clientes”.

Conheça os executivos
José Maria Romero de Tejada tem uma carreira de destaque no setor de seguros, com mais de 13 anos de experiência na Generali, abrangendo diversas áreas, incluindo subscrição de engenharia civil, planejamento estratégico, eficiência operacional e excelência técnica. Antes dessa nova função, ocupou vários cargos de liderança na GC&C Mediterrâneo e América Latina, como Chefe de Sinistros e Chefe de Operações e TI. Possui Mestrado em Gestão de Negócios de Seguros pela ICEA – Pontifícia Universidade de Salamanca, MBA Executivo em Administração de Empresas pelo IESE Business School – Universidade de Navarra e Mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Politécnica da Catalunha.

Mikel Bermejo tem vasta experiência no setor de seguros corporativos. Ocupou cargos importantes em subscrição e gerenciamento de riscos, recentemente atuando como Chefe de Propriedade IBERIA na QBE Europe, em Madri. Nessa função, gerenciou uma carteira crescente e lucrativa juntamente com uma equipe multicultural. Mikel também liderou projetos internacionais significativos em áreas de subscrição e operacionais, incluindo a definição de novas estratégias de subscrição para a região da Europa. Seu profundo conhecimento do mercado e comprovado histórico no desenvolvimento de estratégias de subscrição bem-sucedidas o tornam uma adição valiosa à equipe da GC&C. Ele possui diploma bilíngue em Administração de Empresas pela Universidade Carlos III de Madrid e um programa de pós-graduação em Gerenciamento de Projetos pelo IESE Business School – Universidade de Navarra.

FF Seguros lança seguro para equipamentos médicos

Fonte: FF Seguros

A FF Seguros lançou uma versão de seguros na modalidade Riscos Diversos (RD) Equipamentos para Médicos, Odontológicos, Esteticistas e Veterinários. O objetivo é minimizar riscos, garantindo todo o suporte aos profissionais do setor de saúde caso ocorra algum acidente, evitando perdas de receita ou mesmo paralisação das operações com seus pacientes.

O RD Equipamentos para a área de saúde permite que o profissional tenha tranquilidade para investir no desenvolvimento de sua clínica, preservando o patrimônio. Um segmento que merece atenção é a contratação do seguro para equipamentos estéticos e dermatológicos. Trata-se de um produto essencial para as clínicas de estéticas que utilizam equipamentos de última geração e alto custo.

Outro benefício do RD é assegurar o ressarcimento de prejuízos decorrentes de danos de causa externa, além da flexibilidade de considerar outras coberturas como roubos, furtos mediante arrombamento, incêndios, danos elétricos ocorridos nos equipamentos. Entre eles, ressonância magnética, ultrassom, aparelhos de pressão, desfibriladores cardíacos, instrumentos de esterilização, eletrocardiograma, cadeira odontológica, aparelho de raío X, scanner intraoral, combo de estética, combo de reabilização, raio X portátil veterinário,  entre outros.  

De acordo com Daniel Camargo, Superintendente de Produtos da Unidade de Negócios (BU) de Canais Digitais da FF Seguros, o RD para Equipamentos da área de saúde passa a integrar a plataforma digital desenvolvida pela companhia. Rápido e descomplicado, o sistema operacional oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. Trata-se de uma ferramenta que visa simplificar o processo de cadastramento das corretoras e aprovação das apólices.  Em apenas um minuto, é aprovada a apólice de seguro sem que o corretor e seu cliente tenham de aguardar horas ou dias para aprovar a transação.

Os seguros que fazem parte do portfólio da unidade de Canais Digitais são baseados no conceito do mundo digital: cotação instantânea, emissão da apólice 100% digital e disponibilização de inteligência de performance através de dados e dashboard de controle. A facilidade, agilidade e a segurança da plataforma permitem ao corretor apresentar cotações e emitir apólices em poucos cliques e sem burocracia.

O novo RD faz parte do portfólio de seguros da BU Canais Digitais da FF Seguros, lançada em abril de 2022, e hoje composta por 10 produtos. Entre eles, Responsabilidade Civil (E&O), voltado para as categorias de Médicos, Dentistas e Corretores de Seguros, Riscos Diversos para Construção Civil, conhecido por Linha Amarela, Seguro de Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O) e Seguro de Bike. 

Daniel Camargo destaca que a plataforma digital já conta com mais de 3 mil corretores cadastrados. Trata-se de um número expressivo de corretores listados que podem montar suas carteiras de clientes na própria plataforma digital, projetando a rentabilidade das operações, volume diário, semanal e mensal de vendas, simulador de ganho de comissões, campanhas promocionais, sistema de pontuação e prêmios.  Segundo ele, o prêmio de seguro acumulado da unidade Canais Digitais mais que dobrou este ano em relação a 2023 atingindo o valor de R$ 40 milhões. A meta para 2025 será superar R$ 100 milhões em prêmio.

Icatu Seguros é uma das vencedoras do Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg

A Icatu Seguros, maior seguradora independente do país em Vida, Previdência e Capitalização, foi destaque na 13ª edição do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização, promovido pela CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras). A companhia levou o segundo lugar em Capitalização, com a solução Icatu Dupla Garantia, e o terceiro em Produtos e Serviços, com a A.V.I. (Assistente Virtual da Icatu).

O Icatu Dupla Garantia é uma solução inédita que une título de capitalização com seguro prestamista, facilitando a desburocratização da locação de imóveis. O produto permite que locatários contem com proteção para quitação do saldo do contrato de locação em casos de morte e invalidez, além de um percentual do capital segurado para perda de renda, promovendo maior segurança para inquilinos e proprietários.

“Estamos muito felizes com este reconhecimento da inovação que o Dupla Garantia representa para o mercado. O grande diferencial desta solução é que ela possibilita uma camada adicional de proteção tanto para o proprietário quanto para o inquilino, trazendo maior tranquilidade e estabilidade para ambas as partes envolvidas no contrato de locação. Sem dúvida, ele não só traz o DNA de inovação da Icatu como também reforça a essência da companhia, que é a proteção de pessoas”, explica Marcelo Oliveira, Diretor de Produtos de Capitalização da Icatu.

Já na categoria Produtos e Serviços, a Icatu Seguros concorreu com a A.V.I. (Assistente Virtual da Icatu). Lançada em agosto de 2024, a solução se destaca como a única IA no mercado a realizar gestão de carteiras de clientes. A tecnologia utiliza Inteligência Artificial para oferecer aos corretores uma experiência ágil e personalizada diretamente pelo WhatsApp. Com a A.V.I., é possível realizar cotações de Seguros de Vida em cerca de 40 segundos, reduzindo o tempo médio em 85%.

“A A.V.I. é um projeto inovador que faz parte de uma série de medidas que a Icatu tem tomado nos últimos anos. Desde seu lançamento, ela já gerou mais de 10.571 mensagens automatizadas, tornando o dia a dia dos corretores mais ágil e eficiente. E, sem dúvida, esse reconhecimento é mais uma chancela do quanto ela veio justamente para trazer essa disrupção ao mercado. Estamos muito felizes com este destaque tão importante no nosso setor e vamos seguir adiante buscando mais inovações para melhorar a experiência dos corretores e democratizar o acesso ao seguro no país”, afirma Eduardo Vieira dos Santos, Superintendente de Soluções Digitais da Icatu Seguros.

O Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização já reuniu 1.155 projetos que contribuíram para estimular o trabalho em equipe, promover a melhoria do atendimento ao cliente, gerar maior eficiência aos negócios de seguradoras, corretoras, prestadores de serviços e toda a cadeia produtiva do Setor. A premiação aconteceu na última quinta-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.  

MetLife celebra resultados do ano com feijoada tradicional e mira 2025 com novidades para corretores

A MetLife realizou a 10ª edição de sua tradicional feijoada no Rio Scenarium, icônico espaço cultural carioca, para celebrar os resultados de 2024 ao lado de corretores de seguros e parceiros de negócios. O evento reuniu cerca de 280 convidados, marcando um momento de reconhecimento e confraternização enquanto a companhia já projeta novos planos e estratégias para 2025.

Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, destacou a relevância da celebração e o impacto positivo que ela tem entre os parceiros. “Este evento é uma forma de agradecer aos corretores que são fundamentais para o nosso sucesso. É uma ocasião para comemorar o ano excepcional que tivemos e preparar o próximo, com muitas novidades no segmento de seguros de vida e odontológicos, que têm imensas oportunidades de crescimento no Brasil”, afirmou.

Segundo Gomez, a companhia alcançou resultados extraordinários em 2024, fruto de iniciativas implementadas nos últimos anos. Ele destacou a crescente demanda por seguros de vida como ferramenta de planejamento financeiro, especialmente em um cenário de baixo desemprego e maior conscientização da população. “O mercado está em ebulição, com novas ideias e projetos. Em fevereiro, começaremos a divulgar novidades no mercado, focadas em atender os corretores e expandir nossa atuação.”

Luiz Gevaerd, diretor de planejamento comercial, reforçou a importância da proximidade com os parceiros para identificar novas oportunidades. “Em 2024, ouvimos muito nossos corretores e lançamos produtos em segmentos onde ainda não estávamos presentes. Para 2025, anteciparemos conexões com os corretores do segundo semestre para o primeiro, ajustando expectativas e desenvolvendo soluções alinhadas às necessidades dos clientes, especialmente pequenas e médias empresas”, explicou.

Alessandra Castellano, diretora comercial da MetLife no Rio, celebrou a consolidação do evento, que começou com apenas 70 convidados e, hoje, recebe quase 300. “A feijoada se tornou uma tradição aguardada pelos corretores. É uma alegria imensa ver como ela cresceu e como os parceiros valorizam essa celebração.”

Mercado promissor e foco na inclusão

A MetLife projeta 2025 como um ano de avanços, impulsionada pelo aumento da atratividade dos seguros de vida e odontológicos. Gomez enfatizou o potencial do seguro de vida como mecanismo de inclusão social, abrindo espaço para atender segmentos que historicamente não tinham acesso a essa proteção. “Acreditamos que o seguro de vida é essencial para manter a estabilidade financeira das famílias, e temos o compromisso de expandir esse mercado para todas as classes sociais.”

Arthur J. Gallagher anuncia aquisição da AssuredPartners por US$ 13,45 bilhões

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Fonte: Reuters

A Arthur J. Gallagher (AJG.N) anunciou nesta segunda-feira que irá adquirir a corretora de seguros AssuredPartners em um acordo totalmente em dinheiro avaliado em US$ 13,45 bilhões. A transação visa fortalecer sua atuação nos setores de seguros de propriedade, acidentes e benefícios aos funcionários nos Estados Unidos.

A iniciativa segue os passos de concorrentes como Aon (AON.N) e Marsh McLennan (MMC.N), que fecharam negócios de US$ 13 bilhões e US$ 7,75 bilhões, respectivamente, nos últimos 12 meses, para expandir suas operações no lucrativo e crescente mercado de seguros para empresas de médio porte. Esse segmento atende empresas de médio porte, com receita anual entre US$ 10 milhões e US$ 1 bilhão.

A publicação The Insurer, da Reuters, havia relatado no domingo, com exclusividade, que a Gallagher estava perto de fechar o acordo para adquirir a AssuredPartners.A Gallagher informou que o valor líquido da transação foi de aproximadamente US$ 12,45 bilhões, após considerar um ativo fiscal diferido estimado em US$ 1 bilhão.

“O amplo alcance da AssuredPartners nos EUA e seu foco no mercado de médio porte a tornam um parceiro de fusão ideal”, afirmou J. Patrick Gallagher Jr., presidente e CEO da Arthur J. Gallagher.

A empresa de private equity GTCR — que fundou a AssuredPartners em parceria com o veterano da indústria de seguros Jim Henderson — descreveu o acordo como a maior venda de uma corretora de seguros dos EUA para um comprador estratégico na história do setor.

A AssuredPartners distribui seguros em segmentos como propriedade e acidentes, comercial, benefícios aos funcionários e linhas pessoais. Nos 12 meses encerrados em 30 de setembro, a empresa gerou US$ 2,9 bilhões em receita ajustada.

A GTCR originalmente possuía a AssuredPartners desde sua criação, em 2011, até 2015, quando vendeu a empresa com sede em Orlando, Flórida, para a Apax Partners, outra firma de private equity. Em 2019, um grupo de investidores liderado pela GTCR voltou a adquirir a empresa, com a Apax mantendo uma participação minoritária.

A Gallagher planeja financiar a transação, que deve ser concluída no primeiro trimestre de 2025, por meio de uma combinação de caixa, dívida e ações. A expectativa é que o acordo aumente os lucros ajustados da empresa em dois dígitos e fortaleça suas operações no Reino Unido e na Irlanda.

Paralelamente, a Gallagher anunciou uma oferta de ações no valor de US$ 8,5 bilhões para financiar a aquisição. Além disso, garantiu um empréstimo de curto prazo de US$ 13,45 bilhões.

No ano passado, a Gallagher já havia adquirido a unidade de corretagem de seguros do Cadence Bank (CADE.N) por US$ 904 milhões.

Ameaças econômicas ofuscam riscos climáticos e cibernéticos, aponta pesquisa global

Apesar dos sinais de melhoria nas condições econômicas globais, os líderes empresariais da maioria dos países do G20 continuam profundamente preocupados com as iminentes ameaças de recessões, escassez de mão de obra e aumento da inflação. Esses são alguns destaques da Pesquisa de Opinião Executiva, realizada pelo Fórum Econômico Mundial e publicada hoje por seus parceiros estratégicos Marsh McLennan, a principal empresa de serviços profissionais do mundo nas áreas de risco, estratégia e pessoas, e Zurich Insurance Group, segurador multilinha global líder e fornecedor de serviços de resiliência.

A pesquisa anual revela os cinco principais riscos a curto prazo identificados por mais de 11.000 líderes empresariais de 121 países. A recessão econômica, a inflação e a escassez de mão de obra e/ou talento continuam dominando a lista como os três principais riscos citados pelos líderes empresariais para 2024. Isso foi seguido pela pobreza e a desigualdade, que ocupou o quarto lugar nos cinco principais riscos globais deste ano.

Os eventos climáticos extremos apareceram no top cinco de riscos do G20 pela primeira vez desde 2022, como o quinto maior risco para os próximos dois anos. Isso se segue a um ano em que muitos países do G20 – incluindo Brasil, México, Alemanha, Indonésia e Estados Unidos – experimentaram fenômenos meteorológicos extremos, como inundações severas, precipitações acima da média, incêndios florestais, altas temperaturas ou atividade elevada de furacões.

As descobertas da pesquisa deste ano também indicam uma crescente preocupação com os riscos tecnológicos, incluindo os resultados adversos da inteligência artificial e a desinformação. Esses riscos aparecem seis vezes nas classificações específicas por país este ano, em comparação com apenas três menções em 2023. Foi classificado como o risco número um para fazer negócios na Indonésia, o risco número três para os EUA e o risco número quatro para fazer negócios no Reino Unido.

As ameaças persistentes de recessões, escassez de mão de obra, aumento do protecionismo e alta inflação estão na mente dos altos executivos, à medida que nos dirigimos para 2025. Além disso, a aparição de fenômenos meteorológicos extremos e riscos tecnológicos, incluindo as implicações da inteligência artificial e a desinformação, complicam ainda mais o panorama. Para navegar nesses desafios com sucesso, as empresas devem permanecer vigilantes e adaptáveis.”

Segundo Peter Giger, Diretor de Riscos do Zurich Insurance Group, “à medida que as empresas navegam em um panorama cada vez mais complexo, é essencial ampliar o foco além dos riscos econômicos. O ano de 2024 está a caminho de ser o ano mais quente já registrado, portanto, os impactos crescentes das mudanças climáticas apresentam desafios significativos que não devem ser ignorados. O rápido avanço das tecnologias emergentes ajudará a superar os crescentes desafios, mas também apresenta novas ameaças. Ao identificar e mitigar proativamente esses diversos riscos, as empresas podem construir resiliência e prosperar diante da incerteza. Abordar esses problemas de maneira direta não apenas protegerá as operações atuais, mas também posicionará as empresas para um sucesso sustentável no futuro.”

A Pesquisa de Opinião Executiva é realizada pelo Centro para a Nova Economia e a Sociedade do Fórum Econômico Mundial. A Marsh McLennan e Zurich Insurance Group são parceiros estratégicos do Fórum Econômico Mundial.

IRB (RE) cria Andrina, com capital de R$ 4 milhões, para atuar com risco climático

O IRB (RE) conseguiu a esperada autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para iniciar a Andrina Sociedade Seguradora de Propósito Específico para emitir Letra de Risco de Seguro (LRS), no segmento S1, em todo o território nacional, com capital de R$ 4 milhões.

Em recente entrevista, Marcos Falcão, CEO do IRB (RE), está otimista com o futuro das LRS. “Acreditamos que o Brasil atrairá investidores internacionais, uma vez que a diversificação, inclusive geográfica, dos riscos é um fator importante para esse tipo de fundo. Hoje, o país não participa do mercado internacional de ILS. À medida que o conhecimento sobre o tema avançar, , será possível criar novas alternativas de capital e também atrair investidores de outras partes do mundo”.

O time de Seguros e Resseguros do Machado Meyer auxiliou o IRB Re em cada etapa do processo de constituição da Andrina, incluindo a obtenção de todas as aprovações regulatórias e a definição, conjuntamente com os órgãos de administração do IRB Re, de toda a estrutura de governança corporativa da nova sociedade.

Cassio Amaral, sócio do Machado Mayer, comentou que esta iniciativa vem na esteira de recentes inovações regulatórias no Brasil, as quais passaram a permitir a criação de SSPE, com o propósito de realizar operações de resseguro colateralizadas pelos recursos captados via emissão de letras de risco de seguro (as quais, por sua vez, podem ser subscritas por meio de acordos privados e/ou via ofertas públicas de valores mobiliários).

“Este é um passo significativo para o mercado de (res)seguro brasileiro, já que marca o começo de uma nova era. Até esta data, esse tipo de estrutura – que já é difundido em outras jurisdições, como Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e Bermuda – ainda não havia sido implementado no Brasil, limitando a disponibilidade de capacidade do mercado local para absorver riscos”, comentou Amaral em nota.

A constituição da Andrina introduzirá um mecanismo totalmente inovador para a gestão de riscos catastróficos (a exemplo de desastres naturais), ao facilitar a emissão de ILS no Brasil. Isto ampliará substancialmente a capacidade de resseguro disponível no mercado local e abrirá novas oportunidades para investidores locais e internacionais, contribuindo para o crescimento e contínua renovação do mercado brasileiro de (res)seguro.

Segundo um estudo da Fitch, o sucesso das LRS em atrair fontes alternativas de capital de risco pode ajudar a estabilizar os custos de resseguros, ao mesmo tempo em que aumenta a concorrência no setor e mitiga o risco de contraparte dos resseguradores. Globalmente, os ILS representam cerca de 15% da capacidade total de resseguros, e no Brasil, a entrada das LRS poderia seguir uma tendência semelhante, oferecendo uma alternativa ao mercado tradicional de resseguros.

A Susep ressalta que em fevereiro deste ano, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicaram a Resolução Conjunta nº 9/2024, que disciplina a atuação, os requisitos, as atribuições e as responsabilidades do agente fiduciário na emissão de Letra de Risco de Seguro (LRS) por meio de Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE).   

A Resolução define como SSPE a sociedade seguradora que tem como finalidade exclusiva realizar uma ou mais operações, independentes patrimonialmente, de transferência de riscos de seguros, previdência complementar, saúde suplementar, resseguro ou retrocessão de uma ou mais contrapartes e seu financiamento via emissão de LRS, instrumento de dívida vinculada a riscos de seguros e resseguros. 

Letra de Riscos de Seguros – LRS 

A LRS é inspirada nos Insurance Linked Securities (ILS), um instrumento de captação que é amplamente utilizado por seguradoras e resseguradoras no exterior. Dessa forma, LRS são títulos vinculados a uma carteira de apólices de seguros e resseguros, que transmite aos investidores desses títulos o risco/retorno proveniente das atividades de seguro ou resseguro. 

A regulamentação das LRS busca contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais e dos mercados segurador e ressegurador brasileiros. As LRS podem aumentar a capacidade do mercado segurador na medida em que pulverizam os riscos de seguro para o mercado de capitais por intermédio das SSPE, que emitem e distribuem esses títulos, além de administrar os ativos que os garantem. As SSPE podem, por sua vez, nomear agentes fiduciários para representação dos investidores titulares da Letra de Risco de Seguro.